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Full text of "Annaes da imprensa periodica pernambucana de 1821-1908;"

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SHMFORD-VNffERSITY-UBRAiy 

BRANNER BRAZILIAN COLLECTION 





^:^^^U*^ J^^ 




DA 



IMPRENSA PERIODICA 



FERNAMBUCANA 



V 

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TIRARAM-SE 

deste livro vinte exempUtre^ v^speeiaen^ em papel velino 

de Outhenin-Chulandre Fils^ mimerados 

no prélo de la 20. 



mnmu periodica 

DE 

1HS1-1908 

DADOS HISTOKICOS K KIBLI0ORAPHI«'ON 

l'(H.I.Kfli(lN-.\]nis l'dll 



RECIPE 

TYPOGRAPHIA [>0 flJORNAL DO RECIPE» 
47— Ruft 15 (le Novemliro— 47 

180B 



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firasiliaii Librai/ 






* % 



EXPOSigAO COMMEMORATIVA 

DO 

Prìmeiro Centenario do EstaMecimento 

DA 

Imj>r*^ns^ rio I3i^;a»il 



n DE MAIO 



DO 

Gstado de Pemainbiico 

MANI>Al)A ITHLK.AK TELO KXM. SK. DKSlIMHARliAIKMt 

Sif/iff mando Antonio Goncaìres 




ADVERTENCIA 



A historia do jornalisrao de um paiz e evidente- 
mente empresa de realizagio tao desejavel qufto diffi- 
cultosa. 

Ainda que se nSo possa acceitar sem restriegòes a 
opinilo de Macaulay, de que «a unica historia verda- 
deira de urna nagfto se encontre nos seus jornaes», e 
seja mais acertado considerar, com Otto von Leixner, 
o seu valor comò fontes historicas sensivelmente atte- 
nuado por varias causas, nao é licito negar-se-lhes 
enorme iniportancia corno repositorios de factos socio- 
logicos, porquanto reproduzem com fidelidade inexce- 
divel as grandes correntes e as pequenas vagas da 
vida nacional. 

Considerada sob este aspecto a imprensa tem me- 
recido, em diversos paizes, o desvelo de proficuas 
investigagoes, e, al dm de numerosas bibliograpliias 



viri 

cnidadosamente organizadas, ja foi objecto de obras 
de synthese, elahoradas com todo o rigor dos moder- 
n08 niethodos, corno as de Triitz, Hatin e Hunt 

Taes forani, porém, os obstacnlos eneontrados por 
esses operosos escriptores no decurso dos seus presti- 
ino?i09 trabalhos, que so lograrara veneé-los gra9as a 
Ulna teliz allian§a de predicados rarnmcMite irina- 
nados. 

E' que perfeito desempenho de semelliante 
taréfa exige, em singular concomittaneìa, os talentos 
especulativos do historiador capaz de abranger, de 
coinprehender e de apreciar no conjuneto a evoluyao 
inteiradaimprensade urn paiz; o sobrio sceptieismo 
do politico militante apto a descobrir, sob a mascara 
dos programmas, os moveis e os designios reaes dos 
partidos, e, finalmente, a experiencia profissionai dos 
pormenores adquirida em prolongado tirocinio j or na- 
listico. 

Oomprehendendo que, na ausencia desses requi- 
sitos indispenaaveis, seria formosamente poco o fructo 
ainda do mais aturado labór, preferimos deixar a com- 
petencia de outrem tao meritorio en cargo e nos appli- 
camos a compór um repertorio analytico da literatura 
periodica pernambucana desde 1821, nos moldes do 
de Eugenio Hatin sobre a imprensa franceza, com 
as modificajòes suggeridas pelo estudo das obras 
similare» de Wuttke e Freisa, na Allemanha; Win- 
ckler, na Austria ; Warzée, na Belgica ; Grant e 
Duboc, na Inglaterra ; Spencer e Cucheval-CIarigny, 
nos ICstados-Unidos, e Orzali, na Republica Argen- 
gentiiiH. 



IX 

Neste intuito ha dezannos que solicitamos noti- 
cìas, examinaraos collec§5es e reuni mos apontamentos, 
que agora apresentamos coordenados de accòrdo com 
o seguinte plano : 

1.'' Estudo preliminar sobre a genese e os pro- 
gressos da arte typographica era Fernambuco ; 

2.'' A bibliographia historica do respectivo 
jornalismo, contendo de cada especie, na ordem do 
appareciraento, o titulo, o sub-titulo, a locai idade, a 
typographia, o impressor, o anno, o formato, a data 
do primeiro e do ultimo numero, a descripyao do em- 
blema, ou da vinhéta, a epigra phe, ou divisa, a perio- 
dicidade da publicagào, o pre§o da assigntitura e do 
numero avulso, a tiragem, os nomes dos redactores, 
collaboradores, proprietarios e gerentes, o programma, 
a orienta§ao, as tendencias, emfim todas as informa- 
56es desejaveis e... possi veis ; 

3.** Dados estatisticos sobre o numero dos jor- 
naes publicados em Fernambuco desde 1821 e a 
sua distribuigào pelas localidades e pelos annos em 
que appareceram ; 

4/ Um indice onomastico que permittirà achar 
facilmente o jornal desejado. 

Apesar dos esforgos pacien temente empregadose 
da avultada copia dos materiaes disponiveis, nao nos 
foi possivel observar rigorosamente este plano em 
todas as suas minudencias, e seria estulticia preten- 
dé-lo em trabalho de tào vastas proporgòes e exigindo 
tamanha somma de pesquisas pessoaes, tantas vezes 
penosas e estereis. 

2 



X 

Assira e que, quanto a tiragem exacta de cada 
jornal, so multo raramente conseguimos fixar cifras 
fidedignas, pois, é sabido ó empenho exiatente em 
occultà-las, ou exagerà-las, nio merecendo inteiro cre- 
dito nem mesmo as francamente declaradas ; de averi- 
guayao menos difficil, mas, nem sempre possi vel, acha- 
mos OS nomes dos redactores, devido à pratica domi- 
nante do anonymato e ao systema dos nossos jornaes 
deluirem a responsabilidade pessoal de cada redactor 
numa responsabilidade collectiva verdadeiramente 
anonyma. 

E', pois, assas prova vel que o presente inventa- 
rio da nossa literatura periodica contenha algumas 
lacunas e numerosos enganos, mas, sempre fìlhos de 
informagOes erroneas antes do que de negligencia nossa 
em apurà-las. 

Accresce que nào tivemos a nos guiar trabalho 
algum de precursores, pois, so nos ultimos annos, ^ 
historia da imprensa nacional comegou a ser estudada, 
e com rela^ao a Fernambuco, além da valiosa mono- 
graphia do Sr. F. A. Pereira da Costa — JSstabeleci- 
mento e desenvolvimento da iìnprensa em Fernambuco 
(1), alias restricta ao seu objecto, apenas encontrà- 
mos raros informes aproveitaveis — nunca sem verifi- 
cagao ulterior — noartigo — Progresso dojornalisìno do 
Bramii (2), do Sr. F. Sousa Marti ns, nas listas, pouco 
fieis, dos Jornaes que se témpublicado no Brasil, desde 
o dia 7 de Setembro de 1808 até 20 de Outubro de 



(1) Rev, do Inst. Arch. e Geogr. Pem.^ N. 39, pp. 25-54. 

(2) Rev. Trini, do hist. Ilist. e Qeog. BraXr. Torao VIU pp. 
262-275. 



XI 

1863y incluidas pelo Sr. A. J. de Mello Moraes na sua 
Chorographia Historica do Brasil (Tomo I, Parte 2', 
pp. 125-135), e, mais abundantemente, no excellente 
Catalogo da Exposigào deHistoria (io J?ra5i7,realizada 
na Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro, a 2 de 
Dezembro de 1881. 

Em compensagao, ^oube-nos explorar opulentas 
jazidas de materiaes, ainda virgens de qualquer 
investiga9ao, onde colhemos farta mésse de elementos 
ineditos. 

Da phase inicial da nossa imprensa possuimps 
collec§6es quasi completai adquiridas do espolio do 
eminente jornalista e historiador pernambucano José 
de Vasconcellos ; do periodo de 1830 — 70 encontrà- 
raos, na Bibliotheca Publica do Estado, a enorme col- 
lec9ào, quasi sein lacunas, reunida por Gaetano Finto 
de Veras, constando de varias contenas de volumes e 
que alli se acha desde 1876 ; para os annos posteriores 
nos foi de prestimo inestimavel a riquissima collecgào 
dejornaes brasileiros — hoje tambem recolhida àquella 
bibliotheca — do Dr. Joao de Oliveira que, aleni de 
franqueà-la às nossas constantes pesquisas, póz ao 
nosso dispór todos os seus catalogos e notas, e, coni o 
seu captivante interesse, jamais consentio que o nosso 
estimulo arrefecésse ante os mil obstaculos de em presa 
t&o ardua. 

Das bibliothecas da Faculdade de Direito do 
Recife, do Instituto Archeologico e Geographico Per- 
nambucano e do Gabinete Portuguez de Leitura de 
Pernambuco tiràmos tambem subsidios e nSo foi sern 
fructo exame a que procedemos nas collecgOes de 



XII 

jornaes dos Srs. Manuel José de Sant'Anna Araujo e 
Belmiro de Novaes, este intelligente bibliotbecario 
daquella benemerita associag&o. 

N&o satisfeito, compulsàinos ainda detidamente, 
dia por dia, as collec95e8 dos nossos diarios de todas as 
époehas, respigando aqui e alli noticias compensado- 
ras de tao enfadonho labór. 

Grande foi ainda o numero de pessóas que nos 
favoreceram com informa^Oes isoladas e, na impossi- 
bilidade de aqui agradeeer-lbes nomeadamente o seu 
concurso, d'entre ellas nos seja licito destacar o sau- 
doso Dr. J. A. Teixeira de Mello que, quando director 
da Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro, sempre 
manìfestoua maisefficazsolicitudepelo proseguimento 
da nossa taréfa. 

Finalmente, ao benemerito actual Governador de 
Fernambuco, o Exm. Sr. Desembargador Sigismundo 
Antonio Gon9alves, devemos a publicagào deste tra ba- 
lbo, quando jà desesperavamos de vé-lo impresso. 

Alfredo de Oarvalho. 

Recife, 18 de Dezembro de 1907. 



GENESE E PROGRESSOS 



DA 



ARTE TYPOGRAPHICA 



EH 

FERNAMBUCO 



Mfl^O^O^fl^OMO ^f^ O^O^OMO/^^li^ 



K- 




» • 



• • 



SENESE E PEOaEESSOS 



DA 



ARTE TYPOQRAPHICA 



FERNAMBUCO 



I 



De todos OS paizes americanos foi o Brasil o 
ultimo em que occorreu o estabelecimento definitivo 
da arte typographica. 

Eraquanto que jàexistia no Mexico, desde 1539, 
no Perù, em 1585, e nos actuaes Estados-Unidos, 
em 1638, so após a transraigrayào da familia real por- 
tuguezafoi, a 13 de Maio de 1808, inaugurada no Rio 
de Janeiro a Impressào Regia, primeira typographia 
regular que possuimos. 

Entretanto, o invento de Gutemberg cèdo ti véra 
ingresso em Portugal, onde jà pelos annos de 1464 
ou 1465 funccionavara prélos (1), e d'alli, acorapa- 
nhando a assorabrosa expansao colon ial do pequeno 



(1) Antonio Ribeiro dos SanfoH. — Memoria sobre a origera da im- 
prensa nos dominios portiigiiezes nos seculos XV, XVI, XVII e XV III.— 
MeìH. Acad. R.de lAsh.y Voi. Vili. 






16 



reino iberico, foram, no seculo immediato, levados às 
mais remotas paragens do Oriente. Missionarioft por- 
tuguezes, e gobretudo os padres da Companhia de 
Jesus, introduziram a imprensa na India, na China 
e no Japao, dando a luz preciosos vocabularios e 
gramraaticas das linguas indigenas, cujo merito o 
correr dos tempos nfto deslustrou, noa seus collegìos 
do Salsette (1552), Góa (1561), Macau (1590) e Ama- 
cusa (1593). 

Nao é inverosimil que pelo mesmo tempo, diz 
notavel autoridade (2), existissem tambem no Brasil 
typographias fundadas pelos Jesuitas, conjectura està 
das mais plausiveis, se considerarnios a importancia da 
sua coopera§&o, a partir de 1549, na obra da coloniza- 
§ào da nossa terra. 

Em auxilio dessa hypotheseaccresse ainda o facto 
de jà anteriormente ao seculo XVII haverem laborado 
prélos, devidos a mesma iniciativa, nas possess5es 
portuguezas da Africa Occidental, comò Loanda e 
B. Salvador, a antiga capital do Congo, nucleos de 
popula§ào civilizada incomparavelmente inferioresaos 
do continente fronteiro. 

Em parte alguma, porém, da Terra por Cabrai 
chamada da Vera Cruz^ se nos antolha mais possivel 
entao a existencia da imprensa do que na opulenta e 
prospera capitania de Duarte Coellio. Nao so porque 
Olinda ostentava desde 1576 o mais vasto e sumptuoso 
collegio da Companhia no Brasil, onde os padres man- 
tinham ligOes de casos de latim e de primeiras letras, 
mas principalmente porque, no dizer feliz de Capis- 
trano de Abreu, «foi Fernambuco o lugar em que pri- 
meiro abrolhou a fior literaria em nossa Patria.» 



(2) Fauhnann. — Dlustrierte Gesehichte der Buchdruckerkunst.- 
Leipxig, 1882, Voi. I, pag. 387. 



17 



Todavia, urge confessar que, nao obstante se con- 
jurarem circumstancias tao propicias a introducyao da 
arte typographica no Brasil, e especialmente em Fer- 
nambuco, nos fins do seculo XVI ou come90 do XVII, 
nenhuma prova material da sua existencia, unica ca- 
paz de produzira demonstra9ao cabal de senielliante 
enunciado, ibi até hoje encontrada. 

Além de nao ser conhecìdo um so impresso a que 
se possa attribuir tal procedencia, o completo silencio 
dos docuraentos coévos e de todos os nossos chronistas 
sobre um facto que difficilmente passaria ignorado, 
contribiie para ainda mais invalidar tal supposiyao. 



II 



Alguns decennios mais tarde, porém, uni aconte- 
cìmento, que exerceu influencia multipla e vigorosa 
em di versas correntes da nossa evolugfto cultural, pro- 
porcionou tambera ensejo favoravel à introduc^ao da 
imprensa em Fernambuco. 

No segundo quartel do seculo XVII gentes de 
uma nagao, na qual a immenso desenvolvimento com- 
mercial se alliavam sorprehendente progresso artis- 
tico e elevada cultura literaria, e era entào a unica 
onde à liberdade de pensamento nao amesquinliavam 
restricgOes, invadio e assenhoreou-se duradouramente 
da melhor poryao do Brasil Orientai. 

Serenad<»8 os tumultos da primeira occupagao, 
logo iniciaram os Hollandezes importantes melliora- 
mentos materiaes e transfer maram em pouco tempo 
Recife, de insignificante povoado de pescadores, na 
primeira cidade brasileira. 

Frincipalmente no decurso da administragao, il- 
lustrada e liberal, do conde Joao Mauricio de Nassau, 
ao par de grande prosperidade economica e industriai, 



18 



observou-se notavel incremento nas artes e na instru- 
0960 pubi Ica. 

DiflFundio-se o ensino elementar entra os filhos 
do paiz, e nas proprias aldeias dos ìndigenas crearam- 
se escoi as dirigidas por mestres para este fini prepara- 
dos nas universidades de Leyde, Utrecht e Groeninge ; 
Moreau refere mesmo que os Esta^ios Geraes cogita- 
ram da fundagSlo, no Recife, de um instituto de artes 
mechanicas (3). 

Oonhecida a particular predilecffto do goyerna- 
dorgeral pelas sciencias e artes, e nata alissimo sup- 
pór que, sob os seus auspicios, tambem se procurasse 
transportar à nova colonia a iraprensa, chegada na 
sua patria à inexcedivel perfeigSo em màos de iinpres- 
sores insignea, corno os Klzevires e os Plantin-More 
tua, as duas enormes dynastias de typographoa hol- 
landezes. 

E, realmente, aesim succedeu, conforme testemu- 
nha a correspondencia officiai trocada entro o Supre- 
mo Concelho do Governo do Brasil, no Recife, e a As- 
semblea dos XIX Directores da Companhìa das In- 
dias Occidentaes, em Amsterdam, conservada no 
Archivo Real de Haya. 

Em 28 (le Fevereiro de 1642 escrevia primeiro : 
(cOutroaim rogamos a V. Excs. queiram nos remetter 
uma typographia, ajfim de que as ordeuagoes e os edi- 
taes emanados de V. Excs. e deste governo, e os bilhe- 
tes de vendas, sendo impressos, obtenham maior con- 
sidera9ào, e de ficarmos dispensados do traballio fatì- 
gante de tantas copias». (4) 

Respondendo a està carta diziam, a 14 de .Julho 
domesinoanno, os supremos directores da Companhia: 



(3) Histoire des demiers trovbles des HoUaadois aii BivsLl. — PaHs^ 
1651, luì^. 205. 

(4) Brteven en Papieren nit Braxilie. — Anno 1642. N. 15. 



19 



«Quanto a remessa de urna typographia trataremos de 
vos satiafazer opportunamente ; ha pouco seguio da 
camara de Hoorn, para o Brasil um certo Pieter 
Janszoon, que aqui exerceu a profissao de typographo 
e, por occasiào da sua partida, nfto se mostrou avesso 
ù idèa de ahi introduzir a sua arte, mediante certas 
condigOes ; vamos procurar nos informar junto aos 
seus amigos afim de ver até que ponto se poderà levar 
este negocio» (5). 

Reiteraram do Recife o pedido, escrevendo, a 24 
de Setembro : «Sobre a remessa de urna typographia 
jà escrevemos a V. Excs. e é muito urgente que esti* se 
realize, porquanto hitamos com grandes difficuldades 
para executar as multiplas copias de editaes e ordena- 
55es, servigo para o qual somos constantemente obri- 
gados a distrabir muitos empregados, com prejuizo 
das suas func§oes ordinarias» (6). 

Manifestando a intengào de realizar a solicitada 
providencia, a Assemblea dos XIX promettia, a 21 de 
Maio de 1643: «De ha muito que consideranios na 
necessidade do està bel ecimento de uma typographia 
no Brasil, e agora recommendamos a pe^^sóa idonea 
que se informasse de algum mestre habilitado para 
este fim, e igualmente communicamos està resolugào 
a corporayao dos inipressores, de sorte que esperamos 
ver vosso pedido satisfeito dentro em breve» (7). 

Entretauto, o Concelho do Brasil voltura nova- 
mente à earga e, communicandoa 2 de Abril do mesmo 
anno, o fallecimento do typographo Pieter Janszoon, 
repetia : «esperamos que V. Excs. realizem a promet- 
tida remessa de uma typographia, afim de nos exone- 
rar das considera veis despesascom as numerosas copias 



(5) Register van uifgaande Brieven. — Voi. Il, pag. 64. 
(G) Brieven en Papiermi. — Anno 1642. N. 17. 
(7) Register cit.^ voi. U, pag. 136. 



20 



das ordena§6e8 e editaes em portuguez, o que importa 
em muito dinheiro, porquantoos escreventes da repar- 
tiy&o consideram este servigo corno extraordinario e 
fora da8 suas attribuigOes regulares.» (8) 

Nao padece duvida que os dii ectores da Compa- 
nhia pensaram seriamente em dotar a colonia do 
melhoramento reclamado, pois, ainda por duas vezes, 
encontràmos em seus officios allusOes ao assumpto : 
«Ao termos noticia do fallecimento do typograplio 
Pieter Janszoon, escreviam a 3 de Agosto de 1643, 
fecomraendàmos de novo a camara de Hoorn a re- 
messa de um outro, e està resolveu fransmittir o nosso 
pedido à corporagao dos impressores, afim de se arran- 
jar alguem cujaseondig5espermittam sigapara ahi. (9) 

JJ, a 6 de Julho de 1645, ainda repetiam : «Con- 
tinuamos a procurar um typographo que queira seguir 
pam ahi ; mas, até agora, nenhum se apresentou (10). 

Por aquelle tempo, porém, jà Mauricio de Napsau 
havia deixado o governo do Brasil Hollandez, e a 
administragao, entregue a incompetencia de avidos 
traficantes, via-se a bragos com a insurreigao pernam- 
bucana, sendo plausivel presumir que, absorvida por 
imperiosos interesses marciaes, nao fiouvesse cuidado 
da introduc§ao da imprensa: a este respeito é completo 
o silenciodos officios e cartas posteriores, que attenta- 
mente examinàmos. 

Ili 

Os factos que deixàraos consignados eram até 
hoje completamente ignorados, porquanto aqui appa- 
recem pela primeira vez a luz os trechos dos documen- 



(8) Brieveti en Papieren. Anno 1643. N. 19. 

(9) liegister eit.^ voi. H, pag.152. 
(10) Register cit.y voi. IT, pag.B41. 



21 



tos que 08 mencionam ; a conjunctura, porém, fora 
tao proplcia que entre os cultores da historia patria 
persistio por longo tempo urna vaga tradi§ao da exis- 
tencia de urna typographia em Pernambuco no tempo 
do dominio hollandez. 

O Conego Dr. Fernaudes Pinheiro vulgarizou 
ampiamente està memoria (11), para confirmagao da 
qiial Dr. Mello Moraes allegou provas apparente- 
mente irref ragaveis. 

(cPelos conhecimentos que tinhamos da historia 
patria, disse coni a irreflexao habitual o operoso es- 
criptor, sabiamos vagamente ter tido Pernambuco, 
durante a occupacao holiandeza, a arte typographica, 
porém, nao tinhamos visto nenhum documento im- 
presso daquelle tempo em Pernambuco. 

«Era 1857 indo nós a Bibliotheca Fluminense 
examinar o seu copioso archivo, nos communicou o 
Sr. Francisco Antonio Martins, zeloso conservador 
deste utilissimo estabelecimentò literario, existir nelle 
trinta e duas brochuras em hollandez, que custaram 
quatrocentos mil e trezentos réis ao estaoelecimento, 
sendo urna dellas impressa em Pernambuco no anno 
de 1647. Que so està brochura custou vinte e cinco 
dollars (cincoenta mil réis), e realmente nos mostran- 
do, observamos ter ella vinte e oitopagìnas impressas 
em caracteres gothicos, em papel antigo, cujo titulo é : 
Brasihchej Gelt-Sack,f Waer in dot klaerlijckjver^ 
toontwort, waer dai de Participar)- j ten vati de West^ 
Indische Compagrìie / haer Geldt ghebleven is.j — 
(Vinhéta) — Gednickt in B'asilien opH Recifflin de 
Bree-Bijl. I Anno 1647. (^'>/-4^ 38 pp. nnms). 



(11) Revista Trimensal do InstitiUo Histariro e Oeographtco 
BraxUeiro. — Tomo XXIII, pag. 89 — Estudos Historicos — Rio de, Janeiro^ 
1876. Voi. I, 1)1-. 342. 



22 



«Por mais que se queira determinar o anno em 
que se estabeleceu a arte typographica em Fernam- 
buco, nfto se póde com seguran9a affi rmar, e por isso 
contentamo-noscom a épocha da publicay&o que temos 
à vista.» (12) 

A traduc§ao do titulo do folheto, muìto infiel- 
mente copiado pelo laborioso historiographo alagoano, 
é : A Bolsa do Brasil. Na guai clar amente se mos- 
tra onde ficou o dinheiro dos accionistàs da Compa- 
nhia das Indias Occidentaes. Impresso no Brasil, 
no Becife, no Machadào. Anno 16^7 . 

Este opusculo — especie de libello diflFamatorio 
contra os directores da Companhia das Indias Occi- 
dentaes, e especialmente contra Hamel, Bas e Bulle»- 
trate, membros do Supremo Concelho do Brasil Hol- 
landez — nào escapàra a atten^ao dos bibliographos 
que se occuparam em inventariar a opulenta literatu- 
ra brasilio-hollandeza. 

Asher (13) em 1 854, e troemel (14) em 1860, 
descreveram-n'o, manifestando o ultimo, sobre a au- 
tlienticidade do lugar da impressao, duvidas resumi- 
das depois, pelo Visconde de Porto Seguro, em nota à 
Il istoria das Lvtas com os Hollandezes no Brasil 
(15) ; ao Dr. Jo«é Hygino estava, porém, reservado 
nos dar, na brilhaute noticia que antepoz a sua tra- 
ducjao do celebre pamphleto, a elucida§ao deste inte- 
ressante problema bibliographico (16). 

Comquanto desconhecesse a existencia das tenta- 
tivas que mencionàmos, o erudito investigador soube 
concatenar logicamente uma serie de argumentos de- 



(12) Chorographia Historica. Tomo I. parte 2*. pags. 118-119. 

(13) Bìhlioyrophical and Historical Essay. Amsterdam, 1854 
— 67, prg. 135. 

(14) Bibliothéque Arnéricmne. Leipzig. 1860, pag. 73. 

(15) Lishfkt, 1872, pag. 178. 

(16) Ber. do bist. Arch. e Geogr. Pern.^ n. 28. 



23 



cisìvos para a demonstrag&o de que o Brasilsche Geli- 
Sack fora impresso na Hollanda, e de nào ter havido 
nenhuma typographia em Fernambuco no decurso da 
occupa 960 batava. 

«E* este, que saibaraos, o unico testemunho de 
ura escripto contemporaneo do dominio hollandez 
acérca da introduc§&<) daimprensa no Recife, escreveu 
o nosso saudoso confrade. Este testemunho isolado, 
porém se encontra em um pamphleto anonymo, dicta- 
do provavelmente pela malevolencia, e por isso desti- 
luido de autoridade para destruir a prova em contrario 
que resulta do silcMicio de todos os e8crij)t<)re8 coevos. 

«A installiiyào de uina officina typographica no 
JRecife nào era um facto tao somenos, que escapasse à 
curiosidade «le Nieuhof, Barlaeus, Moreau, Calado, 
OS quaes, jà referindo os acontecimentos, jà aprecian- 
do a situa9ao da coionia hollandeza, ti vera m ensejo de 
sobra para transmittir-nos a noticia de semelhante 
facto. \\1) 

«Alem disto, considera90es sugeridas pelo pro- 
prio opubculo se oppoem a que admittamos comò ver- 
dadeira a declarH§ao do Autor. 

«Sabeinosque Hamel, Bas eBullestrate se reco- 
Iheram a Hollanda em Agosto de 1647, e de algumaa 



(17) Si se tivfjsse introduzido a imprensa na capital do Brasil Hol- 
landez durante os oito annos do governo da Niissaii ó extraordinario que 
seu panegj' rista Barìaeiis nao commeraoiusse 11 m facto tìlo honroso para 
este principe amigo das artes e das leti-as. 

Finalmente Calado, tratando das daas gazetas «[ue os f lamengos, sitia- 
dos no Recif(». fizrnim chegar às màos dos revoltosos, supporia natui-al- 
mente que essas gtizetas tjnham side impressa» nesta cidade, caso aqui hou- 

Elle. ; jitui, nào pòz em duvida que as gazetas tivéssem vindo da Hol- 
landa (...(iua^ gaxetas que aviào vimìoda Olindo impressas em lingua 
flamenga...^ Valer oso Lueideno^ pag. 252). 

Confronte-se com o que glie diz da supposta carta do rei de Portugal 

a pag. 330. 

Nota do Dr. José Hywino. 



24 



proposieoes do Autor se infere que foi depois da volta 
dos ex-governadorcj< (In Tirasi! que elle escreveu alli a 
2* parte do ojiuseulo. Ora, e inacreditavel que o 
Autor reuietttsso o .^eu nianuscripto, uesse mesmo 
anno de 1(>47, para o Iti»eife alim de ser publicado, 
quando os seus advei'sario-^ jM nOo exerciani autorida- 
do no Brasi] liullandez, e ate }<e Laviain ausentadó 
d'elle, accrescM'udo (pie està capital se acliava em con- 
dicóes rnuito anornihcs, oni conscijuencia do estreito 
cereo que Ihcliaviam posto os revoltosos de Pernam- 
buco. 

«Nao interessava, pois, ao Autor publicar o seu 
escrÌ2>to eiu unia praea d'arnias, euja populay^o, jà 
niuito reduzitla pela t ini^raeao (18), nao tinba tempo 
neni calma para oceupar-s<» coni reerìniiuayOes sobre 
opassado; mas, sirn na Hollanda, onde os accuzados 
estavam 2)rcsentes, e o accaizador i)odia deste modo 
agitar a opinino publica (*ontìa elles e mover ogover- 
no a mandar rc<[)onsal)illza-lo^, (]ue falera o firn do 
opuseulo. 

«E' verdade (jue se poderla de^viar està objeccào, 
sup})ondo que o Autor se reierio, naquella sua decla- 
raeao, a uma 1"* edieao do opuseulo, e nao a 2"' que teve 
logar na Hollanda, em 10 17, e de que elle apeuas deu 
a data. 

«O opuseulo foi impresso, diz elle, no 

Urer-BìJ/, e ih varios topieos se deprebende clara- 
nK^nte que tal ei*a a denominaeao de um escripto 
(opuseulo ou giiz(^ta), a <j[ue o Autor por vezes se refe- 
riu, expressando-sc* deste modo: examinae o 



(IS) I/s s ( i/ijirrssoff tif (fr ?rn)ni.s.<rr leitrx hùns aux mieitx qu'ils 
ponroìvufj et s'nnharquoinf à la fotilr daìm Ics rakiseaifx qu'on retonT' 
noient cu Einopc.» Moreau, pag. 51. 

Nota (lo Diì. José Hyoino. 



25 



que diz o Bree^Bijl^ tende conjianga no que narra 

o Bree-Bijlj corno bem diz o Bree^Bij /, etc. ì^ 

«Si pois (dir-se-ha) Bree-Bijl era o nome de utn 
escripto impresso (19), de que fazia parte o do Autor, 
e nào nome da officina de impress&o, deve-se enten- 
der que o Brasilsche Oelt-Sack teve duas edi§5es, urna 
no Recife, onde appareceu no Bree-Bijly e outra na 
HoUanda, em 1647. 

«(Admittida està ìntelligencia, cx>mprehende-8e 
que a 1* parte do opusculo, tendo sido escripta em 
Fernambuco em 1645, apparecésse publicada no 
Recife neste mesmo anno (20), quando Hamel e os 
seus companheiros constituiam o Supremo Concellio 
do Brasil, e eram objecto do odio {los flamengos, 
porque estes Ihes attribuiam a decadencia e mina da 
colonia. De volta à Hollanda, e Autor reimpriniio 
a !■ parte do seu opusculo em 1647, accrescentando- 
Ihe a 2* para pedir ao governo, nao a demissSo, que 
era um facto consumado, mas, a responsabilidade dos 
atassalhados ex-governadores. 

«Està explicagfto, porém, tem contra si a naturai 
intelligencia do texto, pois gedruckt. . . in de Bree-Bijl, 
significa impresso na officina do Bree-Bijl, e nada ha 
de extraordinario em que o opusculo ou gazeta, a que 
o Autor se referio, e a officina em que foi impresso . 
tivessem o mesmo nome, que ambos se denominassem 
— Ckitello ou Machado. 



(19) Asher registra um o|)USciilo, in-4.% de !36 pp. corti o titillo de — 
Brasilsche I Breede-Biji ; / offe T Samen- Spraekj / Tusschen KecsJansx. 
Sekotf, ko" I m^ììde uyt Brasil, eti Jan Maety / Koopmanskncrhf, hebbcudvj 
voor desen ook in Brasil. / geweest, j over j Ben rerloop in Brasil. jlnt 
Jaer onses Heeren, 104 7. A este opusculo se referem evidentemente as 
citagoes do Brasilsche (lelf-Sack, nao obstante os liollandezes costuniarem 
entào dar o nome de Breede-Bijl ou Bree-Bijl (machadào ou machado de 
folha larga) ao porto do Kecife. Vide: Bibliographieal and UisUyrical 
Essay, pag. 155,n.'*2:i9. 

(20) Jà vimos que em 1645 nfio havia typographia no Recife. 

4t 



26 



«Além de que, n&o é verossimil suppór que o 
Autor declarasse o logar da 1* edijao seni dar a data, 
e declarasse a data da 2' edÌ9ao, omittindo o logar e a 
officina da impressfto.» (21) 

InvestigagOes ulteriores permittem aclarar em 
alguns pontos e completar satisfactoriamente a argu- 
menta^ao do Dr. José Hygino. As cita95es no texto 
do Brasilische Gelt-Sack reportara-se certamente ao 
pamphleto Brasihche Breede-Bijly mencionado por 
A sii '^•r, e a dedarafào no titulo, de Gedruckt in de 
Brec'Bìjl nflo passa de mais urna precau5ao do Autor 
para fazer «ereditar na impressào do seu opueculo no 
Recite, porcjuanto ao seu porto davara os HoUande- 
zes aquella alcpnha. 

O famoso folheto teve realmente duas edigòes; 
ambas, porém, sem sombra de duvida, impressas na 
Hollanda. 

O illustrada bibliophilo Sr. José Carlos Rodri- 
gues possueexemplares d'ellas: trazem ambas a data 
de ir>47, mas difterem quanto a disposigào das linhas 
do titulo, ao formato, e a numerayào das pagi- 
nas. Urna, (n. 458), evidentemente a primeira, traz 
o frontispieio assim dividido: BraslUsche / Gelt'- 
Sack, ! Waer in dai klaerlijrk ver- / toovt nwf, waer 
dai de Participanten j van de Westindische Coumpa' 
gnie haer ì Geldt ghebUven is, — (VinhOta) — Gedru- 
ckt in Brasilien op't Reciff in de / Bree-BijL Anno 
1647, 6 de formato in-8" e consta de l»] folhas nao 
numerndas ; a outra, (n. 1086), de certo a segunda, 
é a que deixamos atràs descripta e foi tambeni a que 
teve presente o Dr. José Hygino. (22) 



(21) Loo. cit., p]). 12:-^-120. 

(22) Bihliotheen Brnsilieme, — Catalogo annotado dos livios sobre o 
Brasi 1 e de algiins autographos e manuscniptos pertenceiites a J. C. 
Rodriirnes. —Parte I. DescoVjrimento da America. Brasil Colonial. 
1 402-1 <S22.—///c» iif Janeiro. 1907, pp. 113-114 e 258 (iis. 458 e 1086), 



27 



Com que fica exposto, cremos haver encerrado 
odebate sobreatào disputada questàodo estabeleci- 
mento da imprensaem Pernarabuco pelos HoUandezes, 
tendo provado que foi realmente tentado, mas, nao 
chegou a se realizar. (23) 

Corrobora aìnda està verdade o testemunho do 
citado Moreau, dizendoque — Les États encore vou- 
laient^pour une plus grande facilité (Tvoir des livrea, 
y establir une Imprimerie pour le soulagement des uns 
et des autres (24). 

IV 

Em todo o longo transcurso do periodo colonia 1 
nào houve no Brasil, talvez, manifestagào alguma de 
progresso a que a raetropole deixasse de corresponder 
coni medidas prohibitivas, cu providencias vexatorias, 
ditadas por urna politica suspicaz que antevia na pros- 
peridade da vasta possessao americana a certeza da 
sua indepeudencia. 

Urna legisla§ao, severa até à crueldade, regulava 
em suas mais insignificantes funcyoes todaa yida eco- 
nomica e industriai, e a introduegao de quaesquer 
melhoramentos nella imprevistos viuham prompta- 
mente embargar novas disposi§5es condemnatorias. 

Este regimen de reclusfto systematica e de atraso 
imposto, pesando implacavel sobretudo no decorrer 



(23) Do que fica expòsto se ve quanto ó baldo de qualquer fumia- 
mento o seguiute asserto do Sr. Oscai* Caustatt : «A primeira typo- 
graphia no Brasil foi estabelecida, no anno de 1634, em Pemambucu. 
pelo Hollandez Bron : a primeira obra nella impiessa — Brasilianmhrr 
Cield-SarJc — appareieu em 1047.* — Basta a distancia entre as datas. 
da fimda^ào da typo^rapliia e do apparecimento do seu primeiro pr*- 
ducto, para demonstrar a evidencia a improbabilidade do facto. Vide: 
Das Kepublikanische Brasilien, Leìpxigj 1809, pa^. 360. 

(24) Lor. nt. 



28 



do seculo XVIII, nao impedio, é certo, se consoli- 
dasse ent&o a estractura da nossa actual nacionalidade. 

Mas, retardou-a e obstou a evolujao synchro- 
nica de muitos dos seus elementos culturaes. 

Assim, aobstinada opposigfto ao estabeleciinento 
da iraprensa determìnou, em parte avultada, a persis- 
tencia de certas falhaa da nossa constituÌ98o socioge- 
nica e a esterilidade relativa da nossa produc§ao lite- 
rana em urna phase de intensa actividade mental. 

So em Portugal, e so após hurailhantes processo» 
de censura previa, era permittido aos escriptores bra- 
sileiros dar à estampa os fructos das suas melitajoes e 
estudos. 

No Brasil o exercicio da arte de Gutembergera 
ciosaraente vedado e perseguidos sem cleraencia os 
seus discipulos. 

Em 1706, ou pouco antes, um individuo einpre- 
hendedor,de nome infelizmente ignorado,logron esta- 
belecer no Recife urna pequena typographia, era que 
se limitava tt impressào deletras de cambio e breves 
oragòes devotas. 

Tolerou, talvez, o seu funccionamento o entao go- 
vernador de Fernambuco, Francisco de Castro Mo- 
raes ; nao assim a córte de Lisboa que, ao ter noticia 
do supposto attentalo, pela ordem regia de 8 de Julho 
de 170G, Ihe impóz a injunc^ào de mandar «sequestrar 
as letras iir\pressas e notificar os donos dellas e os offi- 
ciaes da typographia, que nao imprimissem nem con- 
sentissemque se imprimissem livros, ou papHs avul- 
sos. (25) 

Desta sorte foi inutilizada a obscura typogra- 
phia, primeira que laborou em Pernambuco e em todo 
Brasil ; da sua existencia ephemera é testemunho 



(25) Antonio Joaqìiim de Mello. Biografias de algims poetas.- 
Beeife, 1856-59. Voi. IT, pag. 255. 



29 



unico documento ordenando a sua suppressao, nho 
tendo chegado até nós um so dos seus modestos pro- 
ductos. 

O receio de quo o valioso instrumento de liber- 
dade podésse ser aqui implantado clandestinamente, 
jamais abandonou o animo precavido dos ministros 
portuguezes; quarenta annos mais tarde constou ao 
governo da raetropole ter vindo para o Brasil «quan- 
tidade de letras de imprimir, e nio sendo conveniente 
haver ahi typographias, nem mesmo utilidade para 
OS impressores, por serem maiores as despesas que no 
Reino de onde podiam vir impressos os livros e papeis, 
no mesmo tempo em que <leviam ir as licen<;as da In- 
quisi§&o e do (yonselho Uitramarino, sem as quaes nào 
se podia imprimir nem correr obras», e logo foi deter- 
minado ao governador de Pernambuco, D. Marcos de 
Noronha, pela ordem regia de 6 de Julho de 1747, 
que, se Ihe constasse haver nos limites desta capitanin 
ditas letras, as mandasse sequestrar para o Reino por 
conta de seusdonos, notificando a estes e aos officiaes 
da imprensa «para que nfto imprimissem, nem consen- 
tissem que se imprimissem livros, obras ou papeis 
alfijuns avuls'^s, sem embargo de quaesquer licengas 
que tivéssem para dita impressào, sob pena de que, 
fazendo o contrario, seriam reraettidos presos para o 
Reiiio para se Ihes impór as penas em que tivéssem 
incorrido, de conformidade com as leis e ordens a res- 
peito.» (26) 

Muito provavelmente o material typographico a 
quealludia o citado documento, foi ^ destinaclo li im- 
prensa fu nd ad n, no Rio de Janeiro, por x\ntonio Isi- 
doro da Konseca, e da qual sairam, no mesmo anno de 



(26) F, A. Pereira da Costa. — Estabeletn mento e desenvolvimeiito 
da imprensa em Pernamlmco. Rev. do List. Arch.e Oeog, Pern.^w.'òd; 
pp. 26-27. 



30 



l7l7«(louH()u tr(!8 folhetoH; nào obetante a proteeg&o 
uii^ HO 8tH) proprietario dispensava o valido Conde de 
iH^Uidolla» tatnhem està primeira typographia flumi- 
ucii<^^ toi, voT ordem real, mandada destruir e quei- 
«i^r» Htìiu de quu j)or seu intermedio se n&o espalhas- 
55^m ìdótu5 contrftruis ao regimen colonia!. 



A traujimigrayRo foryada da córte portugueza 
pm v> Hnisil velo omfim attenuar os rigóres deste 
sv>itv'nuH oilionto e ìnstituir definitivamente a ìrapren- 
^ uv^tii |H<rto da America. 

i.> l\vrcto do 13 de Maio de 1808, creando, no 
Klv» lU' Junoìrv\ a ///*/> /»\s<?o Ha/iiiy assignala a data 
\j«' sru estui vUvuuento j>ermanente no nossopaiz. 

TiMuo dv'jKnìi, t's^timulado j>elo proprio governa- 
vlor ili Ìk\\\\h,o (VndediVsi Art\>s» t^pìrito culto e lì- 
lvt!il. o in'-'»^*ì'tiUt* Manuel Antonio da Silva Serva 
'»».;'riM:i\:i |»,uu ut lì utua tyjVirniphia, qne toi autori- 
•M.'.i A rini\'rit>nHr [vU oarta rt^iriu de o de Janeiro de 
i<t t 

K>tv i'\rni^>u> JcuTrtiitKHU ^*:^ai duvMa, Ricard»-> 
^•V . ".r^'t .< i.\4ri*'ì:»> a".M::.ur vir ilo. lc.j:*à:t^rr:i unia 






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31 



fund amento da desigualdade entre os homens, e se de 
preferencia ao homens sylvestres, as artes e sciencias 
serao sempre o ornamento da vida social, e quanto 
mais ellas florescerem tanto maior sera a prosperidade 
das na^Oes. 

«Sendo, pois, a typographia urna das mais uteis 
invengOes, e a que mais contribuio para adiantar e 
propagar os conhecimentos huraanos, parece-me que 
o seu uso se deve introduzir em Fernambuco, conce- 
dendo-se H Ri cardo Fernandes Catauho, a quem agora 
chegou urna imprensa da Inglaterra, a licenza que 
pede no requeiimento incluso, o qual V. Exc. me di- 
rigio coni o A viso Regio de 29 de lVIar§o do anno pas- 
sado, pondo-se aqui em pratica o mesmo plano de 
licenga, revisào e censura que se acha estabelecido na 
Bahia.» (27) 

A' vista de tao favoravel informagao deliberou o 
governo conceder a licenza requerida, conforme consta 
do avitìo do Minist«^rio do Reino expedido a 9 de No- 
vembro de 1816, no qu:il o Marqu^z de Aguiar coui- 
municou a (Gaetano Finto que El-Rei seu Senhor, con- 
formando-se com as sabias reflexoes que S. S. offere- 
cera no seu officio n. 16, de 22 de Maio passado, sobre 
a utilidade do estabeleci mento de urna typographia em 
Fernambuco, para se diffundir os conliecimc^itos hu- 
manos e nromover a civilizagào, era servido deferir a 
Ricardo Fernandes Catanho, coin a licenza que reque- 
réra para ahi poder estabelecer uma imprensa, deven- 
do preceder licenza de 8. S. de accordo com o Bispo 
da Diocese, pai-a a impressào, ou reimpressao de qual- 
quer obra, sendo antes revieta e approvada por c<^nso- 
resqueS. 6. deveria nomear entre as pes^ons que jul- 
gasse. capazes por seus conhecimentos e probidade e o 



(21) Ferrini da Cumta, Lor. eif. 



32 



Bìspo entre os ecclesiasticos de avantajado saber e 
beiu morigerados costumes» (28). 

De pòsse desta autorìza9&o n&o pòde, entretanto, 
Fernandes Gatanho iuiciar os trabalnos da sua typo- 
graphia, por falta de pessoal habilitado, que so o fer- 
ver patriotico de subsequentes acontecimentos politi- 
cos soube improvizar. 

VI 

O movimento revolucionario, que explodio no 
Recife, a 6 de Mar§o de 1817, velo, emfim, por em 
acg&o a typographia, havia dous annos, inerte nos 
armazens daquelle negociante. 

No dizer de um contemporaneo constituiram o 
governo provisorio da nova republica «philosophos 
seduzidos pela theoria da soberania popular e intri- 
gantes impellidos pelas consideragoes egoisticas» ; 
entre os primeiros dominava o vulto sympathico do 
illustrado P.* Joào Ribeiro Pessóa, a cuja inieiativa 
esclarecida foram devidas todas as providencias de 
ordem cultural que assignalaram a revolugào per- 
nambucana. 

Testemunha ocular dos successos, o francez L. F. 
de Tollenare refere que, em palestra com o mallogrado 
patriota, lembràra a conveniencia da creajào de urna 
gazeta destinada a doutrinar o povo, que nada com- 
prehendia dos intuitos da mudanga de regimen po- 
litico. (29) 

Rejeitou o alvitre o P.* Joao Ribeiro; mas, pas- 
sados alguns dias, assumio a direcgào espiritual da 
imprensa, evidentemente por elle lembrada aos seus 



(28) Pereira da Costa, Loc. df. 

(29) L. F. de Tollenare.— 'Sotas Dominicaes.— /Pect/i», 1905^ pag. 196. 



33 



collegas corno poderoso e efficaz vehiculo de propa- 
ganda. 

Segundo Tollenare (30), «dois frades, ura inglez 
e um marinheiro francez» foram os primeiros typo- 
graphos improvizados ; entretanto, Antonio Joaquira 
de Mello, cuja veracidade nào póde ser contestada, 
assevera que a imprensafoi montada pelo inglez James 
Pinches, ((que por alguns dias a administrou, sendo 
suecedido por Joaquim Bernardo Fróes, naturai de 
Fernambuco, assini corno o eraaa todos os outros pai- 
zanos trabalhadores, ou compositores». (31) 

O primeiro fructo da nova imprensa, que óra se 
intitulava — Officina Typogrnphica da S^ Restauragào 
de Pemambuco, ora — Officina Typographica da 
jRepublica de Pernamhuco ^ vez 7'estaurada, appa- 
receu a 28 de Margo de 1817. 

Era a narrativa, em estylo assSs declamatorio, 
dos acontecimentos iniciaes da revolugRo e fora redi- 
gida pelo advogado José Luiz de Mendonga, que assim 
procurava dissipar as suspeitàs levantadas contra a 
lealdade da sua adhesao ao novo regimen, pelas ten- 
dencias conciliatorias manifestadas em urna das ses- 
s5es do governo provisorio. 

Impresso, conio todas as publieagòes subsequen- 
tes, no papel do antigo sello, tendo as armas reaes 
invertidas, o manifesto intitulava-se profusamente de 
— Preciso dos svccest^os que tiveram lugar em Pernani' 
buco, desde a fanslissima e gloriosissima revolugào 
operada felizmtntc iia praga do Recife, aos seis do 
corrente mez de 3fargo, em que o generoso esforgo dos 
nossospatriotas extirminoii daquella parte do Brusii o 



(BO) IjOo. cit.^ pag. 197. 

(31) Antonio Joitqiiìm de Mello, — Biografia de J. da Natividade 
Saldanha.— it'^r?/^, 18Wj, pp. 152-153. 

5 



34 



mondro da tyrannia realj — e trazia a data de 10 de 

Ao apparecimento dq Preciso seguio-se, a breves 
intervallos, o de outras proclaraayOes, comò a dirigida 
aos seus parochianos pelos governadores do bispado, 
Bernardo Luiz Ferreìra Portugal, Manuel Vieìra de 
Lemos Sampaio e Joao Rodrigues Mariz, a 31 de 
Margo; urna que cometa — Deìiodados Patriolas Baia* 
noSy e outra aos Habitantes do Cearà. — Povo BrioaOy 
ambas serri data. 

Nao e facil averiguar qiiaes tbssem os seus verda- 
deiros autores, porquanto nos depoirìientos consigna- 
dos na devassa sào diversamente attribuido< ao ex- 
Ouvidor Antonio Carlos e aos padres Joào Ribeiroe 
Miguelinho. 

O projectoda constituiyào, que devia provisoria- 
mente reger a republica, proclamou a libenlade do 
imprensa, determinando, no Art. 25, que «ficariam o 
autor de qualquer escripto e o impressor ^^ujeitos a res- 
ponder pelos ataques feitos a religiao, (\ constitui^ào, 
bons costume» e caracter dos individuos, na maneira 
determinada nas leis em vigor». (32). 

Esraagada a revolu§ào erestauradaa autoridade 
real, baixou, a 15 de Setembro de 1817, um aviso, fir- 
mado pelo ministro Tliomaz Antonio de Villa-Nova 
Portugal e dirigido ao governador de Fernambuco, 
Luiz do Rego Barreto, no qual se diziaque «El-Reì 
Nosso Senhor, tomando ein considera^ao o infame 
abuso que se fez da officina typographica de Fernam- 
buco, havia por bcm cassar a licenya que concederà, 
por aviso de 9 de Novembro do anno anterior, para o 
peu estabelecimento, mandava Ihe fechar asportas e 
que remettésse os seu*^ caracteres para a officina regia 
da corte.» 



(32) Typhis Pernambucam.—ìs. 18, de 13 de Maio de 1824. 



35 



Em cumprimento a este aviso, Luiz do Rego ex- 
pedio, a 4 de Novembre, urna portarla ao tenente- 
coronel inspector do Trem, de pois Arsenal de Guerra, 
que mandasse tornar conta da imprensa, existente no 
^050 da Panella a cargo de Joao Francisco Carueiro 
Monteìro, e fizésse recolher todas as suas perten(;as e 
o papel que se encontrasse a um dos armuzens da re- 
parti§aoaseu cargo, fazendo de tudo um exacto in- 
ventario. (33) 

A 8 de Novembro o inspector do Trem, tenente- 
coronel Raymundo Jose da Cunha Mendes, officiava 
ao governador baver apprebeudido a imprensa e en- 
viava-lbe inventario do matrrial recolbido. 

Mau grado a injuncgno terminante do Aviso de 
IT) de Setembro, governador nào fez immediatamen- 
te embarcar, para o Rio de Janeiro, a typograpbia, e 
semente pela portaria de 16 de Setembro do anno sf> 
guinte (1818), em virtude de reclamayào do Ouvidor 
Geral da Comarca, Dr. A utero José da Maia e Silva, 
contidaem officio da niesma data, foi que determinou 
ao inspector do Trem que embarcasse a bordo do bri- 
gue Gaviào OB uteiisilios perteneen tesa officina typo- 
graphica apprehendida aos republicanos, remettendo 
il, secretarla do governo o respectivo conhecimento. 

Mesmo assim, ainda entao nào foi executada està 
ordem, porquanto, pt la portaria de 6 de Fevereiro de 
1819, foi novamente determi nado ao inspector do 
Trem que entregasse ao Intendente de Marinha os 
inencionados objectos, depositados nos armazens do 
mesmo Trem, e dest'arte seguio para a córte, ao me- 
nos parte da Typographia dos rebeldes, conforme 
consta do officio da Intendencia de 5 de Margo do 
mesmo anno. (34) 



(33) Pereira da Costa. — Loc. eit. 

(34) Pereira da Costa. — Loc. cit. 



36 



VII 

O celebre Preciso dos republicanos de 1817 póde 
ser considerado urna especie de precursor do jornalis- 
mo pernambucano ; mas, este data verdadeiramente 
no movimento constitucional que alvorotou o Brasil 
inteìro nas proximidades da Independeneia. 

O écho da revolu§ao portuense de 1820 veìo revi- 
gorar em Fernambuco a generosa aspira§ao emanci- 
padora que quatro annos de repressao absolmtista, 
intransigente e cruci, nao haviam conseguido sopitar. 

Percebendo a imminencia degravesperturba§5es, 
o governador Luiz do Rego, movido da ambijào de 
conservar o poder e pretendendo talvez guiar num 
sentido legai a agitagfto dos espiritos, propoz-se habil- 
mente a inaugurar na capitania o novo regimen. 

Neste intuito apressou-se em revestir a sua admi- 
nistragao das exterioridades democratioas que julgou 
compativeisu situa9àoe pertinentes a captarem-lhe a 
sympathia popular, comegando por fazer eleger, a 3 de 
Margode 1821, urna Junta Governativa, cnja presi- 
deneia assumio, e promettendo a realiza5ao<las rofor- 
mas liberaes mais instantemente reclaraadas pelo beni 
publico ; ao mesmo tempo occorreu-lhe utilizar-se da 
imprensa, cuja faculdade acabava de ser restabelecida, 
comò instru mento efficaz a justifìcagao e defesa de seus 
actos. 

Conjuraram-se as circumstancias para llie facili- 
tarem a execugao do intento. 

E' tradigào que o material da Prensa tipogra- 
phica dos rebeldeSy n^o fora, em 1819, enviado na sua 
totalidade para a córte, tendo Scado dopositada no 
Trem bòa porgào de typos ; com estes e com um prélo 
de inadeira mandado construir por Luiz do Rego nas 
officina^ do mesmo Trem, comegou a laborar em Margo 
de 1821,aterceiratypographia pernambucana, fune- 



37 



cionando em urna dependencia daquelle estabeleci- 
mento. 

Em officio de 16 de Marjo determinou o gover- 
nador ao ouvidor Maia e Silva que «independente da 
licenza que concederà para se iuiprimir os actos do 
governo em alguns periodicoa, tendentes a conservar 
bom espirito publico e a uniao ^Jos povos, convinha 
que elle, corno Intendente da Policia, passasse a rever 
todos OS papeis que qualquer particular tivésse de dar 
a luz do prélo, os quaes nfto seriam acceitos sem o seu 

consenso, , afim de que fóssem conformes 

à boa moral e que se nào desvias?5em dos sentimentos 
que conduziam ao amor do seu augusto soberano, da 
sagrada religiào que professavam e do interesse dos 
povos.» (35) 

Os primeiros productos da Officina do Trem 
de Fernambuco, assim regulamentada, forara varias 
predai na9oes, avisos e outros papeis avulsos, nao 
tardando, por^m, que a sua actividade fòsse inteira- 
mente subordinada ao objectivo real do seu creadur, 
com a impressao do periodico Aurora Pernambucana, 
apparecido a 21 de Margo de 1821, sob a direcyào do 
secretano do governo Rodrigo da Fonseca Magalhaes, 
e cuja publicagào foi suspensa ainda antes da deposigSo 
e embarque de Luiz do Rego, a 26 de Outubro do 
nie.«mo anno. 

Vili 

Os trabalhos da typographia creada pelo gover- 
nador deposto tinham licado paralysados durante o 
periodo agudo da insurreigao que o apeiou do poder, 
at^^ que, ao servigo da Junta Provisoria eleita em seu 



('i5) Pereira da Costa. — Ijoe. cif. 



38 



logar sob a presidencia de Gervasio Pires Ferreira, 
voltou ella a funccionar coro redobrada actividade, sob 
a denomìnagao de Officina do Trem Naxnonal de Per^ 
nambiìco, iiuprimindo numerosos manifestos, proela- 
magoes e tambem os primeiros numeros dos periodicos 
Segarrega e Relator Verdadeiro^ respectivamente 
redigidos pelo portuguez Felippe Mena Calado da 
Fonseca e o P/ Francisco Ferreira Barreto. 

Em breve, porém, as crescentes necessidades de 
publicagao, a que jà nào podia satisfazer a incora pietà 
e defeituosa Officina do Trem Nacional^ chrisniada 
desde Fevereiro de 1822 de Typographia Nacio- 
nal (36), obrigaram a Junta Governativa ao estabele- 
cimento de urna typographia regalar, sendo encarre- 
gada a casa commercial de Antonio da Silva & 0/ de 
fazer a encomraenda para Londres do material neces- 
sario, cuja factura importou em 3:1851705 (37) ; mas, 
nào sendo sufficientes as fontes vindas com a typo- 
graphia, mandou o governo vir, pelos mesmos inter- 
mediarios, novos typos, que custaram 2:292$0G0 (38). 

Montada a officina com soffrivel material, em que 
se notava, diz Pereira da Costa, um elegante prelo de 
ferro adornado com umaaguia do mesmo metal, c^me- 
you a trabalhar em meiados de 1822 ainda sob a deno- 
miuagào de Typographia Nacional, dirigida por um 
administrador de nomea§ào do governo, com o orde- 
nado annual de 4{)0$000, tendo corno auxiliar um 
escripturario com 160$000, logares estes que fbraui 
postos a concurso por editai de 26 de Junho do mesmo 
anno. 



(36) ultiiuo documento que encontreì com a men9ao de im- 
presso na Officina do Trem Naeional foi o n." 4 do Relator Verda- 
deiro, de 2 de Fevereiro de 1823. 

(37) Pereira da Costa.— -Loc eit. 

(38) Pereira da (Josta. — Loe, cit. 



39 



Por beni curto tempo, porém, ìaborou a nova 
typographia com o titulo de Micional, existindo 
apenas com a declaragao de nella impressos alguns 
avulsos, OS n."* 12-15 do Se(/arref/a, 1-3 da Gazeta 
Exlraordinaria do Governo^ 1-3 d'O Conciliador 
Nacional e 1-5 d' Maribondo. 

Nesta occasiao tambem regressou de Portugal 
Manuel Clemente do Rego Cavalcante, trazendo unia 
bòa typographia, que installou no predio n.° 25o da 
Rua Direita, e havendo o governo ponco depois resol- 
vido vender a sua, para o que se affixaram editaes 
chaniando a concurrencia publica, o mesnio Manuel 
Clemente, associado a Felippe Mena Callado da Fon- 
seca e ao inglez James Pinches, fez acquisiyào della 
pela quantia de 4:000$000, ao prazo de dois annos. 
Na venda foi incluido tudo o que restava da Officina 
do Traa^ segundo consta do officio da Junta da Fa- 
zenda dirigido ao Governo Pro visorio em IG de Abril 
de 1823 (39). 

O novo estabeleci mento apparelhado com suffi- 
ciente material e dispondo de tres prélos, continuou a 
funccionar sobre a primitiva razào social de Cavala 
caute e Companhia^ dando àluzimpressoes feitas com 
nitidez e asseio, corno os ri.*^ 4-37 d'O Conciliador 
Naaionaly do P.'' Miguel do Sacramento Lopes Gama, 
16-27 da Segarrega^ e todos os da Gazeta Pernam" 
hu^ana^ do P.*" Venancio Henrique de Rezende, da 
Gazeta do Governo TeynporariOj da Gazeta do Go-- 
verno Provvisorio^ do Diario da Junta do Governo de 
Pernambuco^ da Sentinella da Liherdade (1* épocha) 
de Cypriano Barata, e do Escudo da Liberdade do 
Brazily do P/ Francisco Agostinho Gomes e do capi- 
tao Joào Mendes Vianna. 



(39) Pereira fui Costa. — Loc. cH. 



40 



Dos mesmos prélos sairam contemporaneamente 
OS primeiros lìvros, ou antes folhétos, publicados 
em Fernambuco: Memoria hydrographica sabre a 
rmreza do rio Beberibe^ pelo sargento-mór de enge- 
nheiros Conrado Jacob ^fiemeye^ ; Dissertagào sabre 
que se deve entender por patria do ddadàOy por 
Fr. Joaquim do Amor Divino Caneca, e o Ahnanack 
da Villa de Santo Antonio do Recife^ para o anno 
de 1824 ; até entào, e em virtude da resolu§&o de 24 
de Julho e da provisfio de 7 de Agosto de 1777, a 
edi^ao dos almanaks ou folhinhas era privilegio da 
Congregayao das Necessidades, que os fazia imprimir 
em Lisboa. 

IX 

Era fins de 1823 o insigne typographo pernam- 
bucano, Antonino José de Miranda Falcao, estabele- 
ceu, na Bòa- Vista, urna pequena officina, com o titolo 
de Typoyraphia de Miranda & C% na qual foram 
impressos OS n."' 1-27 d'O Typhis Pernarnoucano, de 
Fr. Caneca, e todos os d' Liberale da Sentinella da 
Liberdade (2* epocha), ambos redigidos pelo P.'' Joào 
Baptista da Fonseca, d'O Aryos Fernambucano, do 
poeta Jone da Natividade Saldanha, e do Dezengano 
aos Brazileiros, de Jc^ào Soares Lisboa. 

F^elo niesmo tempo fundava-se, em Goyarma, a 
Typographia Particular do Gabinete Pairiotico de 
Goyanncty de cuja existencia e testemunha isolada um 
manifesto dirigido as Queridas Compatriotas Cachoci^ 
renses, alli impresso em data de 10 de Fevereiro de 1824 
e assignado por Patriota Goyanense ; da sua lei tura 
se infere, porem, que foi precedido de outras publica- 
yOes, qual uma proclamagào subscripta por Hiini 
amigo imperterito da Justiga, e iniììiigo iviplaeavel 
de Tirannos. 






1 



41 



A Typographia de Cavalcante e 0.**, depois de 
funceionar aetivamente por espa90 de mais de um 
anno, passou de novo a ser propriedade do governo. 

A sua venda fora eflFectuada a prazo, a pagamento 
em duas prestayCes annuaes, e vencido o primeiro 
anno sem que fòsse satisfeita a respectiva importancia, 
corno consta d' Typhis Pemambucano^ n."* 13, de 1 de 
Abril de 1824, e sobretudo por motivos politicos, 
resolveu o presidente da Junta do Governo, Manuel 
de Carvalho Paes de Andrade, considerar sem effeito 
aquella transac^ào e estabelecer urna imprensa officiai. 

Nesta contbrmidade baixou urna portaria, em 30 
de Junho do menrao anno, ordenando a James Pin- 
ches, administnidor da Typographia de Cavalcante 
e (7.**, que fizésse entrega ao inspector do Tram de 
todo material da officina, para continuar a trabalhar 
por conta do governo, prestando contas na estagào 
competente para se legalizarem as que tinha com a 
fazenda, e desobrigar-se da responsabilidade em que 
se achava para com a mesma o dito estabeleci- 
mento. 

Em 1 de JuUio foì ordenado ao inspectoj* do Treni 
que recebesse de James Pinclies todo o material da 
typographia mediante inventario, para continuar a 
trabalhar por conta do governo, e em 21 foi lavrada a 
nomea§ao de Antonino José de Miranda Falcao para 
o cargo de director do est^belecimento mediante o 
ordenado de 48(^5^000 annuaes, e a de mais um escrivao 
e um continuo. 

Por este tempo, informa Pereira da Costa, os 
compositores ganhavam 100 réis j)or milheiro de 
letras. 

Installada e ni meio das agìtasOes do movimento 

revolucionario que proclamou a ConfederaySo do 

Equador, a nova Typographia Nàcional teve curta 

6 



42 



existencia itnprimìndo apenas alguns manifestos e os 
n.~ 1-26 d'O Typhia Pen^ambucano e 1-4 do Registo 
Officiai do Governo de Pernambxico. 

Debellada, porém, a revolu§ao e restaurado o 
regimea imperiai, voltou a funccionar sob os auspicios 
do general Francisco de Lima e Silva, qiie, «atten- 
dendo ao lamentavel estado a que estava reduzida a 
lypographia Nacional^ e querendo entregar a sua 
direc§ào a pessóa idonea e capaz de fazer por em 
andamento tao importante està beleci mento», nomeou 
o P/' Miguel do Sacramento Lopes Gama para assu- 
mi r a sua direc^ao. (40) 

Em 6 de Outubro de 1824 foi ordenado a Junta 
da Fazenda que entregasse ao P.* Lopes Gama a 
quantia necessaria para acquisigào dos objectos indis- 
peaisaveìs para o estabeleci mento continuar a funccio- 
nar, assim comò ao director das Obras Publicas para 
entregar os utensilios necessarios ao mesmo ser- 
vilo. (41) 

Nesta nova phase, entretanto, todo o trabalho da 
Typoyraphia Nacional parece ter-se resumido a im- 
pressào dos n."* 38-60 d'O Conciliador Nacional e 1- 
do Diario do Governo de Pernambaco, a ponto da 
sua recnita nao compensar a despesa do custeio, pelo 
que deliberou o governo extinguì-la. 

Por portaria de 6 de Agosto de 1825 ordenou que 
todo seu material fosse recolhido ao Trera Militar 
«por ter cahido vm desuso, por falta de escripto res que 
por via d'aq nelle prelo instruam o publico com os seus 
escriptos, sem mesmo terem continuado os dois perio- 
dicos (]ue até entao se imprimiam e nao permittir o 
estado dos cofres nacionaes que se continuasse a fazer 



(40) Pereira da Costa, — Loc. cit. 

(41) Ibidem. 



43 



a despesa de 720$000 com os empregados que alli està- 
vam scm fazer nada.» (42). 



Ao tempo que o governo extinguia a Typogra- 
phia Nacionaly Antonino José de Miranda Falcao, 
preso corno compromettido na revolugSo anterior, 
lograva obter a liberdade e, entrando em negocia§5es 
com poder publieo, adquìria a mesma imprensa, na 
qual, a 7 de Novembro de 1825, imprimia o primeiro 
numero do Diario de Pemavibvco, que aìnda hoje 
perdura corno decano do jornalismo latino-americano. 

Desde entào foram rapidcs e continuos os pro- 
gressos da arte typographiea era Fernambuco. 

Em 1827, Aianuel Zeferino dos Santosestabelecia, 
na Rua das Flores, n." 18, sob a direcgào de Joao Nepo- 
muceno de Mello, a Typographia Fidedignaj cuja acti- 
vidade se prolongou até fins do decennio seguinte ; e, 
em Maio de 1829, urna empresa fondava a Tiipogra-- 
phia do Cruzeiro, primitivamente installada na Rua 
da Cadeia do Bairro de Santo Antonio, D. 3, mudada 
depois para a Rua dos Quarteis, D. 11, e, por fim, para 
a Rua da Aurora, l>. 10. 

Dous annos depois, em meiados de 1831, a im- 
prensa era levada a Olinda, estabelecendo a firma 
Finheiro, Faria & Cowp., alli, à Rua do Amparo n** 22, 
uma officina typographiea, que laborou por espago de. 
vinte mezes, dando a luz varios livros, folhetos e 
periodicos, todos notaveis pelo seu aspecto artistico, 
belleza de composigào e esmero de revisao, e todos hoje 
de extrema raridade. 

O primeiro daquelles, impresso jàem 1831, foia 
obra de Ramon Salas, o famoso doutor de Salamanca, 



(42) Ibidem. 



44 



intìtulada — Ligoens de Diretto Pub lieo Oonatitucio^ 
naly traduzida por D. G. L. D'Andrade (8.^ XXIV — 
152 pp, 2 fls.) 

O anno de 1832 foi muito mais fertil, saiiido 
durante elle da typographia olindense as publìca95es 
seguintes: JElementos de Economia Politica, de Stuart 
Mill, traduc9ao do francez confrontada coni o originai 
inglez pelo Dr. Fedro Autran da Matta e Albuquerque 
e OS entào academicos Alvaro e Sergio Tei xeira de 
Macedo ; o Mogio da Loucaraj de Erasmo, traduzido 
polo mesmo Dr. Fedro Autran ; as Carlos de Echo a 
Narciso, por Antonio Felicianode Tastilho,. era nova 
edi^ao offerecida a mocidade academica deUlindae 
seguida de differentespe9as relativas ao mesmo objecto 
(in-12**, 168 pp.); ft Tactica das Assembléas Legis-- 
lativas, obra extrahida dos manuscriptos de Mr. Jere- 
mias Bentham por Mr. Et. Doumont, de Genebra 
(in-S."*, 247 pp.); uma traducgao do j/icromeyas de 
Voltaire; outra, do inglez, da novella de Anna Rad- 
ei iffe yl Caverna da Morte ; ura compendio de Gram- 
matica Portugneza, e um folheto contendo a Defesa de 
Nicolau Rodrigues dos Santos Franga Leite, em um 
processo de abuso da liberdade de imprensa. 

Emfim, em 183-3, pouco antes de se transferir 
para o Recife (48), a imprensa olindense ainda deu a 
luzum Codigo do Processo (?7*mnm/, derradeirolivro 
<\uQ ontao alli foi imp^-'^so. 

Foi nionos cop' >*- . * 'i especies, comquanto mais 
i''intn»a eni ediy»*.-. .v inif)rensa periodica, inaugu- 
ra '\a, fin Novembro :• ! <jì, com Jlercurio^jornHl 
do commercio, indusi.Lie agricultura, log»- seguido 



(43) Em 2 de Mai-go de 1833, Pmheiro, Farla dk Comp. fizeram 
a declanivào legai de haverem mudado a sua typographia de OUnda 
para a ma das Cnizes, D. 5, Bairro de Santo Antonio, Kei:ife.— jir- 
chiro Municipal do Recife. Livio 1" dos: termos de responsal)ilidade. 



46 



pelo Voz do Povo, Olindenscy o Conciliador Per- 
nambiicano e Caheté. 

Mudada para o Recìfe e installada à Rua das 
Cruzes, D. 5, à Typographia de Plnheiro, Faria 
& Gomp.^ decorreram cerca desessenta annos antea 
que a iraprensa voltasse a ser estabelecida em Olinda 
e de novo provisoriamente. 

Na capital, além das oflScinas jà mencionadas, 
funccionararn mais a Typographia da Tolerancia, a 
Rua da Viragao, D. 2, em que foram impressos, de 
1832-33, OS periodicos^ Tolerancia, Mentor Per- 
namhìicano e Mercurio (1833), e outra, estabelecida 
por Francisco Machado Carneiro Rios, em Dezembro 
de 1834, no Largo das Ciuco Pontas, da qual nos 
consta apenas ter saido o periodico A Razào e a Ver- 
dade, 

XI 

Depois de Goyanna e de Olinda, foi Nazareth a 
primeira localidade do interior de Fernambuco que 
possuio urna typographia. 

Em principios de 1843 futìdou-se naquella cidade 
urna sociedade secreta, com o titulo de Vigilante, 
tendo estatutos moldados sobre os da ma§onaria e fins 
identicos, mas caracter inteiramente politico; contava 
com associados espalhados por todos os municipios da 
provincia e valentes propagandi-nis da bandeir;; (jue 
arvorara, cujas idéas, porém, it;riorainos, sjihmdo 
apenas que eram as mais libera*- p»-'^ivi*is: «li/ Pe- 
reira da Costa (44). 

No evidente intuito de vulgarizar estas \Cv.v<j o 
presidente da mesma sociedade, P.* Luiz Ignacio de 
Andrade Luna, e o secretarlo, Antonio Borges da 



(44) Sociffht/fs Seeretas. Artigo no Diario de Pemanìhuco. de 
14 de Setcmbro do 1901. 



46 



FonsecHy estabeleceram na sua sède, no Pateo da 
Matriz, urna impren a com o titulo de Typographia 
Social Nazarena^ da qual sairara os n.*' 1-54 do perio- 
dico de propaganda Nazareno^ o primeiro dos 
quaes a 24 de Maio de 1843, e o n. unico d' Foguéte^ 
a 29de Junho de 1844, ambos redigidos pelo citado 
Borges da Fonseca que, no anno seguinte, transportou 
a oflBcina para o Recife^ onde funceionou at^ 1848. 

Era raeiados de 1859, o engenheiro francez Hen- 
rique Augusto Millet, homem eulto, activo e empre- 
hendedor, estabeleceu era Tamandar^ urna bem regu- 
lar typographia, unica que alli tem existido, na 
qual foi impresso, de 1859-(53 o excellente semanario 
O Ind ependente de Tamandaré e um folheto, in-8.% 
intitulado Meio Circvlante e a Questuo Bancaria^ 
hoje bastante escasso. 

Pela raesma ^pocha multiplicavam-se no Recife 
as officinas typograpliicas e arte fazia sensiveis pro- 
gresso?. 

Ja era 1835, Manuel Figueiróa de Faria, tendo 
adquirido a propriedade do Diario de Pernambuco 
e fundido com elle o Diario da Administra^ào Publica 
de Fernambuco^ augmentava consideravelraente os 
recursos materiaes da respectiva imprensa, e, em 1837, 
José Victorino de Abreu fundava a Typographia Con- 
stitucinnaL 

No anno seguinte o P.* Ignacio Francisco dos 
Santos installou, a Rua da Cruz, D. 36, a Typ, de 
Santoa & C*, da qual, por muitos decennios após, 
sairam nunierosas publicagOes periodicas e cujas pri- 
morosas e correctissimas edigOes dos classicos nacio- 
naes e estrangeiros sfto hoje tao raras qufto disputadas 
pelos bibliophilos. 

O estabelecimento, em 1842, da Typographia 
Jmpardal Pernamhucanay de Luiz Ignacio Ribeiro 
Roma, foi um successo dos mais memoraveis da im- 



47 



J)rensa locai, porquanto os seus prélos laboraram 
écunda e ininterruptamente além de dous lustros, e 
do facto de haver sido primitivamente installada à 
Rua da Prain, D. 12, proveio a alciinha de praieiro 
dada pelos adversarios do partido liberal. 

A eflfervescencia politica da épocha, geraudo urna 
chusma de jornaes e periodicos facciosos, contribuio 
assàs para o augmeiito das typographias no Recife. 

Oscon-ervadoresrecorriara frequentemente para 
as ijuas publicagoes, às imprensas de Stvntos c& C* e do 
Diario de Pernambuco ; mas, jà em 1845, possuìam 
officina propria, a Typographia da Vniào, priraeira- 
mente estabelecida na Kua Bella, n.'* 45, e depois 
transferida para o predio n." 5 da entào Rua do Seve, 
que (lepois tomou oseu nome; laborouatéfinsdel858, 
tendo sido raudada, em 1856, para a Rua da Aurora, 
n.** 23, e por fim para a Rua do Hospicio, n.** 12. 

Sao de fundayao contemporanea a Typographia 
Liberal, de M. E. de Moura e Gomp., e a Nacional, de 
principio installada na Rua Direita, n.° 5, depois no 
Passeio Publico, n."* 19, Rua do Collegio (depois do 
Imperador), n.*" 14, e finalmente na Rua do Impe- 
rador, n/ 48, sob a firma de Freitae & IrniSo. 

A Typographia Imparcial Pernanibucana, inti- 
tulada, des le a morte do seu fundador ate 1853, Typ. 
da Vinva Roma & FilhoSy foi primeiro arrendada e 
depois vendida a Ignacio Bento de Loyolla, sob cujo 
nome, até 1858, funccionou a Rua da Praia, n." 45, e 
parece ter s do a mes-ma em que, até 1809, aquelle 
indefesso follicuiario imprimio assna> tao numerosas 
producgOesjornalisticas, hoje justamente esquecidas. 

Ainda em fins do decennio de 1850, devido ao 
francez K, Ridoux, appiireceu no Recife a primeira 
revi-ta illustrada com gravuras em lithographia — 
Monitor das Familia^, de Felippe Nery Collabo; 
entretanto, pelo menosjà desde 1833, aquella arte 






48 



graphicafóra ìmplantada em Pernambuco, porquanto, 
em principios do mesmo anno, Francisco Gomes Jar- 
dira coraegàra a exercé-la em urna oflScina da Rua 
da Cadeia, n.° 50 (45). 



(45) Arciuvo Muxicipal do Recipe. — Livro 1" dos teniios de res- 
ponsabilidade. 

« A gravura, diz Pereira da Costa, so foi introduzida entre nós nos 
primeiros annos do seculo XIX. 

«Enti-etanto, ja em meiados do seculo anterior, se deleitava o nosso 
historiador JaboatSo em cultivar a gravura, e corno diz Loreto Couto, 
— tiìiha grande destrexa e?n abrir stibtis estampas e primoroaas ima- 
gefis ao buril^ e rara habUidade para exer citar todas as artes. 

«Segundo o mesmo escriptor era tambem Jaboatào — insigne em 
formar os caracteres para os lioros de coro, debuehando coni a penna, 
corno se fora pincel, a^ lettra^ inÌ4;ia€s, e iUttminandO'as coin ouro e 
diversa^ córe^. 

«Em 1817 existia urna officimi de estamparia e gravura perten- 
cente ao cai-tographo José Fernandes Portugal, a qual foi sequestrada 
pelo governo em viiiiide de Portaria de 14 de Agosto do mesmo anno, 
e entregues todos os seus materiaes ao saj-gento-mór engenheiro Fran- 
cisco José de Sousa Soares de Andrea. Nesta officina imprimiram-se 
varias cartiis hydrographicas, estampas e outros trabalhos. 

*Em 1819 creou o govemador liuiz do Rego urna officina de gra- 
vura em metal, no Trem Militar, depois Arseual de Guerra, e nomeou 
para a dirigir um habil profissionai, Joào Pedro Adour, que accumulava 
as func(;oes de professor de desenho do mesmo estabelecimento. Por 
Aviso de 28 de Fevereiro de 1820 teve Adour nomea^ào regia para 
aquelle cargo, com 2$000 diarios, com a obrigayào de leccionar tam- 
bem desenho ; mas, creado o Lyceu Pemambucano, em 1825, passou 
elle a servir neste estabelecimento corno professor de desenho. Adour 
era francez, nasceu em 1796, e era imi artista habilissimo. Eml829 
deixou a arte, fez-se negociante, adquirio alguma fortmia e, em 1832, 
retirou-se para a Franca. 

«Na officina de gravura do Trem imprimio-se, em 1822, uma phmta 
hydrograpliica da represa do rio Beberibe, do engenheiro Conrado Jacob 
Niemeyer, gravada por Adour. 

«Posteriormente houve uma estamparia pei*tencente a um Marrociuim, 
que por sua morte, em 1840, passou a José Lino Alves CJoelho, sendo entao 
situada na Rua Estreita do Rosario, n.** 20. 

«Fazia gi-avuras em cobre, impressas com tintas de cSres, em prensa 
especial, e trabalhava principalmente em estampas de santos, leti'as, conhe- 
cimentos, bilhetes de visita, rotulos, etc. Està officina ainda trabalhava em 
1842. 

«Depois estabeleceu-se uma outra officina de gravura na Rua Nova, 
n.** 63, onde se imprìmiam especialmente estampas de santos, de multo bom 
trabalho, especialmente as gi-avadas por Antonio de Sousa Mattos, ai'tista 
pemambucano de multo merecimento. 



49 



XII 

A partir de 1866 a ìmprensa comegou a espalhar- 
86, aìnda que lentamente, por varìas localìdades do 
interior de Pernarabuco. 

Em fins d'aquelle anno, Antfto Borges Alves 
levou para a Victoria a primeira typographia, na qual, 
a partir de 5 de Novembro, iniprimioo semanario 
Victoriense ; este periodico que, de 1870-76, teve 
o titulo mudado para Correlo de Santo Antào, publi- 
cou-se regularmente até fins de 1878, quando o seu 
proprietario e principal redactor, mudando-se para 
Gloria de GoytS, para là transportou a mesma im- 
prensa e alli deu a luz Goytaensey primeira e unica 
foiba locai. 

Alias, na Victoria, o jornalismo, desde o seu 
inicio até ao presente, tem-se mantido excepcional- 
mente vivaz e numeroso. 



«A par de Antonio de Sousa Mattos tìvemos tambem no seu tem- 
po, Manuel Antonio de Sousa, pemambucano, habil desenhista e gra- 
vador, discipulo da officina de gravura do Trem, na riual, segundo um 
attestado de J. P. Adour, passado em 1832, além das occupav-òes ordi- 
narias de desenho e gravura, se occupava na futìdi^ de typos^ ini- 
preesdes^ coneertos de instnimenios de matìiematicasy etc. Sousa 
deixou a officina em 1835, quando foi nomeado desenhista da extincta 
repartioSo do Archi vo Militar, e em 1842, passon a servir na repar- 
ti^So das Obras Publicas, em cujo cargo se aposentou posteriormente. 
Foi elle quem abrìo os cunhos da mcdalha commemorativa da f undayào da 
Casa de Deten^ao, e fez a gravura de varios trabalhos e estampas de santos. 

«Em 1852 existia urna Imprema de musica^ à gravura, que tra- 
balbava na Rua Bella, n." 28, de cuja officina vimos as walsas Madru- 
gada^ para piano, Salto, para flauta, e Luixada^ para violao, que se 
vendiam a 320 reis. 

«A gravura em metal, porém, que entro nós attingio a um certo 
grào de desenvolvimento, comegou a decahir com a introdup<;ào da 
lythographia, cuja competencia, depois, quasi que a fez dosapparecer.» 

Pereira da Costo.— Estudo historico-retrospectivo sobre as artes em 
Pemambuco. — Rev, do Itisi, Arch. e Qeogr, Pemam,^ JNr.*'54,pp. 28-30. 

7 



50 



Exn 19 de Setembro de 1868 Manuel Bernardo 
Gomes Silverio iniciou, em urna typogrnphia alli 
installada à Rua Imperiai, n. 20, a pnbliragao do 
semanario democratico e literario — Echo Liberal, 
substituido, a 8 de Maio de 1869, pel'O Liherac 
Victorierìse, que perduroii até 1878 ; em principios de 
1873, José de Oliveira Maciel Rego Barros estabele- 
ceu, à Rua da Cruz das Almas, n". 47, outra typogra- 
phia da qual safram de 1873-79, os periodicos mu- 
nicipiOf Reformisia, Idèia Con-^ervadora, Popular 
da Victoria e Jornal da Victoria ; na segunda destas 
imprensas, adquirida, em meiados de 1879, por Ulys- 
ses Ponce de Leon, foram inipressos, até 1881, A Con- 
vicgào e Traquivas; e a 12 de Junho de 1880, 
citado Rego Barros fundou o hebdoraadario politico, 
noticioso e commercial — Lidador^que, depois de 
mudar varias vezes de proprietario e de orientayào, 
alli apparece presentemente sob a direcgào de Fran- 
cisco Gon9alve8 da Rocha. 

Em 1868, quarenta e quatro annos após a sua 
primeira e ephemera installagfto, voltou a imprensa a 
serestabelecidaem Goyanna, onde, entretanto, jamais 
logrou raizes douradouras, pelo Dr. Francisco Manuel 
Raposo de Almeida ; funccionava està segunda typo- 
graphia goyannense à Rua do Meio n.** 70-72, e im- 
primio, até 1873, Oriente, Liberal Goyannense, 
Mercantila a Revista do Instituto Historico de 
Goyann% a Gazeta de Goyanna e A Grinalda, e de 
1874-76, jà propriedade de Luiz Rodrigues da Silva 
e com titulo de Typ. Liberal, 187 A e De- 
mocrata. Decorridos dez annos de inac§ao saio 
desta mesma typographia, ou de outra estabele- 
cida à Rua do Rio n. 19, a Gazeta de Goyanria 
(X886-1888),seguida pelos Politica Liberal, Escho- 
lastico, Diario de Goyanna, A Plebe, Democraia 



51 



e A Beforma, apparecidos de 1889-1892, data em 
que, de novo, cessouo funccionamento da imprensa de 
Goyanna. 

Em Ipojiica, Herculano C. Gonyalves da Rocha 
estabeleceu, em fins de 1873, urna pequena tj'^pogra- 
phk, que intituloude Republicana e na qualdeu a luz, 
até 1877, minusculo periodico literario A Vontade^ 
por elle redigido, composto e impresso de collabora^So 
com a sua irma, a estimada poetisa D. Francisca 

Izidora Gongalves da Rocha. 

Em meiados de 1874, fundou-se, na Escada, h 
Rua da Cadeia, n.** 22, a Typographia Commercial, 
que laborou ate 1881, publicando, além de algnns 
avulsos da lavra do notavel ju rista e philosopho To- 
bias Barrette de Menezes, o seu opusculo Ein offner 
Briefan die deulsche Presse^ os periodicos Um Signai 
dos TempoSy Devaneio lAtterariOj A Comarca d<t 
Escada^ Desabuso^ Escadense, A IguaJdade^ 
Cantra a Hypocrisia e Martello^ e a revìsta mennal 
Estudos AllemàeSf todos de sua redacjao ; a me^ma 
typographia, jà raudada para a Rua da Barra, n.* 27. 
imprimio ainda, em 1883, o jornal commercial^ ^tr-'- 
cola e noticioso — A Escada. 

Bem corno em Goyanna e em Olìnda^ u^jl -ex 
em Nazareth, depois de larga phaae de iDac^Ai. t - - 
a funccionar, mais ou menos temporariameni^ * - - 
prensa. A 20 de Abril de 1878, Luiz J^>-^ i * 
Cavalcanti Filho encetou alli a impresa: ù --^ 
rio. noticioso, commercial e literario— C/-^ ^^^^ 

zarethj na mesma typographia de t :.- « nppa- 

1878-85, Thermometro e Qunrr 'J oelecida 

annos depois ManuelJoao Rio J i' ' o Pereira 

dava alli, à Rua Joaquim Nabuc- - .ontada com 

pular^ que imprimio A Lucia ' - tados-Unidos ; 

(1894); finalmente, de 18f^^-: .pela bellezados 



52 



outra typographia que deu à luz o orgam de interesses 
populares intitulado Sete de Setembro ; reformada a 
augmentada, servio ainda de 1903-8, para imprìmìr 
osemanario A Cidade^ ultimo que tem apparecido 
em Nazareth. 

No decurso do periodo que vimos historiando 
tambem no Recife a imprensa progredio considera- 
velmente. 

Em 1865 conta vam-se na capital 11 typographiaa, 
13em 1870, 14 em 1875 (46) ; na mesnaadata func- 
cionavam quatro lythographias : as de Francisco 
Henrique Carls, d Rua Marquex de Olinda, n.''36; 
Jofto Emmanuel Pnrcell, idem, n.*" 40; Manuel Go- 
mes Mendes, a Rua do Bom Jesus, n.°46e Vilella 
& C', à Rua de Paulino Camara, n.'' 28, das primeiras 
das quae8,jà em 1865, comejaram asair numerosos 
jornàes e revistas illustradas, principalmente humo- 
risticas e caricatas. 



XIII 



A decada de 1880, assignalada por extraordina- 
ria expansao do jornalismo recifense, vio tambem a 
imprensa ser implantada em Palmares e em Agua 
Preta. 

Na primeira destas localidades foi introduzida 
por Severino Pereira, estreando, a 7 de Outubro de 
1883, com excel lente semanario commercial agri- 



(46) Francisco P. do Amarai. — AJmanak Adrainistrativo, Mer- 
canti!, Industriai e Agricola da Provincia de Fernambuco. — Recife. 
1868-1874. 



53 



cola, literario e noticioso — Echo de Palmares^ que 
nko logrou manter-se além de 29 de Junho do anno 
seguinte : da mesma typographia, primeiro estabele- 
cida à Rua Bella, n. 11, e depois raudada successiva- 
mente para os n."** 45, 47 e 3, saio ainda, em 1884, a 
Gazeta de FalmareSy de Gaurino G. A. da Silva. Sete 
annos mais tarde o typographo Joào Dez installou 
alli na Tra vessa da Matriz, a Typographia do Club 
lÀtterario de FalmareSy na qual, a 1 de Junho de 
1891, comegou a ser impresso o Jomal de Palmares ; 
tevevida ephemera este semanario, segtaido pel'^ 
Semana (1892-93), Correlo de Noticias (1892-93) e 
algunsoutros periodicosde menor formato e impor- 
tancia até 1895 ; a 7 de Fevereiro de 1897 saio alli, 
da Typographia Moderna de Monteiro & Pinto, o 
hebdomadario Progre&sOy que durou até meiados 
de 1898. Posteriormente e a breves intervallos, tem 
ainda surgido em Palmares varios jornaes alli impres- 
sos, comò Progresso (1900), Correlo (1902), A 
Vh'dade (1904) e a Gazeta de Palmares (1905-8). 

A 26 de Abril de 1885 come§ou a apparecer a 
Gazeta Rio Pretana, orgam da «Associayao Agricola 
Rio Pretana»,i mpresso em uma pequena typographia 
installada na entfto villa de Agua-Preta ; teve curta 
duratilo e foi a primeira e /unica publicagao locai. 

Contemporaneamente e para corresponder as 
exigencias de um periodismo multo numeroso em 
especies, a imprensa desenvolveu-se bastante no Re- 
cife, ha vendo em 1883 dezesete typographias eni 
actividade, algumas das quaes excellentemente appa- 
relhadas, comò a Typographia Apollo, estabelecida 
pelo activo e mallogrado industriai Antonio Pereira 
Cunha, a rua do Hospicio, n.° 79, e montada com 
magnifico material importado dos Estados-Unidos ; 
as suas publica96es recommendam-se pela belleza dos 



54 



typos e dos ornatos e pelo esmero da irapressào, e s6 
muito modernamente foram igualadas. 

Até ao final do seculo XIX o jornalismo pernam- 
bucano esteve quasi que limitado ao da capital e, jà 
nos ultìraos annos toi que recomegou a espalhar-se 
pelo interior do Estado ; mas, sempre transitoria e 
incidentalmente. 

Em 1888, Revm. Sr. Conego Marcolino Pa- 
checo do Amarai, pretendendo dar à luz uma sua 
volumosa obra, fez vir do Rio de Janeiro -urna typo- 
graphin, que installou em a sua residencia, em Olinda, 
e denominou de Imprensa Economica : nella foi im- 
presso, de 1888-90, o seu Compendio de Theologia 
Moral (3 vols, in-4-, 1-552 ; 11-588 e III-692 pp.) ; 
ultimada a publicagao foi a typographia vendida ao 
Dr. Antonio Pereira Sim5es, eiraprimio, de 1891-92, 
OS periodicos Artista Brazileiro, Municipio e o 
Dom Quixote. 

Posteriormente os monges benedictinos adqui- 
riram e mantiveram, no seu Mosteiro de Olinda, està 
mesma typographia ; entretanto, Estandarte Ca- 
tholicOy publicagao de propaganda editada por estes 
xegulares, foi impressa no Recife, comò tambem o foi 
a Gazeta Olindense (1904), ultimo jornalapparecido 
na velha capital. 

Para Barreiros levou, em 1896, Manuel Gaetano 
de Almeida Audrade uma pequena typographia, na 
qual, crémos, apenas foram impressas as poucas edi- 
§5es do periodico Futuro. 

Em Caruaru foi a imprensa implantada, em 1899, 
poi Horacio Silva, que alli fundou, a 4 de Maio, o 
semanario critico, noticioso e literario Vigia^ cujà 
publicagao se prolongou até 1901, quando succe- 
deu-lhe Caruaruense, de formato maior e mais 
longa duragào, além de outros periodicos de menor 



55 



volto, comò JSspinho e A Pvlga, do mesmo anno, 
Progresso^ de 1903, Vigia, destribuido em Be- 
bedouro, em 1904, e OBloco, de 1907. 

Em Limoeiro fundou Laudelino R. Castello 
Branco, a 29 de Junho de 1900, o periodico literario e 
noticioso Ensaìo, cuja typographia era situadaà 
Rua Matriz, n."* 3 ; appareceuatoprincipios de 1901, 
quando foi substituido pelo Commercio de Limoeiro ; 
seguiram-se-lhe até ao presente alguns outros alli im- 
pressos, sobresaindo a todos a Polka do Povo appare- 
cida a 23 de Fevereiro de 1907. 

Conte7nporaveo^j>uh]ìC£idoetrì Altinho, de 15 
deNovembrode 1901 a 1 de Abril de 1904, foi pri- 
mitivamente impresso no Recife; mas, consta-nos, 
que passou depois a sel-o em uma typoo;raphia levada 
para aquella cidade pelo Pndre Zacharias de Lyra. 

Em Palmeirade Garanhuns Fredericode Mo- 
raes estabeleceu uma pequena typographia, naqual, 
de 7 a 22 de Julhode 1901, foi impresso o periodico 
literario mercantil e noticioso Colibrì. 

Na prospera cidade sertaneja de Pesqueira a 
imprensa teve ingresso em 1902, por iniciativa do 
negociante Sebastiao Cavalcanti, que alli, a Rua Du- 
que de Caxias, n.*^ 22, estabeleceu uma bem montada 
typographia, da qual sairam, a 1 de Outubro e a titulo 
de ensaio, o jornalzinho Colibri, e, a partir de 15 
de Novembre, o excellente semanario — Oazeta de 
Pesqueira^ cuja publicagSo ainda perdura sob a com- 
petente rerlac^ao de Zef crino Galvao, seu proprietario, 
auxiliado por Adolpho Santos e Anisio Galvào ; na 
mesma officina foram tambem impressos, ao que nos 
consta, dous livros : o romance Inconfidente de 
Zeferino Galvao, e Caricias e Mimos^ versos de 
Adolpho Santos. 

Em fins de 1903 foi estabelecida em Bom Con- 



66 



selho urna typographia da qual saio, até Margo de 
1904, quinzeuario Serrano^ organi do Club Litte- 
rario de Èom Conselho. 

No anno de 1906 a arte typographica foi implan- 
tada em mais duas localidades do interior — òara- 
nhuns e Gravata ; na primeira Antonio de Oliveira 
fundou, a 25 de Fevereiro, A Patria, e do meemo 
préloi saio A Vontade, destribuida em Glyeerio, a 
partir de 4 de Outubro ; em Gravata, Eugenio Cunlia 
imprimio Vaffalume, de 19 de Setembro de 1906 a 
14deFevereiro de 1907. 

Em algumas outras localidades do interior de 
Pernambuco, comò Pàu d'Albo (1869el892),Tigi- 
pi6 (1890), Jaboatao (1883 e 1903), Petrolina (1897), 
Apipucos (1900), Bom Jardim (1900), S. Bento 
(1900), Canhotinho (1906), Cabo (1903), S. Lourengo 
(1904), Cha de Carpina (1904), Timbaóba (1905) e 
Camaragibe (1907) — tém apparecido jornaes, todos, 
porém, impressos na capital, com excepgào apenas do 
A Pheniz, de Petrolina, que prova velmente saio de 
uma typographia da fronteira cidade bahiana de 
Juazeiro. 

Néstes iiltimos annos a arte typographica tem 
continuado a apresentar consideraveis progressos no 
Recife, existindo presentemente varias typographias 
que, corno as officinas do Diario de PernambucOy do 
Jornal do Recife, à!A Provincia, a Imprtnsa Indus- 
triai, de Ignacio Nery da Fonseca, as de Ramiro Costa 
& Filhos, Joao Walfredo de Medeiros e Agostinho 
Bezerra, em abundancia, variedade e bellezade fontes, 
perfei§ao de prélos e periciade compositores e impres- 
sóres, rivalizam com as melhores da Capital Federai, 



BIBIIOGRAPfllA HISTOBICA 



DA 



IMPRESSA PERIODICA 



PERNAMBUCANA 

DE 

1821—1908 



8 



50 



Em 19 de Setembro de 1868 Manuel Bernardo 
Gomes Silverio iniciou, em urna typogrnphia alli 
installada è Rua Imperiai, n. 20, a piiblioa§ao do 
semanario democratico e literario — Edio Liberai ^ 
substituido, a 8 de Maio de 1869, pel'O Liberai 
VictoriensCy que perdurou até 1878 ; em principios de 
1873, José de Oliveira Maciel Repjo Barros entabele- 
ceu, à Rua da Cruz das Alma?, n". 47, outra typogra- 
phia da qual sairam de 1873-79, os periodicos Mu- 
nicipio ^ O Refortnisia, Idéia Con-^ervadora, Popuìar 
da Victoria e Jornal da Victoria ; na segunda destas 
imprensas, adquirida, em meiados de 1879, por Ulys- 
ses Ponce de Leon, foram impressos, até 1881, A Con- 
vicgào e Traquivas; e a 12 de Junho de 1880, 
citado Rego Barros fundou o hebdoraadario politico, 
noticioso e commercial — Lidador,que, depois de 
mudar varias vezes de proprietario e de orienta§ao, 
alli apparece presentemente sob a direc§ao de Fran- 
cisco Gongalves da Rocha. 

Em 1868, quarenta e quatro annos após a sua 
primeira e ephémera installag&o, voltou a imprensa a 
serestabelecidaem Goyanna, onde, entretanto, jamais 
logrou raizes douradouras, pelo Dr. Francisco Manuel 
Raposo de Almeida ; funccionava està segunda typo- 
graphia goyannense à Rua do Meio n.*"" 70-72, e im- 
primio, até 1873, Oriente^ Liberal Goyannense^ 
O Mercantila a Revista do Instituto Historico de 
Goyannhy a Gazeta de Goyanna e A Grinalda^ e de 
1874-76, jà propriedade de Luiz Rodrigues da Silva 
e com titulo de Typ. Liberal^ 187 A e De-. 
mocrata. Decorridos dez annos de inacyao saio 
desta mesma typographia, ou de outra estabele- 
cida à Rua do Rio n. 19, a Gazeta de Goyanna 
(1886-1888),seguida pelos Politica Liberal, Escho" 
lasticOy Diario de Goyanna, A Plebe, Democrata 



51 



e A Reformaj apparecidos de 1889-1892, data em 
que, de novo, cessouo funccionamento da ìmprensa de 
Goyanna. 

Era Ipojuca, Herculano C. Gongalves da Rocha 
estabeleceu, em fins de 1873, urna pequena typogra- 
phis, que intitulou de Republicana e na qual deu à luz, 
até 1877, o minusculo periodico literario A Vontade^ 
por elle redigido, composto e impresso de collaboragfio 
com a sua irm3,, a estimada poetisa.D. Francisca 

Izidora Gongalves da Rocha. 

Em meiados de 1874, fundou-se, na Esoada, (i 
Rua da Cadeia, n.^ 22, a Typographia Commerdalj 
que laborou até 1881, publicando, além de alguns 
avulsosda lavra do notavel jurista e philosopho To- 
bias Barrette de Menezes, o seu opusculo Ein offner 
BHefan die deutsche Presse^ os periodicos Um Signat 
dos TempoSy Devaneio I/itterario, A Comarca da 
Escada, Desabuso, Escadense, A Igualdade, 
Contra a Hypocrisia e Martello, e a re vista mensal 
Estudos Allemàes, todos de sua redac§fio ; a mesma 
typographia, jà mudada para a Rua da Barra, n.° 27, 
imprimio ainda, em 1883, o jornal commercial, agri- 
cola e noticioso — A Escada. 

Bem comò em Goyanna e em Olinda, tambem 
em Nazareth, depois de larga phase de inacgao, voltou 
a funccionar, maison menos temporariamente, a iin- 
prensa. A 20 de Abril de 1878, Luiz José da Silva 
Cavalcanti Fillio encetou alli a impressào do semana- 
rio. noticioso, commercial e literario — Cbrreio de Na- 
zareth, na mesma typographia de que sairam, de 
1878-85, Thermometro e Quinto Districto ; sete 
annos depois Manuel Joào Rio Jord&o Chaves fon- 
dava alli, a Rua Joaquim Nabuco, n."" 4, a Typ. Po- 
pular, que imprimio A Lxicta (1892) e Municipio 
(1894) ; finalmente, de 1899-1902, funccionou alli 



52 



oiitra typographia que deu à luz o orgam de interesses 
populares intitulado Sete de Setembro ; reformada a 
augmentada, Servio ainda de 1903-8, para imprimir 
oseraanario A Cidade, ultimo qiie tem apparecido 
em Nazareth. 

No decurso do periodo que vimos historiando 
tambem no Recife a imprensa progredio considera- 
velraente. 

Em 1865 conta vam-se na capital 11 typographias, 
loem 1870, 14 em 1875 (46) ; na mesnaadata func- 
cionavam quatro lythographias : as de Francisco 
Henrique Carls, ^ Rua Marquez de Olinda, n.'^SG; 
Jofto Emmanuel Purcell, idem, n."* 40 ; Manuel Go- 
raes Mendes, à Rua do Bom Jesus, n.°46e Vilella 
& C', à Rua de Paulino Camara, n.*" 28, das primeiras 
das quae8,jà em 1865, corae9aram asair numerosos 
jornàes e revistas illustradas, principalmente humo- 
risticas e caricatas. 



XIII 



A decada de 1880, assignalada por extraordina- 
ria expansao do jornalismo recifense, vio tambem a 
imprensa ser implantada em Palmares e em Agua 
Preta. 

Na priraeira destas localidades foi introduzida 
por Severino Pereira, estreando, a 7 de Outubro de 
1883, coni exceliente semanario commercial agri- 



(46) Francisco P. do Amarai. — Almanak Administrativo, Mer- 
cantil, Industriai e Agricola da Provincia de Fernambuco. — Recife^ 
186a-1874. 



63 



cola, literario e noticìoso — Echò de Palmares, que 
n&o logrou manter-se além de 29 de Junho do anno 
seguinte : da mesma typographia, primeiro estabele- 
cida à Rua Bella, n. 11, e depois mudada successiva- 
mente para os n.*"' 45, 47 e 3, salo ainda, em 1884, a 
Gazeta de PalmareSy de Gaurino G. A. da Silva. Sete 
annos mais tarde o typographo Joào Dez installou 
alli na Tra vessa da Matriz, a Typographia do Clvh 
lAtterario de PalmareSy na qual, a 1 de Junho de 
1891, comeyou a ser impresso o Jomal de Palmares ; 
teve vida epheraera este semanario, segnido pel'^ 
Semana (1892-93), Correio de Noticias (1892-93) e 
algunsoufcros periodicosde menor formato éimpor- 
tancia até 1895 ; a 7 de Fevereiro de 1897 saio alli, 
da Typographia Moderna de Monteiro & Finto, o 
hebdomadario Progressoy que durou até meiados 
de 1898. Posteriormente e a breves ìntervallos, tem 
ainda surgido em Palmares varios jornaes alli impros- 
808, comò Progresso (1900), O' Correio (1902), A 
Verdade (1904) e a Gazeta de Palmares (1905-8). 

A 26 de Abril de 1885 comeyou a apparecer a 
Gazeta Rio Pretana, orgam da ((Associa§ao Agricola 
Rio Pretana»,i mpresso em uma pequena typographia 
installada na entao villa de Agua-Preta ; teve curta 
dura§ao e foi a primeira e /unìca publicagào locai. 

Contemporaneamente e para corresponder és 
exigencias de um periodismo muito numeroso em 
especies, a imprensa desenvolveu-se bastante no Re- 
cife, ha vendo em 1883 dezesete typographias em 
actividade, algumas das quaesexcellentemente appa- 
. relhadas, comò a Typographia Apollo^ estabelecida 
pelo activo e mallogrado industriai Antonio Pereira 
Cunha, à rua do Hospicio, n.^ 79, e montada com 
magnifico material importado dos Estados-Unidos ; 
as Buas publica95ès recommendam-se pela belleza dos 



54 



typos edos ornatos e pelo esmero da irapressao, e s6 
rauito raodernamente foramigualadas. 

Até ao final do seculo XIX o jornalismo pernam- 
bucano esteve quasi que limitado ao da capitale, jà 
nos ultìraos annos toi que recomegou a espalhar-ee 
pelo interior do Estado; mas, sempre transitoria e 
incidentalmente. 

Em 1888, Revm. Sr. Conego Marcolino Pa- 
checo do Amarai, pretendendo dar (i luz urna sua 
volumosa obra, fez vir do Rio de Janeiro -urna typo- 
graphin, que installou em a sua residencia, em Olinda, 
e denominou de Impreiisa Economica : nella foi im- 
presso, de 1888-90, o seu Compendio de Theologia 
Moral (3 vols, in-4-, 1-552 ; 11-588 e III-692 pp.) ; 
ultimada a publicagao foi a typographia vendida ao 
Dr. Antonio Pereira Simoes, e iraprimio, de 1891-92, 
OS periodicos Artista Braziìeiro, 3lunicipio e o 
Bom Quixote. 

Posteriormente os monges benedictinos adqui- 
riram e mantiveram, no seu Mosteiro de Olinda, està 
mesma typographia ; entretanto, JEsiandarte Ca- 
tholico, publicag&o de propaganda editada por estes 
regulares, foi impressa no Recife, comò tambem o foi 
a Oazeta Olindense (1904), ultimo jornalapparecido 
na velha capital. 

Para Barreiros levou, em 1896, Manuel Gaetano 
de Almeida Andrade urna pequena typographia, na 
qual, crémos, apenas foram impressas as poucas edi- 
95es do periodico Futuro. 

Em Caruaró foi a iraprensa implantada,em 1899, 
poi Horacio Silva, que alli fundou, a 4 de Maio, o 
semanario critico, noticioso e literario Vigia^ cuja 
publicagao se prolongou até 1901, quando succe- 
deu-lhe Caruaritensej de formato maior e mais 
longa duragào, alémde outros periodicos de menor 



55 



vulto, corno JEspinho e A Pvlga, do mesmo anno, 
Progresso^ de 1903, Vigia, destrlbuido em Be- 
bedouro, era 1904, e OBloco, de 1907. 

Em Limoeiro fundou Laudelino R. Castello 
Branco, a 29 de Junho de 1900, o periodico literario e 
noticioso Ensaio, cuja typographia era sìtuadaà 
Rua Matriz, n.'^S; appareceu at^principios de 1901, 
quando foi substituido pelo Commercio de Limoeiro ; 
seguirara-se-lhe ate ao presente alguns outros al li im- 
pressos, sobresaindo a todos a Follia do Povo appare- 
eida a 23 de Fevereiro de 1907. 

Co72^é?mpora7?^o, publicadoem Altinho, de 15 
de Novera bro de 1901 a 1 de Abril de 1904, foi pri- 
mitivamente impresso no Recife ; mas, consta-nos, 
que passou depois a sel-o em uma typographia levada 
para aquella cidade pelo Padre Zacharias de Lyra. 

Em Palmeirade Garanhuns Fredericode Mo- 
raes estabeleceu uma pequena typographia, naqual, 
de 7 a 22 de Julhode 1901, foi impresso o periodico 
literario mercantil e noticioso Colibri. 

Na prospera cidade sertaneja de Pesqueira a 
imprensa teve ingresso em 1902, por iniciativa do 
negociante Sebastiao Cavalcanti, que alli, a Rua Du- 
que de Caxias, n.° 22, estabeleceu uma bem montada 
typographia, da qual sairam, a 1 de Outubro e a titulo 
de ensaio, o jornalzinho Colibri, e, a partir de 15 
de Novembro, o excellente semanario — Oazetade 
Pesqueira, cuja publica§ao ainda perdura sob a com- 
petente redac^ao de Zelerino Galvao, seu proprietario, 
auxiliado por Adolpho Santos e Anisio GalvSo ; na 
mesma officina foram tambem impressos, ao que nos 
consta, dous livros : o romance Inconfidente de 
Zeferino Galvao, e Caricias e 3fimos^ versos de 
Adolpho Santos. 

Em fins de 1903 foi estabelecida em Bom Con- 



56 



selho urna typographia da qual saìo^ até Margo de 
1904, guinziuario Serrano^ orgam do Club Litte- 
rario de feom Conselho. 

No anno de 1906 a arte typographica foi implan- 
tada em mais duas localidades do interior — Gara- 
nhuns e Gravata ; na primeira Antonio de Oliveira 
fundou, a 25 de Fevereiro, A Patria, e do meemo 
préloL saio A Vontade, destribuida em Glycerio, a 
partir de 4 de Outubro ; em Gravata, Eugenio Cunlia 
imprimio Vagalume, de 19 de Setembro de 1906 a 
14 de Fevereiro de 1907. 

Em algumas outras localidades do interior de 
Fernambuco, comò Pàu d'Alho (1869 e 1892), Tigi- 
pio (1890), JaboatUo (1883 e 1903), Petroliua (1897), 
Apipucos (Ì900), Bom Jardim (1900), S. Bento 
(1900), Canhotinho (1906), Cabo (1903), S. Louren§o 
(1904), Cha de Carpina (1904), Timbatìba (1905) e 
Camaragibe (1907) — tém apparecido jornaes, todos, 
porém, impressos na capital, com excepgfto apenas do 
A Phenixy de Petrolina, que prova velmente saio de 
uma typographia da fronteira cidade bahiana de 
Juazeiro. 

Néstes ultiraos annos a arte typographica tem 
continuado a apresentar consideraveis progressos no 
Recife, existindo presentemente varias typographias 

3 uè, comò as oflGicinas do Diario de Pemambuco, do 
^omal do Peci/e, d^A Provincia, a Imprtnsa Indus- 
triai, de Ignacio Nery da Fonseca, as de Ramiro Costa 
& Filhos, Joao Walfredo de Medeiros e Agostinho 
Bezerra, em abundancia, variedade e bellezade fontes, 
perfei§ao de prélos e periciade compositores e impres- 
sóres, rivalizam com as melliores da Capital Federai, 



BIBLIOGRAPHIi HISTORICA 



DA 



IMPRESSA PEEIODICA 



PERNAMBUCANA 

DE 

1821—1908 



8 










^ft^R-^^i^ 






BIBLIOGRAFHIA HISTOEICA 



DA 



IMPRENSA PERIODICA 



DE 

1821 - 1908 



1.- 



- Aurora Pernambucana.— iVa Officina do Trem 
de Perncvmhuco. Com licentja do 3Iinistro da Po- 
Ueia, 1821, in A\ 



n.** 1 salo na Ter(,-a-feira, 27 do Ilario, e o n/' ììO 
(ultimo) na Segunda-feira, 10 de Setembro; aos n.^" 28 e 29 
sairam supplementos de 1 pag. ein 28 de Agosto e 4 de 
Setembro. No alto trazia urna vinhéta allegorica ropre- 
sentando urna paizagem arborizada e, ao fundo, o sol sur- 
gindo do mar, e, sob o titulo, a epigraphe: 

Depois de procellosa te m pentade, 
Nocturna sombra^ e sibilante cento^ 
Trax a manhà serena claridade^ 
Esperanga de porto e salvamento, 

CamOes. 

Publicava-se semanalmente e vendia-se, na Bua do 
Crespo, na Loja n.° 11, a 80 réis o n.°, sendo o seu prò- 



60 



ducto applicado a beneficio dos educaudos do Treni Militar. 
Nos priraeiros n.*^ nao vinha a designaQào do legar da im- 
pressao ; mas, do n.° 5, de Segunda-feira, 23 de Abril, em 
diante comeQOU a se deelarar impresso Chm Lwen^^ e do 
n.^ 6, de Domingo, 29 do mesmo mez, Na Officina do 
Trem de Fernambuco. Cada n.** constava de 4 pp. nSo niune- 
radas, de 2 columnas de composi^ao, excepto o n.® 1 que 
trouxe apenas 8 pp. de 1 colurana, estando a quarta em 
branco. Foi este o primeiro jornal pernambucano, creado 
sob OS auspicios do Governador Luiz do Kego Barreto e 
exchisivamente redigido pelo seu secretano Rodrigo da 
Fonseca Magalhaes, mo(;!0 portuguez que, pelos seus eleva- 
dos taientos e pela sua illustrammo, devia mais tarde attingir 
culminante posiQao na politica do reino. Coni o titulo de 
InfroducQàOj trouxe o n.° inaugurai o seguinte artigo pro- 
gramma : 

«Depois das medidas tomadas no congresso de 5 do cor- 
rente, quiz Excellentissirao Senhor Governador e Capitao 
General que por meio de um periodico se instruisse o publico 
de tudo quanto se fizésse a favor da causa d'El-Rei e da 
Nam^o, predispondo os povos do Brazil a abramarem as novas 
instituigoes que a Augusta Assemblèa Nacional està forman- 
do em Lisboa, para astabelecer-se a nossa liberdade politica, 
e assegurando sobre inabalaveis fundamentos os Direitos da 
Magestade e os direitos da Na^Sio. 

«Estas medidas, que mereceram goral approva^ao pelo 
modo honesto e ordem cera que foram tomadas (gracjas ao 
bom espirito que reina em todas as autpridades e habitantes 
de Fernambuco) deviam desde lego publicar-se para esclare- 
cinientos dos moradores distantes desta capital e dos das 
Capitania.s vizinhas, em algumas das quaes tém havido falsas 
noticias assaz prejudiciaes. 

«Mas por desgrac^a nossa acbamo-nos destituidos de 
impreusa, de typos, de impressores, de tudo. 

«0 desejo constante e adiligenciavenceugrandesobsta- 
culos : alguns se hào superado. Homens amantes da causa 
publica ambicionando cumprir com o gosto do General tém 
f cito OS maiores esformos. Jà se ha visto algum rèsultado dos 
primeiros ensaios, e com perseveranma se ha de conseguir o 
firn desejado. 



61 



«Nào é possivel por agora publicar este jornal de dois 
em dois dias, ou diariamente corno se deseja. Sairà quando 
puder ser, para o que nSo se forrarà trabalho e diligencia. 

«0 Redactor na publica^So deste papel nSo tem outro 
fim mais que a utilidade publica. 

«Cheio de sentimentos de amizade e gratidao para com 
OS habitantes desta capital, nenhum outro fructo quer das 
suas tarofas do ([ue poderosamente concorrer para dar à opi- 
nino publica a direcvao que ella deve ter. 

«0 producto da impressao é applicado para augmentar 
fundo de que no sustentam esses cincoenta e tres meninos 
indigentes, que se educara no Trem Beai, dedicando-se às 
artes e officios que escolhem. Dao-se desta sorte à NaQào 
cincoenta e tres cidadàos daquella classe donde por causas 
desconhecidas costuniani sair os criminosos e os desgra- 
^ados». 

Como jà notou Pereira da Costa, para a inaugurasse da 
imprensa periodica em Fernambuco foi bem inspirado o 
titulo de Aurora Pernambucaìm dado ao seu primeiro 
orgam, e assàs expressivos o emblema e a epigraphe allu- 
si vos k épocha que passava e à nova oijdem de cousas que 
surgia, e estes simples detalhes de feitura bastariam para 
indicar a proficiencia do redactor, se no decurso da publi- 
casào nao se encontrassem sobejas provas da rara capacidade 
de Rodrigo da Fonseca para as lides jornalisticas. Nao 
obstante a agitaySo anormal do periodo em que escreveu e 
as pungentes invectivas que Ihe atiraram em pasquins ma- 
nuscriptos, jamais se deixou arrastar a desregrameatos de 
bnguagom ; as suas argumentatjOes sempre se revestirara do 
mesmo estylo moderado e fluente do qual dà exemplo o 
artigo acima transcripto. Nos numeros subsequentes, a par 
do expediente do governo e de noticias oflBciaes, occorrem 
com frequencia artigos, que hoje chamariamos de editor iaos, 
occupados em defender as opiniDes e os projectos de Luiz 
do Rego, ou em applaudir os actos da sua administrat/ao, e 
ditados talvea menos pela communhào de crenc^as politicas do 
que pela gratidao do redactor ao seu constante favorecedor 
e amigo. Entretanto, foi improficuo todo desvelado labòr 
por elle consagrado a tao ardua tarefa; os seus escriptos nSo 
lograram aplacar os fundos rancores de que era alvo o Go- 



62 



vernador, e que, estendendo-se a quantos o cércavam, alcan- 
V^aram tarabem a sua foiba officiosa. Interpretanto eviden- 
temente a opinilo dominante entro os contemporaneos, uni 
escriptor assàs vereado na historia daquella ópocha exclainou 
indignado : 

«Logo que Luiz do Rego pode arranjar alguns typos 
para por em andamento urna pequena imprensa, se Servio 
della para ainda mais torcer a opinilo publica a seu geito, 
espalhando entre o povo seus impresso» eheios de calunmias 
e falsidades, persuadido talvez que todos acreditassem ser 
exacto que elle mandava escrevcr e publicar. Se fossemos 
a naiTar as mentiras, calumnias e falsidades impressas na 
Aurora Pernaìììbucafta nunca acabariamos.» (F. P, do Ama- 
rai. — ExcAYA(;'oEs. Factos da Ristoria de Pernauibuco. — 
Fcrnamhìteo^ 1884, pag. 44.) 

Os que assim pensavam, e eram a maioria da popula- 
9a07 estimulados com a presenta dos presos da Bahia, recor- 
reram por fini às armas, iniciando, a 29 de Agosto de 1821, 
nas proximidades de Goyanna,um movimento insurreccional 
que, após successivas vantagens, veio a terminar com a elei- 
(;ao de urna nova Junta Governativa e a retirada de Luiz 
do Rogo para Portugal. Rodrigo da Fonseca Magalhàes que 
a estes tumultuarios.acontecimoiitos assistira ao lado do Oo- 
vi^rnador, embarcou, a 26 de Outubro, om sua conipanhia no 
navio francez Charles-Adèlc^ seguindo rumo da patria onde 
aguardavam novas e mais borrascosas agita(,oes. Os exem- 
plares da Aurora rerìtambucuna sao hoje de excessiva 
raridade, nao existindo uma so collec^ao completa; a que pos- 
suimos 6 falba dos nr 2, 4, 1 l-ll], 1(5, 17, 19, 21 27 e 29-30. 

2 — Segarrega. — Na Officina do Treni de Pernam" 
buco (n.** 1) ; Na Officina do Trem Nacional de 
Peì^narabuco (n.°*2-4); Na Typografia Na/^ional 
de Fernambuco (n.** 5-15 ; Na Typografia de Ca- 
valcante e Companhia (n.^ 16-27), 1821-23, in.4" 
(n.^" 1-12 e in-fol. peq. (n.^^ 13-27). 

n.« 1 salo a 8 de Dezembro de 1821 e o n.^'27 
(ultimo) a 27 de Outubro de 1823. Era de publica<jao irre- 
gular, saindo ordinariamente um e raras vezes dous^nume- 



63 



ros por mez, que se vendiam ao pre90 de 80 réis. Eni 
allas3o ao tìtolo trazia acima delle ama segarrega dentro 
de uma moldura hexagonal, e abaixo a divisa : Bnncando 
contarci verdades puras. A convite do governo encarre- 
gou-se da sua redac9ao o portuguez Felippe Mena Callado 
da Fonseca, um dos implicados nos successos de 1817 e 
ex-secretario da junta revolucionaria de Goyanna, homem 
energico, intelligente e sinceramente devotado à causa libe- 
ral. Em corae9o a Segarrega se mostrou filiada aos mo- 
derados, pregando o esquecimento dos antigos odios e riva- 
lidades e preconizando a uniSo ultramarina; contentava-se 
Cora soli citar com afan uma constituigSo que viésse asse- 
gnrar ao reino unido o suspirado regimen de liberdade e 
neni de leve se referia a possivel separa(;2Lo e independencia 
do BrasiL 

«Xao pretendo dar uma determinada direcgào à opiniSto 
puhlica, — escrevia o redactor no artigo de apresentagào, — limi- 
tar-me-ei a narrar os factos despidos de todo o atavio de 
figuntó. Minhas reflexOes serao imparciaes e nao serei 
aferrado aos meus principios ao ponto de desprezar as adver- 
tencias dos meus correspondentes. Prometto ser fiel à pala- 
vra ; referir acontecimentos, eis a principal taref a da Segarrega^ 
que tambem acoDierà a correspondencia notìciosa e offi- 
ciosa, 

«A Augusta Assemblèa dos Sabios Representantes mar- 
cha pelo trilho da Gloria, da Reputa(;ao e da Felicidade 
Publica. Mas nào bastam as suas fadigas para ultimar està 
perfeita obra dos conhecimentos huraanos; exige-se a mais 
generosa adhesao, o interesse mais efficaz e o desprezo abso- 
luto dos scismas que o desterrado absolutismo queira insi- 
nuar nos nossos cora(;5es. que nào fòr a Constituivao 
em que trabalham as Cortes nao serve a Portuguezes. 

«Os la(,^os que nos prendiam estSo feitos em pedagos, 
e uma vez descoberto o perdido caminho da liberdade nSo 
convem a Portuguezes voltar o roste; franqueal-o aos mais 
e fazer que o pavilhao portuguez tremule sobre a mais 
erguida grimpa do Tempio da perfei(;ao; eis o nesso dover. 

«Pernambucanos, que a par de nossos pais sabeis fazer- 
ihes honra, convem que os feitos vossos continuem a illus- 
trar o nesso Nome, e o nesso Paiz e a nossa NaQào.» 



64 



Reconhecido, pbrém, em Pernambuco, o Principe D. Pedro 
corno regente e chefe do poder executive no Brasil, a 22 de 
Junho de 1822, Filarete^ que era o pseudonymo de Mena 
Callado, constituio-se d'ahi por diante extremo propugnador 
da politica do Rio de Janeiro, cuja uniSo coni Fernambuco 
apregoava corno representando a consoIida<^ao dos interes- 
ses brasileiros, jà entSo em todo o paiz em franca conver- 
gencia para o ideial emancipador. Keste sentido continuou 
a escrever o seu periodico até que, vendo prcA alecerem as 
ideias separatistas afagadas pelos republicanos, e receioso 
da propria seguran(;a, resolveu terminar a sua publicaQao 
e retirou-se para o Cearé. As collecQoes completas da 
Segarrega sao muito escassas; temos urna. 

3 — Relator Verdadeiro. — Na Officina do Trem 
Nacionalem Pernambuco (n"* 1-4 e suppl.ao n '*2) 
Na Tipografia Naclonal (n«« 5-10) ; 1821-22, 
in-4^ 

n". 1 salo na Quinta-feira, 13 de Dezembro de 1821 
e n**. 10 (ultimo) no Sabbado, 25 de Maio de 1822; ao n**. 2, 
de Domingo, 23 de Dezembro de 1821, appareceu um sup- 
plemento, de 3 pp., na Quinta-feira, 10 de Janeiro de 1822. 
No alto trazia uma vinhéta representando uma columna 
truncada, na qual se lia: Sic semper manebuìiti^ e mais 
abaixo: Constitufiào ; sobre a columna via-se uma corda, 
um sceptro e um documento com a palavra: Lei^ sobre os 
quaes, à direita, uma figura feminina de elmo e espada, e, à 
esquerda, um indio estendiam as mSos em attikide de jura- 
mento. A parte inferior do emblema era cercada por uma 
fita, e sob està se lia a epigraphe: 

Utilhis homini fiihil est^ quam recte loqui, 

Phedro. 

Publicava-se uma a duas vezes por mez, e vendia-se na 
Loja de Antonio Xavier da Silva, no Pateo do Collegio,* e 
na Botica de José Mathias, na Rua do Rosario, N. 140. 

seu artigo de apresenta^o, intitulado — Proemio — era 
concebido nos seguintes termos: «Tendo desapparecido a 



65 



fcirbulenta, e carrancuda Aur/rra^ que serapre nos Hofizontcs 
pólitfcos do desconsolado Fernambuco, se annnnciou na^ 
ti'evas affrontosas de bum Céo, tao melancolico, e tao toldado 
corno ella; fazia-se indispensavel, que houvésse bum Perio- 
dico, dictado pelo Espirito de Eectidào, e de iniparcialidade : 
e Éx.™^ Governo Provisorio resolveo, que em nova Redac- 
(jao, se desse ao publico as noticias politicas do tempo. 
prezente Jornal, por isso mesmo, que nao temos por agora 
Typos sufBcientes, jamais puderà sahir regularmente: e por 
està causa nao Ihe assignamos dias determinados.» — Este 
periodico, redigido pelo P.*' Francisco FeiTeira Barreto, que 
mais tarde devia cekbrizar-sc corno orador sacro, poeta e 
polemista politico, era o orgam officioso da Junta Governativa 
eleita a 26 de Outubvo de 1821. Conforme à indole do seu 
redactor, nuuca sinceramente devotado ao constituciona- 
lismo, a sua defesa (\ causa da independencia era feita com 
extremas cautelas, e em linguagem cuja raodera^ao mais 
parecia timidez. Alias, pouco espa90 reservava à analyse 
dos acontecimentos contemporaneos, occupando de prefe- 
rencia as suas columnas coni a publica(,*ao do expedieute da 
Junta e das fallas dos seus membros. — «Este pequeno es- 
cripto, disse Antonio Joaquim de Mello, teve breve dura9ao, 
e era empregado so quasi em dar os ti*abalbos do governo 
provincial, alguma couza do goral, e uma ou outra noticia; 
e é por isto talvez, que desappareceu totalmente, sendo 
pouco sensivel à historia a sua falta » (Obr^vs Religiosas e 
Profaxas do Vicario Francisco Ferreira Barretto, THecifv^ 
1874, Voi. n, pag. 11). 

Os exemplares do Relator Verdadeiro sao boje de ex- 
cessiva raridade, e suppomos unica a collec^ao que delle 
possuimos. 



4— Oazeta Extra ordinaria do Governo. — Per- 

nambuco : Na Ti/pografia Nacionaly 1822, in- 
foi, peq. 

Desta gazeta vimos tres n.*"**, que parecera ter side os 

unicos pubBcados: nm que n3o traz numera^ao, mas foi 

evidentemente o 1**, datado de 22 de Junho; o n.® 2, de 24 

9 



66 



de Julho, e o n." 3, de 3 de Agosto. Traziam no alto o 
escudo d'armas do Brasil-Reino. 

Continhara exclusivamonte pegas officiaes, e sobretiido 
a correspondeacJa trocada entra a Junta Frovisoria do Go- 
verno do l^ernarabuco, presidida por Gervasio Pires Fer- 
.leira, e o Principe Regente. titulo desta follia faz pre- 
sumir a existoncia de urna outra anterior, talvez denominada 
— O (lieta do Oorerno\ entretanto, foram baldadas as nossas 
diligencias por descobrir o raenor indicio da sua publica^ào, 
o que nos induz a considerar a presente conio o primeiro 
organi officiai havido em Pemanibuco. Tenios a colleccjào. 

5 — O Conciliador Naoional. — Pemamhuco : Na 

Typoyrafia Nacional (n."* 1-3) ; Na Typogra- 

fi a de Cavalcante e Companhia ( ii.'* 3-37 ) ; 

^Fer. : Xa Typ. Nac. [n^ 38-60), 1822-23 e 24- 

2f5, in-fol. peq. 

n.'^ 1 salo a 4 de Julho de 1822; no n." 37, de 11 de 
Outubro de 1823, trouxe o seguiate — Aviso: «0 Redactor 
faz certo ao Respeitavel PubUco que nSo escreve mais.» 
Reappareceu, em 4 de Outubro de 1824 (n.*' 38), e termiiiou 
a publicavao, com o n.** 60, a 25 de Abril de 1825. Sob 
titulo trazia a epigraphe com a traducvao: 

Admonere rohimu^^ ìion mordere; 
prodesse, non loedere^ 
Quereinos admoesiar^ e nào morder^ 
ser util sem offender. 

Erasm. 

excepto nos n."\ 1 3 em que veio apenas o originai latino. 
Saia irregularraente urna a duas vezes por mez, e vendia-se 
na loja da Pracinha do Livramento, N.*" 60, a 80 róis o n.% 
menos o n.*" 13, de 19 de Abril de 1823, que custaya 100 
réis. Era redigido por Fr. Miguel do Sacramento Lopes 
Garaa, uni dos mais eminentes jornaUstas politicos pernam- 
bucanos, e que, corno escriptor humoristico, ganhou mere- 
cida celebridade. No trecho inicial do artigo de apresen- 
ta^ào eiicontrava-se o seguinte resumé do programma ado- 



67 



ptado: «Do titillo desta nossa falba, e da epigrafe, que 
toniamos por thema, bem se deixa conhecer, qiiaes sejam as 
intensoens, coni que escrevemos. No meio do pelago im- 
menso de tantos, e tam encontradas oppinioens^ quaes as 
que hoje appareceni, e que sani consequencia infallivel das 
grandes mudansas politicas; he liura dever do Cidadara, que 
escreve dirigir a opiniam publica, e le valla, conio pela mani 
ao verdadeiro firn da feUcidade social. As revolussoens 
geraes, feitas para reforma do Corpo moral, ou Nassaju 
devem seguir o curativo do coi'])o fisico em as enfermidades 
agudas. Depois da applicassani dos reniedios, e seo aprovei- 
tamento, he mister que o Facultativo nani porca de vista o 
estado de debilidade, em que fica ó doente, e que no regi- 
raen dietectico da convalescencia advirta, que a recahida he 
ordinariamente peior, que a molestia.» Na existencia d'O 
CoNctiiadc/r Naeìoììal observani-^e duas phases distinctas: 
na priitieira, de 1822-23, foi accentuadamente doiitriuario, 
ennunciando principios do mais ampio constitucionalismo. 
Kos n."* 1-37 sflo frequentes proposi^oes corno estas: «0 go- 
verno absoluto he o maior de todos os males» (n." 1); «os 
reis nani sam paes dos povos, i^ntes os povos sani paes dos 
reis» (n.** 1); «os povos nam sani heranc;a de ninguem» 
(n.'* H); «nani se deve obedecer a leis prejudiciaes» (n.' 4); 
«OS reis nani sani emanassoens da Divindade, sim autori- 
dades constitucionaes» (n." 6); <o povo do Brazil deo por 
gcnerosidade o throno ao Imperador» (n." 18); «a nobreza 
hereditaria he prejudicial ao Brazil» (n." 19); «o governo 
constitucional he o mclhor para o Brazil» (n.° 25). — Ao 
reapparecer, em 1824, assumio attitude reaccionaria, e, conio 
orgam officioso do governo do presidente José Carlos May- 
rink da Silva Ferrào, analysou com exaggerada acrimonia 
OS homens e os acontecimentos da Confedera^ao do Equador. 
Em ambas as suas phases 6 valioso subsidio para o estudo 
da historia de Fernambuco, em um dos seus mais obscuros 
periodos. As collec9oes d'Ó Conn'lùichr Nacwnal sào hoje 
multo escassas, sobretudo completas dos n."" 88-60; temos 
OS n.^» 1-37 



r 



a» 



6. — O Maribondo. — Fernambuco: Na Typografia 
Nacional, 1822, in-4^ (n.^ 1-4), in-fol. peq. (n«5). 

n.® 1 salo a 25 de Jiilho e o n.** 5 (ultimo) a 1 de 
Outubro. Trazia no alto urna vinhéta representando uni 
individuo, de enorme corcunda (portuguez), a pular aeo(;ado 
por um enxame de maribondos (brasileiros) que esvoa^avam 
de unia arvore, e, sob o titulo, a divisa : 

Ajusti^xi ulirajada vela em todos os eora^oeiis, 

Mr. Tuomaz. 

Pablicava-se urna a duas vezes por mez e vendia-se a 
>^0 réis n". Este periodico, hoje rarissimo, foi fundado e 
redigido principalmente pelo P.^ José Marinho FalcHo Padi- 
Iha, com o pseudonymo de Manuel Paulo QuìnteUa\ corno 
amostra da linguagera era que era escripto, transcrevemos o 
seguinte trecho do seu n.^ inicial:* Cortes no Brazil ? Que 
sacrilego, que borrendo attentado ! Dest'arte vociferava um 
nesso irmam de alcunha, là das bandas de PortugaL Eis 
aqui (continua elle) o que eu esperava dcssa antipathia que 
nos tinham esses maribondos. Hum tal discurso jamais 
podia ser indifferente à algum Brazileiro, de sorte que nos 
deixamos vencer pela tenta9am de redigir bum periodico em 
defesa dos nossos direitos : tarefa impossivel ao maribondo ; 
mas que ha de conseguir esse talisman, que tcm feito ra- 
cionaes papagaios, periquitos, e macacos. Si os maribon- 
dos sam màos, he porque se intenta amiinar, o qlie he 
delles ; he porque a justi9a ultrajada vela em todos os cora- 
^oens.» 

Injustamente acoimado de propagar ideias republicanas, 
Mariboììdo foi arites um orgam do mais estreito nativismo, 
Sem feÌ9ao politica bem definida. P.* Marinho Falcao, 
sempre infefiz nas suas tentativas jomalisticas, ao despe- 
dir-se dos leitqres, no ultimo n.^ deste seu primeiro ensaio, 
escrevia descónsolado : — « Em huma Provincia, onde as 
armas tem o imperio das Leis, e onde se procura sustentar 
partidos a custa do sangue de seus conterraneos, nam he 
possi vel, que se possa escrever com liberdade; e por isso 
participamos ao Publico ser o derr^deiro N.*" do nesso Pe- 



69 



riodico este, que se acha na typografia desde algnm tempo 
antes dos ultìmos successos desta malfadada Provincia.» 
Referia-se à deposigao da Junta presidida por Gervasio Pires 
FeiTeira, cuja adiniiiistra9ao apoiàra. Temos a collec9ao. 

7. — Gazeta Pemambucana. — Pernambuco : Na 
Typografia de Cavalcante e Companhia, 1822-24, 
in-fol. peq. 

n.« 1 saio a 14 de Setembro de 1822 e o n." 28 
(ultimo) a 12 de Abril de 1824. Eatre as duas palavras 
do titillo trazia urna pequena vinhèta representando um 
trophéo composto de deus carcazes, duas lan^as e um arco, 
e abaixo da segunda palavra a epigraphe: 

Dai na pax Ipììh iyiiaej^^ constante,s 

Que aos graìides nao dee ni o dos peqiwnos : 

E todos terei.s mais^ e nenhnm inenos, 

CamOes. Lux. Cant. IX. 

Publicava-se com pouca regularidade de urna a duas 
vezes por mez, e vendia-se a 80 e 160 réis o exemplar con- 
forme ao numero de paginas (4-8); a varios n.*"" sairam 
supplementos, e, a 3 de Janeiro de 1823, foi publicado um 
n." especial com o titulo de — Oaxeta Ertraordinaria Per- 
namhìicana. Este jornal 6 notavel pela nitidez da sua im- 
pressao em excellente papel de linho. Foi fundado por 
Manuel Clemente do Rego Cavalcante, proprietario da trpo- 
graphia em que se imprimia. Comegou comò follia noticiosa 
e commercial, apresentando o seguinte programma : «Està 
foiba dada à luz em huma das mais brilhantes épochas do 
Brasil, talves seja vista com sofrega curiosidade, esperan- 
do-se que ella venha mostrar a estrada mais curta para o 
tempio da Liberdade Constitucional ; he verdade que se as 
nossas forcjas nos abonassem este seria o farei, que nos 
guiàra^ porque as necessidades publicas nam sam occultas; 
mas nesso fim sondo outro, que tem sua utilidade, nem 
por por isso doixamos de convidar os nossos patricios illu- 
minados a enviar-nos as suas idéas sobre aquelle assumpto 
para nesta foiba occuparem um lugar interessante; entre- 



70 



tanto està folh^ eonterà m Officios^ e mais papeis do GoTemo 
que houvcrem de ser ìmpresaos, correspondencia e mais 
escriptos que por sua natureza devam ser publicados, notì- 
cias nacionaes e extrangeiras, pressos coirentes, entradas 
e sahWaa de embarcnssocns, e todos os avisos que se qui- 
sorem faser ao publico, e para o que as pessóas interessadas- 
se dirigiram a Typografia na Rua Direita N. 256.» — A 
partir do n.*" 4, de 9 de Novembre de 1822, este plano 
foi arapliado, principiando o jornal a trazer — «algùas refle- 
xoens politicas, ou moraes sobre varios objoctos» — . Està 
parte foi primitivamente redigida pelo P/' Venancio Hen- 
rique de Rezende, que ao inicià-la teve a precau^ao de 
inserir o curioso aviso : 

«Como està gaseta toma de hoje em diante huma 
atitude que pode comprometter-nos para algumas pes- 
sòas, advirtimos à maneira do Diario Coììsiitudomtl que 
nani sabemos jogar espada, nem pào, nera esgrima, atirar 
pistola, ou faca, em bua palavra nam sabemos manejar 
arma alguma, nem as trazemos com nosco. Portante des- 
presando os desafios que com qualquer dellas nos hajam 
de faser, acccitamos porem aquelle mais usado pelos Es- 
criptores, cujas armas sam a penna, e a razao.» 

Retiraiido-se para o Rio de Janeiro, comò deputado 
à Constituinte, o P.® Yenancio, a parte politica da Per- 
nambiicana^ comò goral e abreviadamente a chamavam os 
contemporaneos, foi confiada ao famigerado agitador Cy- 
priano José Barata de Almeida, que deu às suas columnas 
tom iTibro dos seus habituaes exaggeros patrioticos. Ao 
comodar a dirigf-la estampou, no n.** 15, de 7 de Agosto 
de 1823, a seguinte advertencia: 

«Abi-e-se bua nova carreira à nossa penna e às nossas 
ideias. Tondo o Redactor da Ga,\eia Pernaììibucaìia emba- 
ra^os para continuar a publicar està foiba, veio por bum 
acAso ter • a mini o trabalbo, que de bòa vontade tomo para 
supprir muitas cousas que nào podem abranger as Sen- 
firipllas; o publico pode olhar para ella comò conti- 
nuagào daquelles brados de alerta que dou nas quartas 
e sabbados. Meo desejo he beneficiar a patria, espalhar 
livres doutrinas e illuminar a todos. Nào he portante 
necessario faser preambulos porque està 6 a Peì-nambueana 



71 



do costume, s<5 com a diflferen9a de ser o estylo hum pouco 
mais livre ; basta de advertencia, eu entro jà a faser o meu 
officio.» — Ambos os redactores foram partidarios apaixonados 
do constitucionalismo « nas columnas da Oaxeta procla- 
maram energicamente as vantagens d.is instituÌ9oes monar- 
chico-representativas e cobriram de louvores enthusiasticos 
a D. Fedro, «o seu amado e perpetuo defensor» ; em ambos 
dominava a animosidade implacavel centra os reaccionarios 
(corcundas) e odio sem treguas aos Portuguezes. 

Comquanto modernamente tenham side exaltados corno 
propugnadoras do idoial republicano na imprensa, nos seus 
escriptos, que compulsamos com attenda©, nìlo existe fiinda- 
mento para semelhante juizo. Preso Cipriano Barata e 
reniettido para o Kio de Janeiro, em fins de Novembre de 
1828, assumio, a partir do n.** 28, de 2.-5 do Dezembro se- 
giiinte, proprietai'io da Ga\eia^ Manuel Clemente, ou 
algueni, ([ue nuo logramos averiguar quem fòsse, a direc^ao 
politica do jornal defendendo os interesses do Morgado do 
Cabo, Francisco de Paes Barreto, centra os partidarios de 
Manuel de Carvalho Paes de Andrade. Os artigos escriptos 
naste intuito forara victoriosamente combatidos por Fr. Ca- 
neca, n'O Tijphis Perrmmhu/iano,(\ i\\{^vàm por eonsequencia 
a annullatilo da venda da tjpographia, de que o governo se 
apoderou, e a suppressao do jornal, Alera da sua importan- 
cia politica, que foi consideravel, a Oa\rta Pornainbitcana 
se distinguio pela sua feigao noticiosa e abundancia de 
informa^oes commerciaes. As suas collec^Oes completas 
sao raras ; tenios uma. 

8. — Gazeta do Governo Temporario. — Fernambtc- 
co : Na Tì/poff rafia de Cavalcante e Companhiay 
1822, in-fol. peq. 

Desta rarissima gazeta sai'ram apenas deus n.'"*, sem 
numeraQào, a 21 e 26 de Setembro; o primeiro de 2 e o 
segundode 4 pp. nao numeradas. Constavam exclusivamente 
de officios, circulares e outras pegas officiaes do Governo 
Temporario, «elleito pelo voto goral do Povo e Tropa da 
prassa do Recife», em 17 de Setembro de 1822, em substi- 
tui^So à Junta presidida por Gervasio Pires Ferreira. 



72 



Està governo, composto do presidente Frandsco de 
Paula^Gomes dos Santos, dos vogaes Thomé Fernandes Ma- 
deira e Ignacio de Ahneida Fortuna, e do secretano José 
Mariano de Albuquerque Cavalcante, conservou-se no poder 
aftó dia 24 do mesnio mez, em que forani empossados os 
membros do Governo Provisorio eleitos na vespera. Temos 
està gazetta 

9. — Gazeta do Governo 'ProviBorìo.—Fer/iambU' 

co : Na Typografia de Cavalcante e Companhia^ 
1822, in-fol. peq. 

Temos dous n.*^ deste periodico, t5o raro quanto o 
antecedente; um, que talvez foi o primeiro, é datado de 6 
de Outubro, e o outro de 26 do mesmo mez. Kao traziam 
declara^ao do n.*', e constavam, o primeiro de 7 e o segundo 
de 4 pp. inns; é provavel que a publica9ao tivésse prose- 
guido e tambem, entro os dous n."^ citados, saido algum. 
Era a foiba officiai da Junta do Governo Pro visorio de Fer- 
nambuco que, eleita a 23 e empossada a 24 de Setembro de 
1822, foi alcunhada pela chala9a contemporanea de — Gover- 
no dos Matuios — e se compunha de AfFonso de Albuquerque 
ilaranbao (presidente), Francisco de Paes Barreto e Fran- 
cisco de Paula Gomes dos Santos (vogaes), e José Mariano 
de Albuquerque Cavalcante (secretano). Os dous n.*** que 
examinamos continham: o 1** as actas eleitoraes da Junta e 
documentos relati vos à soltura dos «Cidadàos presos pela 
Tropa em Olinda e suas imniediassoetis» a 19 de Setembro, 
e 2® um longo extracto do periodico fluminense Espe- 
ìho^ de 24 de Setembro de 1822, e noticias do Eio de Janei- 
ro e de Portugal. 



10. — Gazeta Extraordinaria Pernambucana.— 

Pernambuco : Na Typografia de Cavalcante 
& Companhiay 1823, in-fol. peq. 

N.** unico de 8 de Janeiro. Constava de 2 pp.; trazia 
sob titulo a epigraphe da Oazeta Pernambucana^ e con- 



73 



tinha urna carta ao redactor, datada do Recife, 24 de De- 
zembro de 1822, assignada por Cypriano José Barata de 
Almeida, Antonio Manuel da Silva Buono, Francisco Agos- 
tinho Gomes, Diego Antonio Feijó e José Luiz Coutinho, 
expondo os motivos por que deixaram clandestinamente 
Lisboa, para nao assignar a constitui^ao imposta pelas 
Cortes, às quaes eram deputados, e se retiraram para Fal- 
mouth e d'alli para o Recife; outra dos mesmos sobre o 
mesmo assumpto, de Falmouth, 2 de Outubro de 1822, e 
outra de Cypriano Barata accusando os Portuguezes do 
Recife de enviarem soccorros aos da Bahia. Possuimos 
està rarissima gazeta. 

11. — Diario da Junta do Governo. — Pemambu- 
co : JVa Typografia de Cavalcante e Companhiaj 
1823, in-fol. peq. 

n.*" 1 saio a 8 de Fevereiro e o n." 16 (ultimo) ali 
de Junho. Sob o titulo trazia a epigraphe : 

Qìdd autem^ si vox libera non sit^ liberum esse 'f 

TiT. Liv. 

NSo obstante o titulo de diario, publicava-se semanal- 
mente, às ter9as-feiras, ao prego de 80 réis o n.'\ 

Era orgam officiai da Junta do Governo Provisorio 

presidida por Affonso de Albuquerque MaranhHo. Os cince 

primeiros n.*"* foram redigidos pelo P.^ José Mariano Falcio 

Padilha, secretario da mesma Junta, que os apresentou com 

o seguinte programma: «0 Governo nos tem incumbido de 

dar ao prélo a sua taréfa quotidiana; he està a materia da 

presente Foiba, que mìo podendo a escases da Imprensa 

dal-a todos os dias, comtudo abrangerà as taréfas passadas. 

Nós resumiremos os trabalhos do Governo desde a sua 

insta]la9ao, ató que ficaiido em dia possamos publicar por 

estense o seu expediente. Mas para suavizar a secca leitura 

de Officios, Portarias, etc, nSo pouparemos, alem das noti- 

cias interessantes, as nossas fracas retlexOes.» — Nao foi feUz 

o redactor nestas reflexiles, que provocaram goral desagrado, 

10 



74 



sendo os cinco primeiros n.°* do Diario cruamente analysa- 
dosporFi*. Caneca, naprimeiradas celebres — Carfasde Pitia 
a seu amigo Daìnào^ datada de 17 de Marcjo de 1823. 
governo resolveu entSo convidar para a direcc^ao do seu 
orgam a Fr. Miguel do Sacramento Lopes Gama, de cuja 
profissao de fé transcrevemos a parte essencial: «Encarre- 
gado pela Excellentissima Junta de redìgir este diario, eoi 
que devem aparecer principalmente os seus trabalhos, he de 
nesso dover annunciarmos ao publico a razXo que teve a 
mesma Excellentissima Junta para despedir o seu primeiro 
escriptor, o qual, supposto seja dotado de estimaveis quali- 
dades e de reconhecida adhesSo à causa do Brazil, todavia, 
levado talvez do uro malentendido zelo, e porventura desco- 
nhecendo os limites de sua tarófa, ultrapasso u-os de modo 
que reduzio o Diario a vehiculo das suas opiniOes parti- 
culares que, por isso que sahiam debaixo daquelle titulo, 
deviara passar por serera da Excellentissima Junta. Para 
prova indestructivel da goral reprova^^So em que caliiu està 
foiba, basta saber-se que quasi ninguem a comprava, de 
maneira que o seu producto nao chegava para as despezas 
da tj'^pographia. Xós portante faremos quanto estivór da 
nossa parte por nSo incorrermos em os defeitos que acaba- 
mos de censurar. Este Diario d'ora em diante so conterà 
OS trabalhos da Excellentissima Junta, sobre os quaes toma- 
remos a beni entendida liberdade de fazer as retlexOes que 
julgarmos convenientes. 

«Daremos noticias da nossa provincia e de fora; lembra- 
remos à Excellentissima Junta as medidas que nos pare- 
cerem adequadas ao melhorameuto da governan^a publica, 
e a iste se limitarà toda a nossa tarófa. Advirtimos final- 
mente que nao soraos salariados e por isso nao bavera 
motivo de nos taxarem de panegirista venal da Excellen- 
tissima Junta. Louvaremos o que em sua administragào 
acharmos digno de louvor e censuraremos, com o respeito e 
moderagao devida, as coisas que nos parecerein dosacer- 
tadas. Eis o que nós entendemos por liberdade de imprensa: 
eis OS deveres quecuraremos de preencher.» 

Sob a redac(,*ao de Lopes Gama a publicagao proseguio 
reirularraente até Novembre de 1823, sendo que, a partir 
do n.'* 17, de 18 de Junho, teve o titulo mudado para — 



76 



Diario da Junta do Governo de Pemambiico (Vide o N. 18). 
Contendo todo o expediente e todos os actos officiaes das 
administra9(5es de que foi orgam, està folha é uni archi vo 
importantissimo de documentos, que seria consultado com 
grande proveito por quantos quizóssem estudar em detalhe a 
historia de Fernambuco, se nSo fora a sua excepcional rari- 
dade. Nao nos consta a existencìa de urna so collecQào 
completa deste util periodico; a nossa 6 incompleta. 

12. — Sentinella da Liberdade na Guarita de 
Fernambuco. — Pernambuco : Na Typograjia de 
Cavalcante, e Companhia (n.'^' 1-66) : Na Typog. 
de Miranda, e C. (a.^ 67-71). 1823 e 24, 
in-4^ 

n/' 1 saio a 9 de Abril de 1828; suspensa a publi- 
caijao, com o n/' 66, a 19 de Novembro, resurgio (n. 67) a 
14 de Fevereiro de 1824, e cessoa de apparecer a 18 de 
Marvo (n.** 71). Os n.®* 1-66 traziam sob o titulo a divisa: 
Alerta!, e os nr 67-71: Alerta! ó do Brasili (T Patria 
alerta! Os n."* 1-7 eram de duas columnas de impressao, 
e os n.^* 8-71 de urna apenas. periodico publieava-se 
regularmente duas vezes por semana, às quartas e aos sab- 
bados, e vendia-se na Loja da Gaxeta^ na Pracinha do 
Livramento N. 60, ao pre(;o de 40,réis o n/' e 60 róis, quando 
trazia supplemento. Os n.'^* 1-66, assim corno os seus fre- 
quentes supplenientos, tivéram numera(,*ao seguida, formando 
um voi. de 296 pp. — Foi fundado e exclusivamente redigido, 
na primeira pliase, pelo famoso agitador o medico bahiano 
Cypriano José Barata de Almeida, de cujo alligo de apre- 
sentagao passamos a transcrever os trechos principaes : 
«Tom apparecido em pubUco duzias de Gazeteiros no Brazil, 
e eu jà estou canijado de ler couzas, que pouco, ou nada 
podem concorrer para a illustrayao de Povos livres, e beni 
da Patria. Persuado-me, que bum Gazeteiro he escriptor, 
que pode onsinar, edificar, e fixar a opinicìo publica, e athó 
moralizar os homens: meos dezejos sao estes. Hei de es- 
crever para os da Cidade, e da Aldeia, humens, mulheres, 
sabios, e pouco instruidos: mas todos os meos discursos, se 



76 



beni reflectirem, hfto de saber sempre ao beni geral da Pa- 
tria: parece-me, que posso ex clamar comò Juvenal: 

Semper ego aìiditor tantvm ! 
Nunquam ne rcponam? 

cEstarei porventura sempre a ouvir, e nunca direi tao- 
beni cousa algnma? — Nao por certo: saio pertanto ao res- 
peitavel Publico, e peyo licen9a para fallar. distinctivo 
titolo da rainha Oazeta he — Seìitt nella da Liberdade — eu 
lamento, que estivósse huma Sentinella da Uzurpa9ao, e 
Despotismo na Cidade da Bahia: e que em todo o Brazil nSo 
houvésse outra atalaiando em favor da Liberdade : por isso 
comò soldado veteranado, cheio de cicatrizes, que milito ha 
32 annos debaixo das bandeiras desta Divindade, pego na 
miuha arma e metido em huma guarita sobre o baluaile do 
invencivel Fernambuco, grito desde jà — alerta! — Eu njio 
podia achar urna Fortaleza mais propria para cumprir coni 
o meo officio: aqui nSo ha noni restos dos antigos ferros; 
cada homem hehuni Catao, cada mulher huma Porcia: a Li- 
berdade nesta cidade invencivel he a bandeira verde desen- 
rolada com està Ijctra — Independencia ou moiie-^que foi 
escripta pelo Imperador Constitucional. Pevo aos leitores, 
que ouvindo o meo bradar acordem, e vigilantes deffendao a 
a nossa Independencia, nossa Liberdade, e Patria. Brazil 
estit recheiado de traÌ95es, e intrigas: por mar, e terra; em 
Poii;ugal, e entro nós mesraos se machina a nossa perdÌ9ao, 
e capti veiro: por isso milvezes torno a gritar para a Bahia, 
Pernambuco, Rio de Janeiro, e todas as Provincias: 

Herór.s alerta! alerta!» 

acolhimento que lego teve a Seìttinelta foi extraor- 
dinario; OS exemplares eram disputados com ancia e lidos 
às poi*tas das boticàs, às esquinas a numorosos grapos que 
sahiani repetindo as phrases de Barata: «Independencia e 
Liiperador: eis a nossa senha; odio, exterminio, vingan9a 
centra os vandalos portuguezes: eis a nossa missao. > 

Tamanha foi a procura do jornal que houve mister re- 
imprimir varias vezcs os primeiros numeros, donde resulta 
sor ainda hoje a Sentinella o menos raro dos periodicos da- 



77 



quelle tempo. Nera 6 para admirar fossem tao beni recebi- 
das as suas declama^Oes, porquanto favoneavara desbraga- 
damente as paixOes ardentissimas da occa.si3,o. seii pro- 
gi'amraa resumia-se a exaltar a independencia sob a ègide 
da monarchia constitucìonal, e suflfòcar qiiaesquer syrapa- 
thias porventura ainda existentes pela uniao do Brasi! a 
Portugal; neste empenho as suas edÌ9Ses traziam simulta- 
neamente pomposos dithyrambos à liberdade e Invectivas 
virulentiis aos Portuguezes. 

Da primeira tinha Cipriano Barata uma concep(;5o 
quasi objectiv^a, e na gente d'al6m-mar personificava tudo o 
que de vii, abjecto e perfido degrada a especie humana. No 
rancor intensissimo que Ihe votava nao transigia um so 
instante: quer apreciando os successos coovos, quer em 
estirados artigos de douti-ìna, sempre encontrava pretexto 
para Ihes atirar os mais infamantes labóus, e mesmo nas 
raras ofcasiòes nas quaes, de boni humOr, entrava a ridi- 
cularizar os seus etornos inimigos, as suas chalac^as tinham 
um resaibo de crueldade vingativa. E' curioso observar-se 
a alegria feroz que re^umbrava das suas palavras, quando, 
por exemplo, desci-evia a machina inventada pelo serra- 
Iheiro Marcos Maiidinga (n." 10, de 7 de Maio de 1823) 
para indireitar corrnndas^ atroz instruraento de tortura, ar- 
mado de malhos e azorragues, que felizmento so existio na 
imagina(?ao_do atrabiliario jornalista. Escrevendo ao correr 
da penna, em linguagem a todos accessivol, conseguia vul- 
garizar enormemonto as suas opinioes, em gerèxl applaudidas 
e até merecedoras de um officio encomiastico por parte do 
Intendente Goral da Policia, em 24 de Julho de 1823. 
Quando, porém, Cypriano Barata, no auge do enthusiasmo 
lani,*ava os seus mais clamorosos brados de alorta e louvava 
a oxcellente disposi(;ao dos «herócs pernambucanos era favor 
da causa brasileira > ia se accentuando uma reac(,^ao propicia 
ao partido portuguez. «Alguns membros da Junta, escreveu 
Fr. Caueca (0 Tjjphis Penìamìmrano^ n." 2, de 1 de Janeiro 
de 1824), tomai'am attitudes opposta» k liberdade e consti- 
tucionalidade do Brasil. Fizeram-se apostolos^ diz-se, e houve 
delles queni procurasse proselytos despejadaraente ; entra- 
ram a desgostar-se da Sentinella da Liberdade e outros que 
falavam em constitucionalidade do Brasil. Appareceo uma 



78 



proteccjao vizivel aos Portuguezes, nossos mortaes inimigos, 
e opposì(;2io aos patricios.» — Xa manhà de 15 de Setembro 
de 1823 um movimento militar agitou novamente o Recife, 
tendo por consequencia a deposipào e prisSo do Govemador 
das Armas Joaquini José de Almeida e a renuncia obrigada 
de deus merabros da Junta: o presidente AfFonso de Albu- 
querque MaranhEo e o secretano P.* Marinilo Palcào; o po- 
der conservou-se em mSos de um triumvirato composto dos 
restantes — Francisco de Paes Barreto, Francisco de Paula 
Cavalcante de Albuquerque e Manuel Ignacio BezeiTa de 
Mello, sympathicos à fac95o victoriosa. 

Logo tivérara principio manifesta9(5es hostis a Cypriano 
Barata ; em dias de Outubro um grupo de inferiores e sol- 
dados da Companhia de Cavallaria do CapitSo Francisco 
Jos6 Martins, «foi à loja onde se vendia a Sentinella e 
sem respeito algum ao direito sagrado de propriedade garan- 
tido pelas leis, prororapeu no desatino de rasgar quantas 
achou, concluiu a sua insolencia com amea9as de que 
espancaria ao proprio dono se se atrevesse a oppor-se a 
este desenfreado proceder» (Golpk de vista sobrk o estado 
ACTUAL, MURAL, E POLITICO DE FERNAMBUCO, por hum anonvmo, 
Penìfimbuco^ 182:5, pag. 14). Mas o ardente propagandista 
nSo descoro(,'Oou e proseguio rcgularmente com as suas de- 
clamagòes em prol do constitucionalisdio ; recorreram entao 
OS advei*sarios a outi'O expediente para fazel-o calar. Ende- 
re^aram à Junta uma represonta9ao, com cento e quinze 
assignaturas, solicitando, em nome do povo e da tropa, pro- 
videncias afim de que os deputados que aqui se achavam 
fossem occupar os seus lugares na Assemblèa Constituinte. 
Em circular de 10 de Novembro o governo extranhou a 
todos OS deputados em geral a sua faìta de patiiotismo em 
nao cumprirem os seus deveres e Ihes prescreveu o termo 
de quinze dias afim de seguirem para o seu destino. Mal 
expirou^ praso, na madrugada de 16 de Novembre, foi 
cercada a casa de Cypriano Barata por 150 soldados de in- 
fantarla e cavallaria, ao mando do Capitan Martins e do 
Coroiiel de ca9adores Aleixo José de OUveira, que ao rom- 
per do dia o levaram preso para a Fortaleza do Brum, onde 
em breve foram ter, tambem presos, os outros deputados 
José Tavares Gomes da Fonseca e Capitao JoSo Mendes 



79 



Viaana, redactor do Escudo da LiberdMe do BraxiL Na 
prisào escreveu ainda Barata o n" 66 do seu periodico, que 
saio à luz com o titalo de — Sentinella da Liberdade na 
Guarita de Fernambuco^ atacfula, e prrna na fortdlexa do 
Bruni por ordeni da for^a arrnada...^ narrando as violen- 
cias de que fora victima e despedindo-se em termos com- 
movidos dos pernambacanos ; na vespera jà haviam os 
presos seguidc) pai*a o Sul a bordo da sumaca Orachsa. 
Conie90U entào para o fogòso redactor da Sentinella o longo 
martirio de sete annos nos carceres da Bahia e do Rio de 
Janeiro, det3n95o cujo rigor se teni procurado explicar 
attribuì ndo ao seu jornal principios infensos ao systema de 
governo monarchico. Duvidamos, porem, que em apoio desta 
opiniao se possam eucuutrar argumentos valiusos em qual- 
quer dos seus numeros. 

Xem por longe tencionamos amesquinhar a importancia 
dos servic^os prestiìdos por Cipriano Barata à independencia 
e à consolida^ao da nascente nacionalidade brasileira, e 
cremos que a posteridade nào Ihe negarà os justos titulos de 
ebrei ro incan9avel da nossa emancipa(;ao politica e apostolo 
do constltucionalismo. Estes meritos bastani para garantir à 
sua memoria a gratidào da patria ; ir al6m, emprestando-lhe 
cren^as que nào professou, sera falsear a historia no propo- 
sito ocioso de accumular antecedentes a ideia republic ana 
entro nós, cuja continuidade jà se acha sobejamente com- 
provada por esteusa serie de factos incontestaveis. A atti- 
tude de Cjpriano Barata no iornalismo pernambucano nSo 
se presta a contro vereuis ; fazemos-lhe inteira justi^a con- 
sideraudo-o defensor esfor^ado dos mais livres principios, 
mas....:, k sombra do throno. 

Em 1824, nos prodomos da Confedera(;ào do Equador, 
P.** Joào Baptista da Fonseca restaurou a Sentinella da 
Liberdade, publicando ciuco n.""* (67-71), de 14 de Feve- 
reiro a 13 de Mart;o, nos quaes combateu com denodo 
centra o absol'utisnio, profligando a dissolu^ào da Consti- 
tuinte e incitando o povo a recusa do projecto de codigo 
politico decretado pelo Imperador. De 1834 a 35 a Sen- 
tinella reappareceu em Fernambuco sob a redac^So de 
Cypriano Barata (Vide o N.** 73). A coUecvSo da primeira 
phase é rara; della possuimos bellissimo exemplar. 



80 



13.— Diario da Junta do Governo de Fernam- 
buco. — Pemambuco : Na Typografia de Caval- 
cante & Companhiay 1823, in-fol. peq. 

n." 17 (1^) salo a 18 de Junho e o n.° 36 (ultimo) 
a 23 de Novembro. E' continuammo do Diario (la Junta 
do Oorerno (X.*" 11), do qual differe apenas pelo accres- 
cimo das duas palavras finaes do titulo e por trazer acima 
deste o escudo das armas imperiaes. Foi redigido por 
Fr. ISiIiguel do Sacramento Lopes Gama. (Vide o N."* 15). 

14. — ^Escudo da Liberdade do Brazil. — Fernam- 
buco : Na Typografia de Cavalcante & Compa- 
nhia, 1823, in-fol. peq. 

n.*" 1 salo a 26 de Julho e o n."* 16 (ultimo) a 14 
de Novembro. Abaixo do titulo trazia a epigraphe: Rerum 
7WVÌIS nascitur orda. Nasce entre nós unta uova orde.m 
de cousas, 

Publicam^o irregular, ao premo de 80 réis o n.^. Foi 
fundado e primeiramente redigido pelo P.® Francisco Agos- 
tinho Gomes, naturai da Bahia, o qual eleito deputado às 
Cortes foi uni dos que se recusaram a jurar a constitui- 
(;3o, e saindo por isso clandestinamente de Lisboa para 
a Inglaterra, de là veio ter a Fernambuco, onde perma- 
neceu por quasi uni anno. Secundou efficazmente a Sen- 
tinella da Liberdade na propaganda da independencia e da 
adop9ao do systema constitucional. «A liberdade publica 
ameamada, lia-se no seu primeiro n.** 1, a seguran^a e liber- 
dade individuai publica e escandalosamente atacadas, a mo- 
narchia constitucional, que a na^ao proclamou e quér, em 
perigo, quando os que affectam serem seus maiores defen- 
sores machiuam estender os limites da autoridade do mo- 
narcha aleni dos que Ihe prescreve a mesnia Ordem Con- 
stitucional adoptada. Tal he o quadro que o horisonte poli- 
tico do Brasil apresenta. Qual sera o cidadào que em uma 
tal conjunctura fique espectador indifferente? — A liberdade 
da imprensa he o baluarte firme que abriga das invasSes 
do poder as mais garantias, e o unico Escudo que defende 
a liberdade dos povos dos porfiados ataques que o servi- 



81 



lismo incessauteraente repete para fiindar o iraperio da 
arbitrariedade; lancemos raao deste escado e combatamos 
OS monstros do servilismo e do despotismo que ouzani dis- 
putar-nos uni ten*eno que se acha no centro de outros onde 
so dominam os principios mais liberaes, cujas propagado- 
ras influencias os deviam amedrontar.» Nos primeiros n."^ 
porém, este plano de acc^ao uao teve o promettido desen- 
volvimento ; toda a actividade do redactor se concentrou nuni 
objectivo unico: combater violentamente o niinisterio dos 
iìndradas, a quem arguia do pendor absolutista que se ma- 
nifestava nos actos do governo. Se bem que sustentada coni 
brillio e vigor, foi de curta dura(;ao a campanha do P.® Gomes 
centra aquelles estadistas ; no supplemento ao n.'' 3, de 12 de 
Agosto, coube-lhe a grata tarófa de louvar D. Fedro pela 
demissSo dos seus iUustres adversarios. Pouco depois o 
Escudo da Liberdade do Braxil passou a ser redigido pelo 
Capitao de Engenheiros Jo3o Mendes Yianna, perdendo em 
modera9ao de liiiguagera ti correcgao de estylo o que ganhou 
em vchemencia declamatoria. Tomando por molde as dia- 
tribes de Crpriano Baratri, o novo redactor pugnou valen- 
temente pelas ideias constitucionaes e conio elle foi victima 
de arbitraria prisco a 16 de Novembre de 1823. Hoje 
injustamente esquecido, porventura a falta de panegyristas 
corno OS teve o seu aniigo e companheiro de infortunio, Joao 
Mendes Vianna, typo do patriota abnegado, foium dos bomens 
da independencia cuja memoria se nos antolha verdadeira- 
mente digna da gratidao nacional. «A energia de sua alma, 
escreveu Evaristo da Veiga (Aurora Fluminense^ de 20 de 
Outubro de 1830), e o amor ardente pela liberdade do seu 
paiz, que em 1823 o tinham conduzido a Pernambuco para 
alli trabalhar na grande obra da nossa independencia poli- 
tica, nem um instante se desmentirara. Os incommodos 
originarios de deus annos de soffrimentos era uma masmorra, 
aggravados pelo excessi vo trabalho parlamentar, e em que o 
seu zelo nunca consultou as proprias forQas, ìhe arruinaram 
a saude e o levaram ao tumulo.» — Escudo da Liberdade 
do Braxil é periodico assiis raro ; apenas temos noticia de 
uma unica collec9ao completa : a recentemente ofFerecida à 
venda pelo livreiro Karl W. Hiersemann, de Leipzig, pelo 
exhorbitante preyo de 300 marcos. 

n 



82 



15.— Diario do Governo de Pernambuco. — Per- 

nambuco : Na Typografia de Cavalcante e Comp,^ 
1823-24, in-fol. peq. 

Succedeii, 'em Dezembro de 1823, ao Dmrio da Junta 
do\Oorerìw de Pernambiieo^ cuja nuraeracjao continuou até 
28 de Fevereiro de 1824, (a.*" 51) tendo d'ahi por diante o 
titulo raudado para Diario do Governo; trazia o mesmo em- 
blema e divisa do antecessor. Primeiro orgam oflScial do 
governo presidido por Manuel do Carvalho Paes de Andrade, 
foi redigido pelo respectivo secretano, o Bacharel José da 
Natividade Saldanha. E' muito raro. (Vide o N.^ 19). 

16. — O Typhis Pernambucano. — Pernambuco : 
Na Typ. de Miranda e Comp.^ (n.** 1-26) ; Na 
Typ. Nacional (n.^ 27-29), 1823-24, in-fol peq. 

n.« 1 salo a 25 de Dezembro de 1823 e o n.« 29 
(ultimo) a 12 de Agosto de 1824. Trazia abaixo do titulo a 
epigraphe : 

Unta nuvem qiis os ares escurece^ 
Sohre as tiossas cube^ns appnrece. 

Camòes. Cani. 5. 

PubUcava-se às quintas-feiras ao prego de 80 réis. — 
Pundado e exclusivamente redigido por Fr. Joaquim do Amor 
Divino Caneca, o famoso carmelita tSo reputado pelo seu 
profundo e variado saber e entào jà autor de pampliletos 
politicos muito applaudidos, este periodico foi o orgam por 
excellencia do movimento revolucionarib quo passou à historia 
sob nome de Confederagao do Equador. seu primeiro artigo 
foi umainvocaijao a Pernambuco, vibrando do mais entranha- 
do patriotismo. Eil-o: «Quando a Nào da Patria se acha 
combatida, por ventos embravecidos ; quando pelo furor das 
ondas, eia ora se sobe às nuvens, ora se submerge nos abis- 
mos; quando levada do furor dos Euripos, feita o ludibrio 
dos mares, eia ameasa naufragio, e morte ; todo o Cidadjìo 
6'marinlieiro; um deve sustentar o temào, outro por & cara 



83 



Astrolabio ; ferrar o panno, outvo alijar ao mar os fardos, 
que a sobrecaiTegào, e afundào, cada bum prestar a deligen- 
cia ao seu alcanse, e sacrificar-se pelos seus concidadàos eni 
perigo. 

«Firme neste principio eu levanto a voz do fundo da 
minha pequenhes, e te falò ó Fernambuco, Patria da Liber- 
dade, Azilo da Honra, e Alcasar da Virtude. Em ti flores- 
cerào os Tieiras, os Negi'eiros, os Camaroens, e os Dias, que 
fiserào tremer a Olanda, e derào espanto ao Mundo universo ; 
tu me deste o berso, tu ateaste no meo corasào a chama 
Celeste da Liberdade, coratiga ou descerei aos abismos da 
perdisào, e desonra, ou àpar da tua gloria voarei à Eterni- 
dade. 

«Acorda, pois, ó Fernambuco, do letargo, em que jazes; 
atenta os teos verdadeiros intereses, ve o perigo ; olha o me- 
donho nevoeiro, que se levanta do Sul, e que se vai desfei- 
char em desastroza tempestade; amaina os traquetes, poem-te 
a capa; barlaventeia das intrigas, segue o rumo da UniSo. que 

Os Cabos pnsarax mais tormentoxos^ 
Sem que a^ crespas eorrenfes te atropelem^ 
Ao Pòlo chegards, uoìkìp brilha 
A Lux. da eiernn Fama. 

Chama aos teos lares a Deosa da Concordia, asoitada 
pelos lategos da fofa Ambisao, do Interese sordido, e da 
Ignorancia. teo Typhis te apontarà as Cycladas, os Bos- 
phoros, as Sirtes, te notarà os perigos a tó onde se estender 
o Orizonte da sua vista ; eie sobirà ao mais elevado topo da 
tua gavea sem mudar a cor do resto. Romptimos por entro 
OS maiores perigos, demandemos o Norte da — Indejjendencia 
ou Morte — temos hum seguro Santelmo — Lmnortal Fedro 1° 
— com OS olhos fitos n'Ele, sustentemo-nos na borrasca, que 
nos luzirà a Bonansa rizonha ; trabalhemos com sofrimento, 
e coragem : 

Ndo se nutre a Virtude do descanso; 
Àrduas emprcxas^ rispidos traòalJios 
Em nobre corasdo de immorial gloria 
Accendem claro lume.y^ 



84 



Obedecendo ao convenio de nlo romper de subito os 
la90s que ao governo conviaha manter com a córte, o reda- 
ctor se absteve nos primeiros n.** de atacar abertamente o 
iniperador, preferindo lan^^r a culpa dos seus actos despoti- 
cos aos coQselheiros que o cercavam, aos quaes accusava de 
servirem à fac(jao portugueza. Os acontecimentos foram 
succedendo-se de modo a cada vez mais claramente attesta- 
rem a attitude de resistencia que a provincia assumira em 
face da pertinacia imperiai em conculcar os seus direitos de 
soberania ; a recusa dos eleitores, congregados em 8 de Ja*- 
neiro de 1824 de enviarem outros deputados à nova assem- 
blèa goral; as delibera9(5es dos grandes conselhos de 21 de 
Fevereiro e 27 de Abril, persistindo em sustentar no poder o 
presidente oleito e nSo accoitar o nomeado pelo imperador, 
e finalmente o regresso dos delegados enviados à corte no 
baldado intuito de alc^n(;arem a satisfa^ào dos votos da pro- 
vincia, levarara a teiisflo ao extremo e, embora ainda todos 
OS actos do governo se revestissem das formulas nioaarchi- 
cas, ja em Junho a scisao era completa. Por este tempo 
grandes ser\rÌ90S jà havia Fr. Caneca prestado à causa per- 
nanibucana; homem ousado e intelligente, decidido e enthu- 
siasta, imbuido das ideias liberaes espalhadas no Occidente 
pelos encyclopedistas francezes, elle advogava os principios 
que abraQàra com a energia inquebrantavel que Ihe valeu 
ser considerado o mais sincero republicano do sen tempo e 
a mais nitida encarnaQSo do espirito revolueionario do co- 
medo do seculo passado no Brasil. Ao approximar-se o 
momento critico de ser lan(;ado o cartel da revolta, a sua 
actividade recresoeu; cada n." do seu periodico equivalia a 
urna investida victoriosa dos republicanos aos arraiaes mo- 
narchicos; aos golpes dos seus argumentos, coordenados 
com logica e ennuaciados com precisalo, rulam os sophismas 
imporiaes, e exal9ado na souoridade bellicosa da sua phrase 
ardente o ideial democratico ganhava de dia a dia novos^ 
sectarios. Polemista arguto o frade revolueionario destruia 
seni esforcjo as capciosas razOes rebuscadas pela cortezania 
em justifica^ào às arbitràriedades do monarcha, que a sua 
analyse implaca vel patenteava em teda a rispide^ do des- 
potismo; na controversia que manteve com Manuel Clemente 
do Rego Cavalcante, o ultimo redactor da Oaxeta Peniam - 



86 



bticana e partìdario do Morgado do Càbo, a sua superiorìdade 
sobre o contendor, ou quem em seu nome escrevia, resalta 
de cada perìodo. Proclamada afinal a independencia das 
provincias do Brasìl Orientai à sombra ào estandarte ceruleo 
da Confedera9So do Equador, a revolu9ao entrou na sua 
phase yerdadeiramente republicana, cessando as considera- 
<j3es que os proraotores do movimento haviam até entSo 
apparentado por urna politica de conveniencias. 

A este periodo de franco rompimento coni a corte per- 
tencem os tres ultimos n.** d'O Typhis Pernambucatio ; era 
chegada a occasiSLo de agir e, deixando o terreno da discus- 
sSo de principios, o redactor consagrou-se inteiramente a 
vulgarizar os progressos da insurreÌQao que por todo o Norte 
recebia fervorosos applausos. Contava as adhesDes que 
vinham expont<uieaì> e numerosas da Parahyba, do Rio Gran- 
de do Norie, do Cearà e até do Piauhy ; garantia a proxima 
allianga do Marauhao e do Para; enumerava os recursos 
formidaveie accumulados para a luta, e demonstrava a impos- 
sibilidade de Pedro I — «o principe portuguez que o Brasil 
imprudente e loucamente havia acclamado seu imperador» — 
distrair for(;as para combater a revoluc^o, quando jà sulcava 
Atlantico a frota portadora do exercito recolonizador. A 
leitura daquelles n."" impunha a convic<;ao de nenhum obsta- 
culo poder mais impedir o desmembramento de teda a regiao 
septentrional do paiz, e nào permittia duvidas quanto ao 
triumpho deiinitivo da confedera9ao republicana. Mui di- 
verso, porem, foi o desfecho da campanha; as hostes dos 
confederados, cujo numero o enthusiasmo do escriptor mul- 
tiplicàra, succumbiram esmagados pelas tropas imperiaes, 
embora após heroica resistencia, e a 17 de Setembro de 1824 
regiraen monarchico era restaurado na capital da ephe- 
mera republica. Fr. Caneca acompanhou o exercito insur- 
gente na sua retirada para o interior, e preso na capitulavao 
do Juiz, a 29 de Novembre, foi condemnado à morte pelo 
crime de rebelliSLo. A 13 de Janeiro de 1825 o illustre 
apostolo da democracia passava à immortalidade glorìficado 
pelo martyrio. — A natureza dos seus trabalhos literarios nào 
Ihe permittio aprimorar-lhes a linguagem e o merito dos 
seus escriptos reside antes no valor documentario do que 
na ^egancia da fórma. 



86 



« Typhis Pernambucano, disse Sylvio Roméro (Hist 
da Lit. Bras. ; pag. 824), deve ser lido corno um repositorio 
de ideias e de juizos eobre os aconteeimentos e os bomens de 
1824. Fedro I, os Andradas, Silva Lisboa^ o P.® Muniz Ta- 
vares, sào julgados desapiedadamente, mas eom um fondo 
de verdade adrairavel.» — As collec(,^(5os corapletas da pri- 
nieira edigao deste periodico sSo pouco vulgares ; entretanto, 
OS seus n.'"' 1-4 foram reimpressos, jà em 1840, no jomal 
Annunciante, publicado por Januario Alexandrino RabeUó 
da Silva Caneca, irmao do frade fuzilado ; Antonio Joaquim 
de Mello reproduzio, na edii^ao que das Obras Politìcas e 
Litteraricui de Fr. Coneca promoveu em 1875-76 (Voi. Il 
pp. 417-620) OS n.^* 1-16 e 18-28; ha ainda outra reimpres- 
sRo moderna in-S"* peq., bastante rara e que nao traz data 
nem nome do editor» ; temos a collecgào em 1" edÌ9ao. 



17.-*0 Caheté. — Pemambvco : Na Typograjia de 
Miranda & Compaìihia, 1824, in-fol. peq. (?) 

Repetidas allusOes em varios jornaes pouco posteriores, 
corno n'O Cruxeiro^ de 27 de Outubro de 1829 (pag. 550), 
de 15 de Margo (pag. 979) e mais extensamente, de 14 de 
Abril de 1830 (pp. 1053-1054), nào dcixam duvida sobre a' 
existencia deste periodico politico, redigido por Fr. Miguel do 
Sacramento Lopes Gama, logo após a primeira pbase d'O Con- 
ciliador Nacionalj isto é, em fins de 1823 ou, mais provavel- 
mente, em principios de 1824 ; deve, poròra, ter tido curta du- 
rag^Lo e ser rarissimo, porquanto jamais logràmos ver um so n.** 
delle, sondo toda conjectural a descripgao acima. WO Cru- 
xeiro^ de 14 de Abril de 1830, ha referencias aos seus n.*** 1 
e 2 e de ambos vém transcriptos trechos reveladores do nati- 
vismo exaltado que entao professava o seu redactor, comò o 
seguinto do n.** 1 : «Brasileiros, Cahetós, Topinaquiz, Topi- 
nambàs, e Tamoyos, vigilancia, e mais vigilancia. Os Por- 
tuguezes, esses monstros, tizicos de riquezas mas hydropicos 
de orgulho, e d'ambi^ao, maquinao a nossa mina; e tanto 
mais perigosos nos sao, quanto muitos delles vivem espalha- 
dos pelo immenso solo do innocente Brazil, que o engrande- 



87 



ceo, e que ingratos dezejao ver em ferros..., e quaJquer des- 
tas rapozas, qual outro Catilina, està manhosa, e arteiramente 
notando, e sentenciando a olho a morte de cada bum de 
nós. — Notai atque desigtiai oculis sedem unumquemque 
"nostrum. 

« Retiremo-nos, quanto antes para terra, onde nossos 
olhoà nuDca sejao feridos da vista de bum Portuguez. » 



18. — O Liberal. — Bahia: Na Typographia Nacional 
n."« 1-18) ; Pernambnco : Na Typ. de Miranda^ 
e C^ {i\r 19-28), 1823-24, in-4^ 

n.** 1 appareeeu, a 3 de Outubro de 1823, na Babia, 
onde jornal foi piiblicado ató o n.** 18, de 23 de Janeiro 
de ltS24; passsou outao a surgìr no Recife, onde salram 
OS n.''* 19-23 (ultimo), de 13 de Fevereiro a 2 de Margo 
do mesmo anno. Publicava-se és ter^as-feiras ao pre90 
de 40 réis o n." — Abaixo do titulo trazia conio epigrapbe : 

Ser lìvre he indo : /?y nada o ser esc7'avo. 

(Anon.) 

P.® JoSo Baptista da Fonseca era pernambucano ; 
complicado na revolu^ao de 1817 foi remettido para as 
pris5es da Babia, livre das quaes, pela amnistia de 1820, 
voltou toda a sua actividade e illustragào à propaganda 
da nossa independencia. Neste intuito fundou alli o pre- 
sente periodico, que apresentou coin as seguintes pala- 
vras: «Antes de entrarmos em materia, protestamos ante 
pubUco imparcial que n5o somos incendiarios, corno nos 
cbamSo alguns sevandijas; protestamos que nfto aprova- 
raos tumultos populares, antes lamentamos que o Brazil, 
nossa cara Patria, se veja ou se tenba visto em circum- 
stancias de o fazer; protestamos que nào nos assustao as 
cabalas e intrigas desses malvados nossos inimigos ; pro- 
testamos que nao largaremos a penna da mìo emquanto 
a pudermos manejar, e com ella nos opporemos a todas 
as traicOes que nos quizerera fazer; protestamos erafim 
conservar a nossa naturai coragem, sustentando as verda- 
des que devem basear os nossos direitos, e nSo nos desdi- 



88 



zemios mesmo à face dos tyranicos cadafalsos. Xao somos 
incendiarios ; somos sim mui amantes zelosos dos nossos 
dìreitos; mui amantes da cauza da liberdade e indepen- 
dencìa do Brasil; mui affeetos de S. M. I. e C, em(iuanto 
sustentar os justos sentimentos que tem manifestado, somos 
multo inimigos de Portugal, do seu nefando systema de 
escravidao e de seu rei, por ter perjurado centra os di- 
reitos e felicidade de seus paes.» — Quem assim proclamava 
ousadamente as suas opirii(5es liberaes, nao podia deixar 
de verberar cheio de indigna<jao o golpe de estado de 12 
de Novembre, do qual, corno era de esperar, o P.® Fon- 
soca se constituio adversario pertinaz. Mas, na antiga 
capital do Brasil a opiniSo publica mostrava-se satisfeita 
com procedimento do monarcha, gra9ai5 à direc95o que 
destramente Ihe souberam imprimir os emissarios impe- 
riaes Miguel e Antonio Calmon, e o governo provisorio, 
que protestava fidelidade incondicional à corea, quiz delift 
dar prova fazendo arbitrariamente calar Liberal, A 
27 de Janeiro de 1824 foi o P.'' Fonseca preso e embar- 
cado k for^a, por ordem do presidente Francisco Vicente 
Vianna, em urna escuna que o transportou à sua provin- 
cia natal ; no Recite, onde teve festivo acolhimento o 
valente jornalista proseguio com a publicac/ao do seu pe- 
riodico, tratando do negocios da Baliia e concitando sobre- 
tudo OS seus habitantes a adherirem à politica de resis^ 
tencia adoptada por quasi todo o Norte. A actividade do 
P.** Fonseca no jornalismo pernambucano foi, porem, de 
breve dura^ao, porquanto em meiados de Abril teve elle 
de seguir para a Parahyba, onde assumio o cargo de 
secretario do governo provisorio. Esmagada a Confederar 
95o do Equador foi incluido no processo summarissimo 
instaurado centra os chefes do movimento, sondo accusado 
de haver espalhado pela imprensa doutrinas subversivas. 
Felizmente o illustre patriota conseguio escapar à sanha 
da terrivel Commissao Militar, homisiando-se em lugar 
seguro, donde voltou mais tarde a dar à patria o concurso 
da sua esclarecida intelligencia. 



89 



19.— Diario do GoYemo.— Fernambuco : Na Typ, 
de Miranda, e Camp., e Na Typographia Naciu- 
naly 1824, in-fol. peq. 

Sucoedeu era Mar(,^o ao Diario do Governo de Prr- 
nambnco e publicou-se até 24 de Julho, quando saio o 
n.'' 37 e ultimo. Manteve senipre o emblema com as 
armas imperiaes e a divisa do antecessor, Foi redigido 
tambem por José da Xatividade Saldanha. Substituio-o 
Registo Officiai do Governo de Pernamhìico. (Vide o 
N.'' 22). 

20.— O Argos Pernambucano. — Peniamhuco, Xa 
Tip. de Miranda, e C, 1824, in-fol. peq. 

11." 1 saio a 31 de Maio e o n." 4 (ultimo) a 29 
de Junho. Como epigraphe trazia: 

Devcìuo.s reputar a.s' ohjf{V(/i,s' fcitn.s ds Leis, conio 
principio de ama felii re forma. 

Mably. — Dircit, e Dev. do Cirlad, Cari. 4. P. 109. 

Publicava-se semanalmente ao pre^o de 80 róis o n." 

Kedigido por Josó da Xatividade Saldanha, tinha por objecto 

a analyse e discussao do pr(>j(H»to de Constitui(,'ao offere- 

cido pelo impcrador. — « S. M. T. e C. tendo dissolvido a 

nossa Assemblèa Cerai e Constituinte, por decreto de 12 

de Novembre do anno passado- -comegou o redactor a sua 

taréfa — prometteu convocar logo outra que discutiria uni 

projecto de Constitui^ào duplicadamente mais liberal do 

que da Assemblèa, e a (jual eUe mesmo offereceria. 

Àp^receu emfim este projecto e S. ^1. I. e C, illudido 

pelos seus conselheiros e pciMiadido de que elle era tal 

qual havia promettido, mandou proceder à eleii^iao de de- 

putados para a nova Assemblèa ; purem quando ](i se tinham 

feito OS eleitores, aparec<' a Camara do Rio do Janeiro (a 

qual trabalha cojistantemcnte contila os desejos do nesso 

Iraperador constitucional para tazel-o despota e absoluto) 

representando ao mesmo Augusto Senhor que o povo, iste 

6, a Camara do Eie de Janeiro, pedia a S. M. I. e C. que 

12 



90 



jurasse e mandasse jurar aquelle projecto corno Constitui 
^ao do Estado, e por consequencia nSo convocasse mais 
a Assemblèa Constìtuinte e se sobrestivésse na elei^So 
dos deputados para esse firn; S. M. I. e C, persuadido de 
que està era a vontade goral do Imperio, jurou e mandou 
jurar o tal projecto Nestas circumstancias cumpre exami 
nar si o projecto offerecido é ou nSLo tal qual deve ser, e 
por conseguinte se convem ou nao adoptal-o corno Consti- 
tuiQao do grande Imperio do Brazil. Està sera a materia 
do nesso periodico; escrevemos em estylo vulgar, porque 
oscrevemos para o povo, e pelo mesrao motivo nào seremos 
fre^iiientes em citar os differentes autores, que sobre està 
materia teem escripto, pois, comtanto que o pov^o conhega 
as verdades, pouco ihe importa saber qual o escriptor que 
primeiro as vio e patenteou.» — Fr. Caneca, nO Tijphis 
PernambU'Cano^ n!" 20, de 3 de ilaio de 1824, foi ainda 
mais cxplicito quanto aos fins do novo jornal : 

«fXus quereinos-^escreveu elle — urna Consti tai(;ao (jue 
atiance e sustonte a nossa Independencia, a uniào das 
provincias, a intogridade do Imperio, a liberdade politica, 
a igualdade ci vii, e todos os direitos iualienaveis do ho- 
mem na sociedade; o ministerio qu6r que a for(;a d'armas, 
aceitemos um fantasma illusorio e irrisorio da nossa se- 
guran(;a e felicidade, e mesmo indecoroso ao Bri^zil, comò 
nos vae mostrar Argos Pernamhu^ano,^ 

No desenipenho da sua missao, Saldanha dissecou 
grande parte do referido projecto, artigo por artigo, para- 
grapho por paragrupho, apontando todas as ciladas armadas 
em seu scio a soberania nacional, e mostrando o poder 
quasi absoluto quo outorgava ao imperante; està materia 
occupava quasi inteiramente a^ ^columnas do periodico, 
excepto uma pequena parte reservada à traducgao das 
celebres cartas do Abbade Mablv sobre os Dìrcìfoa e De- 
reres do Cldadrto. Aggravando-se os padecimentos de 
Saldanha, enfermo havia tempos, foi elle fort^adu a aban- 
donar a redacgìlo d'O Argos P rnamhucano. — A. J. de 
Mollo chega a affirmar (Biographu de José da Natividadb 
Saldanha, pag. 87) que, por aquelle motivo, elle apenas 
escreveu o n® 1 do periodico e a traduc9ao das cartas de 
Mably que se encontram nos outros. A Commissao Mi- 



91 



litar, porem, na enumera^ao dos crimes pelos quaes o 
condemnou k pena ultima, attribue-lhe a inteira autoria do 
jornal, « cuja direcQao, dizia, era desacreditar e tomai- 
odioso o projecto de constituiQao, de cuja adopQ<1o depeii- 
dia a estabilidado e consolidavSo do systema politico do 
imperio». Atim de salvar a vida Saldanha expatriou-se, 
e depois de alguns annos de peregrinac^'ao pela Europa e 
America do Norte, veio a fallecer obseuramonto na Co- 
lombia em is:]0. Temos a coUec^t^o d'O Argos Pevìnnu- 
bucano. 

21. — Dezengano aos Brazileìros. — Peni ambii co, 
Na Typoyrajia Xairional, 1824, in-fol. pecj. 

n." 1 saio a 25 de Junho e o n." (> (ultimo?) a 
4 de Agosto. Trazia comò epigraplie: 

AìKjtistr li'hrrte\ fi Ile de la nnlìtr(\ 
Sans foi\ toni nest qaoi)prohn\ injìt.^ficr^ ì in posi are. 

CONSCIKNCES LlTTMUHtES, pag. 1(57. 

De publicavao irrcgular, vendia-se a SO reis o n/' 
Foi ex elusi vani ente redigido polo portiiguez Joào Soanis 
Lisboa, um dos homens que mais esfor^ada e sincera- 
mente pugnaram pela nossa emancipa^ao politica. Dos 
primeiros que abrac^aram a ideia da indèpondencia, elio 
esti'eou no jornalismo fluminense, a 10 de Abril de 1822, 
coni Correìo do lito de JaneirOy folha politica de prin- 
cipios libeiTimos, cuja publicai,ììo foi suspense, a 21 de 
Outubro, por ordem do imperador, que na mesma occa- 
siào fez prender a Soares Lisboa. Pouco dopuis, scudo 
instaurado pelo ministerio Andrada o famoso processo 
contra Jos6 Clemente, Muniz Barreto, Ledo, Januarìo, 
P." Lessa e outros patriotas, sob a accusa(,*ao do cons[)i- 
rarem contra o governo estabelecido, o redactor do Cor- 
relo foi dos compromettidos nelle e o unico condemnado. 
Ainda continuava preso, aguardando o cuinpriiìiento da 
pena de cito annos de degredo que Ihe fora imposta, 
quando era fìns de 1S28 foi amnistiado. Immediatamente 
veio para Pemambuco, entao fòco das aspiracjoes demo- 



92 



craticas e filiou-se ao partido de Manuel de Carvalho, que 
defendeu com igual denodo na arena da iraprensa e nos 
campos de batalha. No presente periodico, comò indicava 
o expressivo titulo, o seu intuito era deaenganar os bra- 
sileiros quanto ao constitucionalismo do primeiro inipera- 
dor e provar-lhes que jamais aican<;ariam a tao almejada 
liberdade sob o seu governo ; discutia a irregularidade da 
sua acclama9ao antes de elaborado o pacto fundaraental 
da na(;ao ; mostrava corno astutamente aproveitàra a gene- 
rosa avSpira9ao emancipadora num interesse dinastico e 
que seu pretenso rompimento com Portugal nSo pas- 
sava de uma farcja para melhor encaminhar os seus pla- 
nos de uniJlo. Ao mesmo tempo se esmerava em apre- 
sontiir sob o mais seductor aspecto as puras democracias 
que se iam constituindo por toda a America Hespanhola, 
e appellando para os brios nacionaes estimulava os bra- 
siloiros a imita-las. Poucos foram tao longe entao no 
desape^o às institui^òes monarchicas e se bateram com 
igual convicvao pelo ideal republicano ; a ConftMlera^ao do 
Equador nao teve do certo partidario mais leal do que 
Joao Soares Lisboa. seu enthusiasmo jamais arrefeceu, 
e quando as contingencia^s da revolu(;ao o obrigaram a tro- 
car a penna pela espada, elle provou nao ser um mero decla- 
mador do principios, condendo a lutar nos postos de maior 
porigo; nos corabates dos bairros de Santo Antonio e do 
Kecife, e na defeza da fortaleza do Brum distinguio-se entro 
OS mais bravos. Seguindo as tropas republicanas na sua reti- 
rada para o centro, foi encontrar morto heroica na embos- 
cada de Couro d'Anta, a 29 de Xovembro de 1824; momen- 
tos antes de expirar ainda recommendava corajosamente aos 
companheiros toda a pertinacia na continua(;ào da luta. — 
Os exemplares do Dexe/ifjano aos Braaileiros silo lioje ra- 
rissimos. 

22. — Registo Officiai do Governo de Fernam- 
buco. — Fernambuco: Na Typograjia Xacional, 
1824, iii-fol. peq. 

n.** 1 salo a 4 e o n.° 4 (ultimo ?) a 2 L de Agosto. 
Senianal. Succedeu ao Diario Do Governo^ segundo consta 



93 



da seguiate portaria inserta no n.** 1 : «0 Senhor Director 
da Impreusa Nacional, Antonino José de Miranda FalcSo, 
mude o titillo do — Diario do Ooverno — para o de — Ee- 
ffisto Officiai do Oovo'ìio — no qiial nSo admittirà corres- 
pondencia alguraa, e mandarà às di', tsìis RepartÌ95es os 
exemplares indicados nas Iastruc(?oes. — P. do G. de P., 4 
de Agosto de 1 824. — P. d'A., Presidente. — iluito raro ; 
temos OS n.'"' 1-4. 

23.— Diario do Governo de Pemambuco. — Per- 
nambuco, va Typ. Na^nonal, 1824-25, in-fol. peq. 

n.'" 1 salo a 24 de Outubro de 1824 e o n." 67 
(ultimo?) a 4 de Juiilii^ do 1825. No alto triizia o brazSLo 
d'cirmas imperiai e sob o titulo a epigraphe: 

Depois de procellosa tempcstade. 
Noe fuma somhra e sibilante vento^ 
Tra\ a ìminhà sereìui a elaridade^ 
Esperà nra dr porto e sai rameììfo. 

CamOks Lìis,, Cant. 4'\ Oit. 1. 

Saia duiis vezes por semana ao pre^o de 80 nMs o 
n." — Redi^ìdo por Fr. Miguel do Sacramento Lopes Gama, 
a quem o general Francisco de Lima e Silva nomeàra 
director da Typographia Nacional, occu{)ava-se principal- 
mente com a publica^ào do expedieute do governo abrindo 
com frequenoia espa^o nas suas columnas a «correspon- 
dencias^ e estirados common tarios laudato rios do redactor 
a muitas das pegas officiaes que publicava. — Muitissimo raro 
em coUecgOes completas. 

24. — Diario de Pernambuco. — Pernambuco : Na 
Typografia de Miranda & Camp. (1825-26); 
Na Typografia do a Diario)), Bua Direita n!" 267 y 
r andar, (1827-30) ; Na Typografia Fidedigna, 
Bua das Flores, nJ" 18 (3 de Janeiro a 30 de Junho 
de 18ol); Impresso em Pernambuco, por Anto- 



94 



nino Jozè de Miranda FalcàOy na Typograjia do 
<iDiarioy>^ Rua da Soledade n.** 498 (1 de Julho a 
sode Dezembro de 1831) ; Impresso em Pernam^ 
buco, por Jozé Victor ino de Abreu, na Tipografia 
do ((Diario)), Una do Sol, Casa D. 1 e Paleo da Ma- 
triz de JS\ Antoìiio, Casa da Porta Larga (2 de Ja- 
neiro de 1832 a 29 de Margo de 1884) ; Impresso 
em Pernavihuco, por Antonino Jozé de Miranda 
Falcào, Ibidem (2 de Abril de 1834 a 31 de Ja- 
neiro de 1835) ; Pernambuco, na Typ. de Pinheiro 
& Paria, Ibidem (3 de Fevereiro a 25 de Agosto 
de 1835); 7ia Typ, de 3L F, de Paria, Ibidem 
(26 de Agosto de 1835 a 23 de Junho de 1836) ; 
Pern,, na Typ. de 31. F. de Paria, Rua da.s Cru- 
zes, I). 3 (25 de Junho de 1836 a 5 de Novembro 
de 1842) ; n.'' Si (7 de Novembro de 1842 a 1 de 
Junho de 1859) ; n.^'AS (2 de Junho de 1859 a 1 de 
Outubro de 1861) ; Typ. de 31 F. de Paria <S:FiIho, 
Ibidem (1 de Outubro de 1861 a 15 de Julho de 
1866) ; Typ. de 3L F. de Paria & Filhos, Ibidem 
(16 de Julho de 1866 a 5 de Abril de 1870) ; Rua 
Duquede Cuxiqs n.°4^ (6 de Abril de 1870a 24 de 
Margo de 1901) ; Fmpreza do ((Diario de Pemam- 
bueo)), Ibidem e Prora da Independeneia, n.^^ 2-A 
(20 de Abril de 1901 a 31 de Dezembro de 1907).— 
ISSS'-IOOS, in.4^ (245x190) 182r>-27; in-fol.peq. 
(290X190) 1828-Abril de 1885; in-fol. med. 
(420-^-90) Maio de 183r)-Mar50 de 1845; in>fbl. 
(580X 390) Abril do 1845-Junho de 1851 ; in-fol. 
gr. (630x450) Julho de 1851-! )ezembro de 1853; 
in.fol. max. (720x550) Janeiro de 1854-27 de 
Novembro de 1859; in-fol. gr. de 8 pp. (640x450) 
28 de Novembro de 1859-3 de Junho de 1900) ; 
in.fol. de 4 pp. (730x550) 5 de Junho-30 de De- 
zembro de 1900; in-fol. de 8 pp. (530x360) Ja- 
neiro-24 de Margo de 1901 ; in-fol. max. de 4 pp. 



96 



(740x560) 20 de Abril de 1901-31 de Dezem- 
bro de 1907. 

n.° 1 do 1° Anno salo a 7 de Novembro de 1825 e 
n.** 43 (ultimo) a 31 de Dezembro, fuimando um voi. iii-4** 
de 141 pp.; o n." 1 do 2** a 3 de Janeiro de 1826 e o 
n.*» 275 (ult.) a 30 de Dezembro (1130 pp.); o n.« 1 do 3*^ 
a 2 de Janeiro de 1827 e o n.* 274 (ult?) a 29 de De- 
zembro (1126 pp.); o n." 1 do 4' a 2 de Janeiro de 1828 
e n." 144 (alt.) a 31 de Dezembro (596 pp.); durante 
OS 5" e 6"" annos sairam 536 n."**, o 1' a 2 de Janeiro de 
1829 n.^ 536 (ult.) a 30 de Dezembro de 1830 (3462 pp.); 
n.* 1 do 7" saio a 3 de Janeiro de 1831 e o n.** 275 
(ult.) a 30 de Dezunibru (1120 pp.); o n." 1 do 8" a 2 de 
Janeiro de 1832 e o n." 274 (ult.)a 30 de Dezembro (1116 pp); 
durante os 9" e 10" e principio do IT annos safraiu 594 n.'"*, 
u 1" a 3 de Janeiro de 1833 e '^ n: 594 (ult.') a 31 de 
Janeiro de 1835 (2475 pp.); o n." 1 do 11* saio a 3 de 
Fovereiro de 1835 e o n." 255 (ult.) a 30 do Dezembro; 
n.» 1 do 12' a 2 do Janeiro de 1836 e o n." 281 (ult.) 
a 30 de Dezenibru; o n." 1 do 13" a 2 de Janeiro de 1832 
e n." 279 (ult.) a 30 de Dezembro; o nr 1 do 14" a 7 
de Janeiro de 1.S38 e o n." 2Sl (ult.) a 30 de Dezembro; 
n." 1 do 15" a 2 de Janeiro de 1839 e o n." 282 (ult.) 
a 30 de Dezembro; o n.» 1 do 16" a 2 de Janeiro de 1840 
e n." 282 (ult.) a 30 de Dezembro; o n." 1 do XYII a 
2 de Janeiro de 1841 e o n.** 282 (ult.) a 30 de Dezem- 
bro; o nM do XVni a 3 de Janeiro de 1842 e o n." 280 
(ult.) a 30 de Dezembro; o n." 1 do XIX a 2 de Janeiro 
de 1843 e o n.'' 279 (ult.) a 30 de Dezembro; o n." 1 do 
XX a 2 de Janeiro de 1814 e o n.<» 288 (ult.) a 30 de 
Dezembro; o n." 1 do XXI a 2 de Janeiro de 1845 e o 
n." 291 (ult.) a 30 de Dezembro; o n.*' l do XXII a 2 de 
Janeiro de 1846 e o n." 291 (ult) a 30 de Dezembro ; 
n.*» 1 do XXIII a 2 de Janeiro de 1847 e o n.° 294 
(ult) a 31 de Dezembro; o n.*» 1 do XXIV a 2 de Janeiro 
de 1848 e o n." 291 (ult) a 30 de Dezembro; o n," 1 do 
XXV a 2 de Janeiro de 1849 e o n." 290 (ult) a 29 de 
Dezembro; o n." 1 do XXVI a 2 de Janeiro de 1850 e 
n." 295 (ult) a 30 de Dezembro; o n." 1 do XXVII a 



96 



2 de Janeiro de 1851 e o n.» 295 (ult.) a 31 de Dezem- 
bro; n." 1 do XXYm a 2 de Janeiro de 1852 e o n.« 294 
(ult.) a 30 de Dezembro; o n.' 1 do XXIX a 1 de Janeiro 
de 1853 e o n." 297 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.» 1 do 
XXX a 2 de Janeiro de 1854 e o n.** 299 (ult.) a 30 de 
Dezembro; o n." 1 do XXXI a 2. de Janeiro de 1855 e 
n." 301 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.*" 1 do XXXII a 
2 de Janeiro de 1856 e o n.^ 307 (ult.) a 31 de Dezem- 
bro; o n." 1 do XXXin a 2 de Janeiro de Ls57 e o n.° 300 
(ult.) a 31 de Dezembro; o n." 1 do XXXIV a 2 de Ja- 
neiro de 1858 e o n." 300 (ult.) a 31 de Dezembro; o n." 1 
do XXXV a 3 de Janeiro de 1859 e o n.'* 300 (ult.) a 31 
de Dezembro; o n.** 1 do XXXYI a 2 de Janeiro de 1860 
e o n." 302 (ult.) a 31 de Dezembro; o n." 1 do XXXVII 
a 2 de Janeiro de 1861 e o n." 302 (ult.) a 31 de Dezem- 
bro; n.** 1 de XXX^Tn a 2 de Janeiro de 1862 e o 
n.^ 301 (ult.) a 31 de Dezembro ; o n." 1 do XXXIX a 2 
de Janeiro de 1863 e o n.° 300 (ult.) a 30 de Dezembro; 
o nf 1 do XL a 2 de Janeiro de 1864 e o n." 299 (ult.) 
a 29 de Dezembro; o n.** 1 do XLI a 2 de Janeiro de 1865 
e n." 299 (ult.) a 30 de Dezembro; o n.' 1 do XLII a 
2 de Janeiro de 1806 e o n." 301 (ult.) a 31 de Dezem- 
bro; o n." do XLTII a 2 de Janeiro de 1867 e o n.** 301 
(ult.) a 31 de Dezembro; o n." 1 do XLIV a 2 de Janeiro 
dò 1868 e o n.** 299 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.' 1 do 
XLV a 4 de Janeiro de 1869 e o n." 298 (ult.) a 31 de 
Dezembro; o n.** 1 do XLVI a 1 de Janeiro de 1870 e o 
n." 297 (ult.) a 31 de Dezembro; o n." 1 do XLYU a 2 
de Janeiro do 1871 e o n.° 298 (ult.) a 30 de Dezembro; 
n." 1 do XLYllI a 2 de Janeiro de 1872 e o n.' 301 
(ult.) a 31 de Dezembro; o n." 1 do XLIX a 2 de Janeiro 
de 1S73 e o n.** 300 (ult.) a 31 do Dezembro; o n." do L 
a 2 de Janeiro de 1874 e o n." 299 (ult.) a 31 do Dezem- 
bro; n.^ 1 do LI a 1 de Janeiro de 1875 e o n.*" 300 
(ult.) a 31 de Dezembro; o n." 1 do Lll a 1 de Janeiro 
de 1876 e o n: 298 (lUt.) a 30 de Dezembro; o n.» 1 do 
LUI a 2 de Janeiro de 1877 e o n." 300 (ult.) a 31 de 
Dezembro; o n." 1 do LIV a 1 de Janeiro de 1878 e o 
n.** 301 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.** 1 do LY a 1 de 
Janeiro de 1879 e o n.** 300 (ult.) a 31 de Dezembro; 



97 



n.«> 1 do LVI a 1 de Janeiro de 1880 e o n.» 301 (ult.) 
a 31 de Dezembro; o n." 1 do LYU a 1 de Janeiro de 
1881 e n.^ 299 (ult.) a 31 de Dezembro; o n." 1 do LYIH 
a 1 de Janeiro de 1882 e o n.*" 298 (ult.) a 30 de Dezem- 
bro; n.^ 1 do LIX a 1 de Janeiro de 1883 e o n.^ 300 
(ult.) a 30 de Dezembro; o n.° 1 do LX a 1 de Janeiro 
de 1884 e o n.'' 301 (ult.) a 31 de Dezembro; o n." 1 do 
LXI a 1 de Janeiro de 1885 e o n." 299 (ult.) a 31 de 
Dezembro; o n." do LXII a 1 de Janeiro de 1886 e o 
n.'» 300 (ult.) a 31 de Dezembro; o n." 1 do LXIII a 1 de Ja- 
neiro de 1887 e o n." 300 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.*^ 1 
do LXIY a 1 de Janeiro de 1888 e o n." 297 (ult.) a 30 
de Dezembro; o n." 1 do LXY a 3 de Janeiro de 1889 e 
n.- 298 (ult.) a 31 de Dezembro; o n." 1 do LXYI a 1 
de Janeiro de 1890 e o n." 297 (ult.) a 31 de Dezembro; 
n.-* 1 do LXYII a 1 de Janeiro de 1891 e o n.-* 298 
(ult.) a 31 de Dezembro; o n.'^ 1 do LXYIII a 1 de Ja- 
neiro de 1892 e o n." 297 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.« 1 
do LXIX a 1 de Janeiro de 1893 e o n.'> 297 (ult.) a 31 
de Dezembro; o n.*" 1 do LXX a 3 de Janeiro de 1894 e 
n.- 297 (ult) a 30 de Dezembro; o n." 1 do LXXI a 1 
de Janeiro de 1895 e o n.» 299 (ult.) a 31 de Dezembro; 
n.** 1 do LXXII a 1 de Janeiro de 1896 e o n.^ 298 
(ult.) a 31 de Dezembro; o n.** 1 do IJLXIU a 1 de Ja- 
neiro de 1897 e o n.*" 293 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.*> 1 
do LXXTY a 1 de Janeiro de 1898 e o n.° 292 (ult.) a 31 
de Dezembro; o n.*» 1 do LXXY a 1 de Janeiro de 1899 
e n." 295 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.** 1 do LXXYI 
a 1 de Janeiro de 1900 e o n." 290 (ult.) a 30 de Dezem- 
bro; n: 1 do LXXYII a 1 de Janeiro de 1901 e-o n.* 68 
a 24 de Mar9o; passando a novo proprietario reappare- 
ceu com o n." 1 Anno 77, a 20 de Abril e o n.** 207 
(ult) saio a 31 de Dezembro; o n." 1 do 78 a 1 de Janeiro 
de 1902 e o n.'* 296 (ult) a 30 de Dezembro; a n." 1 do 
79 a 2 de Janeiro de 1903 e o n." 296 (ult) a 31 de De- 
zembro; n.*' 1 do 80 a 2 de Janeiro de 1904 e o n.** 295 
(ult) a 31 de Dezembro; o n.° 1 do 81 a 2 de Janeiro 
de 1905 e o n." 295 (ult) a 31 de Dezembro; o n." 1 do 82 
a 2 de Janeiro de 1906 e o n.*» 296 (ult) a 31 de Dezem- 
bro; n." 1 do 83 a 2 de Janeiro de 1907 e o n.^ 297 

13 



98 



(ult.) a 81 de Dezembro. Sommadas as numeragOes an- 
uuaes verifica-se que, de 7 de Novembre de 1S25 a 31 de 
Dezembro de 1907, o Dlurio de Pernamhuco tem publi- 
cado 24.07 H n/^ 

A publica^ào continda estando no Anno 84. 

Diario da manha. — Mez 640 réis, n." avulso 40 réis 
(1825— Marcio de 1835); mez 1§000 (Abril de 1835— De- 
zembro de 1838); trimestre 3I$000 (Janeiro de 1839— Fé- 
vereiro de 1845), 4^000 (Mar^o de 1845 — Novembre de 
1859); 5$000 (Dezembro de 1859— Dezembro de 1866); 
anno 24^000 (Janeii'o de 1867—24 de Setembro de 1893), 
30§000; n." avulso 100 róis (26 de Setembro de 1893— 
31 de Dezembro de 1907). Tiragem media actualmente — 
5000 exemplares. De 3 de Maio — 1835 a 17 de Novem- 
bre de 1889, ti'ouxe, aeima do titulo, o brazao d'-armas im- 
periai, varias vezes alterado de accòrdo coni as mudan<;^as 
d(^ formato por quo passou o jornal. — Durante os mezes de 
Outubro de 1S29 a Mar(,*.o de 1830 ostontou, a direita do 
trtulo, a epigraphe: «Le Cifot/en genereaicc^ en serrani 
la patrie ne peni aroir le dessin de se r end re ìmissable^ 
ON niepri salile a ses yenx. — Morale Uxiver^selle — substi- 
tuida, de 11 de Maio de 1831 a Maryo de 1845, por: 
« Tndo a4]ora depende de nós mestìios, da nossa prffdencia, 
moderar (lo e energia: conti naemos conio prinrtipianios e 
.s'renos apontados coni admirarào entre as fiarrles mais 
rnltas . — PRocL\M\r;Ào da Assemblèa (teiìal do Brasil. — 
Do inicio ató 30 de Dezembro de 1830, alóni da data, trouxe 
o nome do santo do dia. 

Orp^am officiai do governo de Fernambuco de 1835-46, 
1849-62, 1866-91, 1892-1907. 

Propriedade de Antonino José de Miranda Falcao, de 
7 de Novembre de 1825 31 de Janeiro de 1835; de Pi- 
nheiro, Faria & Comp., de 3 de Fevereiro — 30 de Abril 
de 1835; de Manuel Figueiròa de Faria, de 2 de Maio de 
1835 :{0 de Setembro de 1861; de Manuel Figueiròa de 
Faria ifc Fillio, de 1 de" Outubro de 1861-15 de Jullio de 1866; 
do ^lanuel Figueiròa de Faria & Filhos, de 16 do Julho 
de 1866-7^24 de Marcio de 1901, e do Dr. Francisco de 
Assis Rosa e Silva, de 20 de Abril de 1901-31 de De- 
zembro de 1907. 



99 



Cabe incontestavelmente ao Diario de Ppììiambuco 
a primazia da idade na imprensa de toda a America La- 
tina, porquanto, o seu apparecimento preccdeu, de quasi 
dois annos, ao do Jornal do Coìnmercìo^ do Rio de Ja- 
neiro, a 1 de Oiitubro de 1827 e, de ties, ao à^El Mer' 
enn'o^ de Yalparaiso, em 182S, aos quaes, alternada e 
erradamente, se tem conferido aquella prioridade. 

Fundado, a 7' de Novembro de 1S25, por Antonino 
Josó de Miranda Falcao, foi de comedo simplos foiba de 
annuneios, conforme indica o seguinto progi'amma ins(^rto 
na edi^ao inaugurai : 

«Introdìuxào, — Faltandt» nesta cidade assaz populosa 
uni Diario de Annuneios, por nioio do c[ual se faeilitas- 
sem as ti*ansac(,-òos, e se comniunicass(^m ao publico noti- 
cias, que a cada um em partioniar podem interessar, o 
administi'ador da Typograpliia de Miranda e Companbia 
so propoz a pul)liear todos os dias da si'inaiìa, excepto 
OS Doming()s s<imente, o presente Diario no qual debaixo 
dos titulos de— Compras — ^'en(las — Leilòes — Aluguois — 
Arrendamentos — Afoi'amentos — Koubos — Ferdas — Aeliados 
— Fugidas e Apprelienso(^s de eseravos — Viagens — Afreta- 
mentos — Amas de leite, etc, tudo (juanto dissór respeito 
a taes artigos; para o que tem convidado a todas as pes- 
sòas, que houverem de fazer estes ou outros quaesquer 
annuneios, aos levarem a mesnia Tvpograpbia, ([ue Ibes 
serao impressos gratis, devendo ir assignados. 

«Tambem se publicarao todos os dias as entradas e 
sabidas das embarca(,Mles do dia antecedente», portos de 
onde vierao, dias de viagem, passagoiros, cargas e noticias 
que trouxerao. AU'm disto todas as semanas se darao os 
pre90s coiTentes dos generos di* importa(,*rio e exportiivào, 
coni um attestado de dois negoeiantes desta i)rava. 

«E porque para muitas pessòas seria incommodo 
dirigir-se a Typogra[)bia, para entregarem os seus annun- 
eios, se tem prevenido este inconvenitc» recebendo-se no 
Recife, no Botequim da Pi'aya, em Santo Antonio, na 
Loja da Gazeta, rua do Rosario, e na Bòa-Vista, na Bo- 
tica de Joao Ferreira da Cunba, no largo da IMatiiz, taes 
annuneios, em cu jas casas se recebem igualmente assignatu- 
ras e se vende este Diario pelo pre90 de 40 r6is cada foiba.» 



1(K) 



Continha mais o refendo n.** l dezesete annuncios 
de compras, vendas, leilSes, roubos, perdas, viagens e 
afretamentos, noticias de entradas e safdas de embarca- 
{!5es nos dias 8, 5 e 6 de Novembre de 1825, e termi- 
nava com seguinte <!^Aviso: Faz-se saber aos Srs. Assi- 
gnantes deste Diario, que na occasiSo de Ihe ser entregue 
se as suas portas se acharem feixadas o Diario sera 
mettido por baixo das mesmas, porque se torna muito 
incommodo procurar duas ou trez v^zes a qualquer dos 
Srs. Assignantes para Ihes entregar em mao propria dito 
Diario.» — Este n.*" 1 foi reimpresso duas vezes: a primeira, 
em 1882, pelo typograplio JoSo Paulo de Almeida, e a 
seguuda, por iniciativa de Francisco Augusto Pereira da 
Costa, em 1891, no n.** 89 da Remsta do Institnto Ar- 
cheologico e Oeographico Pcrrminhìicaìio, pp. 51-54. 

Assim conservou-se — mero uoticiario commercial — o 
Di mio de Pcniamhuco ató 1828, quando augmautou de 
formato e comoQOu a tomar fei^ao politica em meio das 
conteadas partidarias da épocha, batendo-se ardentemente 
em prol dos principios liberaes, ao lado d\4 Ahelha Per- 
vambucmia e d'O Constiiuciofial centra os otgSos obso- 
lutistas Cru\4>iro e Aniigo do Povo^ attitude està que 
acarretou ao seu proprietario uma aggressao pessòal por 
parte do tenente-coronel de cavallaria Francisco Josó Mar- 
ti as, ([ue deixou bastante maltratado. 

Nos tres annos immediatos (1829-31) o jornal foi 
um dos mais resistentes baluartes do constitucionalismo, 
gra^as à assidua coUaborapao dos P.^ Lopes ftama e Ve- 
nancio Hehrique de Rezende, e do cirurgiao Jeronymo 
Tilella Tavares; depois de 7 de -Abril constituio-so pro- 
pugnador dos principios federalistas, que lograram certo 
predominio na opinilo publica durante os primordios da 
Eegencia. 

Por este tempo, absorvido pelos interesses e preoccu- 
paQiVs politicas, Antonino Falcao descurou-se da parte 
noticiosa e commercial do seu Diario^ ao qual faziam 
ruinosa concorrencia a foiba officiai, intitulada Diario da 
Admiìiistracào Publica de PernambticOy e A Quotidiana 
Fidedigrui^ de Jo?lo Nepomuceno de Mollo; nesta conjun- 
ctura acceitou vantajosa proposta da firma Pinheiro & Farla, 






101 






à qual transferio, em 31 de Janeiro de 1835, a proprie- .•" 
dade do periodico. \ . 

Os novos proprietarios cogitaram logo em melhora-lo, 
ampliando-lhe o formato e o noticiario, e apresentaram-no, 
jà a 3 de Fevereiro, com o seguinte programma, que 6, 
ao mesmo tempo, exceliente amostra do estylo jomalistico 
da 6pocha 

«Huma das principaes faculdades, para o credito de 
hum Escriptor piiblico, he saber ajuizar dos successos 
com criterio, e saber moldar successos com os principios, 
OS quaes vemos niuitas vezes em desavenga; a ostenta- 
ì;Mx> literaria nem sempre casa com a natiireza dos perio- 
dicos, aonde procnrando-se ordinariamente a solu<;ao dos 
negocios do dia, enfastiào apresontando bellissimas frases, 
ou rela<;oes noutras, seni satisfazer a espectativa dos lei- 
tores. He sabido que os periodicos farSo adoptados para 
suprir em lìi^ho aos que nìlo poderào seguir estudos me- 
thodicos, nem podem frequentar livrarias; em nesso Paiz, 
aonde muito falta de todas estas cousas, o jornalismo tem 
conservado sempre hum caracter exclusivamente politico, 
e suposto Ihe adjuntem o literario^ nwral e mercantil, 
sSo materias secundarias, de ordinario escolhidas para 
suprir lacunas juridicas. Sào as instituigDos, sociaos, o 
elemento vital das idéias preconisadas no seculo, e tem 
absorvido teda attenc^ao, todo o gesto, dos Pernambucanos 
devotados com enthusiasmo aos melhoramentos civis : des- 
aprecia-se tudo que nào tem rela^SLo com a liberdade, e 
de que nao resuite uma these para discutir nos circulos 
patrioti COS. 

«Porém, desairando os periodicos do brilhante pros- 
pecto com que sao enunciados, quantos paradoxos sobre 
prélo nào tem martirisado o bom senso, e nào tem 
mesmo ameassado a integridade nacional? A quem de- 
vemos a versatilidade, e inconsistencia de opiniao publica 
ainda depois de 7 do Abril! Como esperar estabilidade e 
senso, no meio do redomoinho de votos encontrados? He 
evidente que o alito enxofrado dos partidos, que ainda 
entre nós se comprimem por ulealidades^ tem side huma 
das causas da corrup(;fio da liberdade de imprensa: no 
exaltamento das fac^Oes nós o teraos visto: a licenciosi- 



102 



'••. dade he o caiihao da guarda avaiKjada : pela sofreguidao 
. dos arranjos adulterao, pisao, esquccem o melindre e a 
deeencia ; deshonrara-se, deshonrando os periodicos, que 
pela sua influencia superior à extracvao do Paiz, foi mis- 
ter, mendigar-lhes assignantes, e albardao taes nionstruo- 
sidades porque, se n^o se compraz o corrospondente, falla 

a assinatura 

«Se Dkirio de PernambucOy decorrendo os signos 
de seu curso politico, e commercial, tem side hervado do 
contagioso veneno das individualidades, e reavOes, cumpre 
testeniunhar, que foi sempre o mais circumspecto, e mo- 
derado, ainda quando compellido a impulso estranilo (e 
muitas vezes em apuro de defesa) para o principio commura. 

<^Hoje passando a nova Redac^ao, que se menos illus- 
trada nào sei a menos patri etica, nem menos attenta a 
dar-se ao zelo da cauza puhlica, promovendo a prosperi- 
dade, e oivilisac,'ào Provinciana, seguindo restri etani ente a 
estrada de imj)arcialidade, tendo a deeencia por themio- 
meti'o, nunca seremos cansados de des(Mnpenhar na por- 
porgao de nossas for(;?as mentaes o verdadeiro firn do 
jornalismo ; seni jamais tornar em taréfa a iniciativa da 
opiniào de notabilidades influentes ; conservando-nos aler- 
tados na defesa do sistema adoptado pela Na(,"rìo, que sera 
sempre a primeira divisa do Diario. Ficào francas as 
suas paginas comò até agora, a todas as correspondeiicias 
enderessadas sobre o mesmo objecto, sobre a manut«n(,*.ao 
da ordem social, ou de censura à prevaricai^'ao dos Empre- 
gados, quando competentemente legalisados, e sob a respon- 
sabilidade dos seus autbores. Ficando a respeito dos aiinun- 
cios, e correspondencias de assumpto particular em vigor a 
mesma pratica antiga. Diario dr Perniavi fra co conio 
jornal do commercio, serA mais efectivo em dar noticias 
estrangeiras de que tanto se precisa e cuja falta nos tem 
feito pensar ao acaso sobre a politica do mundo. Dar-se-à 
diariamente as alteraQòes da pauta da Meza das diversas 
rendas, assim em todas as occasioes oportunas, o prego cor- 
rente das differentes Pragas, e todos os Sabbados os desta 
cidade, comò até agora se tem praticado. Finalmente, tra- 
balhando por ser util, instruir, harmonizar, e nào offender, 
serao felizes os Redactores se tanto conseguirem.» 



103 



Pouco depois um dos socios daquella firma, Manuel K- 
gueiròa de Faria, adquirio a posse exclusiva da empreza 
que, por espa90 de trinta annos dirigio coni extraordinario 
criterio e tino; com o formato consideravelmente augmen- 
tado, e assumindo o caracter de foDia oflBcial, que ainda 
hoje possue, o jornal appareceu, a 2 de Maio de 1835, com 
o vSeguinte editorial, intitulado de: <^ Introducalo. — Tornando 
nova face o nosso Periodico, e refundindo-se com o Diario 
da Admirn'yfrai'do. nao entenda alguem, que desandassemos 
a carreira eiicetada, isto he, que teremos outros fins, e con- 
seguinteraente outra linguagem. Sempre pozemos a mira 
na felicidade goral, e està sera a nossa bussola. 

«Xao abrayamos partido algum, nem advogamos senile 
que nos pareeer honosto, e conforme aos eternos priu- 
cipios da justi(,a; e certos, com Pagós, que S() a Lei he 
authoridade e liberdade, que fora da lei nSo se enconti-a 
senno usurpac^-ao e revolta, defenderemos sempre a causa 
da Legalidade, sem todavia apadrinharmos as malversa^Oes 
do Poder. 

«^Huma cousa he censurar os actos illegaes da Au- 
thoridade, que transpoe as balizas da sua jurisdigao, e 
outra cousa e concitar os Povos a desobediencia, e a re- 
volta, tirando a forga raoral ao Governo, e conseguinte- 
mente abrindo os diques à anarquia, e a todo a sua 
teiTivel comitiva. primeiro procedimento he proprio 
das ahnas livres, e caracteristico do verdadeiro Patriota; 
segundo he a tactica usuai, e jà sedila dos demagogos, 
e perturbadòres, aos quaes nao ha, nem pode haver Go- 
verno que compraza ; porque (joverno he synonimo de 
for(;a; a forqu so se mantem com a ordem, e os anar- 
quistas sómente aspiram à desordem. 

«Nao somos pois creaturas, nem parasitas do Gover- 
no; pelo que reprovaremos aquelles de seus actos, que 
forem de encontro à lei, elogiaremos aquelles, que julgar- 
mos conformes à utilidade publica, e às disposigoes legaes ; 
por que se a censura judiciosa, e decente serve para cor- 
rigir vicio, o louvor das boas acijoes he Imm incentivo 
para a virtude, e hum poderoso estimulo para a imitac^'ào. 

«Nao rejeitaremos por isso as Correspondencias, e os 
Communicados dos nossos Assignantes, que contivórem 



-AT.^1 












a*^ 



l'i:- 



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104 






(♦-'■ 



- 



censuras, e accusa^ues eontra qualquer Empregado Pu- 
blico, huiua vez que taes escriptos sejào concebidos em 
termos decentes, e com os reqnisitos legaes. Finalmente 
o nosso novo Periodico servirà, quanto estivór em nossas 
for9as, para edificar, ou reparar, e nao para desmoronar, 
e destruir.» 

Era velho'Figueiròa homem de tempera autiga, la- 
borioso e honesto ; nelle o espirito mercanti!, a avidez do 
lucro e desejo de sobrepujar os concurrentes nSo obli- 
teravam a consciencia dos verdadeiros design ios do pode- 
roso instrumento de civilisa^So ao seu dispòr; rauito se- 
melhante ao famoso Buloz, da Berne des Deux Monde^^ 
jamais, talvez, escrevèsse uma linha, mas, sabia escolher e 
obter, com singular habilidade o concurso das mais sadias 
e brilhantes mentalidades, de modo que jà em fins do de- 
cennio de 1830, o Diario conquistàra posigao conspicua 
no jornalismo nacional ; para as sùas variadas sec(;(5es po- 
liticas e literarias contribuiram entSo polemistas e escri- 
ptores do quilate de Souza Fi'anco, Kabuco de Araujo, 
Lopes Gania, Ferreira Barreto, Joào Baptista de Sa, Jero- 
nymo Villela, Regueira Costa, e muitos outros que a pra- 
tica do anonymato nào permitte hoje mais nomear. 

A 2 de Janeiro de 1837, em artigo congratulatorio 
de hons annos aos seus leitores, apregoava novos melho- 
rameutos : 

«Passando a objectos pcculiares de nossa redac(;ao 
annunciamos aos Srs. Assignantes, de que sera enrique- 
cido de mais o nosso Diario com a publica^ao interes- 
sante do Expediente do Gommando das Amias, accedendo 
actual Exm. Commandante k nossa soUcitude : assim 
comò q. continuando a redacg^o na mesma estrada da 
imparcialidade e franquesa, alheios ao espirito de partido, 
e cingidos sempre à verdade, sem ambicionar a direc(;3o 
dos negocios publicos, nunca recuaremos da publica(;5o 
dos factos sobre os quaes he que a Popula^ao dove for- 
mar seu juizo. Quando elles se fund5o na opiniao de 
jornalistas, raras vezes seguem a imparcialidade. Alguem 
nos ouve aqui em Fernambuco 

«Munidos de bons materiaes, podemos assegurar-da 
n5o repetÌ9ao dos inconvenientes que afectarao o Diario 



I 



105 



nos principios do anno findo, sobre mào papel e ma im- 
pressao : seremos incansaveis em por os meios de bem agra- 
dar, procurando sempre augmentar o publico interesse da 
nossa foiba». 

Estas promessas nSo foram vSs e cada anno que pas- 
sava assignalava novos progressos na feitura do presti- 
moso jomal: à parte noticìosa, cada vez mais variada e 
abundante, alliavam-se contribuÌ9oes de literatura amena, 
encetando-se, a 2 de Janeiro de 1844, a publica^So • de 
folhetins em rodapé, com a novella de Moló-Gentilhom- 
me — Sào Miguel Archanjo, 

Nilo tardou tambem em augmentar mais uma vez de 
formato, medida està imposta pela crescente copia de ma- 
terìas e assim explicada no editorial de 1 de Àbril de 1845: 

<A experienda quotidiana, centra a qual he debalde 
luctar com esperanga de vantagem, nos convenceo, de que 
o formato do Diario de Pemambuco nSo corresponde és 
necessidades da Imprensa em nossa provincia, nem satis- 
faz aos desejos, gostos variados, e exigencias dos sub- 
scriptores deste jomal. Nossos mesmos leitores tei^o reco- 
nhecido muitas vezes, que as notìcias que recebemos, assim 
corno muitos artìgos do mais alto interesse, ficSo retar da- 
dos por longo tempo, e vem assim algumas vezes a per- 
der a sua maior importancia. Os annuncios, cuja affluencia 
concorre muitas vezes para està demora, augmentSLo todos 
OS dias, e nSo sondo possivel com elles transigir de ma- 
neira algQma, for90SO he dar-lhes lugar todos os dias. Uma 
grande parte dos leitores do Diario de Pemambuco que- 
reria achar sempre nesta foiba um artigo de litteratura, 
dessa litteratura que a todos leva as atteuQQes, litteratura 
em voga, da moda, e quasi indispensavel nos jornaes; 
fallamos do folhetìm; e quereria além disto que nao fòsse 
interrompido, ou pelo menos, que as interrup95es nSo fos- 
Sem longas nem frequentes, e iste he o que o actual formato 
da nossa foiba n&o comporta. 

«Talvez diga alguem que recurso ha, que sera alterar o 
formato do jomal, farla com que elle podesse admittir multo 
mais materia ; isto he, mudando o ty pò para menor. 

«Mas todos sabem quanto enfada e mesmo can9a a lei- 
tura de jornaes em typo miudinho, e para as pess6as a quem 

14 



jA falta um pouco a vista he ìsto um verdadeiro incommodo. 
Os jornaes da Europa vao poaco a poQco condemnando esse 
tjpo fatigador, e us mais acceitos silo hoje publicados em typos 
conio OS do nosso jornal, em tempo ordinario. 

tOatra neoessidade ainda se tem sentido, e as reclama- 
(jiles que a este respeito nos tem sido feitas iios levSo a fazer 
mais outra altera^flo. Depois que grande nuniero de dias 
sant»s foi^ disponsados, e que nestes dias se abrem as Es- 
tac^Ses piiblicas e todos os estabeleoimentos commerciaes, ou 
lie industria, a falta do Diario que iiito estavamos obrif^ados 
a publicar nesses dias, toraa-sa niaito senìivel, a pode aUi 
ser prejudicial. 

«A vista disto, desejando, quanto em nói cabo, satisfa- 
zer em tudo a todos, e considerando que daste mido nilo so 
obviaremos, pelo que nos diz raspeito, a grande difficuldade 
dos jornaes, que nJo està em encher as su:vs columnas, mas 
em apresentar nellas tudo o que se quor, e tudo o qaef nellos 
deve apparecer, comò tambera evitaremos o gravo embaraijo 
de urna oscollm de materias, na parte em qua podem interes- 
sar o Publico, isto he, daquellas queconvem publicar imme- 
diatamente, demorar, ou rejeitar, teaios delibaradi au^men- 
tara oapacidade material lo Dimiodf. Perntin'ìlfo, elevan- 
do-o ao formato do Jontil do Commercio, conservando com- 
tudo a mesma grandeza de typi, e puhlica-lo tamponi nos 
dias santos dispensados, mediante a subsoripijlo do 45000 
por trimestre, o que tem principio de-ìde hoje. 

«A differenza de 13000 para mais em troz mezes foi 
escrupulosamente combinada coni o augmento de despezas, 
que o indicado aus;monto proJu^ e nenhum interesse, fora 
dos niencionados, se teve era vista. 

«0 Jornal do Commercio leva aos seus subscriptores 
.'iSOOO rftis por trimestre, e s6 pelo facto de sor elio publi- 
cado na Córte tem vantageas muito consideraveis, quando 
outras nilo tivósse. 

eEra nossa inteni;&o prevenir os nossos sub^criptore^ 
de«t« alteraijao, algnm tempo aates de a levar a effeito ; 
mas corno se demorasse a embarcagUo que nos trazia o 
papel que encommeadamos para a Bahia, haviamo-aos jà 
resignado a prorogar a nossa deliberacao para o' futuro 
trimestre, quando Domingo entrou neste porto a esperada- 



107 



embarca9So, o que nos resolveo a nào mais demorar està 
mudan^a, pedindo desculpa aos nossos assignantes desta 
falfa de deferencia para com elles.» 

Xào obstante as repetidas declara^Qes de neutralidade 
partidarìa, dorante o Imperio o Diario de Pernambifco 
mostrou-se sempre mais afeÌ90ado aos eonservadores, sendo 
assàs caracteristico o pessimismo com que, em piena situa- 
9^0 liberal, sombreou o seu editorial de 2 de Janeiro de 1845 : 

« Diario de Pernambuco entra no seu vigesimo 
primeiro anno de existencia, e talvez nunca encetasse a 
repetÌ9ao da sua carreira annua tao melancoUco, tSlo des- 
animado. Que póde elle fazer pelo paiz? Sua fraca e 
mal articulada voz póde concorrer para arredar de sobre 
as uossas cabeQas os males, que mRos poderosas com tanto 
afan procuram apinbar? TSio grande ventura nSlo Ihe he 
dada, e a falta de esperan^a tira o ultimo vigor. Xem 
por isso, todavia, se apartarà o Diario da senda que tem 
seguido: se alguma vez soltar uni brado, sera sempre em 
favor da ordem, e do respeito às leis, a bem dos interes- 
ses publicos. 

«NSo nos fa9So, poréra, os desgostos publicos esque- 
cer OS termos da gratidSo, que devemos aos nossos leito- 
res, e jà que outro meio nao temos, este nos sirva para 
Ihes testemunharmos o reconhecimento que tributamos a 
sua bene^ olencÌÉi. Possao elles ter tido ao menos a feli- 
cidade domestica, e ver continual-a a despeito das desgra- 
9as publicas que vos affUgem.» 

Alias, no decurso da renhida luta politica entre eon- 
servadores e liberaes, que foi da Maioridade ao fracasso 
da Rebelliao Praieira, o Diario de Pernambuco supportou 
victoriosamente, ao lado dos prinieiros, a formidavel com- 
petencia do Diario Novo^ de Luiz Ignacio Ribeiro Roma, 
rivalidade de que surdio apenas a alcunha de Diario Velko 
para o jornal de M. F. de Faria, entào nas vesperas do 
seu periodo aureo. 

Circiunscreve-se està phase verdadeiramente esplen- 
dente da legendaria foiba pernambucana aos annos de 1850 
a 1865, estando nos ciuco primeiros a sua redac9ào entre- 
gue a Braz Fiorentino Henriques de Scusa, provavelmente 
autor do seguinte editorial de 1 de Julho de 1851. 



108 



«Corre o tempo, e a communica^So dos homens, sem- 
pre actìva e incessante, multìplica constantemente as soas 
necessidades k medida qae as relaQÒes sodaes se esten* 
dem; e a imprensa destinada a satisfazer um grande nu- 
mero dellas, as mais nobres talvez e as mais importantes, 
n&o poderia jamais estacionar no meio desse movimento 
progressivo, que impelle a sociedade para o aperfei^oa- 
mento da vida civil e individuai dos seus membros, em 
urna palavra para a civiliza^fto; pelo contrario ella o an- 
teciparà sempre comò um dos seus elementos mais pode- 
rosos, comò ècho das ideias e a percursòra da luzes. 

«Assim, instruido pela experiencia de vinte e tres 
annos de empreza typograpbica e de dezeseis de jornalista, 
tem podido o proprietario deste jornal conhecer as necessi- 
dades do nesso paiz, que a sua industria era chamada a 
satisfazer, e em seu empenho louvavel ha empregado na 
consecussào de tal fim todos os melos ao seu alcance, 
augmentando sempre o seu estabelecimento e o seu jornal, 
segundo as exigencias do publico. 

«De algum tempo, porém, a està parte maior copia de 
materias tem affluido, do que o mesmo jornal pelo seu for- 
mato podia comportar, resultando d'ahi algumas vezes a 
retarda93o nas publica95es de interesse particular. 

«Entretanto, para remover este obstaculo era mister 
augmentar ainda o formato do Diario^ e, nàp sendo iste pos- 
sivel com a mecanica que existia, indispensavel se tornava 
a acquisÌ9ao de outra de maior capacidade; e eis o que 
depois de um anno de continuadas diligencias, obteve o 
mesmo proprietario, recebendo de Paris urna mecanica 
fabricada de encommenda por Mr. Normand, o raelhor autor 
d^ prólos naquella cidade, e com a qual se acha a sua 
officina sufficientemente provida, nao so para dar o Diario^ 
comò pedem as necessidades presentes, mas ainda em 
formato superior, quando ellas assim o reclamarem. D'està 
arte serao os senhores subscriptores, de hoje em diaute, 
servidos com proraptidSo nas publica9(5es quer de interesse 
publico, quer particular. 

«Vai pois Diario de Pernamhufto encetar com o pre- 
sente numero urna carreira nova, nao tendo, ao menos 
quanto ao material, cousa alguma a invejar aos melhores 



109 



joriiaes da córte, embora Ihe faltem os recursos^ que elles 
teem ; e esperan9ados unicamente na concarrencia de novos 
subscriptores, assim corno no fiel cumprimento das obriga- 
93es dos existentes, confiamos poder ciimprir as que resul- 
tam da nossa empreza corno havemos feito até aquì, sem 
outro incentivo mais que nSto seja a paga pura e simples 
do nesso trabalho, e o desejo de concorrermos para o bem 
do nesso paiz.» 

À extrema irregolaridade das communicaQÒes postaes, 
ent^o pouco frequentes, muito demoradas e pouco seguras, 
determinaram M. F. de Faria a iniciar mais um melhora- 
mento, assàs caracterìstico do seu genio emprehendedor: 
a 2 de Janeiro de 1852 o Diario de Fernambuco annun- 
ciava proposito de crear correios para qualquer cidade, 
villa ou povoagào do interior, que Ihe desse um numero de 
suhscriptores sufficiente para occorrer a essa despesa, mas, 
Sem augmento algum no pre90 das assignataras ; estes cor- 
reios deveriam conduzir, além dos Diarios^ as correspon- 
dencia^ dos subscriptores gratuitamente. Ao mesmo tempo 
eram estabelecidas agencias do j ornai em Alagòas, Para- 
hyba, Rio Grande do Norte, Cearà, Maranhào e Para, prò- 
vincias em que tinha grande circulac^ao. 

A 2 de Janeiro de 1854 o formato do Diario foi 
ainda mais augmentado, elevando-se ao de folio-maxima 
com que se conservou até 27 de Novembre de 1859. 

Emulava entao — em tamanho, variedade de conteùdo 
e numero de leitores — com os grandes quotidianos da capi- 
tal do imperio; com urna tiragem de quatro mil exempla- 
res, jà em 1856, era sem metaphora. o orgam genuino de 
todo Norte brasileiro, circulando profusamente de Alagòas 
ao Amazonas, onde nào occorria urna contenda politica, 
nem urna controversia judiciaria que se nSo viésse deba- 
ternas suas columnas; condecora va-lhe semanalmente o ro- 
dapé com primorosos folhetins, cuja verve, erudi^ao e ame- 
nidade invejara hodiernos chronistas, o formoso espirito de . 
Antonio Pedro de Figueiredo, sob o pseudonymo de Ahda- 
lak-el'Kratif; às quintas-feiras exoraava-o a justamente 
celebre Pagina Avulsa do P.® Francisco Peixoto Duarte, 
e trazia com frequencia magnificos artigos literarios de An- 
tonio Rangel de Torres Bandeira, que mais tarde substituio ao 



110 



dtado Kgueirédo na redac^ào d'A Carteira^ inspirados versos 
de Fedro de Calasaas e Franklin Dona, succulentos estudos 
de jurisprudencia de Fedro Autran e Paula Baptlsta, e sub- 
stanciosos retrospectos politicos de Erancisco Leopoldino de 
Gusniao Lobo; o desenvolvimento da parte annunciatiya tes- 
temunbava ainda das proporpOes avnltadas da sua circula9ao. 

Nao satisfeito ainda, Manuel Figueiroa de Faria mo- 
dificou mais urna vez para melhor o seu jornal que, a 28 
de Novembre de 1859, appareceu com formato mais com- 
modo e duplicado numero de paginas. 

« A provincia de Fernambuco, lia-se no respectivo 
editoria!, conscia de sua importancia entro as filhas do 
Brasil, esforga-se, ha multo, por attingir a brilhante posi- 
9^0 que a Frovidencia Ihe reserva n'um futuro por ven- 
tura proximo, pondo em ac9ao, em tao louvavel empenho, 
OS elementos e poderosos recursos que a fazem prosperar, 
nSo obstante o funesto e pernicioso desenvolvimento que, 
infelizmente, vao tendo entro nós o egoismo casado com 
a indifFeren9a pelo bem publico e prosperidade do paiz. 

«0 proprietario do Diario de Pernambueo^ certo de 
que nao eram sufficientes para o engrandecimento da pro- 
vincia, a fertilidade de um sólo, em que rebenta e floresce 
de uma maneira admiravel a semente que Ihe fora con- 
fìada; e reconhecendo a absoluta necessidade de um agente 
poderoso para instruir e moraUzar a popula9ao, recorreu 
ao civilizador vehiculo da imprensa, corno o mais proprio 
para inocular.no espirito da popula^ào as grandes ideias 
e as sas doutrinas. 

«Sob estas vistas, no anno de 1825, appareceu pela 
primeira vez o Diario de Pernambuco que, pequeno entSo, 
jà mostrava — por sua modera9ao e apoio ao governo — o 
que seria depois, quando experimeutasse suas for9as e des- 
envolvesse sua energia. 

«Com effeito, desde 1835, que o Diario de Perrunn- 
buco rivaliza com os jomaes da Corte, excedendo-os em 
1854, e so ficando de novo igual a eUes um anno depois, 
em virtude do augmento que, por sua vez, tiveram alguns 
d'elles. 

«Mas, o Diario de Pemambtico^ que acompanha brio- 
samente o progresso e a civiliza9ao. Apostolo comò é da 



Ili 



liberdade e defensor dos direitos e interesses do Brasìl, 
d9o querendo ficar estacionario, vae assumir maiores pro- 
por9Qes, e occupar o primeiro lagar nos dominìos da ìm- 
prensa brasileira ; pois o seu proprietario, contando com 
auxilio e benevolencia de seus leitores, que a despeito 
de tudo jamais o abandonaram, nSo duvida expor-se ao 
accresdmo de despeza que o augmento do Diario exige. 

«Assim, pois, Dinrio de Pernambtico, ajudado por 
seus benignos leìtores e generosos assignantes, devendo 
mudar de formato no 1® de Janeiro proximo futuro, passa, 
em consequencia da viagem de S.S. M.M. I.I. a està pro- 
vincia, de hoje em diante ao do Times^ de Londres, con- 
tendo corno elle otto paginas de igual tamanho. 

«A Providencia Divina, tendo coUocado està cidade 
no ponto rtiais orientai do Brasil, destuiou-a para ser a 
intermediaria entro a Europa e as outras cidades do Im- 
perio ; e portante deve ella, comò boa irmS, colher as van- 
tagens que Ihe offerece sua magnifica posÌ9ao geographica, 
de sorte que estas vantagens da natureza se reflictam sobre 
suas irmas e aproveitem a todos os seus leitores. 

«Seu dover, porém, nào podendo ser perfeitamente 
desempenhado, por nSo ter p DiariOy no seu estado actual, 
bastante espac^o para em um so numero publicar as noti- 
cias que nos trazera os vapores da Europa, e às vezes os 
do sui do Imperio; resolvea o proprietario deste jornal, 
para mais facilidade de publicaQSlo e leitura, augmentar- 
Ihe formato, e destribuir as materias de modo que o 
leitor encontre em lugar certo e regular o que Ihe con- 
venha ler, sem que o embarace o accressimo de paginas, 
por que vae elle passar. 

«Além das materias que costuma publicar, o Diario 
encarrega-se de advogar especialmente o interesse de cada 
uma das provincias, comprehendidas na zona de Alagòas 
ao Amazonas, nio so para com as camaras legislativas, comò 
para com os govemos goral e provincial, tendo para oste 
firn um redactor em cada uma dellas, a quem deverSo ser 
dirigidas todas as queixas, reclama^Oes e noticias que Ihes 
possam interessar. 

«0 Diario tratarà dos negocios das mencionadas pro- 
vincias com a minuciosidade e interesse de ura irmao des- 



1 



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• •»' ^ 



112 



velado, e repelle qualquer ideia de rivalidade com as suas 
irmas, corno um meio hypocrita, urna insinua9ao perfida, de 
que se servem os inimigos da prosperidade do paiz, para 
nos enfraquecerem, arvorando o estandarte da desunifto 
entre povos que teem os mesmos costumes, sentimentos e 
principios. 

cA natureza deu a cada urna das provincias do Brasil 
attributos especiaes, que se prendem entro si por élos de 
jfraternidade ; nSo se rompein, pois, allian^as deste genero, 
nem se pianta a inveja, onde nSo existem interesses encon- 
trados. 

«Os productos das provincias do norte acham sempre 
consumo em Fernambuco, e o grande mercado desta ofFerece 
facilidade de abastecimento para aquellas a prazos e pre90S 
vantajosos. 

«Para que o Brasil possa tomar a alta posi^^o que a 
Providencia Ihe destina, basta que o governo Ihe propor- 
cione e faculte os melos de desenvolver sua industria. 

«Os differentes climas das suas provincias do norte e 
sul, que se prestam à cultura de todos os fructos do mundo, 
e a vasta extensao do seu territorio, podiam tomal-o o pri- 
meiro paiz agricola, se soubessemos aproveitar-nos de tantas 
vantagens accumuladas. 

«0 Diario sondo, corno é, alheio à politica (da qual 
indevìdamente nos occupamos mais do que das necessidades 
reaes da vida), s6 tratarà della quando estivér tSo identifi- 
cada com os interesses do paiz, que nSo seja possivel tratar 
destes sem se occupar d'aqueUa. 

«Os discursos, proferidos durante as sessOes das cama- 
ras legislativas, sei^o publicados com mais desenvolvimento, 
e a parte estrangeira tambem augmentarà na razSlo do seu 
formato. 

«0 Diario consequentemente, sera tSo util ao parti- 
cular corno ao funccionario publico, ao mo90 comò ao velho, 
ao homem comò à senhora: tratarà de materias religiosas, 
scientificas e litterarias, folbetim, variedades; de artes, de 
recreio, finalmente ^de tudo que possa interessar o com- 
mercio. 

«E' geralmente conhecido o augmento que tem tido a 
mSk> d'obra de tres annos a està parte, principalmente na 



\ 



113 



arte tjpographica^ em que o servilo que até entSLo custava 
1$400, subio hoje a 3$500 ; fandadas neste accressimo de 
despezds as assignatoras por anno dos jomaes da Córte, 
iguaes ao Diario^ passaram a ser de 24$000 para o Rio de 
Janeiro, e de 28^000 para as provìncias, entretanto que o 
Diario conservoa seu pre90 de 15f 000 por anno. 

€ Agora, porém, que as despezas tem de angmentar de 
50 por cento, o Diario vè-se obrigado a elevar o prego de 
sua assignatura da maneira seguinte: adiantado — 19$000 
por anno, 5^000 por trimestre ; vencido — 24^000 por anno, 
6$000 por trimestre. 

cApezar deste augmento o Diario continua a ser o 
mais barato jornal do Imperio, sendo, ali&s, o de maior for- 
mato; visto que, na espilerà das suas aspiragSes pecuniarias, 
contentando-se o seu proprietario apenas com uma modica 
retribuìgSo de seus esforgos e fadigas, tem em vista, so e 
principalmente, o bem e prosperidade deste gigante da Ame- 
rica que se chama Imperio do Brasr.. 

<A coniianga que o Diario tem mereddo, em 35 annos 
deexistencia,deseu8numerososebenignos leitores, 6 a maior 
prova da consideragSo que Ihe presta o paìz, e fundado nella 
nSo teme encetar e assim abrìr uma nova óra no Jornalismo 

BRASHiEmO.» 

Nesta épocha de verdadeiro apogeu, eram agentes do 
Diario de Pemambuco : na Parahjba, JoSo Bodolpho Go- 
mes ; em Natal, Antonio Marques da Silva ; no Aracaty, 
A. de Lemos Braga ; no Cearà, J. José de Oliveira ; no 
MaranhSo, Manuel José Martins Bibeiro GuimarSles; no 
Piauhy, José Joaquim Avelino; no Para, José Justino 
Bamos; no Amazonas, Jeronymo da Costa; em Alagdas, 
Claudino FalcSo Dias ; na Bahia, José Martins Alves,. e no 
Rio de Janeiro, Jo3o Pereiiu Martins. 

Tambem, a partir de 28 de Novembre de 1859, a citava 
pagina do Diario comegou a ser exdusivaménte consagrada 
a assumptos de literatura e sdendas, praxe està mantida, 
sem interrupgSlo, até 13 de Maio de 1888. 

Com fallecimento de Manuel Figueirda de Faria, a 1 

de Agosto de 1866^ encerrou-se a segunda e brilbante phase 

da existenda do velbo orgam da imprensa pernambucana. 

«Homem de vontade robusta na prosecucSo de suas vistas 

15 



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114 



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de extenso horizonte, lia-se no seu necrologio publicado no 
Diario de Perìuimbueo do mesrao dia; homeni de iniciativa 
no circulo da vida pratica^ o Sr. Commendador Figueiròa 
elevou-se à esphera correspondente no desenvolviraento 
della, e parallelamente collocou por sua perseveranga a im- 
prensa diaria desta provincia, de que era primeiro represen- 
tante, na altura de credito e importancia conveniente, haven- 
do p:)r tal fórma direito indisputavel à gratidao e ao respeito 
devido aos lidadores, que se avantajam nas campanhas 
incruentas da scienc a e da industria. 

«Xao Ihe faltaram dissabòres, nem deixaramde appare- 
cer-lhe difficuldadès nesse escabroso caminho; mas, dissa- 
bòres e difficuldadès cederam ao traballio e ao enthusiasmo 
de uma vontade tenaz e creado*a, que syrapathica se estampa 
em todas as phases e scenas diversas do drama de sua vida 
jornalistica, isto 6, nessa missào que se iiupoz de fallar seni 
animosidade aos interesses colloctivos e de encaniiiihal-os 
com proveito goral.» 

«Com effeito, para collocar este Diario na altura em 
que deixou, teve de soffrer algumas vezes a constricgao 
de crises bem in^probas ; comprometteu mesmo interesses 
seus mais immediatos. Todavia nào desanimou, nem retro- 
cedeu dessa sonda afanosa, ante as hostilidades dos partidos, 
e ainda do proprio governo da provincia que, affecto a par- 
cialidades politìcas, entendeu, nos annos de 1847 e 1848 e 
1863 a 1865, conveniente preferir-lhe o orgam das idéias, 
que mesmo governo representava na administrapao publica. 

Jà em Jullio de 1866 haviam assumido a redacvào 
exclusiva do Diario de Pernambnco os filhos do pranteado 
extincto, Manuel e Felippe Figueiròa de Faria, e Antonio 
\Vitri\vio Finto Bandeira e Accioli de Vasconcellos, que, no 
edictorial de 1 de Janeiro de 1867, promettiam manter as 
bòas normas do seu operoso antecessor. 

«0 finado proprietario deste Diario^ de saudosa memo- 
ria, traduzio sempre em facto està aspirasse em seu inces- 
sante trabalhar por eleval-o a està altura, mas nào se 
sumiram na campa com este extrenuo operarlo do pensa- 
mento as suas vistas praticas de extenso alcance, que pela 
fórma mais racional exprimiam pensamento tanibem mais 
livre, querendo para a imprensa a applicavào da lei communi 



115 



de todas as liberdades, garantias e nSo privilegios, seni 
expòl-a és contingencias do arbitrio; pois entendia que 
quando a imprensa discute, deve-se discutir coni ella; 
quando accusa importa pedir-lhe documentos de accusagflo ; 
quando calurania e cobre de injurias, é necessario impor-lhe 
a responsabilidade legai, que està na justÌ9a, à qual a socie- 
dade incumbe a guarda de todos os direitos sociaes. 

«Nào se suniio por certo nas profundezas do tumulo 
tao estimavel thezouro, adquirido a custa de tempo e d'uni 
labor incessante e aturado. 

«De facto, n'aquelles que Ihe succedem na execu^ao de 
suas vistas vibram iguaes sentimentos. 

«N'esses depositarios fieis de suas tradi^oes, pulsa-lbes 
nas fibras e lateja-lhes no pulso um pensamento em harnio- 
nia com ellas, uni pensamento que se abra9a com a susten- 
ta9ào dos principios, que sem cessar elle guardou com deco- 
rosa devo9ao na manifesta9ao de suas idóias. 

«Encarna9ao viva do espirito de ordem, liberdade e 
progresso reflectido, que moldurou todas as phases daqiiella 
Vida pratica, anima-os nessa prosecu9ao dos tins a que ella 
tendia, as mesmas idéias, as mesmas cren9as, a mesma fó 
no futuro que se abre ao Brasil, sem exclusao todavia de sua 
parte dessas modifica9(5es que o andar dos tempos trazem na 
ordem nioral da successao dos factos, que occorrem nos 
destiuos da humanidade. 

«Como elle saberSo ser simultaneamente o homem da 
aspira9ao e o homem da ac9ao ; e fora desta dualidade desen- 
volvida, entendem nào haver lealdade neni probidade para 
com publico. 

«Como elle, em urna palavra, ligarSo ao ferver pela 
ideia estudo da sua realiza9ao, ungida pelo eleo do decoro 
e das vantagens da communhSo social de que fazem parte. 

«No entretanto contam realizar melhoramentos na di- 
rec9ao geral da sua empreza, lego que ella se alijóre de 
onus, que ora a sobrecarregam, communicando-lhe um 
impulso mais consentaneo com as necessidades diversas 
das differentes classes da* nossa popula9ao. 

A zelosa observancia deste programma garantio, ainda 
por mais de dois decennios, ao Diario de Fernambuco a 
sua posÌ9ào conspicua no jomalismo nacional, e d'ontre 



lelhoramentoe qae recebeu neste periodo urge salieu- 

I ìnaognrai^o do eeiri^o telegmphjco, a 5 de Julho 

874. 

Kotretanto, varias ciroumstancias — orìuadas umos de 
s na saa adniimstra(;3o e economia iateroa, oatras 
i de modifica^Ses occorridas no seu campo de atx;So — 

II actuaado de modo nefnsto sobre o sea prestigio e 
luando-lhe aos poucos a primitiva importancia. 

A divisSo da sua proprìedade entre numerosos her- 
13, a satisfa^So de cujas necessidades era impossivel 
constante e ruinoso desequilibrio entre a receita e a 
3za, occorria simultaneamente eom o desenvolvimento 
ressivo das provincias do Norte— libertando-se da de- 
encia commercial de Fernambuco e fugindo & sua 
monia polìtica — a circumscrever cada vez mais o do- 
da sua circulai^o e o numero dos seus leitores. 
Mas, assentava em aliceroes tSo solidos, nascerà de 
len t&o vivaz velho orgam pernambucnno, que 
luito lentamente foi se manifesbindo a sua deca- 
ia. 

Aiuda na decada de 1880 a sua posii^o era, senSo 
.inante, assàs fastigiosa no jornalismo indìgena: roan- 
3 copioso e variado noticiario, frequentes con-osponden- 
estrangeiras e nacionaes, conservava a fei^o literaria, 
Ihe angariàra bom numero de apreciadores, continuando 
i citava pagina a ser a arena onde ter^avam as primei- 
,rmas os nossos jovens escriptores ; quem escreve estas 
18 vio impresso alli o seu primeiro artigo, a 29 de Agosto 
885 ; OS manuscriptos eram submettidos ao juizo cora- 
itissimo de Antonio de Sousa Finto, igualmetite autor 
iubstanciosos R^trospectos Politì^oa, sempre tao applau- 
); nio menos estimados eram os folhetins que, cora o 
> de Cartiis serti arte, alli puhlicava, aos Domin^'os, Car- 
) Vilella. 

Beferem-se a està phase os seguintes coiic^ntos de 
Etubìm, em nm opusculo de critica jornalistica pre- 
osamente intitulado de — Psi/chológìn da Impreiisa Bra- 
■a Actual (Recite, 1887, pp. H2-iì3): «0 decHuo da iro- 
sa Peraambucana é oi^am officioso do partìdu conser- 
r, impondo-Bo sempre ao respeito e acatameiito do pu- 



117 



blico moÌB par droit de naissance que par droit de conquete ; 
apresenta-se au grand monde muito bem encademado, intei- 
ramente no chic de Paris; mas prodama-se aos quatto vea- 
tos o emprestimo dos enfeites e roupagens. 

«Seja^ e isto nSo Ihe merece urna censura t2k) grave 
quanto parece & primeira vista, porquanto 6 sabido que nos 
dà no principio de todos os annos o Retrospecto Politico do 
anno anterii^r, sufficiente a attenuar a infinidade das suas 
transcripQÒes. 

cBem delìneado, pieno de aprecia9(5e8 scientificas, de 
lingoagem imparcial^ correcta e luminosa, — o historico poli- 
tico do Diario 6 um trabalho de summa utìlidade, de folego, 
de grande merito. Ao menos valha-lhe isto.» 

Nos primeiros annos do regimen republicauo, porém, 
glorioso jornal, jà septuap;cnario, come^ou a declinar de- 
ploravelmente. Com o successivo fallecimento de Manuel, 
Felippe e Miguel de Figueiròa Faria, que os substituira, 
a propriedade do Diario de Fernambuco chegàra à terceira 
gera^So, pronunciando-se as citadas causas de ruina, centra 
as quaes era impotente pai-a lutar Felippe Figueiròa de 
Faria Sobrinho, ultimo da djnastia. 

De 11 de Julho de 1895 a 24 de Mar90 de 1901, figu- 
raram corno redactores, no cabe^albo do jomal, Antonio Wi- 
truvio Finto Bandeira e Accioli de Yasconcellos e Manuel 
Arfto, aos quaes se juntaram Finto Mendes, de 1 de Ja- 
neiro de 1897 a 24 de Mar90 de 1901, Antonio Coelbo 
Pinheiro, de 1 de Janeiro de 1897 a 14 de Mar^o de 1899, 
Ferreira Muniz, de 30 de Agosto de 1898 a 7 de Julho 
de 1899 e Goulart de Andrade, de 29 de Mar90 de 1899 
a 31 de Dezembro. Pouco numeroso, este corpo redac- 
cional carecia ainda de outros titulos de recommenda9ào : 
dos velhos lidadores que ajudaram a exalgar o Diario ao 
fastigio anterior, restava-lhe apenas Witruvio de Vascon- 
cellos, cujo estorco, ainda mesmo secundado pelo enthusiiis- 
mo juvenil de Manuel Arac, nSo bastava para evitar-lhe a 
decadencia lastimavel; aos demaìs redactores fallecia por 
completo, ou experiencia, ou competencia. A parte literaria, 
quando intitulada — Pagina do Domingo e confiadaàdirec9ào 
de Jofto Baptista Begueira Costa, readquirio, de 18 de Mar^o 
a 23 de Dezembro de 1894, o passado brilho de novo intei- 



118 



ramente perdido (|Uantlo restaurada, sob o tìtulo de '^i- 
brnn do Domingo, de 15 de Janeiro de 18i!9 a 27 de 'Maio 
de 1900. 

Mal administnii'o, deficientemente redigido e pessima- 
mente impresso, au findar do seeulo passado ninguem lia 
Diario de Pefnarnbjico, ninguem o comprava, e, alimentado 
so do contracto das publicai;ùes officiaes, de eseassos annun- 
cios e de raras assignaturas, o sen desapparecimento inglo- 
rio era fatai, apila tantos lustros de fecunda actividade. 

Jazia, assim, valetudinario, chagado de dividas, sem lei- 
tores, arido, fastidioso e inutil, o decano da imprensa latino- 
americana, quando foi posto om hasta publìca. 

Adquirio ent'io a propriedado do titolo, da typographia 
e do predio do jonial o Dr. Francisco de Assis Rosa e Silva, 
que, compenetrado dafeitjào altamente cultural do jornalismo 
moderno, reformou completamente o seu material e contìou 
felizmente a sua diroci,'5o ao mais eonspieuo representante 
da actual i ntell e ctu alidade pcmambucana, a Arthur Orlando, 
de cuja penna fulgnrante ^^oseguinte nrtigo inaugurai, de 20 
de Abril de IStOl: 

a A nova phasi- do Dimio de Pernanibuco, nem signi- 
fica metani or ph OSI-, nem traduz resurreii;3o. 

*A metaniorjiUose implicaria uni contraste entre seu 
longu passado, u niaior passado jomalistico do Brasil, e o 
«]uer que fòsse àe siirprehendente no presente ; a rcsnrrei- 
930 importarla a repeti^ao da sua antiga vida sem ajun- 
tar alguma coisa de novo na actualidade. 

tDefender o passado contra o futuro comò, que seria pa- 
trocinar o erro contra a verdade, o mal contra o bem, s 
inercia contra a actividade, 

«Por sua vez nem toda niudani;a equivale a progresso, 
nem todo sonho 6 nova imagem antecipada da realidade. 

*A nova phase do Diano de Pemamlmco outro senti- 
do nSo tem senào o de adapta^So fecunda ao genio luminoso 
de sea tempo. 

<0 decano da injprensa brasìleira n3o teme a corrente 
vertiginosa, que nos leva de um passado obscuro para um 
futuro, cujas perspeetivas nos deslumbram; pelo contrario 
sente necessidadc da expansào e està disposto a empenbar 
todos OS seus esfor<;os na realiza^Jlo daquelles idéaes, que 



119 



influem tanto mais poderosamente sobre os destinos da hu- 
manidade, quanto mais altamente se acham coUocados. 

«Mas a sède ardente do idéal nSo impedirà que pro- 
curenios menos doutrinar, suggestionar, do que informar 
esclarecer o publico. Nossa preoccupasse sera nSo tanto 
a eloquencia quanto a informasao. 

«Com a linguagem dos factos e acontecimentos é que 
pretendemos formar a opiniSo. 

«Entretanto, para que a informasse seja urna reali- 
dade viva, duas condis^es se irapOem: piena liberdade de 
pensar, maxima curiosidade publica. 

«Por mais ampia, porém, que seja, a livre publicida- 
de, olla nao autoriza a indiscresào nem a licenciosidade, 
nem o escandalo. 

«Quanto a injuria, a diffamasào e ao insulto, sSo 
processos indignos da imprcnsa, que, para fazer successo 
nao precisa manejar senao urna arma — a verdade fi'anca 
e leaL 

«0 Diario de Pernambuco continuarà a ser um jornal 
nSo partidario. 

«Bem sabemos que todos os phenomenos sociaes, que 
constituem objecto da theoria e pratica do processo humano, 
direito, moral, religiào, politica, nSo se deseuvolvem senao 
por meio de entidades collectivas ; bem sabemos que a 
luta entre- os divorsos grupos sociaes é o principio pro- 
pulsor, a vordadeira forga motriz da historia; bom sabe- 
mos que nao obstanto a critica de Summer Maine centra 
«espirito de partidarismo», ou do Spencer centra os «go- 
vernos do partido», a historia do direito constitucional 
inglez nao é outra senfio a dos Tories e Whigs; mas o 
pendulo do partidarismo nao oscillarla além de um Lnii- 
tado numero de questoos, e o Diario de Pernambiico t(»m 
um objectivo mais vasto. 

«Napolefio imaginou corcar a obra da construcsao da 
Franpa moderna monopolizando a imprensa; mas qual foi 
o resultado? 

«Nilo obstante o grande homem mostrar-se consum- 
mado jornalista, nfio obstante levar a voz da imprensa até 
onde mergulhava o olhar profundo, nSo obstanto as lar- 
gas sommas gastas com o fim de suscitar voca<joes, dcMitro 






K' 



120 



em breve os jorna^s se tomaram tfto dcos, qne a polìcia, 
segando afEinna Taine, para occupar o dìstrair o pu- 
blico, foi obrìgada a ìnstituir combates de penna eatre 
nm amador de musica franceza e um amador de musica 
italiana. 

«Assim 6 que, ulém da informa9Slo em sua mais larga 
accep9&o, sob a forma rapida dos telegrammas, leve das 
noticias, insinuante dos annuncios, nemmonica dos avisos, 
detalhada das correspondencias, technica dos relatorìos, 
mathematica das estatisticas, pittoresca das viagens, um 
tanto indiscreta dos inierviewSy^ ou historica dos aconted- 
mentos passados, no terreno das theorias, ou melhor, das 
opiniOes, o Diario de Fernambuco occupar-se-à menos de 
questOes sociaes, entro estas merecendo especial atten9So 
problema economico e o problema pedagogico. 

cA questuo social por excellencia, a que prima sobre 
todas as outras, dizem uns, é a questSo da ìnstrucQSo. 

cA questSo das questOes, a que 6 de todo» os tempoa e 
logares, a que est& eternamente a fazer-se ouvir pela bocca 
do estomago, pela voz surda mas imperiosa da fome, dizem 
outros, 6 a questào economica. 

«Estas duas questSes, porém, que à primeira vista se 
afiguram Oo diversas, parecendo existir enta^ ellas um abys- 
mo, prendem-se, ligam-se, oombinam-se formando um è6 todo 
harmonico. 

«Podem ser comparadas &s maigens de um mesmo rio, 
onde que se fala de um lado reperente no outro. 

«Do que vem de ser dito j& se ve qual sera a estreUa 

j pelar da nova phase do Diario de Pemambuco : oultivando 

; a indaga9ao experimental da realidade, nSo fecharà os olhos 

j ao nobre e bello cultivo do idésL 

j «Servindo-nos do uma imagem, nSo nos recordamos de 

quem, pois que ha tanto a lemos, mas pela antiguidade mes- 

I ma tìio bella e tao pujante, por quanto, no dizer de Ouizot, 

é preciso comprehender o que o tempo traz de belleza ao que 
elle nSo fana, e dà de f or9a ao que elle nSo destróe, temos fé 
em que, assim comò o velho espelho de Archimedes nSo con- 
centrava OS raios do sol senSo para levar luz ao longe, nSo 
reflictirà o Diario de Pemambiico a luz do saber humano 
senSo para esdarecer o espirìto publico.» 



121 



Modificado assira na fóima e na essencia resurgio bri- 
Ihante o decano da imprensa latino-americana, reconquis- 
tando a breve prazo, o posto de vanguarda, que Ihe cabia 
occupar no jornalismo brasileiro. 

Actualmente, além de Arthur Orlando, redactor-chefe, 
comp5e-se a sua redacQSo de Annibal Freire da Fonseca, 
Francisco de Assis Eosa e Silva Junior, Arthur Henrique 
de Albuquerque Mello, Ulysses Gerson da Costa, Gilberto 
Amado e Alberto Rodrigues de Oliveira — redactores; Manuel 
Monteiro de Carvalho, Manuel Cesar Casado Lima, Euzebio 
Nery de Scusa, Gaetano Quintino Galhardo, Miguel Ar- 
chanjo Peregrino e Fabio Silva — auxiliares da redac9§to; do 
seu corpo de collaboragSo f azera parte: Joaquim José de 
Faria Neves Sobrinho (Lulu Senna) ^ espiri tuoso autor dos 
chistosos versos das sec90es Na Macioia e Arulsos ; Luiz 
de Franga Pereira, applaudido critico literario; Francisco 
Augusto Pereira da Costa, o indefesso historiographo per- 
nambucano ; Dr. Octavio de Freitas, notavel clinico e hygie- 
nista, Alfredo de Carvalho e Amancio Sampaio de Andrade ; 
sSo seus correspondentes, Justino de Moutalvào, em Paris, 
JoSo Grave, no Porto, e Jovino Ayres, no Rio de Janeiro, 
de onde tambem recebe regularraente contribuicjSes de 
D. Carmen Dolores, Paulo Tavares e Antonio Salles. 

A parte financeira està a cargo de José Antonio de 

Almeida Cunha, auxiliado por Jo^o Adriano de Mello Dutra ; 

a impressSo, dirigida pelo mechanico-impressor Benigno Fi- 

gueiredo, tendo conio auxiliares 2 margeadores, 4 aparado- 

res, 1 motorista e 1 dobrador de jomaes, é feita era machina 

de reacQSo do fabricante Marinoni, n.° 14124, a qual tem a 

tiragem media de 3200 exemplares por bora, imprimindo de 

cada vez, quatro exemplares . do Diario ; dispoe ainda de 

urna bem montada oflBcina para obras avulsas, sob a direcgSo 

do mechanico-impressor Antonio Irineu da Silva, a qual 

conta OS mais modernos e aperfeigoados mechanismos. As 

machinas sSo accionadas por dois motores dos fabricantes 

Deutz e Charon, funccionando a gaz carbonico o primeiro e 

a gazclina o segundo, e da forga de quatro cavallos cada 

um. As oflBcinas estào sob a administragào do typographo 

José Rodrigues da Fonseca e nellas trabalham 26 composi- 

tores, e o paginador José Francisco das Chagas. Doze dis- 

16 



122 



tribuidores entregam o Diario no domicilio dos assigaantes 
em toda a zona urbana e sub-urbana do Recife e de Olìnda, 
estando incunibido da remessa para o interior do Estado, 
Norte, Sul e exterior da Republica, Victorino Pereira. 

Orgam das necessidades e dos interesses, das aspira9(5es 
e dos dìreitos, de tres gera^oes, registro quotidiano dos 
successos de mais de oito decadas, o Diario de. Peniambuco 
é um repositorio inexhaurivel de factos instructivos da 
nossa evolu9ao cultural, e as suas volumosas coUectjoes con- 
stituem a mais preciosa e abundante docuraenta^So para a 
historia.de Fernambuco no seculo XIX; a mais completa 
dellas, ainda assim falba de alguns dos primeiros annos, é a 
da Bibliotheca Publica do Estado. 



25.— A TQ^owvBù.—Pernambuco, Na Typ. (h Diario, 
Eaa Diretta, 71.'' 267, 1828, in-4". 

Ignoramos o dia do apparecimento do n." 1 deste 
rarissimo jomalzinho e quanto tempo durou ; sabemos 
apenas que com elle estróou, na imprensa peniambucana, 
Antonio Borges da Fonseca, em critica ferina ao absolu- 
tismo e aos seus adeptos. 



26. — Abelha Pernambuoana. — Pemafìibaco, na 
Tip. Fidedigna (n.*"* 1-16) ; Pera., na Tip. do 
Diario,{nr 17-142), 1829-40, in-tbl. peq, 

\\y saio a 24 de Abril de 1829 e o n." 145 (ulti- 
mo) a lU de Agosto de 1830, formando um volume de 
570 pp. — Sob titulo trazia a epigraphe: 

Tanffis amor florum, et generandis gloria mcflis. 

Viro. Georg. Lir. 4. 
e a traduc(;ào : 

Ea gosto de catar a^ brandns f/órrs 
Pan drla^s fa^er salnhres méles. 



123 



Publicava-se às termos e sextas-feiras, e assignava-se 
por 640 réis o mez; n.*^ avulso 80 réis. Era redigido 
pelo celebre agitador Antonio Borges da Fonseca, o mais 
fecundo dos nossos jornalistas politicos e entao no inieio 
da sua attribulada vida publica. As vicissitudes por que 
passou nessa occasiào narrou-as elle do modo seguinte: 
«Publiquei em 1829 nesta cidade a Abelha PernainbU' 
cnna, Novas perseguigòes, tentativas de assassinato por 
parte dos columnas centra a minha pessòa, e afinal pro- 
cesso por abuzo de liberdade de communicar os pen- 
samentos pela imprensa, prizSo, e absolvi(;ao pelo juri. » 
(A. B. F. — Apontamentos da minha vida politica. Recife, 
1867, pag. 7). jomal, eseripto coni a originai ortho- 
graphia adoptada pelo redactor, constituio-se orgara do 
constitucionalismo radicai, quo pregava de mistura coin 
OS principios dura mal definido republicanismo, e susten- 
tou violentas polemicas coni as folhaa absolutistiis O Cni- 
xeiro e Aniigo do Poro\ a sua linguagoiu raereceu 
justas censuras por demasiado conviciosa. 

Em um Juiso Crìtico sohrc os Periodicos eni yeral 
do Brasila publicado no jornal maranhense Poraqìa\ 
de 18*29, se encontrava a seguinte apreciayao sobre a 
Aheìha : 

«Este periodico, em vordade desempenha o seu titulo, 
pois assim conio as abelhas extraein das plantas o succo 
de que formio seus deliciosos favos ; assim o redactor do 
Abelha extrae de tudo quanto ho materia venenosa as 
substancias, que, adocjadas corn expressoes insinuantes, 
parecem justas : a reda9ào nào he ma; mas, a doutrina 
he de animai de ferrao.» — Eni compensammo no Oolpe de 
vista sobre os Oaxeteiros de todo o Braxil^ inserto na 
Lnx Bzaxileira^ do Rio de Janeiro, n.** 2, de 15 de Se- 
tembro de 1829, foi qualificada de «foiba libéralissima, e 
valorosa enxada na vinha da Liberdade, Independencia, e 
Constituigao.» — Secundavam ao redactor, com assidua e 
efScaz collaboramSo, os drs. Ernesto Ferreira Francia e 
Mathias Carneiro LeSo, e o capitSo SebastiSo do Rogo 
Barros. Muito raro; a Bibliotheca Nacional do Rio de 
Janeiro possue a collec95o completa. 



^tA-v" 



124 






1.-* 



27.— O Cmaeiro. — ^Jornal politico, li larario, e mer- 
cantil. — Pernambuco : Na Typ. do Cruzeiro, Rua 
da Cadeva do Bairro de S. Antonio, J), 3 (Voi. I, 
n."** 1-241) ; Rua dos Quarteis do Bairro de 
S. Antonio, D. 11 (Voi. I, n - 242-277 e Voi. II, 
n."* 1-139); Rua da Aurora, D. 10, Bairro da 
Bòa- Vista (Voi. II. n."" 140-188 e Voi. Ili, 
n.~ 1-97), 1829-31, in-fol. peq. 

n.** 1 do Voi. I (1112 pp.) saio a 4 de Maio do 
1829 e o n.» 277 (ultimo) a 30 de Abril de 1830; o 
n." 1 do Voi. Il (757 pp.) a 4 de Maio de 1830 e o 
n.« 188 (ultimo) a^ 30 de Dezembro; o n.'' 1 do Yol. Ili 
e ultimo (39G pp.) a 3 de Janeiro de 1831 e o n.° 97 
(ultimo) a 5 de Maio. — Abaixo do sub-titulo e dus condi- 
<^r)os de assi^natura trazia a epigraphe: 



juixo qiiero 

De qìtein v.om juixo^ e sem paixào me Icia. 

Ferkeira. 

Safa diariamente ao pre^o de 640 réis o iiioz. — Em 
1829 fundou-se no Recife, sob a denomi ua(,^ilo de Colum- 
bia do Throno e do Altar^ urna sociedade secreta destina- 
da a coadjuvar a execugao dos projectos absoiutistas de 
Fedro I, e dous dos seus membros mais preeniinentes, o 
Vigario Francisco Ferreira Barreto e o P."^ Josó Marinho 
Falcao Padilha, se impuzóram a tarófa de propagar pela 
imprensa as suas doutrinas reaccionarias. Fizeraniiio, Cv.>m 
convicvào e energia, n'O Crux^Jro e n'O Amif/o do Poio^ 
orgams ultra-conservadores, vrQgarmente conhecidos por jor- 
naes columnas. Reproduzimos aqui integralmente o «Pros- 
pecto», da lavra do Yigario Barreto, inserto no n." 1 d'O 
Cruxeiro^ comò documento caracteristico, no qual o cele- 
bre poeta e pregador se nos apresenta corno polemista 
politico : 

vNada mais capaz de dirigir coni acerto a opiniao 
dos Póvos, e de consolidar o Governo ostahelecido, do 



-. ' 



é 



125 



que OS Periodicos, quando os seus Escriptores, despidos 
de prevenQSes, nSo tem por objecto, se nSo a prosperidade 
da NaijSo, que procuram instruir. Teda vez que hum tal 
designio dirige a pena de hum habil Redactor, elle presta 
huftì servi90 importantissimo ao Estadì, e torna-se digno 
da amizade e do respeito dos seus Concidadaos. Se he 
preciso crear a opiniao; se convem corroboral-a, e dar-lhe 
hum novo impulso; se he necessario desvial-a do erro, e 
indicar-lhe a vereda, que deverà seguir; elle obra tudo 
iste, e chega felismente ao fim dos seus trabalhos. Nós 
estamos na inteira convicQSie da nossa fraqueza: por maio- 
res, que sejam os esforsos, que fizermos, nSo chegaremos 
ao resultado dos grandes Escriptores. Mas nem por isso 
levaremos mao da enipreza, a que nos vamos subraetter 
de bora gi^ado: nem por isso deicharemos de sacrificar 
todo nesso contingente é. redacQào do prezente Jornal, 
e de servir a nossa Patria, quando ella imperiosamente o 
exige. 

cEm huma Provincia, reduzida aos ultimos estragos 
pelas concusOes politicas; aonde o espirito desenfreado da 
Democracia se tem desenvolvido tantas vezes de huma 
maneira positiva; nSo se espere de nós outra marcha, que 
nSo seja a da circuraspecQSo. Afastaremos desta Foiba (nós 
o dizemos francamente k face do Universo) tudo o que 
poder concorrer para a destruÌ9ao e anarchia. Nao duvi- 
daremos pugnar pelas Authoridades, que por meio do Prélo 
forem ultrajadas sem razSo, e so porque s§o Authoridades. 
Aos que se dirigirem na sua carreira publica pelos cami- 
nhos da justiva, merecerao os nossos elogios : apreciadores 
do merito e estranhos à Demagogia nao tereaios que en- 
vergonhar-nos nem do nesso respeito, nem do nesso reco- 
nhecimento. Quando houvérmes de censurar os actos 
arbitrarios dos Agentes do Poder, nós o fareraos sem 
aquelle azedume, e indecencia, que degradalo hum Espi- 
rito publico. Nao devendo consti tuir-nos o vehiculo da 
Satira, e da immoralidade, regeitaremos todas aquella^s 
correspondencias, que sem oflferecer nada de util, se diri- 
girem centra a vida particular de qualquer individuo. 
que acharmos em Litteratura, e Politica conveniente 
aos principios, que temos adoptado, sera transcripto no 



126 



prezente Jornal, que tarabem se tornarà interessante ao 
Commercio. Daremos huma folha em todos os dias uteis, 
e firmes em servir unicamente o nesso Paiz, seremos 
doceis ao juizo e as admoesta^Oes imparciaes das pessoas 
sensatas.» — Publicado era uma épocha de insolita exalta<;^o 
partidaria, quando a imprensa se exhauria pela vehemen- 
cia e se consumia pelo desbragamento, Cmxeiro nSo 
guardou as normas de modera^rio promettidas no seu pro- 
gramma; as suas columna» estào pejadas do injurias, de 
apodos e de ataques, com que eram violentamente molestados 
e ameayados os constitucionaes ^(calangros) e republicanos. 
Deslustram-nas frequentemente estiradas Correspondencms^ 
artigos anonymos cheios de torpezas, e precursores dos 
A jjedido^ de nefanda memoria, que nao ha* muito ainda 
conspurcavam a maioria dos jornaes brasileiros. Cumpre 
observar que do lado adverso nào era menor a sanha das 
invectivas : no Diario de PeriiambucOy na Ahelha Per- 
nawbucana e n'O CoìtstUucional abundam igualmeute 
estas covardes aggressoes. A violenta e inintemipta cam- 
panha sustentada peFO Cruxeiro nao impedio a queda 
dos cohimnas^ e o Vigario Ban-eto, «opprimido de desgos- 
tos e tendo uma grande parte dos seus patricios indis- 
postos centra si, resolveu deixar a Patria, pelo menos por 
algum tempo, emquanto a agitagao e turbulencia dos ani- 
mos amaciava.» — Pouco depois da sua partida para Lisboa 
cessava a publica9ao d'O Cruxeiro que, justific^ndo o 
sub-titulo de mercantil, nSo raro dava n.^ cujo conteildo 
exclusivo era de noticias commerciaes, comò pre(;os corren- 
tes dos generos de importa(;ao e exporta^ao em grosso, e 
listas dos navios nacionaes e estrangeiros chegados, à 
carga, a saìr e surtos no porto do Eecife. — De uma de- 
clara9ao inserta na edigao de 12 de Mar90 de 1830 se 
verifica que o còrpo typographico d'O Cruxeiro se com- 
punha entao de — Luiz Candido Ferreira, José Rodrigues 
da Costa, Antonio dos Santos Mira, Joaquim Louren90 de 
Scusa, Antonio Teixeira Peixoto e Francisco das Chagas 
Ferreira. NSo escapou o orgam absolutista à satyra im- 
placavel de Lopes Gama, que Ihe consagrou as seguintes 
oitavas do seu famoso poema heroi-comico — A Caluma 
neida^ publicado em 1832 : 



127 



«0 Oruxeiro^ Quixote dos jomaes, 
«So tem revolugOes no pensamento, 
«E cuida que destróe os lìberaes, 
«Como aquelle os heróes d'encantaniento 
«DescorapDe, desaffia os seus riviìes, 
«Jnlga-se da patria o luzimento; 
«Eis que o palha90 -Amigo entra na dansa, 
«E servindo Ihe vae de Sancho Pansa.» 

«Quem houve, qu' escapasse aos improperios 
«Desse fatai ajoujo eolitmnista? 
«Quem nSo sofFrèo insultos, e dicterios 
«Do Padre Massari co, e seu Sacrista? 
«So servcra de louvor taes vituperios, 
«Seu tanto injuriar niu^em malquista, 
«Antes prova he d'iionrado Brazileiro 
«Huma descompostura do Oruxeiro.i^ 

Canto 4"^ Estrs. VII e IX. 

Nas Bibliothecas Publica do Estado, do List. Arch-eo, 
e Geogr. Pernam. e Nacional, do Rio de Janeiro, existem 
collec^oes completas d'O Cruxciro. 

28.— O Amigo do Povo. — Pemambucu : Na Typ. 
do Cruzeiro, junto a Cadeia, D. 8, 1829-30. 
in-fol. peq. 

n.M salo a 80 de Maio de 1829 e o n.° 81 (ulti- 
mo) a 11 de Dezenibro de 1830. — Trazia corno epigraphe: 

Erratis, si Senatuni probare ea, </w^ diauitur 
a me pntatis populam autem esse in alia voluntate. 

Cicero. — Oraf. 1 de Lig. Agr. 

Publicava-se aos sabbados e vendi^-se a 80 róis o n.". 
— Periodico politico principalmente redigido pelo Viga- 
no Francisco Ferreira Barrette e o P.*' José Marinilo Fal- 
cao Padilha; secundava O Cru^eiro na campanha apaixo- 
nada centra o constitucionalismo; mais doutrinario do quo 




128 



este, nos seus artigos de polemica notava-se, entretantx), 
ainda maior virulencia e desregramento de linguagem. 
A escolha do titulo, que lerabra o famoso jomal de Marat, 
foi explicada no seguinte trecho do n.° 1 : 

«0 araigo do povo he aquelle, que Ihe póde ensinar a 
gozar a felicidade, que se encontra sob bum bom Governo 
moderado, a paz, a liberdade, o descan^o. Nos Ih'o ensi- 
naremos em bum estillo tenue, e accommodado à sua espbera. 
Quanto aos republicanos, nós os refutaremos no estìllo do 
seu Governo, no estillo das Fillipicas, e Catilinarias, no 
estillo que elles tem adoptado para atacarem tudo quanto 
ha de sagrado, e profano em nome da sua liberdade licen- 
ciosa; sem comtudo seguirmos a sua immoralidade». — 
Deste periodico disse Lopes Gama, n'^ Columneida: 

«0 Amigo do Poro he qual monturo, 
cOu da guapa Coliimna a grande tina, 
«Ondo tudo, qu'he torpe, vii, e escuro 
«Apparece na feira sabbatina: 
«Cora fraze capado<;a, estylo impuro 
«Detestaveis principios so propina; 
«E se traz do Evangelho a apologia, 
«A par logo apparece porcaria.» 

Canto. 4«, Estr. Vili. 

Ha collec9(5es completas d'O Amigo do Poro nas Bi- 
bliothecas Publica do Estado e do Inst. Arclmo. e Oeogr. 
Penmm. 

29. — O Constitucional. — Jornal politico, e litera- 
rio. — Pernambuco : Na Typ. do Diario (n." 
1-157) ; na Typ. Fidedignay Rua das FloreSy 
a N. 18 (n.^ 1-52), 1829-31, in-fol. peq. 

De 2 de Julho de 1829 a 30 de Dezembro de 1830 
publicaram-se 157 numeros; em 1831 come90u com nova 
numerasse, saindo o n.** 1 a 3 de Janeiro e o n.** 52 
(ultimo?) a 30 de Junho. Publica^So nas 2*" e 5" feiras. 
Mez 640 réis. Nos dous primeiros annos trazia comò epi- 



129 



graphe o seguinte trecho de urna proclama9ao do Impe- 
rador aos Brasileiros: 

^Embora incautos procurem denegrir a Minha Con- 
siiiucimialidade : ella sempre apparecerd trmmphante^ 
guai Sol dissipando a mais espe^so nevoeiro. Contai 
CommigOy ass^im corno Eu (^oìito comvosco^ e vereis a 
Democracia e o Despotismo agrìlhoados por huma justa 
Lfiberdade.^ 

Nos Tiltimos numeros de 1831 està epigrapbe foi substi- 
tuìda pela seguinte : 

^Les monarques^ les riches^ les grands peuient bien 
nous en imposer^ noiis éblouù\ nous intimider par letir 
puissance; jamais ils n'obtieìidront la soumission rolon- 
taire de nos coetirs^ qui seuls peuvent conferer des droits 
legitimes^ que par des bienfaits rcels et des vertasi, (sys- 
TEME DE LA NATURE) Principaliiionte redigido por Fr. Mi- 
guel do Sacramento Lopes Gama (Sonambulo) bateu-se 
vigorosamente em prol do systoma coiistitucional e contra 
as doutrinas absolutistas proclamadas perO Orii tetro e 
Amigo do Povo; fez parte de sua rodac9ao o cirurgiao 
bahiano Jeronymo Vilella Tavares e nas suas columnas 
estreou o agitador republicano JoSo de Barros FalcRo de 
Albuquerque MaranMo. — Muito raro ; nào temos noticia de 
urna so collec9ao completa. 

30. — Diario do Conselho Goral da Provincia de 
Femambueo. — Fernambuco : Na Tipographia 
do Diario^ 1829-30, in-fol. peq. 

Come90U a sair a 22 de Dezembro de 1829 e ter- 
minou a publica9ao a 11 de Mar90 de 1830. — Era diri- 
gido por pessoa que se occultava sob as iniciaes «/. A. B. 
e constava exdusivamente das actas das sessCles do Con- 
selho Geral da Provincia, que o acto Addicional transfor- 
mou, em 1834, em Assemblèa Provincial. — E' bastante 
raro. 



17 



130 



31.— Correio da Paraiba.— PcrnamAuc-o ; iVa Typ. 
do CruzeirOy junlo a Cadeioy D. S, 1830, in-fol. 
peq. (?) 

n.** 1 (?) saio a 10 de Fevereiro. Nunca vimos 
este rarissimo jornal, neru d'elle encoatràmos outra noti- 
eia alóni da seguinte, inserta nO (-ruxeiro, de 15 de Fe- 
vereiro de 1830 (piig. S90): « Mentio a AbeUm, quando 
disst' no seu X/* 85 quo o Conselho Geral da Provincia 
da l^araiba, por culpa do Excellentissimo Presidente, o 
Snr. Getulio, nao impriniia os seus trabalhos ; porque jà 
se principiarào a iiuprirnir nesta Typogratìa, desde quarta- 
feira, na foiba, que daqui vai para aquella Provincia, com 
o titulo de Correlo da Para/ha, » — Era certamente o or- 
gani officiai do governo da mesnia provincia, entào presidi- 
da por Gabriel Getulio Monteiro de Mondon^a, substituido, 
jà a 21 de Mar^o de 1830, por Francisco José Meira, o 
que p(3de indicar ter tido curta dura^ao. 

32. — O Topnlax. — Pernamòuco : Na Typografia do 
Diario (n.*** 1-52) ; Na Typoifrafia Fidedigaa 
(11,-53-75), 1830-31, in.4." 

O n." 1 saio a 2 de Junbo de 1830 e o u. 75 (ul- 
timo) a 3 de Junho de 1831. Sob o titulo trazia a epi- 
grapbe : Poro tem nas >;na.s /////av, a sua felicìdade, ou 
a sua total ruina. (Proclama(;ao do Iinperador D. Pedro I, 
de 25 de Julho de 1828). — Este periodico politico, redi- 
gido pelo P.*" Miguel do Sacramento Lopes Gama, apre- 
sentava a soguinte profissào de fó: — ♦A liberdade legai 
sera o nesso norte, a Constituigao e o Imperador os nossos 
idolos, e OS nossos inimigos a combater o absolutismo e a 
demagogia.» — Foi annunciado, no Diario de Peruambuco, 
de 30 de Abril de 1830, com o seguinte « Prospecio: 
«Ponsar-se-iia que havendo jà nesta Provincia ciuco Pe- 
riodicos, a appari^SLo de mais de uni sera exhuberante: 
assini seria se os existentes prehenchessem tudo quanto 
pode, e talvez deve ser objecto de jornaes, mas corno assilli 



131 



nSo succede, chega beni apropozito mais um Colaborador; 
tanto mais quanto por desgra9a estamos nós bem atraza- 
dos a muitos respeitos. 

«0 nosso Periodico sera pois mais um defensor da 
Liberdade Legai, e sera dedicado àquella classe de Cida- 
dSos uteis à Sociedade, desprezados dos Grandes, menos 
instruidos, mas muitas vezes menos ignorantes, do que os 
que OS desprezao, e sempre de mais boa fó. 

«E para que o objecto seja conveniente ao fim, nossa 
linguagem sera rasteira, e clara, porém correcta, e pura, 
tanto quanto nos ajudar engenho, e ai'te, jà explicando o 
nosso Codigo fundamental, a Consti tui^ao, jà inspirando aos 
nossos GoncidadEos o afferro aos principios Liberaes, em 
que ella é fundada; seja em fim produzindo artigos ^obre 
moral, educapilo, etc, etc. Està patente o nosso fim, iste é, 
doutrina conforme o nosso actual Governo, correcgao^ ;em 
geral: titulo sera — Popular — ; em formato pequeno; 
no typo em que é impresso o Diario de Perncanbuco, em 
papel ordinario, e sahirà às Quartas e Sabbados de todas 
as semanas, sondo entregue de tarde, ou de manha nas 
casas dos Subscriptores : o pre^o sera — Assignatura por 
mez 200 rs., por trimestre 480 rs. E porque nada se faz 
Sem dinheiro, o Impressor quer ser pago, e assim todos os 
mais, concorram os nossos Concidadaos amantes da Liber- 
dade da Impreusa coni os seus tantos róis, e logo que a 
subscrip^ao dòr para as dospezas sahirà à Luz o nosso 
Popular.» As coUecc^'oes d'O Papilla r sào raras; existe uma 
completa na Bibliotheca do Insf. Arrhco. e Geoyr. Pernam, 



33. — O Bellerophonte Pernambucano.— P^rnam- 

hxico : Na Typof/rafia do Diario^ 1830, in- 
foi, peq. (?) 

Prospecio deste rarissimo periodico politico, publi- 
cado no Diario de Perua^nbnco de 5 de Outubro de 1830, 
dizia: «Bellerofonte foi um dos famosos guerreiros dos 
tempos heroicos, o qual perseguindo por teda parte a Qui- 
mera, arrancou4he a vida. 

«Por analogia adoptamos oste nome para o nosso Pe- 
riodico ; porque todo se dirige a destruir o colosso do abso- 



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132 



lutisrao, que no Brasil a5o póde deixar de ser urna qui- 
mera. 

«Huma parte deste Periodico sere dedicada a Politica, 
outra a Moral, outra a. Literatura, e outra finalmeate a 
variedade. Advertimos desde jà, que nSo acceitaremos óor- 
respoudencia alguraa, que coatenha personalidades, seja 
contra quem for, e ainda que combatamos sistenias, e opi- 
niOes, respeitareraos sempre as Pessoas. 

«A causa da Liberdade he tao justa e poderoza que 
parece degradar-se e abater-se^ quando se defende coin 
outras armas, que nao sao as da rasao, e da verdade». 






34.— Espelho das Brazileiras. — Fernambuco : Na 
Typ, Fidedigna, R. das Flores, K"" 18, 1831, in-4^ 

n," 1 salo a 1 de Fevereiro e o n." 26 (ultimo) a 
8 de Abril. — Sob o titulo trazia a epigraphe* 

A rirtiide, os talentos. — E nào a vaidade 
Te guiarào Peri/ la. — A' ìm morta/ idade, 

Tradux. de Ovm. ad Perillam. Elee/. VII. 

Safa duas vezes por semana, às terQas e sextas-feiras, 
ao prego de 300 réis o mez e 40 róis o n.*" avulso. No «An- 
nuncio» inserto no Diario de Perìiambaeo^ de 22 de Janeiro 
de 1S81, se encontra assim resumido o seu objectivo: 
«0 Redactor animado pelo seu ardente desejo de contri- 
buir para a instrucgào de suas Compatriotas, espera qae 
as pessoas sensatas longe de admittireni as objecgdes futeis 
dos inimigos da civilisagao, auxiliarao seus esfor^^'os, pro- 
movendo no seio de suas familias a leitura desta foiba, 
cujo unico fim é oiferecer às Sonhoras exemplós capazes 
de desenvolver seus talentos, e llies inspirar o amor de 
seus deveres». — Este pequ<)no periodico, modesto iiiicio do 
jornalismo litterario em Pernambuco, foi redigido pelo fran- 
cez Adolphe Emile de Bois-Garin que, no mos n ) anno 
do 18.*]2, fundou, em Macei(3, o Iris A/agoense^ primeiro 



133 



jornal publicado em Alagoas, e cuja typogi-aphia fora levada 
aqui do fiecife. Rarissimo. 

35. — O Liberalao. — Papelucho de succo por 40 réis. 
PernamhucOy na Typ. do Cruzr.ro, 1831, in-4^ 

n." 1 salo a 13 de Abril e o n.° 3 (ultimo) a 15 de Maio. 
Trazia corno enii^raphe: «7?/ au lieu qu^on avait pensé jns- 
qud ìwsjoìfrs^ qu^il était impossible de fonder uns Répuhli- 
qu£^ quavec des vertfis^ comm^ les ancieìus legislateius ; la 
gioire immortMe de cette societé de jacobins est d'avoir creé 
la Républiqìie quavec des vices.i> (HrsTOiBB des Brissotij^s). 
— Jornaleco poiitico de fei^ao absolutista dirigido centra os 
liberaes; foi o prociirsor de nma loaga serie do publica^Oes 
similares que deshoararam a imprensa contemporanea. 

Referente a elle encontramo.s, no n." 80, d'O Crn xeìro^ de 
14 de Abril de 1S31, o seguinte ^Amiènu-io. — Ham novo 
Papelaxo, intitulado Liberatelo sahe a campo para libera' 
lixar às Quartas-feiras. Sua liberal subscripgao 6 de 40 rs. 
por cada parto. Roga-se ao Respeitavel Publico, queira hon- 
rar com a sua assistencia o novo Comico por ser cousa fresca. 
E. R. M.». Muito raro. 



36.— O Carcundào.— Alfarrabio velho por 40 réis. 
Pernambaco, na Typ. Fidedigna, 1831, in-4**, ills. 

n.** 1 salo a 25 de Abril e o n.** 3 (ultimo?) a 17 de 
Maio. Era escripto, com extrema mordacidade, em resposta 
ao precedente; trazia grosseiras vinhétas caricatas abertas 
a canivete em entrecasca de cajazeiro, primeira tentativa de 
jornal illustrado em Fernambuco. Rarissimo. 

37. — Olindense. — Jornal p3litico, e Hterario. — Per- 
nambuco : Na Typ. Fidedigna ; Ollnda : Na 
Typ. de Pinheiro, Farla & Cmip.f Rua do Ani- 
paro. n.''22, 1831-32, in-fol. p q. 

n." 1 saio a 2 de Maio de 1831 e o w!" 98 (ultimo?) 
a 21 de Abril de 1832. — Trazia conio epigraphe: ^Ayons du 
mot US le cour:t{/c de t)ien dire^ dans un siéctr cu peu d'hom- 









134 



rA- - 

*• - 
i-i 






mes ani h courage de bien faire. Les hommes vertueux 
m'en satironi gre; et Viììdigìiation du vice sera encore un 
nouvel éloge pour moi.T^ (M. Thomas.). — Subscrevia-se a 
640 réis por mez na Pra9a da Uniao, loja de livros n.® 37, 
e em Olinda na Botica, e loja de livros do Sr. J. S. Pinheiro, 
rua do Amparo. — Redigido pelos irmaos Alvaro e Sergio 
Teixeira de Macedo, com a collaborammo de Bernardo de 
Sousa Franco, foi o typo inicial dos jomaes academicos da 
épocha, «folhas exclusivamente politìcas, contendo apenas 
disserta9(5es rhetoricas sobre theses constitucionaes e às 
vezes em paragraphos soltos, à moda norte-americana, pe- 
quenas verrinas condensadas», — disse Joaquim Nabuco. 

«A épocha era revolucionaria e a penna dos jovens escri- 
ptores desprendia chispas.» Filiado à reac^ào subsequente 
ao 7 de Abril pugnou ardorosamente pelo constitucionalismo; 
mas, senuexaggeros doutrinarios, nem demasias delinguagem. 
— Em alguns n.**^ o titulo veni precedido do artigo. Muito 
raro. 

38.— Bussola da Liberdade. — Periodico politico, e 
literario. — Pernambuco: Na Typ, Fidedignaj 
Rua dos Flores^ n."" 18 ; Impr, por Antonino Jozé 
de Miranda Falcào, na Typ, do Diario^ Rua da 
Soledade, n.° p)8, 1831-34, in-fol. peq. 

n.^ l salo a 26 de Junho de 1831 e a publicacjìlo pro- 
seguio ató meiados de 1884. Semanal. Mez 640 róis. Acima 
do titulo trazia urna vinheta representado urna bussola, tendo 
à direita uma columna derf ocada, a cujo fusto se prendiauma 
cadeia com a grillièta aberta, e a esquerda uns fasces encima- 
dos pelo baiTote phrygio, tudo cercado de ramos de cafóefumo; 
mais abaixo lia-se a epigraphe : 

«7>a Liberdade o Norie mostrar ci , 
«A despeiio de tudo quauto he vào: 
«Oh com ella vencer corno Aristides^ 
^Ou coni elln morrer corno Catào.^ 

Principalmente redigido pelo P.^ Joao Barbosa Cordeirò, 
constituio-se arauto dos principios liberaes exaltados e era 



135 



escripto em linguagem incendiaria, atacando os adversarios 
em estylo excessivamente violento. 

No annuncio, inserto no Diario de Pernambaeo^ de 23 
de Junho de 1831, escreveu o P.* Barbosa Cordeiro : «A 26 
do prezentemez de Junho sahiràà luz uni novo Periodico Poli- 
tico, e Literario, intitulado — Bussola da Liherdade — escripto 
no sentido, e frase a mais liberal, que for conipativel coin as 
for^as do seu Redactor, o qual protesta desde jà nSo ter 
condescendencias, para deixar de annunciar verdades as 
mais austera», ainda que sejSo centra os seus araigos, urna 
vez que estas uào se dirijao a patentear faltas particula- 
res, ou erros de vida privada; sim abuso de Enipre^os, 
falta de patriotismo, traic^ao à Patria, em firn tiido quanto 
diz respeito a crinies, e faltas publicas. 

«Sobre estes mesmos objectos compromotte-se o Re- 
dactor a publicar todas^as correspondeiicias, e communica- 
dus, (lue Ihe foreni dirigidas, nao so pelos seus subscriptores 
e amigos, comò at6 pelos que Ihe forem desafectos, e oppos- 
tos às suas opiniues; com tanto que, assiqnem, e reconhe(,*ao 
legalmente seus autografos, e estes nào contenhao express(5es 
grosseiras, inciviz, e obscenas, que escandalizem a moral 
publica.^> Muito raro; nao temos noticia de urna so coUec- 
qSo completa. 



39. — O Fernambucano. — PeriocUeo politico, inorai, 
e literario. — Pernambuco : Na Typ. Fldedignay 
Rita das Flores, n ** 18, 1831, in-fol. peq. 

n." 1 saio a 2 de Agosto e o n.** 6 (ultimo?) a 9 de 
Outubro. — Redigido por estudantes do Curso Juridico de 
Olinda, abra<,'ava os mais livres principios politicos, pugnan- 
do pela democracia. 

seu apparecimento foi precedi do do seguinte Avixo^ 
inserto no Diario de Pernambuco^ de 9 de Julho de 1831 : 
«Fazem publico seis Estudantes do Curso Juridico de Olinda, 
que attendendo elles o quanto he proveitosa a circulacjao 
de doutrinas Constitucionaes, e livres, compromettera-se 
a redac^So de bum periodico denominado — PernnmhU' 
caììo — qual sahirà na primeira terija-feira do mez de 



136 



li 

e 



' •« 



-.1 



Agosto; nelle se tratarà a respeito de politica, moral, e lite- 
ratura. 

cO seu foFmato he de folha, e a assignatura sera de 
650 rs. por mez pagos adiantados ao receber o primeiro 
numero. dito Periodico do dia do seo apparecimento 
continuarà sempre a sahir todas as terQas-feiras, e sabbados, 
e seos Redatores recebem todas, e quaesquer eorresponden- 
cias, logo que seos remittentes as legalisem. No periodico 
apparecerà todos os mezes o calcolo dos lucros, e em que 
foi aplicado, certo porem o publico de que nada queremos 
de ganhos, por isso todo sobejo que houvér, depois de pagas 
as despezas, sera applicado para a casa da misericordia, ou 
aos presos, e apresentaremos a competente clareza. Como 
porem fazem-se precisas noticias Estrangeiras, e de todas as 
Provincias do Imperio, somos obrigados a reservar ent5o 
para isso a teresa pai'te do lucro havido.»^ — No mesmo Diario^ 
de 13 de Julho, lia-se mais:» As subscrip^Oes das corres- 
pondencias, sejao de assignantes do Periodico ou nao, devem 
vir reconheoidas por Tabeliao, e assim serao publicadas 
ainda centra os proprios coUaboradores, os quaes desde jà 
debaixo da ignominiosa falta de promessa feita ao respeita- 
vel publico, declarao nao suffoca-las em atten^ào a amisades; 
porem, podendo alguma correspondencia pela effervescencia 
com que for feita center artigos centra Ley^, tal con'espon- 
dencia nao sahirà no nP seguinte à sua entrega, se seo 
author exigir a publica^So necessariamente sua vontade sera 
cumprida. As correspondencias serao recebidas na caza 
n." 50 rua de S. Bento, em Olinda, e sendo ellas entregues 
nas quarta-feiras e sabbados até as 2 horas da tarde serao 
publicadas no n.'* proximo seguinte, e finalmente so se saberà 
quem foi o author de qualquer correspondencia sendo elle 
chamado à caza da Camara, e tal segredo guardar-se-ha afim 
de que se suscite o dito chamamento para o que o Publico 
fique certo do caracter deste, ou d'aquelle.» — Ignoramos 
quaes fossem os redactores d'este rarissimo jornal; do 
hiario^ de 6 de Agosto, consta ter fìgurado, por inadver- 
tencia do compositor, o nome de um redactor no n.® 1 ; mas, 
nao conseguimos ver o citado n.**. 



137 



40. — Eco d'Olinda. — Jornal politico, e literario. — 
Pernamòuco, Na Typ. Fidedignay Rua das Flores, 
n.^ 18, 1831-32, in-fol. peq. 

n."* 1 saio a 6 de Agosto de 1831 e a publica^ao 
perdurou até meiados do anno seguinte. — Da sua redac(;ao 
fazìam parte José Thomaz Nabuco de Araujo, Joao Lins 
Vieira Cansan9ao de Sinimbù, Angelo Muniz da Silva Fer- 
raz e tres outros academicos, cujos nomes nao logràmos apu- 
rar; affagando aspirac^Oes republicanas, batia-se pela obten- 
95o de ref ormas constitucionaes e poUticas. 

Foi annunciado, no Diario de Pernamlmco^ de 28 de 
Julho de 1831, nestes termos: 

«Urna sociedade composta de seis membros se dispoe a 
redigir um periodico semanario intitulado — Eco d'Olinda — 
cujos fins, e detallies se fazem publicos pelo seguinte Pkos- 
PECTo: Eco d'OIinda sera impresso em formato grande, e 
sahirà todos os Sabbados, comeyando a 30 do ccrrento. 
Para elle se receberìio assignaturas mensaes a 320 rs., pagos 
no principio de cada mez. As pessoas que se quizerem assi- 
gnar poderao dirigir-se, no Recife à Typographia Fidedigna, 
e à botica do Finto na rua Xova; e em OUnda, a ma da 
Biquinha D. 1, e à botica do Gonzaga, rua de S. Bento. 
Eco d'Oli rida tratarà com especialidade : V das reformas 
constitucionoes, e do estado politico de todo o Brasil, princi- 
palmente desta Provincia; 2*^ do Cui-so Juridico, da lloral, 
e Literatura ; 3" do estado politico da Europa, e em goral 
de teda e qualquer materia, que estivór ao Tilcance da socie- 
dade, uma vez que della resuite utilidade para Pernambuco. 

«Sobre os mencionados objectos aceitar-se-hao corres- 
pondencias, communicados, etc, sejSo da pessòa que for, 
com tanto que venha tudo legalisado, e mere9a o assenso 
da sociedade : sondo presente um dos membros redactores o 
convencionado para abrir as cartas, que a ella forem re- 
mettidas contendo escriptos dessa natureza, e obrigando-se 
elle a guardar o segredo, mesmo para com os outros socios; 
e por isso taes cartas serao endere(;adas ao lugar de. sua 
residencia, rua de S. Pedi*o Martyr, n.** 13. 

«Os membros da sociedade com a redac9ao desse perio- 
dico nem uma outra cousa tem em vista, que nao seja con- 

18 



►y.- 



138 









correrem para o beni do paiz que os vio nascer, e cons- 
tando ella de jovens cuja inexperiencia, e poucos fundos • 
literarios ainda Ihes nSo peraiìttem levantar afoitainente a 
voz na vasti dao do mundo politico, nSo deixa de reco- 
nhecer a desproporQ^o do pezo que voluntariaraente toma 
sobre seos hombros à respeito de suas for^as intellectuaes, 
ainda pouco desenvolvidas ; mas possuida dos oiobres sen 
tiraentos que sempre animarlo cora^Ses Americanos, a 
nenhum sacrificio se poupararà, afim de que lendo, medi- 
tando, e comparando, as opiniOes dos melìiores escritores, 
consultando as pessòas doutas, e exarainando os diversos 
jornaes, tanto nacionaes, corno estrangeiros, possa digna- 
mente preencher os fins que se propOe. 

«Quanto a sua imparcialidade nada se atre ve a dizer, 
deixando aos leitores sensatos ajuizarem sobre este ponto 
à vista de seos escritos : sómente afian^a que tao docil sera 
em reconhecer os seos desaguisados, logo que llie forem 
admoestados, corno pontual eni censurar os aiheios seni dis- 
tin(;ao de passoa, eraprego, ou jerarquia, sem comtudo offen- 
der meÙndre do Cidadao probo, e menos implicar-se no 
laberinto odioso de fastidiosas polemicas. 

«E' este plano do periodico que a sociedade julgou 
acertado offerecer aos seos compatriotas, convidando-os ao 
mesnio tempo a auxiliarera seos ensaios, jà por melo de 
esclarecimentos, jà por nieio de advertencias, e lembran^as 
felizes, que muitas vezes por nào sereni vulgarisadas, privào 
a sociedade civil de innumeraveis beneficios. Possilo seos 
esfor^os merecerera o benigno acolhimento de seos Conci- 
dadaos e contribuir ao adiantamento da marcha constante, 
e progressivo do nesso paiz natal.» — No Diario^ de 4 de 
Agosto, annunciou-se que o EcoiTOlinda^ nao tendo podido 
sair a 30 de Julho, por obstaculos que se ofPereceram, sairia 
necessariamente a 6 de Agosto, conforme succedeu. E' pe- 
riodico rarissimo. 



139 



/ 

41. — ^Voz do Povo. — Peri«>dico politico, e moral. — 
Olinda; na Tip. de Pinheiro Faria & Comp., 
1831-32, in-4^ 

n.« 1 salo a 2 de Novembre de 1831 e o -n.° 24 (ulti- 
mo) a 12 de Outabro de 1832. Trazia corno epigraphe: 

direi coìixas altas^ 

Que discrida nào pensa a impieddde^ 
Mas que da sa virtude sejam dignas, 

(Francisco Manoel). 

Subvscrevia-se, por 320 réis mensaes, no Recife, na ma 
do LiTraraento, loja de encadernar livros, D. 16; na Pracja 
da Uniao, 37 e 38; na ma do Cabugà, loja do Sr. Bandeira, 
D. 4, e em Olinda, Botica do Sr. Pinheiro. Redigido pelo 
acaderaico Henrique Felix de Dacia, defendia a fórma de 
governò federativa, e foi o primeiro»periodico publicado em 
Olinda. Passando a ser impresso no Recife mudou o titulo 
para Vox do Poro Pernanthucano, (Vide N.** 64). 

No annuncio, inserto no Diario de Pernambueo^ de 15 
de Outubro de 1831, lia-se: «Como hoje mais que nunca, 
seja precisa a uniao em nossa Provincia, sendo bum dos 
melos de promovél-a instrucgao publica, o conhecimento das 
doutrinas liberaes, e verdadeira intelligencia dos direitos 
individuaes, e a igualdade, que nelles se encerra, somos 
obrigados a laudar mao da penna, para promoveimos, quanto 
nos for possivel, a felicidade dos nossos Concidadaos, reco- 
mendar-lhes teda a vigilancia sobre o pestilento bando dos 
Aristocratas, inimigos da Liberdade. 

«FarSo pois objectos principaes de nossa foiba (que se 
intitularà Vox do Poro) l."* a sensura razoavel aos actos do 
governo, e Authoridades constituidas ; 2.^ a opposÌ9ao a todos 
aquelles, que se mostrarera indirecta, ou manifestamente 
inimigos, da Liberdade Brazileira ; 3.*" a refuta9ao das intri- 
gas agìtadas por mSo occulta entro as diver^as classes de ci- 
dadaos, que tendem directamente ao atrazo, e retrocesso do 
Brazil ; 4.^ huma manifesta barreira aos inimigos da nossa 
Provincia, que preténdem arrancar-lhe o preciozo Curso Ju- 
ridico; nestes termos por tanto promoveremos a ordem, e 
tranquilidade publica, que se baseia na uniao.» 









140 



TP 



No Diurio^ de 7 de Novembre, encontrava-se mais: 
«Reeomendamos. aos nossos ConcidadSos menos instraidos 
a leitiira do novo Periodico — Vox do Povo, 

«Sua linguagem, pura e singola é a mais bem era- 
pregada, sua doutrina, sSa e applicavel às circumstancias 
actìiaes, é interessantisma. Se o seu Esoriptor, que nào 
conhecemos, "progredir na marcha encetada no seu V nP 
muito serviQO farà ao seu Paiz.» Muito raro. 

42.— O Harmonisador.— P^ma7/iAwro. Na Typ, Fi- 
dediffnn, R. das FloreSy D. 17 y impr. por J. N de 
Hello, 1831-32, in-4^ 

n.« 1 saio a 12 de Novembre de 1881 e o n." 14 (ulti- 
mo) a 20 de Setembro de 1832. — Trazia comò opigraphe: 
Quando cada hìim qucr ser livre a .seu modo^ a Putria aeaba 
ìia escravidào. (PAGÉs).-=-Rodigido por Antonio Joaquim de 
Mello que, contristado coni o cstado do anarchia a que as 
dissenQfies partidarias haviam aiTastado a sua terra natal, 
procurou patriotica mas inutilmente harmonizar os animos 
dos seus patricios. 

Do n." 6 em dianto o titulo foi modifìcado para Hai' 
moìihador. 

Parece ter nelle tambem coUaborado Fr. Miguel do 
Sacramento Lopes Gama. Raro. Bihl. Pubi do Est. 

43. — ^O Mercurio. — Jornal do commercio, industria, 
e agricultura. — Olinda : Na Typ, de Pinheiro 
Farla & Comp,, Rùa do Amparo, ìif" 22, 1831-32, 
in-fol. peq. 

n." 1 saio a 12 de Novembre de 1831 e a publicacào 
proseguio até fi.ns do anno seguinte. Acima do titulo trazia 
uma pequena vinheta representando a divindade mytholo- 
gica cujo nome Ihe servia de titulo, e abaixo a e])igraphe: 
As popula^des mais labori osas sào as mais respeiiaveis, as 
mais bem vestidns^ nutridas e goveruadas^ e por consequen' 
ein as mais padficas; porqvs o commercio.^ e a iiidustria 
sào amantes das luxes^ e por estas he que rnafttem a digni' 



^ 






141 



dade dos homeìiSy e o respeito devido aos seiis direitos. — 
(Adolphe Blaxqui). Bi-semaaaJ. Mez 640 réis. — Ignoramos 
quei» fòsse o seii redactor e se era urna folha puramente 
mercantil de propriedade da firma em cuja tjT)ographia se 
imprìmia. Muito raro. , 



Conciliador Femambuoano. — linda : Na 
Typ. de Plnheiro Farla & Gomp.^ Ràa do Am- 
parOy D. 22 ; Pernambuco : Na Typ. Fidedigna, 
de J. iV. de Mello, 1831-32, in-fol. peq. 

n.** 1 saio a 26 de Novembro de 1831 e a publica<?5o 
continuou ató nieiados do anno seguinte. Trazia corno 
epigi'aphe : 

Desco uh da ha ut des cieax auguste oerit(\ 
Rnponds sur ìnes écrits ta force et ta ciarle: 

(Jesi a toi de tìwutrer au.r i/eux des uatioìis 
Les coupables effets de leurs divìsioìis; 
X Dis coni me la discorde a tro?Mée nos provi nces^ 
Dis les niaUieurs du peuple et les fautes des prìnees, 

(Yoit.viue). 

PublicaQao aos sabbados ; mez 320 réis. — Era redigido 
pelo academico Nicì)lau Rodrigues dos Santos Fran9a Leite, 
com pronunciada feipìlo reaccionaria, o que Ihe valou por 
parte do P.*" Joao Barbosa Cordeiro, na Bussola da Li" 
berdade, os mais virulentos ataques; profundamente offen- 
dido, Franca Leite levou aos tribunaes aquelle l'edactor; 
mas, o juiz decidio nSo ter achado materia para a accusa- 
^So. Este curioso processo, um dos priraeiros que regis- 
tram os annaes da nossa imprensa, corre impresso no fo- 
Iheto intitulado : Defesa de Nicolau Rodìigues dos Santos 
Francia Leite^ Amdemico de Oliuda. Offerecida ao pu- 
blieo sensato^ e judicioso. — Olinda. Xa TyP- ^^ Pinheiro 
Paria & Comp., Rua do Amparo, N.« 22, 1832, in-8^ 33 pp. 
—Raro. Bfbl. Pubi Est. 



142 



45. — O Federalista. — Fernambuco^ por Antonino 

Jvzé de 3liranda FalcàOy na Typ. do Diario ; por 
J. N. de Melìoy na Typ. Fiaedigna, 1831-34, 
in-fol. peq. 

n.® 1 saio a 30 de Dezembro de 1831 e a pubU- 
ca9ao continuou irrogulannente até principios de 1834. 
Trazia comò epigraphe, em francez e portuguez: 

En fait^ et >suivant que Vexperience le prative^ il faut 
reconaitre que tous les peupleSy quelle que soit la forme de 
leur gotiremementy peuvent entrer dans le systeme d'une 
constìttniìoìi federative. — Tritot ; Esprit du Droit. 

Orgam da Soeiedade Federai de Fernambuco foi alter- 
nadamente redigido por Antonino José de Miranda Falcao, 
P.* Miguel do Sacramento Lopes Gama, Joao de Barros Fal- 
cSo de Albuquerque Maranhao e outros membros preemi- 
nentes daquella sociedade politica, que contou grande nume- 
ro de adeptos e exerceu consideravel influencia nos primeiros 
tempos do periodo regencial. Muitissimo raro. 



46. — O Caheté. — Jornal politico, e literario. — Olinda, 
na Typ. de Finheiro Farla & Covip.y Rua do Am- 
paro, iV." j?^, 1832, iii.4^ 

n.** 1 salo a 4 de Janeiro e o n.® 2 (ultimo) a 11 de 
Fevereiro. Trazia corno epigraphe : Acabou-se o iempo^ em 
que a for^*a fisica snstentava os Imperios; hqje nào sSo os 
ho7nens sào os principios^ os interesses^ as idéas^ q. conspi- 
ràOy e formào um poder^ que nào morre^ nem sobre a cada- 
falso^ nem debaixo do canhào, (C. H. Lucas). 

Eedigido pelo estudante de preparatorios Joaquim Ba- 
ptista e Mollo, propunha-se a elevar o nivel mora! do povo 
brasileiro e a combater o estrangeirismo. Rarissimo. 



143 



47, — Diario dos Pobres. — Impr, em Pernambucoy 
por J. N. de Melloy na Typ. Fidedigna, Bua dos 
Flores, D. 17, 1832, in-4°. 

n.** 1 saio a 16 de Janeiro e o n.** 22 (ultimo) a 10 de 
Fevereiro. Trazia comò epigraphe : Klo sào os raciocinios^ 
nào sào OS riquexas^ a gloria^ nem os praxeres qice tornào 
o homem felix. Para que ellns scjam bòas he preciso 
conhecer o brm e o uial^ he preciso saber para que o homem 
nasceu^ e qaaes sào os setis deveres, (Marco Aureuo). 
Vendia-se na Pra<;a da Bòa- Vista, Botica do Sr. Aleixo, na 
Bua do Cabugà, loja do Sr. Bandeira; nas Cinco-Pontas, 
loja do Sr. Apara-Fitas, e no Recife, loja de Ourives do 
Sr. Marinho, pelo pre90 de 20 réis, e saia diariamente témeh- 
dia. — Attendendo ao es'ado revolucionario e quasi anarchico 
em que se achava o Brasil, «propunha-se a defender os inte- 
ressas e direitos do povo contra o despotisrao sangiiesedento; 
nao era indifferente ao bello sexo e ao seu bem estar, assim 
comò ao luxo que tinha augmentado futeis necessidades, e 
sobre este objecto laudava mSo do rìdiculo A imita(;ao do Sim- 
plicio no Rio de Janeiro e do Pereira na Bahia.» Muito raro. 
Bibl Pabl, do Est. 

48.— Bandeira de RetaXhos. — Fernambuco. Impr. 
por J, N. de Jfello, na Typ. Fidedigna, Bua rfo-s 
Flores, C. 7i." 17, 1832, in-fol. peq. 

n.® I salo a 26 de Janeiro e o n." X (ultimo) a 7 
de Abril. Trazia, em latim e portuguez, a epigraphe : Li- 
bertas^ decus^ et anima nostra in dubio sunt. — N." avulso 
40 réis. — Periodico politico de tendencias federalistas ; 
o seu titulo alludia à crescente fragmentaySo dos partidos. 
Rarissimo. 

49.— Profeoia Politica.— Folha liberal, politica, e 
literaria. — Fernambuco, Impr. por J. N. de Mello, 
na Typ. Fidedigna, R. dos Flores, D. 17, 1832, 
in-fol. peq. 

n.** 1 saio a 6 de Fevereiro e o n." 8 (ultimo) a 
30 de Mar^o. — redactor deste periodico se propunha 



144 



<a mostrar o fim infallivel que teriSo as nossas contesta- 
95es Brazileiras, qual a causa da diversào de tantas opi- 
nìòes, OS autores dos males que nos affligiam, e o seu 
remedio». Rarissimo. 

50. — ^O Simplicio 'PemBmbìiosiìio.— Fernambuco y 
impr. por A. J. de Miranda Fahào na Typ, do 
Diario, 1832, in-4." 

n.** 1 saio a 6 de Fevereiro e o n." 5 (ultimo) a 
4 de Abril. Apresentava o seu programma na seguinte 
quadra : 

Oritico de ambos os sexos 

luxo pernicioso; 

Fallo dos maiis empregados^ 

Combato o vi ciò rmìioso. 

A' semelhan(,ui do seu homonymo do Rio de Janeiro 
— famoso Simplicio^ impresso na Typ. da Astréa em 
1831, foi um periodico satyrico, mas, seni allusOes pes- 
sòaes. Muito raro. 



51. — O Carapuceiro. — Periodico sempie moral, e so 
per accidens politico. (1832-34 e 1837-43.) Pe- 
riodico moral, so por accidens politico, e huma vez 
por outra litterario (1847). — Fernambuco, Na 
Typ. Fidediqna de e/. K de Hello (1832-34) ; 
Na Typ. de M. F, de Farla (1837-43) ; Typ. Ira- 
parcial, por S, Caininha (1847), 1832-34, 1837- 
43 e 1847, in 8." 

n.** 1 saio a 7 de Abril de 1832 e a publica(jao 
continuou regulai'niente ató fins de 1834, quando foi sus- 
pensa; durante os annos de 1835 e 36 o conteùdo do 
periodico appareceu nas colujnnas do Diario de Pernam- 
buco; voltando a publicar-se em avulso, em 1837, prose- 
guio saindo coni regularidade até 1843 ; as edi(;(5es de 
1847 parecem antes constitoir jornal à parte do que con- 
tinua9ao do verdadeiro e primitivo Carapuceiro. Semanal. 
N.® avulso 40 róis. Abaixo do titulo trazia urna tosca 



145 



vinhéta representando o interior do urna loja de chapelei- 
ro, de cujo balcao se approxiraavam dois freguozes do as- 
pecto importante; das paredes pendiam promiscuamente 
barretinas, chapéos, coroas iraperiaes, mitras e carapu9as; 
na alontado figura do legista, apregoando prazentoiro as 
suas mercadorias, suspeitaram os conteraporaneos a effige 
do proprio redactor: talvoz nào se enganassem. pro- 
gramma do jornal lia-se resumido na seguinte epigraphe: 

<Llhuic servare modum nostri ìiovere libelli 
€ Par cere persanis^ dicere de vitiis. 

Marcial. Lìv. 10. Epist. 33. 

assim posta em vornaculo: 

« Gìiardarei. nesta follia as regra-s bòas 
«^Que é dos ricios fallar^ nào das pessóas. 

4 

Exclusivamente redigido pelo P.*^ Jliguel do Sacra- 
mento Lopes Gama, era do ordinario cscripto eni prosa 
singella e amena, contendo ligoiros contos, anodoctas en- 
gra^adas e a critica faceta dos abuzos e desvìos dos cos- 
tumes do tempo ; as vezos — raras — ao redactor aprazia 
deliciar os seus leitores coni pequenas produc9c5es rimadas 
do mesmo sabor dos seus cscriptos em prosa, o lograva 
entao superar, pela vivacidade aligera do verso, muitos 
dos defeitos dos artigos costumeiros, geralmente muito es- 
tirados, e assim, em prosa e verso, exerceu Carapiiceiro 
a sua ac^So proveitosa e salutar, fustigando os erros, cen- 
surando OS desmandos, destruindo os abuzOes e escarne- 
cendo das parvoices dos contemporaneos, de mistura com 
ditos agudos, fabulas engenhosas e historietas galantes, 
Primeira amostra do jornalismo humoristico e satyrico em 
Pemambuco, teve extraordinaria voga e o seu titulo pas- 
sou corno alcunha ao esperituoso redactor. As collec9(5es 
d'O Carapuceiro^ sempre muito apreciadas e procuradas. 
sSo hoje bastante raras. BibL Pubi, do Est 



19 



146 



52. — O Equinoxial. — Impresso em PemambucOf por 
Jozé Victorinó de AbreUy na Typ. do Diario^ Èua 
do Sol, D. 1, 1832-33, in-fol. peq. 

n.« 1 saio a 2 Julho de 1832 e o 34 (ulttmo) a 
25 de Fevereiro de 1833. 

Trazia corno epigraphe: La socieM est meìiacée des plus 
grands dangers^ quand un citoyen est assex fori par lid 
méme pour ne pas craindre In hi. (Mably). PubUcava-sa 
às sextas-feiras ao pre90 de 320 róis mensaes. — Jomal 
politico redigido com brilho pelos academicos Angelo Mu- 
niz da Silva Ferraz, José Lucio Correla e Joao Lins Vieira 
Cansangào de Sinimbti que cdesprezando as ameapas e 
bravatas de genios turbulentos, tomaram sobre seus bom- 
bros a ardua, mas honroza tarefa de pugnar pela manu- 
ten9ào da ordem e da liberdade.» Prestou vigoroso apoio 
ao governo da Regencia, sustentando fortes polemicas com 
a Biismda da Liberda/e e O Epaminondns. Multo raro. 
Bibl. Pubi, do Est. 

53.— A TolereiJiQÌB,.—Perna7)ibuco, na - Typ. da To- 
lerancia, Rua da Viragào, D, 2, 1832—33, in- 
foi, peq. 

* 

Appareceu provavelmente em Agosto de 1832, por- 
quanto n.^ 9 saio a 11 de Outubro do mesmo anno; 
ainda se publicava em MarQo de 1833. Nunca vimos e^te 
periodico politico, do qual apenas houvemos noticia por 
citaQOes dos contemporaneos, que attribuiam a sua reda- 
C9ao a Luiz Cavalcanti de Albuquerque, membro do Con- 
selho Goral da Provincia. Rarissimo 

54. — O Graccho. — Irapr. em PernambucOj por Jozé 
Victorinó de Abreu, na Typ. do Diario^ Rua do 
Sol, D. i, 1832, in-fol. peq. 

n.** 1 salo a 4 de Setembro e o n.** 9 (ultimo) a 31 
de Outubro. Seraanal; mez 320 réis. Redigido por estu- 
dantes do Curso Juridico, batia-se com arder pelo federa- 
lismo. Multo raro. 



147 



55. — O Topinambà. — Imp. ein Pern., por Jozé Vieto- 
vino de Abreu, na Typ. do Diario, Bua do Sol, 
' JD. 1, 1832-33 in-4^ 

n.*» 1 salo a 7 de Setembro de 1832 e o n.° 25 
(ultimo) a 3 de Junho de 1833. 

Trazia corno epigraphe. A Naturexa continuamente em 
ac^'uo é sempre mais poderoxa^ do qiiv as instituif-des ìium<jr 
na^, cuja a/'f-ào é necessariamente muito interrompi da; ella 
trìiinfa de todos os obstacuìos^ e por firn tri^fnfard no Bra- 
mii das preoccupa^'des envelkecidas^ e dos abitos antigos pro- 
tegidos pela ignorando, e pelo interesse pnrticnlar. Ramon 
S.^LUvs). Semanai; mez 160 róis. — Periodico politico redigi- 
gido pelo academieo Antonio Pereira Harrozo de lloraes, e 
cnjos fins declarados eram : «1.^ — esclarecor o Povo sobre 
as suas actuaes circunistacias, e estado da administra(,*ao ; 
2"— ^mostrar quo outra roforma o Brazil nao protendia quo 
nao fòsse em sentido federativo, que o sentimento da natilo 
inteira por tantos orgamstinhanireclamado^). Entretanto os 
contemporaneos o acoimaram de affeivoado aos cararnarus, 
Muito raro. 

56.— Noticias de Portugal. — Impr. em Perii,, por 
Jozé Victor ino de Abreu, na Typ. do Diario, R. do 
Sol, D. 1, 1832, in-fol. peq. 

Esto periodico, que cncontraraos pela primeira vez annun- 
ciado no Diario de Fernambuco de 10 de Outubro de 1832, 
publicava-se irregularmente após à chegada dos navios da 
Europa, e constava exclusivamento de noticias, traduzidas de 
jomaes francezes e inglezes, sobre as opera9(3es militares de 
que entao era theatro Portugal. Salram apenas deus ou tres n.^, 
que se vendiam a 60 e 80 réis. Rarissimo. 

57. — O Epaminondas. — Periodico politico, literario, 
e mercantil. — Pernambuco: Na Typ. Fidedigna, 
liuadas Flores, D. 17, 1832, in-fol. peq. 

n.' 1 saio a 12 de Outubro e o n." 14 (ultimo) a 27 
de Novembre. Publicava-se 6s ter9as e sextas-feiras ; mez 



148 



480 réis. Bodigido por estudantes do Carso JuFidico, filìa- 
va-se ao federalismo e dizia-se destinado, a defender a Li- 
berdade Brasileira, e a ConstituÌ9ao. Muito raro. 

68,— O Bepublico Eistraordinario.— /7w;;)r. em Per- 
nambucOj por J. N. de Mello^ na Tip. Fidedigìia, 
R. das Flores, D. 17, 1832, in-fol. peq. 

Salram apenas tres n.***, a 13, 22 e 27 de Outubro, ao 
pre90 de 100 réis. — Publica^ào extraordinaria do celebre 
jornal de Antonio Borges da Fonseca durante a sua curta 
estada, naquelle anno, em Fernambuco. Annunciando o 
seu apparecimonto dizia, no prospecto, o infatigavel dema- 
gogo : « As minhas doutrinas em prol da ordem sao pateates, 
e agora farei guerra à intolerancia dos partidos, e refles- 
sionarei sobre as cauzas que tem produzido os funestos atcn- 
tados aparecidos dopois da gloriosa mudansa operada em 7 de 
Abril de 1831.» — Repuòlico^ que come90u a apparecer, no 
Eio de Janeiro, em 1831 (Typ. de R. Ogierj.fassou^ em 1832, 
a ser impresso ns Parahyba (Tip. Manìsipal)^ e, após pro- 
longada ìnterrup^ao, voltou a publicar-se no Rio de Janeiro 
durante os annos de 1853-55. Rarissimo. 

59. — A Candela. — Periodico moral, politico, mer- 
canti], e tudo que quiserem. — Impr. em Penam- 
buco, por J. N. de Hello, na Typ. Fidedigna, 
R. dos Flores, D. 17, (n/* 1-7) ; Perù., na Typ. do 
Diario (n.^ 1-4), 1832 e 33, in-4^ 

n.» 1 salo a 15 de Novembre de 1832 e o n.» 7 (ulti- 
mo?) a 10 de Dezembro; reappareceu em 1833, salndo o 
n.' 1 a 24 de Maio e o n/ 4 (ultimo) a 11 de Junho. — 
Mez 240 réis. — Periodico humoristico que procurava imitar 
Carapuceiro. 

No n." 4 da — Pabnatoì^ dos Toleiroeris — foi classi- 
ficado de : «pòrco, pessimamente redigido, asneirao, e pa- 
lha9o da scena periodical.» Muito raro. 



149 



60. — ^A Gamenha. — Periodico inorai, e politico. — 
Impr. em Pern.y por J. N. de Mello, na Typ. Fi- 
dedigna, R. das Flores, D. 17, 1832-33, in-4". 

n.» 1 salo a 16 de Dezembro do 1832 e a publica9ao 
ainda perdurava eni Abril de 1833. — Jomaleco satyrico 
extremamente virulento. Lopes Gama, n'O Carapivceiro^ 
imputou a sua redacQao a Angelo Muniz da Silva Ferraz, do 
que resultou a'^5dii polemica entre ambos nas columnas do 
Diario de Perunnibneo, Muito raro. 



61, --0 Mentor Pernambucano. -- Periodico lite- 
rario, moral, e politico. — Pernambuco, na Typ, da 
Tolerancia^ R, da Viragào, D. 2, impr, por Jozé 
Ribeiro Simoens, 1833, in-4'\ 

n." 1 salo a 1 de Janeiro e o n." 2 (ultimo?) a 5. Trazia 
em latim e portuguez, conio epigraphe : Nihil est illi prin- 
cipi Beo, qui omnem hunc mundiim regit^ qiiod qtiidem in 
terris fat^ acceptifts^ qiuim Consilia coefttsque ìiominunijure 
Socieiati, qure ciritates appela/itur. (Cicero). Mez 320 réis. 
— Corabatia a restaurapao do governo de Fedro I e pregava 
fedei'alismo. Muito raro. 

62. — Diario do Governo. — Impr. em Pern,, por J, 
N. de 3Iello, na Typ, Fidedignay R. daa Flores, 
D. 17, 1833, in-fol. peq. 

n.* l salo a 15 de Abril e o n.*' 14 (ultimo) de 30. De 
permeio ao titulo trazia as armas imperiaes e sob elle a epi- 
graphe : Si le gouvernement est fait par tous^ et poar tous, 
ses procedés ne doivent point étre cacMs a la Natio n, — 
CoNDiLLAC, e a traduc(;ao portugueza. Orgam da adminis- 
trac9ao provincial, lego passou a denominar-se : 



150 



•.Jtm 



63.— Diario da Admini8tra9&o Publica de Fer- 
nambuco. — Inipr. em Fernambuco ^ por J. N, de 
MellOy na Typ. Fidedignay Riva das Flores, D, 17 
(n.'*' 15-71 I) ; Perù, na 2yp. de Pinheiro e Faria 
Bua das Cruzes, N. 5, (do n.** 72 I em diante) 
1833-35, in-fol. peq. 

n.' 15 (r) do Anno I salo a l do Malo de 1833 e o 
n.' 200 (ultimo) a 30 de Dezembro (830 pp.); u ii." 1 do Anno II 
a 2 de Janeiro de 1834 e o n." 28() (ultimo) a 30 de Dezem- 
bro (1126 pp.); n." 1 do Anno JII e ultimo a 2 de Janeiro 
de 1835 e o n.' 93 (ultimo) a 30 de Abril (370 pp.).— Succe- 
dendo ao precedente, conservou o mesmo emblema e as mes- 
mas epi^aphos, até fundir-se, em 1 de Maio de 1835, com o 
Diario de Pcniambuco. W excoUente fonte de infonna- 
9oes para a chronica das administragOes de Manoel Zefe- 
rino dos Santos, Felix José Tavares de Lyra, Francisco do 
Paula Almeida e Albuquerque, Joaquim José de Miranda, 
Manuel de Carvalho Paes de Andradoo Francisco de Paula 
Cavalcanti do Albuquerque. Raro. Bibl. Pub, do Est. 

64.— Voz do Povo Pernambucano.— Periodico po- 
litico, raoral, e literario. — Tnipr. em Fernambuco ^ 
na Typ.de Pinheiro e Faria, liua das Cruzes^D. 5, 
1833, in.4.^ 

n.*' 25 (1-) saio a 2 de Maio e o n." 36 (ultimo) a 11 
de Julho. Trazia no titulo urna pecjuona vinheta allegorica, 
e mais abaLvo a mesma epigraphe do Vox- do Povo (N.° 41) 
ao qual succedeu. Eedigido por Honrique Felix de Dacia, 
protligava o regresso de Pedro I ao Brasil e pugnava pelo 
federalismo. Multo raro. 

65. — O Publicador Parahybano. — /mp. em Per- 

numbuco, por J. N. de Hello, na Typ. Fidedigna, 
R. das Flores, D. 17, 1833, in-fol. 

n.° I saio a 9 de Maio e o n." XVI (ultimo) a 24 de 
Novembre. Trazia corno epigraphe; He quimera d liberdade 



151 



semjusiifa. — Foi endentemente continaa^ào do jornal offi- 
ciai O PiMicador Paraibano^ cujo n." 1 saio a 17 de Ablri de 
1833 na Parahyba, impresso na Typ. Paraibana^ e trazia a 
mesma epigraphe. Ambos foram orgaos da administrapao de 
Antonio Joaquim de Mello, e dirigidos pelo secretano do go- 
verno Antonio Borges da Fonseca. Muito raro. 

66, — Palmatoria dos Toleiroens. — Periodico bom, 
e hàreXo.-^Perìiambuco^ na Typ. de PinheirOy e 
Fariaj Rna dm Cruses, N."" 5, 1833, in-4". 

n." 1 salo a 23 de Setembro. Sob o titulo trazia a epi- 
graphe: 

Os mrffs hulos darei com tanto ponto^ 
Que niìtìido ficard d'ouvir-me tonto. 

Semanai; mez 160 róis. Periodico critico redigido por 
Henrique Felix de Dacia; propunha-se a combater o des- 
regramento de linguagem da imprensa, esfor9ando-se para 
que «estylo decente e sublime» fòsse o que occupasse as 
paginas dos nossos impressos; mas, longe de dar o exem- 
J)lo n'este sentido uzava do linguagem despida de urbani- 
dade e de delicadeza. Muito raro. 

67. — O Joào Pobre. — Peniambuco, na Typ, do 
Diario, 1833, in-4^ 

n." 1 saio a 3 de Junho. A existencia deste jornalsi- 
nho critico consta do Diario de Pernambìtco do raesmo dia, 
onde vem o segumte Avizo: «Sahio o JodU) Pobre \ vende-se 
nas mas das Flores D. 4, e na do Livramento, Botica de Ru- 
raSo de Carvalho, a 80 réis.» Na mesma foiba, de 7 de 
Junho, annunciou-se que Joào Pobre podia ser assigna- 
do juntamente coro Candela (N^ 59) pelo pre90 de 240 
réis mensaes. — Ignoramos si jà entao José Thomaz Nabuco 
de Araujo tinha a alcunha de Joào Pobre (nome de co- 
nhecida ave pernalta) e si centra eUe era dirigido o pe- 
riodico. Muito raro. 



152 



68. — O 9ftPftteiro. — Periodico politico, e inorai. — 
FernambucOy na Typ. de Pinheiro e Faria^ 1833, 
in-4^ 

n.*» 1 salo a 2;> de Junho e o n.* 7 (ultimo) a 18 de 
Agosto. Sala aos Domingos e vondia-se a 40 róis o exemplar. 
— Periodico critico escripto em estylo chocareiro centra os 
caramurus. Rarissimo. 

69. — A Miscelania Periodlqueira. — Jornal ency- 
clopedico. — Fernambuco, impr. por J. N. de Met- 
to , na Typ. Fidedigna, K das FtoreSy N."" 18, 1833, 
in-4^ 

n.** 1 salo a 18 de Jnlho e o n.' 3 (ultimo) a 31 de 
Agosto. Trazia corno epigrapho: Omnia mea meeum porto. 
— Qua) do he meu carrego ds costas. (Vem na Prosodia). — 
Periodico humoristico, combatia cera o ridiculo a restau- 
ra9ao de Fedro I. IXario de Pnmambuco^ de 17 de 
Julho de 1833, annunciou o seu apparecimento nos se- 
guintcs termos: «Como estamos em safra dos Periodicos, 
amanha sahirà à luz hum novo com o titulo MiseeÌ4i7ìia 
Periodiqueira. So oste titulo denota couza grande; apezar 
do ser em formato pequeno, trata de todas as couzas, e 
algumas mais; finalmente he mais hum perilarapo, que 
vem alumiar a patria: comprem a Miscelaìùa^ que quan- 
do nSo sirv'a para se ler e dar instnic<;ao e recreio, bem 
pedo servir para cartuxos de alfazema, cominhos, etc. » 
Muito raro. 

70. — O Recopilador Pernambucano. — Periodico 
polìtico. — PemambucOy na Typ. Fidedigna, dt> 
J. K de Metto, R. das Stores, N."" 18, 1833, in- 
foi, peq. 

n.» 1 e unico salo a 18 Julho. 

Destinava-se a extrahir dos jomaes do Eie de Janei- 
ro as noticias e artigos politicos que podessem orientar os 
pemambucanos sobre o andamento dos negocios publicos. 
Barìssimo. 



153 



71.— O Velho de 1817.— Periodico politico, e lite- 
rario. — Perii., na Typ. de Pinheiro & Faria, 
R. das Oruses, 1833, in-fol. peq. 

n." 1 e unico salo a 20 de Julho. 

Trazia corno epigraphe: A ingrata experiencm con- 
vencevr-nos que iiém a Liberdade nem a Independencia 
se arraigaria no lìraxil se nào d sombra da Monar- 
quia (A. C. R A. M. S.). 

apparocimento deste jornal, exclusivamente escripto 
por José Thoraaz Nabueo de Araujo, raarcou o inicio da 
rea39So monarchica no Xorte. 

A inipronsa contemporanea o rocobeu com violentos 
protestos. Partindo do principio de «quo so cabia empre- 
liender-se huma Revoluvao quando certeza houvésse de 
que OS males que ella traria fossem menores que aquelles 
que se sofriam», o redactor, «pezando os servigos do Se- 
nhor D. Pedro 1** coni alguns erros que cometteo», che- 
gava à conclusao de ter sido «ante-nacional, perigoza, e 
injusta a celebre RevoluQao de Abril». Reagindo centra 
a opiniSo dominante, Nabueo foi alvo dos mais injuriosos 
ataques, chegando a ter a vida amea^ada pelos «que pre- 
tendiam responder a argumentos com facadas». Rarissimo. 



72.— O Velho Pemambucano.— Impresso em Per- 
namòucoy por Jozé Victorino de Abreu, na Typ. 
do Diario (n.** 1-9) ; Pernambuco na Tip. de 
Pinheiro & Paria (n."* 1-6), e na Typ. Fidedigna, 
de J. N. de Hello , Bua das Flores, B. 17 (n.** 7- 
47), 1833 e 1835-36, in-fol. pep. 

n.*» 1 da 1*^ Épocha salo a 23 de Julho de 1833 e 
n.*» 9 (ultimo) a 15 do Outubro (36 pp.); o n.<> 1 da 2* 
Épocha salo a 16 de J[ar90 de 1835 e o n."* 47 (ultimo) 
a 22 de Fevereiro de 1836 (198 pp). 

Os n.*** da 1.* Époclia traziam corno epigraphe os versos : 

Urna nuvem que os ares escuresse^ 
Sabre as nossas cabe^as apparece. 

CamOes. 

20 



154 



e OS da 2.* seguinte trecho, em francez e portuguez: 
« Toutes les ìiations dii monde ont dafis leur sein des 
Iwmmps mécontens du gouvernement étahli^ soit qu^il n'eri 
existe auenn qui n'ait commis quHques fautes^ aiieun qtte 
puisse egale/nenf satisfaire Vambiiion de toits^ soit parce 
que Vliomme est si malhereux sur cette terre, qfiil ne 
petit s'attacher qiìd ce qu^il ne connoii. (Magnine de 
Staki.. — Reflexians sur la Paix). — Publicava-so sema- 
nalmonte e era destribuido grat's pelos assignantes do 
Diario de Pernamhiwo. — Redigido por Jojìo Lins Vioira 
Cansan<^ao de Sinimbil, prociirou mostrar, em 18H3, os 
inconvenientes da restaura(;ao do governo de Fedro I, e, 
em 1835-36, filiado ao partido citi mango ou liberal, sus- 
tentou vehementes polemicas com A RuJisola da Liherda'- 
de em Pernumbuco^ (N.** 81) do P.*' Joao Barbosa Cor- 
deiro, e Aristarco (N.^ 82). de Nabuco de Araujo, 
combateiido principalmente a pretendida regoncia da prin- 
ceza D. Januaria. Muito raro. Ribl. Pubi, do Kst. 



73. — O Mercurio. — Pernambuco, na Typ 

1838, in- 

n."* 1 salo a 26 de Julho. — No Diario de Perna - 
bffeo^ de 30 de Julho e 1 de Agosto de 1833, se encon- 
tram tres correspondencias, assignadas por — O Soldado 
Matreiro^ — Jiisto^ e — Imparcialj nas qiiaes era de- 
fendido o coronel Francisco Jacinto Pereira das accusa- 
R(5es contidas na artigo — Politica — inserto n'O Mercurio^ 
n."* 1 de 26 de Julho. Sao estes os unicos esclarecimentos 
que obtivemos sobre està folha politica, ovideiitemente di- 
versa da do igual titulo doscripta sob o N.® 43. assumpto 
do raencionado artigo, de interesse puramente loca!, e a 
brevidade com que foi contestado nSo deixam duvida so- 
bre ter side o periodico pubiicado em Pernarabuco. Ra- 
rissimo. 



155 



74.— A Quotidiana Fidedigna. — Periodico polìtico, 

mora], literario, e noticioso. — Pemambuco, na Typ. FI- 
dedlgna de J. N. de Mdlo, Rua das Flores, D, 17, 1833- 
36, in-fol. peq. 

Appareceu em fins de 1833 e perdurou até 1836. Dia- 
rio. Mez 600 reis. Trazia coino epigraphe : « Toda a Admi- 
nistragào misteriosa^ sempre foi^ e sera ignorante^ desastro- 
sa, corrupta^ e Tyranniea^. (Montesquieu). Filiado ao partido 
caramurù^ foi principalmente redigido por José Bernardino 
do Senna, com a coUaboraQao de diversos, entro os quaes 
temos noticia de JoSo José Ferreira de Aguiar, em 1833. 
Era multo noticioso e variado; as suas collec90es compie- 
tas sao rauito raras. BibL Pubi, do Est, 



75. — O Democrata Pemambucano. — Pernambuoo^ 

na Tì/p, de Pinheiro e Faina, 1834, in-4^ 

n."* 1 salo a 11 de Janeiro e o n.° 3 (ultimo?) a 25. 
Trazia corno epigraphe : lugar naturai da virtude^ he a 
par da liberdade; mas ella tariti se mio acha a par da liber- 
dade exirema, quanto da escravidào. Montesquieu. — Jornal 
politico de oppositjao aos caramuriìs. Earissinio. 

76. — O Sstudante. — Impr, em Peìiiaiiibuco, na Typ, do 
Diario, 1834, in-4^ 

n." 1 e unico salo a 28 de Abril. Trazia comò divisa: 
Seria fraquexa consentirmos que nossos direitos fossem 
impunemente atacados, — Occupava-se principalmente com 
OS negocios intemos da Academia de Olinda, prolligan- 
do OS abusos e irregularidades que alli se davam. Multo 
raro. 



156 



77.— O Sensor Brazileiro. — Impr. em Peìmambuco, IMI 
Tt/p. Fidedigrw., de J. N. de Hello, R. das Flores^ D. 17, 
1834, ia.4o. 

n.» 1 salo a 8 de Julho e o n.° 8 (ultimo) a 1 de 
Agosto. — Trazia corno divisa, em latina e portuguez : Qiwd 
non vis fieri^ alteri ne feceris. Do n." 2 om diante corrigio 
titulo para O Censor Brauleiro, Pablicava-se as ter9as 
e sextas-feiras; trimestre 720 róis. — Redigi do pelo bacharel 
Henrique Felix de Dacia combatia a restauraQ^lò do go- 
verno de Fedro I. Raro. Bibl. PiM. do Est. 

78. — Sentinella da Liberdade na sua primeira 
guarita, a de Fernambuco, onde hojebrada: 

Aleria ! — Pemarnbuco : iVa Typ. de Pinheiro e Faria, 
1834-35, ìn-4«. 

n." 1 salo a 16 de Agosto de 1.834 e o n." 32 (ultimo) 
a 2 de Agosto de 1885. Publicava-se irregularmente ao 
pre^o de 80 róis o n." — Era redigido por Cjpriano José Ba- 
rata de Almeida que, após a sua longa prisUo, reapparoceu na 
arena da imprensa publicando priraeirameate a Nora Senti' 
nella du JAberdade Na Otvarita do Forte de S. Pedro rm 
Bahia ds Todos os Santos. (Bahia: Na Typ. de J. P. Franco 
Lima, 1831, m-4'*, 37 n.^*, n: 1-29 do AÌaio); em seguida: 
Sentinella da Liberdade no Rio de Janeiro (Rio de Ja- 
neiro, Typ. de Britto e Comp., 1831, in-foL, 21 n.^"*), e por 
firn presente periodico, no qual applaudia a revolui^o 
de 7 de A.bril de 1831, que occasionou a queda do primciro 
imperador, e aconselhava a federa<j3.o corno unico systoma 
que poderia salvar o paiz. Raro. Bibh Pubi, do Est. 

79. — A Razao e a Verdade. — Periodico politico e lite- 
rario. — Pemambuco, na Typ. d\A Razao e da Verdade», 
6 Poìiias, impr. por Francisco Cameiro Machado Rios 
( n.°* 1—8 ) e Antonio da Silva Santiago ( n.^ 9-1 1 ), 
1834-35, in.4^ 

n.' 1 salo a 17 de Dezembro de 1834 e o n.° 11 (ulti- 
mo) a 14 de Mar90 de 1835 (44 pp.). — Abaixo do titulo tra- 



167 



zia a divisa : Digo verdades puras, mas, crùas. — (Do Rb- 
dactor). Mez 160 róis; n." avulso 40 réis. — Escripto ou ins- 
pirado por Cypriano José Barata de Almeida, fazia oppo- 
sicjSo aos chimangos e pregava a fedenw^o. Raro. BibL 
Pubi do Est. 



80. — A Voz do Bebiribi. — ^Periodico politico, e 1 iterano. 
— PernainbucOy na Typ, de Pinheiro & Farla, 1835 
in-fol. peq. 

n." 1 salo a 16 de Marcio e o n." 22 (ultimo) a 12 de 
Agosto (SS pp.). — Tiiizia abaixo do titulo a divisa: 

Le seni bien de VEtat fait son amhition^ 
Il hait la Tirante et la Rebellion. 

Voltaire. — Hennadc. C. 4^. 

Seniaaal. Mez 320 róis; n.** avulso 80 réis. — Fundado 
e exclusivamente redigido pelo academioo Bernardo de Souza 
Franco, este periodico era e.'^cripto coni excellente criterio, 
e nas suas columnas, ao par de bons artigos de propaganda 
em pròl da eleÌ9ao do P.'' Diego Antonio Feijó à Regencia, 
encontra-se a narra(;ào verdadeira das riisgas e motins ha- 
vidos em Pernambuco, nos nltimos dias da 3** presidencia de 
Manuel de Carvalho Paes de Andrade, e nas administra9c5es 
do vice-presidente Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Ca- 
margo e do presidente Francisco de Paula Cavalcanti de Al- 
buquerque. Justificando o sub-titulo de literario, trazia tam- 
bera artigos e disserta9Qes sobre educasse physica, etc. — 
Multo raro. 



158 



81.— A Bussola da Liberdado em Fernambuco. 

— Impresso em PemambìicOy por Pinheiro & Faria, 1835, 
in-fol. peq. 

N."** exti-aordinarios (3) de 31 de Màr90, 7 e 14 de 
Abril, (20 pp.). Tra2Ìa corno epigraphe : 

Tremei TyrannoSj que opprimis roiu dura 

EseravidCto os Povos^ 
Nào se e^rga em rofiso quente sanyive tincta 

Da Liberdade a Palma, 

(FkiJNTO Elisio). 

Redigido pelo P.® Joao Barbosa Cordeiro, que nelle pro- 
fessava OS mesraos principios proclamados no de N." 38. — 
Earo. Bibl. Pubi, do Est 



82. — O Aristarco— Pej'nawiiuco, na Typ. Fldedignay de 
J, N. de Mello, Rtca das Flores, I). 11, 1835-36, 
ìu-ibl. peq. 

n.*» 1 saio a lo de Abril de 1835 e o n.* 82 (ulti- 
mo) a 6 de Jiinho de 1836. Xos n.*** 1-76 trazìa, abaixo do 
titulo a divisa: Pode-se faxer a guerra ao despotismo^ sem 
indagar qvem he o despota. (Dos EEDACTOia':s), e, nos 
n.*»** 77-82, a epigraphe: Coìistitid^do e Fedro li. — Publi- 
cava-se às quintas-feiras e sabbados ainda que fossem dias 
santos. — Mez 640 réis, excepto em Junho de 1835, quando 
foi de 320 róis em prata, por causa do mau cobre que entào 
corria. Principalmente redigido por Josó Thomaz Nabuco 
de Araujo, dirigia-se de preferencia aos animos moderados, 
«nSo temendo desagradar aos homens de extremos, a quem 
so agradava o acrimonioso estylo da Bussola ou do Velho 
PeruaìnbucanoT^. — Raro; temos a collec^ao completa. 

83. — A Ponte da Boa- Vista. — Fernambuco, na Typ. 
Fidedigna, de J. N. de Hello, 1835 e 36 in-4^ 

n.* 1 de 1835 salo a 11 de Junho e o n.' 8 (ulti- 
mo) a 9 de Agosto ; reapparecendo em 1836 publicou o 



153 



n.- 1 a 11 de Abril e o n.' 6 (ultimo) a 28. Os n." de 1835 
traziam, abaixo do titillo, a epigraphe: Oiiardem-se todoSy 
qìie a bulha Ae certa^ oh ha de ficar vasia a Ponte^ ou 
entào OS seiis bancos so servirào de descanso^ emhora se 
diga: E qiie tal o Rahecaf e nos n" de 1836 : Quem seii 
inimigo poupa 7ias màos Ihe inorre (Ditado axtigo). Pabli- 
cava-se quando os redactoros queriam e vendia-se a 40 
réis o n.** avulso. — Jonialsinho hutnoristico, de feÌQilo ea- 
ramurUy no qiial eram ridicularisados sem piedade os chefes 
do partido contrario, corno Manuel de Carvalho, P.® Rezende, 
Nunes Machado, Ponce do LeSo, Manuel Zephirino dos San- 
tos, Frederico Augusto de Oliveira e P.^ Lopes Gama. Os jor- 
naes chiììmngos attribuiram-no a José Thomaz Nabuco de 
Araujo. Muito raro. Bìhh PfibL do Est. 

84. — Jornal de Variedades. — Penvimhmo, na Typ. 

de M. F. de Paria, Rua das Cruses, D, f), 1835, in-4«. 

n.» 1 salo a 14 de Junho e o n." 4 (ultimo) a 8 
de Julho. Mez 240 réis; n." avulso 60 róis.— Publicayao 
literaria que sahia aos domingos, pela manha, e constava 
de artigos sobre «modas, contos agradaveis e moraes, ane- 
doctas, poesias, etc.» Rarissimo. 

85. — A Guarda Avangada do Norte. — Per., na 

Typ. de Mamel Marquea Vianna, R. Direlia^ D. 20^ 
1835, in-fol. peq. 

n.« l salo a 13 de Jullio e o n.« 12 (ultimo) a 28 
de Setombro. Somanal. N." avulso 80 réis.— Filiava-se ao 
partido caramiuu e era attribuido a José Bernardino de 
Senna. — Rarissimo. 

86.— O TriunfO da Verdade. — Periodico 1 iterarlo, po- 
litico, e moral. --PemambucOy na Typ. de M. M. Vianna 
& Camp., 1835, ìn-4«. 

n.** 1 Silio 18 de Julho e o n.* 7 (ultimo?) a 5 de Se- 
tembro. Trazia, abaixo do titulo a divisa: Sempre l)ons 



160 



effeitos produx a verdade, e nào^ corno dixem, o odio^ que 
80 he parte da ignor ancia e da mentirà, (Do Redactor). — 
Semanario redigido por Jo^o Baptista e Mollo. Rarissimo. 



87. — Republicano Federativo. — Pemambucoy na 

Typ. de Nanoeì Marques Vianna, Rxia Direita, D. 20 j 
1835-36, in-fol. peq. 

n.^ 1 salo a l de Agosto de 1835 (^ o n.*» 8 (ulti- 
mo) a 10 de Mar90 de 1836. — Acima do titolo trazia urna 
vinheta representando um brazao d'armas, constante de um 
escudo, tendo na fronte o mar e ao fundo o sol surgindo 
por traz de um monte — encimado por uma aguia e ladeiado 
pelas fìguras da Republica e da Justicja; o abaixo a epi- 
graphe : 

Que montào de cadeias vejo al^adas 

Coni o nome brilhanie 
De leis ao beni dos homeìis consagradas? 
A naturexa^^ simples e co7hsta7ite 

Com penna de diamante 
Em breves regra^ esci'ereu no peito 
Dos humanos, as leis que Ihes tem feito, 

(Caldas). 

Primeiro ensaio jornalistico do tresloucado propagan- 
dista da republica universa!, Joao de Barros FalcSo de 
Albuquerque MaranhSo, jà entSo alcunhado de Barros Vul- 
cào^ que, no respectivo Prospecto^ «fazia sciente ao Res- 
peitavel publico que a doutrina do seu periodico era escripta 
unicamente para se delucidar a verdade, e por isso recom- 
mendava ao Povo que obedocèsse aos Magisbrados, e a estes 
que cumprissem os seus deveres, pois que o Povo tinha o 
direito de petÌ9ao, e nunca se devia armar para mudar a 
forma do Governo, o que so ao poder legislativo pertencia.» 
— Muito raro. BibL PubL do Est. 

Referem contemporaneos que a antonomasia do reda- 
ctor teve origem nos seguintes versos, finaes de uma apo- 
theose à Republica, recitados por Barros FalcSo, no Theatro 



161 



Nacional, quando mais vivo era o raacor contra os absolu- 
iistas: 

« Vulcào que ha de enffulir ceni mil columnas ! » 



88.—^ Cagalume. — Pemambuooy na Typ, de M. M. 
Manna & Oomp., 1835, in-4.° 

n.*^ 1 salo a 8 e n.® 4 (ultimo ?) a 29 de Agosto. 
Jomaleco humoristico contra os chhnangos. Rarissimo. 

89, — Cova da Oll9a« — Pemamhuco, na Typ. Fidedignay 
de J. K de Mello, R. das Flores, D. 17, 1835, in-4.^ 

n.** 1 salo a 13 de Agosto e o n.** 6 (ultimo) a 17 
de Setembro. Trazia, abaixo do titulo a epigraphe : Quàdo 
a On^n apparece tiido treme, Semanal. Vendia-se avulso 
a 40 róis, cobre Tnareado, — Era de fei^ao caramurii^ e ora 
attribuido a José Thoraaz Nabuco de Araujo, ora a Jos6 
Bernardino de Senna. — Multo raro. 

90. — Escudo da Monarchia Constitucional. — 

PernambuGO, na Typ. de AL M, Viarina, Rua Di- 
reità, D 20, 1835, in-fol. peq. 

n.^ 1 salo a 20 de Agosto e o n.^ 8 (ultimo) a 7 
de Outubro. Publicava-se às quarta-feiras. Mez 320 róis. 
Acima do titulo trazia urna vinhèta representando um li- 
rro, entro deus ramos de café e fumo, e sobre oste uma 
espada, em cuja foiba enla(;ava-se uma fìta com as pala- 
vras Codigos Braxilciros; e abaixo a epigraphe: 

// est temps de sativer d'tin naufrage funeste 

Le plus grand de tios bieìis^ le plus cìier^ qui notes reste, 

Le droit plus sacre des mortels generaux, 

La liberté: e' est là que iendent tous nos ì(mtx, 

(Voltaire). 

e, à esquerda a traducQSo portugueza. — Abertamente filia- 

do ao partido caramuru, combatia pela regencia da prin- 

21 



162 



ceza D. Januaria^ e era principalmente redigido por José 
Bernardino de Senna, por alcnnha o Papa-Algodào, que 
representou papel saliente no sccenario politico de Fer- 
nambuco durante o periodo regencial, e foi por muitos 
annos administrador do Trapiche do Algodao, do que pro- 
veio a sua pouca lisongeira antonomasia. Muito raro. 

91. — O Mesquita de Capote. — Pem., na Tjfp. de M. 

M. V. & Cbwip., Rwi Direita, D, W, 1835, in-4.« 

A 1.* Surtìda (n.°) foi a 29 de Setembro e a 7.* (ultima) 
a 3 de Novembre. N."* avulso 40 róis. Dizia ser de 600 
exemplares a sua tiragera. Atacava, com extrema virulen- 
cia de linguagem, aos chimangos e era por este attribuido 
a José Bernardino de Senna. No anno seguinte foi sub- 
stìtuido pero Mesquita Junior (N.** 96). Maito raro. 



92. — Gazeta Universal. — Peimambuco, na Typ. de Ma- 
noel Marqaes Vianna e Comp,, 1836, in-fol. med. 

n.** 1 salo a 4 de Fevereiro e o n.^ 107 (ultimo?) 
a 21 de Junho. — Sob o titulo trazia, à direita o calendario 
da semana, no centro as condÌ9nes da assignatura, e à es- 
querda a epigraphe : Non ego mordaci distrinxi car min 
quemquam, (Ovid. Trist C. 11.563). — Nào pretendemos 
offender d pessoa algmna com a nossa Oaxeta (traduc^Ào 
livrk). Mez 640 róis. — Diario commercial, muito noticioso, 
e aflfeÌ9oado aos caramurus^ era principalmente redigido, 
na parte politica, polo P.*' Francisco Ferreira Barreto, entao 
de volta da sua viagem {i Portugal. — ^Foi o primeiro jornal 
que em Fernambuco acompanhou ao Diurto de Pernam- 
buco no augmento de formato. Muito raro. Bibì. Pubi, 
do Est. 



163 



93. — ConstituiQ&O e Pedro 2''.—PemambucOy na Typ. 
deM.F.de Paria {n.^ 1-17); Parahyba, Tip. Parai- 
baruiy rua Nova, n.** £6, piihlieado por Henrique da Silva 
Ferreira Rabdlo (n.** 18) ; PernambuGo, na Typ. Consti- 
tuoionalf impr. por Jozé Vidonno de Abrea (n.^ 17-57), 
1836-37, in-fol. peq. 

n.^ 1 salo a IO de Marpo de 1836 e o n.** 57 (ultimo) 
a 25 de Fevereiro de 1837. — No alto trazia urna vinhéta re- 
presentando a ConstituiCj'ào aberta sobre um canhào, ao qual 
esta\a encostada urna espingarda, e sob o titulo a divisa: 
Uniào^ Pax, e Liberdade. Publicava-se duas vezes por 
semana e destribuia-se gratis. 

Està follia politica, mantida pelo negociante Luiz Go- 
mes Ferreira e redigida por Anselmo Francisco Foretti, José 
Tavares Gomes da Fonseca, Agostinho da Silva Neves, An- 
tonio Joaquim de Mello e Felippe Jjopes Netto Junior, filia- 
va-se ao partido chimatufo^ defendia o governo do P.® Diego 
Antonio Feijó, e tinha por principal objectivo combater a 
pretensa regencia da princeza D. Januaria; era comeQO sus- 
tentou viva polemica coni O Aristarco (N.** 8'J) Raro. BibL 
Pubi do Est 

94. — Anti-Regressista. — Pei^., na Typ, cfe M: F. de 
Fami, 1836, in-4". 

n^ 1 saio a 17 de Mar^o e o n.'' 5 (ultimo) a 7 de 
AbriL Sob o tilulo trazia a epigraphe : 

La fai est la Jìtstice esnrite. (Devis). 

e a respectiva traduc9ào portugueza. Redigido pelo P.® JoSo 
Barbosa Cordeiro, era de feic^Ho chimanya e pugnava centra 
o regresso ao absolutismo. Raro. 



95. — O Semanario Civil. — Jornal moral, politico, lite- 
rario, e noticioso. — Pemambuco, na Typ. de M. If. de 
Faì-ia, 1836, in-fol. peq. 

n.^ 1 salo a 17 de Margo e o n.^ 9 (ultimo?) a 7 de 
Junho. Sob o titulo trazia a epigraphe: bom escriptor é 



164 



util^ é necessario d stia na^; elle mostra o destino das 
couxas^ e deste a raxd^. (Do Redactor). Pablicava-se irre- 
gularmeiite. Mez 640 róis. Pertencia ao partido chitnango. 
Rarissimo. 



98. — ^O Mesquita Junior. — Pern„ na Typ. de Manoel 
Marques Vianna, R, Direita, D, 20^ 1 836, in-4.'» 

A 1* Reniessa (n^) foi feita a 25 de Mar90 e a 7* (ulti- 
ma) a 5 de Maio. Sob o titillo trazia a epigraphe: 

Arrepiam-se as carties e o cabello 

A tmm^ e a todos^ so de oiivil-^^ e vel-o 

Camòks. Cant. 5". Oit. 40. 

Jorualziiiho satyrico, que tinha por fioi, divertir-se 
com OS mirrecos — cMniangos — progresssistas^ e tozar de 
rijo as cataventos politicasi e cuja redacQSLo era attribuida, 
pelos adversarios, a José Thomaz Nabuco de Araujo; sub- 
stituio Mesquita de Capote (N.® 91), com o qual muito 
se parecia na fórma e no fiindo. Raro. 

97. — O Indigena. — Pernamhucoy Tip, de M. M, Vianna 
& Oomp.y Rita Direita, D. W, 1836, in-4^ 

n.** 1 salo a 7 de Abril e o n.*» 2 (ultimo) a 17. 
Sob o titulo trazia a epigraphe. Lihertas, honos qìie^ ei 
animi tiostra m dubia sunt e a traduc9ao : A nossa li- 
berdade^ honra^ e vida estào em perigo. 

Periodico chimango dirigido centra os regressistas. 
Raro. 

98. — O Ddspertador da Uni&o e da Or lem. — 

Fernambuco, na Typ, de J, N. de Hello, Rari das Fio- 
rer, D, 17, 1836, io-I''. 

n.® 1 e unico (?) salo a 18 de Abril. Nao recebia 
assigaaturas e vendia-se a 40 róis o n.** avulso. 



165 

^.> ' 

Periodico doutrinario redigido por JoBé Thomaz Na- 
buco de Araujo. No prospecto, inserto vl O Ari^tarco^ n/* 79, 
de 9 de Abril de 1836, lia-se quo nelle cpretendia o seo 
redactor mostrar spirito de um verdadeiro amigo da segu- 
ran9a, e tranquillidade dos seos concidadàos. 

cO temer de perder a affeÌ9So de alguma authoridade 
caprixosa, ou de merecer o odio de algum politico incen- 
diario, nSo teria no seo animo o menor dominio. 

«As justas quoixas, e reclama9oens do povo Brasileiro, 
e respeitozas indica^oens, que ao redactor parecessem pro- 
prias a remediar seos males: seriam o objecto desse novo 
periodico.» Rarissimo. 

09.— O PatUSCO Interessante. — Pemambuco, na Typ. 
Fldedigna, de /. N. de Melloj Rua das Fióre», D. 17 ^ 
1836, in-4^ 

0-n.^ saio a 9 de Maio e o n.** 2 (ultimo?) a 14. 
N.'' avulso 40 róis. Jornaleco satyrico centra os chirnan(/os. 
Muito raro. 

100. — ^A Caixa de Guerra. — PenianJ}ucoy iw Tip, de M. 

JL Vianna & Comp.^ Rua Direita^ D. 20, 1836, in- 
foi, peq, 

n.** 1 salo a 14 de Maio e o n-^ 4 (ultimo) a 12 
de Julho. Sob o titulo trazia a divisa: Nos Chirnangos 
darei grandes anufos, (Do Redactor). N.^ avulso 60 réis. 
Muito raro. BibL Pubi, do Est. 



101. — O Simplicio MOQO. — Pemambuco, na Typ. Fide- 
digna, Rua das Flores, D. 17, 1836, in-8^ 

n.'' 1 e unico (?) salo a 27 de Maio. Sob o titulo 
trazia a epigraphe: 

Cbstiimes^ nào pessóas eu censuro^ 
No sentido instriictivo^ grato e puro. 

Jornalzinho humoristico. N.^ avulso 40 róis.— Muito 
raro. 



166 



102. — O Diabo. — Periodico pulilico, e joco-serio. — Pem,, 
na Ihfp. de M. M. Vianna & Ccfmp.y Rua DireHa^ 
D. m, 1836, in.4«. 

n.« 1 salo a 30 de Maio e o n.° 3 (ultimo) a 17 de 
Julho. Sob titulo trazia a epigraphe: Eu mostrarei qu£ 
sou no estillo e obras. Satyrisava os chimangos, — Muito 
raro. 



103. — O Gainenho Politico. — Periodico para entreter, 
Peimambicco, na Typ. de M. F. de Faria, 1336, in-4^; 

n: 1 salo a 10 de Julho e o n." 10 (ultimo) a 29 
de Agosto. Sob o titulo trazia a epigraphe: 

As Pessoas acato^ incetiso o meì^to: 
Mdos prineipios semente^ erros exiremos 
Oamenho censura... Colisa nova! 

PubUcava-se aos domingos ao pre90 de 40 róis o n.® 
avulso. Muito raro. 

104. — Paquete do Norte. — Impr. eni Pemambucoy na 
Typ, de J. K de Metto, Rua das Flóì'es, D. 17, 1836-37, 
in-fol. med. 

n." 1 do Anno I saio a 8 de Julho de 1836 e o 
n.» 84 (ultimo) a 30 de Dezembro; o n." 1 do Anno II e 
(ultimo) a 15 de MarQO e o n.** 17 (ultimo) a 12 de Julho. 
Entro as duas primeiras palavras do titulo trazia urna vi- 
nheta representando uma barca velejando a todo o panno^ 
e abaixo a epigraphe: Heuretix qui saurait eomprendre 
comment orti peut étre libre en obéissaìit^ et servir en com- 
mandant. (Deger^vndo). Publicava-se em dias alternados 
e subscrevia-se mensalmente a duas patacas de prata (que 
entSo valiam 960 réis) na Typ. e na loja do Sr. Bandeira, 
na rua do Cabugà. — Exceliente folha commercial, copiosa 
em noticias e ìnforma<;pes, e sem pronunciada c8r politica. 
Baro. BibL Pubi do Est. 



167 



105. — O Consequente. — Jornal politico. — Pemambuco, 
na Tjfp. Fidedignay de J. N, de Metlo, Rua daa Flores, 
D, 17, 1837, in-4«. - 

n.^ 1 salo a 25 de MarQO e o n.** 8 (ultimo) a 26 
de Maio. Sob o titolo trazia a epigraphe: Se nào estais 
7'esolutos^ a conibafer sem internip^ào^ a ttido soffrer sem 
seder^ a ndo cancar jamais^ a nào afroiixar nunca, gìuzr- 
dai vossos ferroa^ e renunciai huma liherdade de que nào 
sois dignos, (La Menais). Publicava-se às sextas-feiras. 
Mez 240 réis; n.® avulso 60 róis. Periodico de opposic^ao 
ao governo do P.^ Diosfo A. Feijó. — Rarissimo. 

106. — O Echo da Religiào e do Imperio. — Pemam- 

buco, Typ. de M. M, Vianna, Rua da Penha, D, 28 
(n.^'' 1-3); i6e, Rua do Libramento, D. 6 (n.«M-6); 
na Typ, de Sanioè & Comp,, Rua da Cruz, D. 36 y 
(n.~ 7-67) ; na Typ. Fidedigna, de J. N, de MeUoy 
Esquina da Travessa do Rosario para o Queimado, 
S^ andar (d.**« 68-94) ; T)/p. Imp., de L. L R. Roma, 
Rua da Praia, Sobrado, D. 11 (n.<« 95-190), 1837- 
42, {0-4" (nr 1-94) e in-fol. peq. (n.'*^ 95-190). 

n/ 1 salo a 26 de Maio de 1837 e o n.« 190 (ulti- 
mo) a 29 de Julho de 1842. Semanal. Mez 320 róis; 
n.' avulso 120 róis. Ti*azia corno epigraphe, em francez e 
portuguez: ^Nós ensinamosj que em vex de introduxir a 
impiedade 7ia Lei^ he preciso que a Lei seja fundada na 
Religiào; que em vex de tirar ds paixdes a cadeia unica 
que OS comprime, he preciso reforQol-a*, Periodico reac- 
donario, de feiijao ultramontana, principalmente redigido 
pelo P.® Francisco Ferreira Barreto e JoSo Baptista de Sa, 
campeou quasi impunemente no periodo da maxima este- 
rìlidade jomalistica em Fernambuco. Raro. BibL Pubi, 
do Est 



168 



107. — Relator de Novellas. — Pemambxicoy na Typ. 
Fidedigna, de J. N. de MeRo^^Rua dm Flores, D. 17, 
1837, in-fol. peq. 

n.** 1 salo a 26 de Junho e o n.® 5 (ultimo) a 13 
de Julho. Publìcava-se às segundas e quintas-feiras. Mez 
400 réis; n.® avulso 80 réis. Era destìnado ao centreti- 
mento de todas aquellas pessoas apaixonadas por ler no- 
vellas, com especialidade o bello sexo, de quem esperava 
toda a protec9ao, promettendo a escolha, nao so das que 
estivéssem no idioma Portuguez, corno no Franeez, e In- 
glez, as quaes o Bedactor se daria o trabalho de traduzir, 
quando merecessem atten9ao». Rarissimo. 



108. — O ArgOS Olindense. — Periodico moral, politico, 
e literario. — Pemambuco, na Typ, Fidedigna de J, 
N. de Metto, 1838, in-fol. peq. 

n.*^ 1 salo a ... de e o n.** 24 (ul- 
timo) a ... de Sob o titulo trazia, em 

franeez e portuguez, a epigraphe : Qnelqices ivMants de 
stupeur^ et de découragement ne san pas uìie preiive 
qu'on a changé de sentime?is, d'ophiion oii de volante, et 
jusqu^a ce que -ce prodi gue s^opere^ il est permi^ de croire 
que le pmivair rester^a assvjetì aux lais de la raison, 
(GAsm.H). Kliado a politica liberal, foi redigido pelos aca- 
demicos piauhyenses Antonio Borges Leal Castello Bran- 
eo, Francisco José Furtado e Caserairo José de Moraes 
Sarmento. Muito raro. 



109. — A Forquìlha. — Foiba joco-seria. — Pemambuco, 
na Typ. de M. F, de Faria, 1841, in-fol. peq. 

n.° 1 salo a 2 de Outubro e o n.° 9 (ultimo) a 
30 de Novembre. No alto trazia urna vinhèta represen- 
tando deus individuos estupefactos diante de urna forqui- 



169 



Iha, em cujos galhos estava entrela^ada urna fìta contendo 
o titnlo, sob qual se lìam os segointes versos : 

Espanta; mas nào doesta 
Està innocente Forquilha, 
E patacca e bnncalhona^ 
Mas^ uUl, que maravilha. 

(Do Redactor). 

Publicava-se aos sabbados. Quartel 960 réis ; n.® avulso 
100 réis. — Periodico consorvador escripto em defeza do 
BarSo da Boa-Vista, centra os ataques d'O Echo da Re- 
ligiào e do Imperio e do Correio do Norie, Raro. 

110. — A Ordem. — Pemambucoy Typ, de M, F, de Parìa y 
1841, in-4« (n.« 1), in-fol. med. (nr 2-10). 

n.* 1 saio a 15 de Outubro e o n.** 10 (ultimo) a 
24 de Dezembro. Sob o titulo trazia a divisa: Viva o Im- 
perador / Viva o Braxil ! Publicava-se aos sabbados. Tri- 
mestre 1$000; n.® avulso 80 réis. Jornal consorvador redi- 
gido por José Thomaz Nabuco' de Araujo, e destinado prin- 
cipalmente a combater os separatistas, eque queriam dividir 
o Imperio do Brazil em dois, o do Sul e o do Norte, com- 
petindo o scoptro do 2® à Serenissima Princeza D. Januaria.» 
Raro. BibL Pubi, do Est 



111.— A Md^rciana.— Pem.y na Typ, Imp. de L, I. R. 



, — ^A Marciana. — Pem., na Typ, Imp. 
Rama, 1841, in-4'. 

n TI o 1 flRfn a 99. (\f\ Onfnhrn fi n n <> .R 



n.° 1 saio a 22 de Outubro e o n.° 3 (ultimo) a 5 
de Novembre. Semanal. N.** avulso 60 réis. Jornaleco 
saiyrico, escripto em prosa e verso, e destinado a cbater 
a fac9ao anti-maiorisia* ; teve comò antagonista Nicoldo. 
Rarissimo. 



22 



170 



112. — ^O NioolàrO. — Pem.y na Typ. dv M, F. de Fano, 
1841, m.4*. 

n." 1 salo a 2 de Novembre e o n." 5 (ultimo) a 13 de 
Dezembro. Sob o titulo trazia estes versos : 

NicolAo, se bem que cégo^ 
4- mah certa estrada trilha^ 
Nos sacios separadores 
Ha de dar grande forquilha. 

(Do Redactor). 

N.' avulso 40 réis. Escripto em estylo chocareiro se- 
cundava A Ordem na campanha centra os separatista^, e 
foi attribuido a Floriano Correia de Britto. Muito raro. 
Bìbl Pubi do Est 

113. — Correlo do Norte. — Fernambuco^ Typ. Imp. de 
L. L R, Ronuif Rua da Praia, D. 11, 1841-42, 
in-fol. med. 

m 

n." 1 salo a 20 de Novembre de 1841 e o n.^ 14 (ulti- 
mo) a 19 de Janeiro de 1842. Sob o titulo trazia a opigra- 
phe: E todo aqiudle que escaridalixar um destes peqiienos 
que creem em mim^ melhor Ihe fora que Ihe atassem d 
roda do pescogo u/na mó de atafona^ e que o langassem 
ao mar. (S. Marcos. Gap. IX, v. 41). 

Redigido por Antonio Borges da Fonseca, pregava a 
separaQSo do Norte, come imperio independento e tendo 
por soberana a princeza D. Januaria. Raro. Dibl. Pubi, 
do Est. 

114. — Aurora Pernambucana. — Jornal de Instrucgào 

e Recreio. — Pem,, na Typ, de M. F. de Favió, 
1841, in-4^ 

n." 1 salo a 22 de Novembre e o n." 2 (ultimo) a 29 
N.° avulso 100 réis. Periodico do litoratura amena. Raris- 
simo. 



171 



115. — O Eispelho das Bellas. — Pemanibuco, na Typ. 
de L. L R. Eania, 1841-42, in-4^ 

n." 1 salo a 16 de Dezembro de 1841 e o n.** 23 
(ultimo) a 24 de Agosto de 1842. Sob o titulo trazia a epi- 
graphe : 

Nada he bello^ nada he amavel^ 
Sem modestm^ e seni vìrtude, 

RlCHARDSON. 

Semanal. Trimestre 960 réis ; n." avulso 80 réis. Perio- 
dico literario que «tinha por firn a moralidade e instruc^ao 
das senhoras, e nSo tratava de politica». Constava de «apo- 
logos, anecdotas, maximas, charadas, contos, novellas e mo- 
das». No prospecto lia-se: «E' follia que todos os paos de 
familia devem dar a ellas para lor*. PubUcou um resumé 
da historia de Fernambuco assàs interessante para a ópoqba. 
Muito raro. BihL Pubi do Est. 



116. — O Diario Novo. — PernambtACo, Typ. ImparcicU 
de L, L R, Roma, Rua da Praia, D. 12, (n.*** 1- 
4 I), D. 11, (n.*^ 5-66 I), .V. 55 (n.<« 57, 1—28, 
Vili) ; T^UP' I^^P' da Viuva Roma & Filhos, ibe, 
(n.« 29, Vili— 70, IX); impr. por A. 31. dos 
Santos Ociminha (n.«* 60, V — 26, Vili) ; por Fran- 
daco Alves Xavier, (n.®** 1-15, IV^); por J. F. dos 
Santos {lì.^ 33-72 IX) ; por T. F. Pereira {n.^ 73- 
118 IX), e por J. F. de Souza (n.«« 119-133 IX), 
1842-49 e 1852, in-fo). raed. 

n.** 1 do Anno I salo a 7 de Agosto de 1842 e o 
n.** 119 (ultimo) a 30 de Dezembro; o n.° 1 do Anno II 
a 2 de Janeiro de 1843 e o .n.^ 279 (ultimo) a 30 de 
Dezembro; o n.** 1 do Anno ITI a 2 de Janeiro de 1844 
e n.' 282 (ultimo) a 30 de Dezembro; o n.** 1 do An- 



172 



no IV a 2 de Janeiro de 1845 e o n." 287 (ultimo) a 30 
de Dezembro; o n.** 1 do Anno Va 2 de Janeiro de 1846 
e n.° 280 (ultimo) a 30 de Dezembro; o n.'^.l do An- 
no VI a 2 de Janeiro de 1847 e o n."* 281 (ultimo) a 30 
de Dezembro ; o n.** 1 do Anno VII a 3 de Janeiro de 1848 
e o n.** 280 (ultimo) a 30 de Dezembro ; o n.** 1 do Anno 
Vni a 2 de Janeiro de 1849, a publicacjao foi interrompida 
de 1 de Fevereiro (n.« 26) a 9 de Julho (n.*^ 28) salndo, 
neste intervallo, a 24 de Abril, o n.** 27, consagrado à me- 
moria de Nunes Machado, e apparecendo o n.** 133 (ultimo) 
a 15 de Novembre de 1849; novamente suspensa a publi- 
ca^ao, so recome90u a 2 de Fevereiro de 1852 (n.** 1 do 
Anno IX e ultimo) e terminou de vez, coni o n.*" 70, a 30 
de Abril do mesmo anno. — Diario. Anno 7$000 (Anno I 
e n,^ 1-25, U); 10$500 (n.^ 26-200, II), e 12$000 (n.° 201, 
n, em diante.) N.«> avulso 160 réis. Tiragera 1200-2000 
exemplares. Fundado por Luiz Ignacio Ribeiro Roma e 
Joao Baptista de Sa, apresentou-se coni o segui nte program- 
ma: «Depois de tao grandes e variadas oscilla(?5es em todo 
o Imperio, parece que Fernambuco se acha emfim inaba- 
lavel e tranquillo, e que todos os espiritos se concentram 
em uma grande idóa: — a de fazer prosperar a nossa que- 
rida Patria, estudando os melos de o conseguir: agora mais 
que nunca se sente a necessidade de abrir um novo depo- 
zito ontie a Industria, a Agricultura, a Economia e o Com- 
mercio achem reunidos os materiaes de que carecem para 
caminhar seguros por cima de tao generoso terreno, e sob 
um c6o tao formoso comò o nesso, temos de convicgao que 
algum servÌ90 prestamos à provincia pubUcando uma folha 
diaria, que satisfa9a as necessidades nioraes e materiaes do 
paiz, e que represente sobretudo o actual pensamento do 
Commercio. 

«Eis aqui definido o Diario Novo. Conformando nos 
com uzo sancto de uma confissao de principios, que todo 
o jornalista deve ao publico, poucas palavras serSo necessa- 
rirs para explicar a nossa crencja, e quaes as doutrinas que 
terenios de defender. He para nós um dogma politico que 
o extenso territorio do Brasil deve para sempre constituir 
uma monarchia temperada e representativa. As idéas de 
ordeni se concentrao todas neste termo medio para o en- 



173 



grandecimento de todas as provincias ; e iiós teremos lugar 
de desenvolver e demonstrar este ponto com todas as for^as 
que nos suggerirem o amor da liberdade do nosso paiz. Jà 
d'aqui se collige, que se o Diario Novo receber còres poli- 
ticas, serào todas constitucionaes, e quo os aniigos de nossas 
instituÌ90es nào hesitarfto em saudal-o com benevoleacia. 

«A alma do jornalista deve ser um sanctuario de co- 
ragem e do lealdado, onde as paixOes temam de chegar-se, 
e onde nSo possa achar echo ataque algum pessoal. 

cO publi cista deve occupar-se das cousas^ e nao dos 
homens : a sua missào nSo he perturbar os lares domesti- 
cos; he sómente assìgnalar os melhoramentos que o paiz 
exige. 

«Xeste sentido serSo sehipre francas as paginas do 
Diario Novo^ e no que dissér respeito a particular inte- 
resse, com especìalidade aos nossos assignantes; fazendo 
cessar d'est'arte o mais odioso de todos os raonopolios, o 
monopolio da imprensa. 

«Urna parte do Diario Novo sere tambem consagrada 
a variados artigos de Litteratura, Poezia e Historia; esco- 
Ihidos das raelhores publica9(5es, que servii-ao .corno de re- 
frigerio a seria gravidade de outros assumptos. 

«N'uma épocha em que ainda passa corno moda entro 
nós ser frivolo e irreligioso, nSo podiao os Editores do 
Diario Novo esquecer-se da geraijao que se levanta para 
desvial-a dos horrores da incredulidade. As verdades do 
Evangelho, a philosophia do Christianismo sei^o derramadas 
no greraio das familias ; supprindo a escassez de nossa eru- 
dÌ9ao OS escriptos de tantos genios subii mos, que por toda 
a face do globo teni conseguido levar a fé ao cora^So do 
impio, comò o signal da redempQao e da gra9a. 

«Muitos objectos do reconhecida magnitude virSo seni 
duvida occupar as columnas do Diario Novo^ mas neni 
he possivel ac^ui moncioual-os, nem que os designassemos, 
podei^o ser agora apreciados. 

cO valor legitimo de uai jornal ho sempre calculado 
pelo seu ulterior desenvolvimento. Mas o que he incoii- 
testavel he que farenios por satisfazer o unico voto e am- 
bÌ95o que nos anima — ser uteis à nossa Patria.» Os Edi- 
iores. 



174 



Pouco depois retirou-se da redac^Eo Jo2Lo Baptista de 
Sa, e o Diario Novo constituio-se era orgam do partido libe- 
ral que, pelo facto da sua typographia estar localìzada na 
Rua da Praia, adquirio a alcunha de praeiro. A partir de 
8 de Seterabro de 18 i4 assumio a sua direcQào o General 
José Ignaeio de Abreu e Lima que, ajudado das amestradas 
e fulgurantes pennas de Urbano Sabino Pessòa de Melio, 
Felix Peixoto de Britto e Mello, Joaquim Nunes Machado 
e Felippe Lopes Netto, sustentou em suas coluriiuas accesas 
poleraicas com os proceres do partido ad verso, corno Nabuco 
de Araujo, Maciel Monteiro, Ferreira de Aguiar, Paula Ba- 
ptista, José Bento da Cunha Figueiredo e Floriano Correia 
de Britto, acastellados, em come90, n'O Lidador (1845-48) 
e mais tarde n'^ Uniào (1848-49). 

Lutando com contendores exercitados nas lides da im- 
prensa e destros em todos os manejos da politica, a taréfa 
de Abreu e Lima exigia qualidades excepcionaes de ener- 
gia e subtileza de argumentagao, de sagacidade e cautela 
nos ataques, e de vigilancia indormida para rechassar a 
tempo» as continuadas investi das dos contrarios; accrescia 
ainda, para . augmentar-liie as agruras, a necessidade de 
apresentar a miude justifica9ào plausivel aos actos da admi- 
nistra9ao provincial, muita vez evidentemente illegaes e ar- 
bitrarios. Jseste arduo posto de combate o General das 
Massas prestrou inestimaveis scrvÌ90s ao seu partido, reve- 
lando, com a frequencia exigida pelos acontecimentos, todos 
aquelles predicados singulares e conquistando o respeito 
dos proprios antagonistas ; infelizmente, certo descomedi- 
mento de linguagem impedio fixasse ent3o nos fastos do jor- 
nalismo pemambucano o typo acabado do polemista politico. 

Entrementes o dominio da praia em Pernambuco tor- 
nava-se cada dia mais insoffrivel, devido principalmente 
aos abusos inqualificaveis que Chichorro da Gama sugge- 
rirà e autorizàra para fazer-se eleger duas vezes senador e 
urna deputado ; o apoio robusto ató entao recebido do go- 
verno centrai come9ava a faltar-lhe notoriamente; os ga- 
binetes Macahó e Paula Scusa organizaram-se sem pedir à 
fac9ao um ministro. 

Estes factos vinham agitar turbulentamente a indocil 
massa popular que alicer9ava o partido, cujos directores. 



175 



num inconsiderado apégo ao poder, procuravani forfealecé-lo 
acceitando as mais coniproinettedòras alIìanQfiS. 

ad vento do ministerio de 29 de Setembro de 1848, 
presidido pelo Visconde de Olinda, «chef e mais graduado 
dos guaòirus* ou'conservadores, assignalou emfim o ter- 
mino da situa9ào liberal, e a repercussSo deste facto na 
provincia — que se orgalhava j ustamente da hegemonia do 
Norte — foi prodigiosa. 

Eleraentos heterogeneos, pervertidos por um dilatado 
regimen de indisciplina e de motins, pactuando com os 
o(Uos do partido decaìdo, instillaram-lhe profundamente o 
viiTis dissolvente dos seus desenfreados appetites de revin- 
dictas e das suas desvairadas ambigOes de poderio; trefegos 
republicanos, arvorando o pabulo dum nacionalismo radi- 
cai — comò Borges da Fonseca ; federalistas extemporaneos, 
disfargando a vacuidade das suas phantasias politicas sob 
denso véo de incomprehendidas doutrinas socialistas — 
corno Barros Falcào; gnabirùs despeitados por terem sido 
enxotados pelos correligionarios com a pecha de traidores, 
e a asquerosa turba destes immundos vibri5es que coleiam 
venenosos na vasa de todas as situaQòes anormaes, todos 
se congraQaram sofifregos com os praeiros^ engrossando 
considera velmente o numero dos inimigus da nova ordeni 
de cousas. 

De fennenta(;S,o tao deleteria so podia resultar a anar- 
chia e a guen'a civil. 

Mas, autes de appellarem loucamente para o supremo 
recurso das armas, os opposicionistas degladiaram-se furio- 
samente na imprensa com os detentores do poder; consti- 
tuindo corno que corpos de for^as regulares enfrentavam-se 
no primeiro plaino, o Diario Novo e A Uniào^ às vezes 
secundada pelo Diario de Pernambuco (o Diario Velho^ 
comò se dizia eutSo), discutindo ainda com alguma eleva- 
9ào de idéas e decòro de estylo; em tomo delles, porém, 
volitavam em chusmas — quaes bandos de ferózes auxilia- 
res, sem bandeiras e sem disciplina, obedecendo apenas às 
impulsSes momentaneas de obscuros caudilhos — as folhas 
de menor formato e importancia, na maioria pasquins abo- 
minaveis, escriptos em linguagem de alcouce, tecon'cndo 
aos mais toi*pes insultos, porejando as mais revoltantes 



176 



caluronìas, e, na faìna vii de tudo subverter, invadindo 
ìmpudentes até o lar do cidadào. 

Por firn, havendo os praieiros commettido o enorme 
erro politico de recorrer és armas em apoìo das suas preten- 
9oes, a revoluQSo cruciitou mais urna vez a terra pernambu- 
cana; Abreu e Lima fora do numero dos que mais te- 
nazmente condemnaram semelbante movimento, cujas fu- 
nestissimas consequencias ominava fataes : ainda assim 
coube-lhe paitilhar da amarga sorte dos venciJos com a 
perda da liberdade. 

Preso seu principal redactor, perseguido o proprieta- 
rio da typographia em que era impresso, foi mister suspen- 
der a publicaQao do Diario Novo^ cuja carreira se póde 
considerar terminada a 1 de Fevereiro de 1849; reappareceu 
é certo, de 9 de Julbo a 15 de Novembre do mesmo anno, 
e de 2 de Fevereiro a 30 de Abril de 1852, mas, apenas para 
arrastar curta e ingloria existencia sob a direcgao do 
Affonso de Albuquerque Mello e A. M. O'Connell Jerseye 

No jornalismo politico de Pernambuco o Diario Novo. 
occupa posi^ao conspicua; existem varias collec9oes com- 
pletas, comò as das Bibliothecas Publica do Estado e do Inst 
Archeo, e Oeogr, Pernam. 

in. — Annaes da Medicina Fernambucana. — 

Pernambuco, Typ, de SatUos & C, 1842-44, ìn-S** gr. 

n.® I salo em Outubro de 1842 e o n.*» VI (ultimo) 
em Fevereiro de 1844 (345 pp.). Trazia corno epigraphe: 

Desia arte se esclarece o entendimento^ 
Qit£ experiencias faxem repousando. 

CamOes. Ijus, Cant. VI. 

Publica9ao irregular. N." avulso 800 réis (n.** I-IV) 
e 500 réis (n."" V e VI). Orgam da Soeiedade de Medicina 
de Pernambuco^ fundada a 4 de Abril de 1841, continha tra- 
balhos dos seguintes membros da commissào de redac^So : 
Drs. Simplicio Mavignier, A. P. Maciel Monteiro, Fedro 
Dornellas Pessòa, J. J. de Moraes Sarmento, JoSo Laudon, 
Ferreira da Silva, José Eustaquio Gomes e Joaquim de 



177 



Aquino Fonseca, além de outros artigos, nàomenos Talìosos 
de coUaboradores. Foi, nSo so o primeiro jornal de medi- 
cina publicado em Fernambuco, comò a primeira pnblica<jao 
scientifica aqui apparecida. Baro. BibL Pubi, do Èst 

118.— O Artilheiro. — i2eci/f , Na Typ. de M. F. de 
Farla, 1842-43, in-4«. 

n.° 1 saio a 2 de Dezembro de 1842 e o nP 84 
(ultimo) a 30 de Setembro de 1843. Os n." 16-45 tra- 
ziam, acima do titulo, uma vinhéta representando um arti- 
Iheiro disparando um canhSo. Aos n.^ 1-45 serriam de 
epigrapbe estes vorsos: 

As bcUas sibildOj 
N<2s pedras estrugem; 
Os sucios s'erguerSo^ 
Nem tugem^ nem mugem. 

e os n^ 46-84 traziam a seguinte: 

€0s patrìotas disem que he doce morrer pela Patria; 
masy elles em seu carofào reconhecem^ que he mais doce 
viver para ella e a custa della (Marquez de Mabicà). 

Artilheiro capparecia quando Ihe tocava o servigo. 
Quem Ihe achava bonito o uniforme procuraya-o com os seus 
80 réis (n.** 1), ou 20 réis (n ~ 45-84), que elle nSo era soberbo, 
e tinha o cuidado de prevenir os amadores pelo veterano 
camarada Diario^ mas n&o entrava em engajamentos, por- 
que, tendo side voluntarìo, amava a sua liberdade.» — Foi 
fundado e principalmente redigido por JoSo Baptista de 
Sa, que, tendo deixado de fazer parte da reàsLCt^Ao Diario 
NovOj nas suas columnas defendeu a administraQ&o do fu- 
turo Bai^o da Boa-Yista dos ataques da imprensa do par- 
tido praeiro ou liberal, entao em forma9ao. — Foi o pri- 
meiro jornal que se declarou impresso no Becife, e nSo 
em Fernambuco. Baro. BibL Pubi, do Est 



2i 



178 



119. — O Guarda NacionaL — Fei-namòuco. Na Typ. 
Imp. de L. L R Boìna, 1842-44 e 1846, in-4«. 

n."* 1 salo a 9 de Dezembro de 1842 e a pablica9ào, 
muito irregular, foi suspensa, com o n.' 132, a 13 de Dezem- 
bro de 1844; reapparecendo, em 1846, publicou ainda 6 n.***, 
de 16 de Pevereiro a 13 de Mar90. — Trazia, acima do titalo, 
urna vinhéta representando um soldado de bayoneta cru- 
zada (a ~ 1-104), de arma ao hombro (n.®* 105-132), e por 
firn de arma descanQada (a.** 1-6), comò que alludiado és 
varias attitudes que os acontecimentos poUticos o obriga- 
vam successivamente a assumir. Servia-lhe de epigraphe, 
em todos os n.**" — A Oìmrda Nacional é creada para defen- 
der a ConstituiQao^ a Liberdade^ hidependencia e Integri- 
dade do Imperio, — (Lei de 18 de Agosto de 1831). — Perio- 
dico de feigao rasgadameute praieira cu liberal, teve corno 
princìpal redactor o Dr. Jeronymo Villela de Castro Tava- 
res; notabilizou-se pela violencia da sua linguagem e pelas 
theorias extremadas que proclamava. Dr. Jeronymo Mar- 
tiniano Figueira de Mollo, na sua Chronica da Rebelliào 
PRArEiRÀ (pag. 28) diz que o seu redactor «com estylo cho- 
careiro e accessivel ao vulgo, apresentava os principios mais 
falsos e desmoralisadores do povo, acoroQoava as tendencias 
mais anti-sociaes e anarchicas, e estimulava os senti mentos 
de odio e de antipathia de uns CidadSos contra os outros, 
e de opposÌQao ao Governo Geral e Provincia!». Nos n.** da 
segunda phase o citado chronista chega a descobrir «desfar- 
9ados appellos à insurreÌ9ao», que so devia rebentar mais de 
dous annos depois. Ha nisto a naturai exageraQào por 
parte de um adversario ; mas, forga é confessar que Guarda 
Nacional foi typo acabado de certo genero de jornalismo 
muito- pouco sympathico. Baro. Bibl. PnhL do EsL 



120. — O Paisano. — Pem, na Typ, de M. F. de Faria^ 
1843, in-4^ 

n." 1 salo a 23 de Fevereiro e o n." 22 (ultimo) a 7 
de Julho. Sob o titillo trazia a epigraphe: Os honiens nos 



179 



pareeerào sempre injustos^ emquanto o forem as pretenfdes- 
do nosso amor proprio, (M. de Mamca). Publicava-se 6s 
segundas e quintas-feiras. N.** avulso 40 réis. Era redi- 
gido pelo Dr. JoSo Horipes Dias Barrotto quo, no artigo 
de apresenta<^o, assim explicava o seu objectivo : «Reco- 
nhecendo cabalmente que essa porfiosa guerra, que recen- 
temente se vota ao governo do Sr. Baito da Bòa- Vista nao 
é parto de convìc9ào, nSo nasce de prìncipios politicos, 
alfim nao é mais que especulagào ou vindicta, des90 à 
arena periodiqueira para pugnar pelos sacros fóros da ra- 
zSio e da justi^a.» Raro. Bibl, Pubi, do Est 



121. — O Indigena. — Pemambuco, na Typ. Imp. de L, I. 
R, jRomaj 1843-44, in-fol. peq. 

n.*» 1 salo a 13 de Maio de 1843 e o n." 59 (ultimo) 
a 8 de Julho de 1844. No alto trazia urna vinhéta repre- 
sentando um indio, e, sob o tìtulo, a divisa : lAberdade ou 
morte! — Semanal. Trimestre 1$000; n.° avulso 100 réis. 
— Foiba liberal redigida pelo Dr. Jeronymo Vilella de Cas- 
tro Tavares e pelo P.* Francisco Muniz Tavares ; combatia 
a politica seguida pelos gabinetes de 23 de Mar90 de 1841 
e de 20 de Janeiro de 1843, aos quaes attribuia tenden- 
cias absolutistas, e sobretudo «a olygarcbia desenfreada que, 
havendo se apoderado do poder, a 19 de Setombro de 1837, 
ia conduzindo Fernambuco a um abysmo». — Em conse- 
quencia de artigos, insertos nos seus n." 22 e 24, foi pro- 
cessado, por abuso da liberdade da imprensa, Francisco de 
Paula Carneiro Le&o, seu autor, sondo absolvido. Raro. 
Bibl Pubi do Est 



122. — O Cometa. — Pernambuco, na Typ. Imp, de L, I, 
R. Rama, 1843-46, in-4^ 

n.« 1 salo a 19 de Maio de 1843 e o n.^ 34 (ulti- 
mo) a 15 de Janeiro de 1846. Os n.** 6-34 traziam, no alto, 
urna vinhéta circular representando um grupo de casas e, no 
firmamento estrellado, a lua e um cometa. Nos n.** 1-29 



180 



lia-se, sob o titolo, a divìsa : Quem nào qtier ser lobo nào 
Ihe veste a pelle, e nos n ~ 30-34 a eprigraphe : 

Quem diria, caso virgem! 
Que a foTfa de ventos sUs 
. Um Coìneta apparecéo 
Que arrazou os guabirus. 

(OuvEiRA..— ^Descripgao do Cachangà). 

Periodico praieiro, escripto pelo P/ JoSo Capistrano 
de Mendon9a, em violenta opposiQao és admiaistra^Ses con- 
servadoras da provincia; teve grande voga e o seu titolo, 
recordando o cometa de 1843« passoo conio alconha ao 
redactor, qoe ficco conhecido por Frei Cometa. Raro. — 
Bibl. Pubi do Est, 

123. — O Nazareno.— iVaza?e<A^ impr. por o Padre L. 
I. Andrade Lima, na Typ» Social Nazarena, Paleo 
da Matrix (n.** 1-54). Pemambuco, na Tip. Soe. Nor 
zarena de Antonio Borges da Fonseca & C, fiua da 
Penha, n° 5 (n.^ 55—64) ; Largo do Paraizo, n.' 4- 
(n.** 65-97) ; Affogados, mesma Typ, Rxta Direiia, 
Z). 1, impr, por Manoel Zeferino Pimentel (n.*** 98- 
136) ; Recife mesma Typ., Rua da Fiorentina, D. 8, 
(n.®* 1-71, IV), mesmo Impressor (n®* 1-54 IV); e 
Pedro Alexandrino Alves (n** 55-71, IV); mesìna 
Typ. Rua de S. Amaro, D. 12 (n^» 1-17, V); Typ. 
idem, de Beroaido Soaresdos Reis, ibe (n.®* 18-80, Vy 
impr. por Pedro Alexandrino Alves (n.®* 1—13, V) 
por Francisco José da Costa Medeiros (n.™* 44—80, V) 
Ti/p. Nazarena, Rtia da Giona, n.® 7, impr, por 3fa- 
noel Rodrigues Pinheiro (n.*« 1-81, VI) ; 1843-48, in- 
foi, med. 

Dorante os Annos I-IIl sairam 136 n."*, sendo o 
1« a 24 de Maio de 1843 e o oltinio (136) a 28 de No- 
vembri) de 1845; o n/* 1 de Aono IV salo a 3 de Fé- 



181 



vereiro de 1846 e o n.® 71 (ultimo) a 24 de Dezumbro; o 
n.** 1 do Anno V a 22 de Janeiro de 1847 e o n ® 80 (ul- 
timo) a 5 de Agosto ; o n.^ 1 do Anno TI e ultimo a 6 de 
Mar^o de 1848 e o n."" 81 (ultimo) a 23 de Junho. 

Os n.^ 53-80, V, traziam^ no alto, uma vinhèta repre- 
sentando brazSo d'armas da ConfederaQSo do Equador. 
Os n." 1-15 traziam a epigraphe: Quando a prepotencia 
cresce, e a murmura^ cessa, ai dos tyrannos, (Ratnal) e 
do n.* 16 ein diante: Para qite uma nofào ame a liberdade 
basta conhecel-a; para que seja livre basta querel-o, — Pu- 
blicMMjSo às segundas-,quartas-e sextas-feiras (n.~ 1 ; 1-49, V), 
e diaria, com o sub-titulo de Diario da Tarde (do n." 50, V, 
em diante). 

Anno 6^000 (I-IV), semestre 5^000 (n~ 1-49, V) e 
6^000 (do n."^ 50, V, em diante); n.» avulso 80 réis (n.«» 1- 
136, 42-71, IV, e 50-80, V) e 100 réis n.^» 1-41, IV, 1-49, 
V e 1-81, VI). — A publicapSo foi interrompida de 18 de 
Junho 20 de Agosto de 1844, de 28 de Novembre de 

1845 a 5 de Fevereiro de 1846, de 24 de Dezembro de 

1846 ^ 22 de Janeiro de 1847, e de 5 de Agosto de 1847 
a 6 de Mar^o de 1848, sendo que desta ultima vez dovido 
à prisSo do redactor. — Foi quasi exclusivamente redigido 
por Antonio Borges da Fonseca quo, nas suas columnas, 
deu largas à sua indole indisciplinada, com a violencia de 
linguagem habitual. 

Marca o inicio do jornalismo em Nazareth. Muito 
raro. BibL Pubi, do Est, 

124. — O Chora Menino. — Pem, na Typ. de M. F. de 
Paria, 1843, in-4.» 

n.' 1 saio a 29 de Maio e o n.° 10 (ultimo) a 31 de 
Julho. No alto trazia uma vinhèta representado uma mu- 
Iher e uma crian^a ajoelhadas chorando junto a uni tumulo, 
e a epigraphe: 

Vós^ que OS rossas impias ridas 
Zelosamente gvardais^ 
Por que quereis, 6 perversos! 
Ronbar a rida dos mais? 

(Um imitadok de Boca(ìe). , 



182 



SemanaL X.* avul^il) 20 ms. Dedarou ter sido de 
1.250 exemplares a tiragem do n.* 1. Era redigido pelo P.* 
Joào Barbosa Cordeiro e combatia a opposi^So feita ao go- 
verno do Bario da Bòa- Vista pel'O Ouarda Nacional e 
O Cometa, 

Sob tìtolo de Progravima lia-se no n.' 1 : «O Chora 
Meìiino tem por objecto a recordagSo das artìmanhas e 
trai^Des dos ficgìdos liberaes, desses que tem sido a causa de 
intempestìvas revoluQÒes, dando lugar a se derramar inutil- 
mente o sangue brasileiro, a despeito de todas as leìs divinas 
e humanas, bem corno aconteceu no logar acima citado, 
donde oste Periodico derivou o seu tìtulo. seu firn é a 
paz, e por ella nao cessare de fazer Yotos ao Deus do Brasil.» 
— Como complemento à explica<;ào do tìtulo, apparentemente 
exdruxulo, acrescentaremos ser tradi<;ào que, por occasiSo 
da formidavel revolta militar bavida, no Kecife, em 14, 15 
e 16 de Setembro de 1831, foi massacrado grande numero 
de soldados amotìnados no lugar que ainda hoje conserva 
aquella denominac^ao. Raro. Bibl. Pub, do Est 



126.— O Athleta. — Pemambuco, Typ. Imp. de L, Ronuif 
1843, in~fol. med. 

n.» 1 salo a 3 de Setembro e o n.° 7 (ultimo) a 21 de 
Outubro. Sob o tìtulo trazia a epigraphe ; 

Valor^ constancia^ 

Virtude^ esfor^s^ os unicos remedios 
Sào dos males da Patria, Lamentalni, 
Choral-a em odo vii é ser covarde^ 
E^ nào ser Oidadào^ nào ser Romano, 

(Catao, por Garret). 

Semanal. Trimestre 1$000; n.** avulso 100 reis. — 
Periodico praeiro que combatia o governo do Bai^ da Bòa- 
Yista, degladiando-se com Chora Menino e A Estrella. 
Raro. I^bl, Pub, do Est, 



183 



126. — O CatholicO. — Pem., na fyp- de M. F. de Farla, 
1843-44, in-lo 

n.' 1 salo a 3 de Setembro de 1843 e o n/' 57 (ulti- 
mo) a 29 de Setembro de 1844. Sob o tìtulo trazia a epi-» 
graphe: Deos nos elegeu em Christo antes do estabeleci- 
mento do niundo pelo amor^ que nos teve^ para sermos e 
sanetos e inimaculados diante de seiis olhos (S. Pauu) aos 
Episeos). — Pablicava-se aos domingos. Trimestre 600 róis. 
— Periodico religioso que tiuha co utilissimo firn de alentar 
a Fé, e de inspirar as virtudes Christàas». Raro. Bibl. 
Pub. do Est. 

127. — A Estrella. — Pem., na Typ, de M. F. de Farla, 
1843-44, in-fol. med. 

n." 1 saio a 4 de Outubro de 1843 e o n.- G8 (ulti- 
mo) a 16 de Setembro de 1844. Sob o titulo trazia a divisa : 
Throno e ConstituÌQào. — Progresso e Ordem. 

Publicava-se duas vezes por semana. Serie de 20 n.^* 
2$000; n." avulso 100 reis. Jornal conservador redigido 
pelo Dr. Francisco de Paula Baptista, que, esplicando a 
divisa adoptada, dizia: «Cremos, e cremos fìrmemente que 
a NapSk) Brasileira n2k> pode existir sem Throno e Consti- 
tuÌ9lU), que a desapparÌ9ào da Monarchia seria o mesmo que 
a aniquila<;ào da Na(;2k). Em defender estes dous objectos 
sempre achamos poucos os nossos esfor^os.» 

Muito noticioso e variado, consagrava urna secyào 
especial — Revista dos Jornaes — à analyse dos contempora- 
noos. cBem que politico, disse Sacramento Blake, este pe- 
riodico era muito doutrinador; sua missSo era mostrarci 
perìgos e os males que resultam das luctas pessoaes em poli- 
tica, e desenvolver a industria, as artes e outras fontes de 
progresso e de riqueza da provincia.* Raro. Bihì. Pubi, 
do Est. 



]84 



128. — O AmigO dos Homens. — PemcmbucOf Typ.de 
8anio8 A Oomjmnhia, 1844-48, in-fol. peq. 

n.» 1 salo a 7 de Janeiro de 1844 e s publica^So per- 
durou r^Tilarmente até 1848. Seraanal. Di stribuÌ9aoJ gra- 
tuita. Trazia corno epigraphe: €A Religiào Christà^ que 
parece destinacla so para o beni da rida futura^ fax a nossa 
feliddade aiìida mesnio na vida pfesente.T^ (Montesquieu. 
Espr. des L^^Cap. 3. L. 24). Jomal de propaganda reli- 
giosa. Raro. Bibl. Pubi, do Est 



129. — O Jo&O Pobre. — PemartibwMy Ty, Imp. de L. L 
B. Roma, 1844 e 1845, in-4«. 

n.* salo a 21 de Mar90 de 1844 e o 2 a 21 de Abrìl; 
reapparecqu em 1845, saindo o n.'^ 3 a 26 de Agosto e o 
n.° 6 (ultimo) a 2 de Outubro. Trazia no alto urna vinhèta 
representando o passare de seu nome, e sob o titnlo, as 
epigraphes, nos n.~ 1-2: 

Se fallar dos Franciscanos 
Pode Naimco que é nobre^ 
Fallar delle e da mais suda 
Pode mui bem a Joào Pobre, 

(F1.0RIPES. Gap. 6. § 39) 
e, nos n.**" 3-6 : 

Quem nào conhece 
Mestre Nabueo^ 
Veja retraio 
Desse maluco 

Jomaleco satyrico dirigido centra José Thomaz Nabuoo 
de Araujo — por alcunha dos adversarios chamado Joào 
Pobre — e attribuido ao P.« JoSo Capistrano de Mendon9a. 
Muito raro. Bibl. Pubi, do Est. 



185 



130.— Gazeta do Tovo.—Penimnbucoy na Typ. Imp. 
de L. I. R, Roma, 1844, in-4^ 

n." 1 salo a 28 de Margo o o n." 4 (ultimo) a 6 de 
Maio. Sob titolo lia-se a epigraphe: 

Ah/ se de brios estimulos nao sentes 
Xo cora^ào^ e livre ser nào sabes^ 
Manada viì^ sabe servir ao vìcnos^ 
E soffrer^ e callar^ e n urica mais te qneixe^. 

(Cast. An. Pari.) 

N.° av\ilso 40 réis. Jornaleco praieiro. Muito raro. 
BibL Pubi do Est. 

131. — Mannota. — Pemavibueo, na Typ, Imp, de L, L 
i?. Roma, 1844, in-4^ 

n,^ 1 salo a 12 de Abril e o ii." 2 (ultimo) a 24.— Sob 
o titulo, e por baixo dos seguintes vei'sos : 

Nesia mannota perfetta 
Verao todos os leitores 
Quaes sào os aduladores. 

Do Barào, 

trazia vinhétas caricatas allusivas a amigos do Bai^o da 
Boa-Tista, que no texto eram cobertos de improperios. — 
Muito raro. BibL Pubi, do Est, 



132. — O Foguete. — Nazareth, na Typ. Soe. do P.« L. L 
de A. Lima, Pateo da Matriz, 1844, in-4®. 

n.® 1 e unico safo a 29 de Junho. Trazia, sob o titulo, 
a epigraphe: eniendi merito^ que as verdades abre^ moieja 
a fama de patranhas mestres. — (Bocage.) N.* 40 réis. — Re- 
digido por Antonio Borges da Fonseca, centra os €soii di- 
sani amigos da monarquia», foi o segundo jornal que se 
publicou em Nazareth. Rarissimo. Bfhì. Pubi, do Est. 

24 



186 



133. — O Guararapes. — Pei^nambìico, na Typ. de M. F. 
de Faria, 1844, in-fol. med. 

n." 1 salo a 8 de Agosto e o n." 22 (ultimo) a 18 de 

Outubro. Sob titillo trazia a epigraphe : Honiens 

cujos principios forào repellidos pelos poderes politicos na- 
cionaeSy entendem que os detwm fax^r prevalecer, tentando 
revolucionar o Imperio. (ProclamaQao de S. M. I. aos Bra- 
sileiros, em 19 de Junho de 1824). — Jornal conservador 
redigido por José Thomaz Nabuco de Araujo. Raro. Bibl. 
Pubi, do Est. 

134 — ^O Begenerador Brazileiro. — Nazareth, na Typ. 

Social Nazarena, Paleo da Matriz (n.~ 1-3); ibe, na 
Typ. So8. do P.® L. L de A, Lima (n.*» 4); Pernam- 
bucOy na Typ, Sosial Nazarena de A, B, da Fonseca 
& O.y Bìia da Penha, n.** S (n.^ 5 e 6); na Typ. 
' Imp. de L. I. R. Roma, (n.^ 7) ; fia Typ. Nazarena de 
A. B. da Fonseca, Paleo do Paraizo, D. 4 (n** 7 11-10) ; 
AffogadoH, meama Typ. Rua Direila, n.® 1 [tì."^ 11-15); 
impr. por Manuel Zeferino Pitnentel (n."* 12), 1844 e 
1845, iu-4«. 

n." 1 salo a 22 de Agosto de 1844 e o n." 7 a 6 de 
Setombro; publicacjao foi interrompida até 2 de Agosto de 
1845, quando saio o n.' 7 II, e terminou, coni o n.** 15, a 28 
de Outubro. Os n.®* 1-7 traziam, sob o titulo, a epigraphe : 

Sessa tiido o que antiga musa canta 
Que antro valor mais alto se levanta. 

CamOes. 

N." avulso 40 réis, raenos o n,® 8 que, por ter 18 pp., 
custava 80 réis. Este periodico, redigido por Jacintho Ma- 
nuel Severiauo da Cunha, por antonomasia Jacintho dos 
OculoSj dizia ter por objocto «dar aos Brazileiros o Bra- 
zil, e entregar-lhes o commercio, que era entao sómente 
para os avidos e ambiciosos europeus». Raro. Bibl. Pubi, 
do Est. 



187 



135. — O Pernambucano.— Pe;7iam6uco, Typ. de San- 
tos e Oomp.f Rtui da Cruz do Baiiro do Recifej n,^ 56, 
1844, in-fol. med. 

n.*' l saio a 2 de Setenibro e o n.° 8 (ultimo) a 17 de 
Outubro. Sèrie de 25 n.*»« 1$000 ; ii.« aviilso 80 réis. Perio- 
dico doutrinario, de feigao conservadora, que se occupava 
de preforencia coni a politica geral e abundava em ari;igos 
religiosos. A sua redac9ao era composta do P.® Miguel do 
Sacramento Lopes Gama, José Bento da Cunha Kgueiredo, 
Pedro Autran da Matta e Albuquorque e Francisco JoSo 
Carneiro da Cunha. Raro. I^ibl. Pubi, do Est. 

136, — O Verdadeiro Regenerador. — Peì^xambuco^ 

Typ, Sor. Nazarena de A, B. da FonsecOy Bua da 
Benha, n.*> 5, (n.*>* 1-3) ; Largo do Baraizo, «.^ 4 
(n.«« 4-18) e Bua IHreita, D. 1 (n.^"* 19-35), impr. 
por Manoei Zeferino Phnenfe/ (n."'' 25-35), 1844-45. 
in-4^ 

n.» 1 salo a 7 de Setembro de 1844 e o n.'' 35 (ulti- 
mo) a 16 de Agosto de 1845. Sórie de 25 n.^" 1$000 ; n.*»avulso 
40 réis. Eedigido por Antonio Borges da Fonseca, constava 
das costumadas declama9òes em prol da fórma de governo 
republicana e do monopolio do commercio a retalho para 
OS nacionaos. A pretoxto de injurias centra a imperatriz 
e principe imperiai, contidas no n.» 17, de 15 de Mar^o 
de 1845, seu redactor foi preso. Raro. Bibl. Pubi do Est. 



137. — O Espelho. — Beì-nainbuco, Tip. Sos. de A. B. da 
Fonseca, Largo do Baraizo, n.® 4) 1845, in-8® peq. 

Saìram 4 ou 5 n.*" a partir de Fevereiro. N.° avulso 
20 réis. Redigido por Antonio Borges da Fonseca, desti- 
na va-se «a aprezentar em estylo forte os caracteres dos 
figurOes que nos opprimissem, e a fazer profecias». Ra- 
rissimo. 



188 



138.— O Lidador.— Pemamòuco, na Typ, de M. F. de 
Farla (n." 1-10) ; Th/p. da Uniào^ Bua Bella, n. 45, 
impr, por Geraldo Correla Lima (n.** 11-159) e /osé 
do8 Santo» Torres (160-311), 1845-48, in-fol. med. 

n.*> 1 salo a 17 do Mar90 de 1845 e o n.' 311 (ul- 
timo) a 12 de Agosto de 1848. Sob o titulo trazia as 
segnintes divisasi 

Conservofào da oì'dem publica, 
Stistenta^'ào do Thrmio Impenni. 
Mamiten^ao das Iìistitiiì(;des liberaes. 
Fkl observaìieia das Leis. 
Ausieridade na repressào dos crimes. 
Progresso indtisirial e maral da popula^'ao. 

Publicava-se quinzenal - (n.'* 1-21) e semanalmcnte 
(nr 22-311). Sórie de 20 n.*^ (1-21) e de 2n n.^ (22- 
311) 2$000; n." avulso 120 réis (n.*^ 1-21) e 100 réis 
(n.*^ 22-311). Orgao do partido consorvador, tove corno 
redaetores Antonio Peregrino Maciel Monteiro, José Tho- 
maz Nabuco de Araujo, J. J. Ferreira de Aguiar, Benive- 
nuto Augusto de Magalhaes Taques e Jeronimo Marti niano 
Figueira de Mollo. Como follia de opposÌ9ao sustentou 
renhidas discussCes com a imprensa officiai e officiosa, 
notadamente com o Diario Novo^ e, apezar do seu cara- 
cter pronunciadamente politico, publicou coni freqnencia 
nunierosos e variados artigos de sciencias, artes e letras. 
Do seu extenso e bem lan^ado Prospecto destacamos o 
seguinte trecho : «A empreza que tomamos sobre nós he 
difficil, mas he bum merito digno de louvor, he huma 
dedica9ao generoza, e patriotica, arrostrar essa torrente 
devastadora, que nos levarà ao precipicio, se ajudada da 
indifferenga : he so a energia do espirito publico, que nos 
ha do salvar; se vier o desanimo, se o egoismo prevale- 
cer, a fac9ào que hoje domina, forte pela posÌ9ao officiai, 
que usurpou à maioria, ha de impor a na9ao, e continuar 
contra o voto della sua ex.istencia fatai, ató precipitar-se 
com Throno e o Imperio nos vortices da anarchia, que 
ella tom cimentado». 



189 



A missào à'O Lidador foi continuada, coni ainda, 
mais vasto programma peVA Uniào^ jà corno partido no 
poder. Baro. BibL Pubi do Est. 



139. — O Clamor Publico. — Pem 'imbiuto, na Typ. de 
M. F, de Farla (n.** 1-5) ; Recife, Typ, da Uniào, 
Rua Béla, n: i5 (n.«» 6-89) ; Rua do Seve (n/ 90) ; 
Rtia da Uniào (n.^ 91-99) ; impr, por Geraldo Cor- 
rela Lima (n.«* 6-99), 1845-46, in.4' (n.^» 1-90) e 
in-fol. peq. (n.^ 91-99). 

Ti.o 1 salo a 6 de Abril de 1845 e o n.'^ 99 (ulti- 
mo) a 4 de Julho de 1846. Os n.*** 1-90 traziara, sob 
titillo, a divisa : Ordem. e lÀberdade^ e os n."* 91-99 
mais as epigraphes : Os povos sào por vckbs trnhidos pelos 
seìis delegados co o as viuras^ orfàos e ause ni es pelos seus 
procuradores. — A celebridade do crime perpetua a sua 
execracào. (Maxs. do iL de MaricA); os n."* 91-99 osten- 
tavam, no alto, urna vinhéta representando a Fama a voar 
de tuba emboccada, e sob o titulo, traziam, à esquerda m 
epigraphes citadas, e, à direita, os vei*sos: 

Eis sóa audax clarim da patria aff lieta, 
Spu som terribil pedird victoriu. 

N.« avulso 40 réis (n.^" 1-90) e 80 róis (n.*»" 91-99). 
Redigido principalmente pelo Dr. JoRo José Ferreira de 
Aguiar, filiava-se à politica conservadora, fazendo energi- 
ca opposicjSo às administra^oes provinciaes do partido con- 
trario. — Era seu editor responsavel Henrique de Azevedo 
Mollo. Baro. Bibf. Pubi, do Est. 



140. — O Azorrague. — Pemambuco, Typ. Imp. de L. L 
R. Roììia, 1845-46, in-4^ 

n.*» 1 saio a 5 de Maio de 1845 e o n.° 61 (ulti- 
mo) a, 20 de Abril de 1846. Sob o titulo lia-se a divisa: 
Assim querem^ a^sitn o teuhào. Periodico praieiro ge- 
ralmente attribuido ao P.® JoSo Capistrano de Mendon9a. 
Baro. BibL Pubi do Est. 



190 



141. — ^A Carranca. — Periodico politico, moral, satyrioo, 
comico, — Recifey Typ. da Uniào, ma da Ifniào, n.' P, 
impr, por Geraldo Correia Urna e José dea Sardo» 
TofTcs, 1845-46 e 1847, in-8/ peq. (n ~ 1-24) e 
in-4" (n.'^ 25-87 e 1-25). 

n." 1 salo a 10 de Maio de 1845 e o n.** 87 (ultimo) 
a 13 de Agosto de 1846 ; roappareceu a 4 de Ma 1*90 de 1847 
(n.^ 1), sahindo n.° 23 (ultimo) a 8 de Setembro. No alto tra- 
zia urna pequena vinhèta representando uma cabe9a de Me- 
dusa (n.**" 1-24) e uma carranca (n.** 25-87 e 1-25). N.** avulso 
20 réis (n.^ 1-24) e 40 réis (n.^ 25-87 e 1-25).— Jornalzi- 
nho politico-satyrico fillade ao partido conservador e redi- 
gido, na primeira phase, por JoSo Baptista de Sa, M. Coelho 
de Cintra, Dr. José Nicolau Eegueira Costa, Dr. A. P. Maciel 
Monteiro, Luiz da Costa Porto Carreiro e outros, e na se- 
gunda exclusivamente pelo primeiro. — Multo chistoso e 
mordaz, teve grande repercussao entre os contemporaneos. 
Baro. Bibl. Pubi, do Est 



142. — O Fog^ete. — Fernambucoy Typ. Imp. de L, L 
lìoma, por S, Oaminha (u.** 1-3) e por D, S. do 
Espirito-Santo (n.*» 4), 1845, in-4.*' 

n.° 1 saio a 19 de Maio e n.® 4 (ultimo) a 9 de 
Setembro. Sob titulo trazia a epigraphe ; 

■ 

Nào tenhas niinha Mtisa, medo delles^ 
Vai batendo de rijo^ fógo nelles, 

J. A. DE Macedo. 

Jomaleco praieiro^ destinado, e a por no olho da rua 
as maganeiras da alta gerarchia ca6awo-5f«a6irti»,atacavade 
preferencia O Clamor Publico, Raro. Bibl. Pubi, do Est 



191 



143. — O Lidador Monstro ou Registro das demi^sdes 
e reformas dadas aos qiie pertencem ao partido da ordem, 
em razao da adhesào que elles oonsagrào ao Seohor 
Dom Fedro Segando, ou quadro da inversao revolu- 
cioDaria e anarchieadora operada durante or 36 dias 
da fatalissima administra^ào do vice-presidente Manuel 
de Sousa Teixeira. — Pei-nambuco : Typ. da Uniào, Rua 
Bella, n.^ ^5^ impi\ por Geraldo Correla Lima, 1845, 
in-fol. 

n.M e unico salo em Agosto. Sob o extenso caboga- 
Iho trazia a ironica divisa: Ad perpetiiam rei meniorium. 
Constava da lista de 303 nomes de individuos dimittidos 
ou reformados durante aquélla aduiinistra<jào, de 5 de Juuho 
a 11 de Julho de 1845. Rarissimo. Blbl. Pubi, do Est. 

144. — ^EchO da Verdade. — Recife, Typ, Nazarena de 
A. B. da Fonsecaf ao Patex) do Paraizo, D. iy impr. 
por M. Z, Pimeniel (p.^ 1) ; Affbgados, mesma Typ, 
Rita DireUa, 7i.** 1, niesmo impra. (n.~ 2-7), 1845, in-4'\ 

n.** 1 saio a 19 do Agosto e o n." 7 (ultimo) a 22 de 
Noverabro. Sob o titulo trazia a divisa: Viva a Monarchia 
Consiitucioìial^ e a epigraphe : Chegou o momento em qtve 
cada cidadào deve offerecer ao seu Paix o tributo de stuxs 
reflexdeSy e submetter os seiis penaamentos a todos OAiuelles 
qu por hum interesse commiim eMào ligados, (Coxdorcet). 
ir.** avulso 40 róis. Escripto em opposigao ao presidente 
Chichorro da Gama. Raro. BUA. Pubi, do Est. 

145. — O Verdadeiro. — Affogados, Typ, Naz. de A. B. 
da Fonsecciy Rtia Direna^ n."* 1, impr. par Manuel 
Zeferino PiTnenjbel^ 1845, 171-4*". 

n.^ 1 salo a 3 de Setembro e o n." 3 (ultimo) a 2tì. 
Sob titulo trazia divisa e a traduc(;ao : 

Fiat justitia^ pereat mmulns. 

Pratiqtie-se a justira^ embora se aniqnille o mando. 



192 



N.^ avulso 40 róis. — Era redigido por Antonio Borges 
da Fonsecd; e no seu artigo de apresenta99U) lia-se: cEntre 
OS dous partidos que se despedaQam mutuamente por amor 
ao mando Verdndeiro é neutro. seu brado, que re- 
.percutirà em todo o Brazil, sera sempre: Marte aos tira- 
nos! guerra ao poder violento e arbitrario! ^ Raro. Bibl. 
Pubi.' do Kst 



146. — O Sete de Setembro. — Periodico polìtico, moral, 
e literario. — PemanibucOf Tip» Imparcial de L. L R. 
Roma (p.**l-59), impr.por 8anto8 Chminha (n.*" 53-59), 
1845-46, in-fol. med. 

n.*» 1 salo a 7 de Setembro de 1845 e o n.^ 59 (ulti- 
mo) a 16 de Abril de 1846. — Publicava-se às tergas e sextas- 
feiras. Semestre 4^000; n.** avulso 80 róis. Periodico libe- 
ral escripto pelo P.® Miguel do Sacramento Lopes Gama em 
apoio da administracjao do presidente Antonio Pinto Chi- 
chorro da Gama. A proposito do apparecimento deste jor- 
nal, A Carranca publicou, no n> 55, de 3 de Janeiro de 
1846, seguinte soneto satyrisando as frequentes mudan- 
9as de opinides politicas do P.* Lopes Gama: 

■ 

^Frei Miguel quando fot Coxoiuador 
Huma cara politica exhibio; 
Segunda^ differente se Ihc vio^ 
No SoNAMBULO vil^ perturbador. 

Tres caras leve no Haemoxisador, 

Pelo qual bellos cobres engulio; 

A quarta cara Quando redigi o^ 

vao Federausta. — Oh! Céos! Qu'horror ! 

Quatro caras diiersas sé contaes! 
Ei'lo CARAPUCEmo, a ser sem ser^ 
Do regresso^ da fé; dos liheì'oes! 

Sommavào etneo: a sexta veio a ter 
No seu Pernambucano, ainda quix mms^ 
No Sete de Setembro, as sete encher.y> 

Raro. Bibl Pubi do Est, 



193 



147- — O Liberal Afogadense. — Affogados^ Typ. Naz. 

de A. B. da Fcmseca^ Rua Direiiaj n." 1, impr. por 
Jlanoel Zefeinno Pimentef, 1845, in-4.® 

n.» 1 salo a 11 de Setembro e o n.« 8 (ultimo) a 1 de 
Dezembro. Tinha por divisa : Guerra aos tyrannos ! 

Jomaleco de (opposi ySo ao partido liberal. Raro. Bibl. 
Pubi, da Est 



148. — O Aré»ra. — Peìimmhucoy Typ. Imp. de L. L R, 
Rama, 1845-4& iii-4.« 

n.'» 1 salo a 30 de Setembro de 1845 e o n.** 10 (ul- 
timo) a 28 de Janeiro de 1846. No alto trazia uma vinhéta 
representando uma aràra de batina, de p6 sobre uma pedra, 
tendo no bico uma regna, na pata direita um puQhal, na 
esquerda um peixe, e sobre o peito uma caixa de esmolas* 
Sob titulo lia-se a epigraphe : 

Cesse tudo o que a antiga Musa canta 
Que mitro valor mais alto se leranta. 

Jomaleco praeiro piincipalmente dirigido centra o 
tenente-coronel Manoel Joaquim do Rego e Albuquerque. 
Raro. Bibl Pubi do Est. 

149.— Clamor Publico Monstre— Jfeci/i', Typ, da 

Uniao, Rua Bella , n.^ 4-5 impr. por Geraldo Correla 
Limo, 1845, in-fol. med. 

n.** 1 e unico salo em dias de Setembro, seni data 
precisa. Jornal consen-ador. Rarissimo. BibL Pubi, do 
Est. 

150.— O Praeiro. — Periodico politico tam sómeule. — 
Peni., Typ. Imp. de L. I. R. i?., 1845, 10-4.** 

n." 1 salo a 23 de Outubro e n.* 8 (ultimo) a 14 de 

Dezembro. Sob o titulo trazia a epigraphe: Liberdade 

25 



194 



na elleifào dos representantes do Paix^^ recta administra^o 
da justi^^ economia iios dinheiros publicos (Mìxima do 

PARTIDO NACIONAL). 

Escripto ein lingaagem «joco-seria e forto», tìnha por 
objecto cajudar o partido nacional na grande empreza de 
fazer baquear o partido olygarcha.» Raro. Bibl. PìM. 
do Est. 



151. — A VOZ da Beligi&O.— Pe^7iawi6weo, Typ, de San- 
toH & Companhiay 1856-50 in-4." 

n." l salo a 4 de Janeiro de 1846 e o n.^ 26 
(ultimo) a 29 de Dezembro de 1S50. Sob o titulo trazia 
a epigraphe : Uniis Dominus^ una Fides. (Ep. ad. Ephes. 
IV. 5), Joraal religioso rcdigido pelo Conego Francisco 
José Tavares da (lama qiie, no Prospecto^ assim explicou 
a razSo do seu apparecimento : «Beni persuadidos de que 
no actual estado da sociedado, em (^iie còm tanto enipenho 
se propagao as luzes, nào deve ser indifferente a propa- 
ga(;ao das ideas religiosas, multo ha que desejavamos pu- 
blicar um periodico religioso. Mas quando meditavamos 
na diroccalo que haviamos de seguir felizmento saliio a luz 
o n*'. l d'O Catìwlico, e iste foi suflicitjnte para fazer-nos 
desistir entào do nesso enipenho. Pouco depois urna So- 
ciedade religiosa publicou O Amiga dos Iloniens. Com- 
pletamente satisfeitos, por e^te lado os nossos desejos nada 
mais tinhamos a intentar ; mas, com a falta dos dous iiiea- 
cionados Periodicos, renascerAo os nossos desejos, e enten- 
dendo que nào era mais occasiào do os suffocar, decidi- 
mo-nos a offerecer ao publico o ha tanto ternp.> por nós 
projectado Periodico.» — xNesta revista, disse Rap»>so de Al- 
meida, se póde admirar a escolha dos artigos, a tìdelidade 
das traducgòes, e argnmentos esclarecidos no^ artigos de 
propria lavra.» Raro. Bihl. Puh/, do Est. 



195 



152. — O Esqueleto. — Periodico moral, satyrico, politico, 
Recife, Typ. da Uniào, Rua Bella, n.° 4'^> impr, por 
Geraldo OoìTeia Lima, 1846, in-4**. 

n.' 1 salo a 16 de Fevereiro e o n.* 13 (ultimo) a 
27 de Abril. No alto trazia, do n.' 3 em diante, urna 
vinheta representando um esqueleto, e sob o titulo, em 
todas OS n.®*, a divisa: Guerra d tyrannia e ao despo^ 
tismo. Periodico conservador destinado a combater a can- 
didatura de Chichorro da Gama à vaga deixada no sena- 
do por Antonio Carlos Ribeiro do Andrada. Raro. Bibl. 
Pubi, do Est. 

153. — ^O PostilllàO. — Periodico raonstro, iiniversal, etc^ 
etc, — Recife, Typ, da ViiiàOy imp, por Geraldo Cor- 
reia Lima (ù.*^ 1-29) e José dos Santo» Torres (n." 30), 
1846-47, in-8.° peq. 

1" Correio (n.") salo a 11 de Ilario de 1846 e o 
80« (ultimo) a 30 de Mar^o de 1847. Do n.« 3 em diante 
trazia, no alto, urna pequcua vinheta representando um 
postilhao a galope Como o precedente era conservador e 
infenso à candidatura de Cliichorro da Gama, promettendo 
dar «noticias da l"" plana — Corte — Ministerio — Assemblèa; 
noticias de 2* plana — Presideucia — Eleigoes — Policia; e 
finalmente noticias a granel ou tuii casti di diveriimenti.^ 
Excessivamente mordaz. Raro. Bibl. FfcbL do Est. 

154. — Bezerro de Péra. — Pemfimbuco, Typ. Imp,, 

por S. Caminha, 1846, in-4*'. 

n.'' 1 salo a 17 de Mar^^o e o n.** 2 (ultimo) a 3 
de Abril. No alto trazia urna vinheta representando um 
bezerro, de cabega humana, deitado e, sob o titulo: 

Digào-me os sabios da escriptura 
Que segredos suo estes da natura. 

Pasquim desbragado que cobria dos mais torpes im- 
properios o individuo cuja alcunha Ihe servia de titulo. 
Multo raro. Bibl. Pubi, do Est. 



196 



155. — O Raio. — Reeife, Typ. da Uniào, Bua Sella, n.® 4^, 
imp, por Geraldo Correla Lima, 1846, in-4^ 

n.° 1 salo a 28 de Mar90 e o n.*» 3 (ultimo) a 6 
de Maio. No alto trazia urna vinheta represeatando um 
raio a fulminar a fachada do palacio do goyemo provin- 
cial, e, na fronte deste, inteirameate alagada, um homem 
montado em um dromedario em meio de barricas, ani- 
maes e um navio, que sobrenadavam ; sob o titulo lia-se: 

Raio que rorax ludo derriba 

Ha de em cinxns tornar twssos flagellos. 

Periodio satyrico do pallido conservador que, com- 
batendo a candidatura de Chichorro da Gama, insultava 
violentamente ao P.*' Lopes Gama e ao Dr. Jeronymo Vi- 
lella. Muito raro. Blbl. Pubi, do Est. 

156, — O Papa-Angù.— Periodico extraordinario, oppo- 

sicionista, satirico, politico. — Recife, T)fp. da Uniào, 

Rtux da Uniào, impr. por Geraldo Correia Lima, 
184G, in-4«. 

n. 1 salo a lo de Abril e o n". lì (ultimo) a 1 
de Junho. No alto trazia uma vinheta representando um 
individuo no acto de montar a cavallo, e, mais abaixo, 
as quadras: 

Qtiem nufica vlo Nào tenhas modo 

Mestre Vilella^ Meu bom Vilella 

Veja vetrato Fogo de rijo 

Deste miehela. No tal Lamella. 

(Frel CoìYieta kpram est. 6) (Frei Cahnì^a aos plagia- 

rios n.** 53) 

Jornaleco satyrico dirigido centra o Dr. Jeronymo 
Yilella. Muito raro. BibL Pubi, do Est. 



197 



157. — ^O Eleitor. — Recìfe, 7)fp. Nazarena de A. B. 
da F.j Rad das F/oreniinoA, D, 8j impr. por Manod 
Zeferino Pimentel^ 1846, in-4\ 

n.- 1 salo a 27 de Abril e o n." 2 (ultimo) a 30. Sob 
o titalo trazia as dirisas: Piena e inteira liberdads de voto, 
— Suffragio iiniversal. — Repulsa ao governo infame que 
rouba os direitos sociaes, N.° avulso 20 réis. Periodico 
eleitoral redigido por Antonio Borges da Fonseca ; advogava 
as candidaturas do Visconde de Gojanna e de Antonio 
Joaquim de Mollo, em opposÌ9ào às de Chichorro- da Garaa e 
Ernesto FerreiraEran9a,à senatoria. Raro. BibL Pubi do Est 

158. — Saquarema. — Periodico politico e algumas vezes 
noticìoso. — Reci/e, Typ. da Uhiào, Rua da Uniào, 
?i". f5(n." 1) e n." 9 (n.*" 2-8), impr. por Geraldo Correla 
Limaj 1846, in-fol. med. 

n.° 1 salo a 8 de Maio e o n.» 8 (ultimo) a 21 de Agosto. 
Sob titulo trazia a epigraphe : Le gouverìiemcnt moìiar- 
chique a un grand avantage sur le despofisme. Gomme il 
est de sa nature quHl y ait sous le prince plusieurs ordres 
qui iiennent a lu constituifion^ Vetat est plus fixe^ la cons- 
tituitìon plìi-s inébranlable^ In persone de ceux qui gouver- 
nent plus assurée. (Montesquieu. — L'Esprit des Lois. 
Lit\ o, Chap. XI). Sèrie de 15 n.«* l.?000; n.'' avulso 
80 réis. 

Jornal conservador de opposÌ9ao vehementissima à admi- 
nistraijao do presidente Chichorro da Oama; cabalava for- 
temente, na eleipao para senadores, pela chapa composta 
dos nomes do Visconde de Goyanna, BarCes de Bòa- Vista 
e de Itamaracà, Sebastiaò do Rego Barros, Pedro Francisco de 
Paida Cavalcanti de Albuquerque e Vigario Francisco Fer- 
reira Barreto. Raro. BibL Pubi, do Est. 



198 



159. — ^O Phileidemon. — Periodico scientifico elitterario 
eia Sociedade Phileidemonica Olindense. — Pemambuoo^ 
Typ. da Uniào, 1846-47, in-S» gr. 

n.o 1 salo em 1 de Juaho de 1846 e o n." 11 (ultimo) 
em 1 de Agosto de 1847, (184 pp.). Sob o titulo trazia a 
epigraphe: 

Jgnorance is the curse of Qod^ 

Knowledge the mng whereivith we fly to heaven. 

(Shakespeare). 

Foi priraeiro ensaio serio de jornalismo literario 
apparecido em Fernambuco. Na Infrodticcào assignada pelo 
medico maranhense e quintannista de direito, Dr. Carlos 
Fernandes Ribeiro, vinham expostos os intuitos da publi- 
ca^So e as causas que a motivaram. «E' mister, lia-se aUi, 
quo OS alumnos do cureo juridico de Olinda coatribuam 
quanto antes com o seu contingente tal ou qual para a 
gloriosa empreza do derramento das luzos pelo nesso paiz 
e promo9ao da sua civilisavao, unica base inabalavel do seu 
futuro engrandecimento. Saiamos, pois, desse lethargo que 
nos prendia e paralysava a intelligencia, e nos fazia des- 
peiider mal as nossas horas vagas em cousas às vezes beni 
pequeninas, tudo por falencia d uni objecto de attracQào, 
que occupasse os nossos espiritos nessas horas, e Ihes desse 
urna direcQSo e emprego mais proficuo». 

«0 apparecimento d'um periodico saldo d'entro nós 
mesnios, cremos, que preencheré em parte este fim, tanto 
pelo que teca aos seus collaboradores, comò aos mais, que 
provavelmente arvorar-se-ao comò censorespara analysal-o». 

Estavamos entao na aurora do periodo da <sensiblérie 
nacional», que so devia expirar em 1865; o romantisrao 
avassallava todos os espiritos inclinados às lides da litte- 
ratura; Eugenio Sue, George Sand, Soulié, de Vigny e La- 
martine imperavam comò mestres soberanos do romance 
e do verso, estimulando a crea9So de heroes phantasticos 
e inelancholicos e desenvolvendo o sestro monotono de can- 
tar tristezas e magoas; em todas as produ9(5es do tempo, 



199 



maxime nas pagìnas dos jornaes bellectristicos, ha multa 
superfecta^ào e grande falta de nataralidade, defeitos cons- 
tatados pela propria critica contemporanea. 

«Pódo-se comparar Phileidemon^ escreveu uni censor 
coevo, ao àtrio d'um magnifico atheneu, em que a moci- 
dade que o frequenta, de envolta com as velleidades e 
aberragOes da ardencia e verdor dos annos, deixa entrever 
fulgores de incontestaveis intellìgencias». Subscrevendo 
artìgos e poemas insertos nas suas columnas, se encontram, 
entre outros, os nomes de Joao Lustoza da Cunha Para- 
naguà, José Joaquim Ferreira do Vallo, Adriano José Leal, 
Joaquim Jeronymo Fernandes da Cunha, Luiz Antonio Pe- 
reira Franco, Francisco de Paula da Silveira Lobo, Anto- 
nio Cesar Berredo e Salustiano de Aquino Ferreira. 
Multo raro. BihL Pah!, do Est. 

160. — O Progresso. — Revista social, litteraria e scien- 
tifica. — Peniambìivo, Typ. de M. F, de Paria, Rua 
dns Crnzen, n.^ S^y 1846-48, 5n-8'' gr., 3 vols. de 
228,302 e 102 pp. 

n." 1 saio em Julho de 1846 co n.** 11 (ultimo) em 
Setembro de 1848. — Visava escopo mais transcendente, que 
o da anterior publicac;ao acadcmica, està revista, nascida 
dos esforc^os do professor adjuncto do Lyceu, Antonio Pedro 
de Figueiredo. Mentalidado vigorosa e singuiarmcnte eulta, 
redactor-chefe traduzira pouco antes, aos vinte annos, o 
Carso de Hi^toria da Phììosophin de Victor Cousin (do 
que Ihe proveio a alcunha de Coushi-Fu^co) ^ e na occa- 
siao abra^ava com enthusiasmo as doutrinas de Theodoro 
Jouffroy, às quaes soubéra dar um cunho individuai mo- 
dificando-as em parte ao influxo das theorias economicas 
de Saint-Simon, Owen e Fourier, creando assim uma 
orienta^ào propria e originai, fructo notabilissimo da evo- 
luQao d'um espirito naqueUa épocha e no nesso acanhado 
meio provinciano. 

Na extensa « exposÌ9ao de principios », quo abre o 
fasciculo inaugurai, professou brilhantemente as idéas que 
desejava propagar e declarou com franqueza o ponto de 
vista do qual se dispuuha a apreciar os diversos proble- 



200 



mas caja dìscnssao reputava de maior utilidade e inte- 
resse. 

«Pretendemos arvorar a bandeìra do livre pensamento 
escreveu alli, porqiiauto persnadidos de que para a razSo 
do homem, so ha legitimos os dados da razao, nSo accei- 
taremos senao aquillo que nos apresentar os caracteres da 
evidencia, nSo reconheceremos dogma algum que tenha o 
privilegio de dirigir os nossos actos, antes de nos ter con- 
vencido o ospirito. Cremos que tudo é ligado no systema 
da natureza, que o mundo moral tem leis assim corno o 
mundo physico, e, sem pretendermos que semelhantes leis 
jà se achem descobertas^ pensamos quo a sua indaga^^o 
é uma taréfa destinada ao genio do homem, taréfa sublime 
que olle preencherà tanto mais facilmente quanto mais es- 
tudar a natureza, e applicar com mais independencia de 
espirito a essas materias os processos logicos e os methodos 
de investiga<;ao e de e.xame, que desde Bacon hSo per- 
mittido que as sciencias fizéssera tantos e tao rapidos pro- 
gressos». 

«Sem duvida podóramos nos entoar sobre as lettras 
e as artes longos dithyrambos, cantar em phrases harmo- 
niosas seu alto valor social e civilisador; mas, julgamos 
ser obra mais uttl ligar semelhante materia a uma das 
theses que mais acima estabelecemos, quando enunciamos 
que bem estar material é o antecedente logico dos pro- 

gressos racionaes de todas as ordens ; o Brasil 

acha-se assentado ha tao poucos annos, que os homens 
apenas tem tido tempo de se reconhecerem uns aos ou- 
tros, e as condigOes de existencia ainda se acham entra 
nós multo vacillantes para que tenhamos podido cuidar 
n'outra cousa que nao seja viver. Todavia manifestam-se 
de todas as partes grandes aspira^Ses e desejos para as 
lettras e as artes; a musica é cultivada com àvidez, e 
muitos jà se atiram com prazer sobre a litteratura europèa.» 

Uni exame, mesmo perfunctorio, da collec9ao d'O Pro- 
gresso demonstra que estas gi*aves promessas foram em 
gi'ande parte realisadas; muitos dos problemas ainda hoje 
de palpitante actualidade entro nós, corno o da fragmen- 
ta9ao da propriedade territorial e o do proletariado agri- 



201 



cola, encontraram guarida nas suas paginas, de volta ccin 
propostas de melhoramentos raateriaes, analyses de réìor- 
mas administractìvas e aprecìa(;Cfes de actos legislativos, 
assumptos cuja importancia jamais relegou para uni plaao 
secundarìo o nobre empenho de propugnar pela nacionalisa- 
9^0 da literatura patria, a nosso ver um dos seus melho- 
res titulos de benemerencia. Saia o periodico em folhètos 
mensaes e, além dos excelleiites artigos editoriaes, offere- 
cia com regularidade escolhidas poesias de José Soares de 
Azevedo e Antonio Peregrino Maciel Monteiro, bem ela- 
boradas chronìcas scientificas de L. L. Vauthier e outros, 
e revistas politicas e bibliographicas, nas quaes Antonio 
Fedro de Hgueiredo corae<;ou a revelar todas as qualida- 
des do eximio folhetinista e critico que, no Diario de 
Pemambuco de 1848-58, sob o pseudonymo de Abda- 
lah-el-Kratif, fez as delicias dos leitores d^A Carieira, 
Muito raro. BibL Pubi do Est, 

161. — O Anuunciante.— P<?/7i. Na Typ. de J. A, R. 

da S. Oaiieca, 1846, in-fol. peq. 

n.** 1 salo a 28 de Agosto e o n.*^ 73 (ultimo) a 
28 de Novembre. Diario. Quartel 3$000. Propriedade de 
Januario Alexandrino Rabello da Silva Caneca, promettia, 
«nào se intrometer com negocios politicos e se occui)iir 
sóraente com annuncios commerciaes, isto he, publicar 
unicamente Compras, Vendas, Alugueis, Precizoes, Fii/^^as, 
LeilOes, Residencias, Loterlas e Objectos Literarios, etc, ete.» 

Entretanto era quasi inteiramente preenchido coni a 
reproduccjao de varios trabalhos de Fr. Joaquim do Amor 
Divino Caneca, de quem o proprietario ora irmao. Riui^. 
nibl. Pubi, do Est. 



162. — O PolymathiCO. — Periodico do lustituto Litte- 
rario Olindense. — Penuitììòiico, na Typ. de M. F. d^ 
Paria, 1846, in-4.« gr. 

n.** 1 salo a 1 de Setembro e o n." 3 (ultimo) a 1 
de Dezembro. Mensal. 

20 



202 



Distinguia-se pela sua feiQào particularmente didactica, 
evidente nos versos de La Motte escolhidos para a epi- 
graphe: 

Cesi par Vetìide qui noìis somtnes 
Conte mporaitis de tous les hommes 
Et cìtoyeìì^ de tous les lieux. 

A sua redac9ao estava a cargo de Jeronymo Cabrai 
Kaposo da Camara que, ajudado de Antonio Nobre de 
Alraeida Castro, Manoel dementino Carneiro da Cunba, 
Ivo Miquelino da Cunha Souto Maior, Antonio Rangel 
TQnes Bandeira e Francisco José Rabello, esforgou-se por 
curaprir o programma em que prometterà fornecer aos 
leitores «ao par das no^Oes e doutrinas scientificas, no95es 
e doutrinas sobre a litteratura e as bellas artes, evitando 
R^^ìm a aridez daquellas e praticando o preceito do grande 
niestre Horacio: Omne tulit punctum qui miscuit utile 
dulci.y> Muito raro. Bibl, Ihibl. do Est. 



163. — O Novo Mesquita de Capote. — Recife, Typ. 

Xaz. de Beroaldo Soares dos lieis, Rua de S. AniarOy 
impr. por Francisco Antonio Xavier, 1847, in— 8** j>eq. 

n.« 1 salo a 26 de Abril e o n.^ 4 (ultimo) a 12 
de Maio. N." avulso 40 réis. Dizia-se successor d'Ò Mes- 
quita de Capote^ de 19 de Setembro de 1835, e atacava 
principalmente à autoridade policial José Machado Freire 
Pereira da Silva. Baro. Bibl. Pubi, do Est. 

164.— O Homem do Povo.— J?tfci/<?, Typ. Naz. de Be- 

roaldo Soares dos Reis, Rua de S, Amaro, imp, por 
Francisco Antonio Xavier, 1847, in— 8® peq. 

n.** 1 saio a 27 de Maio e o n.** 2 (ultimo) a 7 de 
Junìio. Sob titulo trazia a epigraphe : A nossa liberdade^ 
honra^ e rida estào em perigo. N.* avulso 40 réis. Redi- 



203 



gido por Affonso de Albuquerque Mello em defeza de 
Antonio Borges da Fonseca, entào preso por abuso da 
liberdade da imprensa. Raro. Bibl, Pubi, do Est 



165. — O Volcao. — Pemambuco^ Typ, Imp,, por S. Carni- 
nha, 1847, in-4.« 

n.° 1 salo a 7 de Agosto e o n.^ 7 (ultimo) a 18 
de Setembro. Do n." 4 em diante trazia no alto urna tosca 
vinhèta representando, no primeiro plano, tres individuos 
em animada discussao, e ao fundo, por traz de umas cazas, 
um vulcSo era actividade, e, em todos os n."'* sol) o titulo, 
a epigraphe: «^Sobre o ladrào està a confìimo^ e sobre o 
que falla por urna lingua dobre cahe inìm noia pessima de 
infamia (Ecclesiastico). Pertencia ao pallido praieiro e 
occupava-se em defender o presidente Chichorro da Uania. 
Eoi por uns attribuido ao P.*' Joao Capistrano de Mendon(;a, 
e por outros a Joao de Barros Falcio de Albucjuerque Ma- 
ranhao. Raro. Bibl. Pubi, do Esi. 



166. — O Proletario. — Periodico politico.— Perna??i6MCo, 
Typ. Liberal de F. B. Mendes, Rua de Aguas Verdes, 
n.^4.8, 1847, in-4.o 

n.** 1 salo a 8 de Agosto e n.« 9 (ultimo) a 20 
de Setembro. Sob o titulo trazia a divisa : Vis vi repel- 
litur. N." avulso 40 réis. Editor responsavel J. F. de 
Souza. Tinha a mesma cor politica e o mesmo objectivo 
do precedente. Raro. BibL PubL do Est. 



167. — O Tribuno. — Recife, Typ, Uniào, Rua da UniàOj 
n.** 9 (d.®" 1—68) ; Typ. Brasileiray Rita do Rosario^ 
n.'» U (n." 63-64) e Rua da Gloina, n.« 7 (n.°- 65-89) ; 
Typ. Nazarena, ibe (n.**- 90-111) e Rua do Nogueira, 
n.« 19 (n.**" 112-120), imp\ por Maììfxd Rodrigues 
Pinhdro (n.c 1-120), 1847-48, in-4.o . 

n.» 1 salo a 13 de Agosto de 1847 e o n.o 120 
(ultimo) a 4 de Novembre de 1848. Sob o titulo trazia a epi- 



204 



graphe : Isto v verdade; mas vós nào deveis dizer. Publi- 
cava-se duas a tres vezes por semana. N.* avulso 40 réis. 
Era redigido por Antonio Borges da Fonseca que, cheio de 
odio contra a pram pelas persegui^Oes e prisào soifridas, 
em Abril de 1847, ligàra-se aos guabirus^ e, neste perio- 
dico invectivava, com inaudita violencia e profusao de epi- 
thetos injuriosos, aòs chefes liberaes. A pubìicaijao d'O Tri- 
bvho foi interrompida de 19 de Junho a 22 de Agosto de 
isjs em virtude de nova prisao do seu redactor. Ao 
reapparecer come<;ou a atacar indistinctamente a conser- 
vadores e a liberaes, occupando-se, poróm, de preferencia 
coni dissertar sobre as suas theses favoritas: a nacionali- 
sa<^rio do commercio a retalho e a republica. Por fini recon- 
ciliou-se com os praieiros, nas vesperas de rebentar o mo- 
vimento armado, propondo-se a condjuval-os pela imprensa. 
Este designio foi, por6m, frustado pelo entSo chef e de poli- 
eia, Jeronymo Martiniano Figueira de Mollo, que, a 12 de 
Janeiro de 1849, fez aprehender e recolher ao Arsenal de 
Guerra a sua typographia, jà encaixotada e prompta a ser 
reniettida para o acampamento rebelde, onde, «nào podia 
deixar de ser summamente damnosa à causa da ordem e 
da legalidade, se por acaso podesse continuar a ser o echo 
da revolta», conforme receiava aquella autoridade. Raro. 
mi)!. Pubi do Est. 



0» 



168.-0 Eleitor Pemambuoano. — /2eci/e, Typ.da 

UniciOy rua da Uniào n." 9, impr.par José dos San- 
t08 Torres, 1847, in-4.'* 

n." 1 salo a 14 de Agosto e o n.» 4 (ultimo) a 2 
de Setembro. Sob o titulo trazia a epigraphe: Quando 
povo tem que dar os seus suffragios^ convem^ po7' seu 
proprio interesse^ que elle seja esciarecido. (Montesquieu. — 
Esp. das Leis. Cap. 2° Livro 2°). Periodico eleitoral de 
fei^ào conservadora, redigido por Antonio Joaquim de Mollo, 
combatia as candidaturas de Chichorro da Oania e Ernesto 
l'erreira Franga, à senatoria. Raro. Bibl. Pubi, do Est 



205. 



168.— A Barca de Vigia.— Jornal politico. — Pem., Typ. 
Liberal de F. B, MmdeSy Rtm das Aguas- Verdea, n,° 4,8 , 
1847, in-8.*'peq. 

n.* 1 salo a 17 de Agosto e o n.'' 9 (ultimo) a 28 
de Setembro. N." avulso 20 réis. Editor : J. F. A. 0. Mollo. 
Redigido pelo P.* Leonardo JoSo Grego, filiava-se ao par- 
tido praeiro. defendendo o presidente Chichorro da Gania 
centra as inveetivas d'O Tribuno. Raro. Bibl, Pubi, do 
Est 

170. — O Artista. — Periodico politico. — Pernanibucoy Typ. 
Imp.f por S. Qiminha, 1847, in-4^ 

n." 1 saio a 20 de Agosto o o n." 9 (ultimo) a 9 
de Outubro. Sob o titulo trazia a epigrapho : Fftgi d'a- 
quelìes que fingem ter piedade: mas que mio possiiem a 
mrtnde d'ella. (S. Paulo. Epst. 2" a Themotheo, cap. 3. 
V. 5). N.* avulso 40 róis. Periodico praeiro desti nado a 
czurzir a sucia gìvabirù-cabana-ììaKarenat, Raro. Bibl. 
Ptibl. do Esl. 

171.— O Votante de S. So%é.—Recife, Typ. Uniào, 

Ruci da Uniào, n." 9, ivipr, por José do» SaiUos Torres^ 
1847, iu-8." 

n.« 1 salo a' 22 de Agosto e o n." 4 (ultimo) a 5 
de Setembro. Sobre o titulo trazia a epigraphe: Morrer 
pela patina he dece e decoroso, (Horacio). 

Jornaleco eleitoral, conservador. Raro. Bibl. Pubi, 
do Est. 



172. — O Homem do POVO. — Pemambucoy na Typ. Imp. 
por S. Caininìui, 1847, in-4." 

n." 1 a 23 de Agosto e o n. 3 (ultimo) a 16 de 
Setembro. Sob o titulo trazia a epigraphe : Ludus animo 
debet aliqmmdo dari ad cogitandiim melior ut redeat sibi. 
(HoRACio). «Vendia-se na casa do trabalhador, junto à do 



206 



solapador, perto do pescador politico, e do catavento, pelo 
pre90 de dous reales.» Filiava-se a(^partido praieiro, aggre- 
dindo de preferencia o BarSU) da Bòa- Vista e seu ìrmào 
Sebastiao do Rego Barros. Raro. BibL Pubi, do Est 

173. — Hum dos Cinco MiL— Jornal politico. — Fera., 
Typ. Libera! de F. B. Mendea, Rua dos Aguas Verdea 
71." 48 1847, in-4.° 

n.° 1 salo a 2 de Seterabro e o n.° 6 (ultimo) a 2 
dte Outubro. Sob o titulo trazia a epigraphe : Tremei oh! 
guabirus dos cinco mil! N.° avulso 40 réis. Editor: J. 
F. de Souza. Periodico praieiro attribuido ao P." JoSo 
Capistrano de Mendon9a; atacava coni violencia extrema 
OS soqu/iremas-baronistas-ìiaxarenos. 

A denominacela de — oa etneo mil — era outra alcun ha 
posta pelos adversarios ao partido liberal ou praieiro ; sobre 
a sua origem consta o seguinte: enumerando as manifes- 
ta^ues de regosijo com que foi recebido em Pernambuco 
ad vento do ministerio de 2 de Fevereiro de 1844, noti- 
ciou Diario Novo urna passeiata de cinco mil pessòas, 
numero exaggerado que fez Oi> conservadores dizerem que 
OS praieiros eram — cinco mil ; ao P.® Capistrano puzeram 
tambem a alcunha de CapeUào dos Ciuco MiL Raro. BibL 
FiihL do Est 

174, — A Tempestade. — Periodico, politico. — Fera., na 
Typ, Liberal de F. B. Mendea, Rua dos Aguas Vcì'des, 
?i.o 48, 1847, in-4.*' 

n." 1 salo a 2 de Setembro e o n.° 5 (ultimo) a 19. 
Sob titulo trazia a divisa: 

Caso conto^ corno o caso foi^ 
Na minha frase^ é constante lei^ 
Ladrào é Ladrào^ o Boi é Boi. 

N.° avulso 40 réis. Editor: J. A. F. 0. de Mello. 
Era escripto pelo Dr. Jeronymo Vilella centra a «oligar- 
chia baronista». Raro. BibL Pubi, do Est. 



207 



175. — A Ratoeira. — Periodico pequenino : mas gostosi- 
nho. — Pera,, Typ, Imp., poì* S. Oaminhaj 1847, ìq-4'. 

a.° l e unico salo a 3 de Setembro. No alto trazia 
urna vinhèta representando, no primoiro plano, a margem 
de um rio ^a praia) cheia de ratoeiras, dentro e em volta 
das quaes se viam muitos ratos (guabirus\ e, ao fundo, na 
margem opposta, um grupo de cazas. Sob o titulo lia-se a 
epigraphe: Non cum pitombis^ maxixis net quiubus^ sed 
cebo, toucinore pilh^ntur guabiriis. (Latini do Bóde em 
Pò). Era dirigido coatra Antonio Borges da Fonseca. Raris- 
simo. Bihl. Pubi, do Est. 

176.— -O Liberal. — Jorua) politico e litterario. — Pernam- 
bueo, Typ. Liberal de F, B. Mendes, Rua das Agoas 
Verdes, n." 48, 1847, in-fol. med. 

n." salo a 7 de Setembro e o n." 1() (ultimo) a 5 de 
Novembre. Sob o titulo trazia, em francez e portuguez, a 
epigraphe: Uexpérience enseigne a respecter eeux qne Dieu 
a placés à la lete des Nations ; parre que^ la ou fimi le 
respect pour le voi, commence la ruine dii peuple (La Men- 
KAis). Publicava-se às tergas e sextas-feiras. 

Trimestre 2$000 ; n.^ avulso 80 réis. Era redigido por 
Francisco Borges Mendes, pelo menos ostensivamente, e 
dizia ter corno programma «defender o Monarcha e Defen- 
sor Perpetuo do Brazil o Sr. D. Fedro 2." e a nossa Consti- 
tuÌ9ao Liberal» ; o seu verdadeiro objectivo era, porém, do- 
fender a administraQao do presidente Chiciiorro da Gama. 
Raro. BibL Pubi do Est. 

177. — A Orande Tempestade. — Recife, Typ. Uniào 

rua da Untelo^ impr. poi* José das Sanlos ToiTes, e 
reimpr. na Typ. da « Voz do Brazih, por A. P. C, 
1847, iu-fol. peq. 

n.** 1 e unico salo a .14 de Setembro. No alto trazia 
uma vinhéta representando uma praia onde se disputavam 
O Proletario^ Artista q Volcào; ceu tempestuoso ; no 



208 



mar, de ondas revoltas, adiantava-se lima barca, de cuja 
proa um homem destribuia impressos. Sob o titulo lìa-se a 
divisa : Vingar os amigos e desìnascarar os contrarios (Ma- 
xima Chichorral). Xa reimpressSo nSo vem a vinhéta. Ven- 
dia-se a 80 réis. Violento libello contra a praia^ propheti- 
sando toda a sorte de ealamidades para o dia 19 de Setem- 
bro, em que deviam ter lugar as eleÌQOes para senador. Foi 
attribuido a JoSo Baptista de Sé, e ao P.* Joaquira Finto de 
Campos. Rarissimo. Bibl, Pubi, do Est. 

178. — ^A Voz do BraziL — Pemambuco^ Typ, Liberal de 
F, B, MeìtdeSy Rua das Aguas VerdeSf n". ^8 (n.°* 1-8) ; 
I)/p. da « Voz do BrazU», L B. de Loyota, Rua da Praia, 
n. 45 (n.^** 9-93), impr. por A. P, das Chagaa (n^ 50-98), 
1847-49, in-4« (ny 1-22) e in-fol. peq. (n-« 23-93). 

n.° salo a 27 de Outubro do 1847 e o n.« 93 (ultimo) 
a 9 de Janeiro de 1849. Os n.** 23-62 traziam, no alto, urna 
vinhéta em cujo primeiro plano discutiam, & beira-mar, 
tres individuos, tendo aos lados deus indios tocando trom- 
betas, de cujas boecas sahia urna flammula com o titillo — 
A Vox do Braxil — ; ao fundo viam-se os arrecifes e o mar 
com botes e navios. No texto lia-se a seguinte explica- 
(;ao : «A presente estampa que apparece no frontispi ciò des- 
ta foiba, he bem significativa : ella representa pela efigie dos 
deus indigenas, que aos ares fazem soarnastrombetastris- 
tes e clamorosos lamentos, o emblema do Brazil. grupo 
do centro mostra que o individuo da esquerda, que està de 
cabe9a baixa, sembiante descarnado, e vestido de trapos, he 
hum Brazileiro implorando o soccorro, e a protec9ao do da 
direita, que he hum portuguez rico negociante, o qual com 
huma mSo cheia de sedulas falsas, que acaba de tirar da 
ombarcaQao, volta com desprezo as costas ao Brazileiro, e 
vae arranjar o labrégo, que està no meio, ainda narrando o 
modo que descobriram para o arranjo das mesmas sedulas.» 
Em todos OS n.^ lia-se a divisa: 

Nào tenhus minha muxa meda delles^ 
Vae baiendo de rijo^ fogo nelles. 



209 



Publicava-se daas vezes por semana. Mez 500 réis ; 
ii.« avulso 40 réis (n.** 1-22) e trimestre 2$000(n.o» 23-93.) 
Este periodico 6 notavel corno documento caractidristico das 
odìosas e absurdas conclus5es a quo podem conduzir os 
preconceìtos patrioticos, assim corno do nefasto poder da im- 
prensa, quando cegamente subordìnadaaos caprichosdeespi- 
rìtos desvairados pelas paix5es partidarias, e vilmente explo- 
rada por individuos sem escrupulos. Sob a responsabili- 
dade de Ignacio Bento de Loyola, folliculario da peior espe- 
cie, A Vox do Braxil manteve, com desregramento delin- 
guagem e furor de invectivas sem exemplo, umacampanha 
nati vista tao vergonhosa quanto desarrazoada, e fez-se echo 
interesseiro das opiniòes dos mais exaltados sectarios da 
praia-velhu. As suas declama90es incendiarias contribui- 
ram grandemente para as selvagens expIosQes de odiospo- 
pulares nas noutes de 8, 9 e 10 de Dezembro de 1847 e nos 
dias 26 e 27 de Junho de 1848, e por igual impelliram, 
partido liberal à dosastrada revoluijao de Novembre Pre- 
so finalmente o redactor ou responsavel, a 3 de Janeiro de 
1849, cessou de apparecer dias depois. Raro. Bibl. PubL 
do Est 

179. — A Sentinella da Liberdade. — Pemambuco^ 

impr, na Typ. BrcLzileira^ na Bòa- Vista, Bua do i2o- 
zario, n." 44 (n.~ 1-18) e Bua da Gioria n.* 7 
(n.- 19-38), 1847-48, in-8° peq. (o.^ 1-5 e 7-10), 
in-4» (n."- 11-38) in-fol. peq. (n.*» 6) 

n.-> 1 salo a 3 do Novembre de 1847 e o n.*» 38 (ulti- 
mo) a 12 de Maio de 1848. Qs n.~ 20-38 traziam, no alto, 
uma vinhèta representando, à esquerda uni soldado de senti- 
tinella; ao cenlro uma pyramide de tambores encimada por 
uma clarim, e, à direita e ao fundo, deus lances de um edi 
ficio formando pateo (de quartel?). Em todos os n.** lia-se, 
sob titulo: Aleria! e nos n.^ 6-38 tambem a divisa: 
Ella morre^ mas nào se rende. Publicava-se duas vezes por 
semana- Trimestre 1$000; n." avulso 40 réis. Era redigi- 
do por Manoel Francisco do Passo e professava os principios 
da fac93o do partido liberal conhecida por praia-nova. Raro. 
Bibl Pubi do Est 

27 



210 



180 — OBrasileiro. — Jornal politico. — Recife^ I^p.'Bra- 
' zUeiray Bóa-Viala, Bua do Rotano n.* 44 (n." 1-10) 
e Bua da Gloria n.- 7 (n* 1-14), 1 847, in-4* (n.- 1-15) 
ein-fol. med. (n.** 16-44). 

O n," 1 salo a 4 de Novembro de 1847 e o n." 44 (ulti- 
mo) a 13 de Maio de 1848. Sob o titulo trazia a epigraphe: 
bem pubico é o firn de loda associa^ào politica, Pabli- 
cava-se duas vezes por semana. Trimestre 2$000 ; n." avulso 
40 réis (n.~ 1-15) e 80 róis (u.«* 16-44). Do n.' 16 em 
diante mudou o titulo para Braxileiro, No seu artigo 
de apresenta^So lia-se : «Reconhecendo que a primeira ne- 
cessidade do Brasil é regeneral-o da influencia extrangeira, 
temo§ por progi*amma fazer baquear està influencia, tornan- 
do Brasil verdadeiramente dos Brasileiros». N"a realidade 
era orgam da praia-itoca e provavelmente redigido pelo 
Dr. Joaquim Vilella de Castro Tavares e Antonio Carneiro 
Machado Rios; Chichorro da Gama, Nunes Machado e An- 
tonio Alfonso Ferreira erain alvos constantes dos seus ataques 
Raro. BibL Pubi, do Est, 



181 — O Bom Senso. — Beclfe, impr. por José dos San" 
t08 Torres, 1848, in-4«. 

n.° 1 e unico é de li de Fevereiro. Sob o titulo tra- 
zia, em latim e portuguez, a epigraphe : Consilium custodiet 
iCy et prudentia serabit te... Per servitan vitce nom ani- 
bulant, vagì sunt gressus eorum^ et investigahie.s, (E.) — 
Prego 40 róis. Jornalzinho conservador redigido por JoSo 
Baptista de Sa. Rarissimo. BibL Pubi, do Est. 

182.^— O Camar&O. — Pemamfjuco, Typ. Imp, por S. Oa- 
minha, 1848, in-4°. 

n.«> 1 saio a 18 de Fevereiro e o n.» 9 (ultimo) a 29 
de Mar(;o. Sob o titulo trazia a divisa: Deos^ Patria^ 
Consti tìài^Mo e Libcrdade. Era um dos organis da fac92lo 



211 



liberal radicai, conhecida pela alcunha de praior-velha. Nelle 
seti redactor, general José Ignacio de Abreu e Lima, sus- 
tentou vivas polemicas com os seus ex-correligionarios que, 
em transÌ9ao para o partido contrario, se haviam constitui- 
do em dissidencia sob a denomìnapSo de praia-nova. Raro. 
Bibl Pubi do Est 

183 — A Barca de S. Pedro.— Periodico politico e 
talvez de oppog]9So. — Pemamòttco, na Typ, Imp. por 
8, Oaminhay 1848. in-fol. med. 

n.« 1 salo a 25 de Maio e o n.** 20 (ultimo a 23 de 
Outubro. i Sob o titulo trazia a divisa: Deus neumque jus, 
Publicava-se duas vezes por semana com pouca regulari- 
dade. Sèrie de 25 n*'. 2§000 ; n." avulso 80 réis.— Organi 
da nova Sociedade Imperiai Pcrnambucanaj tinha por obje- 
cto csustentar os principios liberaes professados pelo par- 
tibo nacional-prnieiro^ cujos principios eram: Monarquia. 
— Integrìdade do Imperio. — Consti tui 9^0 e Reformas na 
administra^So geral e provincial pelos melos que a mesma 
Constituigao oflfereoia. Era redigido pelo general José Igna- 
cio de Abreu e Lima que, no l.** n.', explicou da seguinte 
fórma seu titulo:» A redemp^ao do genero huraano foi 
fundada sobre a profissSo de fé de um pescador, e comò 
desejamos a liberdade civil politica e fraternidade entro 
todos OS homens qualquer que seja a sua cren9a, a sua ra9a, 
ou a sua posi^ào no globo terraqueo, nenhum outro titulo 
nos quadraria melhor do que symbolo do pescador Pedro, 
Principe dos Apostolos; portante A Barca de S. Pedro 
sera um periodico popular e politico para tratar tao se- 
mente das necessidades do povo, da sua moralidade, e. qi- 
vilisa9llo.» Raro. Bibl. Pubi, do Est 



212 



181. — GritO da Patria. — PeriodicD repablioaDO fe- 
derativo. — Impr. era PeimambucCf por Joào Fernanr- 
des de Sousa, na Typ. da «Voz do Brazil», Rua da 
Praia, n.° 4S (n."* 1-3) ; Pern., Typ. Nazarena, Rua 
do Nogueira, w." 19, impr. por Manoel Rodrigues JV- 
nheiro (n.'»' 4-13), 1848, in-fol. med. 

n.» 1 salo a 31 de Maio e o n.° 13 (ultimo) a 18 de 
Novembre. Era todos os n."" trazia, sob o titillo, a epigraphe : 

De Deus vem a jicstifa^ a liberdade^ 
Fratertial uniào^ doce ignaldade. 

Do Pontifìce Pio IX. 

e, do n.o 4 era diante, tambera: Onto da Patria he cida- 
dào do universo. — Publica9!lo irregular. Trimestre 2$000. 
— Jornal doutrinario redigido pelo tresloucado propagan- 
dista republicano JoSo de Barros Falcio de Albuquerque 
Maranhao. Muito raro. Bibl Pubi, do Est 



186, — O Parlamentar. — Periodico politico. — Pernam- 
btico, Typ. Uniào, impr. Jone dos Santos Torres, 1848, 
in-4'. 

n." 1 safo a 1 de Junho e o n.» 5 (ultimo) a 1 de 
Jtlho- Sob titulo trazia a epigraphe: Quando qs bons 
capitulào com os fndos^ sancd-onam a propri-a mina. M. db 
Mauic/v). N.° avulso 40 réis. — Pertencia à politica conser- 
viidora e tinha por fira prìncipal «o exarae dos actos da 
chamada — assemblèa provi ncial de Pernambuco, prometten- 
do nao supportar que os seus membros poUuissem os logares 
que haviam conquistado à for9a de violencias e de infa- 
mias.» Raro. Bibl Pubi do Est. 



213 



186. — A Reforma. — Peì-nanUmeo, Typ. Ncizarena, Bua, 
do NogueirUy n.<» 19 y impr. por M. R. Finheiro, 1848, 

n.» 1 salo a 2 de Julho e o n.' 5 (ultimo) a 19 
de Agosto. Sob o tìtulo trazia a divisa: Liberdade^ Igival- 
dade^ Fraternidade, N.*» avulso 40 réis. Redigido por 
AfFonso de Albuquerque Mello, proclamava a necessidade 
de «reformas sociaes», tendentes à nacionalisaQEo do com- 
mercio a retalho e à adopgSo da forma de governo republi- 
cano. Raro. IML Pubi, da Est. 



187. — O Capibarìbe. — Jomal politico. — Pem., Typ. 
BrazUeira, Ruado PireSyn."* 4^,1848-49, in-fol. peq. 

n.» 1 salo a 10 de Julho de 1848 e o n.« 124 (ulti- 
mo) 28 de Novembre de 1849. 

Sob tltulo trazia a divisa: Jiisiioa e toleraneia, 
Publicavarse duas vezes por semana (n.^ 1-17) etres vezes 
(n.~ 18-124). Sèrie de 25 n.«» 2^000 ; n.» avulso 80 réis. 
-^ Redigido pelo Dr. Joaquim Vilella de Castro Tavares, 
pertenceu a principio à praia-nova^ mantendo fortes discus- 
s3es com os jornaes da praia-velha^ comò o Diario Novo 
e A Vox do Bramii; por fim assumio attitude francamente 
conservadora. Era fertil em bons artigos de politica dou- 
trinaria, e do assumptos sociaes e economicos. Baro. BibL 
Pubi, do Est. 



188. — O Eclectico. — Periodico politico. Peni., Typ. 
Brasileira, Rua dos Pirea, n.° ^0, 1848, in-4^ 

n.« 1 salo a 13 de Julho e o n.° 4 (ultimo) a 7 de 
Agosto. Sob titillo trazia a epigraphe : A poliiioa man- 
tem a ordem entre os interesses e as paixdes (Coll. de Pens.) 
No alto trazia uma pequena vinhèta representando um 
globo, livros e instrumentos nauticos. N.'' avulso avulso 
40 réis. Redigido por Manoel Rodrigues do Passo, filia- 
va-se k praia-nova, atacando principalmente o general 
Abreu e Lima. Raro. Bibl. PitbL do Est. 



214 



189. — A Mentirà.— Pe/TiomèMco na Typ, do <xNazareno», 
Bua do Nogueira, nj* 19, imp\ por M. R. PmJieirOy 
1848, lii-4°. 

n.° 1 saio a 17 de Jullio e o n.° 9 (ultimo) a 14 de 
Setembro. Sob o titulo trazia a epigraphe: A esperanpa 
do impio he corno a lanugem^ que pelo vento he levada ; e 
conio a espuma tenue^ que pela tempesiade Ite espalhada; 
e corno o fumo^ qtce pelo vento he dissipado; e corno a leìH- 
bran^ do hospede de hinn dia^ que passa. (Sabkdobia, 5:15). 
Eedigido por Antonio Borges da Fonseca e Affonso de Al- 
buquerque Mollo, atacava a praia-velha e pregava a nacio- 
nalisa^So do commercio a retalho. Raro. BibL Pubi, do 
Est 

190. — Advogado do POVO. — Pemambuco, Typ. Naza- 
rena, Rua do Nogueiì-a, n,^ 19, impr. pan* M, R. Pinheiro, 
1848, in.4«. 

n.° 1 salo a 1 de Agosto e o n:° 9 (ultimo) a 22 de Se- 
tembro. Sob titulo traziu as divisas : Thido para o povo^ 
com povo, e pelo povo. (Maxima republicana). Tudo para 
rei^ e pelo rei. (Maxima realista). N.° avulso 40 róis. 
Varios n.*"* em papel de cor. Redigido por Antonio Borges 
da Fonseca, occupava-se com os negocios politicos da Para- 
hyba, sob a administi*a<;ao do presidente Dr. JoSo Antonio de 
YasconceUos, a quem atacava violentamente. Raro. Bibl. 
Pubi do Est. 



191. — O Confluente do Capibaribe. — ^Periodico poli- 
tico. — Pei^n,, Typ. Brasileira, Rua dos Pires, n.** 4^, 
1848, in-4«. 

n.° 1 e unico salo a 3 de Agosto. Sob o titulo trazia 
a divisa: Uniào e Fratemidade, Filiado é mesma poUtica 
d'O Cap'ìbaribe esforQava-se por combater «as doutrinas sub- 
versivas do Diario Novo e seus satellites A Vox do Braxil 
e A Barca de S. Pedro.» Rarissimo. Bibl Pubi, do Est 



216 



192. — ^A Uni&O. — Pem., Typ, UniàOy Bua da Uniào 
(n.^ 1-788; e Bua da Aurora (n.^ 789-834;, 1848- 
55, in-fol, med. 

n.« 1 salo a 14 de Agosto de 1848 e o n.» 834 (ulti- 
mo) a 22 de Dezeinbro de 1855. Sob o titolo trazia a di- 
visa: Virtu^ unita crescit Publi cava-se às ter9as, quintas 
e sabbados (n/"* 1-667) e 6s quartas e sabbados (n. • 668-834). 
Trimestre :i§000; n.-» avulso 100 réis.— Orgam do partido 
conservador substituio, com programma mais ampio, a Li- 
dador^ occupando posigao coaspicua em raeio da violenta 
luta jornalistica que caracterisou o periodo agudo da crise 
prai^ra. Posteriormente proseguio corno foiba officiosa das 
administrayoes provinciaes, e assumio attitude doutrinaria. 
Escripto pelas mais amestradas pennas do partido, em Fer- 
nambuco, foi dos mais notaveis productos do jornalismo po- 
litico brasileiro. Consagrava tambem largo espago a artigos 
sobre sciencias, artes e industrias, e trazia variado noticiario 
estrangeiro. As suas tendencias encontram-se expostas, em 
resumé, no seguinte trecho do seu artigo de apresentagào : 
«0 fim desta foiba he a uniào dos Pernambucanos em um so 
pensamento politico e social: oste pensamento, que symbo- 
lisa perfeitamente as principaes necessidades da òpocba; que 
serve de ponto de convergencia a todas as opiniOes discór- 
• des; que resumé todos os principios preponderantes na so- 
ciedade; que, por assim dizer, ó uma religiào no meio de 
tantas seitas; este pensamento ei-lo: 1** porfiar pelafiel exe- 
cu^So da constituigào, e seu desenvolvimento no sentido da 
ordem e do progresso; 2" defender com todas as forgas do 
patriotismo a liberdade do voto; 3.* acoro9oar e proteger 
com sinceridade e consciencia o desenvolvimento de todas as 
industrias provinciaes; 4° cuidar com desvelo da educagSo 
moral da populagao; 5° tolerar todas as opiniOes e ad- 
mittil-as à discussao e a analyse. Este programma cora- 
prehende as importantes quest(1es e interesses connexos com 
a organiza9ào d!a sociedade que formalo, e 6, por assim dizer, 
pantologo da nossa fé politica». — Dentro os muitos politi- 
cos de nomeada que fizéram parte da sua redac(;2lo, salienta- 
mos : José Thomaz Nabuco de Araujo, Joao José de Sousa 
Aguiar, Antonio Peregrino Maciel Monteiro, P.® Joaquim 



216 



Finto de Campos, José Bento da Cuiiha Figueiredo, Fran- 
cisco de Paula Baptista e Floriano Correia de Britto. BibL 
Pubi, do Est 

103. — A Verdade.— P«rnaw5t4co, Typ. Nazarena, impr. 
por M, R, Pinheiro, 1848, in-4^ 

n,' 1 salo a 21 de Agosto e o n.« 5 (ultimo) a 25 de 
Novembre. Sob o titulo trazia a epigraphe: 0' vós^ que 
andaes por caminhos desvairados, atteììdei^ ouvi a verdade. 
N.** avulso 40 réis. Redigido por Affonso de^ Albuquerque 
Mello, pregava a republica e atacava a praia-velha. Raro. 
Bibl Pubi do Est 

194. — A Verdade. — Periodico politico. — Pernatnbuco, 
Typ. Uniào, impr. por José dos Santos Ton^es, 1848, 
in-4^ 

n.« 1 e unico salo a 22 de Navembro. Sob o titulo 
trazia a epigraphe : Sem jìisUga a tolerandu he fraquexa ; 
sem ardem a liberdade he furor. (Conde de Vu.lennee). 
N.° avulso 40 réis. Pertencia ao partido conservador e occupa- 
va-se em defender o presidente Herculano Ferreira Penna 
centra os ataques do Diario Novo e d'O Guarda Naeioìial. 
Rarissimo. Bibt Pubi do Est Foi substituido pel' 

105. — O Brado da Raz&O. — Periodico politico. — Per- 
narnbucOj Typ, Uniào, impr. por José dos SarUos Torres, 
1848-49, in.4^ 

n.^ 1 salo a 27 de Dezembro de 1848 e o n.« 32 (ulti- 
mo) a 27 de Novembre de 1849. N." avulso 20 réis. Sub- 
stituio ao precedente, conservando a mesma epigraphe, e, nos 
primeiros n.''" proseguio na mesma taréfa ; mais tarde passou 
a se occupar com a narrativa da revolta praieira^ sob o ponto 
de vista conservador. Raro. BibL PìM, do Est 



217 



196. — Anrora. — ^PeriocKeo scientìfico e litterario dos acade- 
mioos olindenses. — PemambìieOy Typ. Imp. da Viuva 
RomaA PUhoSy Bua da Praia, n». 55, 1849, in-4o gr. 

n.* 1 salo em Maio e o n.* 6 (ultimo) em Outubro 
(162 pp.). Trazia a divisa: Surge et ambulu. — Mensal. — 
Publicava-se sob a direc9ao do academico José Moreira 
BrandSo Castello-Branco, auxiliado pelos seas coUegas Ma- 
nuel Benicio Fontenelle, Fedro LeSo Telloso, Antonio Alves 
de Senza Carvalho, Ignacio de Barros Barreto Junior e outros* 
Muito raro. BibL Nadonal^ do Rio de Janeiro. 



197. — O Briaco das Damas. — Pei-nambuco, Typ. deM. 
R de Farla, 1849, in-4^ 

n.^ 1 salo a 26 de Junho e o n.« 9 (ultimo?) a 6 de 
Setembro. No alto trazia urna pequena vinhèta represen- 
tando um a<;afate cheio de flores. Jomalzinho de literatura 
amena redigido pelo academico Joaqiiim Pires Machado Por- 
tella. Muito raro. BibL Nanortaì^ do Rio de Janeiro. 



198. — O Album dos Aoademicos OUndenses. — 

Jornal scientìfico^ litterario e religioso. — Pemambuco, 
Typ. Impardal da Viuva Roma & FHhoa, Bua da Praia 
n\ 55, 1849-60, in-4*. 

n.' 1 salo a 30 de Junho de 1849 e o n.« 8 (ultimo) 
a 30 de Setembro de 1850 (212 pp.). Trazia a divisa: Erran- 
do disdtur. Redigido por Joao Felippe da Cunha Bandeira 
de Mollo com o auxilio de Lino Eeginaldo Alvim, Leandro 
Bezerra Monteiro, Olintho José do Meira e Junqueìra Ju- 
nior. Raro. BibL PubL do Est e do Oabinite Portvguex. 



23 



218 



109.—^ Maccabeo* — Pemambueoj Tyju Liberal de M. E. 
f/e Moura e Comp,y 1849, in-fol. med. 

n.** 1 saio a 4 de Julho e o n.° 47 (ultimo) a 11 de De- 
zembro. Tràzia corno epigraphe, em latim e portuguez, os 
V. 4 e 5, Gap. Il do Ecckstastes. — Publicava-sè às ter9as e 
sextas-feiras. Trimestre 3$000; n° avulso 80 réis. — Jornal 
liberal, muito doutrinario, redigido pelo Dr. Antonio Vi- 
rante do Nascimento Feitosa, durante a presidencia do 
Dr. Honorio Hernieto Carneiro Leao, pugnava pela convo- 
ca9ao de urna constituinte, poróni, que fosse promovida pela 
corua e que reformasse alguns artigos da ConstituÌ9ao. Des- 
toava, pela sua modera9ào de linguagem, dos contempora- 
neos que visando a mesma medida abusavam da libcrdade da 
imprensa. Raro. Bibl. Pubi, do Est, 

20D. — O Beija-Flor. — Penmnibuco, Typ, de M, F, de 
Paria, 1849, in-8°. 

n.° 1 da 1* Sórie saio a 7 de Julho e o n.° 8 (ultimo) 
a 20 de Setembro, e o n.** 1 da 2^* e ultima a 6 de Outubro e 
n.** 8 (ultimo) a 20 de Dezembro. Semanal. Trimestre 1|200 ; 
n.o avulso 120 róis. — Jornalzinho literario redigido por Joao 
Ferreira Vilella. Muito raro. 

201. — ^A Aguia Catholica. — Periodico |)uramente. reli- 
gioso. — Pemambuco, Typ, de M, F, de Farla, 1849, 
in-fol. med. 

n.* 1 salo a 4 de Agosto e o n.° Il (ultimo) a 13 de 
Outubro. Sob o titulo trazia a epigraphe: Audio mas voceni 
Aquilce volantis per medium cadi. (Ai»ocalii^se) em latim e 
portuguez. Publicava-se aos sabbados. Mez 400 róis. Raro. 
Bibls. Pubi, do Est. e do Gabiucte Portugue.\. 



219 



202. — O Vapor da California. — Penwmbuco, Typ. 

da Viuva Roìna & FUhos^ impr. por J. F. doB Santos^ 
(ii.<> 1) e T. F. Pereira (n.^ 2-13), 1849, m-4.'' 

n." 1 salo a 30 de Agosto e o n.® 13 (ultimo) a 16 
de Oatubro. No alto trazia uraa vìnhèta representando am 
vapor de rodas fumegando; e, sob o tìtolo: 

No vapor da California 
Pode seguir muita gente^ 
Os camarotes sào bons, 
Vapor é de patente, 

J. J. Ignacio. 

Publicava-se iiTegularmente a 40 réis o n.° avulso. 
Periodico satyrico redigido pelo Dr. Jeronyrao YileUa de 
Castro Tavares, uni dos proceres da revolta praieira. Como 
explica^So ao titulo lia-se no n.® 1 : «A raz^o do titulo 
desta foiba nao 6 diflScil de sor coraprehendida : ba entre 
nós muita gente ambiciosa^ e nJ!o so ambiciosa de dinheiro, 
corno de mando, de honras, e tòlo ba, que desconhecendo-se 
perfeitamente, ambiciona ser deputado, senador, ministro, e 
tudo quanto pode aspirar um homem intelligente e de let- 
tras, um homem de prestigio e saber. Vapor da Cali- 
fomioy construido para o servi90 do paiz, encarrega-se de 
levar para aquelle lugar teda essa gente, onde pode ser 
muito util, e satisfazer todas as ambi95es.» Raro. Bibl. 
Pubi, do Èst, 



203. — O Hecreio das Bellas.— Periodico Htterario.— 
PeimambucOy Typ, da Viuva Roma & Filhos, 1849-50, 
in-4.*> 

n.*» 1 salo a 8 de Setembro de 1849 e o n.*> 23 
(ultimo ?) a 15 de Fevereiro de 1850. Publica9ao aos sab- 
bados. Redactor: Felippe Nery Collabo. Muito raro. 



220 



204. — O FiscaL — Periodico politico e noticioso. — P«'- 
namlmcOj na Typ. da « Voz do BraziI», Rua da Praia ^ 
n. 46j in-4.* 

n.' 1 salo a 17 de Setembro e o n.** 25 (ultìmo) 
a 11 de Dezembro. Publicava-se duas vezes por semana. 
Trimestre 2$000 ; n.° avulso 80 réis. Redigido por Ignacio 
Beuto de Loyola pertencia à facgào exaltada do partido 
liberal, e as suas columnas sào ferteis em insultos con- 
tra OS portuguezes. Baro. Bibl. Pubi, do Est. 



205. — O EsforQO — Periodico politico. — Pemamòuco, Typ. 
Imp. da Viuva Roma & Filhos (n,^ 1-4), impr.^ por José 
J. F. de Souza (n.*> 4), 1849, in-fol. poq^ 

n.'' 1 a 29 de Setenibro e o n.'' 4 (ultimo) a 10 
de Novembre. Trazia a divisa : Progresso e Ordem : — Fo- 
iba doutrinaria pertencente ao partido liberal e redigida 
por Estevào de Albuqnerque Mello Montenegro, que depois 
passou a assignar-se Estevào Benedicto Fran^^. Raro. 
Bibl Pubi do Est 

206. — A Trombeta. — Pemambuco^ na Typ. da « Voz do 
Brasil», (n.® 1) ; na Typ. de I. B. de Loyo/a, Rua da 
Pi-aia, n.« 4.5 (n.<» 2-4), 1849, in4« 

n.* 1 salo a 8 de Outubro e o n." 4 (ultimo) a 14 
de Novembre. Sob o titulo trazia a epigraphe: 

Povo acordai 
De tanto dormir^ 
Hoje a Uberdade 
Deve resurgir. 

N.** avulso 40 réis. Jornaleco liberal. Raro. Bibl 
Pubi do Esl 



221 



207.— A Tentativa Peliz.— Pemaméiu», Tifp. de L JB. 

de Loyola (d.^ 1) ; Typ, da « Voz do Brdzil»^ Rua da 
Praia, n.^ 45 {n^ 2-5), 1849 in-4«. 

n.** 1 salo a 6 de Outubro e o n.** 5 (ultimo) a 7 
de Novembro. No alto trazia urna vinhèta representando 
nma praia cheia de fardos e barris e, ao fando, no mar, 
urna barca de velas enfunadas; sob o titalo liam-se os 
Tersos : 

Nova gente^ nova tcìTa 

Vamos luxos procurar^ 

Na famoxa Africa temos 

Outro Qéo^ outro passar. 

J. J. MOxVTEIKO. 

N.** avulso 40 róis. Jornaleco nativista fertil em in- 
Bultos aos portuguezes. Muito raro. BibL Pubi, do Est. 

208. — Gazeta do POVO. — Pemamòitcoy Typ, da viuva 
Roma & FUhos, impr.por T. F. Pereiray 1849, in-4°. 

n.** 1 salo a 8 de Outubro e o n.** 4 (ultimo) a 25. 
n.** 4 trazia no alto urna vinhèta representando umanjo 
a voar tocando uma trombeta, e todos, sob o titulo, aepi- 
graphe: 

A' ìiossa vox levantai'Vos^ 

Deizai o somno profundo : 

Recobrai vossos di/reitos^ 

Sol lux, pr'a lodo o mundo. 

Jornaleco liberal attribuido a Affonso de Albuquerque 
Mello. Muito raro. Bibl. Pubi, do Est. 

209. — A Violeta. — Periodico litterario. Recife, Typ. 
Uniào, Rita da Uniào n." 9, 1849-50, in-8.^ 

n.' 1 da 1» sèrie salo o 28 de Outubro de 1849 e o 
n.** 10 (ultimo) a 29 de Dezembro ; o n.° 1 da 2* e ultima a 
19 de Janeiro de 1850 e o n.** 6 (ultimo) a 16 de Mar90. 
Semanal. Sèrie de 10 n.°" 640 réis. Muito raro. 



22t 



^^^TVBwswm 



910^--hO Bolha. — Pem.y Typ. Imp. da Viuva Boma & 
PUhoSy impr, pw J. Il de Souza, 1849, 10-40. 

n." 1 e unico saio a 10 du Novembro. No alto 
trazia urna vinhèta caricata allusiva a Floriano Correia de 
Brìtto, por alcunha Britto Rolha^ e mais abaixo os versos : 

Cheguem gentes! ... veìihào ver 
Cousa nova^ raridade f 
rolha monstr^osidade. 

Rarissimo. BibL Pubi, do Est 



211. — O Gallego. — Pernarìibuco; Na Typ, da «Voz do 
Brazilìì, nui da Praia y n.* 4^, ivipr, por A, P. iJ., 
1849 e 50. iu-4." 

n.** 1 saio a 21 de Novembro de 1849 o o n.° 5 a 16 
de Dezenibro ; após dez mezes de interrupyao salo o n.° 6, a 
12 de Outubro de 1850, e o n." 8 (ultimo) a 23. Os 
n.^* 1-5 traziam no alto urna vinhèta representando um 
gallego esbaforido com uma mala às costas, cercadodeum 
esqueleto e de duas figuras humanas aladas ; nos n.°* 6-8 
a vinhèta representa apenas o gallego com a mala às cos- 
tas; OS n.^ 1-5 traziam sob o titulo os versos: 

Eu sou o gallego 
La da botica^ 
Sou multo amanite 
De queni m'enrica 
e OS n.*^* 6-8 : 

Portugaly patria minka infame e tdl^ 
Re fugo das na^des^ ua^ào dem 

As edÌ95es eram alternadamente impressas em papel 
verde e amarello. Jomaleco nativista da peior especie. 
RarÌ6BÌmo. Biòl. Pubi do Est. 



223 



313. — A Orinalda. — Jornal das damas. Pemambuco, 
Tip. de M. F. de Furia, 1849-50, in-4.^ 

a.^ 1 saio a 28 de Dezembro de 1849 e o n.<» 5 
(ultimo) a 7 de Fevereiro de 1850. Jf.^ avulso 50 réis. 
Jornalsinho Uterario cujo principal objecto eram cas vir- 
tudes e bellas qualidades do sexo amavel.» Barissìmo. 

Ì213.— O Sulista. — ^Periodico politico e mora). Pemam- 
buco, Typ, de M, F. de Paria, 1849, in— fol. peq. 

NSo conseguiraos ver este jornal, nem encontrar mais 
informagdes a seti respeìto além das quo aciraa ficam indi- 
cadas e eoQStam do Cu la fogo da ExposiQào de Historia do 
Brasi/, de 1881, n/' Sin-). Rarissimo. 



214, — Diario do Povo. — Jornal eommei'cial, noticioso, 
moral e per accideua politico. — Peinambuco. Na Typ. 
da Rimi da Praia, ^i.oJ^J, 1850, in-fol. peq. 

n.° 1 salo a 2 de Janeiro e o n.« 3 (ultimo) a 4. — 
Ephemera publicagao, filiada ao partido liberal, que proten- 
deu concorrer com o Diario de Pernambivco, Muito raro. 
Bibl Pubi do Est. 



215. — O Commercial. — Jornal dos interesses commer- 
ciaes, agricolase indiistriaes, ede litteratnra. — Pemam- 
buco, Typ. da Viuva Roma & FUhos (n.*»- 1-24) ; Typ. 
Imparcial, Rua da Praia, n." 55 (n.*»* 25-108), 1850, 
in-fol. 

n. 1 saio alo de Janeiro e o n.^ 108 (ultimo) a 1 
de Jimho. Diario. Anno 12$000; n.«» avulso 160 réis. — 
Redigìdo pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho, promettia 
set «uma especie de livro de pra9a, onde a par do movi- 
mento marìtimo e transa^òes do dia, seriam discutidas as 
mais uteis questoes commerciaes e agricolas, e patenteadas 



224 



as medidas que a nossa uascente industria requerìa. Afim 
de tornar variada a IÌ9&0 das suas columnas, consagraiìa 
urna parte dellas à litteratura do dia, e informarìa os seos 
subscriptores das descobertas notaveis da sciencra, ou dos 
esfor90s superìores da arte.». Moito raro. BibL do Insi. 
Archeo. e Oeogr, Pemam. 

216.— A Marmota Femambucana. — Pemam6uco, 

Typ, da Viuva Rema & Filhos (n.^ 1-13 e 17) ; Typ. 
Uniào, rua da Uniào, (n.- 13-16 e 18-54), 1850, 
in-fol. med. 

n.* 1 salo a 21 de Mar90 e n.» 54 (ultimo) a 2 
de Novembre. Nos seguintes versos, que trazia abaixo 
do titulo, declarava os seus intuitos, periodicidade e pre90 
(non.* 1): - 

Nào se que?' assignaturas He para todos 

Para nào fa^er toriuras Imparcial 

Se vende dinhdro a vista ^ Ama a virtude 

A quem tem cobre na crista. Detesta vieto. 

Nos n.**' 2-13 OS mesmos e mais : 

Sahe tergas e sextas-feiras 

Com bons artigos e brincadeiras. 

que, nos n.** 14-54, foram substituidos por: 

Sahe duas vexes so por semana 
Està folhinha Pemambucana^ 
Em bellos typos e bons papeis 
Custando apenas orienta réis. 

Periodico critico-satyrico, neutro em politica, que teve 
grande voga. Foi seu redactor-proprietario Prospero Di- 
niz, naturai da Bahia, onde publìcou por algum tempo a 
primitiva Marmota (n.^ 1 a 21 de Dezembro de 1845); 
porém, tendo padecido incommodos e desgostos pela mor- 
dacidade licenciosa de alguns artigos daquella foiba, dei- 
xou a ddade natal e SQguio para Rio de Janeiro onde, 



225 



assocìado a Francisco de Paula Brìtto, deu come90 k 
Maì^mota na Córte, cujo n.® 1 se publicou a 7 de Setem- 
bro de 1849. Desavindo-se pouco depois com o socio re- 
tirou-se para Fernambuco, dando aqui à luz o presente pe- 
riodico que nao destoou dos seus homonymos no estylo 
virulento e aggressivo. Raro. Bibls, Pubi, do Est, do 
Gabinete Portuguex, e Nadonal^ do Rio de Janeiro. 



217. — O Academico.— Periodico scientifico e litterario. 
— Pamambuco, Typ, de M. F. de Faria, 1850, in-8**gr. 

n.® 1 salo a 8 de Maio. Seraanal. Mez 500 réis ; 
n." avulso 160 róis. Rarissimo. Bibl. Fluminense. 



218. — ^A Saudade. — Periodico de instrucyào e recreio. — 
Peì-nambucOf Typ. de M. F, de Furia, 1850, iu-8® gr. 

n.^ 1 e unico (?) salo a 21 de Maio. Rarissimo. 



219. — ^Alva. — Jornal litterario. — Parahybay Tip, de José 
Rodrigues da Costa (n.^ 1-5) ; PernambìicOy Typ, de 
M. F. de Faina (n.o- 6-10), 1850, in-8* gr. 

Come90U a ser publicado na Parahyba, onde sairam os 
n.** 1, de Janeiro, a 5, de Maio ; passando a ser impresso 
no Recife do n." 6, de Junho, ao n.° 10 (ultimo) de Ou- 
tubro, (152 pp.). Mensal. Sob o titulo trazia a epigrapbe: 
A litteratura é a expressào da Sociedade (Ronald). Dizia- 
se humilde ensaio e era redigido pelos academicos JoSo 
da Costa Ribeiro, José Carlos da Costa Ribeiro, Olintho 
José Meira, Diego Velho Cavalcante de Albuquerque, Ade- 
lino Antonio de Luna Freire e Salvador Henrique de Al- 
buquerque, OS deus ultìmos dos quaes inulto contribuiram, 
com OS seus escriptos historicos, para dar-lhe um caracter 

especiaL Rarissimo. 

29 



226 



220. — O CrOnciliador. Periodico nacioua)^ politico e 
noticioso. — Pem, Na Typ. da « Voz do Brazil» tita 
da Praia j n. 4.5 ^ 1850, in-fol. med. 

n.* 1 salo a 12 de Junho e o n.' 24 (ultimo) a 3 de 
Setembro. Publicava-se às terc^as e sextas-feiras. Trimes- 
tre 2§000 ; u.* avulso 80 réis. Redigido por Ignacio Bento 
de Loyola consagrava-se «à dofeza dos interesses genuina- 
mente nacionaes amea^ados pela ganancia portugueza». Foi 
substituido pero Echo Pernaìnbncano. Raro. Bibl. Pubi, 
do Est. 

221. — O Patulóa. — ^Jorual politico, jocoserio. — Pernam- 
bìico, Tip. da Vixiva Romn & Filhos, Rua da Praia, 
7i.' /J/J, impr. por A. M, O^C, Jersey (n,^* 1-1^); Tip» 
Bua da Praia, n. ^J (n."* 10-22) ; Tip. da « Voz 
do Brazih, ibe (n.'^ 23-25), 1850, in-4.'^ 

n." 1 saio a 14 do Junho e o n.° 25 (ultimo) a 5 
de Setembro. Publicava-se <is segundas e quintas-foiras. 
Trimestre 1§000. Sob o titulo trazia a divisa: Jacta est 
àlea (Cesar ao atravOvSsar o Rubicon), e conio epigraphes 
o Art." 178 § 4** da Consti tui(;ao do Imperio e o Art'' 86 
do Codigo Criminal. Filiava-se ao partido liberal e era 
redigido, em linguagem violenta, pelo portuguez naturali- 
sado A. M. 0*Connell Jersey, que entao figurou por algura 
tempo em plano secundario da politica provincial. Foi 
substituido pero Formigào. Raro. Bibls. Pubi, do Est. 
e Nncional^ do Rio de Janeiro. 

222. — ^O Jasmin. — Periodico recreativo dedicado ao bello 
sexo. — Pernanìòuoo, Typ. da Viiiva Roma & Filhos, 
1850, in-4". 

n.* 1 salo a 24 de Jnnlio. Rarissimo. 



227. 



223. — O Bello Sexo. — Periodico literarìo e recreativo. — 
PemambiusOy Typ. de 3L F. de Paria, 1850, in-8® gr, 

n.* 1 salo em Junho e o n." 6 (ultimo) era Novembro. 
Mensal. Trimestre ]§000; n." avulso 400 réis. Jorualzi- 
nho redigido por uma associa9ao de jovens academicos, sob 
a direc9ao de Antonio Witruvio Finto Bandeira e Accioli de 
Taseoncellos, e especialmonte destinado, «àdiversao d'aquella 
frac9ao do genero humano cujo nome o adornava>. Raris- 
simo. 

224 — O Tanjasno. — Periodico jooo-critico. — PeniambucOy 
Tifp, da Viuva Roma & Filhos, 1850, in-4**. 

n.° 1 e unico saio a 30 de Julho. Sob o titulo trazia 
a epigraphc: Ego te i?Uns^ et in cute novi, (Persius). — 
Para explica(;ilo do sou titulo convem lombrar que iaììjasno 
é nome de uni passare que se suppunha ter antipathia 
pelo burro. Rarissimo. 

225. — O Telegrapho. — Periodico joco-serio. — Pamam- 
buco, Typ. da Vi uva Potila tt FUhoa, 1850, iu-fol. med. 

n.* 1 saio a 5 de Agosto e o n.° 14 (ultimo) a 29 de 
Outubro. Publica^ao semanai (n.*** 1-2) e duas vezes por 
semana (n.** 3-14). N." avulso 40 réis. — No alto trazia uma 
vinhèta representando a ton-e do telegrapho optico, e abaixo, 
OS versos : 

RieX' en aree moi... 

Ah! pour tout dire^ 
Il n^est besoin^ ina foi^ 
D^un privilège du voi. 

(Chansons de Béranoer). 

Pertencia à politica liberal, e discutia o processo dos 
presos implìcados na revolta praieira. Raro. BibL Pubi, 
do Usi. 



228 



226, — ^A BevoluQào de Novembro.— P^mamótxoo, 

Typ, da Vìuva Roma & Filhos, impr. por Manod Rodri- 
gues Seveì'ino Pinheiro (u.*^ 1-14); na Tjff>. da h Vox do 
Brazihy Rua da Praia^ n.^ 4^, mesmo impì\ (u.^ 15— 
21), 1850-51, in-fol. med. 

n.« 1 salo a 19 de Agosto de 1850 e o n.° 21 (ultimo) 
A 15 do Janeiro de 1851. Publica9ào às segundas-feiras 
(n.*^' 1-3), aos sabbados (n.'^ 4-6) e às quartas e sabbados 
(n.^ 7-21). Sèrie de 25 n.«» 2$000; n." avulso 80 róis. 
Acima do titulo trazia (aos n.**' 1-17) urna vinliéta fepresen- 
tando, no primeiro plano, ura catafalco sobre o qual estava 
enrodilhada urna cobra tendo na cauda o distico — O Braxil 
nào é dos Braxileiros. — Ao fuudo via-se, sobre urna alraofa- 
da, um bracco decepado erguendo urna bandeira com o lem- 
ma — Consiituinte — , e, em volta da almofada, em urna fita, 
lia-se — Braxil devia ser dos Braxileiros — , ao lado estava 
a ConstituÌ9ao do Imperio aberta no Art. 36 § 4". Os n.^ 18-21 
traziam apenas o motto Consiituinte, Apresentava-se comò 
organi do partido republicano em Fernambuco, professando 
exaltados principios nativistas, e era exclusivamente redigi- 
do por Affònso de Albuquerque Mollo, propagandista incan- 
(javel e democrata intransigente, comquanto extreniamente 
prolixo e obscuro nas suas doutrinas. Em violenta polemica 
com Argos Pernambucano, A Impreìisa e Echo Per- 
nambucano procurou improficuamente agitar a opiniSo pu- 
blica no sentido de ser convocada uma constituinte, que pro- 
movesse, nao simples reformas constitucionaes corno pediam 
OS liberaes, mas mudan9a radicai na fórma do governo do 
paiz, substituindo a monarchia pela republica. Raro. BibL 
PiibL do Est. 



227t — O Zoilo. — Periodico critico. — Peimavibnco, Typ. 
da Viuva Roma & tilhos, 1850, in-4". 

n.o 1 e unico (?) salo a 19 de Agosto. Sob ó titulo 
trazia a epigraphe : A critica raxoavel é para todos os ra- 
mos d'applicaQào do espi?ito hurnano^ o que o Céo e o In- 



229 



femo sSo para a ordem moral. Bedigido pelo academico 
cearense Jeroajmo Macario Figaeira de Mello, pcopanha- 
se a sujeitar a rigorosa censura a affectada e ridicala sen- 
timentalidade preponderante nos perfodicos literarios con- 
temporaneos. 

cNinguem ignora, esereria o seu redactor, que à par 
de escriptos que se nào sSLo sublimes ao menos revekni 
urna intelligencia vigorosa, e a que so falta a comitiva dos 
conhecimeutos, tem surgido no seio da Academia de Olinda 
outros d'urna tal sordidez, que s6 podem ter em compen- 
sa9So discredito simultaneo do seu autor e da classe acade- 
mica: e conviria que urna corpora9ào, que tem aspiragOes 
e ambiQoes, auctorisasse o mareamento dos brasOes da intel- 
ligencia, que com tantas fadigas e tao justos titalos tinha 
ganho, conservauJo-se em iuercia e criminoso silencio a 
respeito de escriptos que asfixiam a npssa litteratura ainda 
no ber90?!... Xào por certo. Fazer pois echoar a nossa 
reprovacjSo a estes escriptos inspirados pela vaidade de escre- 
ver e nenhum zelo pela dignidade e reputa^ao academica, 
fazer sentir nesso orgulho de classe, nesso enthusiasmo 
pelo que bouver de grande, de nobre e de esporan9oso nos 
escriptos academicos, eis o nesso fini». 

Passando em revista os contemporaneos, acrescentava 
as seguintes aprecia9(5es, que transcrevemos comò amos- 
tra da critica literaria vigente entro nós em 1850:... «aeflBi- 
mina9ao dos Orientaes e a sua laxidào, representa Bello 
Sexo; OS monotonos perfumes com quo os Asiaticos suffo- 
cSlo as suas amantes capti vas, foi papel assignalado a'O Jas- 
min; Album quiz viver vida de Mathusalem e appareceu- 
nos este anno com laivos de velho adamado e resador, e j& 
ouvimos comparal-o a uma maca de viagem em que se 
mette tudo — comer para o caminho e roupa engommada, 
que lego fica machucada e cheirando mal; a Alva està 
multo occupada de bosqiiejos historicos^ e nSLo seremos nós 
quem va distrahil-a de seus galanteios, de seu thuribulo, 
de suas caduquices e de suas historias; Academico^ este, 
que por seu titulo devia simbolisar a classe, infelizmente 
tambem mora uà Asia Menor e deu para fazer charadas 
e tocar guitarra, porque viu que este ora bom meio de 
divertir a gente. E quem sabe si com tao bons exemplos 



230 



nós nào iremos dar com os ossos por là?! Libera nos. 
Domine». 

Nascida d'um sentimento louvavel, a campanha de re- 
genera^So literaria iniciada pel'O Zoilo foi, todavia, pouco 
efficiente; os redactores das folhas mais directamente attin- 
gidas pelas suas increpa95es nSo se deraoraram em pro- 
testar com vehemencia e deram-lhe combnte, com arinas 
iguaes, n'O Brado da Indigna^ao^ cujo toni aggressivo em 
breve impoz silencio ao zombeteiro censor. 

Mnito raro. Bìhl. do Gabineie Portugnex de Lettura 
em Fernambuco. 

228.— A Revista Theatral.— Pmiawi^Mco, Typ. da 

Viuva Rovia & Fiihos, 18«50, 10-4** 

n.** l salo a 81 de Agosto e o n.** 2 (ultimo?) a 
7 de Setembro. A •seguinte quadra expunha o seu pro- 
gramma : 

Censurar os mdos actores^ 

E aos bons dar mil lonvcres 

He taréfa principal 

Da Revista Theatral. 

Redigida por academicos foi a primeira publica^ao 
quo, no genero, possuimos. Muito raro. Bibl Pubi do Est 

229.— O Argos Pernambucano.— Pernamòwco, Typ- 

Nadonaf, Rua Direita, 7i.** 5, 2^ e S^ andares, {n^ 1-21 
da 1* Serie) e Fasseio Fuhiico, ?i.« 19 (n.^ 22-25 da 
1* Serie) ; impr. por 31. F. C. Pessóa (n^ 1-22 da 
1"), e poi^ M. F, Chaves (u."^ 23-25 idem), 1850-52, 
in-4« (n.« 1-1* Serie), iu-fol. peq. (do n.«> 2 da 1, 
em diante). 

n.*» 1 da 1* Sèrie salo a 7 de Setembro de 1850 
e n.*' 25 (ultimo) a 4 de Setembro de 1851 ; o n.^ da 2* 
a 7 de Setembro de 1851 e o n.^ 15 (ultimo) a 30 de 
Agosto de 1852. Sob o titulo trazia a epigraphe: C^p- 
tum biminibus dnctum caput Argos habebat. (Ovro. 1* 
Met.) Publica9So quinzenal. Sèrie de 25 n,^ 2$000 ; n.« avul- 
so 100 réis. Jomal politico liberal principalmente redigido 



231 



por Antonio Yìcente do Nascimento Feitosa e José Anto- 
nio de Figueirédo, que o apresentaram coni as segui ntes pa- 
lavras : e Quando a oppressao Honoriana fez calar a ìmprensa 
nesta desventurada Provincia de Fernambuco, foinos com- 
pellidos a suspender a publica9ao d'OMaccabeo^ mas sus- 
pendendo-a, fizemos um protesto centra aquelle acto de 
violencia, e nos compromettemos para com todos os cor- 
religiouarios do Imperio a proseguirmos nella, logo que a 
situa9ào do paiz o permittisse. Cremos chegada a occasiSo 
de dosempenbarmos aquelle compromisso ; e por isso de 
novo nos apresentamos na arena polìtica, sustentando os 
principios do partido liberal. Julgamos dover mudar o titu- 
lo, abrapando o de Argos Peìvambncano^ conio emblema da 
vigilancia em que nos devemos conservar centra os inva- 
sOes do poder despotico e absoluto. nosso programma 
e fins jà sào ass«z conhecidos. Assim, pois, sera nosso em- 
penho esclarecer o povo acerca da liberdade, direitos, ga- 
rantias e franquias, que a Constituigao, o Acto Addicional 
e outras leis deram aos brasileiros e às provinoias, e tem 
side falseadas por outras leis iniquas, regulamentos, decre- 
tos e avisos, seni duvida despoticos. — O Argos Perncim- 
bucano^ cujas doutrinas tivérani bastiinte repercusslio, foi 
batedor de uma phalan,:^o de periodicos politicos quo, com 
identicos titulos, se publicaram contemporaneamente em 
todo o Norte al9ando a bandeira da Constituinte. Era es- 
cripto com moderagao e decencia. Raro. BibL Pubi, do 
Est 

230. — O Echo Pernambucano. — Periodico nacional, 

politico e noticioso (I). Jornal politico, social e uoti- 
cioso (II-VII). Peniambuco, Typ.da «Vozdo Brazih, 
Bua da Prnia n''.4^-5 (l-IIl) impr. por M, B, Pinheiro 
(d.** 88, III) ; Tgp. do «Echo Pet^ianibucano» ibey(IV'- 
VII), iTupr. por Manoel Bernardea Pinìmro (n."' 29-48, 
Vili), 1 850-56, in-fol. peq. (I-I V) e in-fol. med. 
(V-VII). 

n.® 1 do Anno I salo a 7 de Setembro de 1850 
e n.^ 96 (ultimo) a 26 de Agosto de 1851; o n.« 1 do 



232 



n a 1 de Setembro de 1851 e o n.** 36 (iiltiino) a 30 de 
Dezembro de 1852 ; o n.** 1 do III a 1 de Janeiro de 1853 
e n.® 100 (ultimo) a 16 de Dezembro; o n."* 1 do IV a 7 
de Janeiro de 1854 e o n.® 100 (uliàrao) a 19 de Dezembro; 
o n.^ 1 do VI (alias 5**) a 9 de Janeiro de 1855 e o n.*» 100 
(ultimo) a 21 de Dezembro; o n."* 1 do VII (alias 6**) e ultimo 
a 8 de de Janeiro de 1856 e o n.** 48 (ultimo) a 25 de Junho. 
Publicagao às ter^as e sextas-feiras. Sèrie de 20 n.** 2f 000 
(I-IV) e de 25 n-3$000 (VI); anno 123000 (VII); n.» avul- 
so 100 réis (I-II), 120 Téis (III-IV). Sob o titulo trazia a 
divisa : Liberdade^ Umào e Patna^ e, a partir do n.« 1, 
n, a epigraphe: Tres um'dades exisiem no cora^éo de 
iodo homem : — tnn Deos, urna patria^ urna familia ; urna 
destas iinidades é o Povo^ parque — Poro, Patria — é sem- 
pre a mesma unidade^ sob dous aspectos differentes. (Mr. 
Ortolax), Jornal essencialmente partidario, do qual foi pro- 
prietario e principal redactor Ignacio Bento de Loyola. 
Dizia pertencer ao partido liberal o militar pela convoca^So 
de urna constituinte ; foi'fertil em violentissimas aggressóes 
pessoaes nao so centra aos adversarios politicos, comò sobre- 
tudo contra os portuguezes ; a sua linguagem era apaixo- 
nada, virulenta e inculta. Caracterisou-o perfeitamente o 
facto de haver transcripto em folhetins Pastor e a Ove- 
Iha, indecoróso ctratado de moral» do infeliz bispo D. Jo5o 
da Purificasse Marques Perdigao. Succedeu a O Cmici" 
b'ador, ColleccjSes nas Bì'bls. PubL do Est e do Inst 
Archeo. e Oeogr. Pernam, 

231. — A Esmeralda. — Periodico dedicado às Pernambu- 
canas. — Pemambueo, Typ, de M, F. de Paria, 1860, 
in-4^ 

n." 1 e unico (?) salo a 7 de Setembro. Jomalsi- 
nho litterario de estudantes. Rarissimo. 



233 



232.— O Formig&O. — Periodico politico e moral ; critico, 
satyrico e comico^ — Recife, Typ. Libeì^aly Rwi Estreita 
do Rosaria y n.° ISy 1850, in-fol. peq. 

ii.° 1 salo a 7 de Setembro e o n.' 26 (ultimo) a 
5 de Dezembro. ' Acima do titulo trazia urna vinheta re- 
presentando um grande rato (gtmbiru) tendo ferrado és 
costas um formigao. Publica^So às segundas e quintas- 
feiras. Sèrie de 25 n.^ 1$000.-A. M. O'Connell Jersey, 
que redigio està foiba em substituÌ9ào a'O Patuléa^ con- 
fessou haver nella adoptado a parte mais odiosa do jor- 
nalismo; a sua extrema virulencia desagradou aos proprio» 
correligionarios liberaes, e a publicapSo terminou com a 
prìsào do redactor por abuso da liberdade da imprensa. 
Mezes depois reappareceu transformada n'O Pal^adim, Raro. 
Bibls. Pubi, do Èst, e Naeional^ do Rio de Janeiro. 

283. — A Imprensa. — Jomal politico e social. — Per- 
nambucOy Typ. Nadonaly impr. por M. P. C. Pesaóa, 
1850^52, in-fol. 

n.« 1 do Anno I saio a 7 de Setembro de 1860 e o 
n.« 88 (ultimo) a 30 de Dezembro ; o n." 1 do II a 2 de Ja- 
neiro do 1851 e o n.' 282 (ultimo) a 30 de Dezembro; o 
n.*> 195 (ultimo) a 6 de Setembro. Diario. Anno 12$000. 
Orgam do partido liberal, està foiba se salientou pelo seu 
estylo fluente e energico, pela escolha das suas materias e 
pelo illustrado patriotismo que as inspirava, Foi fundada 
pelo seu primeiro redactor, o mallogrado bacharel Emesto 
de Albuquerque Mello Montenegro, que depois passou a se 
chamar Ernesto Benedicto FrauQa, No prospecto, após o 
quadro que eutSo apresentava o Brasil, tra9ado com coros 
sombrias, lia-se: »Chegados a este cumulo do desgragas, 
quando parece ter jà soado o toque de agonia que annuncia 
a ultima bora dà vida social, e depois que o governo nos 
expillio do parlamento e nos fechou as urnas, temos resol- 
vido tentar o ultimo meio pacifico de salvac^o, e para nSo 
nos lan9armos nas voragens da guerra civil, recorremos 

em tao desespejadora situa9ao para a imprensa.» Em 1851, 

30 



234 



sob a re<iac<;ao do Dr. Antonio Vicente do Nascimento 
Feitosa, prestou bons servi^os na campanha em prol da 
conyoca9So de urna oonstituinte. Ao terminar a publicaQ&o 
era orgara da sodedade politica — Liberal Pemambucana — , 
em cujo mister foi substituido peVO Liberal Pernambucano. 
Raro. Bibls, Pubi, do Est^ Nadonal^ do 'Rio de Janeiro 
e do Inst. Archeo. e Oeogr. Pernam. 

234.^-A Fada. — Redfe, impr. na Typ. da « Voz do Bra- 
?i7», ima da Praiu, n.** 4^^, 1850, in-4'. 

n.' 1 salo a 14 de Setembro e o n.' 3 (ultimo) a 
2 de Outubro. Trazia a segiiinte epigraphe: Maìias fa- 
demos? Fademos, — Permiffa Deos^ que quem tantos males 
teni causado a nassa paix^ seja coìidemiiado a execra{:ào 
puhlica, Pablica9ao in-egular. N." avulso 40 róis. Jor- 
naleco satyrico quo aflfectava tondencias nacionalistas, e 
era alternadamente impresso em papel verde e amarello. 
Raro. Bibl. Pubi, do Est. e do Oabincte Portn^fiex, 



235. — O Brado da Indignagào. — Pemambuco^ Typ. 

da Viuva Bonia & FUhos, iu-8° gr. 

n." 1 salo a 18 de Setembro e o n.** 2 (ultimo) a 
8 de Outubro. Periodico escripto por academicos em re- 
presalia à critica desapiedada d'O Zoilo. Rarissimo. 

236. — O Medico do Povo em Pemambuco.— 

•Tornai de propaganda hom(jej)athica. Peìniambaco, impr, 
ìui Typ. da Viuva Roma A FUhos, 1850, in-fol. peq. 

n.** 1 salo a 2 de Outubro. Trazia as seguintes 
epigraphes : Similia similìhìis curantur. — Unifas reme- 
dii doscs miniìnae. — Esperieniia in ìiomine sano. — (Hahne- 
mann). — Querer he poder. — Tout est dans tout {J xcoijot). — 
Caridade sem limites, — Scienciu seni privi legios (Mello 
MoRAEs). Sala és quartas-feiras e sabbados. Trimestre 
2^000 ; nSo se vendiam n.** avulsos. Publica95o redigida 
pelos Drs. Sabino Olegario Ludgerio Pinho e Alexandre 



235 



José de Mello Moraes e o cìrurgiSo JoSo Yicente Martins, e 
da qual foi gerente Francisco Augusto de Oliveira. Raro. 
Bibl Pubi, do Est 



237. — O Recreativo. — Periodico moral, critico e tbeatral^ 
PemambìiGOj Typ. da ViuvaBomaA Filho8,ìS50-òlf 
in-fol. peq. (n.«» 1-6) e in-fol. med. (n.*» 7-13). 

n.« 1 saio a 7 de Outubro de 1850 e o n.° 13 (ulti- 
mo) a 21 deFevereiro de 1851. Semanal. Trimestre 1$000. 
Para està publicaQao contribuiram com< poesias e artigos 
literarios Antonio Rangel Torres Bandeira^ Manoel Rodri- 
gues do Passo, Philadelpho A. F. Lima e outros. Raro. BibL 
PiihL do Est 

238. — ^A Iiiberdade. — Recife, Typ. da Vniào nui da 
Uniào, 1850, in-4.*' 

n.' 1 saio a 10 de Novembre e o n.«> 8 (ultimo) a 
14 de Dezembro. Trazia, sob o titulo, a epigraphe : Qiuzìv- 
do um partidOy que abusati do poder^ o pa^de, sua queda 
é sem remedio. Todo o partido qtw se manchude sangue^ 
iarde ou cèdo o espia^ e se aniquila para sempre. (Mr. 
Bahoux. Pbilosophia Politica). N.** avulso 20 réis. Per- 
tencia à politica conservadora. Raro. Bibt PubL do Est 



239. — O Artista Brazileiro. — Periodico politico, libe- 
ral e social. Pei^ambucOj na Typ. da «Voz do Bra- 
zìi», rua da Praia n." ^J, 1850, in-4/ 

n.o 1 e unico saio a 16 deNoACmbro. Trazia a epi- 
graphe: As reroh({^es^ faiaes necessidades^ inevitaveis inter- 
mite7icias da vida das na^des^ 7iào se faxem em vào. (Mr. 
DE Lamartine). Era liberal e dizia-se destinado «a batalhar 
em prol da réorganisa9ao brasileìra debaixo da bandoira le- 
vantada no campo da guerra a — Constituìntc^. Rarissimo. 
BibL Pubt do Est 



236 



240. — O Jan Bixente. — Periodico analytìco, jooo-serio 
coDtra o charlatanismo medicai. Recife, impr. por 
José dos Saldo» Torres^ 18505-1, in-4/ 

n.° 1 salo a 16 de Dezembro de 1850 e o n> 6 
(ultimo) a 8 de Janeiro de 1851. Sob o titillo trazia a 
seguinto quadra : 

Sabendo o fraco do pm^o^ 
ganhador cìmrlatào^ 
Procura o niaravilhoso, 
Recorre a Religino. 

DestribuÌ9ao gratis. Era dirigido centra o cirurgiao 
portuguez Joao Vicente Martina, propagador da homoeopa- 
thia fundador do Gabinete Portuguez de Leitura. Muito 
raro. BibL Pubi, do Est. 



241. — O Diabo no Recife. — Réeife, Typ. da Uniào, 
rua da DniàOj 1851 in-fol peq. 

n.« 1 e unico salo a 22 de Janeiro. Sob o titulo 
trazia a epigraphe: maldizente bem intencioìiado é o 

homem mais ulti d sociedade que pode exister Isto 

é um servifio que se fax ao lodo e nào um insulto que 
se fa^ aoparticular. N.® avulso 80 réis. Rarissimo. BibL 
Pubi, do Est. 

242. — O Nacional. — Pemambujo, Typ, de Santo» & C.*, 
impr. por J, D, de Soma, 1851, in-fol. peq. 

n.*" 1 salo a 8 de Mar9o e o n.o 15 (ultimo) a 30 
de Abril. PubUca^ao às quartas e sabbados. Trimestre 
2$000 ; n.o avulso 100 réis. Periodico conservador, redigi- 
do pelo Dr. Jeronymo Martiniano Figueira de Mello, que 
além do seu prìncipal escopo de defender a monarchia repre- 
sentati va e a ConstituÌ9So politica do imperio dos ataques dos 



237 



pseudo-liberaes», destìnava-se a dìscutir coni especialidade 
<as doas questOes vitaes para o paiz : a nacioiialìza9SLO do 
commercio e trafico de Africanios.» Bibl. Pubi, do Est. 

243, — ^O Mocó. — Periodico pequinino e gostosinho. — Pei'- 
nambiuio, impr, na Typ* Nadonatj par M, C. P, Pessòa 
(n.- 1-12) e M. F. Oiaves (n.- 13-15), 1851, in-4o. 

n." 1 saio a 12 de Maio e o n.^ 15 (ultimo) a 15 de 
Setembro. N." avulso 40 réis. Sob o tìtulo trazia està qua- 
dra: 

Fugi^ guabirus^ 

Do esperto Mocó: 

A\s suas pesquixas^ 

Kào escapa um so. 

Raro. Bibl. PtM. do Est. 

244. — O Mundo da Lua. — Periodico politico e joco- 
serio. — Pernambuco, Typ. Nadonal, por M. P. C Pes^ 
8oa (n.* 1-7) e por M. F. Chaves (n." 8-10), 1851, 
ìn-fol. peq, 

n.» 1 salo a 14 de Junho e o n. 10 (ultimo) a 19 de 
Setembro. Acima do tìtulo trazia urna vinhéta representan- 
do a lua, e abaixo os versos: 

Vou dixer nesta folhinha 
A verdade nua e crua^ 
Nào se admire ninguem^ 
Qu'eu vim do mundo da hia. 

Era redigido pelo Dr. Jeronymo Vilella de Castro Tava- 
res, enfilo preso na fortaleza do Brum, o que explica a 
acrimonia com que era escripto. Bibl. Pubi, do Est. 



238 



246. — O Apostolo do Norte. — PernambuoOf Typ. da 
Viuva Roma; Typ. Naeional e Typ, Republioana Federa" 
Uva Universal, 1851-54, in-fol. 

n.** 1 salo a 24 de Junho de 1851 e a publicagSo con- 
tinuou milito irregularmente até 1854. Faltam-nos mais 
pormenores sobre este jornal, principalmente redigido por 
Jo5o de Barros Faleào de Albuquerque Marauhao, que nelle 
procurou propagar os seus ideiaes de repubiica universa]. 
Rarissimo. 



246. — A Palmeira Pernambucana. — PemambùeOf 

Tìfp, da Viuva Roma, 1851, in-4''. 

n." 1 salo a 2 de Agosto e o n.^ 3 (ultimo) a 21. 
Trazia, sob o titulo estes versosi 

Eu gosto de ver frondosa 
Na minha terra a palmeira^ 
Baloigando os ramos bellos 
Ao soprar d'avrà fagueira. 

M. F. DE Medkiros. 

Jornalzinho liferario redigido pelo estudante de pre- 
paratorios Francisco Antonio Cesario de Azevedo. Raris- 
simo. 



247.— O Tirocinio Harmonico.— Periodico musical.— 

Petmambuco, Typ , 1851, in- 

n.** e unico (?) salo a 5 de Agosto. Mensal. Mez 1$000; 
n.'* avulso 1$280. Constava de niodinhas e composÌ95es 
musicaes, principalmente do applaudido maestro pemam 
bucano Fedro ^falasco Baptista. No genero foi a primei- 
ra publica93.o que tivemos. Rarissimo. 



j 



?80 



248. — O ArgOS Natalense. — ^Periodico politico e social 
do Rio Grande do Norte. — Pemambucoy na Typ. Na- 
cional, 1851, in-fol. med. 

n." 1 saio a 7 de Setembro e ignoramos até quando foi 
pablicado, bem corno uos faltam mais pormonores sobre a 
saa existencia. Cntalogo da Exp, de Hist do Bras.j n." 3628. 
Maito raro. 



249. — O Paladini. — Petmambucoy Typ. Soc. de A. M. 
(yC. Jet'ftey, Rita Estreita do Rozario n.'* 15, 1851- 
52, in-fol. med. 

n.» 1 saio a 7 de Setembro de 1851 e o n." 45 (ulti- 
mo) a 8 de Abril de 1852; a publicai^ao foi interrorapida de 
1 de Dezerabro de 1851 (n."^ 25) a 2 de Fevereiro (n.» 26), 
quando come9ou a 2* sèrie. — Os n."* 4-45 traziam uma vi- 
nhèta representando um cavalleiro armado de toda^ as pe9as, 
de cuja lan9a se desenrolava uma flammula com o lemma : 
Constituinie soberana e livre^ e, em todos. os n.*"*, em fran- 
cez e pOrtuguez, a epigraphe: Soiis toutes les fortnes de 
gouvernementj arrangeons nous poitr ne pds laisser tourner 
contre la liberté les forces confiées au pouvoir pour le 
maintien seul de la liberté. (V. Cousix. — LUrod. au Cours 
dHist de la Philos) Publica9ao as segundas e quintas- 
feiras. Sèrie de 25 n.^ (l'^) e de 20 n.**» (2'^) 1$500.— 
Redigido por A. M. O'Connell Jersey, oste periodico poli- 
tico dizia-se publicado sob os auspicios do «grande parti- 
do liberal constituinte», e promettia empregar «a critica e 
a satyra comò meios coercitivos centra o governo e os 
seus delegados, sempre que se desviassem do trilho que 
a lei Ihes havia tra9ado». — Succedeù a Formigào^ e dei- 
xou de apparecer em consequencia de uma tentativa do 
assassinato de que foi victima o seu trefego rodactor. Raro. 
Bibls. Pubi, do Est^ Nacional^ do Rio de Janeiro, e do In^t. 
Ardilo, e Oeogr, Pemam, 



240 



250. — ^A Bevìsta. — Periodico literario e reoreativo. — 
PemambiicOf Typ. de M. F. de Faria, 1851, iii-4^ 

n." 1 da 1» Sèrie salo a 10 de Setembro e o n.*> 10 
(ultimo) a 18 de Noverabro; o n.** 1 da 2* e ultima a 23 de 
Novembre e o n." 2 (ultimo) a 4 de Dezembro. — SemanaL 
Sèrie de 10 ny 1$000.— Redigido por Manuel Fonseca de 
Medeiros. Rarissimo. 



251. — O Expeotador. — Publica9fto theatral, crìtica e lite- 
rana. — Pemambucoy Typ. de M. F. de Faìna, 1851, 
in-4*». 

n." 1 e unico (?) salo a 14 de Setembro. Rarissimo. 



252,— O Cabo José Pimenta.— Periodico critico. — Pa-- 
nambuco, Typ. de M. F. de Farla, (?) 1851, in-4^ 

No Diario de Pernambuco^ de 19 de Dezembro de 
1851, acha-se annunciado o n." 2 do periodico deste titulo, 
com a recommenda9ao de ser tmuito divertido». N.*" avulso 
40 réis. ^rissimo. 



253. — O Jaguarary. — Periodico politico e social do Rio 
Grande do Norte. — Pernambuco, na Typ. Noe., impr. 
por A. F. de Viveiros, 1851, in-fol. peq. 

Ignoramos a data do apparecimento deste jornal; o n.*" 1& 
6 de 19 de Julho. Acima do titulo trazia uma vinhèta re- 
presentando um indio ompunhando uma bandeira com a ins- 
crip9ao Consiitìdnte ; mais abaixo ostentava comò epigraghe 
as primeiras estrophes da Ode aos Gh-egos^ de José Boni- 
facio. Catalogo da Exp, de Hist do Bras., n.' 3636. Ra- 
rissimo. 



241 



254,— A Caipora de Fernambuco. — Periodico poli- 
tico e chronologico. — Pemambuco^ imp,, por Joaqmm 
Qrasina, na Typ. da « Voz do Brazil», Rua da Praia^ 
n.* 45, 1852, in-4*. 

n.* 1 salo a 2 de Janeiro e o n." 4 (ultimo) a 27. 
N.' avulso 40 réis. Occupava-se exclusivamente em injuriar 
Dr. Jeronymo Martiniauo Rgueira do Mello, e foi attri- 
buìdo a Iguacio Bento de Loyola. Raro. Bibl. Pubi, 
do Est 



255. — O Jardim das Damas. — Periodico de iustruc9fto 
e recreio dedicado ao beilo eexo. — Peìnambuco : Na 
Typ. de M. F. de Faria, 1852, in-4°. 

n.* 1 salo a 4 de Janeiro e o n.» 13 (ultimo) a 28 de 
Novembre. No alto trazia urna vinhèta representando um 
anjo a voar, tendo na mSo direita um livro aborto e na 
esquerda duas fitas com a epigraphe: 

A^s damas instruc^ào dou e recreio 
Para gloria do povo braxileiro, 

Publicagao irregular. Sèrie de 6 n.'" 2$000 ; n.« avulso 
240 réis. — Redigido pelo Dr. Felippe Neri Colla90, foi o 
primeiro jomal que em Fernambuco appareceu acompa- 
nhado de gravuras; as edÌ9Qe8 eram alternadamente segui- 
das de figurinos de modas, riscos de bordados, moldes de 
labyrinthos e musicas para piano. Rarissimo. 



256, — O Tabayró. — Periodico politico e noticioso. — Per- 
nambuoo, na Typ. de M. F. de Faria, 1852, in-4*^. 

n.* 1 e unico (?) salo a 5 de Janeiro. Rarissimo. 

31 



242 



257. — Boletim CommeroiaL — Petnambuco, Typ. de 

M. F. de Farla, 1853-e53, in-fol. peq. 

ii.° 1 salo a 10 de Maio de 1852 e a publicaijao 
perdurava ainda em principios do 1853. — Publicava-se às 
segundas-feiras. Anno 12$000. Constava de noticias e 
informa^Oes coramerciaes, sendo que os pre90S correntes 
dos generos de exporta(jao erani era Portuguez, Francez e 
Inglez. Rarissimo. 

258. — A Revolus&o de Novembre. — Pemanìbuco, 

Typ. Imp. (in Viuva Roma, impr. por Manoel Rodri- 
gues PinheirOy 1852, in-fol. med. 

n.*- 1 salo 1 de Setcmbro e o n.» 80 (ultimo) a 11 
de Dezembro. Sob o titulo trazia a divisa: Prinsipios e 
ndo omeìis^ e os versos : 

Maldiio o que sabr Mal dito o que deixa 

Pedtr Liherdnde A Patria soffre r 

Ao tempo q ne .soffre E p'ra de fendei -a 

A aetualidade. Nào sabe morrcr. 

(Do Grito Nacional^ n.*^ 425, de 30 de Julho de 1852.) 

Diario. Mez 1§000; n." avulso 60 róis. Foi escripto por 
Antonio Borges da Ponseca «para contestar as falsas dou- 
trinas dos que vendidos ao governo pretendiam dosvirtuar 
a glorioza revolusSo de 1848.» Muito raro. Bibl. Pid>L 
do Est, 

259. — O Liberal Pernambucaao. — Jornal politico e 

social. — Petmambìicoy Typ. Nacional, Pasaeio Publico, 
n." 18 (n.'^ 1-64), Rua do Collegio, n.* i?4 (n.«* 642- 
2155), Rita do Imperador, ?i." H (n.«* 2156-2166 e 
1-146 do IX), n.*» 4.8 (n.°- 147-288 do IX e 1-69 
do X), 1852-61, in-iol. (n«* 1-1718) e in-foI. gr. 
(do n.' 1719 em diante). 

n.* 1 do Anno I salo a 7 de Setembro de 1852 e 
a numeragao proseguio ató o n." 2166 (ultimo do Anno VIII) 



243 



a 29 de Dezembro de 1859 ; o n.» 1 do Anno IX saio a 
16 de Janeiro de 1860 e o n.» 288 (ultimo) a 31 de Dezem- 
bro; o n.* 1 do X e ultimo a 2 de Janeiro de 1861 e o 
n.- 69 (ultimo) a 23 de Mar90.— Diario. Trimestre 3$000 
(n."- 1-1718) e 4$000 (do n.' 1719 em diante).— Nos n.'- 1-13 
a 1* columna e metade da 2* da 1* pagina eram occupa- 
das pelos seguintes paragraphos sòltos, que eucerravam o 
programma : 

«Brasileiros, olhai para Senado! — 

senado osta fora da ac^So do Poder Moderador 
(art 101 da Const. do Imp.)! senado ó vitalicio (art. 40)! 
senado tem veto absoluto (art. 52 a 70)! senado 6 o 
juiz dos Membros da Faniilia Imperiai^ Ministros do Estado, 
Conselheiros de Estado, e Senadores; dos Deputados, duran- 
te periodo da Legislatura; e conhece da responsabilidade 
dos Secretarios, e Conselheiros de Estado (art. 47)! Per- 
nambìicanos^ oìhai para o Senado! Senadores: 1. Viscon- 
de de Olinda. — 2. Antonio Francisco de Paula e HoUanda 
Cavalcanti de Albuquerque. — 3. Francisco de Paula d'Al- 
meida Albuquerque. — 4. Barao deSuassuna. — 5. (tSf* Ba- 
rao da Bòa Vista. — 6. [^ff* Manoel Ignacio Ca- 
valcanti do Lacerda. — Resumo : Brasil escravisado 
à olygarchia do Senado ; • e Pernanibuco, pelo Senado, 
vergonhosamente submettido à familia Rogo Barros Ca- 
valcanti ! ! que póde por termo a uni estado tao igno- 
minioso! A CONSTITUINTE ! YlVA A CoXSTJTIJLNTE ! — AttcnràO ! 

Dizem, que a bandeira da coNSTrrriNTK inhabilita e torna 
mesmoimpossivelasubidadopartido LuKÌa ou liberal ao poder; 
e nós dizemos, que està é urna das prinieiras e raaiores vanta- 
gens da Constituinte ; hoje se o pallido liberal subir ao poder, 
commetterà um grande erro ; porque coni taes elementos quaes 
OS que constituem a nossa organisa(,ao actual, impossivel 6 con- 
seguir menor bem do paiz. — Fim^ e nieios de acgao da So- 
ciedade Liberal Pernambucana: Art. 1. — A sociedade Libe- 
ral Perxambccana tem ipov^m restabeleccr, por meio derefor- 
mas convenientes, o elemento democratico no governo do 
paiz, dar-Ihe o devido desenvolvimento e a necessaria ga- 
rantia. Art. 2. — A sociedade reconhece, que o unico meio 
possivel para conseguir o seu fim 6 a convocapAo de urna 



244 



GONSTiTuiNTic. Art 3. — A sociedade semente empreg;a os 
melos pacificos, capazes de convencer a raziLo, formando a 
opinilo do paiz pela discuss&o de seus verdadeiros interesses, 
sondo quo a acpSU) d'ella se manifestarà pelos melos segnin- 
tes: § 1. — Promover por meio da imprensa o desenvolvi- 
mento das id6as liberaes, sustentando-as com vigor e digni- 
dade. § 2. — Organlsar associa95os politicas de conformida- 
db coni as leis, e proinover peti^Oes dos cidadSLos e corpora- 
raQ?5es. § 3. — Solicitar informagoos de todas as arbitrarie- 
dades praticadas centra o cidadao, e colligir documentos 
que as oomprovem e offerecè-Ias à censura publica por 
meio da imprensa; promover a responsabilidade dos funccio- 
narios conforme a natureza dos casos. § 4. — Evitar, que 
provocagOes calculadas, ou a niesma exacerba^lo do soffri- 
mento, destruao a resignagao e irapillao o paiz à recursos 
extraordinarios e violentos que a experiencia tem mostra- 
do serera sempre fataes à causa era cujo nome se empre- 
gSo. (Dos respectivos Estatutos).» extenso edictorial 
de apresentacjilo, occupando quasi duas columnas do n." 1, 
desenvolvia profusamente os intuitos contidos nos seguin- 
tes periodos iniciaos:» Conselho da sociedade Liberal 
Pernambiicaìia resolveu, que do dia 7 de Setembro em dian- 
te a Imprensa fòsse substituida por outro jornal com a 
denomina9ao de Liberal Pernambucano^ cujo fìm e ob- 
jecto fòsse dar desenvolvimento fìel às idéas consignadas no 
Titulo primeiro de seus estatutos. 

«0 mesmo conselho persuadido comò està de que a 
monarchia censtitucional representativa é a fórma de go- 
verno mais adaptada às circumstancias do paiz, ve e conhe- 
ce que està fórma de governo nSo se acha devidamente 
combinada na nossa Constituigao politica, onde a intro- 
ducgao de elementos olygarchicos destruio a harmonia que 
devia reinar entro o elemento monarchico e o elemento de- 
mocratico ; pelo que cumpre rever seriamente essa constitui- 
950 e depura-la dos vicios, defeitos e imperfeigues que a 
in9ào : de modo que tenhamos em sua pureza urna monar- 
chia — democratica, comò é possivel, e so admissivol, em ter- 
ras Americanas. 

«0 Conselho reconhece ainda, que achando-3e o ele- 
mento democratico e federativo aniquilado no governo do 



245 



paiz (monarchico — constitucional^rrepresentativo) por urna 
concentragSo espantosa, cumpre restabelecé-lo por urna re- 
forma sincera e inilexivel do pacto f andameatal, a qual se 
nfto pode effectuar com o auxilio proximo ou remoto do 
Senado, e por isso julga ser urna necessidade indeclinavel 
a convoca9ao de urna Constituinto OrgSLo do partido li- 
beral, durante dez annos do periodo de ostracismo que foi 
da Rebelliao Piaeira à forma<jao da Liga^ Liberal Pemam- 
bucano te ve corno prìncipal redactor a Antonio Vi conte do 
Nascimento Feitosa — uni dos mais fecundos e tambem dos 
mais prolixos dos nossos jornalistas politicos — occasional- 
mente auxiliado por alguns dos seus correligionarios corno 
Felippe Lopes Netto, Ivo Miquilino da Cunha Souto Maior, 
Maximiano Lopes Machado, Manuel Elias de Moura, Fran- 
cisco Serafico de Assis C. Junior, Vicente Ferreira Go- 
mes, Antonio da Costa Rogo Monteiro, Jos6 Hyginio de 
Miranda, Joaquiui Elviro de Moraes Carvalho e Joaquim 
Francisco de Faria. Ha collec9òes completas deste impor- 
tante jornal nas Bibls. PubL do Est. e do Inst Archeo. 
e Oeogr, Pemam. 



260.-0 Artista Pernambucano.— /?^ci/e, Typ. Per- 

nambuc(inay Rua Direitay n.^S, 1853, in-4.^ 

n.** 1 salo a 25 de Janeiro e o n.** 9 (ultimo) a 19 
de Mar90. Sèrie de 25 n."» 1$000, n.*> avulso 40 róis. Pe- 
riodico republicano redigido pelo fertilissimo e irrequieto 
folliculario Romualdo Alves de Oliveira, que entao conie- 
9ava a apparecer na imprensa. Raro. Blbl. Pubi, do Est, 



261. — O Brado da Miseria. — Redfey Typ. Pernambu- 
canay Rtm Direitay nJ* 5, impr. por Maìwel de Jesus OH- 
veira^ 1853, 10-4.° 

n." 1 saio a 14 de Fevereiro e o n.*' 8 (ultimo) a 
11 -de Margo. Ti'azia a epigraphe, em portuguez e francez: 
Viver trabalhando^ ou ìnorrer trabalfuindo, — Sèrie de 25 n.™» 



24fi 



1$000 ; n." avulso 40 réis. — Pugnava pela nacioDalisa9&o do 
commercio a retalho e da industria manufactureìra. Baro. 
Bibl Pubi do Est. 

262.— A Justi^a. — Reeife, Typ, da Viuva iJowia, Rita da 
Praia, n° 55, ifnpì\ por Manoelda Silva Neves (u.^ 1-49); 
I)/p, Universaì, Rua do Collegio, n." ^0, mesmo impr. 
(n.o« 50-63), 1853, in-fol. med. 

n." 1 saio a 16 de Fevereiro e o n° 63 (ultimo) a 
1 de Outubro. PublicacSo às quartas e sabbados. Trimes- 
tre 1$000; n." avulso 40 róis. Trazia a divisa: — Suum 
cuique iribu£re. — Orgào conservador redigido por Floriano 
Correla de Britto. Responsavel: Manoel da Silva Neves. 
Bibl. Pubi, do Est. 

263. — O Careteiro. — Reeife, Typ. Petmambucana, Rva 
Diretta, n.^ 5, impr. por Anionio da Ciinha Soarca 
Guimaràes, 1853, in--4°. 

n/ 1 salo a 15 de Maio e o n.** 7 (ultimo) a 19 
de Junlìo. No alto ti'azia urna vinhéta represontando um 
typo bogal a rir-se. — Publica9ao em dias indeterminados. 
Destribuigao gratis. Dizia-se aperiodico sómente theatral e 
algumas vezes noticioso» e atacava violentamentamente o 
eiitao eraprezario do Theatro Santa Isabel. Responsavel: 
Antonio da Cunha Soares Guimaràes. Bibl. Pubi, do Est 

264.— Bibliotheca Dramatica.— Pnblioayào Periodica. 
— Pemambueo, Typ. de M. F. de Paria, 1853, iu-4.° 

n.o 1 e unico (?) salo a 20 de Maio. Mensal. Sè- 
rie de 10 n.^ 8$000 ; n.° avulso 1$000. Cada n.« devia cons- 
tar de um draraa ou comedia de tres ou mais actos, es- 
colhidas enti-e as melhores publica^Oes theatraes de Ale- 
xandre Dumas, Bayard, Leon Gozlan, Anicet Bourgeois, 
Dumunoir, Lockroy, Melesville, Soulié, Felix Pyat, Eugene 
Sue e outros dos mais applaudidos autores dramaticos da 
Fran9a. Rarissimo. 



247 



265. — O Oidad&O. — Periodico social e moral dedicado ao 
povo pernambacano pelo redactor Dr. Antouio Vicente 
do Nascimento Feitosa. — Pem.^ Typ. Nacional^ Passeio 
Publico, 19, 1853-54, in-fol. peq. 

n."* 1 salo a 2 de Outubro de 1853 e o n.° 50 
(ultìmo) a 12 de Novembro de 1854. Publica^ao aos do- 
mingos. Triraestre 1$000; n.'» avulso 80 róis. — A parte 
politica era cscripta por Antonio Vicente do Nascimento 
Feitosa, quo no n.° inicial dizia: «Escolhendo o titulo de 
Gidadào para este periodico, creio haver escolhido um ter- 
reno bastante vasto para comprehender todas as rela9(5es 
do homeni uà sociedade civil. . Bis corno justifico o titu- 
lo.» — Redigia a p:ìrte litcraria Antonio Marques Rodrigues, 
com a coliaboravào de José Soares de Azevedo, Gaspar ilar- 
tins, Ernesto Benedicto Franca e outros. — «Coni o seu es- 
pirito sempre nobremente enthusiastico, escreveu Aprigio 
Guimaraes, tornando a serio a sua tarefa de cathechista pela 
imprensa, o Dr. Nascimento Feitosa esmerou-se no Oidadào 
em tudo quanto podia elevar o espirito do povo, excital-o 
à cultura da sua intelligencia, à nobre energia do trabalho, 
à eleva^ao dos predicados d'alma.» Bibl. Pubi, ciò Est. 



266. — O Vigilante. — Pernarìibuco, 1853, in-... 

Faltam-nos pormenores sobre esto jornal; sabemos 
apenas quo existio. 



267.— O Cosmopolita. — Recife, Typ, Unìveì^alj Ruado 
Oolleffioy n " W, (n.*** 1-30) ; Peì-nambuco, Typ. Nacionat 
Rua do Passeio Publico, n.'' 19 (u.*^' 31-41) 1854, in-fol. 
peq. 

n.° 1 salo a 18 de Janeiro e o n.^ 41 (ultimo) a 
21 de Junho. Publioa9ao às quarta^ e sabbados. Sèrie 
de 15 n.**" 2$000. Fundado e exclusivii mente redigido por 
Antonio Witruvio Pinto Bandeira e Accioli de Yascon- 



248 



cellos este periodico, a proposito do incidente do Arrth 
ganie^ tratou largamente da ìmn)ìgra93o portuguezano Bra- 
sii sob OS seus diversos aspectos, profligando o abandono 
das autoridados nesse ramo de servÌ90, em que a especula- 
9X0 feria os brios da nacionalidade portugueza. No seu 
artigo programma dizia que, «s6 entendia por polìtica, e so 
désta trataria, a sciencia da organisa9ao social coni fim 
unico de realisar a felicidade dos individuos.» — Editor: 
Manoel Fonsoca de Medeiros. Bibl PuhL do Est, 

268. — ^O DireitO. — Jornal de jurispnulencia e debates judi- 
ciarios. — Recifey Typ. Nacional, Eua do Coìlegio^ n.' Hy 
1854-55, in-fol. med, 

n.° 1 salo a 2 de Fevereiro de 1854 e a pu- 
blicavao continuou até meiados de 1855. Anno 12^000. 
Redigido por Antonio Yicente do Nascimento Feitosa, 
além do commentario sobre tit. XYI, parte primeira, do 
Codigo Commercial Brasileiro, disse Aprigio QuimarSes, 
nelle so achava tudo quanto podia interessar os homens 
da profissSo : a jurisprudencia patria, movimento dos tri- 
bunaes do paiz e estrangeiros, discussio sobre a legisla9ao 
patria e estrangeira, notìcias scientificas sobre os grandes 
homens da ordem.» Muito raro. 

269. — A Estréa. — Periodico liiterario e jurìdico. — Bt- 
^f^y 3^P- Uuiversal, 1854, in-fol. peq. 

n. 1 salo em Maio e n.* 3 (ultimo?) era Julho. 
Mensal. — Revista academica dirigida por JoSo Luiz de 
Sousa Martins com a collabora9éo de Antonio de Araujo 
e Anigjto BulcHo, Fedro Falcio Brandao, Ayres de Albu- 
querque Gama, Agrario de Souza Menezes e Franklin Ame- 
rico de Menezes Boria. Raro. Bibls, Piibl do Est^ e 
Nadoìial^ do Rio de Janeiro. 

270. — A Bonina. — Periodico litterario. — PctTi., Typ. de 
31. F. de Paria, 1864, in-4.« 

n.** 1 salo a 17 de Junho e n.** 17 (ultimo) a 
28 de Setembro. Aos sabbados. Trimestre 800 réis; 



249 



n." avulso 80 réis. — Jomalsinho principalmente redigido por 
Fedro de Calasans e cofiérecìdo ao bello sexo pemambu- 
cano, pelo que muito pedia ao mesmo sexo e aos seos 
amantes que numerosamente o assignassem, afim de go- 
zarem das aprazìveis narrativas de que se compunba.» 
Rarissimo. 



271. — O Antiarrogante. — rernambuco, Typ. Nacioìial, 
Rita do Passeio Publico, r?/ 19, 1844, in-fol. peq. 

n.° 1 salo a 27 de Julho e o n.° 17 (ultimo) a 21 de 
Setembro. PubUcagao às segundas- e quintas-feiras. 

Sèrie de 20 n."* 2§000 ; n.* avulso 120 réis. 

Dizia-se «dedicado aos amigos da civllisa^ao pelos 
Portuguezes em Fernambuco» e tratava dos interesses da 
sua immigra9ao. Bibl. Pubi do Est. 

27?.— O Brado do Povo»-r-jBec//e, Ttjp. do nB, do Povo», 
Rua Direita, w." 7, 1854. in-4.'* 

n.* 1 salo a 4 de Agosto e o n.° 25 (ultimo) a 4 
de Novembre. — Jornaleco de tendencias nativistas e repu- 
blieanas redigido por Romualdo Alves de Olivoira. Bibl. 
Pubi, do Est. 



273. — O Periquito. — Feriodico critico. — Pemambuco, 
Typ. de M. F. de Farla, 1854, in-4/ 

n." 1 e unico (?) salo a 10 de Agosto. Rarissimo. 

274. — O Oravo.— Periodico litterario e recreativo. — Peni,, 
Typ. de M. F, de Furia, 1854-55, in-4.« 

n." 1 da 1* Sèrie salo a 20 de Agosto de 1854 e 
n.*» 12 (ultimo) a 4 de Novembre ; o n.' 1 da 2* a 14 de 
Janeiro de 1855 e o n.** 4 (ultimo) a 28. 

Semanal. Sèrie de 12 n.~ 800 rèis. Redigido por 

Manoel da Cunha Figueiredo. Rarissimo. 

32 



250 



275. — ^A Camelia. — Periodico recreativo. — Pern,, Typ. 
Republio(ina Federativa Univeraai, Rua das Agoas- 
Verdes, lu'' 1,8, 1854, in-4.« 

Ò n.« 1 salo a 7 de Setembro e o n.« 7 (ultimo) a 22 
de Outubro. Sob o titulo trazia estes versos: 

Oh ! Caìnelia encaniadora ! 
Dojardim do Deus d'amor^ 
E^s o typo da innocencia. 
Toda graffa e pudor. 

Principalmente redigido por Eugenio Augusto do Couto 
Belmonte. Rarissimo. 

276. — O Brasileiro. — Periodico republicano. — Typ. Re- 
publicana Federativa Universa^, 1854, in— 4.*^ 

n.° 1 salo a 19 de Setembro e o n." 7 (ultimo) a 
23 de Dezembro. Trazia a epigraphe: 

Nossa Patria tao bella! Xossa Patria 
Tao digna de um porvir grande e sìMime^ 
Fi-la coìno um cadaver de gigante^ 
Ruida por milkòes de vis iìisectos^ 

Que ella mesma alimenta, 

(Dr. J. G. de MagaleIes). , 

Um dos frequentes e ephomeros ensaios jornalisticos 
do tresloucado poeta e agitador Jo5o de Barros FalcSo de 
Albuquerque MaranhSo. Bibl. Pubi, do Est, 

277. — A Palmatorìa. — Periodico critico e divertido. — 
Pernambuco, Ti/p, Penìa labacwia, Rua Diretta , n.° 5, 
1854, in-4.^ 

n." 1 salo a 29 de Setembro e o n." 2 (ultimo) a 5 
de Outubro. Acima do titulo trazia uma vinhota represen- 
tando um individuo dando palmatoadas em outro. Era es- 
cripto centra A Camelia (X.° 275). Rarissimo. 



261 



278. — ^Brasil Maritimo. — ^Periodico dedicado à propa- 
ga9fto dos conheciroentos maritìmos, e dos melhoramen- 
i06 feitos na diffidi arte ^de nav^ar. — Pemambucoj 
Tìfp9. cfe 8anto8 & Oomp, e de M. F. de Fariay 1 854- 
59, in-4.0 

Redigìda pelo 1.** Tenente Euzebio José Antunes-e o 
2.» Tenente Francisco Manuel Alves de Araujo, està revista 
publicou-se, doas vezes por mez, em dias indeterrainados, 
de 1854-59, ao prego de 8$000 o anno, formando 3 vols; 
mas, nSo conseguimos ver urna so coUecgao d'ella. Da unica 
completa — a que pertenceu ao Imperador D. Pedro II e 
figurou na Exposi^ào de Historia d-o Brasila em 1881 
(n." 4922) — nao ha noticia. No Catalogo da Bibliothera da 
Marinha vem mencionados os Vols. I-II (n.** ;^S7.5) que, 
porém, nao foram encontrados, por estarem deslocados, 
quando os procuramos examinar. A Bibliothecn Nacional^ 
do Rio de Janeiro; possùe o n.' 14, IH, de 31 de Margo de 
1859, que provavelmente nfto foi o ultimo. 



279. — O POVO, — Pemambuco, Typ. do «Brado do Bovo», 
Bua Direita, n.^ 7, (n.**!); Typ. Pemaiìibucana, Bini 
Direita, n.** 5 (n.^2— 15); Typ, do Bovo Bepublicanoy 
ibe (n.** 16-89; Typ. Bepublicana Federativa Uaiver- 
sal, Bua do Pasìeio PubiicOf nJ* 19 (n,»- 90-111); 
Typ. do nPovon, Bua Dirclfa, (n« 112-125 e 1-264), 
1855-59, in-4% 

n.* 1 salo. a 10 de Fevereiro de 1855 e o n.** 125 a 
11 de Abril de 1857; proseguio, com o n.* 1, a 4 de Maio 
de 1857, safndo o n.*' 264 (ultimo) a 22 de Dezembro de 
1859. Os n.** desta 2* épocha traziam no alto urna vi- 
nhéta representando um rochedo, no meio do mar agìtado^ 



252 



no qual se agrupavani afflictos muitos ho nens, mulheres e 
crìan9a$. Todos os n.*** traziam a epigraphe : 

Na miseria em que viveìnos 
Nào podemos mais nos ter, 
Conquistar nossos direitos 
E' fiosso brio e derer. 

Pablica9ao duas vezes por semana. Sèrie de 25 n ~ 
500 róis (n.*»* 1-18) e 1^000 {n.«* 19-125); trimestre 2§000 
(n.*" 1-264); n.° avulso 100 róis. — «As correspondencias e 
annuncios de interesse goral pubUcavào-se gratis, indo po- 
róm, legalisadas quando està circurastancìa se tornava neces- 
saria: contra marinheiro publicava-se tudo. — Redigido por 
Luiz Cyriaco da Silva, homem de cor préta e desvairado 
por leituras imcompativeis com a sua indole de primitivo 
e cultura interior, especulou desbragada e torperaente com 
exagerados principios nativistas e democraticos. Respon- 
savel: Francisco de Paula Vieira de Mello. Raro. BibL 
Pubi, do Est. 



280. — O Paiz. — Recifey Typ. Uniào, Rua da Auroray impr. 
por José Francisco dos SantcSf 1856, in-fol. med. 

n.** 1 salo a 1 de Fevereiro e o n." 103 (ultimo) a 5 
de Junho. Anno 12.^000. .Diario conservador redigido 
pelo Dr. Antonio Alves de Souza Carvalho. — Poi substi- 
tuido pel'O Contemporaneo. Blbl. Pubi, do Est. 

281. — O Heliotropo. — Jomal literario. — Pernambuco, 
Typ. do «Echo Pernamhucano», 1856, in -4°. 

n.'^ 1 salo a 10 de Maio. Rarissimo. 

282. — O Album. — Periodico recreativo. — Pernambuco, 
Typ, do Povo RepubUcanOj Rua Diretta, n.° 5, 
1856, in-4^ 

n.** 1 salo a 17 .de Maio. Rarissimo. 



253 



283. — O Clarini Litterario. — Semanarìo academìoo. — 
Beci/e, Typ. Univeraal, Rua do Oolkgio, ».* 18^ 1856- 
67, in-foL peq. 

n.» 1 do Anao I saio a 20 de Maio de 1856 e o 
11.» 18 (ultimo) a 10 de Outubro ; o ii.** 1 do II a 10 de 
Maio de 1857 e o n.° 4 (ultimo) a 10 de Junho. Trazia 
corno divisa: Awuyf Awayf (Byrox. Maxeppa). Semanal. 
Trimestre 3§()00. Redigido por Joaquim Josó de Campos, 
Americo Muniz (>ordeiro Gitahy, Gentil Homem de Almei- 
da Braga e Carlos Augusto Autran da Matta e Albuquer- 
que. Raro. Bibls. Pubi, do JCs7., e do Oabinète Por- 
tìigvex, 

284.^— Jomal do Commercio. — Pcrmimbuco, Typ. de 

I. Balio de LoyoiUy Rua da Praia, ?<." 4^5, 1856- 
58, in-fol. 

n.' 1 salo a l de Julho de LS56 e o u/^ 264 (ultimo) 
a 24 de Dezembro de 1858. Anuo 12^000. Redigido por 
Ignacio Beiito de Loyola, succodeu a'O Echo Peniamhu- 
caììo^ mantendo as mesmas teadoiiciiis e linguagem. Bibl. 
Pubi do Est 

286, — ^A Estrella das Bellas.— Periodico recreativo. 
— Reèife, Typ. Repubiicana Federativa UniversaJy 
1856, \n-r. 

lì." 1 saio a 10 de Julho e o n.» 3 (ultimo?) a 30. Seu 
unico redactor, Manoel Braz Odorico Pestana, destes typos 
ìnoffensivos e grotescos cuja naturai tendoncia ao dislate os 
bohemios dos bons tcmpos academicos cultivavam com esrae- 
ro, era um mulato alto e magro, de basta cabeUeira encara- 
colada, sembiante inspirado, multo verboso e pernostico, e 
d'uma petulancia evidentemente filha da vosania; lego o pri- 
meiru numero do jornal teve immenso successo. 

«Amaveis leitores! lia-se na introduc9ao. A solidSo em 
que jazia a mocidade escolastica, tem vos feito entreter com 
as columnas dos seus periodicos. A vós offerecemol-o ama- 



254 



veis Pernambucanas, eis apparecido o nosso periodico — 
A Esirella das Bellas? defensor das amaveis Pernambuca- 
nas, talvez seja bem escolhido. Com eSeito a Esirella^ nSo 
6 mais qne urna coUccqSo de ardentes pensamentos, em que 
manifestamos os nossos sentiraentos e as nossas paixQes». 
E mais adiante : «Milton nos pinta Eva; e os deveres do& 
sens encantos. Srs. o sexo f emenino 6 o colloquio do abys- 
mo; urna joven formosa^ so comparo com t )da> as obras 
bellas da Naturezai. 

Do mosmo molde silo todos os artigos das outras edi- 
90es, incompreheusiveis mistifórios, cheios de compara^Oes 
ostapafiirdias, imagens burloscas e necedades estupendas 
em prosa e verso. 

Contaminado da curiosidade que geralmente provocà- 
ra exdriixiilo jornal de 0. Pestana, lembrou-se o poeta 
José Soares de Azevedo de enviar urna collec9ao a Ale- 
xandre Herculano e o eminente historiador portuguez, sup 
pondo fructo de aturado esforgo iutellectual o que real- 
mente nSo passava de exponùinea secrepào d'um espirito 
enfermo, prodigalisou encomios ao autor, lamentando teda- 
via dósse tSo ridiculo emprego aos seus talentos. 

Exultou com valioso conceito o emulo de Patroni 
e, abalangando-se a mais altas omprezas, escreveu um vo- 
lumoso Compendio de Astronomia appli^mda d Agrictdtura 
do Paìx^ felizmente inedito, circumstancia està que nos 
priva de considera-lo fonte de inspira^So dos Resabios I/y- 
71C0S de Claudino de Mello, da Carn^ào de Tamerlinda de 
Bernardino Garrido e dos Echos da Tarde de Zeferino Car- 
doso, modernos perpetuadorcs do estylo capestanado». 

Teve, comtudo, sua utilidade A Esirella dns Bellus; 
creagao Uisforme d'um graphomaniaco foi a expressSo po- 
tenciada d'um typo jornalistico entao muito em voga e 
Servio para aniquilal-o involuntariamente, expondo-o aos 
golpes do ridiculo; com o seu desapparecimento cessou por 
muito tempo a publicagao dos periodicos de «instrucgSo e 
recreio», e nos annos proximos os jornaes academicos apre- 
sentam nota veis progressos na fórma e na essencia dos 
seus artigos. Rarissimo. 



255 



286. — O Atheneu Femaxnbucano. — Periodico scien- 
tifico e lìtterario. — Recifej Typ, da Uniào, Rìui da 
Aurardy n.» 23 (n/ 1 I) ; Typ. Universal, Rua do 
Cdlegia n."» 18 {nr 2-3 1, 1-4 II e 1-2 III); 
PemamlmoOy Typ, Academicay (n.**' 3-4, III, e 1 IV); 
Typ. UniàOy Rua do Hospioio, w.° IS (n." 2 IV, 
1 V e 1 VI) ; Peni., Typ. de Freiias L^màos, Rua 
do Imperador, r?.° 4S, r andar (n." 1-2 VII e 1 Vili), 
1856-63, in-4- gr. 

n.» 1 do Voi. I salo em Julho de 1856 e o n.° 3 
(ultimo) em Setembro (126 pp.); o n." 1 do U em Maio 
de 1857 e o n." 4 (ultimo) em Agosto (128 pp.); o n.* 1 
do III em Junho de 1858 e o u.^ 4 (ultimo) em Setem- 
bro (84 pp.); n.** 1 do IV em Junho de 1859 e o n.'' 2 
(ultimo?) em Julho (40 pp.); o n." 1 (e unico?) do V em 
Abril de 1860 (20 pp.); o n.» 1 (e unico?) do VI em Ju- 
nho de 1861 (22 pp.); o n.*» 1 do VH em Setembro de 1862 
e n.o 2 (ultimo?) em Outubro (40 pp.), e o n." 1 (e unico?) 
do VIII e ultimo em Abril de 1863. Trazia a divisa: 
Avaìite e sempre ! Publicava-se irregularmente, com inter- 
rup9oes durante as ferias academicas. Era orgam da so- 
ciedade sdentifico-litteraria do mesmo nome fundada, a 3 
de Maio de 1855, por diversos alumnos da Academia de 
Direito sob a presidencia do lente Dr. Joaquim Yilella de 
Castro Tavares. Offerecendo um exemplo raro de longe- 
vidade, pois saio durante cito annos (1856-63), està re- 
vista recolheu contribui^oes muito numerosas e de merito 
designai; ao lado da collabora9ao de varios lentes, limita- 
da a assumptos juridicos, contou com o concurso assiduo 
dos estudantes mais distinctos da épocha, dentre os quaes 
mencionaremos apenas Joao Diniz Ribeiro da Cunha, Hen- 
rique Pereira de Lucena, Ovidio da Oama Lobo, Polydoro 
Cesar Burlamaqui, José Calandrini de Azevedo, Francisco de 
Carvalho Soares Brandt, Antonio Muniz Sodré de AragSo, 
Oraciliano Aristides do Prado Pimentel, Frederico José Cor- 
reia, Franklin Tavora e Theodureto Carlos de Farla Souto, 
que Ihe levaram principalmente subsidios poeticos. 




256 



Ha collec9(5e8 — incompletas todas — nas Bibls. Pubi do^ 
Est^ Naciofialj do Rio de Janeiro, e da Faculdade de Di- 
reiio do Recife. 

287, — A Lei. — Periodico politico. — Peniambuco, Typ. 
Nacionalj Rtui do Collegio, n •* 14., 1856, in-4«. 

n.* 1 salo a 28 de Julho e o n.°4 (ultimo) a 7 de Se- 
tembro. N.** avulso 40 réis. Foiba eleitoral do partido 
liberal. Rarissimo. 

288.— O Advogado dos Guardas Nacionaes.— 

Pernambiico, Typ. RepubHcaìia Federativa Univerml, 
lina do Pasmo Publico, n.° 19, 1856, iiì-4". 

n." 1 salo a 11 do Agosto e o n.** 9 ((ultimo) a 24 de 
Kovembro. No alto trazia urna vinheta representando uin 
soldado (lo sentinella junto a urna mesa à qual estava senta- 
do um individuo gesticulando, tendo à fronte um tinteiro, 
papel e pennas. N.** avulso 40 reis. BibL Pubi, do Est 

289. — A A^UCena. — Periodico recreativo. — Peimarìibuco, 
Typ, Republicwia Federativa Universal, Bua do Pcus- 
seio Publico, ?j.« 19, 1856, ìq-4'*. 

n." 1 salo a 26 de Agosto e o n.** 4 (ultirao) a 15 
de Setembro. Semanal. Sóric de 25 n.~ 2$000; n.^ avulso 
80 róis. Rarissimo. 

290. — O Conservador. — Pemainbuco, Typ, da Uniào, 
iììipr. por Manoel Antonio de Miranda I/essa, 1856, 
in-fol. peq. 

n." 1 salo a 11 de Setembro e o n." 8 (ultimo) a 31 
de Outiibro. Pertencia à politica conservadora e tinha por 
firn especial «narrar os acontccimentos eleitoraes dos dias 7 
e 8 de Setembro de 1856, nas freguezias, apontando e indi- 
cando OS seus verdadeiros authores». Bibl, PubL do Est 



257 



291.— O CJontemporaneo.— ifecff^, Tyjp. da Uniào, 

Bua da Aurora^ n." 23 ^ 1856, in-fol. peq. 

n." 1 salo a 14 de Setembro e o n." 6 (ultimo ?) a 6 de 
Outabro. Jomal conservador redigido pelo Dr. Antonio Al- 
ves de Souza Carvalho ; succedeu a' Paix. BibL Pubi, 
do Est 

292. — O Estudante. — ^Periodico literario. — Pemambucoy 
Typ, Pqyiiblicana Federativa Universaìf Rua do Pas- 
8eio Publioo, n: 19 y 1856, in-4^ 

n.o 1 e unico (?) salo a 3 de Outubro. — Redigido 
por Manuel da Cunha Kgueiredo. Rarissimo. 



293. — ^A Regenera^ào. — Periodico politico e liberal. — 
Recifej Typ. Universa/, Rua do Collegio, n.^ 18, 
1857, in-fol. med. 

n.* 1 salo a 31 de Janeiro e o n.° 17 (ultimo) a 
28 de Margo. Publica9Eo às quartas e sabbados. Serie 
de 8 n.** 1$000; n.** avulso 160 róis. Foiba doutrinaria 
escripta pelo Dr. Jeronymo ViUela de Castro Tavares. 
Propriedade de Manoel Elias de Moura. artigo de apre- 
senta^jSo foi assignado por LoureuQO Trigo de Loureiro, 
Joao Paulo Ferroira, Trajano Cesar Burkmaqui, José Vel- 
loso Soares, José Caetano de Medeiros e Aleixo José de 
Oliveira. BibL Pubi, do Est. 

294. — A Sempre-Viva. — Periodico literario e recreativo. 
— PèmambìKso, Typ. Republicava, Rua do Passeio 
Publico, n.° 19, 2857, in-4«. 

n.® 1 salo a 16 de Maio e o n.** 12 (ultimo) a 1 
de Agosto. Serie de 12 n.^* 1$000, OigSo do Collegio das 
Artes, redigido por Juveniano da Costa Monteiro. Ra- 
rissimo. 

33 



258 



295.— O Despertador Ck>inm6roial do Norte. — 

liecife, Typ. Repuhlicana Fedei^aiiva Universal, 1857, 
ÌD-foI. med. 

n.« 1 saio a 5 de Jiinho e o n.® 19 (ultimo) a 30. 
Sob titillo trazia a epigraphe: Opus aggradior opiniim 
castbus (Tacito.) — Outra exceutrica produc^ao joriialistica 
de Joào de Barros FalcSo de Albuquerque Maranhao. BibL 
PuòL do Est 



296. — O Vapor do Rio Formoso. — Pemambuco^ ìmpr. 

na Tffp. de Ignacio Belilo de Logola, Rua da Praia ^ 
n." iSy 1857, in-4*. 

n.« 1 salo a 26 de Junho e o n.^» 26 (ultimo) a 19 
de Dezembro. — No alto trazia urna pequona vinheta re- 
presentando uni vapor de rodas. Redigido pelo bacharel 
Gaspar de Menezes Vasconcellos de Drummond, occupa- 
va-se exclusivamente coni a politica locai da coniarca do 
Eio Formoso. BibL Pubi, do Est. 



297. — O Progresso. — Foiba oatholica, litteraria e nòti- 
ciosa. — Pernambuco, Typ, Universal (n.^ 1-49) ; Typ. 
Academioa (u.** 50-74) ; ì'yp. Brasileira (n.^» 75-76), 
1857-59, in-fol. med. 

n.» 1 salo a 1 de Julho de 1857 e o n.« 76 (ul- 
timo) a 1 de Agosto de 1859. Publica^So nos dias 1, 10 
e 20 de cada mez. Trimestre 2$000. — Jornal conservador 
excellentemente redigido pelos primos Francisco Leopol- 
dino e Ovidio de GusmSo Lobo; a parte religiosa estava 
a cargo do R' Lino do Monte Carmeilo Luna. BibL PubL 
do E,st 



259 



298. — O Academico do Norte. — Periodico Htterario e 
scientifico. — Becife, Typ. UniàOf Bua do Hospioioy 
n.' 13 y 1857, in-fol. peq. 

n.» 1 saio a 24 de Julho e o n.« 9 (ultimo) a IQ 
de Outubro. Semanal. Tiragem de 400 exemplares. Folha^ 
academica redigida por Joaquira Moreira de Castro, JoSlo 
Coirabra, (Hympio Manoel dos Santos Yital, Jacintho Pe- 
reira do Rego, Manoel Luiz d'Azevedo e Araujo, Anacleto 
de Jesus Maria Brandao Junior, Henrique do Souza Lima, 
Joaquim José de Campos da Costa Medeiros e Albuquer- 
que, José Antonio de MagalhSes Bastos e Pergentino Sa- 
raiva de Araujo Galvao. Raro. Bibl, Pubi, do Est 

2&9. — O Onze de Agosto. — Publica9ao academica. Re- 
cifey Typ. Uniào, Bua do Hospicio n.^ JS, 1857, 
in--4® gr. 

n.*" 1 salo a 11 de Agosto e o n.'» 9 (ultimo) a 15 
de Outubro. Semanal. Trimestre 3$000. Na sua reda- 
cySio tivérara parte: José Julio de Albuquerque Barros, 
José Joaquim Tavares Belfort, Joaquim Borges Carneiro,^ 
José Antonio de Magalhaes Bastos, Joao Antonio de Souza 
Ribeiro Junior, Henrique do Rego Barros e Francisco de 
Carvalho Soares Brandao. Raro. Bibl. Pubi, do Est 



300. — O Ensaio Philosophico Pernambucano. — 

Periodico scientifico e Htterario. Becife, Typ. Univei*- 
saly Bua do Collegio n,^ 18, 1857, in-4.* gr. 

n.* 1 e unico (?) snfo em Agosto. Trazia a epi- 
graphe : 

Alm' do immortai tempio a porta augysta^ 
Arcanos descerai té qui rendados. 

(F. BERNAKDINoRmEmo) 

Era redigido pelos academicos Laurentino Antonio 
Moreira de Carvalho, Pergentino Saraiva de Araujo Gal- 
vao e outros. Raro. Bibl. Pubi, do Est. 



260 



301. — O Democrata. — Pemambuco, • Typ, Republiac^ 
na Federativa, Rua do Passeio Pìiblico, n.» 19, 
(tì.^ 1-34); Tì/p, Impardal Pemambucarux de Eiias 
M, F. de Albuquerque Marankao, Rua de Hortas, 
n.<> 14 (n^. 35-38), 1857-58 e 1859, in-fol. i)eq. 

n.» 1 salo a 24 de Setembro de 1857 ; a publica- 
^ao foi suspensa com o n." 34, a 4 de Setembro de 1858, 
reestabelecida com o n.*» 85, a 7 de Setembro de 1859 e 
termìnada com o n.* 38, a 18 do mesrao mez e anno. 
Bablica9Slo às qnintas e domingos. Sórie de 25 n*** 2$000. 
Succedeu a Brado do Povo continuando, sob aredac9ao 
de Romualdo Alves de OliVeira, a dizer-se «um dos or- 
^os do principio republicano, e promettendo discutir os 
interesses industriaes da provincia e occupar-se muito par- 
ticularmente cum a agricultura e as obras publicast. Bibl. 
Pub, do Est, 



802.— O Trov&O. — Pemambuco, Typ. do uPovo», Rxui 
Diretta, n.« 5, 1858, in-4.<» 

n." 1 saio a 27 de Janeiro e o n.** 4 (ultimo a 28 
de Fevereiro. Destribuia-se gratis e trazia corno epigra- 
phe OS versos: 

Carrào, corrào^ iodos corrào^ 
Bis ahi sia o Trovào ; 
Mas so elle deve temer 
O tratante e o ladrdo, 

Bibl. Pubi do Est 



261 



803. — O Baroo dos Traflcantes. — Pemambueoy 

Typ. Republicana Federativay Rua do Pa^do PMU 
00, (n.** 1-30), impr. por franoìsoo Joào Alvea de 
Aìmeiday (n.** 7-30) ; Typ. Unicersàl, Rua do Colle- 
gio, n.^ 18y (n.*" 31-41), 1858, in-fol peq. 

n.' 1 saio a 5 de Fevereiro e o n.® 41 (ultimo) a 
26 de Junho. No alto trazia urna vìnhèta representaado 
um barco navegando a todo o panno, e aos lados os 
versos : 

Mil reis mensaes os assignantes 
Pagato ao Barco dos Traficantes. 
Vende-se avulso pelo contado — 
De oitenta róis, mas ndo fiado. 

Ter^as e sexfas os dias sHo 
De ter o Barco puòlica^'ào. 
O traficante qu^ embarcar 
A sua rida dei^e contar. 

Periodico humoristico, muito mordaz e nSo estranho a 
chantages^ redigido por Modesto Francisco das Chagas Ca- 
nabaro, temivel pasquineiro. Dizia-se «defensor dos inte- 
resses populares», e do n.® 42 era diante passou a intita- 
lar-se Vapoì' dos Traficantes. Responsavel: Francisco 
JoSo Alves de Almeida. BibL Pabl, do Est, 

304. — O Raio. — Periodico politico, jocoserio e noticioso. 
PemambucOy Typ, de Igiiacio Sento de Loyota, Rua 
da Praia, n.* 45, 1858, in-4.« 

n.» 1 e unico salo a 6 de Fevereiro. 
Destribuio-se gratis aos assignantes do Jornal do 
Commercio e trazia corno epigraphe: , 

Nào ienhas minha mttsa medo delles 
Vai baiendo de rijo, fogo nel Ics 

Bibl Pabl do Est 



262 



305. — O Arauto Litterario. — Periodico Htterario, cri- 
tico e noticioso. — Recife, Typ. UniàOy Rua do Hos- 
pieio, n.o 13, 1868, in-fol. peq. 

n.'* 1 saio a 10 de Marijo e o n." 5 (ultimo) a 20 
de Abril. Semanario acadernico redigido por Juliao da Costa 
Monteiro e Luiz Carlos de Araujo Pereira. Raro. Bibl 
Pubi do Est 

306. — Revista Academica. — Jomal de eciencias e lit- 
teratura. — Reeife, Typ. Academica de Miranda e Va»- 
concellos, 1858, iu-4.* 

n.** 1 e unÌQo (?) saio a 16 de Mar90. Quinzenal. 
Redigido por José Joaquim Tavares Belfort com a coUa- 
bora9ao de José Julio d'Albuquerque Barros, Francisco 
Eranco de Sa e outros academicos. Raro. BibL Pubi 
do Est 



307. — A Arena. — Periodico da Faciildade. — Recife, Typ^ 
Academica, 1858, in-fol. peq. 

n.o 1 e unico (?) saio a 29 de Maio. 

Redigido pelos academicos Franklin Americo de Mene- 
zes Doria, Polydoro Cesar Burlamaqui e Joaquim José do 
Campos da Costa Medeiros e Albuquerque. Raro. Bibl. 
Pubi do Est 

308. — A Tempestade. — Pemambucco, Typ. RepiiòHoana 
Federativa Universal, rua do Paseeio Publico, n.» 19 
{u."* 1-1 8), impr. por José Antonio de Lima (n.«» 1-14) ; 
Typ. Pernambucana Largo do Forte, n.* 4,9, 1858, 
in-4. 

n.** 1 salo a 4 de Junho e o n.** 32 (ultimo) a 16 de 
Dezembro. No alto trazia urna vinhéta com os attributos 
do commercio. PubUca^So duas vezes por semana. Mez 



263 



UfOOO. Orgam de urna facg&o do partido liberal, do n.« 33 
em diante passou a intitular-se Impardal. Besponsavel : 
Antonio Soares de Carvalho. BibL Puoi, do Est 



309. — O Vapor dos Traficantes. — Fernambuco, Typ. 
Universa!, Bua do Collegio, n.^ -?<^Xnr 42-194); Typ, 
Impardal Pemambucana de Elias M. F. de A. Ma- 
ranhào, Rande Hortas,n.'' H (nr 195-214), 1858- 
60, in-fol. pcq. 

n.o 42 (P) saio a 1 de Jtdho de 1858 e o n.« 289 
(ultimo) a 22 de Dezembro de 1860. No alto trazia urna 
vinhèta representando uni vapor de rodas e aos lados os 
versos. 

Mil réis mensaes os assignantes 
Pagam ao Yapor dos Traficantes. 
Vende-se avulso pelo contado 
De deus tustoes mas nào fiado. 

Quartas e sabbados os dias sào 
De ter o Vapor publica^do. 
traficante qu£ embarcar 
A sua Vida deve contar. 

Redigido por Modesto Francisco das Chagas Canabaro, 
succedeu a Barco dos Traficantes e foi substituido pel'Ó 
Campeào. Bibl. Pubi, do Est. 



810. — O Preludio Academico.— Publica9ào littei-aria 

e scientifica. — Recife, Typ. Academica, 1858, in-fol. 
peq. 

n.* 1 e unico (?) saio a 11 de Agosto. 

Bedigido pelos academicos José Francisco de Viveiros, 
M. S. Barreto Sampaio e A. L. da Silva Barros. Baro. Bibl. 
Pubi do Est. 



264 



311. — O Cidad&O. — Periodico politìoo^ moral e notìcioso. 
Recife, ivipr. na Tyjp, de Ignacio Senio de Loyday 
1858, in-4.'» 

n.*' 1 salo a 30 de Agosto e o n.<» 3 (ultimo) a 30 de 
Setembro. Trazìa a epigraphe: Sem justi^a a tolerancia 
é fraquexa; sem ordem a liberdade é furor (Conde de Wil- 
lemttr). 

Foiba liberal de opposÌ9ao ao presidente Bemvenuto 
Augusto de MagalhSes Taques. BihL Puh, do Est 

312. — Jornal do Domingo. — ^Litteratura — Historia— 
Viagens. — Recifey Typ. Academiea, 1858-59, in-fol. 
peq. 

n." 1 salo a 7 de Setembro de 1858 e o n.*" 18 
(ultimo) a 2 de Janeiro de 1859. Semanal. Mez 500 réis. 
Excellente revista de literatura amena e vulgarisa9ao sci- 
entifica fundada pelo habilissimo jomalista pernambucano 
José de Vasconcellos, individualidade singular em qne coexis- 
tiam equipotentes o senso pratico d'um adiiiinistrador zeloso 
e a sensibilidade artistica d'um verdadeiro poeta. 

«0 jornal que hoje come9amos a publicar, escreveu 
no artigo de apresenta9ao, é uma crea9ao inteiramente nova, 
senSo no Brasil, ao menos em Pemambuco. Pode viver 
em paz com todos os seus collegas, porque nSo faz con- 
currencia a nenhum deUes». 

«Temos jornaes diarios de grande utilidade commer- 
mercìal ; jornaes politicos de summa importancia, e muitos 
periodicos academicos, cujo successo augmonta todos os dias, 
porém, nSo possuimos um so jornal litterario verdadeira- 
mente popular, à maneira dos que existeiu em Pran9a, em 
Inglaterra e ultimamente em Portugal; iste é, publicando 
por um pre90 commodo, d'uma maneira tì;<radavel, bastante 
material para entreter e recrear, durante uni a semana, todas 
as horas vagas d'uma familia, dando-lhe jkì iiiesmo tempo^ 
a par d'uma distrac9ao agrada vel, uma instruc9ào variada 
sobre muitos ramos dos conhecimentos humanos». 

Suppriu a contento goral està falta •> Jornal do Do- 
mingo; nitidamente impresso, de formato commodo, muito 



265 



varìado, interessante e bem feito, conquistou numerosos 
admiradores e ainda actualmente é citado entre nós corno 
nma das mais perfeitas produ95es no genero ; verdade é que 
entre os seus collaboradores figurarara poetas, escriptores e 
publicistas corno Aprigio Justiniano da Silva Guimai^es, An- 
tonio Rangel de Torres Bandeira, José Soares de Azevedo, 
Fedro de Albuquerqne Autran, Joaquim Finto de Campos 
e Fedro Calasans. Foi substituido pelo Jornal do Recife. 
Bibliothecas Pub, do Est,^ do Oabmete Porttiguex e Na- 
eional^ do Rio de Janeiro. 



313. — ^A Aurora Pernambucana. — ^Periodico politico, 

litierario e noticioso. — Pemambuco^ Typ. da «A urora»^ 
1858-69, in-fol. 

n.' 1 saio a 16 de Outubro de 1858 e o d." Ili 
(nltìmo) a 17 de Dezembrp de 1859. Trazia a epigraphe: 
Gonfio em que recolhendo-vos aos vossos lares continuareis 
a cimentar a concordia entre todos bràsileiros. (Falla do 
Throno, no encerramento da Assemblèa Goral, a 12 de Se- 
tembro de 1858). Fublica9ao às quartas e sabbados. Tri- 
mestre 3$000. — Orgam doutrinario e conciliador, principal- 
mente redigido por Jeronymo Vilella de Castro Tavares, 
com auxilio de Antonio Rangel de Torres Bandeira, Luiz 
Duarte Fereira, Antonio Fedro de Pigueirédo, Louren(;o Trigo 
deLoureiro e outros, dedarava no artigo inaugurai : — « Quan- 
do do alto do throno sao lan9ados ao meio do paiz as se- 
guintes phrases: adiantamento moral e inteUectual do pDVo, 
desenvolvimento da riqueza pubUca, e concordia entre os 
bràsileiros» — é dover de todo cidadSo, qualquer que seja a 
sua condÌ9ao, acceital-as coni o religioso acatamento, que 
inspiram a solemnidade do acto e a magestade da coróa. 
Veteranos de um partido, que por muito tempo lutou por 
estes principios, nSo podemos deixar de regosijar-nos pelo 
seu triumpho; principalmente quando, dispersos e desunidos 
por crueis vicissitudes, ainda podemos reunir-nos para ce- 
lebrar em commum, com a grande familia brasileira, a au- 
rora de um dos mais bellos dias da nossa patria.» BihL 
Pubi do Est 

34 



266 



314. — O Imparcial. — Pemambuco, Typ, Pemambucana, 
Largo do Forte das Ciuco Ponfan n." ^9^ 1858-59 in-fol. 
peq. 

n.« 33 (P) salo a 28 de Dezembro de 1848 e o 
n.® 86 (ultimo) a 22 de Dezembro de 1859. Pablica9ào 
duas vezes por semana. Mez 1$000. Redactor: Joaquim 
Manuel de Carvalho. Succodeu a A Tempestade e foi sub- 
stituido pelM Nova Era. 



815 — Jornal do Recife. — Revista semanal. Sciencias. 
I^tras. Artes, (I-III). Diario commercial, agrìcola, 
industriai, lilerario, noticioso (IV-n." 74 XXX) e poli- 
tico (n." 75 XXX-L). — Orgao officiai do governo 
(n.~ 1-65 VI). — PernambucOy Typ, Acndemica 
(n."* 1-31); Typ. Uniào, Rua do Hospicio, ?4.'* 13 
(n."* 32-53 e 55-91); Typ, Commerciai , Rua do Quei- 
mado, ?i.* 38 (n.** 54); Typ. do aJormd do Recife», 
Rua da Aurora, n.'' S4 (n.°« 92-93) e n." 80 (n.*»- 94- 
175); Typ. Commercial, Rua Esireita do Rosario, 7i.» 12 
(n.*^ 1-106 IV); Typ. do «Jornal do Recife», Ibidem 
{u.'" 107 IV-229 V); Rut das Larangdras, n.' 28 
{n.^ 230-280 V); Rua do Imperador, n."» 77 (n.- 281 V- 
162 XVII) e n.° 47 (n.- 163 XVII-297 XXXIII), 
Rua 15 de Novembro, n.- 4.7 (n.*" 1 XXXIV-297 
XLIX), 1859-1908, in-fol. peq. de 8 pp. (I-IH), 
in-fol. de 2 pp. (d.»' 1-118 IV), in-fol. de 4 pp. 
(n.°' 119-360 IV), in-fol. gr. de 4 pp. (n.- 1 V- 
303 VII) e in-fol. max. de 4-6 pp. (n- 1 VIII- 
297 XLIX). 

Durante os annos I-III salram 157 n**', sendo o n.» 1 a 
1 de Janeiro de 1859 e o n." 157 a 28 de Dezembro de 1861, 
formando tres volumes de 420, 412 e 414 pp.; o n.° 1 do 



267 



Anno IV salo a 1 de Janeiro de 1862 e o n.*> 360 (ulti- 
mo) a 31 de Dezembro; o n.* 1 do V a 2 de Janeiro de 
1863 e n.« 299 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.* 1 do VI 
a 2 de Janeiro de 1864 e o n.» 300 (ult.) a 31 de Dezem- 
bro; n.» 1 do VII a 2 de Janeiro de 1865 e o n.' 303 
(nlt.) a 30 de Dezembro; o n." 1 do Vm a 2 de Janeiro 
de 1866 e n." 302 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.' 1 do IX 
a 1 de Janeiro de 1867 e o n." 302 ult.) a 31 de Dezembro; 
n.* 1 do X a 2 de Janeiro de 1868 e o n.* 301 (ult.) 
a 31 de Dezembro; o n.* 1 do XI a 2 de Janeiro de 
1869 e o n.' 299 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.° 1 do 
XII a 2 de Janeiro de 1870 e o n." 293 (ult.'') a 24 de 
Dezembro; o n.' 1 do XÌTT a 2 do Janeiro de 1871 
e n.» 298 (ult.) a 30 de Dezembro; o n." 1 do XTV a 2 
de Janeiro de 1872 e o n.* 305 (ult.) a 31 de Dezembro; 
n.' 1 do XV a 2 de Janeiro de 1873 e o n. 312 (ult.) 
a 31 de Dezembro; o n." 1 do XVI a 2 de Janeiro de 1874 
e n.' 298 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.' 1 do XVII a 
2 de Janeiro de 1875 e o n.' 299 (ult.) a 31 do Dezem- 
bro; n' 1 do XVm a 1 de Janeiro de 1876 e o n." 296 
(ult.) a 29 de Dezembro; o n.' 1 do XIX a 2 de Janeiro 
de 1877 e n.» 299 (ult.) a 31 de Dezembro; o n." 1 do 
XX a 2 de Janeiro de 1878 e o n.» 301 (ult.) a 31 de 
Dezembro; o n.' 1 do XXI a 1 de Janeiro de 1879 e o 
n." 300 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.° 1 do XXII a 1 de 
Janeiro de 1880 e o n.* 302 (ult.) a 31 de Dezembro ; 
n.*. 1 do XXm a 1 de Janeiro de 1881 e o n.'' 299 
(ult.) a 31 de Dezembro; o n.* 1 do XXIV a 1 de Janeiro 
de 1882 e o n." 298 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.« 1 do 
XXV a 1 de Janeiro de 1883 e o n." 300 (ult.) a 30 de 
Dezembro ; o n.'' 1 do XXVI a 1 de Janeiro de 1884 e 

n.' 301 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.' 1 do XX VII a 

1 de Janeiro de 1885 e o u". 299 (ult.) a 31 de Dezem- 
bro; n." 1 do XXVin a 1 de Janeiro de 1886 e o n." 300 
(ult.) a 31 de Dezembro; o n.« 1 do XXIX a 1 de Janeiro 
de 1887 e o n.' 299 (ult.) a 31 de Dezembro; o n." 1 do 
XXX a 1 de Janeiro de 1888 e o n.° 297 (ult.) a 31 de 
Dezembro; o n.° 1 do XXXI a 3 de Janeiro de 1889 e 

n.' 298 (ult.) a 31 de Dezembro; o n." 1 do XXXII a 

1 de Janeiro de 1890 e o n." 297 (ult.) a 31 de Dezem- 



1 



268 



bro; n." 1 do XXXTIT a 1 de Janeiro de 1891 e o n.» 297 
(ult) a 31 de Dezembro; o n." 1 do XXXIV a 1 de Ja- 
neiro de 1892 e o n.' 296 (ult) a 31 de Dezembro; o n." 1 
do XXXV a 1 de Janeiro de 1893 e o n.' 297 (ult.) a 31 
de Dezembro; o n." 1 do XXXVI a 3 de Janeiro de 1894 
e n.' 207 (ult.) a 30 do Dezembro; o n.* 1 do XXXVII 
a 1 de Janeiro de 1895 e o n.' 209 (ult.) a 31 de Dezem- 
bro; n.** 1 do XXX Vm a 1 de Janeiro de 1896 e o 
n." 297 (ult.) a 31 de Dezembro; o n." 1 do XXXIX a 1 
de Janeiro de 1897 e o n.* 293 (ult.) a 31 de Dezembro; 
o n." 1 do XL a 1 de Janeiro de 1898 e o n.' 294 (ult.) 
a 31 de Dezembro; o n.** 1 do XLT a 1 de Janeiro de 1899 
e n." 296 (ult.) a 31 de Dezembro; o n." 1 do XLII a 
3 de Janeiro de 1900 e o n.** 297 (ult.) a 30 de Dezem- 
bro; n.M do XLIII a 1 de Janeiro de 1901 e o n." 297 
(ult.) a 31 de Dezembro; o n.* 1 do XLIV a 1 de Janeiro 
de 1902 e o n.' 297 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.' 1 do 
XLV a 1 de Janeiro de 1903 e o n.' 296 (ult.) a 31 de 
Dezembro; o n.'' 1 do XLVI a 1 de Janeiro de 1904 eo 
n.- 295 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.'' 1 do XLVII a 1 
de Janeiro de 1905 e o n.*» 295 (ult.) a 31 de Dezembro; 
o n.' 1 do XLVm a 3 de Janeiro de 1906 e o n." 296 
(ult.) a 30 de Dezembro; o n.* 1 do XLIX a 1 de Janeiro 
de 1907 e o n." 294 (ult.) a 31 de Dezembro; a publica- 
9ar» continua estando no Anno L. 

Semanal. (I-DI). — Diario da manha, seni excep(;ào 
dos dias santificados (IV), com excepcjao dos dias santi- 
ficados (V-XLIX). — Mez 500 réis (l de Janeiro a 25 
de Junhe de 1859, n.~ 1-26). Semestre 4S000 (2 de 
Julho de 1859 a 14 de Janeiro de 1860, n.^'" 27^55), 5$000 
(21 de Janeiro de 1860 a 1 de Maio de 1862, n.«^56-ll91V), 
6^000 (2 de Maio a 1 de Julho do 1862, n.«* 120-180 IV). 
Trimestre 4$000 (2 a 5 de Julho de 1862, n.«« 181-184 IV), 
5§000 (6 de Julho de 1862 a 31 de Dozembro de 1866, 
n.«- 185 IV-302 VIII), 6$000 (1 de Janeiro de 1867 a 21 
de Setembro de 1893, n.^« 1 IX-214 XXXVI). Anno 30$000; 
n.» avulso 100 róis (22 de Setembro de 1893 a 31 de De- 
zembro de 1907, nr 215 XXXVI-297 XLIX).— Tiragem 
mèdia actual do 5000 exeraplares. — Propriedadc de José de 
Vasooncellos : 1 de Janeiro de 1859 a 1 de Abril de 1887; 



269 



de urna sociedade anonyma: 2 de Abrìl de 1887 a 1 de 
Abrìl de 1891; do Dr. Sìgìsmundo Antonio Gon^alves: 
2 de Abrìl de 1891 a 31 de Dezembro de 1907. 

Na existencia do Jornai do Recife observam-se di- 
yersas phases assós distinctas. Fundado por José de Yas- 
concellos, em continuag^o ao Jornai do Domingo (N." 312), 
nos tres prìmeiros annos foi ama rovista semanai de scien- 
cias, letras e artes, e apresentou-se com o seguinte pro- 
gramma : 

e Urna exposi^ào de principios é cousa indispensavel a 
todo o jorual qiie cometa. 

«Assìm procuremos preencher està formalidade, fazendo 
em poucas palavras a nossa profissSo de fé. 

^Instruir e deleitw, moralixando^ tal é o firn a que so 
dirìge Jonial do Recife., 

clnstruir seni pedaiitismo, deleitar sem mau gosto, e 
moralizar sem aborrecimento. 

<0s meios que para isto empregaremos serào aquelles 
que estivérem ao alcance de qualquer intelligencia; por- 
que escrevemos para todas as classes da sociedade. 

«Uma minuciosa e varìada escolha de materias sera 
pasto e condimento que oJETereceremos todas as semanas 
aos nossos subscriptores. 

«0 romance verdadeiramente moral, o conto honesto, 
a poesia bem escrìpta, o dito espirituoso, a charada aguda, 
e uma sèrie variada de curiosidades literarias, artisticas ou 
commerciaes, occuparào com preferencia as columnas deste 
periodico. 

cVulgarizar por meio de esbo^os biographicos os feitos 
notaveiseas YÌrtudes eminentes dos nossos compatriotas illus- 
tres, quer os da épocha passada, quer os contemporaneos, 
6 encargo de uma das mais habeis pennas que escreve- 
rSo para este jornai. 

cTrazer os nossos leitores a par de todo o movimen- 
to social, quer no mundo da politica, quer no da scien- 
cia, quer no da industria, sera sempre o nosso primeiro 
cuidado. 

cEmfìm, ofFererecer todas os sabbndos à nossa popu- 
la9ao um recreio, honesto e util, por meio de uma leitura 
agradavel e instructiva, despertando-lhe assim o amor das 



270 



lettras e levando a civìlisa9&o ao ultimo recanto do paìz, 
6 nesso mais ardente voto. 

«Ninguem melhor do que nós conheceadifficuldadede 
semelharite miss5o, porque ninguem tera mais consciencia 
de sua propria fraqueza. 

«Sempre nos pareceu de urna grande difficuldadesa- 
ber bem enramar o util com o agradavel, 

cFelizmonte para nós, alguns homens abàlizados, tivé- 
ram a bondade de nos prestar a sua coadjuva9ao. 

«Guiados por elles, ajudados por todos aquelles que de 
bòa vontade se chegarem a nós, e apoiados pelo publico 
impareial, temos confiada presumpc^o de que preenchere- 
mos OS fins a que nos propomos. 

«Se assira, poréni, nSo succeder, restar-nos-ha aconso- 
la95o de que nao foi por culpa nossa.» 

Neste p(3riodo hebdomadario o Jarnal do Recife con- 
stituio-se realmente a melhor re vista de literatura amena que 
jamais possuimos, merecendo, jà em 1860, ser comjusti(?a 
assim caracterizado, por A. Castro : — «Como um amigo leale 
reconhecido penetra no seio da familia, onde o esperam ancio- 
sos velho, a quem dà uma lembran9a, o mancebo descui- 
doso, a quem sorri de amores, a donzella indolente e fei- 
ticeira, a quem dà uma esperan9a, ou mitiga uma saudade. 

«Todos abengoam, porque serri a todos, porque a 
todos dispensa e distribue os seus modestos thezouros. 
Aqui conversa litteratura em ricas salas com os cultores das 
lettras, alli aconselha o artista, anima o operano, sorri-se 
ao infante, medita com os vellios, 6 o amigo e o confiden- 
te de todas as condigOes, de todas as idades.» (Voi. S.** 
pag. 5). 

A esclarecida direc9ào de José de Yasconcellos impri- 
mia-lhe uma feigilo pittoresca e originai, variando ponde- 
rosos estudos juridico-sociaes, de Braz Fiorentino Henri- 
ques de Scusa e Fedro Autran da Matta e Albuquerque, com 
graciosos folhotins e chronicas ligeiras de Fedro de Cala- 
sans, Eugenio do Conto Belmont, Graciliano Fimentel e 
Francisco Dias Carneiro ; alternando escòr90S biographicos 
de Aprigio Justiniano da Silva Guimai^es (Aggrìppa)^ An- 
tonio Rangel de Torres Bandeira, Gentil Homem de Almeida 
Braga, Ferrei ra Vilella e M. Bastos, com poesias de José 



271 



Soares de Azevedo, JoSo Diuiz Ribeiro da Cunha, Joao 
Coimbra, Franklin Doria, .1. A. Teixeira de Mello, Epifa- 
nio Bittencourt, Cesario d'Azevedo, F. A. Filgueiras So- 
brinho, Antonio Joaquim dos Passos, J. R. Moura, Fran- 
cisco Moniz Barreto, Cunha Salles, M. Fonseca de Medei- 
ros, Henrique Autran Junior, Francisco Ferreira, Antonio 
Joaquim de Mello, Severiano de Azevedo, Juvenal Galeno, 
Nascentes Burnier e J. B. de Castro e Silva ; trocando 
contos e novellas originaes de Moraes Pinheiro e Nogueira 
de Barros por traduc<?Oes de D. D. Maria Pinto V. de Mello, 
Leonor A. do Couto Belniont, Maria Lacerda, Francisca Pei- 
xoto, e Guilhermina Campos, e de C. M. de Farla Neves, 
Henrique Maf ra, Olimpio Pitanga, A. Witruvio P. B.e A. de 
VasconceUop, I). Pinto Junior; trazia ainda artigos diversos 
de A. 0. de Castro, Luiz Ferreira Maciel Pinheiro, Juvencio 
Alves Ribeiro Ja Silva, Antonio Gaetano Seve Navarro, J. 
Canipos e Sousa Kibeiro, secgOes permanentes de noticias 
estrangeiras e nacionaes, respectivamente intituladas de — O 
qua vai pelo miuìdo — e — qiie se passa em casa^ e final- 
mente numerosas charadas, enigmas e logogriphos. 

Foi, pois, com goral e verdadeiro pezar que os seus 
muitos leitores receberam a noticia de que o dilecto sema- 
nario ia ser transforraado em gazeta diaria, commercial e 
noticiosa, conforme succedeu, a 1 de Janeiro de 1862. 

«Uma nova existencia cometa hoje para o Joìmul do 
Recife^ lia-se no editorial d'aquelle dia. 

«Quando em 1859 demos principio à sua publica9ao, 
era jà nesso pensamento fazer d'elle uma gazeta diaria, con- 
sagrada a todos os assumptos. Desconhecidos, poróm, do 
publico, seni precedente algum que nosrecomraendasseteria 
side uma loucura imperdoavel se nos houvessemos entao 
lan9ado n'uma empreza tao difficil quanto dispendiosa e do 
bom resultado da qual nào apresentavamos garantia alguma. 
Assim era conveniente esperar que o ensejo se tornasse fa- 
voravel, e foi isso justamente o que havemos praticado. 

«Tres annos s^o jà passados desde o dia em que pela 
primeira vez nos apresentamos em publico, dirigindo a nos- 
sa pequenina barca por cima do oceano encapellado do 
mundo. Que de vendavaes e de furacOes nSo bateram du- 
rante este periodo o inoffensivo lenho ? 



l 

I 



272 



«Felizmente, porém, gra9as a Deus e à Yirgem Santa, 
conseguimos sempre passar incolumes por onde tantos on- 
tros naufragàram^ sem que nem ao menos houvessemos 
ròtas as nossas brancas e humildes velas. 

«E assim cheganios ao ponto em que hoje nòs acha- 
mos, e donde ramos partir de novo. 

cMas agora o mister se toma multo mais difficil. Ató* 
aqui a barca era pequenina, a carga leve, e navegavamos 
sempre à vista da terra. De hoje em diante o rumo é dif- 
ferente, navio maior, a carga pesadissima, e a viagem de 
longo curso. 

cAntes de partir, consultamos a nossa coragem. 

«Està, todos sabem, nunca falta ao homem que tem 
fé em Deus, e a quera o trabalho nSo mette modo. 

«Cumpria tambem ver se os armadores tinham con- 
fian9a no piloto. Aquelles a quem consultamos nos respon- 
deram unanimes : «Parta, e jà que a necessidade se faz 
sentir.» 

«Acoro9oados por tao lisongeira animapSo nSo vacil- 
lamos mais um instante, e partimos convencidissimo de qae 
elles nSo abandonarSo a sua propria obra, e que o publicoem 
goral animarà urna empreza necessaria. 

«E, eis-nos mar em fora, hoje 1** de Janeiro de 
1862. 

«Que a estrella do Mar nos guie, que Deus nos pro- 
teja, e os nossos amigos digam cheios deesperan9a:«Bóa- 
Viagem!» 

No Programma, inserto lego após, eram oxpostos os 
seus novos intuitos: «0 Jornal do Red fé sahirà de hoje 
em diante todos os dias, sem excep9ao dos santificados. 

«Consagra-se aos interesses agricolas, commerciaes e 
industriaes do paiz em goral, e com especialidade aosdes- 
ta provincia, cujo raelhoramonto material enotavelengran- | 

decimento promoverà com todas as for9as que o estudo,o 
zelo e a bòa vontade Ihe hao de permittir.» 

Sob oste novo aspecto o Jornal do Recife veio inau- 
gurar um movimento de verdadeira remodela99o na im- 
prensa diaria pernambucana, afastando-se notavelmente da 
gravidade e circumspec9ao — um tanto pedantescas — domi- 
nantes no terreno da informa95o politica e commercial e que 



273 



consoltayam menos os ìnteresses dos leìtores do queobede- 
ciani ao receio de ferir melindres pessoaes, susceptìbilidade 
injostificayel na maioria das vezes em assumptos de caracter 
pablico ou officiai, cuja divulga9So era de conveniencia 
geral. 

Desde o principio a sua Oaxetilha (priraitivaniente inti- 
tulada de Kaleigraphia) ^ principalmente consagrada ao noti- 
ciario locai, apresentou marcada superioridade sobre as se- 
C95es congeneres dos outros quotidianos, distinguindo-se 
pela variedade, abundancia e esmero na redacQào dos factos 
e nao Ihe faltando sequér certa nota indiscreta — vulgaris- 
sima hoje, mas, ainda entSo escandalosa — que caracterisa a 
moderna reportegem, da qual José de Vasconcellos foi o ini- 
ciador no jomalismo indigena. 

Movido de urna curiosidade insaciavel, nada escapava 
àsualeitura omnivora delivros e jornaes, nacionaes eestran- 
geiros, e, dotado de singular talento literario, sabia revestir 
de fórma amena e insinuante os sucessos, ou as opiniòes que, 
com admiravel criterio, julgava dignas de ofTerecer aos seus 
leitores. 

Com o titulo de Ephemerides come90u tambem lego a 
publica9So de datas e factos notaveis da historìa nacional, 
redigidas com concisSo e repersentando estudos directos, que, 
reunidas mais tarde em volume, constituem ainda hoje um 
livro de proveitosa consulta. 

A reuniSo de tantos predicados excellentes nao podia 
deixar de angariar a preferencia do pubUco, ao qual o reda- 
ctor pòde dirigir-se com legitimo orgulho ao iniciar o segundo 
anno da nova phase: 

«Corresponder à confianga publica, lia-se no editorial 
de Janeiro de 1863, é certamente o primeiro dover do jorna- 
lista, dover imperioso, e sagrado a que, especialmente, se 
nSo podem esquivar aquelles que, corno nós, devem tudo o 
que sao ao benevolente acolhimento que tem recebido. 

«Assim, pois, ao encetarmos hoje o quinto anno da 
, existencia da nossa gaseta, nSo podemos deixar de apresen- 
tal-a melhorada tanto quanto o exige o servÌ90 do publico^ 
cuja protec9So para comnòsco tem sido acima de nossas es- 
peran9as e marecimentos proprios. Quando ha um anno, 
deixando a carreira litteraria que haviames exdusivamente 

35 



274 



segaido até eniSo, nos atiramos na senda da vìda jornalistica 
diaria e commercial que hoje segaimos, bem loage estavamos 
de prever que tSo depressa chegariamos ao ponto em que 
actualmeute nos achamos, gra9as repetimos à coadjuvapSo 
publica sempre prompta, em ajudar o fraco e dar alento às 
aspirapdes razoaveis que se apoiam sobre urna decidida for9a 
de vontade. 

«Cheios de fó n'um futuro que nSo pode falhar, vamos 
corajosos proseguir hoje na carreira que havemos encetado. 
nosso jornal pois continuarà asero que tem sido até agora: 
uma folha dedicada aos interesses moraes e materiaes do 
paiz, consagrando se tanto quanto esti^ér em sua acanhada 
esphera ao engrandecimento e prosperidade de nossa patria, 
ajudando assim com suas diminutas for9as os grandes ope- 
rarios da civiliza9So e do progresso. Es tran ho às luctas po- 
liticas, nSo pertencemos a nenhum dos lados em que se di- 
vide paiz ; desejando, porem, o bem estar do maior numero, 
abra(;aremos sem exclusao de ninguem quando porventura 
necessario seja, as idéas e os principios que tendera a dar 
ao merecimento real a posi 9^0 a que tem direito.» 

Sempre em marcha ascendente Jonuil do Recifey 
abrio anno de 1864 com seguinte artigo de fundo: 

«Damos hoje come9o ao sexto anno da publica9ao deste 
jornal. E' grande reconhecimento que devemos ao publico 
pelo apoio qne nos tem prodigalizado. Temos a obriga9ao, 
pois, de confessal-o, e curaprido oste dever sagrado, agrado- 
cemos de todo cora9ao os favores e a protecgSLo que have- 
mos recebido. NSo poupareraos esfor90s para continuarmos 
a merecer a confian9a publica, procurando corresponder 
quanto caiba em nós ao conceito com que somos honrados. 
nesso caminho contindaa sor mesmo que até aqui temos 
trilhado: da imparcialidade. Fazendo justÌ9a aos homense 
aos acontecimentos ató aonde possa chegar a nossa rasSo e 
intelligencia estaremos sempre bem com a nossa eonsciencia 
e com OS leitores imparciaes do Jornal do Recìfe. Nào se- 
guimos nenhum dos credos politicos do paiz. Orgào OflScial 
do Governo da Provincia, temos por ura contraete posto h 
sua disposÌ9ao as columnas do nosso jornal, quer para a pu- 
blica9ào dos actos Officiaos, quer para' sua defeza, iste, porem, 
ìndependente de partilharmos as suas idéas. 



276 



cTambem contrahimos a obriga^o de nSo ìncerir etn 
nossas pagìnas sensuras a elle feitas ou a seus agentes. Isto 
6 naturai 

«0 advogado que se enearrega da defesa nSLo pode en- 
carregar-se da accuza<jao. Disto nao resulta prejuizo a nin- 
guem, pois, que existem muitos jomaes na provincia isentos 
de compromisso identico. Dedicado especialmente as cousas 
do commercio, forcejaremos no presente anno por variarmos 
quanto nos seja possivel as differentes sec9Ses da nossa foiba, 
por modo que, a par dos assumptos uteis, se depare com a 
leitura amena e agradavel, e se tenha conhecimento dos acon- 
tecimentos do paiz e do extrangeiro. Terminando o anno 
de 1863 com a consciencia de nao havermos poupado dili- 
gencias para correspondermos ao obsequio do conceito pu- 
blico, esperamos que no correr do anno que hoje enceta- 
mos nao terà a nossa consgiencia de arguir-nos no proposito 
a que nos demos desde 1859.» 

Foi sobretudo durante a Campanha do Paraguay que 
a capacidade de informacjao do Jarnal do Recife attingio a 
um expoente até ent3o desconhecido entro nos; o cargo 
de agente da policia maritima, obrigando-o à visita diaria e 
immediata de todas as embarca^Oes entradas no porto do 
Recife, permittia a José de Vasconcellos colher noticias de 
primeira mao e receber os jornaes fluminenses e platinos 
antes de qualquer outra pessòa, de modo que o appareci- 
mento do respectivo noticiario precedia sempre no seu 
diario ao dos demais contemporaneos, em geral for9ad()s a 
reproduzil-o jà tardiamente. 

Entregue a direc9ao financeira da foiba a seu innao 
Antonio Joaquim, José de Vasconcellos — trabalhador inde- 
fesso cuja actividade quasi que dispensava auxiliares — era 
realmente o redactor de todas as seccjOes do jornal, ajudado 
apenas de alguns revisores; nesta funcijao estréaram a seù 
ladcna vida jomalistica muitos mo90S aos quaes estava re- 
servado brilhante futuro nas letras e na politica, comò José 
Antonio de Almeida Cunha, José Hjgino DuaTte Pereira 
e Adolpho de Barros Cavalcante de Albuqueque Lacerda. 

Knda a longa e cruenta guerra da Triplice Allian^a, 
surgio a chamada Questào Religiosa^ uma das mas violenta- 
mente debatidas na nossa imprensa, e em cuja discussao o 



276 



Jornal do Recife assamio attitade conspicua) fraaqueaado 
as suas columnas aos mais ouzados e rigorosos adv^ersarios 
do clericalismo, quaes Aprigio Guimaraes e Franklin Tavora. 
marcado pender que José de Vasconcellos sempre 
manifestàra pelos estudos historicos, continuou a tradu- 
zir-se pela publica9&o de artigos e de monographias con- 
fiagradas à investigd9ao do passado nacional, sendo fre- 
quente, nos decennios de 1870 e 80, o apparecimento no 
seii jornal de contribuiijnes de Francisco Augusto Pereira 
da Costa, Francisco Pacifico do Amarai e José Hygino, que 
a instancias do redactor aprendèra o hoUandez e alli deu à 
luz as suas prìmeiras traducQ^es de memorias e de do- 
cumentos d*aquella agitada e gloriosa phase dos annaes per- 
nambucanos. 

No entretanto a existencia do apreciado quotidiano 
proseguia pautada pelo singular criterio do seu illustre 
fundador, conservando, na imprensa indigena, a posi^Eo 
saliente que Ihe asseguravam o seu copioso e variado ser- 
VÌ90 de informagOes e a sua imparcialidade ante os agru- 
pamentos politicos da épocha, sem embargo da feÌ9SLo ge- 
nuinamente liberal que sempre distinguio, da qual deu 
sobejas proyas na campanha abolicionista. 

Mas, jà avangado em idade, sem herdeiros directos e 
receioso do futuro do brilhante diario que seu esfor90 
intelligente elevàra tao alto, José de Vasconcellos delibe- 
rou, nào sem pezar, alienar a sua propriedade que, a 2 de 
Abril de 1887, foi adquirida por uma sociedade anonyma. 

Inaugurou-se entao um novo periodo na vida do 
Jornal do Recife, tomando cor politica, corno orgam do 
partido liberal, sob a direc9So dos Drs. Sigismundo An- 
tonio Gon9alves e Ulysses Machado Pereira Vianna. 

Sob titulo de nosso programma, lia-se no editorial 
d'aquelle dia: «Entrando hoje este Jornal em uma nova 
phase, precisamos dizer que queremos no jornalismo 
desta provincia, e que elle vai representar. 

«Nao temos a preten9ao de formular um programma 
desenvolvido, nem nutrimos a eiiperan9a de que a linha 
de conducta, que tra9armos, seja tida imiuediataaunte pelo 
publico comò inflexivel. Os programmas de im^jiensa ca- 
hiram em discredito e so a coiitinuidade de actos e de 



277 



esfor90S póde dar-lhe» oonsisteacia, corno os deseahos re- 
cebem a vida, o movimento e a harmonia pelo emprego das 
tintas. Imprensa sem opinìSLo sobre todas as questQes de- 
batddas, quando ella é hoje prìncipal factor da opìni&o 
publica, e nella se reflecte a vida social com todas as suas 
necessidades, a8pìra95e8 ou tendencias, é um verdadeiro 
escado sem inscrìpgao, que nada exprime. 

«0 Jornal do Red fé torà opiniSo sobre todas as ques- 
toes qae se agitarem, politicas, socìaes ou economìcas, em 
nesso paiz e particularmente nesta provincia. 

«Inspirado pelo interesse publico, que procurare ser- 
vir, discutirà as questdes e emittirà iuizos sobre homens, 
corpora9Qes e acontecimentos com a maior imparcialidade e 
desprevenijao partidaria. 

«No modo, porém, de encarar as questOes e as suas 
solu9nes praticas, nos inspiraremos na escola liberal era 
politica ou em economia urna vez que as resoluQOes de 
todos OS problemas sociaes* ou economicos nào podem dei- 
xar de ser dominados por principios cardiaes, %erdadeiros 
centros em torno dos quaes se movem problemas, homens 
e acontecimentos. 

«A harmonia que domina o fandamento humano, é a 
harmonia universal que domina teda a crea9iU). 

«Os actos do poder publico, qualquer que seja a sua 
manifesta9ao, contrarios à lei e ao interesse geral nao qu- 
contrarao em nós apoio ; as exigencias desordenadas do povo 
nlo tergo por sua vez em nós cortezanices. Propugnaremos 
pela liberdade e pela lei, que é o direito em sua fórma con- 
cretisada. Na censura comò no elogio mostraremos uma 
lingaagem moderada. A nota justa vale mais que a nota 
forte; as harmonias de um instrumento de corda impressio- 
nam mais profundamente do que os sons estridentes de uma 
trompa de ca9a. 

«A situa9ao economica do nesso paiz e principalmente 
desta provincia sera assumpto de estudos reflectidos. Paiz 
agricola e mal ainda ensaiando as industrias fabris, atravessa 
uma phase inevitavel de transforma9ao de trabalho, para a 
qual a iniciativa individuai é tao necessaria comò a ac9%o 
benefica do governo. Temos empenho eiìi dar impulso a 
està transforma9&o, calma e legai em honra do nesso paiz, 



278 



em preparar o leito à corrente a&n de que nSo transborde 
e damnifique em vez de fertilizar as margens extensas. 

«0 commercio definha e sente-se atrophiado. Sob o 
regimen do papel nioeda com curso forgado, as alteragSes 
do cambio importala em alteragao de todos os valores. 

«Sem instituiQdes bancarias na medida das necessida- 
des, numerario é muitas vezes deficiente e essa deficien- 
cia perturba as relagOes commerciaes. Retrahido o cre- 
dito, desconfiados os capitaes, atravessamos ha longos annos 
uma crise permanente, muito mais prejudicial do que as 
crises agudas, que devastam, mas, passam rapidamente, e 
após as quaes, levantado o balango dos prejuizos, trata-se 
com animo esperangoso do futuro e do proximo engrande- 
cimento. Ao peso de impostos irreflectidos e de alcavalas 
OS lucros commerciaes, minguados e incertos, sao afinal 
absorvidos pelo fisco no fecho da liquida^ao. 

«Essa situagao agricola e commercial, que é a imagem 
dos nossos orgamentos goral e ppovincial, nós a discutìremos 
com maior desenvolvimento possivel. 

« As condi(;(5es de publicidade da imprensa moderna sao 
hoje excessivamente exigentes; o telegrapho supprimio as 
distancias e approximou os paizes mais remotos. 

«Nós procuraremes organizar um servilo de noticias, 
por telegrammas e correspondencias, o mais completo que 
nos seja possivel, quer do paiz, quer do exterior, o qual 
irà sondo ampli ado, se formos auxiliados pelo publico. 
A lem das discussOes sobre assumptos de alto interesse 
publico, procuraremos illustrar o Jornal com escriptos litte- 
rarios, preferindo os nacionaes. E' este o nesso program- 
ma, cujo commentario vivo sera a continuagSLo da nossa 
existencia jomalistica.» 

passado politico e o tirocinio jornalistico dos novos 
redactores asseguravam-lhes a competencia necessaria para 
continuar a imprimir à direcgSo do Jornal do Recife uma 
orientagao sadia e illustrada, taréfa tanto mais ardua quanto 
mais elevado fora o grào de prosperidade e a influencia 
social a que chegàra em màos do seu benemerito funda- 
dor, cujo nome continuou a figurar no cabepalbo corno 
preito de justissima homenagem à mais completa capaci- 
dade jornalistica que jamais surgio em Fernambuco. 



279 



Sob a nova direc^So o quotidiano nSo desmereceu, 
pois, das suas excellentes tradj95es de presidmoso e fide- 
digno vehiculo de informagQes, ganhando mesmo crescente 
interesse pela sua defìnida {ei(}dio politica, manifestada em 
frequentes editoriaes, tSo notaveis pela doutrina corno pelo 
esmero e brilho da linguagem. 

Nomeado juiz do commercio, o Dr. Sigismundo An- 
tonio Gongalves deixou, a 31 de Outubro de 1889, a re- 
dacgSo do Jonuil que até entào dirigira com <o brilhante 
talento, illuscra<^o e criterio inexcedivel de que sempre 
deu prova no parlamento e na imprensa.» 

«Para aquilatar a falta que faz a este Jonial a sua 
retirada, escrevia, a 1 de Novembre, o Dr. Ulysses Vianna, 
seria preciso conhecer, corno eu, o seu constante esfor90 
pelo bem publico, o seu couselho sempre o mais acertado, 
a sua direc^ào intelligente nas lides quotidianas da im- 
prensa.» 

Ficou entào a redac9Slo exclusivamente confìada ao 
Dr. Ulysses Yianna, a quem coube a espinhosa missao 
de manter segura a orienta9ao do Jornal em meio das 
crises decorrentes da mudan^a de regimen politico da 
nagào; neste periodo comegou tambem a collaborar no 
brilhante diario Manuel de Oliveira Lima, enviando, 
de Lisboa, correspondencias multo interessantes e apre- 
ciadas. 

At6 1 de Abril de 1891 permaneceu o Dr. Ulysses 
Vianna à fronte do Jornal^ sondo substituido pelo Dr. José 
Izidoro Martins Junior que, a 2 do mesmo mez, assumio 
cargo de redactor-principal. Neste posto de combate o 
joven e mallogrado chefe do partido republicano escreveu 
alguns artigos, «brilhantes na fórma, mas sera o caler dos 
outros tempos,» disse Phaelante da Camara. — «E' que o seu 
temperamento delicado e affectaoso nSo se coadunava com 
estylo que precisasse tirar sangue da reputayao alheia no 
bico da penna. E o fogo das paixc^es partidarias nao per- 
mittia no momento outro alvitre.» Realmente este perio- 
do, do franca opposÌ9ao às administragOes estaduaes do 
Bar&o de Lucena e do Dr. Correia da Silva, foi para o 
Jornal do Recife urna phase de luta violenta e sem 
treguas. 



280 



nome de Martìns Junior figarou no cabe9aIho do 
quotidiano até 19 de Outubro de 1892; mas, jà a 30 de 
Setembro elle se retirarà da redac^SLo e fora succedido 
por Francisco Alcedo da Silva Marrocos, jornalista de raras 
qualidades, que a urna profunda e variada erudisse alliava 

05 dotes de escriptor esmerado e a fortaleza de caracter 
urgentemente requerida, mais que nunca, naquella bor- 
rascosa phase da vida nacional, que sé devia terminar 
sob primeiro governo civil do paiz. 

Sempre obedecendo & orientacSLo politica do Dr. Si- 
gismundo Antonio Gonijalves, desae Abril de 1891 seu 
unico proprietario, o Jomal do Recife atravessou aquella 
era de agitag^es seni jamais comprometter a dignidade 
da sua attìtude, mau grado as amea9as de empastellamento 
que teve de soffirèr, nos ultimos dias da situasse que ba- 
queiou a 18 de Dezembro de 1891 e na phase sinistra 
em que a Patria, flagellada pela guerra civil e esmagada 
pelo peior dos despotìsmos — a dictadura militar — parecia 
haver estacionado na sua marcha evolutiva e regressado 

6 barbaria de um remoto passado. 

Serenada emfim a atmosphera politica do paiz, pòde 
Jornal do Recife consagrar-se mais completamente à 
sua verdadeira func9SLo social e, mantendo as suas hon- 
rosas e fecundas tradÌ99es, continuar a ser um dos mais 
brilliantes omamentos da imprensa brasileira. 

Ao lado do de Alcedo Marrocos comegaram a figurar 
no cabe9alho, comò de seus redactores, os nomes de Her- 
silio Lupercio de Souza, Thomé Joaquim de Barros Gibson, 
Carisio Crumencio do Rego Barros, a partir de 12 de Junho 
de 1895, e de Gaspar Menezes, desde 24 de Janeiro de 
1897; retlrando-se Marrocos, a 17 de Margo de 1897, foi 
substituido por José da Silva Costa Netto, a 1 de Maio, e, 
fallecendo Carisio de Barros, a 9 de Mar90 de 1898, suc- 
cedeu-lhe, a 12, Paulo de Arruda. 

Com a retìrada de Thomé Gibson, a 11 de Fevereiro 
de 1899, e dos seus demais companheiros, a 1 de Mar90, 
assumio a redac9ao Oswaldo Machado Freire Pereira da 
Silva, a quem se juntaram, a 30 do mesmo mez, Domin- 
gos 6on9aIve5 e Alfredo Vauthier. segundo retirou-se 
a 7 de Junho de 1904, e desde entSo é redactor-chefe 



281 



do Jornal do Becife Oswaldo Machado, polemista ardo- 
roso e infatigavel, que mereceu de Rodolpho Oarcia o 
qualificativo de csegaudo Bocbefort que na imprensa per- 
nambucana^ sem a demagogia do primeiro na imprensa 
franceza, faz de sua penna um floréte a despedir chispas^ 
nesso perenne assalto d'armas que é a vida hodierna dos 
jornaes.» 

Presentemente fazem mais parte da redacQSo Alfredo 
Vauthier, Mario Rodrigues, José Philemon de Albuquerque, 
Layette Lemos, Francisco Augusto Pereira da Costa Filho 
e Arthur Bahia (redactores) ; Samuel Lins Ferreira, Can- 
dido Ferreira e Odilon Silva (auxiliares), José ApoUinario 
de Oliveira (reporter) ; e Miguel Domingues dos Santos Ju- 
nior e Rodrigo de Oliveira (revisores). Ao corpo de coUabo- 
radores pertencem Theotonio Freire, Francisco Augusto 
Pereira da Costa, JoSo Baptista Regueira Costa, Arthur 
Muniz e Alfredo de Carvalho. 

A parte admìnìstrativa e financeira està a cargo de 
Luiz Pereira de Oliveira Faria, arrendatario do Jornal e^ 
por muitos annos, socio e gerente da empresa, auxiliado 
por Jo5o Monteiro, José Oliveira, José Antonio de Siqueira 
e Francisco Correla. 

Sao seus correspondentes, no Rio de Janeiro, Domin- 
gos GouQalves e Abel Almeida, e, em Paris, Justino de 
MontalvSLo. 

A impressalo, dirigida pelo mechanico-ìmpressor Al- 
berto Suzzi, tendo comò auxiliares 17 ajudantes, 2 margì- 
nadores, 2 paginadores e 4 aparadores, é feita em prélo 
do fabricante Marinoni, n.' 11548, havendo outro de sobre- 
salente do fabricante Harrold & Son, n.** 1035, ambos accio- 
nados por um motor, a gaz carbonico, do fabricante Otto^ 
da for9a de cito cavallos. 

As officinas estSLo sob a administraQSo do tjpographo 
José Nerj Alves de Sou2a e nellas trabalham 28 compo- 
sitores; dispOe ainda o Jornal de urna excellente officina 
para obras avulsas, contando sete prelos de varios fabrican- 
tes e systemas. 

Jornal é distrìbuido aos seus 2000 assignante» 

por dez entregadores, dirigidos por JoSo Cecilie de Senna^ 

estando a expediQSo das malas a cargo de Severino Ra- 

36 



282 



mos; sào agentes, na Panhrba, o Dr. Francisco da Trin- 
dade Meini Henrìques; no Recife, Javme Salgaes, e José 
Dias, e, em Paris, L. Marence & C* 



316. — ^A OrdeiEL-*Perìodico politico^ imparcial e noti- 
cioso. — PemambueOf Typ. de I. B. de Loyala^ Rua da 
Praia, n..^^ (n.- 1-143), »/ ^7 (o - 144-269), n* Si 
(n.- 270-274) 7^. da mOrdem» de Ignacio Beido 
de Loyofa, Rua da Pi-ala^ «/ S7 (n.- 275-411), 
n'.i4 (n.-412-489), n^iS (n.- 490-567), 1859-69, 
in-fol. med. 

n.* 1 safo a 7 de Janeiro de 1859 e o n.» 567 (ulti- 
mo?) a 15 de Marvo de 1869. Publica^ào urna a duas 
vezes por seniana. Anno 128000. Redigido por Ignacio 
Bento de Loyola continnou na mesma antipathica taréfa 
do Jorital do Commercio, e foi substituido pel'^ Voz do 
BraxU (2»). Bibl. Pnhì. do Est, 

317, — Revista Litteraria. — Penmmbuco, Typ. de L B. 

de Ijoyda, Riui da Praia, ».** ^3, 1859, in-fol. peq. 
n.' 1 e unico (?) safo a 24 de Fevereiro Rarissimo. 



318, — O Iris Academico. — Periodico scientifico elìtte- 
rario. — Pemamònco, Typ. Arademica, 1859, in-4*. 

n.* 1 safo a 5 de Abril e o n.» 10 (ultimo) a 25 de 
Julho. — Redigido por Aristides da Silveira Lobo, coni a col- 
labora9ao de Fedro de Calasans, Carlos Autran, Joao Coim- 
bra, Manoel Luiz de Az<^vedo e Araujo, Nascontes Bnr- 
nier, Antonio Kangel deTonv^ Bandeira, Polydoro (.\sar Bur- 
lamaqui e outros. /?//>/. Pfth/. do Est. 



283 



319. — A Epocha.— Jornal de sciencias e litteratura. — 
Pemambuco, Tjfp, Univermf, Rìm do Oollegio, n.® IS, 
1859, ÌD-fo]. peq. 

n.« 1 salo a 10 de Maio. — Redigido por Manuel da 
Silva Jacome Pessòa e Juveniano da Costa Monteiro. Raro. 
BibL Pubi do Est 

320. — A Te80Ura.-T-Pey7wm6itoo, Typ, do kPovo», Rua 
Diretta, w.' 5, 1859, in-fol. peq. 

n.' 1 salo a 26 de Agosto e o n.** 7 (ultimo) a 22 de 
Outubro. Trazìa comò epigraphe: 

Cessa tiido qtianto a antiga musa canta 
Que oiitro vaio?' mais alto se levanta. 

Camòes. Lus. 

Publica^ao às sextas-feiras. Mez 500 réis. Dizia-se 

critico e noticioso e era redigido por Francisco de Paula 

Vieira do Mollo. Foi substituido pel'O Pharol. BibL 
Pubi do Usi 

321.— O Independente de Tamandaré. — Periodico 

politico, commercial e scientifico. — Tamandaré, Typ. 
do «Independente», 1859-63, in-fol. med. 

n.» 1 salo a 7 de Setembro de 1859 e o n.** 200 (ulti- 
mo?) a 15 de Setembro de 1863. Semanal. Semestre 5$000. 
Primeira foiba locai, proficien temente redigida pelo enge- 
nheiro francez Henrique Augusto Milet, seu proprietario, 
e dedicado especialmente aos interesses da localidade. 
Editor: Severino Martyr Bispo. Multo raro. 



322. — O Pharol. — Redfe, Typ, Imparcial Pernambu- 
cana de Elias M. F. de A. Maranhao, Rua de Hor- 
tas, n.« U, 1859-60, in-fol. peq. 

n.' 1 salo a 12 de Novembre de 1859 e o n* ? (ulti- 
mo) a ? de Julho de 1860. Publica9ao aos sabbados. Tri- 



J 



284 



mestre 2$000. — Redigido por Fraiiciseo de Paula Vieira de 
Hello, succedeu a A Tesoura e foi substitaido pel'O LfCào 
do NorU. BibL Pubi do Est 

323. — ^A Instruog&o Primaria. — Pemambuoo, Typ. 

de M. F. de J^aria, 1859, iu-fol. peq. 

n." 1 e unico (?) salo a 2 de Dezembro. Quinzenal. 
N.» avulso 500 réis. — Periodico exclusiyameute dedicado aos 
interesses e magisterìo dos professores publicos de primei- 
ras letras, por quem era escripto e sustentado. A sua re- 
dac^ào compunha-se de Joaquim de Castro Nunes, Sim- 
plicio da Cruz Ribeiro, Miguel Archoujo Miudello e Ge- 
miniano Joaquim de Miranda. 'Rarissimo. 

324. — O Monitor das Familias. — Periodico de ios- 

truc9ào e recreio, dedicado ao bello sexo. — Pemam- 
buco, Typ. BrcLsileira, Rua do Paaaeio Publico, w.» 19 
(Sèrie extraord.*) ; Typ, db «Diario do Reeife». (Annos 
I-II), 1859-60 e 1860-61, in-é'» gr. 

n.*" 1 da Sèrie extraordinaria Salo a 2 de Dezembro 
de 1859 e n.* 6 (ultimo) a 22 de Janeiro de 1860 (76 pp.); 
o n.** 1 do Anno I salo em Outubro de 1860 ^a o n.» 3 
(ultimo) em Dezembro; o n.« 1 da 1* Sèrie do II e ultimo 
em Janeiro de 1861 e o n.** 10 (ultimo) a 25 de Maio ; o n.** 1 
da 2* Sèrie a 25 de Julho e o n.° 2 (ultimo) em 25 de Agosto. 
Os n.^ do Anno II traziam, em latim e portuguez, a epigra- 
phe: Nào he bom qtie o homem esteja sóy fagamos-lhe um 
adjutorio semelhante a elle. — A civilisapào é o respeilo da 
miilher. (Padre Ventura). PablicaQao irregular. Semes- 
tre 5$000. A Sèrie extraordinaria foi exclusivamente 
occupada com a narrativa das festas havidas por occasiSo 
da visita de SS. MM. II. a Fernambuco. Priraeira pubii- 
ca9&o illustrada apparecida em Fernambuco, era redigido 
pelo Dr. Felippe Nery Collabo, seu proprietario, e trazia 
Uthographias de A. Ridoux. Multo raro. BibL PtM.doEst 



285 



325.— O Monarchista ConstitucionaL— i2ec(/6, Typ. 

de FreUas & Irmào, 1860-60, in-fol. 

n." 1 salo a 10 de Dezembro de 1859 e o n.» 8 (ulti- 
mo) a 18 de Janeiro he 1860. Sèrie de 12 n.«» 2$000.— 
Jomal politico redigido por Autonio Vi conte do Nascimento 
Feitosa. Muito raro. 



826. — ^A Nova Era. — Peniamòuco, Typ. Penhambucana, 
Largo do Forte das Cinco Pontas, n.^ 4^, 1860, 
in-fol. peq. 

n.» 1 saio a 22 de Janeiro e o n.** 40 (ultimo) a 3 
de Dezembro. Publica<;SLo duas vezes por semana. Mez 
1$000. Periodico liberal; succedeu a Impardal. Bibl. 
Pubi do Est. 



827. — Jomal do Instituto Pio e Litterario Per- 

naxnbucano. — Pemambuco, Typ. Oommeixial de 
G. H. de Mira & C, 1860, in-fol. med. 

n.' 1 salo a 27 de Janeiro e o n.o 23 (ultimo) a 9 de 
Setembro. — Publica9ao aos donùngos. Trimestre 2$000. 
Orgam do Instituto Pio e Litterario Pernambucano^ era 
principalmente redigido pelo Dr. Aprigio Justiniano da Silva 
GuimarSLes, estando a parte religiosa a cargo do F.*" Lino 
do Monte Carmello Luna. Raro. Bibl. Pubi do Est. 

828. — Diario do Uecite. — Bedfe, Typ. BrasUeira 
(n." 1-111 do Anno I); Typ. do ^Diario do Recifen 
(do n.^ 112 em dìante), 1860-62, in-fol. 

n.*» 1 do Anno I salo a 27 de Fevereiro de 1860 e 
n.» 235 (ultimo) a 31 de Dezembro; o n.* 1 do n a 2 
de Janeiro de 1861 e o n.'» 148 (ultimo) a 31 de Dezem- 
bro; o n.** 1 do III e ultimo a 2 de Jaaeiro de 1862 e 



28(5 



n.* 217 (ultimo) a 13 de Seterabro. Os n~ 1-a do 
Anno I e todos os do IH appareceram tres vezes por se- 
mana, e OS n.~ 10-235 do I e todos os do II diariamente; 
ora saia pela manhà (n.** 10-111 I), ora à tarde (n~ 1-9 
e do n/ 112 I em d tante). A assìgnatura foi a principio 
de 6$000 por semestre (n~ 1-9 I), depois de 8^000 
(n.°" 10 1-148 n) e por firn de 19$000 por anno (III). 
Do n.' 10 I em diante come90U a dar mensalmente qua- 
tro estampas de labyrinthos, bordados, figurinos, retratos 
caricatos, etc., etc, sondo de 5$000 o precjo do trimestre 
com as estampas. Era 1862 publicou 15 n.~ extraordi- 
narìos (o n.* 1 a 12 de Janeiro e o n.° 15 a 13 de Junho), 
impressos em Lisboa, Typ. do Futuro^ Rua da Crux de Pau^ 
n." 55, contendo noticias estrangeiras. Durante algum 
tempo (n."* 120-148 I) se disse «Orgam do Partido Con- 
servador e da Associa(^o Commercial Beneficente, sendo 
todavia a parte commercial inteiramente independente da 
politica.» 

Este importante jornal, multo noticioso, variado e mo- 
deradamente politico, teve comò proprietario e fundador o 
Dr. Felippe Nery Colla90, que o redigio com o «principal 
fim de promover o progresso e o melhoramento assim da 
industria comò da agricultura e do commercio do paiz». 
Contou com a collaboracjao assidua dos escriptores mais 
distinctos do partido a que se filiava, e teve feÌ9ao ultra- 
montana assàs pronunciada. Bibls, Pubi do Est e do Ga- 
binile Portuguex. 

329. — ^Vinte e Cinco de Margo. — Jomal politico, lìtte- 

rario e noticioso. — Recife, Typ, BrasUeiray 1860, in-fol. 

Appareceu a 25 de Mar9o e teve duraQao ephemera. 
Pertencia à politica conservadora e promettia cna arena 
das discussSes nao afastar-se dos principios que formavam 
o codigo dos seus deveres, occupando entro elles o pri- 
meiro lugar a folerancia^ ao passo que se apresontava sob 
feigOes caracteristicas de concilia^ao que entendia ser a 
politica que mais nos convinha.» 

Servia-lhe de titulo a data do juramento da consti- 
tuÌ9ao do imperio em 1824. Rarissimo. 



287 



390. — O Sergipano.— Jornal politico e litterario.— i^eci'/ii», 
Typ, Universaìy 1860, in-fol. peq. 

n.» 1 saio a 3 de Maio. Publicado sob a direcgSo do 
academìco serpipano José Eiel de Jesus Leite, este perio- 
dico era especialmente eserìpto para a entào provincia de 
Sergipe, de cujos negocios tratava, sendo os seos collabo- 
radores na niaiorìa comprovincianos do redactor. Raris- 
simo. 

331. — ^Aurora Alagoaua. — Periodico notìcioso e poli- 
tico. — Reci/ey Typ. Univerml, 1860, in-fol. peq. 

n." 1 safo a 3 de Jiinho e a publica9Slo prolongou-se 
até Outubro. Era escripto por estudantes naturaes de Ala- 
góas, sob a di reciso de Manuel Januario Bezerra Montene- 
gro, para advo^ar os interesses da sua provincia. Raris- 
simo. 



332. — O Leào do Norte. — Jornal commercial, littera- 
rio e noticioso, PeimambucOy Typ, da ixCh'dein» Rua 
da Praia, n.» 43, 1860, in-fol, peq. 

n.^ 1 salo a 14 de Julho e o n.'' 4 (ultimo) a 25 de 
Agosto. Publicagao aos sabbados. Trimestre 2§000.Redi- 
gido por Francisco de Paula Vieira de Mello e Juveniano 
da Costa Monteiro succedeu a Pìiaroì e dizia-se alheio 
à politica. BlbL Pubi, do Est. 



333. — O Santa Cruz. — Periodico catholico CH^nsagrado 
aos negocios religiosos. Peniamhuco, Typ, (.ommercùil 
de Geraldo Henrlrpie de Mira d' Comp.y 1860-61, in- 
foi, peq, 

n." 1 saio a 1 de Setembro de 18()0 e o n." 31 
(ultimo?) a 30 de Mar^o de 1861. Publicavao aos sabba- 
dos. IVimestre 3S000. Uizia-se publicado: — Sob Ob auspi- 
cios da Mae de Deus Immaculada» o tinha conio proprie- 
tario e principal redactor o F.° Joilo Clirisostomo de Pai- 
va Torres. Ih'bì. Pubi, do Est. 



1 



288 



884.— O Athleta. — Jomal politìoo e militar. Pemambu^ 
co, T\fp, de IgncuAo Bendo de Loyola, Rua da Praia^ 
n.« 47, 1860, in-fol. peq. 

n.® 1 safo a 20 de Outubro e o n.* 11 (ultimo) 
a 29 de Dezembro. PublicaQao duas vezes por seraana. 
Mez 1$000; nP avulso 100 reis. Redigido por Ignacio 
Bento de Loyola(?). BibL Pubi do Est 

335. — A Verdade— iSemanario religioso e scientifico. 

Pet^mmbiLco, Typ, do <i Diario do Recife», 1861 in- 
4.- gr. 

n.° 1 saio a 26 de Fevereiro e o n.** 6 (ultimo) a 
8 de Junho. (48 pp.) Trimestre 5$000. Redigido peloDr. 
Felippe Nery CoUa^o. BibL Piibl do Est 

336— O Constituinte— P«*nam6woo, Typ. Imp. Per- 
nambucana de Elias JET. F. de A, Marankào, Rua de 
Hoiias n.' 19, 1861, in-fol. peq. 

n.* 1 saio a 2 de Margo e o n.** 10 (ultimo) a 13 
de Abril. Trazia corno divisa : Principios e nào omens, e 
corno epigraphe as seguintes quadras d'O Orito Nacional^ 
periodico do Rio de Janeiro, de 30 de Julho de 1852. 

Maìdiio que sabe Mald/ito o que deixa 

Pedir liberdade A Patria soffrer 

Ao tempo que corre. E pWa defendel-a 

A actualidade. NdU> sabe morrer. 

Publica^SLo aos sabbados. Anno 15$000; n.** avulso 
160 réis. Redigido por Antonio Borges da Fonseca, e 
Affonso de Albuquerque Mello pugnava pela convoca9So de 
urna assemblèa constituinte. BibL PubL do Est 



289 



837.— O Ramalliete — Archìvo Htterario e recreativo, 
PemambucOf Typ. do «Diario do Becife», 1861, in-4.ogn 

n." 1 salo a 12 de Mar90 e o n." 5 (ultimo ?) a 18 de 
Maio. Quinzenal. Trimestre 5$000. Provavelmente redi- 
gido pelo Dr. Felippe Nery Collabo. Muito raro. BibL 
Pubi, do Est. 



338. — O ConstitUCional. — Jornal politico, religioso^ 
scientifico e litterario. Recife, Typ. Nacional, Rua do 
Imperador n. 4.8, 1861, in-fol. gr. 

n.o 1 saio a 25 de Mar90 e n.** 155 (ultimo) a 
30 de Setembro. Trazia comò divisa: Religiào^ Monar- 
chia^ Democracia. Diario. Anno 14$000. Orgam do par- 
do liberal, succedeu a Liberal Pernambucano e foi prin- 
cipalmente redigido pelo Dr. Antonio Vicente do Nascimen- 
to Feitosa. BibL Pubi, do Est. 



339. — O Commercial Pernambucano. — Pemambu- 

co, Typ. Pemambucana deJ, M. de Oxrvalho, Largo 
do Forte, n.® ^9, 1861, in-fol. peq. 

n.* l e unico salo a 20 de Maio. Rarissimo. BibL 
Pubi, do Est. 

340.— O Lidador Academico.— Jornal scientifico, lit- 
terario e religioso. PemambucOy Typ. Commereialy Rua 
Estreita do Rosario, n.° 12, 1861, in-4.° gr. 

n.* 1 salo a 10 de Junho, tendo proseguido a pu- 
blica9So. Trazia corno divisa : Transibund dies, augebitur 
sdentia. (Bacon). Publicava-se nos dias 10, 20 e 30. Tri- 
mestre 3$000. Era redigido, sob a direc^So do lente Dr. 
Tarquinio Braulio de Souza Amarantho, por CatSo Guer- 

37 



290 



reiro de Castro, J. Guennes da Silva Mello, F. Xavier de 
Sa, Pompilio C. de Mello, Firmino Licinio da Silva Soares e 
outros academicos. Raro. BibL Pubi do Est. 



841. — O FuritailO. — P^-r iodico politico, e notìcioso. Re-- 
cife Typ. d\0 Puritano» ^ Rua dos Prazeres, n.» 11, 
1861, in-fol. med. 

n.° 1 salo a 10 de Julho e o n.» 48 (ultimo) a 28 
de Dezembro. Trazia corno divisa : A pessóa do moriarcha 
é inriolavel e sagrada! Viva o Imperador /, e a epigraphe : 
Enfant des h'Omme.sf jiisques a quand poì'terex voiis les 
coeurs assoupis ! Quand cesserex. vous de v>ùns passioner 
pour le nkmt (Ps. IV. 3). Tinha comò editor responsavel aFe- 
lix José Ferreira, pertencendo a typ. eni quo se imprimia a 
Thoraé Piretti & C^ Bibl Pubi, do Est. 



342. — O Politico. — PernarììòuGO, Typ. Imp. Pernaìn- 
buccina de Elias 3/. F, de A, MaranhàOy Rua de Hor- 
tasy n.^ 14. (n.'*" 1-7) ; Typ, d\iA Ch'demn^ Rua da Praia, 
n.« 47 (n.'^ 8-10), 1861, in-fol. peq. 

n.® 1 salo a 24 de Julho e o n." 10 (ultimo) a 16 de 
Outubro. Trazia no alto urna vinhétii representando um in- 
dio, com distico. Patria — no cinto, equilibrando-se de ca- 
bota para baixo em cima de um cofre, e sob tiiulo as divi- 
sas: Ordem^ Progresso^ Moderacelo — Patria, Barriga Con- 
servacào. — Publicava-se às (juartas-feiras. Mez 500 reis. 
Bibl. Pubi do Est. 

343. — O Ramalliete. — Periodico litterario e critico illus- 
trado. Pemambuco, Typ, do n Diario do Recifen,! SGl, 
in-4"- gr., illustr., titolo gravado. 

n.' 1 salo a 13 de Agosto. Trazia desenhos de L. 
ScUappriz nas 1*, 4*, 5* e 8* pp. Redactor: Felippe Nery 
Collabo. Muito raro. Bibl Pubi, do Est. 



291 



344.— O Campe&O. — ^Periodico politico^ notidow^ social, 
critico e &ceto« Pemambìico, Typ. Popolar de Modesto 
Canabaroy Rua Diretta, n/ 86 (n** 1-66) eRuadas 
Cinco Pmtas, n.' 71, (n«» 167-195), 1861-63, in-fol med. 

n." 1 saio a 21 de Agosto de 1861 e o n.*> 195 
(ultimo) a -2 de Novembre de 1863. seu programma 
constaya dos seguintes versos : 

De Christo a religiào^ 
Do povo a soheraììia^ 
Lìberdade^ monarchia^ 
De facto a Constiiiiicào 
Susteniar a lodo o cusfo 
E* devfr do Campeào^ 
Sempre firme no seu posto, 
Combaiendo a earrvp^ao. 

Publicava-se as quartas e sabbados. Anno 10§000; 
n.o avulso 200 réis. — Foiba satyrica da propriedade e prin- 
cipal redac92Lo de Modesto Francisco das Chagas Canabaro ; 
succedeu a Vapor dos Traficantes efoi substituido peFO 
Barca dos Patoteiros. BibL Pubi, do Est. 



845, — O Pedestre. — Periodico pequeuino e gostosinho. — 
Peci/e, Typ. do «Puritano)), Rua dos Prazeres, 1861, 
in-4." 

n.» safo a 2 de Novembro e o n." 5 (ultimo) a 18. 
Trazia a divisa : Assim o querern, assim, o tenham. Publi- 
cava-se duas vezes por seraana, ao pre90 de 1$000 a sèrie de 
12 n.°" e 60 róis o n.** avulso. Jornaleco critico que com- 
batia Campeào^ usando da mesnia linguagem grosseira e 
aggressiva. Bibl. Pubi, do Est. 



292 



346. — ^A Urtiga. — P&rmanbuoOf Ikfp. Pùptdar, Bua Di- 
reità, m.' 86, 1861. in-4.*> 

11.M é de 9 de Norembro de 1861 e o n.' 2 (ultimo) 
de 12. Pablìcava-se eni dias indeterminados e destribuia-se 
^atìs. Trazia a epìgraphe ; 

Se a vii ìnaledicencia nuo se peja 
De sahir contra a nós da immwìda lama^ 
Oufa talvex o que ella nào deseja 
OivQa ou recite, eseolha o qvs qtiixér. 

Era escripto em opposÌ9ao a Pedreste e a Puritaìw 
« trazia a declara<^ de set seu respoasavel perante a.lei Gal- 
lino do Rego Ferrugem e Sa. Raro. BibL Pubi, do Est 

347. — O Liberal. — ^Periodioo politico, judiciario e litte- 
rario. — Redfe, Typ, Impr. Pemambucana, de Elias 
M. F. de A. Maraiihào, Rua de Hwtas, n.* H 
(n.*** 1-4) ; T)ip. de Ignacio Beato de LoyoUj, Rua 
da Praia n.° 4^ (n.^* 5-48 I-II) ; Peì^nanìbuco, Typ. 
Liberal de José da Canha Teixeira, Rua das Flores, 
«.- 8 (n.«» 1-97 do III e 1-63 do IV) ; Typ. do 
uLiberal» (n.^» 1-73 dos V-VI), 1861-66, in-fol. 

Durante os Annos I-II sairam 48 n.", sendo o 1* a 15 
de Novembro de ]861 e o n.^ 48 a 5 de Junho de 1862; 
após sete mezes de interrup^ao reappareceu, com o n.** 1 do 
ni, a 16 de Janeiro de 1864, saindo o n.*» 97 (ultimo) a 30 
do Dezembro; o n.^ 1 do IV saio a 12 de Janeiro de 1864 e 
o n.® 63 (ultimo) a 15 de Novembro ; depois de nova inter- 
ruppao reappareceu ainda, em 2 de Outubro de 1865, sain- 
do durante os Annos V-VI 73 n.^", o 1° n 'aquella data e o 
ultimo a 22 de Dezembro de 1866. — Publicava-se duas vezes 
por semana (I-II, n.^* 1-24 do III e 1-63 do IV), tres vezes 
(n.«- 25-57 do HI) e semanalmente (n.'^ 1-73 dos U-V.) Sè- 
rie de 24 nr 3$000 (I-U), trimestre 3$000 (Hl-VI).— Or- 
gam da faccfSo «historica» do partido liberal, està foiba foi 



293 



redigida pelos bachareis José da Ganha Teixeira, Francisco 
Antonio Cesario de Azevedo, Manoel Pereira de Moraes Pi- 
nheiro e José Boberto da Gunha Salles. Bibl. Pubi, do Est 



848. — ^A Religifto. — ^Periodico religioso e scieo tifico. — 
Pemanibiico, Typ. Chmmereialy de O. H. de Mira 
& C% Bìm J^reila do Rosario^ n.» 12, 1862, in- 
foi, peq. 

O n.*^ 1 salo a 19 de Abril e o n.^ 4 (ultimo?) a 10 de 
de Maio. Pablica^ao aos sabbados. Sèrie de 48 n.~ 5$000. 
Bibl. Pubi do Est 

349. — A Situa9&0.'-Jornal politico e religioso. — Per,, 
Tj/p, Oommeroial de Geraldo H, de Mira, Rv/x Ea- 
treiia do Rosario, n.* 12, 1862, in-fol. med. 

n.** 1 salo a 8 de Julho e o n.^ 7 (ultimo) a 8 de Se- 
tembro. Semanal. Trimestre 4$000. Era redigido por Pau- 
lo de Albuquerque Autran, Manoel Barbosa de Araujo, M. 
B. de Souza LeSLo e L. B. C. de Albuquerque, estudantes do 
4" anno da Faculdade do Becife, resumindo-se o seu program- 
ma nas seguintes palavras : cBeligiao, Auctoridade forte, 
Monarchia prestigiada, Lei, Conser7a9ao e progresso.» Bibl. 
Pubi do Est 

850.— A Urtiga.— Pemamèuco, Typ, Popular, Rua Di- 
reità, n." 86, 1862, in-4.* 

n.*» 1 salo a 11 de Julho e o n.^ 2 (ultimo) a 18. Pu- 
blica9ào em dias indeterminados. DistribuÌ9ao gratis. Tra- 
zia comò epigranhe : 

^Todos tém o seu programma^ 
€Tambem o ^neu deve ter: 
tJE" esfregar com Urtiga 
<^A qiialquer qiie o merecer. 



294 



Destmava-se a analyzar os escandalos da celebre M- 
lencìa da firma bancaria Amorim, Fragoso, Santos& C.*, mais 
conhecida pela Commandita, BibL Pubi, do Est 

351.— Revista ÌHilitaX.— Recife, Typ. Impr. Peni, de 
Elias Marinho Falcào de Albuquerqae Maranhào^ Rua 
de Hortaa, n.' 1^, 1862-63, in-fol. 

n.*» 1 salo a 12 de Julho de 1862 e o n.*» 32 (ultimo) 
a 28 de Fevereiro de 1863. Trazia conio epigraphe : «^ 
Otterrà he iiìna scieucm para os ìioniens de genio^ urna 
arte para os mediocrcs^ e uni officio para os igrioraniesT^. 
(Frederico (jiiande). — Publica9ao as quartas-feiras e sabba- 
dos. Anno 17$000 ; n.** avulso 320 réis. Tinha corno reda- 
ctor responsavel o tenente Joaquim José dos Santos Araujo. 
—Bihl Pubi do Est 



352. — A Voz da Verdade. — Periodico critico, Httera- 
rio e noticioso. — Recife, Typ, de I. B. de LoyotOy 
Rua da Praia, n: 4,7, 1862, in.4." 

n.° 1 e unico (?) salo a 19 de Julho. Rarissimo. 

353. — Rovista da AssociaQào Onze de Agosto. — 

Jornal scientifico e litterario. — Recife, Typ, Imp, Per- 
nambucana, 1862, in-fol. pep. 

n.° 1 e unico (?) salo a 11 de Agosto. Mensal. Era 
redigida por academicos. Rarissimo. BlhL Pubi, do Est 

354. — Revista Academica. — Recife, Typ. de (?. H. 

de Mira, Rua Estreiia do Rosario n." 1£, 1862, in-4\ 

n.^ 1 eunico(?) salo a 1 de Setembro. Trazia a epi- 
graphe: €Vitam impendeì'e vero».(J. J. Roussseau). Rarissi- 
mo. Bibl Pub, do Est 



295 



355.— O (Tonservador Vermelho.— Pemamiuco, Typ. 

da uOrdem», 1862-63, in-4.' 

ii.« 1 salo a 7 de Seterabro de 1862 e n.*» 40 (ultimo) 
a 24 de Jolho de 1863. Acìma do tìtulo trazia urna 
viahèta representando um indio, com o distico Patria^ equi- 
librando-se sobre a cabeQa em cima de um cofre, Blbl, Pubi, 
do Est. 

356.— O Progressista Constitucional. — Periodico 

politico, judiciario, commercial e litterario (n.°* 1-27). 
Jomal commercial (n.*" 28-36). — Recife^ Typ. Impar- 
eia! Pernmnhumna da Elias Marinilo Falaio de Al- 
buquerque Maranhào, R. de Hortas, n.« 7^ (n.« 1-5) ; 
PemavibucOy Typ. Republicana Federativa Universal, 
Rua do Imperador, /i.» JJ {nr 6-36), 1862 e 63, 
in-fol. 

Iniciou a publica9ao em 7 de Setembro de 1862, sus- 
pendeu-a em 1 de Outubro, com o n.** 5 ; recome(;ou-a em 
25 de Fevereiro de 1863, com o n." 6, e terrainou-a, com o 
n.» 36, a 18 de Junho. Publicava-se duas vezes por semana. 
Seria de 20 n.«»* 3§000. Era seu editor proprietario Hermi- 
no Ernesto de Lemos Amarai. Bihl. Pubi, do Est. 

357. — ^A Opini&O.— Pe/vi., Typ, da «Opiniào», Largo do 
Forte, TI.-* 4P, 1862, in-fol. peq. 

n." 1 saio a 9 de Setembro eo n.*'6 (ultimo?) a 18 de 
Outubro. Foiba politica liberal. BibL Pubi, do Est 

358. — ^Jomal das Damas. — Periodico de instruc^ào e 
recreio. — Reci/e, Typ. do «Diario do Reci/e », 1862, 
in-4.'* 

n." 1 salo a 18 de Outubro e o n.» 6 (ultimo) a 22 de 
Novembre. Publica9ao aos sabbados. Trimestre 2$000. 
Pi'ovavelmente de vide à iniciativa do Dr. Felippe Nery Col- 
la90. Baro. BibL Pubi do Est. 



296 



359«— O Brado Olindense. — Jornal imparcial^ notìcio- 
80 e litterario. — Pemambucoy Typ, do fdHario do Be- 
dfcji, 1862, in-4.« 

n.» 1 e unico (?) salo a 18 de Outubro. Redactor 
Alexandre da Silveira Lima Veneno. Rarissimo. BihL 
Pubi, do Est 



SSO.'^O AnàÓ. — Periodico politico e noticioso, social, 
critico e litterario. — Pemambìicoy Typ. PemarnAucanaf 
Largo do Forte, ?i." 39, 1863, in-fol. peq. 

n.» 1 salo a 15 de Janeiro e o n.* 54 (ultimo) a 9 de 
Agosto. Publica95o às quintas e domingos. Anno 10$000 ; 
n.° avulso 160 reis. Estas indica93es fonnam quatro qua- 
dras aos lados da vinhéta, que trazia aciraa do titulo, repre- 
sentando a figura caricata de um anSo. Succedeu a A Opi- 
niào {nJ^ 357) e teve corno editor a Antonio Soares deCar- 
valho. BibL Pubi do Est 

361. — O Brado Militar. — Pemambueo, Typ. Impr. 
Pem, de Elias Marinho Folcono de Albuquerque Ma- 
ranhao, Rua de Hortaa, n.° 1j(., 1863, in-fol. 

n.*» 1 salo a 7 de Marcio e o n.** 5 (ultimo) a 4 de 
AbriL Trazia a epigraphe: A uniào fax a for^. Publi- 
ca9ao aos sabbados. Mez 1$000. Redactor : Carlos de Sou- 
to Gondim. Bibl. Pubi, do Est 

362. — O Progressista. — Jornal politico e noticioso. — 
PemambuGO, Typ. Nadonal^ Rua das Larangeìras n. SO 
(!• phase) ; Redfe, Typ. de Frcitas Irmàos (2* phaee). 
1863-64 e 68, in-fol. 

n.'» 1 do Anno I salo a 6 de Abril de 1863 e o 
n.* 226 (ultimo) a 26 de Dezembro; o n." 1 do II a 2 de 
Janeiro de 1864 e o 72 (ultimo) a 31 de Mar9o; reappa- 



297 



receu, a 16 de Maio de 1868, coni o n.» 1 da II Sèrie, 
saindo o n.® 13 (ultimo) a 8 de Agosto. Diario. Anno 
16?000 (1* phase). Publica9ao aos sabbados. Trimestre 
3$000 (2* ptase). Na 1* phase foi orgam do partido libe- 
ral progressista, tendo corno redactor-chefe o Dr. Antonio 
Vicente do Nascimento Feitosa ; na 2* phase pronunciou-se 
a sua fei(;ao politica, sendo entSo redigi do pelo Dr. Abilio 
José Tavares da Silva, com a collaboraQ^o dos Drs. Jo5o 
Diniz Ribeiro da Cunha, Maximiano Lopes Machado e 
Francisco Amynthas de Carvalho Moura, Franklin Tavora 
e conego Rochael. 

Fundindo-se as duas fac90es — historica e progressista 
— do partido liberal, foi substituido pel'O lAhervl (n." ). 
Bihl. Pubi do Est. 



363. — Academia Popular. — Semanario de instrucyào e 
recreio para o povo. — Perv,, Typ. eh M, F, de Fnria 
&F. 1863,in-4.<> 

n." 1 saio a 9 de Maio e o n.° 7 (ultimo?) a 21 de 
Junho. Publica9ao aos domingos. Anno 3§400; n.** avulso 
100 róis. Direc^ao de Cicero Peregrino. Multo raro. 



364.— Constitucional Pemambucano.— P<*r/if/r/i6M- 

co, Typ. Commerdaly 1863-65, in-fol. 

n.» 1 do Anno I salo a 12 de Maio de 1863 e o 
n.» 50 (ultimo) a 31 de Dezembro ; o n.° 1 do II a 27 de 
Fevereiro de 1864 e o n." 61 (ultimo) a 24 de Dezembro; 
o n." 1 do in e ultimo a 28 de Janeiro de 1865 e o n."> 20 
(ultimo) a 8 de Julho. Publicavào és quartas e sabbados, 
excepto OS n.*** 12-20 IH que salram semanalmente. 

Trimestre 3$000; nP avulso 120 (I-U) e 160 réis (III). 
Tiragem de 800-1200 exemplares. 

Orgam conservador principalmente redigido pelo Dr. 
Francisco Leopoldino de GusmSo Ix)bo. BibL Può/, do 
Est 

88 



298 



365. — Faouldade do Recife. — Jornal academico. — 
Reci/e, Tkfp. de Freitas ImiàoSy 1863, in-fol. peq. 

n.° 1 saio a 15 de Maio e o n.** 8 (ultimo) a 30 
de Agosto. Publicado sob a direc^So do proprietario, o 
academico sergipano Jojjó^ Fiel de Jesus Leite, com a colla- 
bora9Sio dos seus collegas Antonio Martiniano Lapemberg, 
Catao Guerreiro de Castro, Felippe Franco de Sa, Milciades 
Pereira da. Silva, P.® Manuel da Costa Honorato, Firmino 
Licino de Scusa Soares, Gaetano Maria de Faria Neves, e 
de varios lentes da Faculdade. Bibl. Pubi, do Est 

366. — Alabama. — Periodico notieioso, critico e alnsivo. — 
Pemnmbìico Typ. Liberai, 1863, in-4.' 

n.** 1 saio a 16 de Maio e o n." 12 (ultimo) a 6 de 
Agosto. Nos n.** 2-12 trazia corno epigraphe: 

Nào tenhas Alabama medo delles^ 
Vai tousando de rfjo^ fogo nellas. 

e, em todos, acima do titulo urna vinheta representando 
um vapor de rodas em movimento, Publica(,'.ao irregular. 
N.** avulso 80 réis. Tiragem de 400 exemplaros. Jornalzi- 
nho liberal redigido por Joao da Cunha Teixeira e outros. 
BibL Pubi, do Est 

367. — A Primavera. — Periodico dedicado À8 illustres 
pernambu<?anas. — Recife, Typ. Commercial, 1 863, in-4.** 

n." 1 e unico saio a 16 de Maio. Redigido pelo 
Dr. Antonio Joaquim dos Passos. Rarissimo. Bibl. Pubi, 
do Est 



868. — O Pernambucano. — Jornal politico, litterario e 
noticioso. — Pern,, Ti}), de L B, de Loyola, «. r/. (1863), 
in-fol. 

n.^ 1 e unico (?) salo a 30 de Maio. Propriedade 
de M. G. Pereira de Vasconcellos. Rarissimo. Bibl. PubL 
do Est 



299 



369. — O Misanthropo. — Periodico jooo-serìo, critico e 
noticioso. — PemambìtcOy Typ. da vOrdem», 1863, in- 
foi, peq. 

n.'* 1 salo a 12 de Junho e o n.» 2 (ultimo) a 17. 
Trazia, aciina do titulo urna vinhèta represeatando una 
aereostato, tendo aos lados e abaixo tres quadras explicando 
programma do periodico, e a divisa : Justi^a e Verdade 
Distribuia-se gratis e era redigido pelo P.® JoSo Herculano 
do Rego. Multo raro. Bibl. Pubi, do Est 



370. — O ESscadense. — Periodico politico. — Esauia, Rex'i" 
/e, Typ. de Freitas ImiàoSy 1863,in-4.* 

n.« 1 e unico saio a 17 de Junho. Primeira fo- 
llia locai, se beni que impressa no Recife. Rarissimo. IJihL 
Pubi, do Est. 

371. — Revista Mensaldo Ensaio Juridico. — Jor- 

nal acad eroico. — Recife , Typ. de M. F, de Furia 
* Filhos, 1863-()4, in-fol. peq. 

n." 1 do Anno I salo em Julho de 18(33 e o n."3 
(ultimo) era Setembro; o n.** 1 do II em Junho do ISiU 
e n.* 3 (ultimo) em Agosto. Trazia comò epigraplie : 
Labor omnia vincet (Viuon.io). Orgam da associa(;ao acade- 
mica — Ensaio Juridico — era redigido por Folippe Franco 
de Sa, José Augusto Oidvao Pires, ililciades Fcrreira da Sil- 
va, Frederico Marinho de Araujo, JoHo Alves Mergulhiio e 
Antonio Martiniano Lapeiuberg. Raro. Bibl. Pubi, do Est 

372. — A Guarda Avan<?ada. — Recife, Typ. da ((Guar- 
da Avangada», Rmi dos Prazeres, n.* ^^ (n/' 1-4); 
Typ. Cammeì'cial (n.- 5-10), 1863, in-fol. 

u.o 1 saio a 18 de Julho e o n.° 10 (ultimo) a 12 
de Outubro. Trazia comò epigraphe. La garde mvnrt; 
elle ne se rend pas. Publica^So irregular. Sèrie de 25 



300 



n.*** 3$000; n.^ avulso 120 reis. Periodico politico, redi- 
gido pelo Dr. Jeronymo Vilella de Castro Tavares, do qual 
era editor Antonio Miguel Felicio da Silva. BibL Pubi, 
do Est. 



373. — Dona Liga. — Periodico liberal, joco-serio. — Becife, 
Typ, do Dr. Joào de Barro» Falcào de Albuquerque 
MaranhàOy Rua da Imperatriz, n.^ Sly (n.^ 1-13) ; 
Typ. Popular^ rua das CineO'PoniaSj ri.® 71 (d.** 14- 
16), 1863, in-fol. peq. 

n." 1 salo a 30 de Setembro e o n.® 16 (ultimo) a 28 
de Novembro. Trazia acima do titulo urna vinhéta represen- 
tando urna caricatura feminina, e corno epigraphe : 

E^ certo caso novo^ 
E' de espantar, nmravilìia : 
Enchi a paìi^u e preguei 
Nos iihera£s a forquilìia. 

A. B. 

Publica9ao às qiiartas e sabbados. N.° avulso 40 reis. 
Redigido pelo Dr. eferonyrao Vilella de Castro Tavares. 
BibL Pubi do Est. 



Recifense. — Periodico independeute, industriai, 
noticioso e litterario. — Peni., Typ, do a Recifense», 
Rua do Ouro, n.» 4, 1863, in-fol. peq. 

n.» 1 salo a 14 de Outubro e o n.® 20 (ultimo) a 23 
de Dezembro. Publica(?ao às quartas e sabbados. Trimestre 
1$000 ; n.** avulso 80 róis. Propriedade e redact^ào de Her- 
millo Duperon. BibL PubL do EsL 



301 



375.— Brazil Agricola, Industriai, Commercial, 
Scientifico, Litterario e Noticioso.— Pernam- 

bucoy Typ, Commercial d^ G. H. de Mira (1863-67) ; 
Recife, Typ. Centrai^ Rua do Imperador, 78 e 75 ^ e 
Typ. Mercanti/^ Rua daa Trincheiraa n." SO (1879- 
82), 1863-67 e 1879-82, in-4.<* 

n.^ 1 da 1* épocha salo a 15 de Outubro de 1863 
e n.® 27 (ultimo) a 20 de Janeiro de 1867 ; reappareceu, 
corneo n.® 1 da2'* Sèrie, a 8 de Agosto de 1879, termiaando, 
com n.** 1 (unico?) do Anno IV e ultimo, a 15 de Outu- 
bro de 1882. Publica9ao irregular. Anno 12$000; n.° avul- 
so 500 réis. Tira^em de 1.000 exemplares. Trazia comò 
epigraphe: ^A agricultara fui de ser a far {-a vi tal do Im- 
perio BraJiileiro^ conio o é da Franca e de outros paixes 
da Europa.-^ — <f^Querer é poder.^ Nas edi(;oes da 2* serie 
titulo foi resumido para Braxil Agricola, 

Exclusivamente redigido pelo francez Francisco Maria 
Duprat, que, para a sua publica^ao, recebeu auxilios pe- 
cuniarios do governo provincial. BibL Pubi do Est. 

376. — O Papagaìo de Dona Liga. — Periodico politico 

ejoco-serìo. — Recifej Typ, do Dr. Joào de Barros Fai- 
eoo de Alòw^uerque Maranhào, Rua da Imperatnz, 
n.* Sly 1863, in-fol. i>eq. 

n.^ 1 saio a 16 de Outnbro e o n.** 5 (ultimo) a 10 
de Novembre. Acima do titulo trazia uma vinhéta allusiva 
ao mesmo, e as epigraphes : Ridendo castigat. — Doutrina e 
verdade. Sèrie de 26 n.«* 1$000. Bibl Pubi, do Est. 

377. — O Fhirartista. — Periodico da A88ocia9ào dos Ar- 
tistas em Pernambuco. — PemamòucOy Typ. da nOrdenu, 
1863, in-fol. peq. 

n.** 1 salo a 17 de Outubro e o n.^ 9 (ultimo) a 12 
de Dezembro. Trazia comò epigraphe : Trabalho e virtade. 



302 



Semanal. Trimestre 2$000 ; n.^ avulso 160 réis. ^ Or- 
gani da Sociedade PhiVartisia^ era principalmente redigido 
pelo P.® Francisco JoSo de Azevedo. Bibl, Pubi, do Est 

378. — ^A Voz da Verdade. — Periodico politico e social. 
— PernambucOy Ty^p. Liberal, Rua don Flores, n.® 3, 
1863, in-fol. peq. 

n.^ 1 salo a 26 de Outubro e o n.** ;4 (ultimo) a 24 
de Novembre. Publica^ao irregular. N.° avulso 40 réis. 
Dizia-se defensor dos int^resses legitimos do partido liberal. 
Bibl. Puoi, do Est. 

379.— A Estrella do Norte.— Periodico politico e joco- 
serio, — Recife, Typ. do Dr, Joào de Barros Falcào 
de Albuquerqiis 3faranhào, Rua da Imperatrìz n.* 31, 
1863, in-fol. peq. 

n." 1 salo a 27 de Outubro e o n." 6 (ultimo) a 7 de 
Dezembro. Publica^ào duas vezes por semana. - N.^ avulso 
40 réis. Bibl. Pubi, do Est, 

380. — Re vista do Instituto Archeologico e Geo- 
graphico Pernambucano. — Recife, Typ. Univer- 

sol, Rita do fiaperador, ?i.<' S9 (n.** 1-7); Tf/p. Mer- 
■ cantil (n.° 8); Ti/p. do ujornal do Recife» (n.*» 9-27); 
Typ. InditHtnnìy Ruado Lnperador, n.^ 14^(n.'^* 28-30); 
Typ. Uaiverstd (n.^« 31-35); Typ. de F. P. Bonli- 
treau, Rua do Impei^ador, n.® ^8 {n.^ 36-44); Typ. 
do «Joìmal do liecife», Rxui 15 de Novembro, n.® i7 
(n.«" 45-70), 1863-70 e 1883-1908, in-4^ 

n.*» 1 salo eiìi Outubro de 1868 e o n." 27 em Abril 
de 1870; reapparoceu, com o n." 28, em Mar90 de 1883 e 
continiia a publicar-se, tendo saldo o n." 7 em Dezembro 
de 1906. 



303 



Os n."* 1-30 e 53-54 traziam corno epigraphe : 

Ooza de tanto bem terra bemdita^ 
E da Orux do Senhor ten nome seja^ 
E quaiido a lux. ìnais tarde te visite^ 
Taìito mais abundante em ti se vya, 

S. Rita DurSo.— Cabamurù. G IV, Est. 59. 

e OS n." 55-70 

Os heroieos feitos dos antigoSy 
Tende invos e impressos na memoria, 
AIH vereis esfor^ nos perigos, 
Alti ordem na pax digìia de gloria. 

Prosopopèa. — Bento Teixeira Finto. 

Triraensal. Anno 10$000; n.« avulso 3^000. Tira- 
geni de 1000 exemplares. — Commissào de redac^Slo: Fran- 
cisco Augusto Pereira da Costa, Alfredo Ferrei ra de Carva- 
Iho e Manuel Arthur Muniz. 

Orgam do Instituto Archeologico e Geograpkico Per- 
nambticano, fundado, a 27 de Janeiro de 1862, por Joa- 
quim Pires Machado Portella, Antonio Witruvio Finto 
Bandeira e Accioli de Yasconcellos, Antonio Rangel de 
Torres Bandeira, José Soares de Azevedo e Salvador Hen- 
rique de Albuquerque, no intuito «de colligir, methodizar, 
archivar e publicar os documentos e tradÌ9oes quo Ihe fòr 
possivel obter, pertencentes à historia e a goop*aphia, prin- 
cipalmente de Fernambuco, a archeologia, ethnographia e 
lingua de seus indigenas, desde a ópocha do seu doscobri- 
meuto até o presente». (Ali;. 1» dos Èstatuios). — Em conicelo 
simples registro das actas das sessOes e dos discursos profe- 
ridos nas mesmas, foi aos poucos constituindo-se em opulento 
repositorio de documentos e de ostudos, principalmente da 
lavra de Salvador Henrique de Albuquerque, F. M. Raposo 
de Almeida, P.*^ Lino do Monte Carmello Luna, Maxiraiano 
Lopes Machado, José Hygino Duarte Pereira, José Domin- 
gues Codeceira, Adelino Antonio de Luna Freire, SebastiSo 
de Vasconcellos Galvao, JoSo Baptista Regueira Costa, Fran- 
cisco Augusto Pereira da Costa, M. de Oliveira Lima, J. Ca- 
pistrano de Abreu e Alfredo de Carvalho. 



304 



381.— O Rayo.— Periodico politico e jooo-serio.— Bect/e, 
' Typ. Repuòlicana Federativa Univcraal do Dr. Soda 
de Barros Palcào de A^buquerque Maranhàa, Rua da 
Imperatrk, n° II, 1863, in-fol. peq. 

n." 1 salo a 6 de Novembre e o n.» 2 (xiltimo) a 14 de 
Dezembro. Trazia corno epigraphe : TJberté! Liberti chène. 
(Marsaillése). Bibl. Pubi, do Est. 

382.— O Moysés.— Periodico politico, joco-serio.— iM«, 

' Typ. do Di: Joào de Barroa Faleào de Albuquerque 

Maranhào, Rua da luiperatriz, n." 31, 1863, in-fol. peq. 

n » 1 salo a 20 de Novembre e o n." 3 (ultimo) a 2.3 
de Dezembro. N." avulso 40 réis. Bibl. Pubi, do Est. 



383.— O Linguarudo.— Periotlico critico e joco-serio.— 
Recife, Typ. Republicana Federativa Universal do 
Dr. Joào de Barros Faleào de Albuquerque Maranhào, 
Rua da ImpertUriz, n." 31, 1863, in-fol. peq. 

n.M e unico (?) salo a 23 de Novembro. Rarissimo. 
Bibl Pubi do Est 



384.— O Echo Brasileiro.— Periodico patriotioo e cn- 
tictì.—ltecife, Typ. Republicana Federativa Universal 
do Dr. Joào de Barros faleào de Albuquerque Mara- 
nhào, Rua da Imperatrizy n." 1863, in-fol. peq. 

n.^ 1 e unico saio a 25 de Novembro. Rarissimo. 
Bibl Pubi do Est 

385.— O CJlarim da Fama.— Periodico satyrico. — ife- 
cife, Typ. Pop^dar, anco Pontas, n." 77, 1863, in-4o. 

n ^ 1 saio a 1 de Dezembro e o n.^ 3 (ultimo) a 6 
PublicaQao irregular. N.^ avulso 40 réis. Dizia-se orgam 
das idéas liberaes puras e, corno os precedentes, atacava os 
adeptos da Liga. Raro. Bibl Pubi do Est 



305 



386. — O Barrigudo. — Periodico satyrico. — Recife, Typ, 
Popolar, Cinco-PonUis, n." 17, 1863, in-fol. peq. 

n." 1 e unico salo a 18 de Dezembro. Tinha por firn 
«por à mostra a escandalosa calva do figui^o» cuja «dcunha 
Ihe servia de tituio. Rarissimo. BibL Pubi, do Est. 



387.— O Clamor Brazileiro.—i2eo(/i', 1864, in-. 



Faltam-nos pormenores sobre este jornal, apparecido 
em Janeiro de 1864. Era seu redactor responsavel Fran- 
cisco José Alves d'Almeida, que assignou o rospectivo ter- 
mo a 18 de Janeiro. Rarissimo. 



388. — O Brado Nacional. — Periodico politico, jiulìcia- 
rio, commercial e litterario. — Recife, Tijp, Imp. Per^ 
namhucana, Rita de Ilorias, n,^ Ì4, l<S64-66, in-foK 

n.^ 1 salo a 2 de Abril de 1864 e o n.« 91 (ultimo) a 
27 de Janeiro de 1866. Trazia comò epigraphe : 

Na miseria em que vivemos 
Nào podemos mais nos ter^ 
Conquistar nossos direitos 
IT nosso brio e de ver. 

(Do Povo). 

Rodigido por Modesto Francisco das Chagas Cana- 
barro propunha-se a pugnar om favor do coQimercio a reta- 
Iho para os brasileiros. Bihl. Pubi, do Est. 

389.— O Barco dos Patoteiros.— i^ee*/^, Typ. Popu- 

lar, dnco-PontaSy n.' 17, 1864-66, in-fol. peq. 

n.« 1 salo a 21 de Abril de 1864 e o n.« 84 (ultimo) 
a 26 de Julho de 1866. Trazia, acima do tituio, entro duas 
columnas de quadras huraoristicas, uma vinhèta reprosen- 



306 



tando um navio de velas enfunadas. Publica^ào Ab quin- 
tas-feiras. Trimestre 2$000; n.® avulso 200 réis. Redigido 
por Modesto Francisco das Chagas Canabarro, ostentava 
o seguinte programma: <A mìssào do Barco 6 censurar 
o màu procedimedto de quem quer que seja, sem dìstinc^So 
de còres politicas, respeitando sempre a vida privada e a 
moralidade publica». — Succedeu a Campeào (n." 344) e 
foi substituido pero Vapor dos Paioteiros (n.** 431) BUA. 
Pubi, do Est. 



390.— O AmlgO do POVO.— jR^ci/i-, 1864, in- 



Faltam-nos pomienores sobre este jornal, apparecido 
«m Maio do 1864. Era seu redactor responsavel Beliza- 
rio da Cunha Chaves, que assignou o respectivo termo a 
10 de Maio. Rarissimo. 

391.— O Futuro. — Periodico scientifico e littemrio. — 
Recife, Typ. Commercial de G. H. de Mira, Rua Ea- 
treita do Romrio, n." 12 (n."* 1-4) ; Typ, de Freitas 
L-màoHy Rimi do Imperador, n." 4,8 (n.^^^-e), 1864, ^n-4^ 

n.« 1 salo a 15 de Junho e os n."* 5-6 (ultiraos) a 30 
de Setembro. Trazia conio epigraphes: Surge et ambula. 
(Jesus-Christo). — Oh ne comniande pas a la peu^sée aree dea 
fers. (Dupix). Quinzonal. Mez' 1$000. Redigido pelos 
acaderaicos Antonio de Castro Alves, Luiz Ferreira Ma- 
ciel Pinhoiro, Aristidos Augusto Milton e Antonio Alves 
de Carvalhal. — Nenlìum dos periodicos literarios que vimos 
de enumerar nos annos anteriore» teve caractoristica espo- 
cial e distincta, nem se destacou pela excellencia do seu 
conteùdo, conservando-se toJos dentro dos raoldes tradi- 
cionaes: ia fechar-se o cyclo do velilo romantismo e aos 
seus ultimos representantes fallecia o enthusiasmo febril dos 
antigos certamens. Eni conipensa(;ào eranios cliegado ao 
limiar do brilhante e fecunJo movimento literario que na 
historia do pensamento nacional recebeu a denomina^ao 
<ie — Escola do Recife; nSo foram pernambucanos todos os 
seus progonos, mas, é evidente que a atmosphera intellectual 
<ia nossa Faculdade de Direito favoreceu consideravelmente 



j 



307 



a eclosao de seus talentos e que d'aqui jorrou nos decen- 
nios seguintes por todo o Brazìl o caudal das novas idóas, 
fomentando o extraordinario progresso mental que tanto 
contribuio para assegurar às lettras patrias a sua incon- 
testada supremacia na America Latina. 

A primeira phase deste movimento — mais particularr 
mente poetica — teve comò propulsores a Tobias Barreto e 
a Castro Alves, e Futuro foi primeiro periodico que 
concretisou nitidamente os esfor9os tendentes a nacionali- 
zar entro nós o pantheismo amplissimo e a lingoagem vi- 
gorosa e esplendente de Victor Hugo; nas suas coluninas 
tivéram primeira editalo varias das mais applaudidas poesias 
de Castro Alves e nos artigos em prosa dominava o estylo 
raethaphorico, sobrecarregado de imagens audaciosas, estylo 
cujas qualidades foram mais tarde exageradas ató o absur- 
do e o ridiculo. — Muito raro. Bibl. Pubi, do Est. 



392, — Correio Natalense. — Eedfey Typ. do ifConeio 

do Recife)), Bua do Imperador, n." 79, P andar 
{nr 157-160), 1864, in-fol. 

A publicagào deste jornal politico foi iniciada, em Na- 
tal, a 10 de Fevereiro de 1862; passou a ser impresso 
no Recife do n.^ 157, de 16 de Junho de 1864 ao n.° 160, 
de 27 de Agosto, sondo neste periodo dirigido pelo Dr. Ade- 
lino Antonio de Luna Preire; mais tarde voltou a appare- 
cer na capital do Rio Grande do Norte. Muito raro. 

393. — O Iris da Verdade, — Periodico religioso, lilte- 
rario e politico. Pernambuco, Typ. do «Iris da Ver- 
dade»y Ruade 8. Gorigalo, n."" 32, 1864-67, in-fol peq. 

n.» 1 do Anno salo a 16 de Agosto e a publica- 
9^0, frequentemente interrompida, proseguio, pelos menos, 
até o n.' 39 do HI, apparecido a 28 de Outubro de 1867. 

Semanal. Trimestre 2$000. Era redigido pelo P.« 
José Francisco de Arruda Caraara. Raro. Bibl. PtibL 
do Est 



308 



394. — O Desengano. — Periodico politico^ notìcioso, crìti- 
co e litterario. — Pemambìiocoy Typ. Liberal GonstUiu^Uh' 
nal, Largo do Forte, n.'59, 1864-65, in-fol. peq. 

ii.° 1 salo a 23 de Outubro de 1864 e o n.« 15 
(ultimo?) a 14 de Janeiro de 1865. Publica9ao às quar- 
tas e sabbados. Anno 10$000. Propriedade de Antonio 
Soares de Carvalho. Bibl Pubi, do Est. 

395. — O Oito de Dezembro. — Periodico religioso. — 

Pernambuco, Typ. do « Correlo do Recùse»f Rita do Impe- 
rador, n." 79, Ì.° andar, 1 864-66, in-fol. ' 

n." 1 saio a 8 de Dezembro de 1864 e o n.- 58 
(ultimo) a 14 de Janeiro de 1866. Publicado sob os aus- 
picios do Dr. Joaquim Francisco de Paria, Vigario Capitu- 
lar de Pernambuco, destribuia-se gratis ao povo, nas ma- 
trizes e conventos do Recite, e na cathedral de Olìnda, 
nos domingos à bora da missa. Diblt:. Pubi, do Est. e do 
Inst. Archeo. e Oeogr. Penmm. 

396. — Easaìo Litterario. — Pernambtwo, Typ. do ^Cor- 
relo do Reeifeyyy Rua do Imperndor, n." 39, 1° andar, 
1864-65, ìn-4." 

n." 1 salo a 15 de Dezembro de 1864 e o n.* 12 
(ultimo) a 30 do Maio de 1865. Quinzenal. Mez 1$000. 
Publica^ao academica redigida por Antonio dos Passos 
Miranda, José Nicolào Tolentino de Carvalho, Adoipho 
Generino Rodriguos dos Santos e Jos6 Elysio de Carva- 
lho Conto. Bibl. Pffbl. do Est. 

397, — ^A Crise. — Periodico caricato, critico, faceto e litte- 
rario. — Pern.y Typ. Commercial^ 1864-65, in-fol. peq., 
illustr., tit. grav. 

n.® 1 salo 18 de Dezembro de 1864 e o n.' 4 
(ultimo?) a 8 de Janeiro de 1865. Semanal. Anno 10$000. 



309 



Principal redactor José Soares Piato Correa Junior. No 
genero foi o primeiro periodico publicado em Pernambuco. 
Muito raro. BibL Pubi do Est. 



398. — ^A Esperan^a. — Jomal religioso, politico, scienti- 
fico e litterario. — Recife, Typ. da «Esperanga», Riui do 
Imperador, n.* 29 y 1865, in-fol. 

n.° 1 safo. a 7 de Janeiro e o n.^ 29 (ultimo) a 22 
de Julho. 

Trazia corno epigraphes: Spes mostra firma est (I Cor. 
I 7). Ckristus ìws liberavit (Gal. IV 13). Semanal. Serie 
de 25 n.*» 5f000. 

Publicado sob a direc9ao do Dr. José Soriano de 
Souza cera o auxilio dos Di*s. Braz Fiorentino Henriquos 
de Souza, Tarquinio Braulio de Souza Aniarantho, Joao 
Capistrano Bandeira do Mello Filho, José Antonio de Fi- 
gueiredo, Aprigio Justiniano da Silva Guimaraes e Pedro 
Autran da Matta Albuquerque, que assignaram o respe- 
ctivo prospecto apparecido a 2 de Dezembro de 1 864. Bihl. 
Pubi, do E.st, 



399. — A Nova Tempestade. — Periodico politico, cri- 
tico e litterario. — Pernambuco , Typ. Liberal ConstUiudo' 
nal, Largo do Forte , n,'' 39, 1865, in-fol. peq. 

n.*» 1 saio a 13 de Fevereiro e a publicayào pareco 
ter-jse prolongado até meiados do anno. 

Semanal. Anno 8$000; n." avulso 200róis. Proprio- 
dado de Francisco Joao Alves de Almeida, foi substituido 
pero Oidcuino (X.- 420). Bibl. Pubi do Est. 



310 



400. — A Nova Crise. — Pemambuoo, Typ. Liberal Oms- 
iitucicnalf lAtrgo do Forte^ n.' 89 ^ 1865, in-fol. peq., 
ìlluslr.^ tiiul. grav. 

n.<» 1 saio a 19 de Fevereiro e o n.« 9 (ultimo) a 
16 de Abril. vSemanal. Anno 10$000. Jornal caricato 
de propriedade de Antonio Soares de Carvalho e illustra- 
do com desenhos de A. Ridoux. Bibl. Pubi (lo Est. 

401. — Correio do Recife. — Eolio do Norte. — Jornal 
religioso, scientifico, litierario, critico onoticioso. Per- 
nambucoy Typ, do « Con-eio do Recife, «Rua do Imj}era- 
dor, w.« 39, i." andar, 1865-68, in-fol. grd. 

n.» 1 salo a 18 de MarQO de 1865 e o n." 85 (ul- 
timo) a 22 de Outubro de 1867. Publicava-se^ a princi- 
pio (n.®* 1-43), aos sabbados; mas, do n.' 44 em diante, 
tomou tambem feiv^o politica e come^ou a sair cito vezes 
por mez, sondo dois n,^ illustrados ( Vide o n." 421). Se- 
mestre 5$000 (n.«- 1-45) e 6$000 (n.^ 46-85). Principal- 
mente* redigido por José Bento da Cunha Figueiredo e 
Felippe Neri Colla(;o, era multo noticioso e variado. Bibls. 
Pubi, do Est e do Oabinéte Portuguez. 

402. — A Idèa. — Periodico scientifico e literario. — Per- 
nambuco, Typ. Commercial, 1865, iu-4^ 

n.° 1 e unico (?) saio a 8 de Abril. Trazia comò epi- 
graphe: Nosce te spuim. (Socrates). Revista academica 
redigida por Theodureto Carlos de Farla Souto e José Jorge 
de Siqueira Filho. Rarissimo. Bibl. Pubi, do Est 

403. — A Oazeta do Norte. — Recife, Typ. Impardal 
Pem., de Elias M. F. de A. Maranhào, Rua de 
Hortas, n.* li, 1865, in-4o. 

n.» 1 da 1* Sèrie saio a 8 de Abril e o n." 8 (ultimo?) 
da 2* (e ultima) a 7 de Outubro. Publica9ao às quartas 
e sabbados. Sèrie de 12 n.*»« 500 réis. Redigido pelo 
Dr. Alfonso de Albuquerque Mello. Bibl. PiibL do Est 



311 



404. — O Commercial do Norte. — Periodico politico, 
critico e literario. — Pem.y Typ. Commercial, 1865, 
in-fol. peq. 

n.» 1 salo a 12 de Abril e o ii.^ 13 (ultimo?) a 22 
de Junho. SemanaL Anno 8§000; n.' avulso 200 réis. 
Propriedada do Francisco Joao Alves de Almeida, foi sub- 
stituido per^ Xova Tempestade (N.» 399). BibL PiibL 

do Est. 

» 

406. — ^Illustragào Commercial do Recife. — Per- 

nambiicoy Typ, Libera/ Cbìistitìtcion<iI, Txwgo do Forie, 
n.' S9, 1865, in-fol. 

Appareceu eni prinelpios de Abril, porquanto o n.'» 18 
é de 6 de Agosto. SemanaL Anno 10?000. Trazia corno 
epigraphe: Ridendo castigai mores. — Proprietario Antonio 
Soares de Carvalho. Foi substituido pel' Americano 
(N.- 419). Rarissimo. BibL Pubi, do Est. 

406. — ^O AcademiCO. — Jomal scientifico e literario. — 
Peì'nambxico, Typ. do «Correlo do Recife^, Rita do Im- 
perador, n.* 79, P anelar, 1865, in-4". 

n.» 1 e unico (?) saio a 1 de Maio. seu corpo re- 
daccional constava de duas commiss5es: 1*. Scientilìca — 
Tobias Barroto do Menezes, José Jansen Ferrei ra Junior, 
Antonio Antere Alves Manteiro e Manuel Pinheiro de Mi- 
randa Ozòrio; 2*. Litteraria — Casimiro Borges Godinho de 
Assis, José Januario Pereira de Carvalho, Jos6 Pires da 
Fonseòa e Fabio Xunes Leal. Rarissimo. BibL PabL 
do Est. 

4(yi. — A Arena. — Periodico scientifico e literario. — Per^ 
nambucoy Typ. do «Correlo do Recife», Rna do Impe- 
rador, n.o 79, P aììdar, 1865, ia-4^ 

n." 1 e unico (?) salo a 1 de Maio. Trazia comò epi- 
graphe: Pergc modo, et qna te ducit via dirige gressum. 



312 



(Viro.). Era redigido pelos academicos José Ejeandro Mar- 
tias Soares, José de Carvalho Cezar, e Paulo de Amorim 
Salgado Netto. Rarissimo. BibL Piibl. do Est 

408. — A CrenQa. — Jornal politico, nolicioso e Hterario. — 
PernambueOj Typ, Oommercicd, 1865, in-fol. 

n'. 1 saio a 30 de Maio e o n.*» 10 (ultimo) a 30 de 
Setembro. Publica^So nos dias 10, 20 e 30. Semestre 5$000. 
BihL Pubi, do Est. 

409.— O Correio da Soledade.— Periodico politico, cri- 
tico e literario. — PernambucOy Typ, do «Recifense», 
1865, in-4^ 

n.^ 1 salo a 3 de Junho e a publioa9So ainda du- 
rava era Agosto. Trimestre 2^000 ; n.° avulso 80 réis. 
Redactor: Luiz Machado Botelho e Figueiredo. Editor res- 
ponsavel: ManuelJoaquira Neiva de Figueiredo. Muito raro. 
Bibi. Pubi, do Esl. 

410.— O Liberal Academico. — Jomal politico, litera- 
rio e notici oso. — Pernambuco, Typ* Commercial, 
1865, in-fol. 

n.** 1 saio a 13 de Junho e o n.** 7 (ultimo) a 17 
de Agosto. Trazia corno epigraphe : Intemeì'ata fides^ et 
candida libertas. (Viro.). Semanal. Trimestre 3$000. Des- 
tinava-se a susteutar as idéas do partido liberal. Bibl 
Pubi, do Est. 

411. — lUustragào Academica. — Pemamòuco, Typ. do 

nCorreio do licci/e», Eoa do Imperador, 7i." 79, !.• aiidnr, 
Lith. de F. IL Qirls (I); Lith. Mello Urne C. W. e C 
(II), 1965 e 69, in-fol. peq., illustr., tit. grav. 

n.** 1 do Anno I salo a 15 de Junho de 1865 a o 
n.o 12 (ultimo) a 30 de Novembre ; o n." 1 do II a 16 de 
Junho de 1869 e cessou de apparecer pouco depois. Tracia 



313 



corno epigraphe: Admonere volu?nus, non mordere; pro- 
desse^ non iaedere; consulere moribiùs hominum, non offi- 
cere (Ehasmus). 

QuinzenaL Trimestre 4$000. No Anno I foi organi 
da sociedade secreta Tugendbund e redigido por Joaquim 
Maria Cameiro Vilella, José Hygino Duarte Pereira e José 
Elysio de Carvalho Conto; ostentava nas l" e IG** pagi- 
.nas gravuras lithographadas por L. Schlappriz. Em 1869 
passou a ser redigido pelo academico sergipano Gonzalo 
Paes de Azevedo Faro. Tiragem 300-400 exemplares. 
Muito raro. BibL Pubi do Est 

412. — ^A Somalia. — Periodico scientifico e litterario. — 
Pemamhuco, Typ. de Freitas Irmàos, 1865, in-fol. peq. 

n.** 1 e unico (?) salo a 17 de Janho. Publicado 
por urna associai^, era redigido por Antonio de Senza 
Pinto e Claudino Gomes Barreto. Rarissimo. BibL Pubi, 
do Est 

413. — A Palmatoria. — Redfe^ Typ. do «Jonial do Reci- 
fé», LUh. F. H. Carls, Pan., 1865, in-fol. peq., illustr., 
tit. grav. 

n.** 1 e unico (?) saio a 8 de Agosto. Trazia corno 
epigraphe: 

Ouidareis vós que algum tòlo 
De muitos qve o mundo ve^ 
(Que nào levam mniio bòlo 
Por nào haver quern. Ih'os de) 



Ha de escapar-me? Pois nào ! 

(NOVAES). 



Jomal caricato illnstrado com desenhos de L. Schlap- 
priz. Redigido por diversos academicos, sondo o responsa- 
vel José Xavier Cardoso. Rarissimo. BibL PubL do Est 

40 



314 



414. — O Saoatrapo. — .Beci/e, 1865, Tn-... 

Semanarìo illustrado, apparecido em meiados do anoo, 
do qual nào logramos obter mais noticias. Barissimo. 

415. — ^A Themis Pernambucana. — ^Gazeta de jurì»- 

prudencia ediscussào jiidiciaria. — Pemambuco, Typ. de 
Freitas Irmào8, 1865-66, in-fol. 

n.' 1 salo a 26 de Agosto de 1866. Pablica9ao 
aos sabbados. Serie de 12 n.** 4f000. Redigido pelos 
Drs. Aatoaio Viceate do Nascimeato Feitosa e José Austre- 
gesilo Rodrìgues Lima, vizava a regenera^So da jurispru- 
dencia e da justi<;a no Brasila e occupou-se com discutir, 
franca e decididamente, os seguintes graves assnmptos: 
«Nepotismo e afilhadagem no fòro. A necessidade da re- 
forma dos tribunaes do commercio, principalmente pelo 
defeitaoso do seu elemento leigo. 

«0 espirito mercantil, rasteiramente mercantil, que as- 
senhoreon-se do fòro. jogo immoral resultando de certas 
rela9(!les de amisade e parentesco entro advogados e juizes, 
— e fez censuras francas à magistratura em goral, critica 
severa da administragSLo da justÌQa na provincia, e final- 
mente, consideraQoes largas sobre a organisa9ào social do 
Brasil.» BibL Pubi do Est, 



416. — O Caboclo do Norte. — Periodico politico, noti- 
cioso e critico — Pemambuco, Typ. do nChrreio do Recife*, 
rua do Imperctdory n.* 79, 1.* andar, 1865, ÌD-fol. peq. 

n." 1 e unico (?) salo ^ 23 de Setembro. Rarissimo. 
BibL Pubi do Est. 

417. — A Bussola Americana. — Periodico politico, d<v 

ticioso, litterario e commercial. — Pemambuco, Typ. 
Americana de Nahor & C.** rua do Hospicio, n.* 17, 
1865, in-fol. 

n.^ 1 e unico (?) saio a 7 de Outubro. Redactor : Her- 
minio Ernesto deLemos Amarai. Rarissimo. Bib. Pubi, do Est. 



315 



418. — O Vinte e Cinco de Margo. — Jornal politico. 

Pemambuco, Typ. do Commercio^ Rua do Imperador^ 
n.o 79y !.• andar, 1865-66, ìn-fol. 

n.* 1 salo a 4 de Novembro de 1865 e o n.o 55 
(ultimo) a 13 de Dezembro de 1866. Trazia corno epigra- 
phes OS Art.** 3' 9* e 179" da ConstituÌ9ao do Imperio. 
Semanal. Anno 5f 000. Or^ conservador, principalmen- 
te redigido pelo P.* Joaquim Finto de Campos. BM. Pul. 
do Est. 



419. — O Americano. — Periodico polìtico, litterario, cri- 
tico e noticioso. — PeniambncOy Typ, lÀbercd Cknudiixi^ 
cimai, Largo do Forte, n.' 39, 1866-67, in-fol. 

D.' 1 salo a 6 de Janeiro de 1866 e o n." 45 (ultimo) 
a 4 de 1867. Semanal. Anno 10$000. 

Propriedade de Francisco Jo5o Alves de Almeida, sub- 
stituio A Illustrando Commercial do Red fé (n.* d05). Bibl. 
Pubi do Est 



420. — O Cidad&O. — ^Periodico commercial, litterario e no- 
ticioso. — Pei-nambuco, Typ. Rùa da Calgada n.** 39, 
1866, in-fol. peq. 

n." 1 safo a 1 de Fevereiro e o n.o 5 (ultimo) a 28. 
Trazia comò epigraphe: Intemerata fides^ et candida liber- 
tas. Semanal. Trimestre 2$000; n.* avulso 200 róis. Ke- 
digido por Francisco JoSo Alves de Almeida substituio 
A Nova Tempestade (n.*» 399) Bibl. Pubi, do Est. 



316 



421, — Correlo do Recife. — IllustraQào Brazileira. — 

PemambuoOy Typ. do «Chrreio do Reeife»y Rua do Im- 

perador^ n.* 79, P andar (Paris, Imprensa d^AttffiMte 

Vallèe, Rua de Bréda, 15), 1866-67, in-fol,, illustr., 

tit. grav. 

Supplemento illustrado ao Correio do, Recife (^^ 4:Q\)\ 
destrìbuido quinzenal e altemadamente com elle, a partir de 
31 de Mar90 de 1886, em n^ de 26 pags. sendo 8 de gravu- 
ras; a pubììca9So terminou a 22 de Outudro de 1867. 
A collec9ao completa forma 2 vols. in-foL de V -|" 464 e 
V -{- 507 pp., profusamente illustrados. Muito raro. 
Bibls. Pubi, do Est e do Oabinete Portuguex. 

422. — Mosaico. — Periodico scientifico, ] iterano e noticioso. 
— Pemambuco, Typ. do «Jomal do Recifen, 1866, 
in-fol. 

1 salo a 1 de Maio e o n.' 8 {nltimo) a 10 de Julho. 
Publicacjào irregular. Mez 1$000 ; n.» avulso 300 réis. Re- 
digido por Paulo de Amorim Salgado, M. A. Godofredo Au- 
tran e T. A. Araripe Junior. BibL Pubi, do Est 

423. — Revista Juridìca. — Jomal academico. — Pemam- 
buco, Typ. do «Correio do Recife», Rua do Impera- 
dor, w.« 79, Jf" andar, 1866,'in-4o. 

n." 1 e unico (?) salo a 16 de Maio. Trazia comò epi- 
graphe : Si sapiens fueris^ Ubi melipse ereis : si autem 
illusor^ solus portabis malum (Proverb.) Rarissimo. Bihl 
Pubi do Est 

424. — Rovista Illustrada. — Redje, Typ. Universali, 
1866, in-fol. peq., illustr., tit. grav. 

n.» 1 salo a 1 de Julho ejo n.» 2 (ultimo) ?) a 15. Tra- 
zia comò epìgraphe : Lectorem dilectando^ pariter que ma- 
neiìdo. Muito raro. Bibl. Pubi do Est 



317 



425.-— Academioo Parahybano.— Pernamftuoo, %>• 

do «Correio do Beeife», Rua do Imperador, n," 79, 
r andar, 1866, in-fol. 

n.*" 1 saio a 4 de Julho e o n.^ 7 (ultimo) a 25 de 
Setembro. Qainzenal. Mez 1$000. Tìragem de 300 exem- 
plares. Redigido pelos academicos parahjbanos Iriaeu 
Joffily (fundador), Ernesto Chaves, Vicente do Rego Tos- 
cano Barrette, Joao Lopes Pessòa da Costa e José Pere- 
grino de Araujo, tinha por objecto defender os interesses 
da sua provincia natal. BibL Pubi, do Est 



426t«-«0 Oriento. — Jornal catholioo, politico, literarìo e 
noticìoso. — Pemamhttoo, Typ. do «On^reio do Reci/e», 
Rua do Imperador, n.* 79, P andar (n.**" 1-10) ; 
lyp, Nacional, Rua Edreita do Rosario, n." ^8 
(n.* 11-39). Goianruiy Typ. Commercial, Rua do 
Meio, n.- 70-72 (n.- 40-47), 1866-69, in-fol. 

nr* 1 salo a 8 de Julho de 1886 e o n.» 47 (ul«- 
mo?) a 20 de Maio de 1869. Pttblica9ao irregular. Sèrie 
de 20 n.** 5$000. Redigido pelo Dr. brancisco Manuel Ra- 
pozo de Almeida, tinba por fim cconsiderar o Brazil na sua 
politica, na sua litteratura, e em todos os interesses moraes 
e materìaes em relapSlo ao catholicismo». Foi o primeiro 
jornal impresso e publicado em Goyanna. 



427. — O Recife Illustrado.— iìeci/e, Typ. Commerciai 
de G. H. de Mira, LUh. A, Ridoux, 1866, in-fol. 
peq., illuatr., tit. grav. 

n.° l saio a 1 de Agosto e o n.^ 12 (ultimo) a 28 
de Outubro. Publicaijao aos domingos. Anno 15$000. 
Hedigido por Herminio Tavares. Bibl Pubi do Est 



818 



428.— O Encouragado. — i26c?/e; Typ. Papular, 1866^ 
in-fol. 

n.® 1 salo a IO de Agosto e o n/ 5 (ultimo?) a 4 
de Setembro. Acìma do titolo trazia ama vinheta repre- 
sentando um vapor de guerra e mais abaixo os versos : 

Tem por missào rebocar 
cO Barca dos Patoteiros^^ 
E a seu bordo transportar 
Milhares de ratoneiros. 

Trimestre 1$000; n.** avulso 80 réis. Propriedade de 
Modesto Francisco das Cliagas Canabarro. BtòL Pubi, 
do Est. 

* 

429.— A Lanterna Magica.— iJcci/e, Typ. PopiJar, 

1866, in-fol. peq. 

n." 1 e unico (?) saio a 11 de Agosto. Periodico 
humoristico muito semel haute ao precedente. Rarissimo. 
Bibl. Pubi, do Est 

430. — O Tribuno.— iZ^ci/g, Typ. Republicana Federativa 
Universa! j Rua do Iviperador, n.*» 35 (n.~ 1-26); 
Pemainbuco, Typ. Popvlar (n.»» 27) ; Recife, lyp. Po- 
pular (n." 28); Penianibuco, Typ. da aOrdem» (n." 29- 
96) ; Typ. Americanay Rua da Ooncordiay n.' IS 
(n. 97-111); Typ. da itOrdemn, (n.^ 112-120); Typ, 
Americana de Amarai & Filhos {n.^ 121-122); Typ- 
da «Ordem», Rua da Praia, n.° 4,3 (n. 123); Typ* 
Am£ricana (n.** 124); Typ. da nOrdem» (n.° 125); 
Typ. Americana (n.^» 126-137); 1866-67, in-4', 
Typ. da (iOrdem» (n.«« 1-22) e Typ. d'«A Voz do 
Brazih (n.o» 23-34), 1869, in-fol. 

n.o 1 salo a 5 de Setembro de 1866 e o n.« 137 
a 23 de Dezembro de 1867; suspensa entSo a publica9Sk),. 



319 



Teappareceu, com o n.* 1, a 30 de Mar^o de 1869, salndo 
•o n.' 34 (ultimo) a 11 de Dezembro. Estes ultimos ii.**tra- 
ziam corno epìgraphes o Art" 126 da GonstituÌ9&o do Im- 
perio e mais: S. Joio: Vós conhecereis a verdade e a ver- 
dade vos libertard. — S. Lucas; Nào ha nada de occulto qtie 
nào deva ser descoberio^ nada de secreto que nào deva ser 
conheddo. — Ldberdade ahsoluta de domicilio, da palavra^ da 
correspondencia^ da imprensa^ do trabalho e da associai^, 
— O vapor ^ o telegrafo electrico^ pondo em communicor- 
fào todos 08 omens. — Anno 8^00; n." avulso 40 réis. Tira- 
gem mèdia de 1500 exemplares. Ultima produc^So jor- 
nalistica do famoso e fecundo agitador Antonio Borges da 
Fonseca. BibL Pubi, do Est 

431— O Vapor dos Patoteiros.— /2€c(/è?, Typ, Popular, 

1866-67, in-fol. peq. 

n.« 1 saio a 8 de Setembro de 1866 e o n." 22 (ulti- 
mo) a 20 de Abril de Ì867. Acima do titolo e entro dua^ 
columnas de dez versos bumoristicos, trazìa urna vinhéta 
representando um vapor de rodas. Semanal. Anno 8$000; 
n.** avulso- 200 réis. Redigido por Modesto Francisco das 
Ohagas Canabarro, substituio Barco dos Patoteiros (n.® 389). 
BibL Pubi do Est. 

432. — O Cap&O. — ^Politico e notìcioso. — Reeife, Typ. Po^ 
pulary 1866, in-fol. peq. 

n." 1 e unico salo a 6 de Outubro. • Rarissimo. 

433. — O Victoriense. — Jornal noticioso e commercial. 
— Victoria, Typ. do <( Victoriense», 1866-70 e 76-78, 
lu-fol. peq. e in-fol. 

n.** 1 saio a 5 de Novembre de 1866; a publica- 
^0 proseguio regularmente até 1870 quando mudou o 
titolo para Correio de Santo Antào e assim continuou 
até 1876; voltando a uzar o primitivo titulo publicou-se 
até 1878. Semanal. Anno 12|000. Primeiro jornal im- 




320 



presso na Victoria, era de propriedade e redac9ao de An- 
tSo Borges Alves que alli introduzio a arte tjpographica. 
Muito raro. 



434. — A SituaQào. — Periodico politico. — Pemambuco, 
Typ, do ftJomal do Reoife», Rua do Impeì^ador, n.» 77, 
1866-67, in-fol. 

n.** 1 salo a 15 de Novembre de 1866 e o n." 18 
(ultimo) a 28 de MarQO de 1867. Semanal. Anno 12$000. 
Eedigido por Sigismundo Antonio Gon9alves e A. de Siqueira, 
tinha corno editor responsavel a Joaquim MilitSLo Aires Lima 
Junior. BibL Pubi, do Est 



435. — KoSBUt. — Periodico politico, liierario e noticioso. 
Pemambuco^ Typ. Republicana FederaMva Universaly 
Rua do Imperador, n/ SS, 1866-6g, in-4^ 

n.' 1 salo a 28 de Novembre de 1866 e o n.? 10 (ulti- 
mo) a 13 de Dezombro de 1868. Acima do titulo trazia 
retrato de Kossuth e mais abaixo a epigraphe: La liberié 
est la gioire des petiples, — N.** avulso 40 réis. Era redigido 
por Joao de Barros Falcào de Albuquerque MaranhSo e 
pregava principios ropublicanos. Raro. Bibl. Pubi, do Est. 



436. — O Seculo. — Politica — Literatura — Critica — Noti- 
cias. — Recife, Typ, Commercial de G. H, de Mira, 
1866, in-fol. 

n.° 1 e unico (?) salo a 10 de Dezembro. Trazia corno 
epigraphes: Le siècle est grand et fort, (V. Hugo). Liber-- 
tas, decus et anima nostra in dubio sunt. Era redigido 
pelos academicos José Nicolau Tolentino de Carvalho, Anto- 
nio Passos de Aliranda e José Elysio de Carvalho Couto. 
Barissimo. 



321 



437.— A Verdade.— Periodico poUtìoo, literario e noti- 
CÌ080. — PernambuoOf Typ. Repvblicana Federativa 
Univermly Bua do Imperador, n.* SSy 186^, iii-4**. 

n.^ 1 e unico saio a 10 de Dezembro. Trazia a epi- 
graphe: Liberté^ Liberté chèrie. (Marseili^aise). Rarissimo. 

438. — ^A Luz. — Periodico literario. — Reeife, Typ. de Frei- 
tas LmàoSy 1866, in-fol. peq. 

Faltam-nos mais pormenores sobre este rarissimo jor- 
nal, principalmente escripto por Antonio de Castro Alves, 
em resposta aos artigos de Tobias Barreto publicados na 
Revisia Illustrada (N.° 424). 

» \ 

439. — A Marqueza do Norte. — Periodico feminino- 
politico. — Pernambucoy Typ. da «Ordein»y 1866, in-4**. 

n.° 1 salo a 22 de Dezembro e o n.** 2 (ultimo) a 28. 
Muito raro. BibL Pubi, do Est 



440. — ^A Aurora. — Sciencias, lettras, artes. — Pern., Typ. 
Commerciai, de O. H. de Mira, 1867, in-fol. peq. 

n.** 1 salo a 8 de Abril e o n.** 2 (ultimo?) a 14. 
Periodico academico. Muito raro. BibL Pubi, do Est. 

441.— A Opiniào Nacional.— Politica liberal. — Reoife, 
Typ. da «Opiniào», Rìf t do Imperador, n." ^7, 1867- 
70, in-fol. 

n.° 1 salo a 10 de Maio do 1867 e o n.' 184 (ulti- 
mo) a 28 de Junfao do 1870. — Trazia as epigraphes: A Con- 
stiUiÌQào politica de qtfalque?' paix é a melkor para elle^ 
urna vex qu4} dessa Coristitidgào se fa^ urna realidad^. — 
(Daxtsou). a nassa épocha^ é eom loda a emdencia^ de trans- 
formato social e de decomposi^ào politica. Vestigio do 

' 41 



322 



que foi^ germen do que sera, (E. de Girardin). — Seraanal. 
Anno 10|000. Tlragem 600-700 exemplares. Eccellente 
jornal politico brilhaatemente redigido pelos Drs. Aprigìo 
Justiniano da Silva Guimaraes, Antonio Rangel de Torres 
Bandeira e Jofto Coimbra. Bìhh\ Pubi, do Èst.^ e do Inst 
Areìwo. e Geogr. Pernam. 

442. — A Faculdade e O POVO. — Periodico democratico. 
Recifey Typ, do «Correlo do liecìfe», Rita do Impe- 
rador, n.' 79, 1" andar, 18G7, in-fol. 

n." 1 safo a 18 de Maio e o n." 10 (ultimo) a 27 
de J ullìo. Trazia a epigraphe : Snlus poppili suprema lex est. 
Semaual. Trimestre 3§000. Jornal academico publicado 
em consequencia do conflicto havido, a 26 de Abril, entre 
uni estudante e ura deputado provincial, facto que teve 
extraordinaria repercussilo. artigo de apresentagao era 
assignado pelo Dr. Aprigio Guimaràos, Bìhl. Pubi, do Est. 

443. — ^O Mercantil. — Jornal commercial, literarìo, poli- 
tico, forense e religioso. — Pernambuco, Tgp. Nacionaf, 
(n.** 1) ; Tgp. Ma^cantil, Rua R^ireita do Rosàrio, n.^ 28 
{ur 2-17), 1867, in-fol. 

n.^ 1 saio a 8 de Julho e o n.<* 17 (ultimo) a 14 
de Outubro. PublicaQao duas a tres vezes por semana. 
Sèrie de 24 n.«« 5$000 ; n.« avulso 320 réis. Redigido pelo 
Dr. Francisco Manuel Raposo de Almeida. Raro. Bìbl. 
Pubi, do Est. 

4AA. — Revista Mensal do Gremio Scientifico. — 

Recìfe, Tgp. da « Esperà nga», Rua de S. Francisco, 
n.^ 2, MDCCCLXVII, in-4^ 

n.^ 1 e unico (?) saio era Julho. Trazia as epigra- 
pbes : Habebo propter han (scientiam) claritatem ad tur-- 
bas^ et honorem ad seniores juvenis (Sap. c. Vili r. 40). 
Commissào de redac^ào : Samuel Wallace Mac-Dowell, Ma- 
nuel Varella do Nascimento Junior, José Lustosa de Souza, 



323 



José Elysio de Carvalho Couto, Manuel Pinheiro de Mi- 
randa Ozono e Antonio Antero Alves Monteiro. Rarissi- 
mo. Bibl. Pubi, do Est 

445. — O Conservador. — Jomal politico, noticioso è 

liierario. — Beeife, Typ» da «Esperan^a» (n.®* 1-35 I 
e 1 li); Pern., Typ. do «Correlo do Reeife», Rua do 
Imperador, n.*> 79, P andar (n."' 2-40 II), 1867- 
68, in-fol. 

n.** 1 do Anno I saio a 10 de Agosto de 1867 e 
o n.*" 85 (ultimo) a 11 de Dezembro; o n." 1 do II e ul- 
timo a 18 de Janeiro de 1868 e o n.° 40 (ultimo) a 10 
de Outubro. Trazia corno epigiaphes os Art.®" 9** e 179» § 4** 
da ConstituÌ9ào do Imperio. Publica^ao às quartas e sab- 
bados. Anno 12S000 ; n.° avulso 160 róis (I) e 200 réis, (II). 
Bibl Pubi, do Est. 

446. — A Saudade. — Periodico literario dedicado ao bello 
sexo. — Reclfey Tk/p, Repvòlicaiia Federativa Univeraaì, 
1867, in-4^ 

n."* 1 e unico (?) salo a 13 de Agosto. Rarissimo. 



447.— O Apostolo da Verdade. — Jomal politico.— 

Redfe, Typ, Liberal Oonsiitucionafj 1867, in-fol. peq. 
n.° 1 e unico (?) safo a 14 de Agosto. Rarissimo. 

448. — O Thllg. — Pernambìico, Typ. do aCorreio do Redfe» ^ 
Rua do Imperador, n.® 79, P andar ; Lith, A. Ri- 
dona, 1867, in-fol. peq., ills., tit. grav. 

n.» 1 salo a 20 de Setembro. PublicaQSo nos dias 
10, 20 e 30 de cada mez. Anno 15$000 ; n.« avulso 500 réis. 
Jomal caricato redigido por Joao Juvencio Forreira de Aguiar. 
Coli. Belmiro de Novaes. Multo raro. 



324 



449. — ^A CarapUQa. — Periodico satyrico illustrado. — 
Recife, Typ , 1867, ìn-4* gr., illus., Ut. grav. 

n.** 1 salo a 10 de Outubro. Rarissimo. 



450. — O Horisonte. — Periodico politico, litterario, iioti- 
cìoso e commercial. — Peìmambuco, Typ. Liberal Consti- 
iiicional, Largo do Forte, n.® 39, 1867, io-fol. 

n.o 1 safo em Outubro e a pubIica(;ao cessou pouco 
depois. Seraanal. Anuo 10$000. Filiado ò, politica libe- 
ral era redigido pelos academicos Misael da Silveira Ama- 
rai, José Augusto Perreira da Costa, José Vicente Meira 
de Vasconcellos e outros. Muito raro. Bibl. Pubi, do EsL 

451. — O Calabrote. — Jornal satirico, litterario e noti- 
cioso. — Recife, Typ. Imparcial Peniambucana de Elias 
Marinho Falcào de Atbuquerque Maranhào, 1S67— 79, 
in-4.** e in-fol. peq. 

n.* 1 do Anno I saio a 26 de Outubro de 1867 
e a publicagào, frequentemente interrompida, terminou, 
com n.** 17 do Anno X, a 17 de Fevereiro de 1879. — 
Trimestre 2$000; n." avulso 80 réis. Redactor e proprie- 
tario: Elias Marinho FalcSo de Albuquerque Maranhào. 
Bihl. Pubi, do Est. 



452. — O Forum. — Foiba judicìaria e accidentalmente poe- 
tica e litteraria. — Peìmambuco, Typ. do «Forum», 1867— 
68, in-fol. 

Appareceu em Outubro de 1867 e publicou-se meia- 
dos de 1868, pois, a 9 de Maio, salo o n.** 17 do Anno II. 
Principal redactor: José Bento da Cunha Figueiredo Ju- 
nior. Muito raro. 



325 



453.— A Realidade.— i26c(/€, Typ , 1867, in-4.<> gr. 

Nunca vinios este jornal caricato, cujo apparecimento 
encontramos noticiado no Jornal do Recife^ de 13 de De- 
zembro de 1867, onde consta que »se differen9ava, dos 
que no mesmo genero até entSLo haviamos tido, em nSLo 
ter texto escripto e estarem occupadas por estampas as 
suas cito paginas, tendo em baixo de cada urna dellas 
pequenas descripQOes allusi vas^. Rarissimo. 



454.— O Demo orata Federativo.— Periodico religio- 
so, litterario e politico. — Pemambuco, Typ, Repìcbticana 
FedercUiva UniversaJf rua do Iinperador, n.^ 35 ; Typ, 
do <fJoì*nal de Annunoios»^ Rua da Impcì'otriz, n.® 21 e 
oìdraa. — 1868-72, in-fol. peq. 

n." 1 do Anno I saio a 7 de Mar^o^ de 1868 e a 
publicagao, frequentemente interrompida, ainda continuava 
a 7 de Dezembro de 1872, quando appareceu o n." 20 
do Anno ITI. Semanal. Trimestre 2^000. Raro. Bibl. 
Pubi, do Est 



455. — A RegeneraQào. — Periodico politico, noticioso e 
litterario. — Recife, Typ , 1868, in-fol. peq. 

n.** 1 e unico (?) salo a 30 de Maio. Rarissimo. 

456. — A Mocidade. — Jornal scientifico e litterario. — Re- 
dfe, Typ. doaJomaì do Recife^y 1868, in-fol. peq. 

n." 1 salo a 1 de Julho e o n." 4 (ultimo?) a 15 
de Agosto. Quinzenal. Mez 1$000. Redigido por diver- 
sos alumnos do 1.** anno da Faculdade de Direito. Raro. 
Bibl. Pubi, do Est. 



326 



467.— Correio Pemambuoano.— i2cc(f6, Typ. do tiCkìr^ 

reio PemaTTìòucano», Ruci do Imperador, 1868-71, in- 
foi, gr, 

n." 1 do Anno I salo a 15 de Julho de 1868 e a 
publica^ao prolongou-se regularmeate ató meiados de 1871; 
o n." 1 do Anno IH salo a 4 do Janeiro de 1S70 e o h." 286 
(ultimo) a 30 de Dezerabro. Diario. Anno 18$00§; n.* 
avulso 200 réis. Propriedade do bacharel Henrique Ma- 
mede Lins de Almeida. — Lanientamos nào poder dar netì- 
cia mais desenvohida desto importante jornal, do qual nSLo 
conseguimos ver urna so coUeci^ao completa. Na Blbl Pubi, 
do Est. existe apenas a do Aimo III. 



458.— A TeSOUra. — Per,, Typ. Kepiibìicaìui Federativa 
Universaly Rua da Imperatriz, nJ" JSy 1868 e 69, in— 4. 

1 saio a 5 de Agosto de 1868 e o n.° 13 a 14 de 
Outubro; a 4 de Ilario de 1869 publicou o n." 1 do II 
Anno; iguoramos se continuou a sahir. Jornàleco humo- 
ristìco. Bi'bl. Pubi, do Est. ' 



459. — A Liberdade — Pem., Typ. Commercial, Rua Es- 
treita do Rosario, n.^ 12, 1868, ìn-fol. 

n.** 1 salo a 7 de Agosto e o n.« 23 (ultimo) a 15 
de Dozembro. Publica9ào duas vezes por semana. Tri- 
mestre 3$000. — Jornal politico redigido pelo Dr. Francisco 
Finto Fessòa. Bibl. Pubi, do Est. 



460. — ^A Matraca. — Periodico critico. — Recife, Typ. da 
«Matraca», rua das Cinco Pontas, n.^ 62, 1868, in- 
foi, peq. 

n.' 1 e unico (?) salo a 10 de Agosto. Rariss mo 
Bibl. Pubi do Est. 



327 



461. — Dezeseis de Julho.— Jomal politico, notìcioso e 
litterarìò. — PemambucOy Typ. do ^Correlo do Recife», 
Rua do Imperador, n.^ 79,prÌ7neiro andar, 1868, in-fol. 

n.» 1 salo a 14 de Agosto e a publica(?ao prose- 
gui© ainda por algum tempo. Como epigraphe trazia um 
longo trecho do discurso protendo pelo Visconde de Itabo- 
r&hy na festa conservadora, realisada na Bahia a 30 Maio de 
1868. Semanal. Trimestre 3$000; n.° avulso 200 réis. Filia- 
Ta-se à politica conservadora. Bibl. Pubi, do Est. 



462.— O Liberal. — Jornal politico (I). Orgam do parti- 
do liberal eiu Fernambuco. Diario politico, notìcioso e 
commercial (II-IV). — Recife, Typ. de Freiias Iimàos 
(n.^* l-*il); Typ. Liberai, Rua do Tmperador, n."* I^S 
(n.«* '3-961 etodosdos II-III) ; Rina da Imperafriz, 
n.« 21 (IV), 1868-71, in-fol. gr. 

n.° 1 do Anno I salo a 15 de Agosto de 1868 e o 
n.o 96 (ultimo) a 13 de Outubro de 1869; o n.^ 1 do II a 4 
de Novembro de 1869 e o n.° 47 (ultimo) a 31 de Dezem- 
bro; o n." 1 do III a de Janeiro de 1870 e o n.* 96 (ulti- 
mo)a 31 de Dezembro; o n.** 1 do IV e ultimo a 3 de Janei- 
ro de 1871 eo n.^273 (ultimo) a 26 de Dezembro. 

Publicav,'ao às quartas e sabbados. 

Trimestre 3^000 (I). Diario. Trimestre 4$000 (H-III) 
e 5$000 (IV). Substituio Progressista (n.» 362) por 
occasiào da liga das duas facgOes — historica e progressista 
— do partido liberal, realisada a 19 de Julho de 1868. BibL 
Pubi, do Est. 

463. — O Liberal Academico. — Jornal politico, litt^ra- 

rio e noticioso. — Peniambuco, Typ. do «Correio do Re- 
cifeny Rua do Imperador, n.** 79, i." andar, 1868-69, 
in-fol. 

n.» 1 do Anno I salo a 20 de Ai^osto de 1868 e a 
ptiblica99,o ainda continuava em meiados do anno seguinte. 



328 



Trazia corno epigraphes: Vos enim ad liberiam vacati estìs 
patris (S. Paulo ad Galatas), e um tredio do discorso do 
Dr. José Bonifacio, pronunciado na sessSLo de 17 de Julho 
de 1868. Publica^ao nos dias 10, 20 e 30 de cada mez. 
Trimestre 3$000. Era redigido por J. Leandro M. Soa- 
res, L. H. Pereira de Campos, Plinio A. X. de lima e 
José Jorge de Siqueira. Bibl, Pubi, do Est 



464* — A Formlga. — Pern., Typ. Repuòlicana Federaiim 
Universale 1868, in-8.° 

Q n.*» 1 salo a 26 de Agosto e o n." 9 (ultimo) a 23 
de Outubro. Trazia comò epigraphe: 

Formiga constante 
Throno roendo. 
Os seus attentados 
Irds desrrerendo 

Affectava tendencias republicanas. BibL Pubi, do Est. 

465. — Idèa Liberal. — Petmamòuco, Typ. Commei^cialy 
Rua Estreita do Rosario, v."" 12, 1868-69, in-fol. 

n.^ 1 salo a 29 de Agosto de 1868 e o n.«» 50 
(ultimo) a 18 de Dezenibro de 1869. Publioa9ao aos sab- 
bados. Trimestre 3^000. J ornai politicò redigido pelos 
Dr. Gervasio Rodrigues Campello e Symphronio Cesar 
Coutinho. Bibl. Pubi, do Est. 



466. — O Echo Liberal. — Periodico politico e noticioso. 
— Victoria, Typ. Bua Tmperial, ?k« £0, 1868-69, in-fol. 

n.° 1 do Anno 1 salo a 19 de Setembro de 1868 e 
a publica9ao pordurou até fins de Abril de 1869. 

Foi substituido pel'O Liberal Victorieìise e era pro- 
priedade de Manuel Bernardo Gomes Silverio. Rarissimo. 



829 



467. — O Democrata Pemambucano. — Periodico jk)- 

litico, religioso^ litterarìo ejadicioso. — Recife, Ti/p, Im- 
pardal Pemambucana, Bua de Hortas, n.' J?4 ^ -Kiui do 
Fogo, n.^ 30, 1 868-69, in-4.« e in-fol. peq. 

n.° 1 do Anno I salo a 23 de Setembro de 1868 
e o n.** 17 (ultimo) a 23 de Dezembro; o n.* 1 do II e 
ultimo a 25 de Janeiro de 1869 e on.' 14 (uUimo?) a 24 
de Abril. Proprietario e responsavel : Joào José do Albu- 
querque. Pregava principios republicanos. BibL PtibL 
do Est 



468. — A Razao. — ^Periodioo scientifico e Htterario. — Re- 
(Afe, Typ , 1868, in-fol. peq. 

n.*» 1 e unico (?) salo a 25 de Outubro. Redigido 
por Tobias BaiTeto de Menezes. Rarissimo. 

469. — A Republica. — Pem,, Typ. Repablimna Federa- 
Uva Universale Ruu do Imperador, n.° SS, 1868, in-4^ 

n.° 1 salo a 27 de Novembre e o n.* 2 (ultimo ?) a 
6 de Dezembro. Trazia comò epigràphe: Vós todos sois 
irmàos, — cargo é para servir e nào para ser nelle ser ri- 
do. (Palavras de Jesus Christo). Cremos ter silo o ulti- 
mo periodico redigido por JoSo de Barros Falcao de Albu- 
querque Maranhao. Muito raro. Bibl. Pubi, do Est. 



470. — O Liberal Gtoiannense. — Periodico politico, litc- 

rario e noticioso. — Ooianna, Typ, do «Liberal Goian* 
nense», Rua da Mairiz, n.^ 70^72, 1868-69, in-fol. ined. 

n." 1 do Anno I salo a 5 de Dezembro de 1868 e 
a publica^ao prolongou-se até meiados do anno seguinte. 
Rarissimo. 

42 



330 



471. — A Uniào Democratica. — Periodico religioso, lite- 

rario e politico. — Pem., Typ. Rep, Federativa Urd- 
veisaì, Rua do Imp., n." SS, 1869, in-fol. peq. 

n.*' 1 saio a 25 de Janeiro e o n.** 5 (ultimo) a 5 de 
Abril. Publicagào duas vezes por semana. Trimestre 3$000; 
n.^ avulso 120 róis. Raro. Bibl. Pubi, do Est 



472. — ^Iris Litterario. — Reeife, Typ. Oommei^dal, Rxw, 
Edreita do Rosario, n.° 12^ 1869, in-fol. peq. 

n.** 1 salo a 18 de Fevereiro e o n.» 24 (ultimo) a 
29 de Julho. • Semanal. Sèrie de 12 n~ 3$000. Bibl 
Pubi do Est 



473. — ^A Primavera. — Periodico de literatura e lecreio. 
—Reeife, Typ , 1869, in-4^ 

n.*' 1 e unico (?) salo a 10 de AbriL Rarissimo. 



474.—^ Liberal Victoriense. — Semaoarìo democratico 
e literario. — Victoria, Typ. do uLìberQ/L Victoriense», 
Rua Imperiai, n.° W, 1869-77, in-fol. 

n.o 1 do I Anno salo a 8 de Maio de 1869 e a 
publicagao continuou até meiados do 1877. Trazia corno 
epigraphe: Quando a liberdade periga lodo o cidadao deve 
scr um revolucwnario. (Dos Ens. sobrb a srruAgio). — 
Anno 10§000. Direc9ao e propriedade de Manuel Ber- 
nardo Gomes Sllverio. Succedeu a Echo Liberal (N.*» 466). 
Multo raro. 



331 



476. — ^A Lucta. — Revista scientifica e literaria. — Becife, 
Typ. do «Còrreio Pernambucanoiiy 1869, in-4°. 

n.» 1 e unico (?) salo a 10 de Maio. Era redigido 
pelos academicos Amphilophio B. Freire de Carvalho, Do- 
mingos Rodrigues Guimaràes, Hannibal F. Fernandes da 
Cnnha e JoSo Baptista Guimaraes. Rarissimo. 

476. — O Vesuvio. — Jornal scientifico, literario e noticioso. 
Redfe, Typ. MercarUU de C. E. Muhleri & C, 1869, 
in-fol. peq. 

n.« 1 salo a 15 de Maio e o n.° 10 (ultimo) a 15 
de Outubro. Trazia comò epigraphe: Totis les gonverne" 
ments se soni perdus par Voubli du jyeuple. (Guizot). Era 
redigido por A. Drummond Filho e outros academicos. lìlhl. 
Pubi, do Est 

477.— A Ck)n8ci6iicia Livre.— i?ec(/6, Ti/p. do «Jaimal 

do Recife», 1869-70, in-4°. 

n.' 1 salo a 1 de Julho de 1869 e a publica9ao 
durou até principios de 1870. Quinzonal. Anno 5$000. — 
Propriedade de Numa Pompilio, era redigido por Franklin 
Tavora e José Baptista de Castro e Silva; propunha-se 
principalmente a combater e pelos interesses mais vitaes da 
sociedade, pela civilisa9ào e liberdade, amea9ados pela feroz 
propaganda de uma intolerancia ao mesmo tempo anti-social 
e anti-religiosa, pela onda negra do jesuitismo emfim». Bibl. 
Pubi do Est 

478.— A Carota; — Pe?viaw6uco, Tì/p, do «Oorreio do 
Recife^y Rua do Imperador, n.* 79, r andar, Lith. 
Metto e WiegandJt, 1869, 5n-4'*, illiis., tit. grav. 

n.^ 1 salo a 20 do Julho e o n.' 16 (ultimo) a 20 do 
zembro. Publica9àoal0,20e30decadamez. Annol3|000. 
Jornal caricato illustrado com desenhos de C. Wiegandt. — 
Bibls. PubL do Est^ e do List. Archeo, e Oeogr. Pernam, 



832 



479.— A VOZ do BraziL— i?«5(/i?, Typ. de I. B. de Loyofa, 
Rua da Praia, n," 1^3, 1869, in-fol. pec], 

Appareceu eni Agosto e te ve curta dura<;ao. Succe- 
dell a A Ordr.m (N." 316) e foi o ultimo jornal redigido 
por Igaacio Bento de Loyola. 



480.A Aurora. — ^Periodico literario^ noticioso e critico. 
Pdx) d'Alho, (Reeife, Typ. do nJcyiifval do Redfe»), 
1869, in-fol. peq. 

n.o 1 salo a 22 de Agosto e o n.* 7 (ultimo ?) a 9 
de Outubro. Trazia comò epigraphe o Art.° 179 § 4<* da 
ConstituÌ9ào do Imperio. Quinzenal. Anno 12$00b. Re- 
digido por Pergentino Saraiva de Araujo GalvSo, era des- 
tiuado a advogar os interesses d'aquella localidade e a recrear 
coni interessante leitura os sous moradores; se bem que im- 
pressa no Recife, foi a primeira foiba locai. Raro. BM. 
Pubi do Est. 



481.— O Cathoìioo.—Redfe, Typ. Commercial^ Bua Ik- 
ireiia do Rosario, n.» 12 (n.«* 1-6 I e 7-24 II) ; Typ. 
Oaiholica, Hospicio, n."" 32 (n.<»« 1-6 II, 1-36 III e 
1-24 IV), 1869-70, in-fol. 

n.' 1 do I Anno saio a 10 de Outubro de 1869 e 
n." 6 (ultimo) a 19 de Dezembro, alóm de um supple- 
mento, commemorativo do nascimento de Nesso Senhor 
Jesus Christo, a 24; o n.° 1 do II a 6 de Novembre; e 
n." 24 (ultimo) a 8 de Outubro de 1870; o n.* 1 do m 
a 6 de Novembre de 1870 e o n.- 36 (ultimo) a 30 de 
Outubro de 1871 e o n.» 1 IV o ultimo a 14 de Dezem- 
bro de 1871 e o n.» 24 (ultimo) a 30 de Julho de 1872. 
Os n.«« 1-6 I e 6-12 n traziam abaixo do titulo a decla- 
ra9ao de publicado «Sob os auspicios de S. Exa Rvm."^ 
D. Francisco Cardoso Ayres» ; o n.» 13 U a mesma deda^ 
ra9ao e, abaixo do titulo, um emblema com as ìnsignias 



833 



papaes; os n.^" 14-16 n o mesmo emblema ladeado das 
palavras : Portce inferi non prcevaUbunt; os n ~ 1-6 e 
17-24 U, 1-36 m e 1-24 IV mais : Sub tuum prassi- 
dium confuginuue^ virgo immaculata. PublicatjSo tres ve- 
ases por mez. Anno 5$000. Era principalmente redigido 
pelos Drs. Fedro Autran da Matta Albuquerque (até o n.» 6 IV) 
e José Soriano de Sousa (n.** 7-24 IV). Periodico orthodoxo; 
a sua tjpographia era situada no Collegio dos Jesuitas, à raa 
do Hospicio, n."" 32, e nella trabalhavam os alumnos; por 
occasiSLo da chamada — Questào Religiosa— toi o edificio assal- 
tado, e empastellada a typographìa. Bibl. Pubi, do Est 



482.— O CSharadista. — Recifcy Typ. Economica^ Rua da 
Matrix, «." 28, 1869, in-4^ 

n." 1 e unico (?) saio a 15 de Novembre. Jornalzi- 
nho literario destinado ao genero facil e divertido. Raris- 
simo. Bibl. Pubi do Est. 



4S3. — ^A Madresìlva. — Foiba literarìa especialmente de- 
dicada àe senhoras. — Reeife, Typ. da «Opiniào», 1869- 
70, in-fol. peq. 

Appareceu em fins de 1869 e durou até meiados de 
1870. Publicada sob os auspicios do Dr. Aprigio Justinia- 
no da Silva GuimarSes era principalmente redigido pelo 
academico José Vicente Moira de Vasconcellos. Muiro raro. 
Bibls. Pubi, do Est.^ e Naeional^ do Rio de Janeiro. 



484.— O Aoademioo do Norte.— i2ee(/è, 1870, in- 

Vem mencionado no catalogo da coUec9So de Gaetano 
Finto de Veras e era diverso do mesmo titillo apparecido 
em 1865; faltam-nos mais noticias. Rarissimo. 



334 



485. — Jornal de Annuncios. — Edìjfto do «Correlo 
Pernambucano)). — Recife, Typ. do laOorreio Pemam- 
btusano», 1870, in-fol. 

n.** 1 salo a 8 de Mar90 e o n.*» 12 (ultimo) a 17. 
Diario. DistribuÌ9ao gratuita. Tiragem de 3000 exemplares. 
Era redigido pelo Dr. Cicero Odon Peregrino da Silva. BUI. 
Pubi, do Est 

486. — Cren^a. — Periodico literario. — Recife, Typ. do 
vCorrdo Pemambucano»y 1870, in-fol. 

n.» 4 salo a 30 de Maio. Semanal. Era redigido por 
Sylvie Romero e Celso de Magalhaes. Multo raro. BibL 
Pubi do Est, 



487. — O Americano. — Semanarìo politico e de literatnra. 
— Recifey Typ. de Carlos E. Muhlert & G, Bua do 
Torres, n." 10 (n.* 1-27) ; Typ. do Oomm^do, Cambóa 
do Oamw, n." (n.'^ 28-33 I e 1-39 II), 1870-71, 
in-fol. 

n.* 1 do Anno I salo a 1 de Maio de 1870 e o n.^ 33 
(ultimo) a 11 de Dezembro; o n." 1 do II e ultimo a 5 de 
Fevereiro de 1871 e o n.^ 39 (ultimo) a 29 de Outubro. 
Era de propriedade e redac9ao de Franklin Tavora, Miner- 
vino A. de Scusa LeSo e Tobias Barreto de Menezes, e 
tomou parte saliente e brìlhante nos debates da questSo 
religiosa. Bibl Pubi do Est. 

488. — Oiiteiro Democratico.-^ Pemamòuco, Typ. Li- 

bercUf Editor Heì^mUlo José de Alcantara (n." 1-4) ; 
Typ. do it Correlo do Recife», Rua do Imperador, n.'* 39, 
r andar (n.«» 5-30 I e 1-2 II), 1870-71, in-fol. 

n.® 1 do Anno I salo a 8 de Maio de 1870 e o n.» 3o 
(ultimo) a 18 de Dezembro; o n.° 1 do II e ultimo a 5 



335 



de Fevereiro de 1871 e o n.' 2 (ultimo) a 12. Trazia corno 
epigraphe: 

Malo periciilosum Uberiatem^ 

qtiam quiltam servifutem. 

e a traduc9^: Antes os espinhos di liberdade, do que as 
flores da escravidào, Remanal. Trimestre 3$000; n* avulso 
240 féis. Organi da sociedado politica e republicana do 
seu nome, era redigido por José Balthazar Ferreira Facó. 
Bibl Pubi do Est. 

489.^ — Minerva. — Rovista literaria quinzeual da Socie- 
dade Minerva Pernambucana, — Recife, Typ. MercantU 
de C. E. MuMeH & C.% Rua do Torres, n.* 10^ 
1870, in-4». 

n.° 1 salo a 15 de Maio e o n.** 3 (ultimo?) a 2 de 
Junho. Trazia a epigraphe: Arante e sempre. Mez 1$000. 
Gommissao de redac9ao : Antonio de Scusa Bandeira, Agos- 
tinho M. de Scusa Penido e Antonio Alfredo da Qama e 
Mollo. Raro. Bibls. Pubi, do Est.^ e Nacional^ do Rio 
de Janeiro. 



490. — O Museu Social. — Recife, 1870, in-fol. peq. 

Semanario illustrado menci onado no catalogo da col- 
lec9ao de Gaetano Pinio de Veras, e do qual nSo logrà- 
mos obter mais noticias. Rarissimo. 



401. — O Mercantil. — Jornal de Goianna, commercial, 
literario e noticioso. — Goianna, Typ. Conimerdalj Rua 
do Melo, n."" 70-7'J, 1870-71, in-fol. 

Appareceu em fins de 1870 e a publica95o ainda 
perdurava era meiados do 1871. Semanal. Anno 15$000; 
n.» avulso 320 réis. Redigido pelo Dr. Francisco Manuel 
Raposo de Alraeida, tinha por fini «promover os interesses 
literarios, agricolas, politi cos e roligiosos do Brasil, e espe- 
cialmente da comarca de Goianna». Muito raro. Bibl. 
Fubl do Est. 



\ 



336 



482.— Correlo de Santo Ant&o.— Jornal politico, noti- 

cioso e commercial. — Sardo ArUèo, Typ. do tt Correlo 
de Santo Antao»y Rua Imperiai, n.° 27, 1871-75, 
in-fol. 

De Janeiro de 1871 a Dezembro de 1875 substìtuio 
VietoriemeQif, ^^^SS). Semanal. Trimestre 3$000. Proprie- 
dade e redac9&o de Antòo Borges Alves. Multo raro. Bibls, 
Pubi, do Est, e Nacwnal^ do Rio de Janeiro. 

488. — A Santa Cruz. — Jomal consagrado aos interesaes 
religio90B sob os anspicios da Màe de Deus Imma- 
culada. — Recife^ Typ, Commercial de G. H. de Mira, 
Rìia Eetreita do Rosario, n.° 12, 1871-72, in-fol. 

n.' 1 do Anno I saio a 28 de Janeiro de 1871 e o 
n.» 52 (ultimo) a 20 de Janeiro de 1872; o n." l do II e ulti- 
mo a 28 de Janeiro e o n.* 17 (ultimo) a 19 de Maio do mes- 
mo anno. Trazia corno epigraphes, em latira e portuguez : 
Salve 6 Orux unica esperanga dos homens, (E', da Santa 
Igreja) e, em francez e portuguez: signal da crux remonta 
d origem do mundo. (Gaumb.) Semanal. Anno 7$000; 
n.° avulso 80 róis. Foi o orgam do bispado na questfto 
religiosa. Bibl Pubi, do Est 

484. — ARepublica. — Orgam do partido republicano de 
Fernambuco. — Pemamòuco, Typ. Republieana Federar- 
Uva Universal, Rua do Imperador, n." SS, 1871, in-fol* 

n.' 1 salo a 29 de Janeiro e o n." 14 (ultimo ?) a 23 
de Julho. Semanal. Anno 5$000. BibL Pubi, do Est 



337 



496. — A America lUustrada. — Jornal humoristioo. — 

Recìfe^ Typ. Americana, Riui Duque de Caxias, n.^ 9, 
(n~ 1-13 do l'Trim. e 1-3 do 2"), n.« 11 (n~ 4-13 
do 2.* e 1-1 1 do 3.*) ; LUh. de W. de Mello Lins, 
(n.« 1-5 do 1'); LUh. de J. te Rock, (n ~ 6-13 do 
1.' e 18 do 2.°); Typ, do «Correlo PenianAuoanon, Rua 
do Imperador (n ~ 12-13 do 3.* e 1-13 do 4.» e 5») ; 
Ihfp, da 9 America lUìidrada», Rua Duque de Caxias, 
n.' 11 (n- 13 do 6.% 7.% 8.% 9." e 10.' e n.'« 1-11 
do 11.*), Idem, Rua do Som Jesus, n: 19 (n.«« 12-13 
do 11.% 1-13 do 12.% 13.' e 1 do 14,"); Idem, Rua 
da Cafnbóa do Carmo, ».' M, (n.~ 2-13 do 14.% 1-13 
do 15.% 16.% 17/ e 18.' Trim. e 1-31 do Anno VI) ; 
Idem, Rua de Santo Amaro, n." W (n.~ 32-51 do VI, 
1-52 do VII 150 do Vili e 1-41 do IX); Idem, 
Rua^ Fonie Velha, n.*» 1 (n.«- 42-48 do IX, 1-47 
do X, 1-39 do XI e 1-24 do XJI) ; Idem, Cae% 22 de 
Novembre, n: 79, (n.^ 25-36 do XII, 1-31 do XIII 
e 1-18 'do XIV); Idem Rua de Santo Ammaro, n.«> 1^3 
{n.^ 1-8 do XV) ; Typ. Jferoaniil (n ~ 1-3 do XVI), 
LUh, da n America Illuatrada», (do n.° 9 do 2." Trini, em 
diante), 1871-86, in-4° gr. e in-fol. peq. illustr., tit. 
grav. 

Durante os Annos I-V sairam 229 n."", sendo o 1° 
a 6 de Agosto de 1871 e o ultimo a 19 de Dezembro 
de 1875; o n.' 1 do Anno VI salo a 2 de Janeiro de 
1876 e n.* 51 (ult.) a 23 de Dezembro; o n.* 1 do VII 
a 6 de Janeiro de 1877 e o n.° 52 (ult.) a 30 de Dezem- 
bro; o n.' 1 do Vni a 5 de Janeiro de 1878 e o n." 50 
(ult) a 30 de Dezembro; o n.' 1 do IX a 5 de Janeiro de 
1879 e n.*» 48 (ult.) a 21 de Dezembro; o n.' 1 do X 
a 4 de Janeiro de 1880 e o n.** 47 (ult.) a 26 de Dezem- 
bro; n.'' 1 do XI a 9 de Janeiro de 1881 e o n.' 39 
(ult.) a 18 de Dezembro; o n." 1 do XII a 8 de Janeiro 
de 1882 e o n.' 36 (ult.) a 25 de Dezembro; o n." 1 do 

43 



$38 



XTTT a 7 de Janeiro de 1883 e o n.o 31 (ult) a 14 de 
Dezembro; o n.° 1 do XIV a 4 do Janeiro de Ì884 e o 
n.*» 18 (ult.) a 6 de Dezembro; o n.» 1 do XV a 7 de 
Janeiro do 1885 e o n.° 8 (ult.) a 20 de Junho; o n.- 1 
do XVI e ultimo a 3 de Janeiro de 1886 e o n.« 3 (ult) 
a 1 de Maio. — PublicapSo aos domingos. Anno 16$000 
(I-^TI) e 20§000 ( VIII-XV). Tiragem media de 1200 
oxemplares. 

Desenhos do Carneiro Vilella, Vera-Cruz, Chrispim 
do Amarai e outros nas 1.^, 4.*", 5." e 8." pp. — Proprie- 
dade de José Gaetano da Silva. Primitivamente (1871-75 
redigido por Joaquim Maria Carneiro Vilella, Francisco 
Cismontano, AflFonso Olindense, Foliciano Prazeres, JoSo 
Pinto Bandeira, Lima Penante, Marcolino Camara e Martins 
Junior, este semanario illustrado primou pelo chiste das 
suas gravuras o a variedade humoristica das suas secQOes; 
mais tarde, desvirtuado o seu programma, abandonado pelos 
sous primeiros redactores, foi arrastando existencia ingloria 
até desapparecer. Bibls, Pubi, do Est. e do Inst Archeo. 
e Geogr. Pernam. 

496.— A RedempQ&O. — Recife, 1871, in-... 

Nunca vimos este jornal, cujo n." 1 encontramos man* 
cionado no catalogo da collec(?ao de jornaes de Pernambuco, 
vendida por Gaetano Pinto de Veras à Bibliotheca Publica 
do Estado. Rarissimo. 

497.— Revista do Instituto Historico de Gtoian- 

na. — Goianim^ Ih/p. Commercial, 1871, in-4." peq. 

Sairam apenas tres fasciculos, contendo principal- 
mente artigos do Dr. Francisco Manuel Rapozo de Almeida, 
a cuja inciativa foi devida a funda(;5o do Instituto Historico 
de Goiamia. Muito raro. BihL Nacional^ do Rio de Ja- 
udrò. 



859 



488w— Revista Mensal da Instrucgào Publica de 

Fernambuco. — Redfey Typ. Universale Rua do Im- 
perador, n.*» .5^, 1872-73, in-4». 

n.® 1 do Anno I salo em Janeiro e o n.* 12 (ultimo) 
em Dezembro de 1872 ; o n.* 1 do II e ultimo cm Janeiro 
e n.* 11 (ultimo) em Novembre — Dezembro de 1878. 
Orgam da'-'Sociedade Propagadora da Instruc^ao Publica, 
foi redìgida por «prof esso res e outros homens de lettras» 
sob a direc^ào do Dr. Joao José Pinto Junior. Anno ()$000. 
Tirangem de 800 exemplares. Bihl, PuhI, do Est. 



499.— Republica Federativa.— Orgào do Club Repu- 

blicano no Recife. — Recife, Typ. Commerciai de G. H. 
Mira, Rua Estreita do Rosario, n/ IJ, 1872, in-fol. 

n. 1 salo a 15 de Fevereiro e o n.° 3 (ultimo?) e 6 
de Mar9o: Semanal. Trimestre 2§0j0O; n." avulso IGOróis. 
Bibl Pubi do Est, 



500. — O Seis de Mar^O. — Diario republicano. — Recife, 
Ihfp. do Comnterdo, Cambòa do Carmo, n." 28 (n.*** 1--32); 
Typ, Republicana fedei-aiiva Universal, Rua do Iraperw- 
dar n.- SS (n.^ 33-59), s. d. (1872), in-fol. 

n.** 1 salo a 6 de Mar9o e o n. 59 (ultimo) a 12 de 
Junho. Eedactores: José Maria de Albuquerque Mollo e 
Affonso de Albuquerque. Trimestre 4§000. Bibl. Pubi, 
do Est. 



340 



531. — O Liberal. — Jornal politico^ litterario e notìciosn 
(n.'^ 1-36). Oi-gao democratico (n ~ 37-49).— Bcct/e, 
Typ. Bua Imperiai, n." ^òO (n ~ 1-17) ; Typ. do uLibe- 
rnhy Rita da Aurora, n," 7 (n.**" 18-33) ; Typ. do Comr 
merdai {uJ^ 35-49), 1872-74, in-fol. 

n.*» saio a 14 de Abril de 1872 e o n.» 49 (ultimo) 
a 9 de Fevereiro de 1874. Semanal. Trimestre ou sèrie 
de 12 n.^ 3$000. BibL Pubi do Est 

502.— O Fernambucano.— Foiba para o^v\—Redfe, 

Typ. do Commercio, 1872, in-4°. 

n.» 1 salo a 20 de Abril. Trazia as epigraphes: 
€A bòa tyranniu é a mais grave enfermidade de utn estado> 
(PlatÀo). — tPatria! aonde as palavras supprem as causas 
a destrui^ào deìiamina-se reforma^ e a immoralidade toma 
ar de philosophm». (Vigario Barrktto). N.* avulso 100 
róis. Oi^ra republicano. Rarissimo. 

503. — O Monarchista. — Revista semanal. Polìtica, 
Commercio e Industria. — Recife, Typ. do Commereio, 
1872, in-fol. 

n.* 1 saio a 29 de Abril e o n.* 5 (ultimo?) a 18 de 
Junho. Redigido pelo Bacharel Joaquim da Costa Dourado. 
lìibì. Pubi do Est 

504.— O Diario Liberal.— Orgao democratico. — Recife, 
Typ. Liberai, Bua da Imperatnz, n." ^1, 1872, in-fol. 

n.* 1 saio a 8 Miiio e o n.« 56 (ultimo) a 30 de Julho. 
Trimestre HSOOO ; n.' avulso 80 réis. BibL Pubi, do Est 

5D8.— O Movimento.— Jornal litterario. -^iJect/e, IS/p. 
do Conmercio, 1872, in-fol. peq. 

n.* 1 e unico (?) salo a 10 de Maio. Rarissimo. 



S41 



506. — O Serrote.-^oraal ìllualrado. Redfej Typ, Libe- 
raly Rua da Imperatriz n.^ 91, 1872, in-fol. peq., illas., 
tit. grav. 

!!.• 1 salo a 10 de Maio e o n.* 3 (ultimo ?) a 9 de 
Junho. Fablica9&o aos domingos. Trimestre 2$000; n.*' 
avulso 200 róis. Desenhos de J. B. e Freitas. Muito raro. 
BibL Pubi, do Est 



507. — O Bocca-Molle. — Periodico joooserio. — Pemam" 
buco. Achado na Bua do Queimado epreserUemenle Du- 
que de Oaxias (n.^ 1) ; Pem.y Typ. do Oommei'cio, Cam- 
bòa do Carmoy n.** 28 (n ~ 2-4), 1872, in-4\ 

n.' 1 salo a 1 de Junho e o n.* 4 (ultimo) a 21. Epi- 
graphe: f^Dos tratantes sou o primeiro* (Frei Joaquim). 
Semanal. N.® avulso 100 réis. BibL Pubi, do Est 



608. — A Familia Universal. — Orgào da Sociedade 

Universal dos Magona. — Becife, Typ. MercantU de Car- 
los Eduardo Muhleìi & C, Bua do Torres, n/ 10, 1872, 
in-fol. 

n. 1 salo a 1 de Junho e o n.' 4 (ultimo?) a 22. 
Principal redactor e proprietario Manuel Ribeiro Barreto de 
Menezes. Semamd. Semestre 6$000. BibL Pubi, do Est 



609. — ^O Meteore. — Pernambuco, Typ. Bepuòlicana Fe- 
derativa Universe^, Bua do Imperador, n/ S3, 1872, 
in-4.® 

n.® 1 salo a 9 de Junho e o n.« 4 (ultimo) a 28 de 
Julho. Epìgraphe: €... utile duldi^ (Horag). Semanal. Mez 
500 réis. Jomal academico. BibL Pubi, do Est 



N 



342^ 



510, — ^A Verdade* — Seraanario consagrado A causa da hu- 
manidade. — JRecife, Typ. do Commercio (d.~ 1-11); 
Typ. Mercantil (n.«» 12-87), 1872-73, in-fol. 

n.° 1 do Anno I salo a 22 de Junho de 1872 e 
n.' 30 (ultimo) a 28 de Dezembro; o n." 1 do II e (ul- 
timo) a 1 de Janeiro de 1873 e o n.* 87 (ultimo) a 29 
de Novembre. 

Orgam da Ma9onaria em Fernambuco. Eedactor-cbefe 
JoSo Franklin da Silveira Tavora. Semanai e bi-seraanaL 
Trimestre 3 e 4$0Ó0. <Com a chegada do bispo D. Frei 
Vital a Pernambuco, a magonaria resolvendo representar-se 
por um orgSo que defendesse os seus direitos e promo- 
vesse OS seus interesses, convidou o Dr. Franklin Tavora 
a fundar e redigir esse orgào. Foi urna foiba de com- 
bate, que em todo o imperio quasi produzio uma revolu- 
9ao nas idéas religiosas e à qual se deve, em grande parte, 
a importancia que assumio a questào religiosa em Fer- 
nambuco. Sua leitura foi prohibida pelo bispo em pas- 
toral sub-grave. Està foiba, para a qual coUaboraram 
varios dos primeiros escriptores de Fernambuco, é um 
importante repertorio de noticias sobre este periodo da 
nossa historia; ali se discutem importantissimas questOes 
de direito constitucional e ecclesiastico.» — (Blake, Dice. 
Bibl. Brax,, Voi. Ili, pag. 443) Bibls. Pubi do Est., do 
Oabinete Portuguex, do Inst Archeo. e Oeogr. Pernam, 
e Nadonal, do Rio de Janeiro. 

SII. — Jomal do Commercio. — Eed/e, Typ. Mercan- 

tu, 1872, in-fol. 

• 
n." 1 salo a 29 de Junho e o n.* 27 (ultimo) a 28 de 

Dezembro. Fublica9ao aos sabbados. Trimestre 3$000. 

Bedigido por José Faustino Forte e Victoriano Falhares, era 

orgam da Associa9ao dos Guardas Livros de Fernambuco, e 

trazia artigos em portuguez, francez, inglez e allemSc. BtbL 

Pubi, do Est 



343 



512, — A Rosa. — Jornal litterario. — Bedfey Tt/p. Liberal^ 
Rua da Imperatriz, n.° 21, 1872 in-fol. peq. 

n." 1 salo a 30 de Junho e o n." 6 (ultimo) a 17 de 
Agosto. Publicagao aos sabbados. Mez 500 reÌ6'. Proprie- 
dade de Silveira Carvalho. lUhL PivbL do Est, 



613.— O Alfinete.— jB«n/e, Typ. Bourgard & C.\ 1872, 
1U-4.0 (n.' 1) e iu-fol. peq. (n.*>« 2-9). 

n." 1 salo a 13 de Julho e o n.» 9 (ultimo) a 7 de 
Setembro. N.° avulso 40 rais. Dizia-se : «Jornal para fazer 
Tir, chorar, enjoar, gemer, dansar, pular, cantar, dormir... 
Jornal iUustradissimo, mais que chistoso, critico, politico, 
scientifico, litterario, noticioso»... Bibl. PabL do Est 

514. — ^A Verdade; — Jornal satyrico, litterario e noticiofio. 
— Becife, Typ, Imp. de E, 3L F. de A. JU. Rua do Fogo, 
n.'» SO, 1872, in-fol, peq. 

n.° 1 salo a 15 de Julho e o n.«> 16 (ultimo) a 26 
de Outubro. N.** avulso 80 reis. BibL Pubi, do Est 

515. — A Unì&o. — ^Periodico religioso, politicò, polemico 
e noticioso. — Recife, Typ. da Vniào, Rua da Aurora, 
n.« 1 (n.*» 1-76) e Rua do Hospido, n." 59 (do n.' 77 
em dianté), 1872-76, iu-fol. 

Durante os annos I-IV salram 308 n.^ sondo o 1» a 7 
do Agosto de 1872 e o 308 a 3 de Novembre de 1875 ; o 
n.® 1 do Anno V e ultimo salo a 22 de Janeiro de 1875 e o 
n.* 82 (ultimo) a 18 de Novembre. Bi-semanal. Anno 
12$000; n.« avulso 200 reis. Trazia come epigraphes, nos 
Annos MIX, Prov. XXI, 2, e Macab. H. C. VI, 2, e nosIV-V, 
Pro aris et fogos. — Follia clerical, principalmente redigida 
pelo Dr. Josó Soriano de Scusa, que represento u papel sa- 
Ùento nos debates da Qivestào Religiosa ; a sua primeira ty- 
pographia foi assaltada por numeroso grupo de populares e 
completamente empastellada a 14 de Maio de 1873. BibL 
Pubt do Est 



344 



516. — A Cigarra. — 2?ccf/i?, Typ. Mercanti!, e LUh. de 
J. te Kocky 1872, in-4', ills., titillo gravado. 

n." 1 salo a 1 de Setembro e o n.*" 12 (ultimo) a 17 de 
Novembro. Publica9ao aos domingos. Anao 13$000; n.** 
avulso 600 reis. Semanario humorìstico com gravuras nas 
!« i"-, 5" e 8«* paginas. BibL Pubi do Est. 

617. — A Provinoia. — Orgào do partido liberal, (n." 1, de 
6 de Setembro de 1872-d.* 1492, de 6 de Dezembro 
de 1878 e n.° 1 Vili, de 1 de Dezembro de 1885- 
u.° 290 IX, de 31 de Dezembro de 1886). Diario po- 
litico, commercial, Doticioso e litterario. Ojgàu do 
partido liberal (d." 1 X, de 5 de Janeiro 95 X, de 
30 de Mar9o 1887). — Redfey Typ, do Oommerdo 
(n.** 1-393 da 1* épocha); Typ. da «Promncia,» Eua 
do Imperador, n.*» 77 (u.*« 394-1492, idem), n." 51 
(!!.• 1 VlII-n.» 291 XIV); Bua Quinze de Novem- 
bro, n.^ 4-9 e 61 e Oaea da Regeneragào, n,^ 4^, 44 
e 44 A (d.o- 1 XV-296 XXIX).— Rim Quinze de 
Novemòro, n.** 19 e Oaes da Begeneragào, n.** 1^ (n." 1- 
296 XXX). 1872-78 e 1885-1908, in-fol. (n.<- 1- 
1492 da 1* épocba e u.^ 1-5 Vili), in-fol. gr. (n.- 6 
Vlll-n.* 290 IX) e in-fol. max. (n.^ 1 X-297 XXX). 

n." 1 salo a 6 de Setembro de 1872 e durante a 
1* épocha (Annos I-VII) publicaram-se 1492 n.°*, sendo 
o ultimo a 6 de Dezembro de 1878; após seis annos de 
interrup9ao reappareceu, com o n." 1 do Anno Vili, a 1 de 
Dezembro de 1885, salndo o n." 23 (ult.) a 31; o n.* 1 do IX 
salo a 3 de Janeiro de 1868 e o n." 290 (ult.) a 31 de Dezem- 
bro; n.' 1 do X a 5 de Janeiro de 1887 e o n." 296 (ult) 
a 31 de Dezembro; o n." 1 do XI a 1 de Janeiro de 
1888 e n.' 290 (ult.) a 30 de Dezembro; o n.* 1 do 
XII a 3 de Janeiro de 1889 e o n.' 296 (ult.) a 31 de 
Dezembro; o n." 1 do XTTT a 1 de Janeiro de 1890 
e n.» 298 (ult.) a 31 do Dezembro; o n." 1 do XIV a 1 



34: 



de Janeiro do 1891 e o n.** 291 (ult.) a :U de Dozeinbro; 
on.« 1 do X\ a 1 de Janeiro de 1892 e o u.« 292 (iilt.) 
a 31 de Dezenibro; o n.** 1 do XYI a 1 de Janeiro de 1893 
e n.' 258 (ult.) a 14 de Novembro; o n." 1 do XVII a 
5 de Agosto de 1894 e o u." Ili (ult.) a 30 do Dezem- 
bro; on.** 1 do XTIII a 1 do Janeiro de 1895 e o n." 287 
(ult.) a 31 de Dezembro; o n.M do XIX a 1 de Janeiro 
de 1896 e o n.' 297 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.^ 1 do 
XX a 1 de Janeiro de 1897 (^ o n.» 293 (ult.) a 31 de 
Dezembro; o n.® 1 do XXI a 1 de Janeiro de 1898 e o 
n.' 296 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.» 1 do XXII a 1 de 
Janeiro de 1899 e o n.* 296 (ult.) a 31 de Dezembro; 
o n.' 1 do XXIII a 4 de Janeiro de 1900 e o n.' 295 
(ult) a 30 de Dezembro; o n.** 1 do XXI\' a 1 de Janeiro 
de 1901 e o n.« 297 (ult.) a 31 de Deze«nbro; o n.» 1 do 
XXV a 1 de Janeiro de 1902 e o n.° 296 (ult.) a 31 de 
Dezembro; o n.° 1 do XXVI a 1 de Janeiro de 1903 e 

n/* 296 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.« 1 do XXVII à 

1 de Janeiro de 1904 e o n.** 295 (ult.) a 31 de Dezem- 
bro; n.*> 1 do XXVIII a 1 de Janeiro do 1905 e o n." 295 
(ult.) a 31 do Dezembro; o n.** 1 do XXIX a 1 de Janeiro 
de 1906 e o n.° 296 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.« 1 do 
XXX a 1 de Janeiro de 1907 e o n.« 296 (ult.) a 31 de 
Dezembro; a publicagao continua estando no Anno XXXI; 
desde 8 de Julho de 1900 tem trazido, As Quintas-feiras e 
aos Doraingos, supplementos de 4 pp. in -fol. e in-fol gr. 

Publicacjao duas vezes por semana (6 de Setembro de 
1872 a 31 de Dezembro de 1S73 n."** 1 184) tres vezes 
(6 de Janeiro a 6 de Dezembro de 1878, ur 1289-1492), 
diaria (5 de Janeiro de 1874 a 31 de Dezembro de 1877, 
n. - 185-1288, e 1 de Dezembro de ISSo a 31 de De- 
zembro de 1907, n.o** 1 VIIl-296 XXX). Anno 10$000 
(6 de Setembro de 1872 a 31, de Dezembro de 1873, n.~ 1-184) 
12$000 (2 de Janeiro a 6 de Dezembro de 1878, n.«» 1289- 
1492, e 1 de Dezembro de 1885 a 31 do Dezembro do 
1886, nr 1 VIII-290 IX), 16^000 (5 de Janeiro de 1874 
a 31 de Dezembro de 1877, n.^« 185 1288 e 5 de Ja- 
neiro de 1887 a 31 de Dezembro do 1891, n.«' 1 X- 
291 XIV); trimestre 5$000 (1 de Janeiro de 1891-14 do 
Novembro de 1893, n.^« 1 XV-258 XVI) e 6§000 (5 do 

44 



346 



Agosto de 1854 a 31 de Dezembro de 1907, n.~ 1 XVII- 
296 XXX) ; n.^ avulso 40 róis (6 de Setembro de 1872 
a 6 de Dezembro de 1878, n.** 1-1492 e 1 de Dezembro 
de 1885 e 31 de Dezembro de 1891, n.<~ 1 Vni-201 XIV) 
e 100 róis (1 de Janeiro de 1892 a 31 de Dezembro de 
1907, n.^ 1 XV-296 XXXI 

Tiragem do 1600-1750 exemplares (1875), 2500-2550 
(1876-78), 3000-4000 (1885-1889), mèdia actual de 8500. 

Propriedade de José Mariano Carneiro da Cutiha(l'Epo- 
cha); de, urna sociedade do partìdo liberal (1885-87); de 
Antonio Carlos Ferreira da Silva, Manuel Gomes de Mattos 
e Luiz Ferreira Maciel Pinheirò (1887-88) ; de José Maria 
de Albuquorque Mollo (1888-95) e dos herdeiros do mosmo 
(1895-1908). 

As edipdes da 1* Epocha traziam a epigraphe: Vgo 
por loda a parte um sympthoma^ que me assusia pela 
liherdade das Nofoes e da Igreja : a ceniralùof^. Um 
dia ospovos despertarào clamando: Onde esiào asnossas 
liberdades ? — P. Felix. — Discur, no Congr. de Malines^ 1864, 

De 3 de Janeiro de 1890 a 4 de Agosto de 1891 de- 
clarava: «J. Protenda ó a foiba de maior circiila9&o no 
Norte do BraziU ; de 5 de Agosto de 1891 a 14 de No- 
vembre de 1893 : €A Provincia, foiba de maior circuIa9So 
do norte do Brazil, é impressa em machina Marinoni, unica 
nessa especie nessa parte da Republica» ; e de 5 de Agosto 
a 30 de Dezembro de 1894: tA Provincia^ foiba de maior 
circula9Slo no norte do Brazil, é impressa em machina de 
reac9So Marinoni». 

Fundado por José Mariano Carneiro da Cunha, appa- 
receu primitivamente com o seguinte artigo de apre8enta93o, 
a 6 de Setembro de 1872 : 

«Como até agora, o partido liberal de Pemambuoo 
observarà o programma do centro liberal da Corte, o que 
dispensa para està foiba uma proìongada raz2k) d'ordem. 

«Trataremos os interesses provinciaes no seniàdo da 
descentralisaQSlo, come inculca o nesso titulo, corno diz a 
nossa epigraphe ; da descentralisa9So, que sera a vìda das 
provincias, e a mais segura garantia da integridade do impe- 
rio ; da descentralisa9So, que, na phrase do Sr. Pinard, é a 
verdadeìra escola primaria da Uberdade. 



347 



cNo que é propriamente locai, no que entende oom 
esse jogo, qua por ahi vai^ dos dominadores do dia, procura- 
remos dar os nomes &a cousas, sem entrar no campo das 
personalidades irritantes e escosadas, que so servem de 
amesquinhar idéas e homens, que so hSo de servir para 
obliterar nos as tradigDes e apagar-nos os brios. Sem que 
nos falté a energia na defeza das nossas saberemos respeitar 
todas as convic99es sinceras, dignamente pleiteadas. 

«Està foiba sera, quanto possivel doutrinaria. 

«So nSo é liberal, quem nao comprehende o seu diretto 
e o- seu dover. Como diz Tacito, o mais diffidi para um ci- 
dadSo nSo é cumprir o seu dover, ó conhécel-o. 

«Teremos pela ConstituÌ9ao o respeito que nós Ihe de- 
vemos corno liberaes monarchistas; mas, afastaremos de nós 
a funesta idolatria pelos seus pontos e virgulas. Sr. Thiers, 
que nSo é suspeito para os mais prudentes conservadores, 
disse no corpo legislativo francez, em Marfo de 1867 : 

«Pretender que a constituÌ9ao de um paizi nao deve 
mudar, 6 pretender urna loucura, urna dessas cousas que 
tém perdido mais de um governo.» 

«Temos dito quanto basta, para que sejam bem compre- 
hendidos os nossos intuitos. 

«Ajudem-nos os nossos amigos e a Provincia acharà 
um lugar na historia do partido liberal em Fernambuco. 

«Que se ergam os liberaes pernambucanos para a luta 
do dìreito; e a Victoria sera nossa, sera da liberdade, que 6 
lei de Deus.» 

Jomal essencialmente politico, redigido por José Ma- 
riano Carneiro da Cunha, Antonio Eoaminondas de Mello, 
Antonio José da Costa Ribeiro, Ulysses Machado Pereira 
Vianca, Antonio de Siqueira Cavalcanti, Francisco Aniyn- 
thas de Carvalho Moura, Aprigio Justiniano da Silva Gui- 
maiiles, Innocencio Seraphico de Assis Carvalho e Ma- 
ximiano Lopes Machado, A Proinncia, durante està 1.* 
épocha, fez opposi^ao violenta às administragSes provinciaes 
do partido conservador, e representou papel saliente nos 
calorosos debates da Questào Religiosa; com o ad vento, 
pois, do ministerio de 5 de Janeiro de 1878 e a ascen9ao 
dos liberaes ao poder, cessou a sua principal taréfa, pelo 
que, em fins do mesmo anno deixou de apparecer. 



348 



Rosnrgindo, a 1 de Dez^mbro de 1885, aiada corno or- 
gani d) partido liberal o so'j a direcgao de José Maria de 
AlbiKjUorque Mollo, trouxe o seguinte editoriali 

«0 i'eappav<?oi mento deste jornal na actual situa^ao 
politica do paiz indioa, polo seu proprio nome e pelas tra- 
di^Oes quc a elio se ligam, os seus intuitos: a continui- 
dade de esforgos ptn*severentes pela realisagSo completa e 
definitiva do governo livre, assontado e consolidado emiastì- 
tuigOes, qiie gavantam ao individuo o pieno exercicio de 
sua liberdade, ao municipio e à provincia urna orbita de 
acgao tao vasta e independente quanto permittir a harmoaia 
dos interesses naciouaes, e no estado o funccionamento do 
regimen parlamentar pelo jogo desembaragado dos appare- 
Ihos coustitucioìiao^;. 

«Fundada em 1S72, cenando aos nossos adversarios pa- 
recia illimitada a posse do poder, e tendo dosapparecido por 
acontecinientos, quo estao no dominio publico a Provhicia 
póde ser coniparada a um desses rios, que, limpidos em 
sua nascente, desapparecem para depois surgirem avolu- 
niados levando no espraiamento das aguas a fecundidade 
adquirida nas entn^ihas da terra. 

<Se no passado contribuio e pela propaganda e pela 
critica para a modificagao do antigo regimen dictatorial, no 
presi.Mite e no futuro nìio 6 menos elevada e patriotica a 
niis^\no da Provincia. 

«Pioductos physiologicos da sociedado vem que teera 
origom e se desoiiv^olvem, os partidos politicos era suaacQao 
polo pìdor nao podom realisar de uma vez ura vasto pro- 
gram nn, comò artista funde no molde a estatua colossal 
de Lim deus olympico. 

*\'astiì periodo de tempo é condi^ao imprescindivel. 
Esporar instatitaneamente a reforma radicai de um systeraa 
(io «;<»\ eriìo, c;ija raiz so aprofuuda em tradigSes de quasi 
melo sedilo, ó nao contar com as difficuldades accumuladas, 
(Mnii (;> liaijitos adquiridos. 

(Juando o partido liberal esperava na ordem dos factos 
politicos assogiirar o regimen eleitoral creado pela lei de 9 
Janeiro por institui(;^os locaes, que o garantissem e com- 
pletas.>em ; na ordem economica por medidas, que orga- 
ni^assem a tiansformagao do trabalho, e na ordom fìnan- 



349 





ceira por provideacias qae, prodaziado o equilibrio on^a- 
meQtario, firraasseni o credito pablico e a estabiiidade do 
meio circalante, a sablda dos nossos adversarios ao poder 
deixou-nos em meio da joraada. 

«Qualquer qae fòsse a situai^ào da maioria da caniara 
dos deputados na ultima sessao, o proaunciamento livre 
das urnas impaaha a mmuteai^ilo do partido liberal no 
pode^ 

«Nao sào as leis do re^jimeu parlamentar que aos 
autorisam a affirmativa; sao os proprios exeraplos cìtados 
em defesa de sua ascea9ào pelo aetual presidente do con- 
selbo de ministros. 

€ Quando o sr. barao de Cotegipe, na deficiencia de 
argamentos, recorreu aos precedentes parlamentares de um 
governo livre, ao exemplo de Pitt, organisando ministerio 
e se mantendo no poder sem maioria na camara, e ao acto 
de Qailherme IV demittindo o ministerio de Melbourne 
tendo a maioria no parlamento, tragou a aetual situafiU) 
politica. Ninguem se lembraria hoje de escudar-se na or- 
ganisa^ao ministerial de Pitt, producto de urna situaQilo 
anormal do parlamento inglez e do governo pessoal de Jor- 
ge ni, e muito menos na demissSo de Melbourne, que os 
estadistas chamam o ultimo golpe de Estado da Inglaterra, 
para justificar a subida ao poder de um partido sem maioria 
na camara dos deputados. 

«0 acto da Coròa pelo qual subiram à governa(;ao do 
paiz OS nossos adversarios é, consequentemente, a canti- 
nuaQao da tradi^ao governamental, tendo centra si a ag- 
gravante de haver side inaugurado e fielmente executado 
regimen eleitoral, que garaotia ao paiz a livre manifes- 
ta9SLo de sua vontade soberana. 

kA Provincia tetiio^ pois, em sua primeira ópoolia pro- 
pugnado sempre pela preponderaucia da Camara dos De- 
putados nas organiza(,*6os niinisteriaes, condi^ao de exis- 
tencia dos governos de gabinete, continuare nessa missaò 
patriotica até que, de uma vez, se firme no Imperio o sys- 
tema parlamentar^ e póde dizer ao paiz o que o celebre 
orador disse na Assemblèa Franceza de 1789: fNós so- 
mos chamados a recome9ar a historia.» 



r 



1 



L 



350 



cEis em suas capitalidades o programma politico des- 
te jomal, que iremos desenvolvendo e ampliando segando 
as circomstancias do momento. 

«0 partido liberal nào desoea do poder abatido e exsan- 
gue. Gbeio de for9a, confiado em sua missSo, aspirando 
em proximo futuro recouquistar o poder, pode apenas ser 
comparado ao leSk) ferìdo pelo qual um artista celebre sym- 
bolizou no marmore a Grecia ^encida no Cbersonesc^ 

«Para a realiza9&o, porem, de seus intuitos a Provin- 
cia appella para a dedicasse e esfor90 do partido liberal 
nesta provincia, forte e unido, dedicalo e esforQO, que 
nunca falharam nas épochas difficeis.» 

momento escolhido para o reapparecimento do jor- 
nal era, na verdade, singularmente azado ao desenvolvi- 
mento da sua actividade politica e o appello feito & dedi- 
ca9Slo dos correligionarios encontrou t&o favoravel acglhi- 
mento que, j& após as ciuco primeiras edi^des, A Pro- 
vincia^ principalmente redigida por José Afaria, José Ma- 
riano, Phaelante da Gamara, Julio de Luna Freire, Ulysses 
Yianna, Sigismundo Oon9alves, Maximiano Lopes Macha- 
do, Fernando de Castro, Demetrio SimSes e Timoleào de 
Albuquerque MaranhSo, augmentava de tiragem e de for- 
mato, progressos assim jubilosamente assignalados no edito- 
rial de 8 de Dezembro : 

€A Provincia realiza hoje um facto surprehendente no 
jomalismo desta provincia, e talvez no de todo o Imperio. 

«Apenas com alguns numeros publicados, somos obri- 
gados a augmentar o seu formato, comò temos augmenta- 
do successivamente a sua tiragem. Todos os elementos 
constitutivos do jornal tem para nós affluido, e o dizemos 
com verdadeira satisfa9SLo, t> assignante desta cidade e do 
interior da provincia, as publica95es de interesse privado 
e annuncio, que é o elemento material de vida da ìm- 
prensa moderna. 

«Tendo nós de attender a polemica politica, & critica 
dos actos da administra9?io gei^ e provincial, que cada 
vez mais desafìa a nossa opposÌ9SLo, e a propaganda de 
nossos principios, o formato primitivo da Provincia tor- 
nou-se insufficiente para as expansOes da luta politica e as 
exigencias de uma extensa pubUcidade commercial e in- 
dostriaL 



351 



<0 favor publico, pois, quo nos tem cercado é mais 
do que urna animai^, e so o oonsidemmos o coroamento 
dos nossos esforQos^ elle exprime tambjai urna exacta cor- 
respondencia entro às opii;iiGes manifestadas por osto jor- 
nal e os sentimentos e as aspiragOes liberaes da provincia 
de Pemambuco. 

cEssa acceitagSo, entretanto, que tem tido a Provin- 
cid^ si 6 para nós um motivo de orgolho, nos obriga a 
redobrar os esfor90S para cada vez se torno mais digna 
da estima pnblica e possa concorrer em todos os ra- 
mos de publìcidade com os dois grandes jomaes desta 
capital. 

cFandada e publicada és pressas, ainda nSo podemos 
de nm modo definitivo regalar as soas condÌ99es de vida 
politica, litteraria, financeira e commercial 

clima sèrie de melhoramentos pretendemos realizar, 
e acreditamos que além de sua parte politica, sera ella 
ama foiba abundante de informagOes seguras. 

«Continue o favor publico, o apoio do partido liberal, 
a sustentar-nos, corno esperamos, e a Provincia sera di- 
gna de sua missSo patriotica.» 

A modifica9&o indicada nestes ultimos periodos impu- 
nha-se comò ama necessidade visceral, da qual directa- 
mente dependia a prosperidade do jornal, pois, ama lenta, 
mas, profunda transforma9ào nos habitos da vida nacionaì 
havia tornado precaria, senào impossivel, a existencia de 
folhas exclusivamente politicas, urgindo destrìbuir igaal- 
mente o seu conteiido em satisfapSo &s exigencias das demais 
fanc95es da organizagSo social, embora se mantivessem to- 
das em naturai subordinaQSo àquella. 

A' comprehens^ desta necessidade deveu o orgam 
liberal o rapido successo que maroon o inicio da sua nova 
phase e tem perdurado através das vicissitudes da sua agi- 
tada carreira. Ao par dos melhoramentos preconizados co- 
meQOU tambem entào o jornal a apresentar manifesto pender 
elencai — aioda hoje uma das suas mais curiosas caracte- 
risticas — inaugurando uma sec^So religiosa, cuja orthodoxia 
foi justamente verberada por A. Bubim, no opusculo Fst- 
CHOLOou DA I])£PKENSA BRASH^EmA AcTUAL {Reoife, 1887, pg. 
33-34.) 



862 



tA Frovivcìn^ escreveu alli o intelligente acadeinico 
é orgam do lil)'' 'ismo pernambucano, partìdo, segando 
todas as opinioes, constitucional, mas , qr.o pede todos os 
dias transforniismo de niuitos topicos das leis \rigentes, 
taes conio, por exemplo : o do art. 5.° da Lei Fundamental 
pela liberdade de cultos, e o da Lei de 9 de Janeiro pdo 
alargamento do voto. 

«Se nSLo 6 inteiramente livre, tambem nào se diz to- 
talmente atrazado, sondo, por consequeneia, um mediador 
plastico entre os extreraos. 

«Pugna pelo desmembramento da Egreja do Estado, 
pelo registro civil de obitos, pelo casamento civil, etc. E o 
que quer dizer tudo iste ? 

«E' bastante darò : o partìdo liberal além dab refor- 
raas urgentìssimas do seu programma, entende que a reli- 
giao nao póde permanecer corno estatutc de lei do paiz, 
corno bem se oxpressa o Sr. FeiTeira Fran(;a. 

«Quer a liberdade de consciencia, que nao pode conti- 
nnar subjugada a uma ReligiSo imposta pela for^a subver- 
siva da lei caduca. 

«E que ainda concluir-se de todos estes dados ? 

«E' que A Provmcm^ comò orgam do liberalismo afer- 
rado à democracia pura e ao reformismo, nao deveria fazer 
uma espeeiaiidade desta ou daqueUa Religìào, ainda que 
fosse a privile^iada, e sim abrir espac^'O, conceder inteira 
franquia à coUectividade dos outros cultos, eni nada infe- 
riores ao que serve de objecto a columna refenda. 

«Diriam talvez: Mas a Religiào adoptada pela Reda- 
cqSo é a catholica, apostolica, romana. 

«Perfeitamente de accordo, com a rellexao seguinte : 

tA Provincia^ nSo é semente org?So de uma Redac^ào, 
6 antes de tudo orgao do partido libaral, e no centro de 
qualquer politica ha sempre lugar para o antagonismo de 
cren9as religiosas. 

«Nào ha, pois motivo algum que prenda A Protenda 
à tal ordem de considera^oes.» 

Està feÌ9ao parece ter se accentuado sobretudo no 
breve periodo (1887-88) em que o jomal foi propriedade 
de Antonio Carlos Ferreira da Silva, Manuel Comes de 
Mattos e Luiz Ferreira Maciel Pinheiro. 



353 



Em compensaQSLo, a campanha abolìcionista nSo con- 
toa com mais esfor9ado e indefesso combatente do que 
A Pt'ovincia^ condecorando as snas colamnas a frequente 
coUaboraQSo do grande apostolo da liberta9ào dos* escravos, 
Joaquìm Nabaoo. 

Entretanto, a propriedade do jornal passftra a José 
Maria de Albaqaerque Mello e este, ajudado de Antonio 
Oomes Pereira Junior e J. Maria Carneiro Vilella, applicava 
toda a sua indoraavel energia ao melhoramento do quoti- 
diano, que chegou aos ultimos dias do imperio eccellente- 
mente apparelhado para emular com os outros dois diarios 
da capital 

cTemo-nos sempre e8for9ado para corresponder & coni 
fianga que em nós tem side depositada, lia-se no éditoria- 
de 1 de Janeiro de 1890, procurando por todos os melos 
satisfazer as exigencias publicas. 

cE' assim que temos um vasto servit;o telegraphico, de 
sorte que damos as noticias mais importantes com grande 
antecedencia aos nossos collegas, além de que, sendo o 
nesso corre3pondente multo activo e sempre bem informado, 
teem os nossos telegrammas o cunho da veracidade, reali- 
sando-se sempre as noticias que muitas vezes nos sSLo tran- 
smittidas antes de serem publicadas na Capital da FederagSk). 

«Està A Provincia dividida em secijOes em que se at- 
tende a todas as exigencias do gesto delicado de seus leitores. 

«Alóni da secijao dos telegrammas, a que jà referi- 
mos, publica A Provincia artigos de fundo sobre as ques- 
tOes importantes que se agitam no estado, no pai;3 e fora 
4elle, discutindo-as extensamente, e tratando de todos os 
interesses locaes com ampia defeza dos direitos e liberdades 
populares. 

«No estrangeiro e na capital federai temos correspon- 
dentes habilitadissimos e imparciaes, que dUo conta minu- 
ciosamente de todos os aconteciraentos notaveis. 

«Escolhemos sempre para folhetins os roinances mais 
apreciados e que mais despertem o interesse dos leiteres 
pela notabìlidade dos seus autores. 

«Ainda para satisfazer aos que apreciflo a litteratura, 
fazemos inserir constantemente, contos e pequenos roman- 
ces, poesias, anecdotas e rauitos outros escriptos que àme- 

45 



354 



nisào espirito, e sSo ontras tantas fontes de instmcgSo, 
para o povo. 

«Além das informa^Ses que do estrangeiro e do paiz, 
nos sSo transmittidas pelos nossos correspondentes, tran- 
screvemos dos mais acreditades jomaes da Earopa e dos 
diversos estados brasileiros, as noticias mais interessantes 
e 08 artigos sobre assumptos de reconhecida importanda 
para as diversas classes sociaes. 

cAs artes, as sciencias, as industrias em geral, encon- 
tram abundante e fecando manancial nas nossas columnas. 

cEm summa: A Provincia offerece aos sens assignan* 
tes, em suas columnas, tudo quanto se faz necessario às 
exigencias habituaes da vida moderna. 

€A Provincia^ pertanto, 6 urna foiba que, instruindo, 
deleitando, pondo os seus assignantes ao corrente de tudo 
quanto Ihes interessa, encarrega-se de promover a sua feli- 
ddade, dando4hes ensejo de obter na loteria os bafejos da 
fortuna.» (ÀUusSo aos premios que conferia aos assignantes). 

Na phase de consolida(;ào do novo regimen, que entSo 
se inaugurava, a existencia d'^ Provincia foi das mais 
attribuladas. 

A' POSÌ9S0 de espectativa e conio que de observa<;&o 
dos dias iniciaes, nSo tardou em substituir a de franca 
opposi^So aos prìmeiros govemos do Estado; apoiou em 
seguida as adminìstragòes do General José SemeSo, do 
BarSo de Lucena, do Dr. Correia da Silva e do BarSo de Con- 
tendas; combateu fortemente a situaplo nascida do movi- 
mento armado de 18 de Dezembro de 1891; corno oiigam do 
partido autonomista, alcunhado de deleterio pelos adversa- 
rios, nào hostilìzou ao Dr. Barbosa Lima, nos primordios do 
seu governo, e mostrou-se mesmo sympathica a muitos dos 
sevs actos, sobretudo após rompimento daquelle gover- 
nador com partido que elogerà ; mas, delle afastou-se 
novamente na phase aguda da revolta de Setembro, cuja 
causa abragou com enthusiasmo. 

Està attitude motivou ser suspensa a sua publica^So de 
14 de Novembre de 1893 a 5 de Agosto de 1894, quando 
reappareceu com seguinte editorial : 

cResurge hoje A Provincia depois do silencio que Ihe 
foi imposto ha cito mezes e vinte dias precisos. 



356 



cA intima9&o que & nossa mesa de trabalho veio tra- 
zer-nos um agente da policia, em 14 de Novembro do 
passado anno, nSo podia immobilizar eternamente a penna 
com que no jomàlismo pemambucano sempre soabemos 
defender a Liberdade e pugnar pelo progresso da Patria. 

«Fosse medìda de justificado rigor ou de mera perse- 
guiamo, a sua violencia havia de ser transitoria, tinha de 
cessar e cessou. 

cBem quizeramos fazer o completo historico desse 
longo e penoso periodo, de agadissimas ddres e continuos 
yexames para nós e para o povo, que oomndsco sentio a 
agrura da situasse a que fomos atirados; mas, corno estam- 
pal-o hoje, si ainda nSLo nos vemos radicalmente isentos da 
oppressilo quo experimentàmos e 6 nesso plano nSo provocar 
ajuste de contas incomportavel neste momento e que cer- 
tamente virìa carregar a atmosphera de paz que se annuncia? 

«0 que foi oste periodo sabem quantos nos leem, 
quantos occupam o sólo pernambucano — seus filhos ou hos- 
pedes; e todos hHo de dispensar a reproducQSo escripta 
daquìllo mesmo que testemunharam contristados, desillu- 
dìdos talvez da sorte desta f uturosa terra de heróes e mar- 
tyres da Liberdade. 

cQue a historia politica de Fernambuco recolha os 
successos de todos esses longos mezes decorridos, regis- 
trando, a par dos nossos sofEtìmentos, a pureza de nossas 
inten9bes. 

«0 partidarismo, inconsciente ou malefico, póde haver 
tentado compromettel-a; mas, ahi està todo o bosso passado 
para destrnir a crea9&o imaginosa de adversarios ambioiosos 
e vis. 

«À bandeira em torno da qual temos defendido a causa 
publica tremula nos arraiaes da Bepublica e fora destes 
ainda nSo demos combate. 

cA patria nSo tìo até hoje inimigos nas noss&s pha- 
langes. 

<E' opportuno invocar o passado no momento em que 
A Provincia reata o fio de sua vida activa na Imprensa, 
confiante no favor publico que ha longos annos a sustenta. 

cGuardando coherenciaearesponsabUidade de suas opi- 
niOes, ella nSo vem genuflexa proclamar desairosa apostasia. 



366 



tE nem deverìa fazel-o, por amor desse passado que 
evocou e que a honra. 

cGom a lingaagem, decente e modesta, de que sem- 
pre asou, ella saberà proseguir em sua missSLo, furtaado-se 
k incandescencia da paixao partidaria para melhor servir 
ao bem publico. 

cTributarios de seus interesses, a elle nos entregaremos. 

€Foi bastante longo o periodo de suspensSo d'^ Pro- 
vincia; mas, isso nEo a abateu, antes augmentou-lhe o animo 
e retemperou-lhe o patriotismo. 

«EUa attestare na nova phase que hoje come9a». 

Nesta nova phase a opposi^&o d'^ Provincia ao gover- 
no do Dr. Barbosa Lima continuou, talvez, com redobrada 
violencia, e a fermenta^^ dos odios chegou ao paroxjsmo 
de ser assassinado, a 4 de Mar^o de 1895^ o seu redactor 
principaL 

Com a morte de José Maria podia parecer que ao 
quotidiano ia faltar a orientap^ vigorosa imprimida por 
aquelle ardoroso politico, com exagero igual, celebrado por 
uns comò um apostolo da democracia e execrado por outros 
comò a encarna9SLo do partidarismo dissolvente, mas, cer- 
tamente personalidade nSlo vulgar attenta a persistencia da 
sua memoria entro amigos e adversarios. 

golpe fdra seguramente dos mais rudes para A Pro- 
vineia^ mas, nào bastou para aniquilàrla: a 11 de Mar90 o 
jornal resurgia para verberar aquelle attentado, por cuja 
punÌ9ao nSo tem cessado de clamar até hoje, comò ató hoje 
tem mantido' inalteravel a sua attitude, mais cu menos deda- 
rada^ de orgam opposicionista perante os governos do Estado. 

Em virtude da famosa lei n.* 140, cuja inconstitucio- 
nalidade Phaelante da Camara demonstrou em brilhante 
analyse publicada nas suas columnas, A Promnda^ de 7 
de Julho de 1895 a 1 de Julho de 1897, trouxe no cabe- 
Qalho OS nomes dos seguintes redactores : Arthur Henrìque 
de Albuquerque Mollo, Arthur Orlando da Silva^ Baltbazar 
de Albuquerque Martins Pereira, Francisco de Albuquerque 
Mello, Francisco Phaelante da Camara Lima, Gaspar Drum- 
mond^ José Oon9alves Maia, José Mariano Garneiro da 
Cunha, José Nicolau Tolentino de Carvalho, Luiz Demetrio 
Dias SimSes e Manuel Gaetano de Albuquerque Hello; 



367 



mas, corno sempre saccede em todos os jomaes, a activi- 
dade da maioria delles era incidente ou occasionai e o 
peso da redac9SLo recala principalmente sobre Gon9alyes 
Maia, Balthazar Pereira e Manuel Gaetano, jornalistas de 
incontestavel merecimento e cuja varìedade de aptìdòes 
se fandia num esfor90 harmonico e fecundo para tornar 
diario, Sem duvida, um dos mais bem escrìptos do paiz. 
Aos dois nltimos està hoje exclusivamente entregue a di- 
reo9So d'^ Provincia^ constando o seu corpo redaccional 
mais dos segointes auxiliares: Euniciano Bibeiro, Domicio 
Bangel, Leonidas de Oliveira, Emesto de Paula Santos, 
Antonio F. da Silveira Carvalho e Othoniel de Araujo. 
S&o seus coUaboradores actuaos: Dr. Raul Azedo, Antonio 
de Scusa Pinto, Joaquim Maria Carneiro Vilella (este desde 
inicio da 2^ épocha), 6on9alyes Maia, Phaelante da Ga- 
mara, Ayres Bello, Frederico ViUay, Mendes Martins, Ma- 
nuel Duarte, Gesta e Silva e Rangel Moreira. 

A parte financeira està a cargo dos directores auxi- 
liados por Ephrem Embirassù, Hercilio Pereira da Gunha e 
Joaquim Gysneiros de Albuquerque. 

As offidnas, sob a administra9So de Alfredo Bezerra 
de Mollo, estSo apparelhadas com quatro prélos do fabri- 
cante Marinoni, de n." 9027, 9104, 9147 e 15130, acdo- 
nados por motores a petroleo de Grossley Brothers Li- 
mited, e nellas trabalham 23 corapositores, 2 paginadores, 
2 marginadores, 3 cortadores, 3 dobradores e 2 impressores. 

Sao correspondentes d'^ Provincia^ no Rio de Janeiro, 
Julio Pimentel; na Parahyba, Eduardo Fernandes ; em Ala- 
gdas, Lionello Iona; no Gearà, Gezidio de Albuquerque Mar- 
tins Pereira; em Manàos, Estevào de Sa Gavalcanti de Albu- 
querque; e agentes, em Paris, L. May enee & G.*, e, em Ham- 
burgo, Moritz Meyer da Gesta. 

Actualmente conta 2836 assignantes, sondo que aos 
da capital e dos suburbios a foiba é entregue por dez dis- 
tribuidores. 

A Provincia iniciou em Pernambuco a venda avulsa 
de folhas diarias nas mas, bem comò o moderno servÌ9o de 
reportagem, tendo side o seu primeiro reporter Antonio Dias 
Barroso, fallecido a 25 de Janeiro de 1903. A coUec9&o 
mais completa do jornal é a da BibL Pubi, do Est 



358 



518. — lUustra^&o Fernambucana. — Jornal illu»- 

trado e sa^yrioo. — Reeife, Typ. Americana, Bua de Santa 
Riia, n.*» eS, e Bua de 8. Franoièoo, n.^ Sg, 1872-73 e 
78, in-4.**, aius., tìtulo gravado. 

n.** 1 do 1** Trimestre salo a 6 de Outabro de 1872 
e n.® 13 (ultimo) a 29 de Dezembro e o n.' 1 do 3* e ulti- 
mo Trimestre a 22 de Abril de 1872 e o n.' 8 (ultimo) a 
14 de Setembro de 1873 ; reappareceu, publicando poucos 
n.~ em Maio de 1874. Aos domiugos. Anno 16|000; 
n."" avulso 500 réis. Redigido por Herminio Ernesto de 
Lemos Amarai, trazia desenhos de J. Neves e EstevSo Gar- 
neiro LeSo. Bibls. Pubi, do Est e do Inst Areheo. e 
Geogr. Pemam. 



519.-^ MarteUo.— JBeci/e, 1872, in-... 

n.o 1 saio a 28 de Outubro ; faltam-nos mais porme- 
nores. Rarissimo. 

520.— Rovista Illustrada.-*-Perìodico illustrado e liite- 
rario. — Beeife, Typ. do Oommercio, 1872, in-4.®, illa&, 
tit. grav. 

n.** 1 salo a 1 de Novembre. Era redigido por Ma- 
nuel Hortencio Peregrino da Silva e foi substituido pelo se- 
guinte. Muito raro. BibL Pvhl, do Est 

521.— Rovista Fittorosca.— Perìodioo illustrado e litte- 
rario. — B^dfcy Typ. do Gommeroio, 1872, in-4.«, illus., 
tit. grav. 

n.** 1 salo a 10 de Novembre e o n.*» 5 (ultimo?) a 10 
de Dezembro. Publica9ào nos dìas 10, 20 e 30. Trimestre 
3^000; n.^ avulso 400 réis. Desenhos de L de Freitas. 
Succedeu & precedente e teve o mesmo redactor. Raro. 
BibL Pubi do Est 



359 

523.«*A CJamponeBa.— Jomal critico, poetico, e analy- 
tìco.— iZeci/e, Typ. Campestre, 1872 ^n-4^ 

n.® le unico (?) salo a 1 de Novembre. Rarissimo. 

528— A Ortiga.— i2eci/è, 1872, in- 

Nunca vimos exemplar deste periodico, que, entretanto, 
figura no catalogo da collec9ao de jomaes de Fernambuco 
vendida por Gaetano Finto de Veras à Bibliotheca Fublica 
do Estado. Rarissimo. 



624L— O Scorpiào.— i?«»y^, 1872, in- 

Jomal illustrado a bico de penna e redigido por Adol- 
pbo Generino dos Santos; faltam-nos mais noticias. Raris- 
simo. 



526.— A Locomotiva.— iJec(/e, 1872, in-. 

Orgam de uma associa<jao beneficente de empregados 
da Companbia de Trilhos TJrbanos do Recife a Olinda e 
Beberibe; faltam-nos mais noticias. Rarissimo. 

526.— O Milord Pemambucano.— i2cci/è, 1872, in-... 

Figura este jomal no citado catalago de Gaetano Finto 
de Veras; cremos que era illustrado; faltam-nos, porém, mais 
noticias. Rarissimo. 



527.- A Liberdflde. — Periodico polìtico, uoticioso e com- 
mercial. — Victoria (Santo Antào), Typ. Bua Impe- 
riai, w/ 20, 1873, in-fol. peq. 

n.* 1 salo a 11 de Janeiro e o n.® 9 (ultimo?) a 8 de 
Mar90. Semanaf. Trimestre 3$000. Editor e proprietario 
José de Oliveira Maciel Rego Barros. Foi substituido 
pero Municipio (N.** 534). Raro. BibL Pubi do Est. 



360 



528. — O Beijo. — Jornal dedioado ao bello sexo. — Bei^e^ 
Typ. do a Amebica», 1873, in-8^ 

n.** 1 saio a 18 de Janeiro e o n.' 5 (ultimo?) a 15 de 
Mar90. Bibl, Pubi, do Est 

529. — O Jesuita. — Redfe, Typ. do «Jomal-do Recijt»y 
1873, in-fol. peq. 

n.' 1 saio a 26 de Janeiro e o n." 6 (ultimo) a 20 de 
Mar90. Traziacomo epigraphes: S. Math., cap. 7, v. 15, e 
Monita secreta, cap. 1, disp. 7. Redigido pelo Dr. Aprigio 
Justìniano da Silva Guimaraes e outros. Bibl. Pubi do Est. 



580.— O Excommungado.— Periodico satyrioo. — Bedfe, 
impr. na Typ. da Bóa-Vvda^ 1873, in-4^ 

n.* 1 salo a 80 de Janeiro e o d.* 4 (ultimo) a 23 de 
Fevereiro. Bibl. Pubi do Est. 



581. — O Azucrim. — Redfe, Typ. do «Liberai», Bua da 
Aurora, n.« 7, 1873, in-4*, 

K» unico do carnaval de 1873. Primeiro jomal car- 
navalesco publicado em Pernambuco; era impresso em papel 
roxo. Rarissimo. Bibl. Pubi, do Est. 



532. — O Liberal Femambucano. — Periodico politioo 

e commercial. — Beeife, Typ. Liberal^ Bua do Imp^ 
rcdriz, n.^21, 1873, in-fol. (n.^1-13 do I) e iu-fol 
peq. (do n.o 14 em diante.) 

n.» 1 do Anno I e unico (?) salo a 1 de Mar90 e o n.* 21 
(ultimo ?) a 9 'de Agosto. Semanal. Trimestre 3$000. Bibl 
Pubi do Est 



361 



533. — O Municipio. — Periodico polìtico, noticioso e com- 
mercini. — Victoria^ Typ. do t^Municipio», 1873-75, 
in-fol. peq. 

n.» 1 salo a 14 de Margo de 1873 e o n.' 115 (ulti- 
mo?) a 4 de Setembro de 1875. PublicaQSo bi-semanal. 
Redactor e proprietario José de Oliveira Maciel Sego Bar- 
ros. Succedeu a A Liberdade (N." 527). Muito raro. — 
Bm. Pubi do Est 

534.— O Kaleidoscopio. — Redfe, Typ. Libercd, 1873, 
in-i)l. 

Appareceu em meiados de Mar^o, porquanto o n.** 3 é de 
12deAbril. Semanal. Trimestre 1$000; n.® avulso 10 réis. 
Nunca vimos este jomal, citado, sob o n.** 5101, no Catalogo 
da Exposifào de Historia do Brasila em 1881. Rarissimo. 

535. — A Luz« — Periodico republicano. — Reeife, Typ, do 
«Liberai», Bua da Impeicitriz, w.® ^1 (n.** 1-12); 
Bua da Aurora, n.** 7 (n.** 13-34); Typ. do Cbm- 
mereio (n.^ 35-58), e Typ. da «Provineian (n.^ 59-64), 
1873-75, io-4<» (!!.«• 1-53) e in-fol. peq. (n ~ 54-64). 

n." 1 safo a 9 de Abril de 1873 e o n." 64 (ulti- 
mo) a 23 de Janeiro de 1875. Bi-seraanal. Trimestre 2$000; 
n." avulso 40 réis (n.* 1) e 80 róis (n.~ 2-64). Bibl. Pubi 
do Est 



536. — O Traballio. — PabHca9ào periodica de Antonio de 
Sousa Pinto e Generino dos Santos. — Becife, Typ. Mer- 
canta, 1873, in-fol. 

n." 1 safo a 15 de Abril e o n."» 7 (ultimo?) a 15 de 
Julho. Quinzenal. Trimestre 3$000. — Trazia conio epigra- 
phes: Piena liberdade de imprensa ito terreno das idéas^ 
respoìisabilisando'se cada um pelo que escrever*. ^Fac et 
sperai. Bibl, Pubi, do Est 

40 



362 



537.— O Commercio a Betallio.— JBeci/c, ISfp, Cot»- 

mercial, 1873, in-foL 

n." 1 salo a 22 de Abril e o n." 5 (ultimo) a 23 
de Julho. Publica^ao aos sabbados. Sórie de 12 n.*** 1$000; 
n. avulso 100 réis. Redactor Romualdo Alves de Oliveira. 
BibL Pubi do Est. 

538. — Làbaro. — ^Critica e literaiura. — Redfe, T)fp. do 
Commercio j 1873, in-fol. 

n.** 1 salo.em Abril e o n."* 5 (ultimo?) a 8 de Maio. 
Epigraphe : Alea jacta est. Semanal. Trimestre 3$000. Re- 
dactor: Celso Magalhaes. Raro. Bibl. Pubi do Est 

539. — Culto &S Lettras. — Periodico scientifico e lite- 
rario. — Recife, Typ. Commercial de Geraldo H. de Mira^ 
Bua EstreUa do Rosario, n.^ 12 (I); lyp. do Oomr 
Tnercio, Bua de Paulino Camara, w,** ^<y (n.~ 1-5 II); 
Typ. d\A Provincia», Bìia do Imperador, n.** 77 
(6 II e 1 III), 1873-75, in-4«. 

n." 1 do Anno I salo a 20 de Maio de 1873 e o n.» 5 
(ultimo?) a 15 de Setembro ; o n.n do lì a 1 de Maio de 1874 
e n.° 6 (ultimo) a 30 de Setembro, e o n.' 1 e unico 
do HI a 25 de Julho de 1875. Mensal. Trimestre 2|000. 
Trazia comò epigi*aphes : €Transibund dies^ augebitur sden- 
tia (Bacon). — ^Travaillex^ iravailUx^ il en resterà toujours 
qìielque chose^. Orgam da Sociedade Litteraria InstittUo 
Historieo Philosophico PemambucanOj foi principalmente 
redigido por Frederico Augusto Borges, José Bandeira de 
Mollo, Izaias Guedes de Mello e Albino Gon9alyes Meira 
de Vasconcellos. Bibl. Pubi, do Est. 

540. — Gazeta de Goyaana. — Ooyanna, Typ. da ^Oa- 

zeta de Goyanna», 1873, in-fol. 

Appareceu em fins de Maio e teve curia dura^ao; 
filiava-se à politica liberal e era redigido pelo Dr. Ignacio 
Sobreira; faltam-nos mais noticias. Rarissimo. 



863 



541.— A Grinalda.— Gianna, 1873, in-... 

Joraal literario, apparecido em Maio, de que nos fal- 
tam outras notìcìas. Rarissimo. 



542.— O Verdadeiro Catholico. — Joraal hebdoma- 

dario. — Becifej ^yp. Commercial^ 1873-74, in-fol. peq. 

n.» 1 saio a 7 de Junho de 1873 e o n.' 31 (xiltimo) 
a 17 de Janeiro de 1874. Semanal. Anno 7^000. Trazia 
corno epigraphes: E" s6 a verdade de Deus qtie con fere a 
verdadeira liberdade^^, — Evangelho de Christo é o codigo 
da redempfào iniellecttuily social e religiosa^. Bibl. Pubi, 
do Est 

543. — ^A Lanterna.— Jornal contra a tyrannia. — Redfej 
Typ. Commercial^ 1873, in-4^ 

n.o 1 salo a 21 de Julho e o n.** 5 (ultimo) a 28 de 
Agosto. Bibl. Pubi, do Est. 

644. — A Itnprensa. — Semanario de instruc9So, li tenitura, 
recreio. — Recifcy Typ. Mercaìitil, 1873, in-fol. peq. 

n." 1 saio a 3 de Agosto. Trimestre 2$000; n.' avulso 
200 réis. Dizia-SQ cinteressado na illustra9ao da classe 
artistica» e trazia comò epigraphes: estudo das artes 
liberaes ado^ os costwnes e reprime a feroddade. (Ovidio). 
que entenderdes que é util podeis sem receio ptìblical^. 
(Courrier). Bibl. Pubi, do Est. 



545.— O Fostilhao. — Joraal satyrico e jooo-serìo. — Re- 
dfcj Typ. Americana, Bua de San Francisco, n." 32, 
1873, in-4,Mlls., tit. grav. 

n." 1 saio a 18 de Outubro e o n.* 2 (ultimo ?) a 25. 
N." avulso 200 réis. Gravs. nas 1" e 4" paginas. Bibl. 
Pubi, do Est. 



364 



646. — A Vontade.— Jornal Hterario.— Tpo/uca, Typ. Rep. 
de Herculano da Rocha^ 1873-77, in-8° peq. 

n." 1 salo a 28 de Dezembro de 1873 e o n.* 13 
(ultimo?) a 1 de Janeiro de 1877. Trazia comò epigrar 
phes: Away! Aivay! (Byron). — Libere loqui. (Cicero). — 
Pauperem qtie dives M. potit (Hkraclio). Minuscolo pe- 
riodico redigido, composto e impresso pelo seu proprietario 
Herculano C. Gron9alves da Bocba, de collabora^So com 
sua Irma a poetisa D. Francisca Izidora Gongalves da Ro- 
cha. Primeiro e unico jornal publicado em Ipojuca. n.® 1 
foi reimpresso na Escadfi. Multo raro. Bibl. Pubi, do Est, 



547«— O 1874,^-Jornal noticioso e commercial. — Goyanna^ 
Typ, Liberal de Ooyamuij 1874, in-fol. peq. 

n.** 1 saio a 25 de Janeiro e o n." 4 (ultimo?) a 
1 1 de Fevereiro. Seraanal. Mez 500 réis. Redactor Luiz Ro- 
drigues da Silva. Foi substituido pel'O Democratak{^!*bhQ), 
Raro. Bibl, Pitbl, do Est, 

5 18.— O Futuro. — Orgao da mocidade. — Rmfe^ Typ. 
Commercial, 1874, in-4^ 

n.' 1 salo a 6 de Mar^o e o n.» 8 (ultimo?) a 30 
do Junho. Raro. Bibl Pubi, do Est, 

549.— O Brazillllustrado.— Periodico ludrioo (I-II 
Trima.). — Jornal critico (III Trìm.), — Reeife^ Typ. 
do Commercio, 1874, in-4'', illus., tit. gmv. 

n." 1 do I Trimestre salo a 8 de Mar9o e o n.» 3 
(ultimo) do in e ultimo Trimestre a 27 de Setembro. Aos 
sabbados. Anno 10$000; n," avulso 500 réis. Desenhos 
de José Novaes. Raro. Bibl Pubi do Est. 



365 



550. — O Demoorata.— Joroal politìoo, nolicioso e com- 
mercial. — Goyanna, Typ. Liberal^ 1874-76, ìii-fol. 

!!.• 1 do Anno I saio a 20 de Mar90 de 1874 e 
n.*" 38 (ultimo?) do Anno DI e ultimo a 26 de Janeiro 
de 1876. Semanal. Trimestre 2^500. Propriedade de 
L. Rodrigues da Silva. Succedeu d^ 1874 (N.* 547). 
Raro. Bibl Pubi do Est 

551. — ^O Domingo. — ^Periodico scientifico e literarìo. — 
Reeifey Typ. do Chmmerdo, 1874, in-fol. peq. 

n.* 1 salo a 22 de Mar90. Rarissimo. 

552. — ^AMutuca. — ^Periodico huroorìstioo. — Recifej Typ, 
do Oommerdo, IMh. J. E. Purodl, 1874, in-4% ills-, 
tit grav. 

n.' 1 safo a 7 de Maio e o n.' 6 (ultimo?) a 10 de 
Junho. A's quintas-feiras. Annol2$000; n.« avulso 500 réis. 
Gravs. nas 1»», 4", 5" e 8" pags. Bibl. Pubi, do Est 



553.— O R6formÌ8ta.^-JornaI politico, noticioso e com- 
mercial— Victoria, Typ. do Municipio, 1874, in-fol peq. 

n.** 1 saio a 12 de Junho e o n.^ 17 (ultimo ?) a 4 
de Setembro. Semanal. Trimestre 3$000. BibL Pubi 
do Est 

554.— O Bepublioano Federativo.— Periodico poli- 
tico, religioso e literario. — Becìfe, Typ. Americana, 
1874-76, in-fol. peq. 

n.* 1 do Anno I safo a 15 de Julho de 1874 e o 
n.* 9 (ultimo?) do Anno m e ultimo a 4 de Dezembro 
de 1876. SemanaL DistribuigSo gratuita. Redigido pelo 
P.* José Francisco de Amida Camara, todos os seus edito- 
riaes come9avam:— cHe o Governo Bacharel Imperiai das 
de8gra9as do Brazil causa fatai» . Raro. Bibl Pubi do Est 



366 



555. — O Bcho LitterariO.— Periodico instructìvo. — Per- 
nambueOf Typ. do tcOorreio do Becife (n.** 1-10 I e 
1-6 II); Typ. MeroarUU (n~ 7-.10 II), 1874-75, 
in-4^ 

n* 1 do Anno I salo a 30 de Junho de 1874 e o 
n.** 10 (ultimo) a 20 de Setembro; o n.*' 1 do II e ultimo 
a 1 de Maio de 1875 e o n.® 10 (ultimo) a 15 de Agosto. 
PubUca^ao tres vezes por mez. Trimestre 2$000. Beda- 
òtores Dias IrmSos. BibL Pubi, do Est 



556«— Rovista Litteraria.— ^c(f^, Typ. do Qmmerdoj 

1874, ìn-4<> gr. 

n.* 1 e unico (?) salo a 13 de Julho. Orgam da So- 
ciedade Sdenda e Progresso^ foi redigido por Antonio Pi- 
nheiro I/)bo de Menezes Jurumenha, M. B. Diogues Junior 
e Eugenio Samico. Raro. BibL Pubi, do Est. 



567.— Um Signal dos Tempos. — Periodico critico, 
literario e noticioso. — Escada^ Typ. Oommereial, Rua 
da CadeiQy n.* 22^ 1874-75, in-fol. peq. 

n.' 1 salo a 18 de Julho de 1874 e o n.' 5 a 22 
de Agosto; mas a publicaQSo prolongou-se até prindpios 
de 1875, quando foi substituido per-2 Comarca da Escada 
(N.* 567). Era exclusivamente escripto por Tobias Barrato 
de Menezes. Rarissimo. 



558.— Bevista do Congresso Litterario. — iZect/e, 

Typ. do Commercio^ Rua de Patdino Oamara, n.» 28 ^ 
1874, in-4-. 

n.o 1 salo a 30 de Julho e o n.*» 2 (ultimo?) a 31 
de Agosto. Mensal. Redactores: Jo3o Henrique Yieira 
da Silva, Theodoro Alves Pacheco e José Moreira Alves 
da Silva. Bibl Pubi, do Est 



367 



559. — O Presente. — Jornal scientìfico e litterario. — Be- 
cif€y Typ. do Oommerdoy 1874, in-4", 

n." 1 e unico (?) salo a 20 de Julho. Redactores 
Augosto Coelho Leite e Eduardo de Carvalho. Rarissimo. 

560. — Caritas-Caridade. — Periodico exclusivamente 
moral e religioso. — Fernambuco^ Typ. do uCorreio do 
Recife», 1874-78, in-fol. peq. 

n." 1 do Anno I salo a P de Agosto de 1874 e o 
n.» 20 (ultimo) a 20 de Dezembro; o n.' 1 do II a 3 de 
Janeiro de 1875 e o n." 45 (ultimo) a 12 de Dezembro; o 
n.' 1 do m a 9 de Janeiro de 1876 e o n' 46 (ultimo) a 17 
de Dezembro; o n.' 1 do IV a 7 de Janeiro de 1877 e 
n.' 50 (ultimo) a 23 de Dezembro ; o n." 1 do V e ulti- 
mo a 6 de Janeiro de 1878 e o n.^ 50 (ultimo) a 21 de 
Dezembro. 

Distribuia-se gratuitamente aos domingos. Entro as 
duas palavras do titulo trazìa um emblema representando o 
cora<^o de Jesus, e mais abaixo, comò epigraphe, os v, 1 
e 2, Cap. XIII da Ep. de S. Paulo aos Corinthos. Princi- 
palmente redigida pelo Dr. Felippe Neri Collabo, dizia-se 
cpublicado sob a proteci^o dos homens bons desta ddade», 
que concorriam para o sustento da empresa com 1^000 
mensaes. Em 1875, crescendo o numero de protectores, 
foi resolvida a crea^So de uma cRevista religiosa, scientifi- 
ca e litteraria», com illustra95es (N.* 565), sob o mesmo titulo. 
Diminuindo logo depois a importancia das subscripQQes a 
empresa foi obrigada a suspender a publica9So daquella 
rovista, continuando apenas com a do presente semanario, 
lutando sempre com crescentes difiiculdades. Em 1877 jà 
se achava sobrecarregada com um deficit de 410f 000, pro- 
veniente do anno anterior, e em 1878 foi tal a escassez 
da arrecada9ào que tambem foi suspense o apparecimento 
do semanario, cuja collec9ao contem bons artigos religio- 
sos. Bibls, Pubi, do Est. e do Inst. Archeo. e Oeogr. 
Pernam. 



368 



561. — ^A Cigana. — Reclfe^ Typ, do Commercio (da aPro-^ 
vincici), Bua do Imperador, n.' 77 1874, in-4.°, ìlls., 
tit. grav. 

n.« 1 salo a 8 de Setembro e o n.° 4 (ultimo) a 7 
de Outubro. Semanal. Anno 11$000. Gravs. nas l.**, 
4.", 5." e 8." pags. Redigio este periodico humoristico 
Izaias Gaedes de Mollo. Baro. BibL Pubi, do Est 



662. — O Encourapado. — Periodico critico e chistoeo. — 
Recife, Typ, da ti Provincia» (I); Typ. Americnnn (II), 
1874-75, in-fol. peq. , 

n." 1 do Anno I salo a 10 de Outubro de 1874 e o 
n.* 28 (ultimo?) do II e ultimo a 24 de Julho de 1875. 
SemanaL Mezl$000. Tiragera de 300-700 exemplares. Bibl. 
Pubi do Est 



563. — O Cabrion. — Recife, Typ. da «Provincia», Rua do 
Imperador, n.<^ 77, 1874, in-4". 

n.» 1 salo a 17 de Outubro e o n.* 2 (ultimo?) a 24. 
Semanal. N.*» avulso 80 réis. BibL Pubi do Est 



664.— Annaes do Instituto Medico Femambu- 

Cano. — Pemamòuco, Typ. do «JomaJ do Reeife», 1874, 
in-4." gr. 

Salo apenas um fasciculo do l" Anno (18T4) sem 
data. Trazia comò epigraphe: Naseitur exiguus sed opes 
acquirit eundo^ e era orgam do Instituto Medico Pernamr 
bficano, presidido pelo Dr. Cosme de Sa Pereira. Rarissimo. 



869 



SSS.'-Carìtas-Caridade. — ^Revista religiosa, scientifica 
e litterarìa. — PenM/nAìico Typ, do k Correlo do Recife»y 
1875-76, in-foL peq., ills. 

n.' 1 do Anno f saio em Pevereiro de 1875 e o n. 6 
(ultimo) em Dezembro; o n.» 1 do II e ultimo em Mar90 
de 187t) e n.** 4 (ultimo) em Dezembro. Bi-mensal. Entro 
as duas palavras do titillo trazia um emblema representan- 
do cora^So de Jesus, e mais abaixo, corno epigraphe o 
V. 34, Cap. Xn do Evang. de 8. Joào. Redigida pelo 
Dr. Fellippe Neri Collabo, era «exclusivamente destinado 
aos dignos protectores da foiba semanai gratuita publicada 
debaixo do mesmo titillo.» (N* 560). Cada n.° trazia duas 
gravuras lithographadas de assumpto rellgiosos. Bibls, 
PubL do Est e do Inst, Archeo, e Oeogr, Pernam. 

566.-0 CamavaL— JBoci/e, 1875, in-... 

N.** unico de 7 de Fevereiro; organi de ura club car- 
navalesco. Barìssimo. 

567. — ^A Comarca da Escada. — Periodico critico, litte- 

rario e noticioso. — Eseada, Typ, Commercdaly Raa da 
Cadeia, n.' M, 1875, in-fol. peq. 

Appareceu em principios do anno e teve curta du- 
ra95o; redigido por Tobias Barreto de Menezes, cremos 
que succedeu a Um Signal dos Tempos (N.** 557). Ra- 
rissimo. 

568. — ^A Lucta. — Periodico scientifico e litterario. — Per- 
namòuooy Typ. Commercial (n.'^ 1-7); Tt/p. da «Ame- 
rica lUustTQjda» (n.* 8) ; Typ. MeroarUU (n." 9-15), 
1875, in-fol. peq. 

n.* 1 salo a 1 de Maio e o n.» 15 (ultimo) a 30 de 
Setembro. Fublica92Lo tres vezes por mez. Trimestre 3$000. 

47 



370 



r 

Tiragem de 300 exemplares. Proprìetarios e redactores: 
Antonio Fedro da Silva Marques, Francisco de Assis Bosa 
e Silva e Espiridi&o Eloy de Barros Pimentel. Bibl. Pubi 
do Est. 

669.— A Escola. — Semanario academìco. Politica e litte- 
ratura. — Redfe, Typ, da «Proìfincia», Ufià do Impera-- 
dar, 77 y 1875, in-fol. peq. 

n.' 1 saf a 5 de Maio e o n.' 9 (ultimo ?) a 31 de 
Julho. Trimestre 3$000. Redactores: Izaias Guedes de 
Mello e Aitino de Araujo. Raro. Bibl. Pubi do Est. 



570.— O Estudo.—- Periodico scientifico e liiterario. — iie- 
dfe, Tj/p. da uProvincia»y Rua do ImperadoTy 77 y 1875, 
in-fol. peq. 

n.o 1 e unico (?) sa(o a 8 de Maio. Mez 1$000. Tira- 
gem de 500 exemplares. Trazia corno epigraphes: €E* pelo 
exereido viril do pensamento qvs a moddade ha de aitin- 
gir OS desiinos do secalo XX. > (Tictor Cousm). Redacto- 
res: Annibal Falcào, JoSo de Oliveira, Fernando Mendes, 
Alvaro Lima e Amazonas de Almeida. Rarissimo. Bibl. 
Pubi, do Est. 

571. — ^A Mulher. — Periodico instructivo litterarìo. — Re- 
dfey Typ. Mercantila 1875, in-4*. 

n.* 1 salo a 8 de Maio e o n.o 2 (ultimo ?) a 15. Mez 
1$000. Era destìnado a defender a causa das mulheres, a 
quem era dedicado, sondo principalmente redigido pelo bello 
sexo. Raro. Bibl. Pubi, do Est. 

572. — A Autoridade. — ^Orgam. Conservador-Academioo. 
— Politica, direito e lilteratura.— JJeci/;?, TSfp. Mereamiily 
1875, in-fol. 

n.* 1 salo a 14 de Maio e o n.' 7 (ultimo) a 29 de 
Agosto. SemanaL Trimestre 3)000. Trazia corno epigia- 



371 



phes: Sub lege libertas. (M. Dupm)— cCfe n*esi rien sans 
re^prit^ c'est tout avec Videe (V. Hugo). Principalmente 
redigido por Frederico Borges, Salvador A. Moniz, Moreira 
Alves e J. Gualberto G. de Sa. Bibl. Pubi do Est 

573. — ^A Imprensa. — Periodico politico e Htterario. — Re- 
dfe^ Typ. Meroantily 1876, in-fol. peq. 

n.** 1 e unico (?) saio a 15 de Maio. Rarissimo. 
ÉibL Pubi do Est 

574. — ^A Mocidade. — Periodico scientifico e litterario. — 
Hecife, Typ. Industriai^ Rua do Imperador, n.« 29 j 1875, 
ìn-fol. peq. 

n.** 1 safo a 1 de Junho e o n.** 6 (ultimo) a 15 
de Agosto. Quinzenal. Trimestre 3$00(X Bedactores: Pes- 
sda de Hello, Gaspar Regueira, Bego Hello e Oliveira 
Santos. Bibt Piibt do Est 

575. — ^A Cruz. — ^Periodico religioso, scientifico e noticioso. 
Becife, Typ. Indusbrialf Rua do Imperador, n.' 99, 1875, 
in-4*. 

n." 1 e unico (?) salo a 4 de Junho. Barissimo. 

576.— Devaneio Litterario.— Jomalzinho dedicado fi 

mocidade escadense. — Escaday Typ. Oommerdal, Rua 
da Cadday n.*«i?, 1875, in-4*. 

n.° 1 safo a 15 de Junho e o n.' 12 a 27 de Julho; 
depois de quatro mezes de interrup9&o salo o n.* 13 e 
ultimo (?) a 1 de Dezembro. Publica9So duas vezes por 
semana. Sèrie de 12 n.** 1$000. Este periodico critico, 
litterario e noticioso, a cuja rodacelo nSo foi extranho 
Tobias Barrotto de Menezes, tinha por fim «fazer tentati- 
yas no intuito de arrancar a mocidade escadense ao ma- 



372 



rasmo e gelada indifFeren9a em que permanecia acerca 
dessa instruc(;ao que se pode adquirir pelo generoso es- 
for(;o de urna vontade robusta.» Barissimo. Bibl. Pubi 
do Est. 

577. — Jornal da Tarde. — Reeife^ Typ. Oommerdal^ 
Bua Estrdla do Rosario, n.» 1^ (n." 1-166); Ihfp. da 
da «Provincia», (n.^ 167-195), 1876-76, in-fol. 

n.*» 1 salo a 15 de Junho de 1875 e o n.* 195 (ulti- 
mo) a 19 de Fevereiro de 1876. Primeiro diario vesper- 
tino no Recif e. Mez 1$000 ; n.^ avulso 40 réis. Tiragem 
de 800 exemplares. De proprledade de L. 8. Braga e J. M. 
Carneiro Yilella, foi principalmente redigido pelo ultimo 
e J. B. Pinheiro Corte Real. Foi substituido pelo Correio 
da Tarde (N.*" 604). Bibl Pubi do Est 

578.— O G^nio do Bem.— Pnblica^ào scientifica e litte- 
raria. — Recif e, Typ, Universaly Rua do Imperador, 
n.^ 62y 1875, in-fol. peq. 

n.° le unico salo a 1 de Julho. Rarissimo. Bibl 
Pubi do Est 

579.— O Bizouro.— Periodico critico. — Redfey Typ. do 
«Bizouro», Rua don Agoas- Verdes, n/ 56, 1875, in- 
foi, peq. 

n.° 1 salo a 7 de Julho e o n.*» 5 (ultimo?) a 19. 
Publics9ao duas vezes por semana. Mez 1$000. 

580.— O Diabo a Quatro.— Revista infernal. — Becife, 
Typ. Mercanta {n.'^ 1-87 e 119-127); Typ. do i^Jomal 
do Recif en, (n.o- 88-118); LUh.—Typ. a Vapor de J. 
E. Purcell, Rua do Vigario T.% n.^ 99 (n.« 128-195), 
1875-79, in-4.^, illust, tit. grav. 

n.' 1 salo a 11 de Julho de 1875 e o n.^ 195 (ulti- 
mo) a 25 de Maio de 1879. Aos domingos. Anno ISfOOO. 



873 



Està exceliente revìsta humorìstica, principalmente redi- 
gida por Annìbal Falcào, Antonio de Sousa Finto e Adol- 
pho Generino dos Santos, ajudados de urna elite de colla- 
boradores, elevou sobretudo a critica de costumes a prò- 
por95es nunca depois excedidas, tanto na josteza e no 
ehiste das observa9Qees conio na probidade do criterio. 
As illustraQdes correspondiam briUiantemente ao texto. 
Raro. Bibl Pubi do Est 

681. — O Peregrino. — Periodico republicano e literario. 
— Reci/e, Typ. Indu^rial, Bua do Imperador n.« 99, 
1876, in-4.' 

n.° 1 e unico (?) salo a 12 de Julho. Bedactoree; 
JoSo de Olixeira e Antonio Pepe Barreto de Yasconcellos. 
Rarissimo. 

582.— Jomal Critico-MusicaL— iSeciVi^i LUk-Typ. a 

Vapor de J. E. Puroell, Bua do Vigario 21% n.« S9, 
1875, in-4.- 

n.® 1 e unico (?) safo a 15 de Julho. Pretendia re- 
unir util ac agradavel, àUiando a critica à musica, abrin- 
do espa90 às aptìdOes, despertando o incentivo e exercitando 
a critica ; continha principalmente pe9a8 musicaes. Raris- 
simo. 



583. — ^A Fachina. — Redfe^ Typ. Dniversal, Rua do im- 
peradoTj n.® 72 y 1875, in-fol. peq. 

n.' 1 e unico safo a 16 de Julho. Rarissimo. 

584. — O MyOBOtis. — Jomal das familias. — lUd/e, Typ. 
Universale rua do Imperador n/ SS, 1875, in-fol. peq. 

.0 n.* 1 e unico (?) safo a 25 de Julho. Redactora 
e proprietaria D. Maria Heradia de Scusa. Rarissimo. 



374 



586.-^ Estudante Catholico. — ^Bdigiio e literaton. 
— Bedfe, Typ. Itìdudricd, Bua do Imperador, n." S9, 
1876, in-fol, 

I 

n.'' 1 salo a 1 de Agosto e o n.° 5 (ultìmo?) a 3 
de Outubro. Publicaglo tres vezes por mez. Mez IfOOO. 
Trazia corno epigraphe : Ubi Spiritus Domini ibi libertas. 
— Orgam da sociedade Uhiào da Moddade Catholico^ era 
redigìdo por Fernando Mendes de Almeìda, Manuel de 
Carvalho e Sousa e Albino Meìra de Yasconcellos. BibL 
Pubi do Est 



586.— Deutscher Kaempfer.— Litterarisches nnd «per 

aocidensj» politisches Zeitungsblatt.— Fiir die Ausbrei- 
tang dee Deatschthums im Norden Brasiliens heraos- 
g^eben von Muhlert & C.** — Red/e^ l)fp. Mercaniil, 
1875, ìn-fol. peq* 

n.* 1 saio a 2 de Agosto e o n.* 5 (ultimo) a 12 de 
Setembro. SemanaL Trimestre 3$000. Oampeào AUe- 
màOy periodico literario e accidentalmente politico, destinado 
& expansSo do germanismo no Norte do Brasil, foi editar 
do por Cari Ednard Mublert e escripto em allemào exdusi- 
vamente por Tobias Barreto de Menezes. prospecto 
annunciando o seu apparecimento trazia data de 1 de Julho. 
Barìssimo. 



587.— O Linguamdo.— -Periodico imparcial, critioo e 
noiicioso. — Bed/e, Ti/p. do u Commendo n Bddho », 
1876, in-fol. peq. 

n.* 1 saio a 10 de Agosto e o n.® 5 (ultimo) a 20 
de Setembro. Editor: JoSo Cyriaco da Booha Lobo. Bibl 
Pubi do Est 



376 



588. — O Progresso. — Periodico recreativo^ literario e 
joco-serio. — Recife, Typ. Universcdy Rua do Impera^ 
doTf n.* 5^y (d.~ 1-8); Ihfp. do «Tempo», Bua Duque 
de Caxioé, w.* 98 (n.* 9) ; Jhfp. PhUartistica (d.** 10- 
14); Typ. de Bourgùrd dt C.» (n.* 15), 1875-77, 
in-fol. peq. 

n.* 1 saio a 10 de Agosto de 1875 e o n.o 15 (ulti- 
mo) a 30 de Setembro de 1877. Quinzenal. Mez 500 
réis. Trazìa corno epigraphes: Le monde marche. (Felle- 
tan). — Awayf Away! (Bybon). Redactores: J. L Martins 
Junior, B. Pemambuco, F. C. R. Campello, J. Augusto de 
Almeida e J. M. de Seixas Borges. Bibl. Pubi, do Est 



588. — A Voz do Povo. — Orgào democratico. — Redfey 
Typ. da «Provincia», Rua do Imperador, n* 77, 1875, 
in-l<d. peq. 

n.« 1 e unico (?) salo a 15 de Agosto. Proprietario 
e redactor prìncipal TJljsses do Rego RangeL Rarissimo. 
Bibl. Pubi do Est. 



690. — O Ensaio. — Periodico scientifico e literario. — Redfe, 
Typ. de M. Figueiróa de F. & FUhos, 1875--76, in- 
foi, peq. 

n.* 1 do Anno I saio a 20 de Agosto de 1875 e 
o n.** 3 (ultimo) a 5 de Outubro; o n.® 1 do II e ultimo a 
15 de Maio de 1876 e o n.*" 10 (ultimo) a 30 de Setembro. 
MensaL Mez 200 réis. Redactores: Manuel dementino 
Oliveira Escorei e Henrique Gapitulino Pereira de Mollo. 
Bibl. Pubi, do Est. 



376 



591.— A M&i do Linguarudo.— Periodioo critioo, saty- 
rioo e joc()-8erìc>. — lieoifey Typ. <lo « Commercio a Be- 
talhoMf 1875, in-fol. peq. 

n.*" l saio a 23 de Agosto e o n."" 6 (ultimo) a 3 de 
Outubro. SemanaL Mez 200 réis. Foi sabstituido pel'-i Mar- 
quexa do Linguarudo (N.° 696). BibL Pubi, do Est. 



592.— -O DesabuSO. — Periodioo politico e de crìtica. — 
Org&o don espirìtos indepondentes deste termo. — EsoadOj 
Typ. QmmereicJ, Bua da Octdeidy n.** ^^, 1875, in-4*. 

n.® 1 saio a 6 de Setembro e o n.** 4 (ultimo ?) a 2 de 
Outubro. Semanario redìgido por Tobias Barreto de Mene- 
zes. Rarissimo. 



598. — A Se]18ÌtÌva.^-JorQal literario e instructivo. — /2e- 
cife, Typ. Mercanta^ 1875, in-4". 

n.** 1 salo a 8 de Setembro. Rarissimo. 



694.^A NavaUia.— Semanario critico, chistoso e litera- 
rio. — Recife, Typ. Iiìdudrial, 1875, in-fol. peq. 

n." 1 salo a 18 de Setembro e o n.** 9 (ultimo?) 
a 6 de Novembre. Mez 1$000. N.« avulso 200 réis. Bibl 
Pubi do Est. 



595. — A Ghargalhada. — Jornal literario, critico e humo- 
ristioo. — Reeife, Typ. Industriaiy Bua do Imperador, 
n.* j99, 1875, in-fol. peq. 

n.' 1 salo a 10 de Outubro. Rarissimo. BibL Pubi 
do Est 



m. 



596.— A Marguraa do Linguaruda-^Perbdico eri* 

tìoo, satyrioo e joco-serio. — ifeci/«, 25(p; doxcGmimercio 
a BeicJho», 1875-76, in-foL peq^ 

n/ 7 (!•) salò a 10 de Outubro de 1875 e ri.' 69 (ulti- 
mo) a 24 de Dezembro de 1^76. Semanal. Mez^ 200 réis ; 
n.' avulso 80 réis. Fropriedade e redac9ao de JoSo Cyriaco 
da Bocha Lobo. Succedeu a A Mài do LÌ9iguartido (n.'' 591 
a foi substituido ^'^1 Bluqitexa do Linguarudo (n.t 624).) 
Bibl. Pubi do Est . 



597. — O Martello. — Periodioo orìtico e noticioso. — Recifej 
%>. Meroantil, 1875, in-4o. 

n."* 1 e unico (?) safo a 28 de Outubro. Rarissimo. 
BibL Pubi: de Est 



508. — O Estàbanado.— Joroal Rtierario, satyric'o é illus- 
irado. — Becife^ Typ, Americana (n.° 1); Typ. Induis- 
'(n.«« 2-1 i), 1876-76, ÌD-4*. illus,, tit. g.rav, ' 

. u.?. 1 s»lo a 14 de Novembio de 1875 e o n.:» 11 
(ultimo) a 22 de Janeiro dò 1876. Semanal. Semèstre'5$000. 
Graruras nas 1~ e 4" pp. Raro. Èibl: Ptìbl.do Est 

' .• • • .' . '. ; !]i ;-: ••/! - :^ . 

• • • 

599.7-0 Spilo Artistico. — l^iencias, artes, literatura. — 
Becife, Typ, da ^Provincia» (n.~ 1-6 I e 1 II) ; Typ. 
MeroarUU (n.«« 2-4 II); * %>. do kEcHo AHikieo» (n.«» 5- 
11 H), 1876-7è, >-%; peq. . " \ 



r • » 



n.* 1 do Anno I saio a 6 de Novembre de 1875 e 
ù iL* * $ 'j[ultimo) a 11 de Dezembro; o n.® l.dò n e ulti- 
mo a fe de Junho de 1876 e o n.® 11 (ultimo) a 24 de 
Dezembro. SemanaL Mez 300 réis. Responsavel : Joko 
Cyriaoo da* Rocha Lobo. * Bibl Pubi do Est 



378 



600.— Salvag&O de Gra^a. — Bmfe^ Typ. MercarUU, 
1875-78, in-4*. 

n.^ 1 saio em Norembro de 1875 e o n.^ 10 em 
Outubro de 1878. Traziaoomo epigraphe: Eph. II: 8. 9. 
— Gal. n. 21. — ^Mensal. N.® avulso 200 réis. Joraalde pro- 
paganda eyangelica. Maito raro. Bibl. Pubi, do EsL 

601.— Dthynk.— Periodico allemfto. — Zeitang schriebens 
in dentesHspraofa. — Beoife, 1875| in-fol. peq. 

n."* 1 e unico salo a 14 de Tchgo (Dezembro). Perio- 
dico de critica, procurando ridicularizar Tobias Barrotto de 
Menezes, escrìpto em algaravia inintenìgivel por José Yicente 
Meira de Yasooncellos. Barissimo. Bibl. Pubi do Est 

602.— A Juvenilia. — ^Bevista literarìa. — PernambuoOf 
Typ. Mercantìl, 1875, in-4». 

n.^ 1 salo-a 14 de Dezembro e o n.^ 2 (ultimo?) a 31. 
Trimestre 2(000. Empreza Silveira Carvalho. Redactores: 
Eduardo de Garvalbo, Bangel de S. Paio e Demetrio de 
Albuquerque. Baro. Bibl. Ihibl. do Est 

603.— A Lanterna de Diogenes.— Jornal politioo, lite- 

rario, satjrico e joco-serìo. — Beoife, Ihfp. Americana 
(I, II e n* 1-8 III); Typ. do Lwre Pensador, Bua 
da Boda, n.* SI e Beooo da Bomba, n.* 7 (do n.* 9 III 
em diante), 1875-77 e 1881-85, in-fol. peq. e ìn-fol. 

n.^ 1 do Anno I saio a 15 de Dezembro de 1875 
e n.* 17 (ultimo?) do m a 27 de Outubro de 1877; 
a publica^So foi en<Ìo interrompida, ^alndo o n.® 1 do IV 
a 15 de Dezembro de 1881 e ainda perduraya em 1885 
quando, a 5 de Janeiro^ appareceu o n.^ 1 do Anno YH 
Semanal. Anno 10$000. Propriedade e redac9So de Her- 
mino Emesto de Lemos Amarai, que por muitos annos 
conspurcou a imprensa pemambucana com pasquins iguaes 
a oste. BibL Pubi, do Est 



379 



604. — Correlo da Tarde, — Diario critico e noticioso 
(u.®* 1-74 I). — Polha commercial e noticiosa (ii.~ 75- 
126). — Diario noticioso, commercial e literario (n.^ 127- 
297).— Publicajào diaria para o povo. (n.~ 1-96 II). 
— PemambitcOf Typ. GommereUxl, Rua Egtreita do Ho- 
sario, n: 12 (n.~ 1-297 I); %>. do ^Oonéoèa Tarda», 
\be, (a.«» 1-96 II), 1876-77, in-fol. 

Q.« 1 do Anno I saio a 3 de Janeiro de 1876 e 
o n.** 297 (ultimo) a 30 de Deasembro; a pablica9Sk> foi 
interrompida até 2 de Abril de 1877, quando salo o n.« 1 
do n e ultimo, terminando com o n.* 96 a 31 de Julho. 
Diario. Mez 1$000; n.* avulso 40 réis. Propriedade de 
A. Galhardo, G. Taylor, J. Pessda e E. Menezes (I). Editor: 
Bajmundo Paraizo (II). Substituio o Jomal da Tarde 
(N.* 577). Bibl Pubi do Est 



605. — O Homem.'— Kealidade oonstitncional oa dissolu- 
{Se social. Pemambuco, Typ. do ^Correio do Recife»y 
1876, in-fol. 

n.» 1 salo a 13 de Janeiro e o n."* 12 (ultimo) a 30 
de Mar90. Trazia comò epigraphes: €Liberdade: Const. 
art. 179. § 1; Igualdade: Const art 179 § XDI e XI7; 
Fraternidade: S. J. Ep. I, cap. cap. II, v. 11.» Semanal. 
Trimestre 2$000. Redigido pelo Dr. Felippe Nery CoUago 
«tinha por firn principsd promover a uniào, a instruc9ào e 
a moralisaQ&o dos homens de cor pernambucanos.» Bibl. 
Pubi, do Est, 

606. — ^0 Movimento. — Jomal scientifico e litterario. — 
Beeife, Typ. Industriai, 1876, in-fol. peq. 

n.*" 1 salo a 1 de Fevereiro e o n.* 2 (ultimo) 12. 
TemanaL Trimestre 3|000. Bedactores : Homem Bom de 
Siqueira Cavalcanti, Pelino Ouedes e outros. BibL Pubi, 
do Est. 



M 



ì » --N 



607.— Revista Camawalesoa.— 12eci/e, Typ. da iìerw- 

. . to, 1876-1880, in-fol. peq. , . 



•i 1 



- . Q n.? 1 do Anno I safo a 23 deJ^evereiro de 1876 e 
p n.° 5 4o V e uUtimo a 8 de Fevereiro de 1880. Rarissi- 
mo. JBibf. Pubi, do Est. 



60é. — P Recreio PopÙlar.-^Revidta semanal. — Rocifej 
Typ.Univerèal;lÌ76.m^\ - 

n.* 1 e unico salo a 5 de Marcjo. Collaboradores : 
Càrneìro Vilella, Rangel de S. Baio, Francisco Cismontano; 
Aflfonso Olihdense e Marcolino Gamara Junior. Rarissimo. 
BibL Pubi, dò Est- 

609. — O Prade. — Pemambuco^ Typ. Rua de Paulino Ga- 
mara, n." 28 (n.*^ 1-2) ; Typ. da «America Ifludrada» 
(n/ 3); 1876, ìn-fol. peq., illust., tit. grav. 

n.** 1 safo.a 13 de Màrgo e o n.* 3 ultimo a 6 de 
Maio. — N.** avulso ,100 réis. Qravuras lithogr. nas 2." e 
3.^ pp. Bibl Pili dò Est 

610. — O Tempo. — Ofgao:dó paKidò oonaervador;— i-JBect/i, 
7)/pi do «Tempo», Rita do DUque de (hxiaà, n.* 28, 
1876-85, itì-fol. 

n." 1 dò Annoi salo a 25 de Mar90 de 1876 e o 
n.« 194 (ultimo) a 23 dé'Dezembro; o n.« 1 do II a 3 de 
Janeiro de 1877 e ó n." 236 (ultimo) a 22 dé.Dezembro; 
n.*» 1 do m a 5 de Janeiro de 1878 e o n> 237 (ultimo) 
a 24 de Dezembro; o n." 1 do IV a 5 de Janeiro de 1879 
e n.* 232 -(ultimo) àl9 de Dezembro; o n.» 1 dcr V a 9 
de Janeiro de 1880.e o ri.",245 (ultimo) a 24 de Dezembro; 
o n.« do VI ali de Janeiro de 1881 e o n.*> 238 (ultimo) a 
^3 de Dezembro;'© n.<» Ido Vll'ff Ì0 de Janeiro d te 188 2 
e ri.*» i226 ultimo) a 20 de Dezembro'; o n.* 4 do VIE a 
8 de Fevereiro de 1883. è^ n.' 1 212 (ultimo) a 90 de De- 
zembro ; n.° 1 do IX a 22 de Janeiro de 1884 e o n.^ 225 



m 



(ùltnrio) a 31 àé Dezembro ; 6 n * 1 do X e uKiino a 3 
de Janeiro de 1885 e o n.® 132 (ultimo) a 22 de Julho. 
Diario. Anno 18$000. 

Importante diario politico, cujo artigo inaugurai re- 
zava: «XJm jomal conservador dispensa programma. par- 
tido a que pertence o tem conhecido e patente & luz dos 
factos que assignalam o seu passado, e attestam os seus 
felizes esfor9os pela manutenpào de nossas livres instìtui- 
•9&es, e a sua dociUdade às liQcJes da experiencia e às bòas 
a8j)irsÌ55es^ do progresso. 

- cFiel Às suas tradi9<5,es mantem e acceita em todas as 
jims manifestaQOes, para que passe à nova gera^So corno 
ama heranga preciosa, essa constitui^So politict^ que se en- 
ralza nos costumes, nas tradiQdes e no caracter da na(^ 
de que descendemos e esgalha-se para todos os impulsos 
legitimos da liberdade humana, que o sol americano aquece 
e fortifica; essa lei sabia e previdente, que prende o pas- 
sado ao futuro, consagrando principios, conquistas e ten- 
dencias das sociedades modemas; esse pacto sublime em 
que direito monarchico està em defesa e a seryÌ90 dos 
intuitos e interesse nacionaes, que n&o contrarla, e segu- 
ramente resguarda de abalos e interrup9Qes. 

cMas a heran9a irà augmentada. ' 

€ Gloria-se o partido conservador de ter attendido em 
successivBS reformas opportiinas e reflectidas, ao desen- 
volvimento pratico dos principios acceitos pela constitui- 
920, adaptando-a aos progressos que se realizam entro os 
povos mais adiantadósi 

«0 espirito innovador que caracteriza %s nossos adver- 
sarios, e que agita a opini&o publica com aspira95es preco- 
ces, encontra-nos sempre liberaes comò eUes, mas pruden- 
tes e attentos à opportunidade e aos Umites em que s2Lo bdas, 
e até imperiosas as reformas, que, antes e mais desenvol- 
vidas, seriam de maus effeitos, ou de difficil execu92to, corno 
todos OS commettimentos que precedem sua època e que 
violentam os habitos, convic9So, e estado moral e material 
dos povos. 

cEis em poucas palavras a historia do partido conser- 
vador, e a principal differen9a entro os deus grandes parti- 
dos em que se divide a na9ào brasileira. Liberdade e prò- 



382 



grosso sEo OS fias communs; nos meios o modos de reali- 
zal'OS està a dìscrepancia. 

cÀ opiniao publica, raìnha do seculo, ha de contìnoar 
a fazer-nos jastÌQa, qae nenham tribunal humano é mais 
certo; gritem enibora os adversarios qae retardamos o bri- 
Ihante fatare do Brasil, a consciencia nacional registra os 
beneficios realisados, e sabe que sóniente é certo e segare 
progresso reflectìdo e gradaal, a proporQSo dos meios que 
podem ser empregados para saa obteQ9&o; bem corno quo a 
liberdade fora de certas restric^Oes, deixa de ser o mais 
nobre direito do homem para converter-se em o proprio 
instrameato de desorganiza9So e de anarchìa. 

<A politica 6 urna scieacia de obser7a9So. Mais avisa- 
dos e felizes sSo os povos qae procedem segando as normas 
adoptadas pelo partido conserv^ador. Ahi est& a Inglaterra. 
Dizem qae està grande na9ào 6 Uberrima, mas, nSo dizem 
qae 6 essoacialmente conservadora. Alli o espirito publico 
està em constante elabora9So de projectos que melhorem o 
estado do cidadSLo, aperfeÌ9oem as institaÌ95es publicas e 
aagmentem a prosperìdade e riqaeza da na9So; mas, o 
exemplar bom senso do povo inglez agita-se pacificamente e 
sabe esperar o tempo das reformas, feitas a longos inter^al- 
los, mai cautelosamente, e com o maxime respeito pelo qae 
existe do velho edifico, que conserva melhorando. 

<E' que temos feito, e os factes o dizem. 

cE' nestas condÌ99es que apparece Tempo^ oigSo 
do partido conservador d'està provincia, coherente com o 
passado d'esse partido, identificado com as suas nobres 
aspira9Des, 6 o operano convencido e fiel do generoso pen- 
samento de mélhorar, entro nós, o systema representativo. 

«Quando liberaes e conservadores v3o entrar em com- 
bate franco e leal; quando uns e outros podem retirar da 
luta vantagens que correspondam às suas for9as reaes; 
quando finalmente nenhum dos partidos tem ante si o 
estimulo das lutas extremas, ardentes e irritadas, nem a 
Victoria exclusiva, ou a perda total; julgamos dover con- 
duir oste artigo com as seguintes observa9des: 

«Aos nossos amigos diremos que se lembrem da di- 
visa de um antigo orgam oonservador d'està provincia^- 
Virttis unita crescit 



883 



cEvìtem queixas, e resentìmentos pessoaes, e o esforQO 
commum e sinoero pela Victoria da cauza que defende- 
mos, contìntLa o indedinavel derer de todo o bom coa- 
servador. 

cAos nossos adveTsarios, que devem ser empenhados 
corno nós no bem da patria, declaramos o maior respeito 
és suas pessdas e direitos, e firme proposito de guardar 
imperturbarel modera9So nas lutas da imprensa, d'onde 
partirÀ o exemplo que devemos seguir no proximo pleito 
eleitoraL 

cSim, Tamos és umas disputar nossos direitos, garan- 
tidos por noYas formulas e efficazes providencias; mas, 
vamos corno homens honrados, e cavalbeiros que nSio podem 
presar o trìumpho senSo guardadas as condÌ95es de digni- 
dade e lealdade no combate.» 

Foi principalmente redigido pelos Drs. Antonio Fran- 
cisco Correla de Araujo (fundador), Joaquim Barreto de 
Mello Rego, Francisco de Assis Rosa e Silva, Antonio 
Oon9alves Ferreira, Miguel Joaquim de Almeida Fernam- 
buco, Francisco Raphael de Mello Rego, Democrito Caval- 
canti de Albuquerque e José Moreira Alves da Silva, com a 
coUabora^ao dos membros mais preeminentes do partido. 
Bibl Pubi, do Est. 



611d — ^Farol do Norte. — Beoife^ T)fp, da «America Illuè- 
ùrada», 1^76, in-fol. 

n.« 1 salo a 1 de Maio e o n.^» 3 (ultimo) a 4. Diario. 
Trimestre 4|000; n.* avulso 80 réis. Redactor: Julio Cesar 
LeaL Baro. Bibl Pubi, do Est 



612«— A JlLVentude. — ^Periodico scientifico e litterario. — 
Bed/Cj Ihfp. do ti Commercio a Betalkony 1876, in-4". 

n.* 1 salo a 4 de Maio e o n.*» 2 (ultimo?) a 19. 
Jomakinho redigido por estudantes de preparatorios. Raro. 
Bibl. Pubi, do Est 



w^ 



613. — .Beyista Agricola e ConuuerciaL --- iieci/e, 

I^p. MercantU, Rwi do Tanta, h:- 11, 1876-77, in-4\ 

!!.• 1 salo a 5 de Maio de 1876 e o n.V20 (ultimo) 
a 20 de Ferereiro de 1877. Quinzenal. Anno 6$000. 
Bedactor e proprietario ; Jo&o Alves Mendes da Silva. BibL 
Pubi do Est - 



614.— AoadeniUB. — Periodico politico, scientifico e iittera- 
rio. — Beeife, Typ^ da ttPr&vinda», 1876, rn-fol. peq. 

n/ 1 salo a 15 de Maio e o n.* 3 (ultimo) a 15 do 
Junho. QuinzenaL Mez 1$000. Redactores: José Maria 
de Albuquerque MeUo Junior, A. G. de Castro Madeira e 
Manuel do Nascimento Castro e Silva. Bibl. do Pubi, 
do Est 



615. — ^A Estróa.-— Revista scientifica e litterarìa dos acade- 
roicos doprimeiro anno da Faculdade'de Bireito do Re- 
cife. — Recife, Typ. Mercantil, 1876, in-4'. 

Ò n.^ 1 salo a l^diB Junho e.p ti.° '2 (ultimo?) a 15. 
Quinzehal. Redactores: Julio Cesar~LeaÌ, José Maria de 
Albuquerque Mollo, Manuel do Nascimento Castro e Silva, 
Antere Manud de . Medeiros ' l^iirtadO) Manuel do Rogo 
Mollo, Turiano Méiiia de Ta^oonoeUos, Antonio SerapiSo de 
Carvalho e Henrique Augusto Milet. Bibt Pubi da Est 



616.— A QuórriIha.—Périocli6o critico e noticioeò.— JBe- 
^Je, Typ. <ie i^Promùsiai*, 1-876, in^4*; 



1' » 



n.» 1 salo' a 3* de Junho e. o n.® 6 (ultimo) a 8 de 
Julho. Semanal. Raro. BibL Pubi do Èst 



386 



617.— O Vlgìlaate.— Periodico noticioso, critico, jocoso e 
littenuio. — Peì-nambuco, Typ. da « America Illutdrada», 
Bua Paulino Oamara, n.* 26, 1876, in-fol. peq. 

n.« 1 salo a 22 de Juaho e o n.* 2 (ultimo) a 29. 
Semanal. Raro. Bibl. Pubi, do Est. 

618. — Revista Academica de Sciencias e Let- 

tras.— i2eci>, 1876, in-4*. / 

n." 1 salo em Junho e o »»• 3 (ultimo) em Agosto. 
Publica^ào monsal sob a direc<?ao de Fernando Mendes de 
Almeida, com a collabora^ao de Augusto de Borborema, An- 
nibal Falcao, Tarquinio de Sousa Filho, Cyridiao Buarque 
outros. Bibl. Pubi, do Est. 



619.— O Romeiro das Lettras.— Periodico scientifico, 
litterario e reereativo (I). Sciencia, litteratura, chroni- 
ca e recreio (II). Sciencia, e litteratura (III). Sciencia, 
politica, litteratura (IV). — lUcife, Typ. Oomn^erdal (I), 
Typ, PhUarfidica (II), Typ. Centrafy Rua do Imperador, 
JS-IS (III-I V), 1876, 77, 80 e 82, in-4". 

n.» 1 do Anno I saio a 15 de Julho de 1876 e o 
n."* 4 (ultimo) a 31 de Agosto ; o n."* 1 do n a 15 de Maio 
de 1877 e n.' 3 (ultimo) a 15 de Julho; o n.' 1 do IH a 
1 de Agosto de 1880 e o n."" 4 (ultimo) a 30 de Setembro ; o 
n.** 1 do IV e ultimo a 5 de Agosto de 1882 e o n." 5 
(ultimo) a 7 de Setembro. Bi~mensal. Mez 500 réis. li- 
ragem media de 500 exemplares. Trazia corno epigraphes: 
€ Surge et ambula (I-DI). — «^'5 geragòes passadas couhe 
destruir muito e edificar pouco. A*s gera^Òes futuras rabe 
destruir pouco e edificar muito.> — Redactores: J. C. Ri- 
beiro da Silva (fundador), F. I. Teixeira, A. J. Mendes 
Bastos, A. Pepe de Vasconcellos, Cunha Mello Sobrinho, 
Gridio Filho, Coelho Lisboa, Landelino Camara e A. J. 

Oliveira Junior. Bibl. Pubi, do Est. 

4U 



386 



620. — A Patria. — ^Folba politica^ commercial e notioioa^ 
deetinada a defender todos os direitcB e ìnteresBes legi* 
timos, e as vìctimas da oppreedo de qualqaer nato- 
reza. — Recifcy Typ. Commei^cial (n.** 1-2); T)ip. Mer-- 
cantU (n« 3-11); Typ. Univerml (nJ** 12-16), 1876- 
77, in-fol. 

n.* 1 safo a 9 de Setembro de 1876 e o n. 15 
(ultimo) a 13 de Janeiro de 1877. Semanal. Semestre 6$000; 
n.* avulso 100 réis. Tiragem de 500 exemplares. Traada corno 
epigraphe: Etveritasliberabitvos^. Propriedade credaci 
do bacharel Bemvindo Ourgel do Amarai BibL PabL do Est 

621.— O Semanario. — Periodico politico, critico e Doti- 
ciofio. — Becife, Typ. do t^SemanarioMf 1876-78, i»- 
fol. peq. 

Publicou-se irregularmente de Outubro de 1876 a 
meiados de 1878, n^ trazendo as edi99es data do dia e 
mez. Rarissimo. 

622.— O Fopular da Victoria— Periodico consagiado 
ao8 interesses do povo. — Victoria^ Typ, de José de 0. 
M. R. Barroa, 1876, in-fol. 

Faltam-nos mais noticias sobre oste rarissimo jonud, 
sabendo apenas que se Aliava & politica conservadora, era 
propriedade de José de Oliveira Maciel Bego Banos e foi 
provavelmente substituido pelo seguinte: 

623.— Ideia Conservadora.- Periodico politico, noti- 
cioso e commercial. — Orgfto do partido conservador 
victoriense. — Vkioriay Typ. de José de 0. Jf. Bego 
Barroe, Bua da Oruz dae Almaa^ n.* ^7, 1876-79, 
in-fol. 

Est& nas condÌ9(3es do precedente, ao qual provavel- 
mente succedeu. • Barìssimo. 



387 



624^— A Duqueaa do Linguarudo.— Periodico impar- 
cial, critico, saiyrìoo e joco^gerio. — Redfey Typ. do 
^Oonmercio a Rdalho» (n." 70-112); Typ. da uDu- 
queza do Linguarudo» (n.~ 118-118), 1877, in-fol. peq. 

n/ 70 (P) salo a 7 de Janeiro e o n.« 118 (ulti- 
mo) a 16 de Dezembro. Semanal. Trimestre 1$000 ; n.' avulso 
80 réis. Propriedade e redacpao de Joao Cyriaco da Rocha 
Lobo. Sttccedea a A Marqmxa do Linguarudo (N.° 596). 
Bibl. Pubi do Est 

625.— A Cruz.— Periodico religioso illustrado. — Redfe, 
Typ. Universal, PernnmbuoOj LUh. de E. M. 8. Gou- 
veia, 1877, in-4% illua., tit. grav. 

n.* 1 salo a 14 de Janeiro e o n.*^ 2 (ultimo) a 21. 
Aosdomingos. Trimestre 5f 000 ; n." avulso 500 róis. Raro. 

Bibl. Pubi do Est 

426.-0 Camaval.— Orgao da pandega. — Recife, Typ. do 
Padre Zamboca^ 1877, in-fol. 

n.* 1 e unico salo a 11 de Fevereiro. Rarissimo. 

627.— Jardim Infantil.— Revista scientifica, Hteraria e 
recreativa do Collegio Deus de Dezembro. — Reci/n 
Impresso no GoHegio, 1877, in-4^ 

n.« 1 salo a 15 de Fevereiro. Era redigido, com- 
posto e impresso pelos alumnos do mesmo collegio. Raris- 
simo. Bibl Pubi do Est 

. 628.— EohO do POVO. — Recife, Typ. do «Echo do Povon^ 
1877, in-fol. 

n.* 1 salo a 1 de Abril e o n.** 7 (ultimo) a 22 de 
Maio. SemanaL Raro. Bibl Pubi do Est 



388 



629. — A Soberania. — Periodico politico. — Recife^ T)fp. 
lìidudrialy 1877, in-fol. peq. 

n.« 1 salo a 10 de Abril e o n.' 12 (ultimo) a 30 de 
Agosto. PublicaQao tres vezes por mez. Mez 1$000.— 
Bibl Pubi, do Est 

630. — ^Liga Operarla. — * Gazeta popular. Demociam, 
sciencia, arte. Literatura, noticìas, annuncios. — Bmftj 
Typ. Philartisticay 1877, in-fol. peq. 

n.' 1 saio a 12 de Abril e o n.*> 5 (ultimo) a 17 
de Julho. Semanal. Trimestre 1$000. Editorie proprie- 
tario: JoSo Cyriaco da Rocha Lobo. BibL Pubi, do Est 



631.— O Ensaio. — Periodico literario e recreativo. — Bed/ey 
Typ. do ((Correio da Tnrde»^ 1877, in-fol. peq. 

n." 1 salo a 1 de Maio e o n.* 5 (ultimo) a 6 de 
Junho. Semanal. Trimestre 3$000. BibL Pubi do Sst 

632. — Jomal do Domingo. — Gazeta literaria.— Aetn/é, 
Tìfp. do «Tempo», Rtia do Duque de Coxias, n.* £8, 
1877, in-fol. peq. 

n.* 1 salo a 6 de Maio e o n.° 6 (ultimo) a 10 de Junbo. 
Semanal. • Trimestre 3$000. Redactor proprietario : Feliciano 
Prazere^. Raro. BibL Pubi, do Est 

633.— O Panno Sobe.—Jornal para a occasi&o. — Recifey 
Typ. do ^Eeho do Povo», 1874, in-4*»- 

n.° 1 e unico salo a 26 de Maio. Redigido por De- 
metrio Simòes a proposito da questuo havìda dias.antes 
sobre a subida do panno de bocca do Theatro Santa Isabel, 
quando reclamada pelo publico e ao que se oppuzéra urna 
autoridade policial. Rarissimo. BibL Pubi, do Est 



389 



684. — O Livre Pensador.— Orgào dia nova propaganda 
philoeophioa. — Becifey Typ. do ^lAvre Pensadory»^ Rua 
Duque de CaxiaSy n.' ^, 1877, ìn-fol. 

n.» 1 saio a 1 de Junho e o n.* 9 (ultimo) a 5* de Se- 
tembro. Trazia corno epìgraphe : RazàOy Justtfa e Liber-^ 
dada. Semanal. Anno 10$000. Bibl Pubi, do Est 



635.— O Gallo. — Jornal satyrioo. — Redf^ 1877, ìn-4*. 

n.<» 1 saio a 3 de Junho e o n."" 4 (ultimo) a 24. 
Occupava-se, com bastante chiste, da quest&o da subida do 
panno no Theatro Santa IsabeL Muito raro. 



636.— Revista de Pemambuco.— Sclenoias e lettras. — 

Recife, Typ. do nTempo», Rua do Duque de Oaxiaa, 
n.^ 28y 1877, in-r4". 

n.° 1 salo a 15 de Junho e o n.® 5 (ultimo?) a 15 de 
Agosto. Bì-mensal. Trimestre 1$500. Trazia corno epì- 
graphe : e quando a sdeneia se entronisa no cerebro do 

mundo^ o mundo inieiro deve saudal-a rCum so grito de 
erUhusiasmo». (Dr. A. C. Axtuxes OuuiìarIbs. Disc). Re- 
digida por Kgueiredo Junior e Cyridifto Durval, com a col- 
laborai^ de Annibal Falcao, Affonso Olindense, Francisco 
Cismontano, Fedro Qaeiroz, Gii Amora e Laurindo Car- 
neiro LeRo. Raro. BibL Pubi, do Est 



637.— Revista do Norte. — Publicasào em continuammo 
ao «Correlo da Tarde». — Recife, Ihfp, Oommeroial, Rua 
EstreUa do Rosario, n.'' 12, 1877, in-4«. 

n.o 1 e unico saio a 8 de Agosto. Rarissimo. BibL 
Pubi do Est 



390 



688«*"Fllftl61ia.— ^Revista literaria e illastrada. Dedicada 
ìb senhoias. — Becife, 1877, ìn-8*. 

n.« 1 e unico (?) salo a 20 de Agosto. Redactores: Gas- 
par Regueira Costa, Gaspar Drummond Filho, Joaquim Ho- 
meni de Siqueira e José L. M. Yasconcellos de Drommond. 
Rarissimo. Bibl Pubi, do Est. 



039.— O EspeUlo. — Periodico critico e literario. — Bedfey 
Tìfp. do tTempon, 1877, ìn-A\ 

n." 1 e unico (?) salo a 2 de Setembro. Rarissimo. 

640«— A Sitaa9&0.— -Periodico joco-serio, jsatjrioo e lite- 
rario. — Bedfe, Typ. da aSUuofào», 1877-78, in- 
foi, peq. 

n.- 1 do Anno I saio a 14 de Setembro de 1877 e 
n** 11 (ultimo?) do IV e ultimo a 24 de Maio de 1881. 
SemanaL Trimestre 3$000. Redactor: Eduardo Augusto 
Ferreira de Moraes. Bibl. Pubi, do Est. 

641^^08 Xenios. — ^Rovista satyrico-epigrammatica sob a 
direo^ào de um bom par de galhetas (Sèrie I) ; Heb- 
domadario illustrado (Sèrie II). Satyras e epigram- 
mas (Sèrie III). — Bed/e, Typ. OosmopoiiUij Bua do 
Imperador, n.*8 (SériesI-II); Typ. do «Xenios», Bua 
do Imperador, n.* SS (Sèrie III). — 1877-79, in-4- 
peq. (Sèrie I), in-4' gr., illus., tit. grav. (Sèrie II), 
in-8' peq. (Sèrie III). 

n.* 1 da Sèrie I salo em Outubro de 1877 e o n.» 6 
)ultimo?) da Sèrie m e ultima em Setembro de 1879.— 



391 



PablicaQSo semanai (Sèrie I-II) e tres vezes por mez (Sèrie HI). 
Trimestre 3$000; n.' avulso 300 réis. Trazia corno epigraphe : 

€Vrats insectes nous sommes là^ 
^Tenoni une mauvaise pince 
€Pour renare honneur au puissant prince^ 
€A Satan^ notre cher papa.* 

Goethe. — Faust 

Desenhos de Vera-Cruz nas !■• e 8" ou 4" e S" pp. 
— Excellente rerista de critica lìteraria e de costumes, redi- 
gida por Francisco ^acio Ferreira e Aifonso Olindense. 
Baro. Bibls. Pubi, do Est^ e do Oabinete Portuguex. 



642. — ^O Escadense. — ^Periodico noticioso^ crìtico e lite- 
rario. — Escaday Typ. Commercial^ JRua da Cadeia, 
n.» eSy 1877-78, in-fol. peq. 

Come<;ou a apparecer em fins de 1877 e ainda perdu- 
rava em meiados de 1878; o n.*" 15 6 de 26 de Mar^o 
de 1878. Semanal. Mezl$000; n.* avulso 200 réis. Reda- 
ctor: Tobias Barrette de Menezes. Foi substìtuido pel'^ 
Igualdade (N.* 647). Barissimo. 



64k3.— A Crenga. — Periodico politico, literarìo e noticioso. 
— Redfey Typ. do uldvre Penaodor», Bua da Roda^ 
n.° Sly 1878, in-fol. peq. 

n.*^ 1 saio a 30 de Janeiro e o n.^ 2 (ultimo ?) a 6 
de Fevereiro. SemanàL Anno 10$000. Bedactor: Her- 
mino Emesto de Lemos Amarai. Bibl. Pubi, do Est. 



392 



044. — Ck>rreio de Nazareth. — Periodico noticioso, oom- 

mereiai e 1 iterano. — Nazareth, Typ. do a Correlo de Na- 
zareth», 1878, in-fol. 

n.' 1 salo a 20 de Abril e o n.<» 9 (ultimo?) a 15 
de Junbo. Semanal. Anno 12$000. Editor: Luiz José 
da Silva Cayalcanti Filho. fiarissimo. 

645.— Ensaio Juridico e Litterario.— Beci/e, Typ. 

Induririal (n." 1); Typ. do «Tempo», Rtia Daque de 
Caxiaa, n.° ^S (n.- 2-8), 1878, in-4o. 

n.^ 1 salo a 1 de Maio e o n.* 8 (ultiniu) a 15 de 
Agosto. Quinzenal. Mez 1$000. Rcdactores: Tarquinio 
de Sousa Filho, Fedro de Queiroz, Antonio Augusto de Vas- 
concellos, Virgilio Brigido, J. Augusto de Sousa e Gii Amora. 
Bibl. Pubi, do Est 



646.— O Futuro, — Periodico scientifico e literario. — Recife, 
Typ. Naoùmal, 1878, in-.8«. ' 

n.' 1 )salo a 1 de Junho e o n.* 6 (ultimo) a 1 de Se- 
tembro. Quinzenal. Mez 1$000. Trazia as seguintes epi- 
graphes: ^Oultiver son esprit^ chercher à connaitre la ve- 
rité^ e' est un devoir pour tous les hommes-k, — ^Scribendi 
nulltis finish. — Redactores: JoSLo Hossanah de Oliveira, 
Manuel Porphirio de Oliveira Santos, Benedicto A. de Oli- 
veira Cotta e Bento Emilio Machado Portella. Bibl. Pubi 
do Est. 

647.'— A Igualdade. — Periodico critico, literario e no- 
ticioso. — Escada, Typ. Oommerckd, Rua da Càdeia, 
w.« M, 1878, in-fol. peq. 

Appareceu em meiados do anno, cremos que em sub- 
stituipao a Escadense (N.° 642); faltam-nos mais por- 
menores sobre este rarissimo jornal redigido por Tobias 
Barreto de Menezes. 



393 



648. — O Seoulo. — ^Bevista scientifica e literaria. — Recijr^ 
Typ. do «Tempo», (n.** 1) ; Typ. Bourgard & CJ" (n. 2), 
1878, in-fol. peq, 

n. 1 safo a 1 de Jonho e o n.*» 2 (ultimo) a 1 de Julho. 
Pablica^o mensal de urna associai^. Mez IfOOO. BibL 
Pubi do Est 

648. — Jomal park Rir. — Redfe, LUh. a vapor de J. E* 
Purcell, 1878, in-fol. peq. 

n/ 1 salo a 22 de Junho e o n.*» 6 (ultimo) a 27 de 
Jalho. Semanal. N.** avoiso 80 réis. Redactor principal : 
Antonio da Maia Pessda. Muito raro. BibL Pubi, do Est 

650. — O Charivari. — Pemambuco, Typ. CbsìnopolUay 
1878, in-fol. 

n.» 1 unico salo a 5 de Julho. Propriedado de José 
de Froitas Mendes. Rarissimo. BibL PubL do Est 

651.— Jomal para Chorar.—i2eci/6, Tt/p. Ommerdivì, 

Bua Eatreiia do Romrio, n.^ 1^, 1878, in-fol. peq. 

n.» 1 e unico salo a 12 de Julho. Dizia-se «Pro- 
priedade do Club dos Heraclitos» e ridicularfzava as pilherias 
insulsas do Jamal para Rir. Rarissimo. BibL PubL 
do Est 



652. — O Alflnete. — Jomal para fazer rk, chorar, enjoar, 
gemer, dansar, pular, cantar, dormir... Jornal illus- 
tradissimo, mais que chistoso, critico, politico, scienti- 
fico, literarìo, noticioso... — Reoifey Typ. Bourgard 
& a\ 1878, in-40 (n.- 1) e in-fol. peq- (n.o 2-9). 

n.o 1 salo a 13 de Julho e n.» 9 (ultimo) a 7 
de Seterabro. N.' avulso 80 réis. Raro. BibL PubL do Est 

50 



394 



663.— O Clarim,— ifec//c, Typ. do KOarm», 1878-79, 
iii-40. 

n.« 1 do Anno I salo a 25 de Julho de 1878 e 
n.o 16 (ultimo) a 21 de Dezembro; n.* 1 do II e ultimo a 
18 de Janeiro de 1879 e n.' 3 (ultimo) a 1 de Pevereiro. 
Jomaleco critico e humorìstico. BM. Pubi, do Est 



654.— O Rebate. — Periodico politico, critico e satirico. 
Bed/Cj Typ. do ^Rebate», 1878, in-fol. peq. 

n.*" 1 salo a 13 de Agosto e o n.'' 2 (ultimo) a 20. 
Semanarìo liberal Baro. Bibl. PubL do Est 



666.— O Ouarda Civica. — Politico e noticioeo. — JBecì/e, 
Typ. da «Duqueza do Linguarudo» (d.^ 1); Typ. do 
«Guarda OÌwcoji (n.<* 2-6), 1878, in-4-. 

n.* 1 saio a 21 de Agosto e n."* 5 (ultimo) a 18 
de Setembro. Semanal. N.^ avulso 40 r6is. Editor: J. B. 
B. da Silveira. Baro. Bibl Pubi do Est 



656.-^ Cacete. — ^Periodico politico, crìtico e religìoeo. 
—Bedfe, 1878-80, in-fol. peq. 

n." 1 safo 28 de Agosto de 1878 e n.<> 3 (ultimo) a 10 
de Junho de 1880. Baro. Bibl Pubi do Est 

657.— O Commercial. — Exclusivamente consagrado ao 
commercio desta provincia. — Beoife, Typ. Rwi Esbraia 
do Rosario, n.* SO, T andar, 1878, in-fol. 

n.® 1 salo a 1 de Setembro e n.* 8 (ultimo) a 22 
de Outubro. Propriedade de urna associa9ao. Mez 1^000. 
Bibl Pubi do Est 



895 



658. — A. Tempestade. — Critico e satyrico. — Recife, Typ. 

Indnxtriai, 1878, in— fol. peq. 

n.' 1 salo a 5 de Setembro e o a.** 2 (ultimo) a 12. 
Trazta comò epigraphe: €...dum graves Gyclopum Vulca- 
nus ardens urli offieinas*^ e dizia-se redigido por: ^Aqtta^ 
terra^ ignis^ aer^. N° avulso 40 réis. Bibl. PiibL do Est 

659.— 'A Idèa.— Periodico politico, scientìfico e literario. 
Becife^ Typ. da a Idèa» ^ 1878, in-fol. peq. 

n.* 1 e unico saio a 4 de Outubro. Direc^So de 
0. F. da Silva Filho. Rarissimo. BlbL Pubi do Est 

680. — A Opiulào. — R^cifef Typ. da «Opiniào»^ Rua de 
Sarda RUa, n/ 5, 1878-80, in-fol. peq. 

n.° 1 do Anno I safo a 14 de Dezembro de 1878 
e o n.' 169 (ultimo) a 20 de Dezembro de 1879 ; o n." 1 
do n e ultimo a 19 de Janeiro de 1880 e o n.^ 119 (ul- 
timo) a 19 de Junho. — Semanai (n.** 1-25 I) e diario (do 
n.* 26 I em diante.) Mez 1$000 ; n.' avulso 40 réis. Tì- 
ragem de 800 exemplares. Propriedade e redac9ao de Ar- 
gemiro Alves Aròxa. Bibt Pubi do Est. 



661. — A Frinceza do Linguarado. — Redfe^ Typ. 

da nPrineeza do Linguarado», Riui da Vìragào, n," 39, 
1879, in-fol. 

n.o 1 salo a 24 de Janeiro e o n.' 2 (ultimo) a 
31. Trazia corno epigraplie: ^Liherdidc. igualdade e fra- 
iernidade.^ Seraanal. Anno 3$000; n.* avulso 80 róis. 
Sucoedeu a A Duqtiexa do Lingitarudo (N.» 624). Pro- 
priedade e redac9ao de JoSo Cyriaco da Rocha Lobo. BibL 
Pubi do Est 



396 



662. — Gtoitàense. —Periodico imparcial. — Gloria do 
Goitd, Typ, do «Goitden9e»j 1879, ìn-fol. 

n." 1 e unico (?) salo a 8 de Fevereiro. Primeira 
(i unica folha locai, fundada e redigida por Aiitao Borges 
Alves. Rarissimo. Bibl. Pubi, do Est. 

663.— Correlo da Nolte.— iìcof/è, Typ. do «Oorreio dn 

Notte», 1879, in-fol. 

n." 1 salo a 1 de Marcio e o n.* 171 (ultimo) a 19 
de Outubro. Diario. Mez 1$000; n." avulso 40 réis. Re- 
dactores: José Maria de Albuquerque MeUo e Manuel do 
Nascimento Castro e Silva.' BihL Pubi, do Est. 

664. — A Voz do Norte.-^Periodico politico e literarìo. 
— Recìfe, Typ. da HOpiniào», 1879, in— fui. peq. 

n.*" 1 e unico salo a 12 de Abril. Rarissimo. 

665. — O Nacional. — Orgam republicano. — JRecife^ T)/p. 
do «Livre PenMidor», 1879, in-fol, 

n.* 1 salo a 17 de Maio e o n.* 6 (ultimo) a 16 
ih' Jiillio. Semanal. Anno 10$000. Trazia comò epigra- 
plies: (uLiberdade^ Igualdade e Fraternidade». — ^0 governo 
de um paiz nào pode nem deve ser heranfa de urna fami- 
Ita.* — tAbaixo os mystificadores<^ — ^Quem nào é por n6s 
é contra n(5.s.» — ^A Soberania dos povos està acima dos go* 
vernos.* Bibl. Pubi do Est. 

666.— O Operarlo. — Becifey Typ. MeroarUil, Rua do Tor- 
res, 7)." 10, 1879, in-fol. 

n." 1 e unico (?) salo a 17 de Maio. Trazia corno 
epigraphe: «^ legislapào civil deve abandonar os princi- 
pios do diretto romano e do direito feudal para apoiar-se 
fuis doutrinas da philosophia moderna.* (Lsmercder.) Ra- 
rissimo. Bibl. Pubi, do Est. 



897 



667.— Gkueta Aoademioa de Soienoia e Lettras.— 

Beeife, Typ, do ^Correlo da NoUe», Bua do Imperar' 
dor, 77, 1879, in-4.-gr. 

n.** 1 salo a 20 de Maio. MensaL N.*" avulso 
1)000. — Redactores : Urbano Santos da Costa Aranjo, Ma- 
nuel Lopes da Cunha, Alfredo Raposo Barradas, J. M. C. 
Monìz Ereire, J. Homem de Siqueira Cavalcanti, Virgilio 
Bamos Oordilho, Arthur Leal Ferreira, M. do N. Castro e 
e Silva, JoSo B. de Mollo Peixoto e Antonio Ibyapina. 
Bibl Pubi do Est. 

668.— O Protesto. — ^Periodico conservador academioo. — 
Becif€f Typ. MercantU de C. E. Muhlert & C.% Bua do 
Torres n.' lÓ, 1879, in-fol. 

n.* 1 safo a 20 de Maio e o n.« 9 (ultimo?) a 11 
de Outubro. Mez 1$000. Bedactores : Bandeira de Mello, 
Jayme Bosa, Tarquinio de Sousa Filho, José Augusto de 
Souza, Augujsto da Camara, G. P. Oliveira, Izaias de Al* 
meida, Sancho Bittencourt, Fulgencio SimSes e Yiveiros de 
Castro. Bibl Publdo Esl 

668. — Gftzeta da Tarde. — ^Periodioo politico, noticioso, 

litterario, commercial e agricola. — Beoife, Typ. OenircJ, 
Bua do Impemdor, n.* 75, 1879, in-fol. peq. (n « 1-30) 
in-fol. (n ~ 31-51). 

n.» 1 salo a 4 de Junho e o n.«» 51 (ultimo) a 17 de 
Dezembro. — Jomal de feigSo conservadora redigido por 
José Vicente Meira de Vasconcellos. Bibl Pubi do Est. 

670.— Provincia de Pernambuoo. — Foiba liberal. — 

Becife, Typ. Universal (n.'^ 1-20 1 e 1-4 II); Typ. In- 
dustriai (n.«- 5-6 II), 1879-80, in-fol. 

n.» 1 do Anno I safo a 21 de Junho de 1879 e o 
n." 20 (ultimo) a 6 de Dszembro ; o n.' 1 do E e ultimo a 
15 de Janeiro de ISSO e o n.* 6 (ultimo) a 20 de Mar90. 




398 



SeounaL Trìme$ti« 3$000. Tinigiin de SOO exemplares. 
TV«Ba ccmio epìirmphe: ^E( rrriias Uberabit ras^y Reda- 
ctor-principal: Binchanel Benivìndo Giir^ do Amarai. — 
Editor: M. F. RabelI^x AdministrAdor da empreza: Anasta- 
fio Alexandrìno Sddi^ DatnL Bibi. Pubi, do Est 

•71*— A HetrmUUL— Peràdico popuhr. — Becift, Tgp. 
O tt.^ 1 5aiN> a iX^ de Jiih.> e o il* :? (ultimo) a 27. 

«1t.-^onMa dm betona.— FftMrMi. Typ. Rm 



ll^v>^ marta c«raic^\ tUn^^^Hizi^x 



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<? X* if 7c*.»<-A sa..»: 1 1> Sf Ar't?i: * : 2l- 7 iulli- 
5fc^ *^ a l:; i;' ■ >;.Ta'^r7* S*m.kTfa. rr-2if*5Cr«» .5*»>; a.* 
a^xi>e l,V rvtìs S:ù:jrt£i; ^ic T cias^ B^irrvcc ^ Mi 



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Cl*<a/ ^ \i?a/ .Vi4j. ^i^'K J-\/'i. ìv 5!>r. 

^ ilf J'Ui'U'^rA >L«u;ujai"^» *:.t:rur»f T"*»ì::rùi^ i*ir 



J 



399 



676.— A Convic^ào.-^Orgam liberal, noticiosoy agrioola 
e oommercial. — ^Bevista semanaria. — Vidoriaj Typ. da 
•ConvicQàos^j Bua Imperiai, n.® ^S, 1879-81, in-fol. peq. 
(d - 1 1-13 II) e ìn-fol. (d ~ 14 11-12 UT). 

n.« 1 do Anno I salo a 27 de Setembro de 1879 
e n.o 14 (ultìmo) a 27 de Dezembro; o n.^ 1 do II a 
3 de Janeiro de 1880 e o n.» 45 (ultìmo) a 31 de De- 
zembro; n.'' 1 do m e ultìmo a 29 de Janeiro de 
1881 e o n.® 12 (ultìmo) a 26 de Agosto. K* avulso 
240 róis. Tiragem de 250-300 exemplares. Proprietario e 
principal redactor: TJlysses Ponce de Leon. Bibl. Pubi, 
do Est. 

677.— A Liberdade. — Jomal politico, litterarìo, commer- 
cial e agricola. OrgSo do pariido liberal. — Hemfe, Typ. 
Central, Bua do Imperador, n.~ 73-75, 1879-80, in-fol. 

n." 1 do Anno I salo a 1 de Outubro de 1879 e 
o n. 64 (ultìmo) a 31 de Dezembro; o n." 1 do II e ul- 
tìmo a 8 de Janeiro de 1880 e o n.'' 80 (ultìmo) a 29 
de Maio. Diario. Anno 18$000. Orgam da fac<;iào libe- 
ral dos le&es, redigido por Ulysses Machado Pereira Yian- 
na e Magarìnos de Souza LeSo. BibL Pubi, do Est 



678.— Tribuna do Povo,— Foiba republicana. — Bedfe, 
LUh-Typ. a vapor de J. E. PurceU, 1879, in-fol. peq. 

n.« 1 salo a 8 e n.*> 5 (ultìmo) a 24 de Novem- 
bre. Bisemanal. Anno 10$000. Trazìa comò epigraphe: 
« Vox do povo^ vox de Deus.* Bibl. Pubi, do Est. 



679.-^) Thermometro.— Orgam democratico. — Nam- 
reth, Ikfp. do fiThermometron, 1879-84, in-fol. 

Aprarecen em fins de 1879 e publicou-se regular- 
mente até meiados de 1{^84. Semanal. Anno 10$000. 
Editor: Luiz Joé da Silva Cavalcanti Klho. Muito raro. 
Bibl. Pubi, do Est 



400 



680lj O Eoho da Torre»— Fcdha gastronomicsL — Torre, 
lyp. da Pùmdegoy ISSO, ìn-4\ 

n.* 1 e unioo saio a 8 de Janeiia Bedame do 
Beetauiant Campestre, no anabalde da Torre. Barìssimo. 
BibL PM. do Est 



681.— O Democrata. — Orgam do dab deste nome. Et- 
eife^ Txp^Imdmairial.IÒMdoIn^ptrador^ n.* i^ 1880- 
Sl^in-fel. 

Appareoea o n.* 1 do Anno I a 14 de Ferereiro de 
1880 e a paUica^So p^rduron até meiados de 18S1. Se 
manaL Trimestre 2^900. Traiia comò epigraphe: <0r' 
dem e IVogresso. Foi principatmente redigido por An- 
tonio de S^iaa Pintow Luidelino Rocha e Antonio Cados 
Ferrara da ^ilra. Raro. A6/. Pkbt. do Est 

682.— A Damocracia.— Foiba dkrìa. Bmft^ I^ Rm 
do Jaqpmidor 77, 1880-81, 



O n.* 1 do Anno I safo a 27 de AIntìI e o n.* 164 
(nltimo) a 24 de Desembro de ISSO ; o n."" 1 do n e nltì- 
iBO a 11 de Janaro de 1881 e o n.* 175 (ottimo) a 5 de No- 
Tem. Anno 6^000. BM. PiM. do Est 

eS&r-A BmvlMQàMkr-Rmfo Typ. de A. F. S. Soam, 
Una Barào da Tietoria, «.* SO, 1880, iiH4b]. pei|. 



O n.* 1 safo a 15 de Maio. Orgam do cdkgìo cCorso 
Primario e Preparatorio.» BibL AiM. do E^ 

•Bi.— A Idèa VOY^L—Beeife, Tgp. ImdmirM, Bmm é> 
Imperodor, nJ^ li, 1880, in-4\ 

O n.* 1 salo a 15 de Maio e o n.* 3 (ottimo) a 30 de 
Jonko. Qninaenal Trazia comò epigraphe: tTodo mqmih 



401 



quCf por pouco que seja^ aìigmenta a somma da positivi' 
dode dos cspiritos^ trabalha no sentìdo geral da dvilisofào 
e presta um servilo social.» (Littré). — Periodico redìgido 
pelos academicos Glodoaldo de Freitas, Glovis Bevilaqua e 
José Izidoro Martins Junior. Baro. Bibl. Pubi, do Est. 

685.-^0 ConstitucionaL — Orgam do Clab Constitucio- 
nai Academico. — Reeifey Typ. CèrUrcdf Ruui do Impera- 
dor, n.^ 7S-75, 1880, in-fol. 

n.^ 1 saio a 22 de Maio. Bedactores: Tarquinio de 
Sousa Filho, J. Augusto de Sousa, Henrìque 'Domingues, 
F. Milagres, Arthur Ribeiro, Viveiros de Castro, Miguel de 
Novaes, Luiz Doniiugues, Tito de Lemos e Vieira da Silva. 
Muito raro. Bibl. Pubi, do Est. 

686«— O Fétroleo. — Reeifey Typ, Bua do Imperador^ 
n.» 77 (n.*» 1); Tifp. do ixPdroleo» (n.«» 2-7), 1880, in-8^ 

n.« 1 salo a 26 de Maio e o n.° 7 (ultiino) a 13 
de Julho. N.* avulso 40 róis. Muito raro. Bibl. Pubi, 
do Est 

887. — ^A RevolUQ&o. — Periodico politico e literario. — 
(Recife)y Impr. em Pariz, na Typ, do «Amiffo do Povo», 
1880, in-foL 

n.' 1 unico saio a 1 de Junho. Redactores: Ge- 
naro Vampa e Franklin Vampa, Rarissimo. Bibl. Pubi, 
do Est. 

688.— O Academico. — Bevista scientifica e literaria. — 
li^fiy Typ. da uUniax)», 1880, in-fol. peq. 

n." 1 salo a 7 de Junho e o n.* 3 (ultimo) a 1 de 
Julho. Redactores: Virgilio Brigido, F. Bello, E. Mesquita, 
J. Paulino, F. Camargo, C. Mendon9a, A. Cabussti e S. Ru- 
bim. Muito raro. Bibl. Pubi, do Est. 

51 



402 



689.— O Crente.— Politica, sciencias e lettras. — Redjt^ 
Tjfp. Industriai, 1880, in-fol. 

n.* 1 salo a 10 de Junhb e o n.* 5 (ultimo?) a 31 
de Julho. Raro. Btil. Pubi, do Est 

680.— O Lidador. — Hebdomadario politico, notìcioso e 
commercial. — Fìcforia, Typ. do n^Lidador», Bua Im- 
periai, w.« 7^ 1880-1908, in-fol. 

n.<» 1 do Anno I salo a 12 de Junho de 1880 e 
a publicaijao prosegue. Semanal. Pundado por José de 
de Oliveira Macie! Rego Barros, é presentemente redipdo 
por Francisco Gon9aIves da Rocha. Bibl Pubi do Est 

691.— A Seringa de Pravaz.— Periodico saiyrico, poli- 
tico e jooo-serio. — Becife, 1880, in-fol. peq. 

n.*» 1 e unico salo a 17 de Junho. Rarissimo. 
Bibl Pubi do Est 



692. — O Beija-Plor. — Jornal dedicado às sénhorafl.— 
Becife, lyp. Academica, Bua Duque de Ca^xias, n.* 18, 
1880, in-4«. 

n.^ 1 salo a 19 de Junho e o n.*» 2 (ultimo) a 10 
de Julho. Muito raro. Bibl Pubi do Est 

693.— Fernambuco a Camóes.- -Beei/e, Typ. Indù»- 

trial, rua do Imperador, nJ' 14-^ 1880, in— 4». gr. 

N.' unico de Julho, para commemorar o tricentena- 
rio do grande epico portuguez, cujo retrato lithographado 
occupava a 1* pagina. PublicaQao feitapelaLibro-Papelaria. 
Constava de artigos e poesias de Aprigio Guimai^es, Antonio 
de Scusa Finto, Martins Junior, F. A. Pereira da Costa, 
José Tavaros da Cunha Mollo Sobrinho, V. Chaves Junior, 
Eduardo de Carvalho, Alfredo Falcào, Izaias de Almeida e 
Victoriano Palhares. 



403 



Foi primeiro specimen dura genero de publica9ao 
até entSo desconhecido entre nós — osjornaesespeciaescom- 
memoratiyos, aos quaes mais tarde se concordou em dar o 
nome de poljanihéas ; destinados em comeQO & ceIebra9SL0 
do anniversario de factos importantes da nossa historia, da- 
tas memoraFois da vida de grandes vultos ou acontecimen- 
tos de superior alcance politico e social, degeneraram depois 
em ridicuios instnimentos de lisonja e de bajala9SLo e hoje ser- 
vem de preferencia para perpetuar expan^Oes encomiasticas 
que, incontestavelmente legitimas no circulo das rela^Oes 
familiares de cada oidad&o, se tornam risiveis em estremo 
quando, por meio da imprensa, se transportam vaidosamente 
& grande publicidade. Rarissimo. BibL Pubi do Est 

684. — O Vigilante. — Jornal critico e literario. — Recifef 
Typ. da uOpiniào» (n.* 1); Typ. Centrai (n.» 2), 
1880, in-4«. 

n.* 1 salo 3 e n.<» 2 (ultimo) a 10 de Jnlho. Muito 
raro. BibL Pubi do Est. 



6^5. — O Desespero. — Periodico critico e imparcial. — 
Reeife, Typ. Filantropica de Joào Balbino Ramos de 
Olivdra, Bua da Vlragào, n.' 39, 1880, in-4\ 

nJ" 1 salo a 18 de Julho e o n.*> 23 (ultimo) a 19 
de Dezembro. Semanal. Raro. BibL PìibL do Est 

696.— O Leào.— Periodico da épocha. — Recifey Typ. do 
«ZcGk>», 1880, in-4^ 

n.^ 1 e unico salo a 12 de Agosto. Rarissimo. 
BibL PubL do Est 



697. — O Cachorro. — Periodico da cachorrada. — Recifey 
Typ. do if Cachorro», Ilha do Pina, n.* 9999, 1880, 
in-4°. 

n.® 1 e unico salo a 5 de Agosto. Rarissimo. BibL 
PubL do Est 



404 



698.^A Caohorra. — JBeci/e, Typ. da «Qichorra»^ 1880, 
in-4«. 

n.*» 1 salo a 18 de Agosto e o n.° 3 (ultimo) a 26. 
Como OS dous precedentes ridicularizava a scisso do partido 
liberal do Peraambuco nos dous grupos de ledfes e cctchorros. 
Rarissimo. Bibl. Pubi, do Est. 



399.-^ Trago de TJni&O. — Jornal de ÌDBtrno9ao. — Be- 
dfej Typ. Centrai^ Bua do Imperador, n.* 7S e '75 ^ 
1880, in-fol. 

n.** 1 e unico salo a 20 de Agosto. Redigido por 
Oscar Destibeaux, era escripto em fraucez com a traduc^So 
portugueza interlinear. Rarissimo. Bihl. Pubi, do Est. 

700.— EstudOS Allem&es. — Revista mensal de philo- 
sophia, direito, lìteratura e critica. — Esoada, Typ, Oom- 
merdai, 1880-81, iii-4*. 

Publicou-se de Outubro de 1880 a meiados de 1881, e 
foi exclusivamente escripta por Tobias Barreto de Menezes. 
Rarissima. Bibl. Pubi, do Est. 



701. — O Traqaina43. — ^Periodico critico e iiterarìo. — Fi- 
doria, Typ. da «lOonviogào», 1880, in-4*. 

Appareceu em fins de 1880 e teve curta dura9So. Ra- 
rissimo. 



702. — O CarnavaL — Becife, Typ. Industriai, Bua do Im- 
perador, n.'* 1^, 1881, in-fol. peq. 

n.* 1 e unico salo a 27 de Fevereiro. Rarissimo. 



405 



708. — O Martello.— Periodico literarìo e critico. — E^oada, 
Typ. Qmmerdal, Bua da Barra^rC 37^ 1881, ìn-4*. 

n." 1 saio a 20 de MarQO. Rarissimo. Bibl, Pubi, do Est. 

704.— O Escalpello.— iJeci/e, Typ. Mercantila 1881,iii-8*. 

1" fasciculo salo em Maio e o 3*" (ultimo) em Julho: 
Revista critica de politica, lettras e costumes, escripta exdu- 
sivamente por J. Izidoro Martins Junior e Clovis Bevilaqua. 
Rarissima. 

705. — ^A Bepublica. — OrgSo do Club Republicano Aca- 
demico. — Becife, Typ. Vniveraal, Brut das TVincheirOy 
n.-50 (I); Typ. Central (I-III), 1881-83, ìn-4* (I) 
e in-fol. peq. (II-III)^ 

n: 1 do Amio I salo a 20 de Maio de ISSI e o n • 1 
(ultimo?) do ni e ultimo a 21 de Julho de 1883.— Redacto- 
res: José Carlos, Thomaz Qomes, Pereira SimSes, Clovis Be- 
vilaqua, Gon9alves Chagas, A. Pedro de Mello, JoSo Ban- 
deira, CyridiSo Durval, Hygino Cunha, Cesar Monteiro e 

Phaelante da Camara. Raro. Bibl. Pubi, do Est. 

* 

706. — ^Palmas e Louros. — Becife, Typ. Mercantila Bua 
das Trincheiraa, n.® 50, 1881, in-4*' gr. 

N.^ unico de 27 de Junho. Homenagem dos admira- 
dores da cantdra italiana Ida Oiovana. Rarissimo. Bibl. 
Pubi, do Est. 

707. — ^ — Beoife, Typ. Universale Bua do Imperaior^ 
n/ 60, 1881-82, in-fol. peq. 

n.» I salo a 6 de Julho de 1881 e o n.« XXXIV 
(ultimo?) a 11 de Feveruiro de 1882. Semanai . Trimestre 
3$000; n.^ avulso 240 réis. Redigido pelo cirurgifto Joa- 
quim José Alves de Albuquerque, tinha por fim e a explica- 
9^0 do Evangelho de Jesus Christo, em todas as suas partee 
pelo Espiritismo». Raro. Bibl. Pub. do Est. 



406 



708. — ^A Lyra. — Beeife, lyp. do tJomal do Recife»j Bua 
do Imperador, n.*4,7y 1881, in-fol. 

N.® unico de 12 de Julho ; homenagem à artista Giu- 
seppina Senespleda Battaglia, cujo retrato, lithographado 
por Tera Cruz, occupa a 1* pagina. Rarissimo BM. Pubi, 
do Est. 



709.— Boletim Bibliographico.— iiec(/«, 1881, in-8.« 

n.« 1 salo a 20 de Julho. Publica9ao da livraria 
Industriai, feita sob a direc9So do seu proprietario JoSo 
Walfredo de Medeiros. Muito raro. 



709. — A Soienoia. — ^Periodico scientifico e litterario. — 
Bedfe, Typ. Oeniral, ruado Imperadorj n.» 73, 1881, 
in-fol. peq. 

n.° 1 e unico salo a 1 de Setembro. Rarissimo. 
Bibl Pubi do Est. 



711. — O Etna. — ^Hebdomadario ìllustrado e satyrioo.— rifc- 
cife, Typ. do «Etnan (n ~ 1-12 le 1-20 II) ; Typ. da 
nOazeta de Notidasy^ n."^ 2l-^S)y 1881-82, ìn-4.», illus,, 
tìt grav. 

n.« 1 do Anno I salo a 8 de Outubro de 1881 e o 
n.* 12 (ultimo) a 24 de Dezembro; o n.* 1 do li e ultimo 
à 7 de Janeiro de 1882 e o n.^ 43 (ultimo) a 24 de Dezem- 
bro. SemanaL Trimestre 3$000; n." avulso 300 réis. Pro- 
prièdade de uma associa9ao. Tiragem de 1000 exemplares. 
Redactores: Honorio Silva, Ribeiro da Silva, Alfredo Fal- 
cio, Antonio Pepes de Vasconcellos e Ovidio Klho. Dese- 
nhos de Rodolpho lima, Bibl. Pubi, do Est. 



407 



712. — ^A Tribuna. — Jomal politico, litterarìo e noticiofio. 
— Reeife, Typ. CkrUraly Rua do ImperadoTj n.* 7S 1881- 
84, in-fol. 

n.* 1 do Anno I salo a 8 de Outubro de 1881 e o 
n.» 21 (ultimo) a 18 de Dezembro; o n.* 1 do II a 12 de Ja- 
neiro de 1882 e o n.' 94 (ultimo) a 13 de Dezembro; o n.* 1 
do m a 16 de Janeiro de 1882 e o n.» 125 (ultimo) a 21 
de Dezembro; o n.° 1 do IT e ultimo a 22 de Janeiro de 
1884 e o n.«> 139 (ultimo) a 29 de NoTembro. Publica9ao 
duas vezes por semana (I-II), tres vezes (DI e n.~ 1-99 
IV) e diaria (n.**' 100-139 IV). Principalmente redigido 
por JoSo Barbalho de XJchòa Cavalcanti e José Diniz Bar- 
reto, apesar de filiar-se à politica conservadora, pugnava 
pela abolÌ9Slo. BibL Pubi, do Est 



713. — O Pim do Mundo.— JRectyc, Typ. do uFim do 
Mwndovy 1881, in-fol. peq. 

N.* unico de Novembre, publicado a proposito de pro- 
phecia entao vulgarizada. Rarissimo. BibL Pubi, do Est. 

714. — O Binoculo. — Redfe, Typ. do ftIHario»j Rua Du- 
que de Oaxias, n.® 4,^ e outras 1881-98, in-fol. peq. 

n.** 1 salo a 19 de Novembre de 1881 e a publica- 
930 prolongou-se até 1898, com muitas interrup95es. Se-, 
manal. Fundado por Felippe Figueiróa Sobrinho, Feman- 
des Barros e Seixas Borges, passou depois & propriedade 
exdusiva do ultimo e por sua morte, & de seu irmSe Olym- 
pio de Seixas Borges. Bibl. Pubi, do Est. 



715. — O Satanaz. — ^Periodico chistoso e satyrioo. — Recife, 
Typ. do «8ata7iaz», 1882, in-fol. peq. 

n.' 1 Salo a 7 de Janeiro e o n.' 2 (ultimo) a 31. 
Trimestre 3$000. Baro. BibL PubL do Est. 



408 



716,— O Seculo.— Periodico scientifico e litterarìo. — Re- 
dfe^ Typ. Industriai, 1882,.in-4.« 

n.* 1 saio a 7 de Janeiro. Rarissimo. 

717. — IiEntema Magica. — Periodico livre e humoristi- 
00. — Becife, Typ, Mercantil (n,®* 1-8) ; Typ, da ^Lan- 
tema» n.<* 9-886) ; 1882-1908, in-4/, ìlU., tit grav. 

n.*» 1 saio a 10 de Janeiro de 1882 o o n.^ 886 a 
20 de Dezembro de 1907 ; a pablica^SLo continua tres 
veases por mez. Mez 1$000. Proprietario e redactor: Luiz 
Antonio da Silveira Tavora. BibL Pubi do Est 



718.— O Fostilh&O. — ^Periodico chistoso e satyrioo. — Be- 
cife, Tìfp. do ixPosUlhào», Becco do Marisco, 1882-84, 
in-fol. peq. 

n.® 1 do Anno I saio a 1 de Marfo de 1982 e a pu- 
blica92k) perdurava ainda em meiados de 1884. SemanaL 
Trimestre 3$000; n:« avulso 500 róis. SubstituiD h A Si- 
Um^ (N.° 640). Redactor: Eduardo Augusto Ferreira de 
Moraes. BibL Pubi do Est 

719.— Club 33.— Orgào do aub SS. — Becife, 1882, 
in-fol. 

N.^ unico do Margo. Jornal carnavalesco. Rarissimo. 

720.— Aza-Negpra. — Pemambuoo, Typ. da vAza-Negra», 
Bua da Pmte Velha, n." 1, 1882, in-4.» (n« 1-3 
e in-fol, peq. (n.*» 4-16), illus., tit. grav. 

n.** 1 salo a 5 de Mar9o e o n.« 16 (ultimo) a 25 
de Junho. SemanaL Anno 5$000. Foi substituido pel'O 
Mephistopheles. (N.^ 727). Bibl Puoi do Est 



409 



721. — Boletim da Sooiedade Auxiliadora da 
Agricultara de Pernambuco.— -i?«o«ye, Tgp. Ceiv- 

trai, 1882, in-4.* peq^ 

fascìculo 1* e unico (?) salo em Mar9o e constava do 
relatorio do gerente da aociedade, Dr. Ignado de Barros, 
sobre o fabrico do assacar. PrefO 500 réis. Barisfiimo. 
Bibl Pubi do Est, 

722. — ^Esta^àO Lyrìoa.— iZ(;e(/è, LUh. e Typ. de J. E. 
Parodi, 1882, in-4.», illas., tit grav. 

n."* l saio a 18 de Abrìl e o n.« 9 (ultimo) a 29 de 
Junho. Desenhos de Vera-Crus. Assignatora de Abitt a 
Junho 3$000. Bibl Pubi do Est 

723. — Reporter. — Becife, Typ. Oentral, Bua do Impera- 
dor, n/ 73 (n.«» 1-30) ; Typ. Meroantil, Bm das Trm^ 
cheiras, n/ 50 (n." 31-60), 1882-83, in-fol. 

n.^ 1 salo a 29 de Abril de 1882 e o n.* 60 (ulti- 
mo?) a 14 de MaT9o de 1883. Proprìedade de urna asso- 
ciasse. D^stribuia-se gratuitamente, acceitavam-se, porém, 
assignaturas mensaes, por 2$000, que davam direito a an- 
nunciar. Periodico multo notìcioso e de leitura varia- 
da. Bedactor responsayel : Manuel Joaquim Neiva de £1- 
gueirèdo. Bibl Pubi do Est. 

724. — Fernambuco ao Harquez de FombaL— 

Beeife, Typ. MeroaniU de E. C. MìMert, Bua das 2Vm- 
ehdras, ».• SOy e LUh. a vapor de J. E. Pwreell, 1882, 
in-4.* gr. 

N.^ unico de Maio, em commemorasse do primeiro 
centenario do grande estadista, pela GommissSo Executiva 
do Gabinete Portuguez de Lettura. Na 1* pag. trazia o ro- 
trato do Marquez de Pombal por Yera-Gruz. Editor: An- 
tonio da Maia Pessda. Bibl Pubi do Est 

52 



410 



725.— Oazeta de Noticias.— P^mamòucp, Typ. damOor 

zeta de Noticia8»y Rua do Imperador, n.* 39 , (I e 1- 
^ 83 II); Rua de 8. Trancisco, n." ^ A (n.<-84-113 II), 
1882-83, ìn-fol. 

n.« 1 do Anno I salo a 1 de Jnnho de 1882 e o 
n.» 172 (ultimo) a 27 de Dezembro ; o n.« 1 do II e ultimo 
a 3 de Janeiro de 1883 e o n.*" 113 (ultimo) a 26 de 
Agosto. Diario. Trimestre 3$000; n.» avulso 40 réis. Tiragem 
de 1500 exemplares. Rodactores: Honorio Silva, Ribeiio 
da Silva, Alfredo FalcSo, Ovidio Klho e Antonio Pepes de 
Vasconcellos. Bibl, Pubi, do Est. 

726.— Flores Academicas.— i2eci/e, 1882, in-8.« 

No Jomal do Recife^ de 2 de Junho, encontràmos, 
com oste titulo, noticiada «urna publica9ao periodica, cujo 
primeiro fasciculo acabava de ver a luz, tradendo, vertido 
em lingua portugueza, o bellissimo poemeto de Schiller, in- 
titulado Sino^ traducQSLo feita por José Carlos da Costa 
Ribeiro Junior e precedida de uma carta de Clovis Bevila- 
qua, multo lisongeira para o traductor». Rarissima. 

727.— Carlos Gomes. — Fernambuco^ Typ. da ^AzOrNe- 
gra», rua da Fonie Velha, n.° 1, 1882, in-fol. 

N." unico do 29 de Junho; homenagem ao maestro 
Carlos Gomes, cujo retrato, por Vera-Cruz, occupava a 1* 
pagina. BibL Pubi do Est. 

728. — Mephistopheles. — Periodico semanarìo. — Per^ 
nambucoj Typ. do aMephistophelesn^ Rua da Ponte VdhOj 
n.*» 1 (n.«* 17-27); Caes 22 de Novembro, n.» 79 (n« 28- 
42), 1882, in-4.- illus., tit. grav. (n.^ 29-42). 

n.' 17 (V safo a 2 de Julho e o n.» 42 (ultimo) a 24 
de Dezembro. Semanal. Anno 5$000. Gravs. lithogrs. 
nas 4«" (n.^ 26-28) e nas !• e 4»' pp. (n.~ 29-42). Succo- 
deu ao Axa-Negra (N.» 720). Bibl. PtM. do Est. 



411 



729.P-0 Normalista,— Propriedade do Club Litterario 
dos Normalistas.-^ Pemawftwco, Typ, da uOazda de No- 
tieiaa» n.~ 1-2) ; Ihfp. do «Mephistopheleany Oaes 22 de 
Novembre, n." 79, {n.^ 3-6) 1882, iu-fol. peq. 

n.» 1 salo a 6 de Julho e o n." 6 (ultimo) a 16 de Ou- 
tubro. QuinzenaL Redactores: Ernesto Miranda, Alberto 
Pradines, Mamede dos Reis, Aprigio Braz e JoSo Damas- 
cseno. BibL PubL do Est, 

730.— O Saber. — Jornal Htterario. — Recife, Typ. da vOa- 
ida de Notìciojf», 1882, in-fol peq. 

!!.• 1 salo a 7 de Julho e o n." 3 (ultimo) a 30. 
Bedac93o de urna sociedade sob a diroccio de A. Fene- 
lon. Bibl Pubi, do Est 

731.— A Cythara. — Recife, Typ. Central, Bua do Impe- 
radar, n. 73, 1882, in-fol. 

N." unico de 11 de Julho. cPreito de admira9ao à 
exìmìa prìma-dona Libia Drog, seos admiradores.» Tira- 
gem de 1000 exemplares. Bibl, Pvòl. do Est. 

732.— O Homoeopatha. — ^Orgào de propaganda homoeo- 
pathìca. — Reeife, Typ. Central (n.^ 1 I) ; Typ, do hDìo- 
rio de Pemambuco» n.~ 2-3 I) ; Typ. do «HomoBopatha», 
Bìia do Bardo Victoria, n.° 4^, 1.° andar (do n." 4 I em 
diante), 1882-84, in-^fol, 

n.* 1 do Anno I salo a 11 de Julho de 1882 e a 
pablica9So prolongou-se, com interrup9(5es, até fins de 1884. 
MensaL DistrìbuÌ9ào gratuita. Propriedaide. da Pharmacia 
e Laboratorio Especial HomoBopathico do Dr. Sabino. 

Epigraphes: Similia similibus curantur (Hanhnemai^n). 
— Bes non verba (Dr. Sabino). Redactores : Drs. J. Sabino 
E. Pinho, Balthazar da Silveira e Trist^Lo da Costa. Muito 
raro. Bibl, Pubi, do Est, 



412 



788.«-0 Porvir.— Orgfto da Socìedade Ensaio Juridioo e 
Literario. — Rectfey Typ. Centrai , Bua do Imperador, 
n.« 73, 1882, in-fol. peq. 

n.» 1 salo a 18 de Julho e o n.» 3 (ultimo) a 11 de 
Setembro. Bedactores: Fernando de Castro, Claodino dos 
Santos, Yieira de Mollo, AssampQik) Menezes, Davino Pon- 
toal e Joventino Miranda. Bibl. Pubi, do Est 



784,—0 Microscopio.— i?€ci/€, Typ. OrUral, Bua do 
ImperadoTy n.^ 73-75, 1882, m-8'. 

l"" fascicolo salo a 10 de Agosto e o 2* e nlttmo a 10 
de Setembro. Rovista de critica literaria exdasivamente 
escripta por Phaelante da Camara e M. dos P. OUveira Telles. 
Rarissima. 



7S6.«— Iracema. — ^Periodico literarìo-abolicionìsta. — i2e- 
ci/é, Tifp. TJniversaly Bua do Imperador, nJ" 50, 1882, 
in-foL peq. 

n.* 1 salo a 12 de Agosto e o n."* 3 (ultimo?) a 16 
de Setembro. Trimestre 1$500. Bibl. Pubi, do Est. 

786.^^-0 Stereogrspho.— i2ec(fe, 1882, in-8.* 

1" e unico (?) fasciculo salo a 7 de Setembro. Be- 
vista de critica genetica, escripta por J. Izidoro Martins 
Junior e Glovis Bevilaqua. Rarissima. 

787.— A EvolugàO.— Jornal literario, acientiiioo e noti- 
cioso. — Jiedfe, Typ. Bua de 8. Frandsoo, n.* S F, 
1882, in-fol. peq. 

n.' 1 saio a 26 de Setembro e o n.* 2 (ultimo) 
a 11 de Outubro. Mez 500 réis. Bibl. Pubi, do Est. 



413 



738.~Euxebio de Quairos. ~ B^S^^ Tyfp. Ma^motìl^ 

Bua daa Trincheiras, n.** 50y 1882, in-fol. 

N.^ unico de 28 de Setembro. Homenagem ao grande 
e humanitarìo estadista que acabou o trafico *dos a&ìca- 
nos e permittìo a red^npi^ dos captivos, e a sna ìncor- 
poTa9ào na famìlìa, na patria e na humanidade. Publicada 
por inidativa de Carlos Falcào, Felisberto Milagres, Ger- 
mano Hasslooher e Barros Cassai. Na 1* pag. tnuda o re- 
trato de Euzebio de Queiroz desenhado por Yera-CnuB. Bibl. 
Pubi, do Est 



789.-»-A Fedro Pereira.— J?€<»/<?, Tifp. Industriai, Bua 

do Imperador, n.* i-^, 1882, in-4* gr. 

N.** unico de 28 de Setembro. Homenagem dos Aca- 
demicos Cearenses a Fedro Pereira da Silva GuimarSes, cujo 
retrato, por Vera-Cruz, occupa a 1* pag. Bibl. Pubi do Est, 



740.— Rio-Branco.— i2eci/c, Typ. MercarUil, 1882, in-fol. 

* 

N.® unico de 28 de Setembro; homenagem abolido- 
nista. Bibl. Pubi, do Est 



741.p-Quatro de Outubro. — Bedfe, Typ. Univeracd, 
Bua do Imperador y n.* 60, 1882, ìn-fol. peq. 

N.® unico de 4 de Outubro, commemorativo do quarto 
anniversario da cSociedade Becreio Instruetivo». 



742.— O Norte. — Periodico literarìo e scientifico. — Becife, 
Typ. da «Oaaeta de Noticias», 1882, in-4». 

n.^ 1 salo a 6 de Outubro. Barissimo. 



414 



748.— Rovista OominerciaL— JBeci/e, Typ. do mJot- 

naJ do Recife,* 1882, in-fol. peq. 

Encontr&mos annnanciada està publìca^So em vaiìas 
edÌ90es do Jarìial do Recife de 1882 ; provavdmente, po- 
rém, come^ou a apparecer molto antes e perdurou ainda por 
algam tempo; consìgnamo-la aquì em faJta de informa^Qes 
mais predsas. Organizada pelo corrector Bernardino de 
Yasconoellos, constava de pre^os correntes de generos de 
importa^So e exporta^So e pabUcava-se nos dias 13 e 28 de 
cada mes. Multo rara. 

744. O AtheneXL — Orgao do Club dos Estroìnaa. — 

Rtdfe^ Typ. Bua de S. Francisco, n.« £ F, 1882, 
in-fo]. peq. 

O n.^ 1 saio a 10 de Outnbrc e o n.® 5 (ultimo) a 20 
de Novembre. PublicaQSo tres vezes por mez. Mes 500 
Ttìs. Bibl. Pubi do Est. 



745.^) Oometa. — Reeifey Typ. do mQjmda», 1882, ìd-4«. 

N.» unico s. d. (12 de Outnbro). Dizia-se credlgìdo por 
algumas senhoras». Barisslmo. 

748.— O Ensaio. — Periodico scientifico e litenurìo. — Be~ 
«/<?> ^- ^Bw« * & Francisco, n/ 2 F (n.« 1-5); 
Typ. Induìitri€il^ Rua do Imperador, n.* 14 (n.^ &-20) 
1882-83, in-fol. peq. 

n.* 1 saio a 5 de Xovembro de 1882 e o a.* 20 
(ultimo?) a 15 de Outubro de 1SS3. QuinsenaL Trimes- 
tre 1^000. BibL PiibL do EsL 

747w — A. Ubigoidade. — ^Oi^o dedicado aos inte rcoDCo do 
pova— *«M7<r, Typ. da mUbiffuidade^ 1882, in-4*. 

O n.* 1 e unico saio S de Xovembro. Hedactor-unioo: 
Joio Bandai Yerviers. Ban^ima BibL PiM. do Est 



416 



748- — ^A RevolUQ&O.— Jornal literario e noticioso. — 12e- 
(nf€y Typ. da ^Bevolugào»y 1882, in-4». 

!!.• 1 e unico salo a 20 de No cembro. Redactores: 
Sigismundo Teixeira, Levino Reis e Lima Escobar. Bibl. 
Pubi, do Est 



749. — O Interprete. — ^Foiha theatral. — Redfey Typ. da 
tcOaxda de Notidas», 1882, in— fol. 

N." unico de 26 de Novembre, consagrado .ao actor 
Francisco Pereira de Lyra na noite de seu beneficio no Thea- 
tro Santa Isabel. Rarissimo. BibL Pubi, do Est 

750.— Um Signal dos Tempos.— jEfeoada, 1882, ìn-A^ 

N/ unico s. d. — e Preito do admira9§io ao distincto poeta 
e profundo pensador Dr. Tobias Barrotto de Menezes, a%uns 
adjniradores». Rarissimo. BibL PubL do Est 



751. — O Industriai. — Revista de industrias e artes. — 
Bedfe, Typ. da Fabrica Apollo^ Rua do Hoapicio^ 
n.' 79y 1883, in-4o. 

n.** 1 saio a 15 de Janeiro e o n.' 12 (ultimo) a 15 
de Dezembro. Mensal. Anno 5^000 ; n** avulso 400 réis. 
Propriedade da Fabrica Apollo, de Antonio Pereira da Cunha. 
Redactores: JoséHygino Duarte Pereira, Tobias Barrotto de 
Menezes, Barros Guìmaràes e Graciliano Baptista. BibL 
Pubi do Est 



762. — O Secillo.— ^iencias, artes, litteratura. — Beoife, 
Typ. Universal, 1883, in-4*. 

n.' 1 salo a 15 de Janeiro e o n.» 3 (ultimo) a 15 
de Fevereiro. Quinzenal. Mez 300 róis. Redactor: Ran- 
go! Sobrinho. BibL PubL do Est 



416 



758. — A E8CadA.^-JoniaI oommeicud, agrìoola e noticioao. 
— Ewadaj Typ. Commercial^ Rua da Barra, n/ S7, Im- 
premor: M. P. de Barroty 1883, ia-(bl. peq. 



O IL* 1 saio a 19 de Janeiro e o n.<» 7 (ultimo?) a 
28 de FeTereiro. SemanaL Trimestre 2^000. Bibl. Pubi, 
do Est 

754.— Oaieta do Recite.— Redfe Tgp. da ^Oazda do 

BecifeB^ Rua de S. Pranàgco, n.* 3Ì P (T) ; Rua Qiùme 
de Nocembro, n. 4^3 (Il-tlI) 1883 e 1893-94, in-foL 
peq. (I) e in-foL (II-UI). 

n.* 1 do Anno I saio a 20 de Janeiro de 1883 e o 
n.« 18 (nltìmo) a 13 de Maio; a pnblica^So foi interrompi- 
da até 2 de Janeiro de 1893, quando safoo n.® 1 de n, cujo 
ultimo n.^ (22$) traz a data de 30 de Dessembro ; o n.* 1 do ÓI 
e ultimo saio a 2 de Janeiro de 1894 e o n.* 226 (ultimo) 
a 10 de Outubro. Publica^So tres Tezes por seraana (I) 
e diaria (n-III). Trimestre 2^00 (I) e 3$000 {H-JÈ). 
Fundador: José de YasconoeDos. Editor: Arthur de Hel- 
lo (n-m). 



755.-^ Beìja-Flor. — Periodico lìtterario. — Redfe, Th/p, 
da •Gasda de XatidasM (n/ 1) ; Typ. do uBeija'Flar» 
(n « 2-4), 1883,ìn-foL peq. 

n.* 1 saio a 28 de Janeiro e o n.* 4 (ultimo) a 28 de 
Ferereiro. SemanaL Mez. 500 réis. Era dedicado cA's 
distin(^as brasfleiras. > BihI Pubi, do Est 

756. — O Club do8 Beporten. — Assnmptos canmra- 
loBOOS. — Red/tj 1883, in-foL peq. 

N.^ unioo de 3 de Fevereiro. Rarissimo. 
757.— O Pierrot.— iì«(/ir, 1883, in-4*, illustr. 



N/ unico de 3 de Ferereiro. Jomal camaTalesco. Ra- 
rissimo. 



417 



758. — ^AlLTOra. — Bevista scientìfica e religiosa (n.^ 1-22 1). 
Perfori !ca hebdomadario oonsagrado aos interesses do 
catholicismo (do n.^ 23 I em diante). — Recifej Typ. Cm- 
irai, Bua do Imperador, n.*» 75, 1883-85, in-4* (n ~ 1- 
22 I) e in-fol. (do n.* 23 I em diante). 

n.** 1 do Anno I salo a 15 de Fevereiro de 1883 e o 
n.' 26 (ultimo) a 27 de Janeiro de 1884 e o n.« 47 (ultimo) 
a 21 de Dezembro; em principios de 1885 safram ainda 
alguns u ~ do Anno III e ultimo. Qainzenal (n.~ 1-22 I) e 
semanai (do n.° 23 I em diante). Anno 10$000; n.^ avulso 
500 réis. Trazia corno divisa: € Religioni et bonifi artibus.* 
— Bedactor-proprietario: Bev. Dr. Joaquim Arcoverde de 
Albuquerque Cavalcanti. Bibl. Pubi, do Est 

759.— A Mulher. — Periodico de litteratura, medicina e 
bellas artes, consagrado aos interesses e direitos da ma- 
Iher brazileira. — Pemambucoy Typ. do «Jornal do Red- 
fé», 1883, in-fol. peq. 

n.® 7 e unico saio a 15 de Fevereiro. Bedacto- 
ras: Josepha A. F. M, de Oliveira e Maria A. Generosa 
Estrella. A pubIica93o, iniciada em Philadelphia, Estados 
TJnidos, em 1881, proseguio no Bio de Janeiro. Baro. 
Bibl. Pubi, do Est. 

760.— 24 de Pevereiro.— 1843-1883 — Homenagera ao 
preclaro escriptor moderno Theophìlo Braga pelo seu 
quadragesimo anniversario. Dirigida pelos seus mais 
sinceros adroiradores. — Pemambuco, Typ. MeroantU, 
Bua das Trincheiras, n.' SO, 1883, in-fol. 

•N.® unico de 24 de Fevereiro. Publica(jao feita por 

inidatìva do editor Francisco Soares Quintas, oom a col- 

laboragSo de Martins Junior, Claudino dos Sautos, Alfredo 

Finto Yieira de Hello, Eduardo de Garvalho, Antonio de 

Scusa Finto, Fhaelante da Camara, Feliciano de Azevedo, 

^firaira 8Un6e$; Arthur Orlando e outros. Tiragem de 1000 

exemplares. Multo raro. Bti)l. Pubi do Est. 

53 



418 



761.-0 Progresso. — Periodico litterario e aatyrioo. — 

Reeifey Typ. do KHomoeopatìui», 1883, in-4". 

n." 1 salo a 1 de Mar90. Rarissimo. BibL Pubi, 
do Est. 



762. — Seis de Outubro. — Org&o da Associa9&o dos 
FuDccionarios Provinciaes de Fernambuco. — BecSfe^ 
Typ. Univeraalf Bua do Imperador, n." SO^ 1883-84, 
ÌD-fol. 

n.* 1 do àhqo I salo a 15 de Mar90 de 1883 e o 
n.o 20 (ultimo) a 30 de Dezembro; o n.*" 1 do II e ultimo 
a 15 de Janeiro de 1884 e o n."" 22 (ultimo) a 30 de No- 
vembro. Qainzenal. Anno 6$000. Bibl Pubi, do Est. 



763. — O Gremio dos Frofessores Primarios.— 

Orgào da mesma Sociedade. — Becife, Tffp. Universale 
Rua do Imperador, n. SO, 1883-84, in-fol. peq. 

n.» 1 do Anno I salo a 25 de Mar90 de 1883 e o 
n.* 17 (ultimo) a 25 de Novembre ; o n,* 1 do II e ultimo 
a 25 de Janeiro de 1884 e o n.*' 21 (ultimo) a 25 de Novem- 
bre. Quinzenal. Anno 5$000. GommissSo de redac^: 
CyriUo A. da S. Santiago, Augusto José M. Wanderley, 
Francisco Carlos da Silva Fragoso, Francisco da Sìlya 10- 
randa^ GhristovSo de Barros Comes Porto e Benjamin Er- 
nesto Pereira da Silva. Bibl. Pubi, do Est. 



764. — O Fropulsor.-^Org&o dos ìnteresses abolicioiiistas, 
industriaesy agrioolas, etc. — Beoifey 7^. MerùantUf 1883, 
in-fol. 

n.* 1 salo a 9 de Abril e o n.* 5 (ultimo?) a 30. 
Mez 2flOOÙ. Bedactores: Salles Baibosa e Boddpho 
ga de Meneses. BM. Pubi, do Est 



419 



766. — Folha do Norte. — Becife, Tjfp. Riui das Laran" 
géra»,n* 18, 1883-84, in-fol. 

n.** 1 do anno I salo a 19 de Abril de 1883 e o 
n«* 205 (nltimo)a 22 de Dezembro; on.* 1 do Ile ultimo a 
10 de Janeiro de 1884 e o n.** 188 (ultimo) a 30 de Agosto. 
Diario. Trimestre 3I|(000; n.** avulso 40 réis. Tiragem de 
1600 exemplares. Bedactores-proprìetarìos : José Izidoro 
Mariìns Junior, F. G. B. Gampello e Phaelante da Gama- 
ra. Este jomal tem legar à parte nos fastos do jomalis- 
mo pemambucano. Na decada de 1880 pronunciàra-se 
no seio da mocidade academica do Recife um novo mo-^ 
vimento i&o brilhante e fecundo corno o que illustrou o de- 
cennio de 1860 e a elle intimamente filiado; na philoso- 
phia, nas sciencias, no direito e na belletristica surgiram 
novas normas, novas doutrinas, novos methodos ; o grande 
traballio de remodela9do emprehendido ante» por Tobias Bar- 
retto, Sylvie Bomero, Gelso de MagaMes, Alencar Arari- 
pe, Franklin Tavora e poucos mais, ia ter continuadores e 
collaboradores idoneos em Martins Junior, Glovis Bevila- 
qua, Arthur Orlando, JoSo Alfredo de Freitas, Phaelante 
da Gamara e Adelino Filho, comquanto so mais tarde, sob 
a influencìa directa do grande solitario da Escada^ viés- 
sem a enveredar definitivamente pela senda que o genial 
seigipano fdra o prìmeiro a desbravar num labor de titan. 

A actividade destes epigonos emprestou ao jornalismo 
literario contemporaneo a sua caracterìstica mais flagrante ; 
isoladamente ou juntos elles presidiam à implanta9ao do 
positivismo na Academia do Becife, ao cultivo da poesia 

P'entifica e A propaganda do realismo de Zola, em substi- 
9S0 &s theorias philosophicas e belletristicas ent3o vi- 
gentes, e bateram-se com denodo pela abolii^ e pela re- 
publica. A Folha do Norie foi o principal baluarte dessa 
pleiade illustre, e a sua historia està escripta por Phae- 
lante da Gamara nos SQguintes trechos de um bello estu- 
do sobre Martins Junior— Jomalista (A Gultura Aga- 
DiaocA, Setembro de 1904, pp. 105-109) : 

cEm piindpios de 1883, reconhecendo a necessidade 
imprescindivel de grupar num cenaculo escolhido as f or9as 
dii^rsas da mocidade estudiosd) poeta das Visdes resolve 



42C 



empenhar-se na f onda^So de um jornal que, representando 
espirito da Academia^ se dirigisse, entretanto, ao grande 
publico. 

cNSlo podendo, porém, a empresa viver semente da 
intelligencia superior de Martins, porque o dìnheiro 6 em 
tudo um elemento indispensavel, IVancisco Campello prom- 
ptificou-se a f azer, à sua custa, a montagem da typographia 
e autor destas linhas, aproveitando-se das suas réla^Oes 
no interior da provincia, oifereceu o concurso de assignan- 
tes pagadores. 

» Destruidos os impecilhos surgio a Folha do Norte^ 
fornài que, sondo sizudo na obediencia ao seu programma, 
nio excluia a casquinada e a tro^a de rapazes, quando era 
preciso rir do ar serio e grave dos politicos que represen- 
tavam na scena dos partidos nacionaes a caricatura dos es- 
tadistas inglezes. 

cA imprensa do Recife n'aquelle anno da gra^a era 
um pouquinho mais, na fórma e no conteùdo, do que as Mia 
diurna, de Boma ; alguma cousa menos reduzida do que as 
Notìzie scritte que no seculo XVI o governo veneziano 
mandava ler nas pra9as publicas para dar conta ao povo das 
guerras com a Turquia ; um kégado menos moroso do que 
a Oaxeta de Franga^ ao tempo de Luiz XlIIe de Rìchelieu^ 
dando novas de Constantinopla, de dois em dois mezes, e in- 
serindo correspondencias de Vienna com trinta dias de atra- 
zo, tudo iste dentro das suas nove pollegadas de altura, aos 
sabbados. 

« Mas se o confronto que acabo de fazer com os tres 
specimens citados dà a virente palma da Victoria à imprensa 
do Recife, devo dizer, no emtanto, por um certo pudor de 
chronista, que as vantagens nSo iam multo além. 

cEstavam enta^ na lÌ9a o Diario de Pernambueo^ o 
Jornal do Recife e Tempo^ naquelle periodo tres aleijados 
das letras de forma. 

«0 Diario mudava comò o camale&o de c5r, reflectindo 
as nuances do governo, e mourejando, segundo urna phrase 
sua que a brejeirice dos criticos tornou celebra, em fadigo- 
saa lides; o Jornal entrara no pieno dominio da tesoura 
misericordiosa que ihe fazia as despesas quotidianasì 9 



i 



421 

I 

O Tempo gagaejaya todo o santo dia o breviario do sèà ] 

partido na prosa chouteira dos obsecados. 

«NSo havia quasi S6rvi90 telegraphico na imprensa e o 
noticiarìo era mirrado corno os atans seccos. 

«Toda ella colorìa-se com o vemiz do bóm senso 
beato que 6 o pae espirìtual do primo vivere^ sem que, 
em todo caso, exdoisse as ref erencias ignobeis e as chan- 
fretas de capadocio nas^ sarrafuscas pessoaes. 

«A Folha do Norie veio, portante, preencher urna 
grande lacuna creando no Becife o typo espirituoso e ale- 
gre do jomal moderno. 

cNas suas columnas Martins abrio urna tenda espa- 
90sa aos da literatnra, em todas as suas modalidades, aos 
da sdenda, nos seus diversos ramos, e aos que desejas- 
sem ter livre ezpans&o na politica. 

cA tolerancia era um lemma da sua bandeira, sem 
que Martins abrisse mSio dos seus direitos de critico lite* 
rario ou sdentifico sempre que as opiniSes sustentadas 
pelos seus coUaboradores fossem de encontro às bdas dou- 
trinas. 

<A Folha reunio sob o seu tecto, n'um cenaculo bri- 
Ihante, a fina fior da juventude academica e alli estreiaram 
muitos talentos que est2U) hoje brilhando nas letras patrias. 
Teve tambem a collabora93o de Tobias Barreto^ José Hy- 
gìno, Scusa Finto, Clovis Bevilaqua, GyridiSo Buarque, Ar- 
thur Orlando, Ayres Oama, Virgilio Brigido, Clodoaldo de 
Freitas, todos, ao tempo, figurantes na yida publica. 

tDiscutia politica de um ponto de vista superior, sem 
preoccupa9des rasteiras de^ campanario; discreteava com 
sizudez sobre a escravidào e as finan9as; punha o ferro 
em brasa nas chagas vivas do monarchia; denundava o 
analphabetismo e o laissex faire das dasses directoras da 
sodedade brasileira; mas abria valvulas de respiragSo aos 
competentes de todas as procedendas, e ria, com o bom 
riso da saóde, de tudo o que era comico. 

cDesde as tragedias ató as pantominas do governo tudo 
passava pelo crysol da sua critica. 

cRepublicana verberou a cobardia com que militares 
armados e em grupo assassinaram o infeli2 jomalista Apul- 
chro de Castro ; aboUdonista intransigente, nfto tinha odios 



422 



& lavonra, e ao contrario, reclamando medidas qae ass^gn- 
rassem o regimen do trabalho lìvre, conciaia: <E' preciso 
resolver a questSo abolìcionista de maneira que, reparando 
urna falta do passado, nSLo tenhamos de commetter ama oatra 
centra o fatare.» 

clìntretanto, nSo foi este o anice beneficio trazido pela 
Folha do Norie ao meio pernambacano. 

cOs moldes velhos do jornalismo foram completamente 
alterados n'aqaelle jomaL Era o tempo em qae o Diario 
nSo admittiria^ por interesse algam do mando, que os gare- 
tos andassem àpregoando pelas raas; e qaem o qaizésse 
comprar teria de ir ao sea escriptorio bascal-o respeitosa- 
mente, a 820 réis o namero. 

cA Folha do Norie annancioa-se am jomal barato, 
para todas as classes, a 40 réis, corno am prato de sabor pre- 
dilecto a todos os paladares, offerecendo aos seas leitores o 
maior namero de informa9Qes ateis, ao envez do Diario 
qae era o orgam do governo e o informante exdasivo das 
dasses abastadas, em cajo gremio era recebido de chapéo na 
mSo. 

cNo sea artigo programma dizia nSk> sor orgam de par- 
tìdo, coierie oagrapo de qaalqaer natareza; nSo vir À laz 
para defender este oa aqaelle interesse; nSp ter compro- 
missos com individaos oa corpora9<5es, nem se propor a fa- 
zer propaganda de am certo namero de ideias assentadas de 
antemSk) ; e terminava dedarando acreditar nas f or9as im- 
palsivas do jornalismo no tocante à evola99o hamana. 

«Era jomal moderno, encabrestado apenas pelos escni- 
polos da intelligencia e do caracter do sea redactor-cbefe.» 
Bibl. Pubi, do Est 



766.— Libertador.— iZeoi/e, %>. Qm;tral, 1883, in-fol. 

n.* 1 salo a 27 de Abril e o n.' 7 (altimo) a 26 de 
Janho. Orgam abolicionista redigido por Plinio de Ànmral, 
Pompilio Cruz, Raymnndo Alexandre, Farias Britto, Ray- 
mondo Bibeiro, Horadode Eigaeiredo (proprietario), lÀnha- 
res de Albuqaerqae e Andrade Pessda. BibL JM. do Sei. 



/ 



423 



767. — O Bebate.^Oi^&o das ideias republicanas. Or- 
gao republicano federativo. — Redfe, Typ. MaroantUf 
Rua das TrìncheirM n.^ SO e outraa, 1883-89| in-fol.- peq. 

n.^ 1 salo a 1 de Maio de 1883 e a pnblica9So durou 
a ató fins de 1889. Semanal. Trimestre 3|600. Tenùvel pas- 
quim, ao qual Fortunato Pinheiro, seu redactor, devea a sua 
triste nomeada de mattre-chanteur. BibL Pubi .do Est. 



768.— O Sahara.— iìeoife, I^p. da Fabrioa Apollo (n.» 1) ; 
Typ. Rua Bardo da Vidoria, 4S, 1* andar (n.** 2). 
1883, in-fol. 

n.** 1 salo a 1 de Maio e o n.« 2 (ultimo) a 9. Sema- 
nal. Anno 7$500. Kedactores: Fausto Gardoso e Helvecio 
Ouimai^es. Baro. BibL Pubi, do Est 



769.— O Globo.— lfoc(/fe, Typ. Rua do Barào da Victo- 
ria, 4S, l."" andar, 1883-84, in-fol. 

n."" 1 do Anno I salo a 5 de Maio de 1883 e o n.* 70 
(ultimo) a 18 de Abril de 1884; o n.« 1 e unico (?) do II e 
ultimo a 1 de Maio de 1884. Publica^So duas vezes por se- 
mana. Anno 10$000. Propriedade do Dr. Sabino Pinho. BibL 
PubL do Est 



770.— O Fhonographo.— Periodico crìtico e literario.— 
Becifey Typ. Rua do Imperador n.*> S9, (n.« 1-3) ; Typ. 
do MPhonographo», Becco do Sarapaiel, n.^ S (n^ 3-1 9)| 
1883j in-foL peq. 

n.® 1 saioa? deMaiceon."^ 19(ultimo)a 25 de Se- 
tembro. SemanaL Trimestre 1$500. Propriedade de Anto- 
nio Claudino Feireira da Cruz. BibL PùbL do Est 



424 



V71«T--0 InoontrrOL — Janul scientìfioo, liftenrio e homo- 
rìsdoQ. — E<^rrT\ Tyjf*. Bma doB Fìarm ».• 2i^ /.• andar 
^I-IIFN; 7)/;v Tnàm^rialy Rma do ImparMdar «.* H 
\yi\ 1 Svisiti, in-fcd. peq. 

O a.* ì de* ATi^t^ I stivH t 15 delUio de 1S83 e o il* 
* Oilt::».^* Cv> Anne* IV ^ xi^tiinv^ a 30 de Asosto de 1886. 
i^ùxu»(^jlL T^:7:>ft^^:n^ l$i« n\ RedxiCOT-fvro^ieijffìo: Manuel 






>,, M ^ -.^^ 




•V4. 1^^ 






,* 1.* I -i :iu.oi ■ ' 5;»i»i * 17 ìk /nxmf. 






425 



776.— Revista Paraense.—i&ctyc, Ikfp. Industriai, 1883, 

in-fol. peq. 

Apparecea em fins de Junho ou principios de Jnlho? 
pois n.® 5 é de 15 de Agosto. PubUca9ao UteraiJa es- 
cripta princìpalmente pelos academicos paraenses Theodo- 
rìco Magno, JoiLo e Bajmiiiido Sìqueira Mendes, Geraldo 
Andrade, T. Teixeira e A. Tocantins. Rara. Bibl. Pubi, 
do Est ' 

776. — O Azucrim. — Jornal critico desbragado. — Cidade 
da Insoleneia (Becife), Typ. do itAzuerim», 1883, in-4.°. 

n.^ 1 saio a 3 de Julho e o n.*> 7 (ultimo) a 19. N.* 
avulso 40 réis. Proprietario : José Miranda Coutinho. Pas- 
quim da peior especie, cuja publica9Slo cessou por interven- 
q&o dapoUcia; feappareceu,porém, sob outrostitulosadiante 
indicados. Bibl Pubi, do Est. 



777. — O Diabo.— Periodico infernal (n.^» 1-10). Periodico 
critico, satyrico, infemal (n.^11-31). — Recifcy Typ. do 
«Postilhào», Becco do Marisco n.*» 18 (n.*l-10); Typ. 
da iildeian (n.^ 1-13), 1883 e 1886, in-4*. 

n." 1 safo a 17 de|Julho de 1883 ; apublicaoSo foisus- 
pensa, com o n.** 10, a 1*6 de Setembro de 1883, continuou 
com o n. 11, a 12 de Dezembro de 1886 e terminou com o 
n." 16, a 14 de Novembre de 1887. N.' avulso 40 réis. Pas- 
quim. BibL Pubi, do Est, 

778.— O Abolicionlsta.— Orgào da Caixa Emancipadora 
Maranhense Marques Rodrigues. — Recife, Fyp, Univer- 
sale Bua do Imperador, n.' 50, 1883, in-fol. 

n." 1 salo a 20 de Julho e o n."3 (ultimo) a 20 de 
Agosto. Quinzenal. Bimestre 1$000. Redactores ; J. J. Mat- 
tos Junioi^, Barbosa de Godois, Hygino Cunha, Georgiano 
Gon9alves e Hugo Barradas. Bibl P^l do Est 



426 



778.— A Derrota.— Jornal critico e humoristico. — Bfidfe^ 
TSfp. do uPhonoffraphoi^, Btoùo do Sarapatel, n.® 9^ 
1883,iii-4A 

0'n.*l salo a26de Julho eo n.*23 (ultimo) a 28 de No- 
vembro. Publica^So doas vezes por semana. N.* avulso 40 
réis. Proprietario : Antonio Claudino Ferreira da Luz. Pas- 
qoim. Bibl. Pubi, do Est 

780.— A Liberdade. — ^Perìodico, critioo e lilterarìo. Be- 
dfe^ Typ. do nlivre Pensador», Beooo da Bomba, n.® 7 
(n.* 1); Tjfp* do mPhonographoìi, Beooo do Sarapalel, 
(n.*»l-3), 1883,in-4A 

n.* 1 saio a 27 de Julho e o n.« 3 (ultimo) a 14 de 
Agosto. Semanal. Trimestre 1^00. Bedactores : A. B. Mollo, 
O. Barros e Augusto dementino Bizerra. BibL Pubi, do Est 

781.— A Yelha Rabugenta. — Periodico crìtico, noticioBO 
e jocoserìo. Recife, Typ. do ^Phonographon, Beooo do 
Sarapatd, n,* «, 1883, in-4.*. 

n.* 1 saio a30 de Julho eo n.® 8 (ultimo) a 14 de Agos- 
to. SemanaL K.* avulso 40 réis. Propriedade de Baymundo 
O. Barnes da Silveìra. Poi substituido pel'il Baronexa Babur 
genia. Pasquim. (N.* 803). BibL Pubi, do Est. 



782.— A Brasìleira.- Periodico crìtico e litierarìa— iZe- 
^fiì ^Vp* ^ liPhonoffrapho», Beooo do SerapaUt^ n.^ i, 
1883,' in-4A 

n.^ 1 salo a 3 de Agosto e o n.^ 8 (ultimo) a 25 de Setem- 
bro. SemanaL Pasquim. Bibl. Pubi, do Est. 

788.— O Mamoeiro.— Jornal crìtico e notidoao.— Joòoo^ 
tao, Typ.do ^Mamoeiro», 1883, ìn-4A 

n.* 1 e unico saio a 10 de Agosto, e foi impresso no 
Bedf e. Pasquim. Bibl. Pubi, do Est 



427 



784.— LA. Lucta. — SemaQarìo satyricOy lìterarioe noticioso. 
—Reeife, Typ. Rua das Flores n.* «4, 1.% 1883-84, 
in-fol. peq. 

n.» 1 do Anno, I salo a IO de Agosto de 1883 e o 
n.«» 14 (ultimo) a 12 de Dezembro; o n.** 1 do II e ultimo a 
12 de Janeiro de 1884 e o 4." (ultimo) a 2 de Fevereiro. Se- 
manal. Trimestre 1$500. Redactores : Arthur de Albuquer- 
qua, Xavier Carneiro e Sizenando Carneiro. Bibl. Pubi, 
do Est 

785.— On26 de Agosto. — Becifey Typ. de Manud Fìgud- 
rón de Pavia & Pilhos (1 883-84) ; Typ. Universale Rua 
do Imperadar, n." 5S (1886-87 e 89) ; Typ. O. Lapoìie 
& C.*(1888); Typ. de F. BoulUreau (1890-96); Ate- 
lier Miranda (1898), 1883-84, 86-96 e 98, in-fol. e 
ÌD-fol. peq. 

N~ unicos (14) de 11 de Agosto, distribuidos annual- 
mente nas sessOes literarias do Collegio Onze de Agosto, 
por occasiSo dos anniversarios da sua funda^So, pelo 
Dr. Manuel SebastiSo de A. Pedrosa, naquelle dia em 1882* 
Raro. Bibl. Pubi do Est 

786. — Chronica Semanal. — Noticia, litteratura, critica, 
politica. — Redfey Typ. Rua das Ffóres, ^4> ^«^ cif^^rj 
1883, in-foL peq. 

n" 1 salo a 12 de Agosto e o n.® 4 (ultimo) a 22 de 
Setembro. Mez 500 réis. BibL Pubi, do Est 

787.— Vinte e Um de Agosto.— /?ec//J', I8à3, in-fol. 

N.® unico de 21 de Agosto; homenagem da Acade- 
mia do Becife ao Dr. José Joaquim Seabra no dia do seu 
27." anniversario natalicio. Trazia na 1* pag. o seu re- 
trato lith. por Vera Cruz. Multo raro. BibL Pubi do Est 



428 



78&— O Uno. — ^Periodioo ciytk» (tic). — Iteeift, I^p. do 
mPoslilhaaB, Becco do Marino, n.* 18, 1883, in—I*. 

O n."" 1 saio a 24 de Agosto e o n.* 8 (ultimo) a 30 
de Setembio. SemanaL X.* avulso 40 réis. PasqainL Bibl. 
Pubi do Est 

788.— -A FlOr do Dia. — ^Periodico scientifioo e oodcioao, 
—Roàfty Typ. ImduMrial (n- 1-2): Typ. R de 
& FrancUco, 2 F (n.« 3), 1 883, in-f. 

O n.* 1 saio a 30 de Agosto e o il* 3 (iiltimo) a 20 
de NoTembro. N.* avulso 40 réis. Bibl. Pubi, do Est. 



780.— O Cacete.*— Jornal critico e noticioso. — SedfCj Typ. 
do mUvre Pensador»^ 1883, iii-4*. 

O n.* 1 saio a 2 de Setembro e o n.* 3 (ultimo) a 21. 
Propriedade de A. de Sonsa Maia. N.* avulso 40 réis. Pas- 
quim. Bibl. Pubi, do Est. 



781.— O PajMlgaio. — Jomal machiavelico, hnmorìstìco e 
Doticioeo. — Reci/fy Typ. do mPhonographo», Becoo do 
Sarapatd, n.* :?, 1883-84, in-4-. 

n.* 1 saio a 2 de Setembro de 1883 e a publica^So 
ainda perdurava em meiados de 1884. N.* avulso 40 réis. 
Pasquim. Bibl. Pubi do Est 



782.— O Enoonra^ado.— Jomal Batjrìoo e joco-serìo. — 
Recife^ I\^p. do •Livre Pensador» (I-III) : Typ. do JSJi- 
ooura^do (III), 1882-85, in-fol. peq. 

n.* 1 do Anno I saio a 4 de Setembro de 1883 e o 
n.* 17 (ultimo) do m e ultimo a 4 de Agosto de 1885. Pu- 
blica9llo irregular. Mez 1$000. Pasquim. BibL Pubi do Est. 



1 



429 



793.— Rovista Lyrioa.— Ifeci/e, Typ. de Antonio Irìnéo 
da Silva; Liih. HUarino & Silva, 1883^ in-fol. peq., 
illus.^ tit. grav. 

n.** 1 safo a 4 de Setembro e o n.** 3 (ultimo) a 28. 
Desenhos de Yera-Oroz. Mez 1$000. Bibl. Pubi do Est 



794. — A Setta. — ^Periodico scieniifioo e lifcterario. — Bectfey 
Typ. Industriai, 1883, in-fol. peq. 

n."^ 1 salo a 4 de Setembro e o n.^ 3 (ultimo) a 5 de 
Outubro» Semanal. Trimestre 1$000. Tiragem de 300 exem- 
plares. Bedactores: Manuel dos Santos Moreira e Oaldino 
Loreto. Bibl Pubi do Est 



795.— O Jacaré. — Jornal critioo, diabolico e pand^o. — 
Bedfe, Ihfp. do tPhonographo», Becco do Sa»*apatdn,^ S, 
1883, m-4*. 

n.^ 1 e unico salo a 5 de Setembro. Pasquim. Bibl. 
Pubi do Est 



796.— O Corisoo.— Jornal critico e notioioeo. — Bedfe, 
lyp. do nPostUhàon, Becco do Marisco n.<> 18, 1883, 
in-4^ 

n.® 1 e unico salo a 6 de Setembro. Pasquim. Bibl. 
Pubi do Est 



WI.^'JL Tagarella. — Jornal crìtico e noticìoao. — Bedfe, 
Typ. de Antonio Irinéo da Silva, 1883, in-4«. 

n.« 1 e unico salo a 11 de Setemì)ro. Pasquim. Bibl. 
Pubi do Est 



430 



796.— O Cada ver.— Jornal critico e noticioso. — Bedfiy 
Typ. do filÀcre Penmdor», 1883, in— 4^ 

n.** 1 e unico salo a 13 de Setembro. Pasqaim. Pro- 
prìedade de A. de Scusa Maia. Bibl. PuhL do Est 



70g^.-^ Certamen.— Jornal litterario e satyrico. — Recìfey 
Typ. IndudricJ, 1883, in-fol. peq 

n.^ 1 saio a 13 de Setembro e o n.* 3 (ultimo a 
28. Redactores: J. Virgilio Galvao e J. Pacifico dos San- 
tos. Bibl Pubi do Est 



800. — O Popular. — Pemambuoo, Typ. da «Oazda de AV 
tieias», 1883, in-fol. peq. 

n.» 1 salo a 13 de Setembro e o n.* 2 (ultimo) a 26. 
Trimestre 1$000. Bibl Pubi do Est 



801. — O Tentamen. — Periodico literario. Orgfto da So- 
ciedade Cornicio Literario. — Recife, Typ. Industriai, 
1883-84, in-fol. peq. 

n.* 1 e unico do Anno I salo a 16 de Setembro 
de 1883; o n." 1 do II e ultimo a 20 de Abril de 1884 
e n.* 6 (ultimo) a 1 de Julho. Quinzenal. Trimestre 1^000. 
Bedactores: Macedo Fran9a, JoSk) Frota, Costa Ribeiro e 
Pacifico dos Santos. Bibl Pubi do Est 



802.— O Telephone.— Periodico noticioso.— 7i«?i/«, Typ. 
da uOazeia de Noiicias», 1883, in-4*. 

n.o 1 e unico salo a 17 de Setembro. Bibl Pubi, 
do Est 



431 



803.— A Baroneza Sabugenta. — Periodico critioo^ 
noticioso e jocx)-serio.— 2Jcc(/«, Typ. do «Plioiwgrapho», 
Becco do Sarapalel, n.% 9, 1883, in-4». 

n.» 9 (!•) salo a 18 de Setembro e o n.* 16 (ultimo) 
a 17 de Novembro. Semanal. N.* arulso 40 róis. Pro- 
priedade de Bajmando B. Bamos da Silveira. Sucoedeu a 
A Velha Babugmta (N.*» 781). Pasquim. Bibl Pubi do Est. 

804L— O Secalo. — ^Periodico scientifico e literarìo. Org&o 
da Socìedade Lucta Lìteraria. — Recifcj Typ, IndrAstrùd, 
Rua do Imperador, n." 14, 1883—84, in-fol. peq. 

n.* 1 do Anno I salo a 20 de Setembro de 1883 e 
n.** 5 (ultimo) a 16 de Novembre ; o n."* 1 do II e ultimo 
a 21 de Abril de 1884 e o n.* 6 (ultimo) a 1 de Agosto. 
Quiozenal. Trimestre 1$000. Bibl. Pubi, do Est. 



805.— O Frade.— Jornal crìtico e noticioso. — Bedfe^ Typ. 
do ftPodilhào», Becco do Marisco, n." S F, 1883-84, 
in-fol peq. 

n.« 1 e unico salo a 22 de Setembro. Pasquim. 
Bibi. Pubi, do Est. 

806.— O Macaco.— Periodico scientifico e notìcioso. — 
Bed/cj Typ. IndusHal, 1883, in-4% 

n.* 1 e unico salo a 25 de Setembro. Pasquim. 
Bibl Pubi do Est 



807. — O CShicOte. — Jornal critico e humoristico. — Bed- 
/?, Typ. Becco do Sarapatel^ n." S, 1883, in-4.«» 

n.* 1 e unico salo a 29 de Setembro. Pasquim. 
Mbl Pubi do Est 



432 



808.— Trinta de Setenxbro. — .Beo(f€, lyp. Indìutrìal^ 

Rua do Imperador, n.** 1^, 1883, in-fol. 

N.* unico de 30 de Setembro, consagrado & liberta^So 
do municipio de Mossoró pela sociedade clibertadora Norte 
Rio-Orandense. fiarìssinio. BibL Puhl, do Est 



809. — O Feitioeiro. — Jomal crìtico e noticioso. — Red- 
/«, Typ. de AnUmio L da Silva, 1883, in-4.« 

n.* 1 saio a ? de Setembro e o n.^ 5 (ultimo) a 17 
de Outubro. Propriedade de José L Cavalcante de Oria. 
Pasquim. BibL Pubi, do Est 

SIO.-— O XTrubti. — Jornal critico e humorìstìco. — Reàfe, 
Typ. do € Phonographo », Becco do Sarapoid, n.® S, 
1883, in-1* 

n.* 1 safo a ? de Setembro e o n.* 5 (ultimo) a 19 
de Outubro. N.* avulso 40 réis. Pasquim. BibL PubL 
do Est 



811.^^ Falla-Tado.^^oroal crìtico e noticioBO. — ^ R^ 
dfe, I\fp. do fuLiore Pensador», 1883, in-4.« 

O n.* 1 e unico safo a 5 de Outubro. Propriedade 
de A. de Sousa Maia. Pasquim. BibL PubL do Est 

812.— O Echo de Palmares.— PQblica9&o commeroial, 
agrìcola, literarìa e noticiosa. — Pahnares, Typ. Rua 
Bella, n,* 11 (d.- 1-23), n.» 4S (n - 24-36), n.* ^7 
(n « 37-71), 1883-84, in-foL peq. 

n.* 1 safo a 7 de Outubro de 1883 e o n.* 71 (ulti- 
mo) a 29 de Junho de 1884. Bi-semanaL Anno 11^^000. 
Primeira foiba locai, de propriedade e redao^io de Seve- 
rino Pereira. Baro. BibL PiM. do Est 



433 



818.— Cruzada Academica,— Orgio do Club Acade- 

mico Catholico. — Reoifey Typ. Central, 1883, in-fol. 

n.'' 1 e unico safo a 10 de Outubro. Trazia corno 
epigraphe : « Quod ab omnibuSy quod ubiqtiey quod semper.^ 
Bedactores: Gaspar Costa, Paes de Andrade, Theodorìco 
Magno, Padre Assis B. de Menezes, Gomes Villar e Fedro 
Ribeiro. BibL Puoi, do Est 

814. — ^A Industria. — Periodico Uterario e de annupdos. 
— Reeife, 1883, in-fol. peq. 

n.* 1 e unico salo a 17 de Outubro. Barissùno. 



815. — O Canario. — ^Periodìco critico e noticioso. — Bed^ 
fé, Typ. do alAvre Penaadar», 1883, in-4.<» 

n." 1 salo a 21 de Outubro e o n.* 2 (ultimo) 4 27. 
Pasquim. Bibl Ficbl do Est 



816. — O Cachorro. — Jomal critico e noticioso. — JRedfe, 
Typ. do «PoMhào», Becco do Marisco, n.' 18, 1883, 
in-4.*' 

n,' 1 e unico salo a 21 de Outubro. Pasquim. BibL 
Pubi, do Est. 

817. — ^A Matraoa. — Jornal crìtico e noticioao. — Rec^fe, 
Typ. Bua de 8. Fi^andsco, n.' S F, 1883, in-4*. 

n.» 1 e unico salo a 22 de Outubro. Pasquim. 
Bibl. Pubi, do Est. 

818— O Desengano.— Jomal critico e humorìstico. — 
Redfe, Typ. do «Phonoffrapho», Becco do Sarapatd, 
n.« 9, 1883, in-4«. 

n.* 1 e unico (?) salo a 25 de Outubro. Pasquim, 
Bibl. Pubi, do Est. ^ 

55 



434 



819.— A Cotia.--Jorna] critico e noticioso. — Bfidfe^ Tjip. 
Bua de 8. Francisco, n.« « F, 1883, in-4«. 

n.* 1 unico saio a 31 de Outabro. Pasquim. BibL 
Bubl. do Est 

820. — O Fan^udo.— Jomal critico e humoristioo. — Re- 
dfe, Typ. do uPhonographo», 1883, in-4*. 

n.' 1 e unico salo a 6 de Novembre. Pasquim. 
Bibl PvòL do Est. 

821. — ^A Tabica.— Jornal critico e humoristioo. — Beo^e^ 
Ih/p. do ^Phonographo», Becco do Sarapatel, n.® S, 
1883, in-4". 

n.* 1 salo a 16 de Novembro e o n.'' 3 (ultimo) a 30. 
Pasquim. Bibl. Pubi do Est. 

822.— O Bem-te-vi.— Jomal crìtico e hnmorìstico. — i2e- 
dfe, Typ. do tiPhonographo», Becco do Sarapatd, n.* j9, 
1883-84, in-4^ 

n.' 1 saio a 20 de Novembro de 1883 e o a.* 8 (ulti- 
mo) a 13 de Janeiro de 1884. Pasquim. Bibl. Pubi 
do Est. 

823.— A Foia. — Periodico scientifico^ critico e peiador. — 
^B«»/«, Typ. Bua de 8. Hundsco, n.* « F, 1883, ia-4\ 

n.® 1 e unico safo a 24 de Novembro. Pasquim. 
Bibl. Pubi, do Est. 

824. — O Baoamarte. — ^Perìodìco centra a corropjiio e 
immoralidade. — Redfe, Typ. do ^Phonograj^», Becco 
do Sarapatd, n/ 2, 1883, in-4'. 

n.* 1 e unico 'saio a 25 de Novembro. Pasquim. 
Bibl. Pubi, do Est. 



435 



825.*^ HoroogO. — ^Periodico li vre e satyrìoo. — i2eci/« 
%)• do €Pù8tUhao», 1883, in-4*. 

n.^ 1 e unico salo a 4 de Dezembro. Pasquim. 
Bibl Pubi, do Est. 



826. — O Quizi. — Periodico scientifico, crìtico e noticioso. 
—Beeifcy Jhfp. Rua de 8. Danctsoo, n.« S F, 1883, 
in-4'. 

n.« 1 e unico salo a 8 de Dezembro. Pasquim. 
Bibl. Pubi do Est 



827.— O Bepucho.— jReot/e, 1883, in-4<>. 

Faltam-nos pormenores. Pasquim. Rarissimo. 

828.-0 Turbilhào.— i2eci/e, 1883, in-4« 

Faltam-nos pormenores. Pasquim. Barissimo. 



829. — O Telegrapho. — Periodico satyrico, joco-serio e 
noticioso. — Recife, Typ. Rua de 8. Francisco, n.** ^ F, 
1884, in~fol. peq. 

n.' 1 salo a 13 de Janeiro e o n.*» 6 (ultimo) a 17 de 
Fevereiro. Mez 500 réis. Bibl Pubi do Est 

830.— A Arte Dramatica.— Jorual de occasìao (I). — 

Orgào do Club Dramatico Familiar (II). — Recife, 
Typ. do Mjomal do Recife», (I) ; Typ. Rua Duque 
de Oaxias, w.*» 6 (II), 1884-85, in-foL peq. 

n." 1 do Anno I safo a 14 de Pevereiro de 1884 e 
o n.* 5 (ultimo) a 15 de Novembre; o n.' 1 do II e ultimo 
em Janeiro de 1885 e o n.' 4 (ultimo) em Maio. Monsal. 



436 



Semestre 2$000. Tiragem de 300 exemplares. Propnedade 
de Fraocisco de Paula Mafra. Redactores: Affoaso Obn- 
dense, Tobias Barreto, Scusa Pinto, Lydio Manano, Martins 
Junior, AJfredo Falcio, Ovidio Klho, Pereira da CJosta e 
lima Parente. Bibl Pubi, do Est. 

881.— Vinte e CinCO de HarQO. — Pemambueo, Typ. 
Apollo, Rua do Hcgpiào, n.' 79, 1884, in-fol. peq. 

N.* unico de 25 de Mar90; homenagem da Cùia Eman- 
dpadois cPedio Pereira». Barissimo. Bibl. Pubi, do Est. 

882.— Gkueta da Victoria.— Foiba aemanaria.— Vìdo- 
ria, Typ. Bua Imperiai, «.• 71, 1884, in-foL 

II.* 1 Sfido a 30 de ilan?o e o n.* 7 (ultimo ?) a 10 
de Maio. SemaaaL Anno lOfOOO; n.* arnlso 240 róis. 
Bibl Pubi do Est 



888.— A BaB&O.— fia»/e, IVP- ^^^ «^ Flores^ n.» ^4, 
l/amfar, 1884, in-fol, peq. 

n.* 1 e unico safo a 12 de AbriL Trimestre 1$500, 
Redactores: Diocledo F. da Silva Rego, Henrique Azevedo. 
Bodolpho Pìres e J. Lages.^Foi substìtuido pd'O Echo da 
Evoluf^ (X.* 822). Bibl. PabL do Est 

834.— -Foiba do Recife. — Pemambueo^ l\fp. da ^Folka 
do Beciff, Bua de S, FranciscOy n.* 2 F, 1884, in-foL 

n/ 1 safo a 15 de AbrU e o n.* 20 (ultimo) a 7 de 
Junho. PttblicacSo tres t^u^^ por semana. Trimestre 2$000. 
Tiragtem de 300 exemplares. Redactores: Rìbeiro da Silva, 
Gridio Riho e Mendes Bastosw BibL PubL do EsL 



437 



835. — Echo da EvolUQ&O. — Bec(/«, Typ. Bua das 
Flores, n.^Hj 1" andar, 1884, in-fol. peq. (n.«« 2-6) 
e in-fol. (n.' 7). 

n." 2 (1^) salo a 19 de AbrU e o n,® 7 (ultimo) a 
10 de Junho. SemanaL Trimestre 1$500. Redactores: 
Henrique Azevedo, M. de Sousa, A. de MeadoiKja e Ro- 
dolpho Pires. Saccedeu a A Bazào (N.* 820). BibL Puoi, 
do Est. 



8S6. — O LategO. — Periodico critico. — Recife, Typ. do 
uLatego», Becco do Marisco, 1884, in-fol. peq. 

n." 1 e unico (?) salo a 19 de Abril. 
Redigido por Antonio Gracindo de Gusmfto Lobo, foi 
substituido pelo Rio Branco (N.** 843). BibL Pubi, do Est. 

837. — O Judas Iscariote. — Jomal annual. — Redfe, 
Typ. de S. Gabriel, 1884-86, in-fol. 

N.~ unicos (3) de sabbado da Alleluia; publica<?ao hu- 
moristica. Bibl. Pubi, do Est. 

838.— Revista da Sociedade Bahiana de Benefl- 

cencia. — Redfe Typ. Universal, 1884, in-4«. gr. 

n,"* 1 e unico (?) salo a 6 de Maio. MensaL N.» avulso 
500 réis. Redactores: Baptista de Oliveira, Bernardo Costa, 
M. Carvalho Ramos, Urbano Neves e Octaviano de Araujo. 
Bibl Pubi, do Est. 

839. — ^A Ideia. — Orgào da Sociedade Certamen Litterario. 
— Recife, lyp. Rua das Flores, n." ^4, V andar, 1884, 
in-fol. peq. 

n." 1 salo a 15 de Maio e o n.^ 4 (ultimo?) a 30 
de Junho. Quinzenal. Trimestre 1$000. Redactores: 0. Sil- 
va, Antonio M. da Costa Ribeiro, Walfrido Bastos e A. 
Barroca. Bibl. Pubi do Est. 



438 



840.-^ Cearà Livre. — Pematiìbuco Typ. Apollo, Bua 
do Hospido, 79, 1884, ìn-fol. 

N."* unioos (3) de 25 e 28 de Maio e 28 de Setembro. 
EdÌ9Ses em favor dos escravos. BibL Pubi, do Est. 

841.— BesaMos Lyrioos.— Revista critica do Theatro 
Lyrico. — Bedfe, Typ. Bua das Flores, n/ S^, IJ^ andar, 
1884, in-4*. 

IL* I salo a 6 de Julho e o n,» IV (ultimo?) a 27. 
SemanaL N.« avulso 200 réis. Redactor proprietario: Glau- 
dine de Mollo. BibL Pubi do Est 

842. — Al EradÌ9&0. — Bedfe, Typ. Indudrial, Bua do 
Imperador, n.* 14, 1884, in-fol. peq. 

n.^ 1 salo a 4 de Junho e o n."* 5 (ultimo) a 11 
de Setembro. QuinzenaL Trimestre 1$500. Redactores: 
iPaulo Antigoiio, Fedro Mollo, Sabino Junior, André Oomes 
e Roberto GuimarSes. BibL PubL do Est 

848. — ^A LU8. — OrgSo da Sociedade Recreìo Litterario In- 
fimtil. — Bedfe, Typ. Bua das Flores, ».• ^4, 1." andar, 
1884, in-fol. peq. 

n.^ 1 salo a 5 de Julho e o n.« 5 (ultimo) a 4 de 
Setembro. QuinzenaL Trimestre IfOOO. ][tedactores : Athe- 
nogenes Luna, José de Castro e Pedro Junior. BibL PubL 
do Est 

844.— Revista de Pharmacia.— Bestìnada aos inte- 

resses da classe : Orgao do Congresso Pharmaoeutico de 
Fernambuco. — Bedfe, Ikfp. Meroantìl, 1884-85, in- 
' fol. peq. 

n.* 1 salo a 20 de Julho de 1884 e a publica9So 
perduraya ainda em meiados de 1885. MensaL Anno 
10^000. BiòL PubL do Est 



439 



846. — Gazeta de ÌPalmares. — Palmares^ Typ. Una 

5effa,n.-5, 1884iii-fol. 

n.° 1 salo a 11 de Agosto e o n.* 17 (tdtimo) a 
7 de Dezembro. Semanal. Trimestre . 3$000. Proprieda- 
de de Qauriao Q. A. da Silva. BibL Pubi, do Est. 

846. — ^A Soberania. — Orgào do Club Conservador Aca- 
demioo. — Bedfey Typ. R. daa, Flores^ w.* S4j l^"* andare 
1884, in-fol. 

n." 1 salo a 11 de Agosto e o n.® 3 (tdtiino) a 20 
de Setembro. Redactores: Diego Cavalcanti de Albuquer- 
que, Salles Barbosa^ Nogueira Jaguaribe, Hugo Barradas, 
Cavalcanti MendonQa, GK>n9alves Maia e Jocelyn BrandSk). 
Bìòl. Pubi do Est. 

847. — ^America do SuL^Redfe, Typ. Universi, Bua 
do ImperadoTy n.^ 60 y 1884, in— fol. 

n.' 1 salo a 15 de Agosto e o n.* 7 (ultimo) a 25 de 
Outubro. TrìmensaL Trimestre 2(000. Bedactores: B. M. 
Garvalho Barnes, Bernardo Costa, Zacharias dos Beis e An- 
tonio Faria. Bibl Pubi do Est. 

848.— A Macaca. — Periodico crìtico. — Bedfey TS/p. da 
Cambóa do Oarmo,, 1884, in-4^ 

n.* 1 e unico salo a 18 de Agosto. Pasquim. Bibl. 
Pubi, do Est. 

849.— A Justiga.- iZeot/e, Typ. Bua daa FUres, n.^" S^, 
P andar, 1884, in-fol. 

« 

N." unico de 21 de Agosto. Preito da Fa culda de do Re- 
cife ao Dr. José Joaquim Scabra no seu XXvill anniver- 
sario. Barissimo. BibU Pubi, do Est 



440 



850l — O ArreboL — ^Perìodioo Ktenrio^ acientifioo e saty- 
rìca Orgi^ de ama «iipciatio. — Rx^e, Typ. Indus- 
triai. Ru^ do Iwi^rador, «.• 1^, 1884, ia-fol. peq. 



O n,* 1 s;t5o a ^0 de Air.>5to e o il* 2 (oltimo) a 10 de 
Setonbixx Thn^easaL Triintstre 1$500. Diiector: Julio 
H«ncem. 

851«--OfBunBiidm.— iSmVV. i-^vi, m-feL 

X.* ur.ico ie 11 c-e Se>:-irr:v; hrmeiugeoi ao actor 
Alv»> Ftlrrw FvPririL JUrèsinx Bè'^. PiM. do Est 



«—A DmiOCaTMÌ^ — /w>t*s^V« Ttv*. dot ^Democratas». 
Rma Dkw if r.aji:a. %.* r*, 1S>-L m-46L 



O £,• 1 sa.:.-^ a IS òr S-ÈC-ecnrr^ e o il* 6 (ottimo) a 
e« d^ C'-:n:br.v -^r-w ir iiimi: hr^ewL BiN. Pubi 






.~r«i>£w crrJeix— Bflf^v, 1884, itt-4' 






S S L O Oì-<VL~7 rati ST'i.Ax — Pcmjnimno^ Typ. de 
A. I. M yu'^':^ I>>4, :iH-i.L j%*i}. 

SSS^^-O CVttMmidiX' AademieQL— fi«»^. Tgf. Bua 



v"^ r" 1 ;r x^\>* * >«.»: * TT àf >:«?jn:'r-rx 



X v.?\ ^.^^ s%«.%J8K V^j-^^rv. TirLir^ -t 3ajto 



441 



é56«— O DiabinbO.— .Seci/e; IS/p. do ^ilHabinho», Bua 
daa Cruzes, 1884, iii-4^ 

n.* 1 saio a 27 de Setembib e o n.» 6 (ultimo) a 21 
de Outabro. I?.* avulso 40 réìs. Bibl Pubi, do Est 

857— 'Bio Branoo.^-Periodioo conservador^ religioso e 
literarìo. — Becife, Typ. Indudrial, Bua do Impera- 
dor, n/ Uf 18*84-85, in-fol. peq. 

n/ 1 do Anno I salo a 28 de Setembro de . 1884 e 
n.* 40 (ultimo) do II e ultimo a 14 de Dezembro de 1885. 
SemanaL Anno 12)000. Redactor: Antonio Oracindo de 
Gusmao Lobo. Sucoedeu a O Latego (N."" 886). Bibl. 
Pubi, do Est 



858,— O Badalo.— Periodico crìt]oo.-*ieeot/e, 1884, in-4^ 

!!.• 1 salo a 17 de Outubro e o n.' 2 (ultimo) à 2Ì. 
N.* avulso 40 léis. Pasquim. Bibl. Pubi, do Est. 

6S9«~A Ortigft.— Periodico orìtìoo.—Beà/e, 1884, m-4«. 

Ò n.' 1 e «nioo salo a 27 de Outubio. PasaaìoL BibL 
Pubi, do Est. 

860.— À CMse.— Perìodioo crìtioo.— iieet/é, 1884, m-4». 

n.* 1 e unico salo a 2 de Norembio. Pasquim. Bibl. 
Pubi, do Ett. 

861.— O Jornaldo Povo.— Foiba de oooasiao.— ife<»/«,' 
Typ. MenanlU, 1884-86, in-fol. 

n.* 1 do Anno I salo a 17 de Dezembro de 1884 
e n.* 2 (oltìmo?) do H e ultimo à 6 de Fererèiro de 1886. 
Redactor: Carlos Rete. Bibl. Pubi, do Est. 

66 



442 



802.-0 Neto do Diario.-^tjB^€, %>. Jèu^ Duqm de 

Caxiaa, n/ S9, 1884-86, »-8?. 

Q.* 1 salo a 20 de Dezembro de 1884 e o n."" 8 (ulti- 
mo) a 28 de Setembro de 1885. Proprìedade da Encader- 
na9So CommerciaL Bibl. Pubi, do Est 

868.— O Futuro.— iZecyfe, 1881, in-fol. pec]^ 
Faltam-nos pojciMnoresi Barissimo. 

864.— O PharoL— i2e(»/e^ 1884, iu-fbl. peq. 
Faltam-nos pormenores. Rarissimo. 



865.-^A Ideia.-*-Seaiai)ario aboliciooista. — Beciféj 1885- 
86, ia-fol. peq. 

vl.^ 1 saio a 2 de Janeiro de 1885 e a pablica99o 
continuava ainda em principios de 1886. Proprìedade de 
Ferreira de Kenezes. BedacQSo de Ricardo Ouim^TSes. — 
Bibl Pubi, do Est. 

866. — ^Bevista das Artes.— Hebdomadario de propa- 
ganda instructìva. — Recife, Typ. Raa Duque de Càxicis, 
n.o6^ laSSe 86^in-4^ 

n."* 1 saio a 11 de Janeiro e o n.» 8 (ultimo) em 
Abrìl. Tiragem de 2000 exemplares. Proprìedade de Fran- 
cisco de Paula Mafia. Bedaotores: Alfonso Oìindease, To- 
bias Barreto de Menezea, Antonio de Soi^iza Pinto^ Pliaelanto 
da Gamara, Alfredo FalcSo e Marcellino Cleto. 

En^ 1886 SfUo ainda um n.* especial, a 2 de Julho, em 
homenagem & aotiìz Lucinda Furtado Goelho. Bibl PìibL 
do Est. 



443 



gB7«*-^0 GtnC0tow— ^ Periodico critioo. — Becffe^ 1885^ 
m-.4^ 

n.» 1 e umco sato a 28 de Janeiro. Pasqaim. BibL 
Pubi do Est. 

8S8. — O Fantasma. — Perlodioo critioo. — Reeife^ 1885, 
in-4*. 

H.^ 1 e ttaioo saio a 30 de Janeiro. Pasquim. BibL 
Pubi do Ebt. 



889. — Joraal do Domingo.— Revista Iitterrria sema- 
tial--iB«5yc, iSfi/om G. LnporkA G% 1885, in-fol. 

n./ 1 (prospecto) e unico sato era Janeiro. Bibl 
Pubi do Est. 



87a— O Corisco. — Periodico critico. — Bedfe, 1886, 
in-4o. 

>n.* 1 e hbìco saio a 5 de ^ovelreiro. Pasqtiiin. 
Bibl Pubi do Est 



871.— O Diabinho.— Periodico critipo. — Recife, 1885, 
Jn-.4.* 

n.^ 1 e unico sato a 11 de Fevereiro. Pasquim Bibl 
Fu6l do Est 



tì1^2*— lie&O.— Periodico critico.— Beci/%, Typ.dauldéa»^ 
188'5, in-4.« 

n.' 1 safo a 24 de Feyereiro « o n."" 2 (ultimo) a 3 
de Mar9o. Pasquim. Bibl Pubi do Est 



444 



873. — Quinto T>ÌB%rioto. — Nazaréh^ Typ. do uQitMù 
DidrìdoM, 1886, m-4*. 

n.* 1 salo a 7 de Mar90. Bedactores: Alfredo 
Machado, Fernando de Castro, Landelino Gamara, Alfredo 
Finto e AgafAto Pereira. Baro. BibL Pubi, do Est 

874.— Vinte e Cinoo de Mar^o.— iZec^e^ %>. Apol- 

&>, 1885| in-fol. peq. 

N.'^ unico de 25 de Man^; homenagem da Sodeda- 
de «Ave libertas» ao primeiro anniversario da libeita^So 
integrai do Cearà, realisada a 25 de Mar90 de 1884. Ra- 
rissimo. BibL Pubi, do Est. 

875.— Oaseta Bio Pretana.— Villa de Agua Preta^ 
Typ. da mGazdo Rio Prdana», 1885-86, in-foL peq. 

n.* 1 do Anno I saio a 26 de Abril de 1885 e o 
n.^" 3 (ultìmo?) do II e ultimo a 28 de Fevereiro de 1886. 
QoinzenaL Trimestre 3$000. Propriedade da. €Associa9Ìo 
Agricola Rio Pretana>. Primeira e unica folha locai Bara. 
BibL PubL do Est 

878r— O Oondor.— Periodioo litterario, instmctivo e re- 
creativo. — FtctoriOy 7\fp. do ^Iddadorw, 1885, in- 
foi, peq. 

n.* 1 saio a 1 de Maio. QuinzenaL Trimestre If 000. 
Prroprìetarìo: Manuel José Duarta — Bedactores: AntSo 
Bernardino, Leobardo de GarvalhOf Fortunato de Carvalho, 
José Bandetra, Fonseca Braga e Oliveira MadeL BibL 
PubL do Est 

877.- Jomal da Tarde.— iZecife, %>. do iJòmal da 
Tarde», Bua das Laranjeira», n.* 18, 1885, in-foL 



n.^ 1 saio a 22 de Maio e o n.* 27 (ultimo) a 27 
de Junho. Diario. Trimestre 3(000; n.* avulso 40 réia. 
BibL Pub. do Est 



446 



87a— Vietor Hugo.— jB0o»>, Typ. Apollo, e LUh. KM: 
8. Oowma, 1885, iii-4." 

N.° unico de 1 de Junho, publioado por Samuel Mar- 
tins, Jorge Tictor, F. Lopes Neto, José Hugo Gongalves, 
José Femandes da Silva Manta, Eudides B. Quinteiro e 
M. Bartholo Junior. Trazia na 1* pag. o retrato de Yictor 
Hugo por Yera-Gruz. Barissimo. BM, PubL do Est 



879.— Oasata do VQVO.—Beoife, %>. Bua Duque de 
OaxiaSp n."" ^ 1885, in-fol. peq. 

n.* 1 saio a 17 de Junho e o n.® 12 (ultimo) a 11 de 
Agosto. Bi-semanaL Trimestre 1^500. Propriedade de Luiz 
Jcfié da Silva Cavalcanti Filho. Redactores: Ovidio Filho 
e Blbdio dà Silva. Bibl. PubL do Est 



CO.. Oog eta QssttonùmiCB^'^Bmfe, 1885-1904, in- 
foi, peq. 

N.~ unicos de 24 de Junho e 24 de Dezembro. Bifa 
da- oommestiveis. B^L PubL do Est 

88Lt-0 Meteoro.— Periodico litterario, scientifico e saty- 
rioo. — Beotfe, Tifp. Liduslirial, Bua do Imperador, 
n.* 14, 1865) in-fol. peq[. 

n.^ 1 salo a 9 de Julho e [0 n.* 4 (ultimo) a 11 de 
Setembro. QuinzenaL Anno 3)000. Redactores: Butilio 
de Oliveìra e Arthunio Yieira. BibL PubL do Est 



882.— Y08 do Tovo.—Seoi/e, Typ. da^Voz Povo», 1886, 
iiii*fol. peq. 

n.* 1 e unico(?) saio a 15 de Julho. Salissimo. 



446 



888.*— O Futoro-^rgio semanaL — Vtdoria^ lyp. d$ 
t^Futuroi», Rita Imperiai, n.<» S8 A, 1885-86, in-foL 

n.* 1 saio a 17 de Julho e a pablica9iU) aiada per- 
darava em principìos de 1886. Trimestre 2$000. Beda- 
ctor: Alfredo Silverio. BibL Pubi, do Est 



884u«— O Reclame.— Jornal annunciativo-oommercial. — 
Bedfcj Typ. MeroantU, 1885, in-fol. 

n.** 1 salo a 5 de Agosto e o (a.** 5altinio?) a 12 
de Setembro. SemanaL Pahlicado por iniciatiTa de Satyro 
Seraphim da Silva. BibL Pubi, do Est 



886« — O Atalaia. — ^SemaDarìo abolicionista e republicano. 
—Reeifey Typ. Rua das Flores, Ht i-"" andar, 1886, 
fo-fol. peq. 

O n.** 1 salo a S de Agosto. Proprìedade de Camillo 
de Andrade. Bedac^ao de Bicardo GuimarSes. JSibl. Pubi, 
do Est 

886.— Ave-Libertad.— -iieci/e Typ. MeroantU, 1885, in- 
foi, peq. 

N.o unico de 8 de Setembro, commemoratiyo do 1/* 
anniversario da installa93o da Sociedade Abolicionista «Ave 
libertas» ; trasda na 1.* pag. o retrato de D. Leonor Porto. 
Mnito raro. Bibl. Pubi, do Est 

887. — O PandegO. — ^Periodieo imparcial, noticioso, re- 
creativo e commercial. — Nazareth, Typ. do « Quinto Dis- 
trido», Bua do Barn Jesus, 1885, in-4.*. 

n.*^ 1 salo a 13 de Setembro e o ft.* 2 (ultimo) a 
6 de Outubro. Trimestre lf500; n: avulso 120 réis. Bibl. 
Pubi do Ea. 



447 



888. — Jornal das Mogas.— Periodico critioo e sai^irioo. 
— Redfej Typ. do tJomaldcta Mofos», 1885^ ixk-A\ 

n.* 1 e unico salo a 25 de Setembro. BibL Pubi 
do Est. 

889. — O Diabinho. — Periodico critico e noticioso. — Vi- 
Gloria, Typ. do tiLidador», 1885, in-4.o. 

a.' 1 e unico (?) saio a 1 de Jlovembro. Proprie- 
dade de Luiz Qalv&o. Bib. Pubi, do Est. 

890. — O Liberal Federativo.— Orgam liberal radicai. 

Jornal politico, noticioso e litterario. Reoife, Typ. do 
tcLiberal Federativo», Bua Direita, n.« 5*, 1885-86, 
in-fol. 

n.» 1 do Anno I salo a 24 de Novembre de 1885 
e n.* 4 (ultimo) a 26 de Dezembro; o n. 1 do II e ul- 
timo a 7 de Janeiro de 1886 e o n.^ 7 (ultimo) a 1 de 
Mar90. 6i-semanaL Anno 10$000. Bibl. Pubi, do Est. 



891.— O Medonho. — Recife, Typ. do «Medonhoj^y Bua 
do Imperador, n.' 91, 1886, in-4". 

n. 1 salo a 7 de Janeiro e o n.^ 7 (ultimo) a 22 de 
Fevereiro. N.^ avulso 40 réis. Bibl. Pubi, do Est. 

892.— O Telephone. — Periodico satirico e jooo-serio. — 
Vicioria, Typ. do ^iFederalista», 1886, in^4.®. 

n.* 1 salo a 12 de Fevereiro e o n.^ 7 (ultimo) a 
23 de Mar90. K.* avulso 40 réis. Bibl. Puoi, do Est. 



448 



893.— O Self de MarQO•-^Tomal oommemorativo. — R^ 
Rxife, Typ. Induatrud^ 1886, ÌD-fd« 

N.« avulso de 6 de Mar^, pubHcado por Galdino 
Loreto, Felido Boarque, Bianor de Medeiros e IMphino 
Paula, em homenagem aos martyres da roTolugao de 1817. 
Bibl. Pubi, do Est. 

884.— -O Deus Momo.— Jomal noticioBOi jooo-serioi oom- 
meroial e gaatronomioo. Orgam doe interesses da bar- 
riga. PernambuGO, Ihfp. do uDeua Momo», 1886, iii-4.*. 

N.^ unioo de 7 de Mar^o, para oommemorar o Càr- 
naral de 1886. Bibl. Pubi, do Est. 

895.— A QaEeta dos Monos.— (Macaoos serao elles.) — 
Recife^ Ih/p. de Manuel J. de Miranda^ Bua Dujue de 
Caxiaa, n.** S9, 1886, in-fol. 

N.® especial de 7 de Margo, para commemorar o Car- 
naval de 1886. Muito raro. Bibl. Pubi, do Est 

896.— Vinte e Cinco de JEaxqo.—B€oife, 1886, in- 
foi, peq. 

N.° unico de 25 de Mar90 ; homenagem ao 2.** anni- 
Tersario da liberta93io integrai do Cearl Bib. PiU>l. do Est 

897.— A Tribuna Aoademioa.— 22^(/i, Typ. Apbttó, 

1886, in-fol. peq. 

n.^ 1 salo a 15 de Abril. Bedactores: Galdino Lo- 
reto, Bianor de Medeiros, Samuel Martins, Budides Quia- 
teiro, Nilo Pe9anha, Yiyeiros de Castro, Henrique M^^tii^a 
e Hildeberto GuimarSés. Bibl Pubi do Est 



449 



888.— Equador.— Perìodioo academìoo. — Recife, Typ. 
Indusiricùy Bua do Imperador, n." Ì4, 1886, in- 
foi, peq. 



n.<> 1 salo a 17 de Abril e o n.* 6 (ultimo) a 15 
de Junho. Quinzenal. Trimestre 2$000. Propriedade e re^ 
dac9Sk) de Alcedo Marrocos, Alvares da Costa, Henrique 
Azevedo, GoiKjalves Maia, Amaro Kabello. Gaspar Costa e 
Edoardo Tavares. Bibl. Pubi, do Est. 



889. — Revista Academica. — Redfe, 1 886-88, in- 
foi, peq. 

n.* 1 safo a 5 de Maio de 1886 e a publicacySo pro- 
longou-se até 1888. Redactor-principal : Goncalves Lopes. 
Bibl. Pubi, do Est. 



900. — Revistinha. — Pequena encyelopedia quinzenal, es- 
pecialmente critica, noticiosa e litteraria (I), as vezes 
politica, mas nunca partidaria (II). — Orgào do Curso 
Preparatorio em Pernambuco (III).— Periodico exclu- 
sivamente litterario (IY).—Beoife, Typ. Bua das Fio- 
res, n.* ^4, Ir andar, (I) ; %>. da tcBevUtinha» (II-IV), 
1886, 88, 89 e 93, in-8^ 

n." 1 do Anno I salo a 22 de Maio de 1886 e o 
n.* 1 (ultimo?) do IV e ultimo a 15 de Outubro de 1893. 
Quinzenal (n.« 1-4 I e todos dos III e IV); semanai (n.** 5-8 
do I e todos os do E). Mez 500 réis (n.~ 1-3 I), 200 
róis (4-811) e 300 réis (H-IV). Pundador: Leovigildo Sa- 
mueL Redactores : Aniano Costa, Malaquias da Rocha, Tito 
Franco, JoSo Diniz e outros. Bibl. Pubi, do Est. 

67 



450 



901.— O Estudo.— Orgam do Club Litterario tDi^uea 
Junior», fundado entre os alumnos do Institnto 19 de 
Abril.— iJeci/e, Typ. Apollo, 1886, in-fol.peq. 

n.^ 1 saio a 1 de Junho e o n.*» 8 (ultimo) a 15 
de Setembro. Quinzenal. Trimestre 1$500. Redactores: 
Thiago da Fonseca, Carlos Porto Carreiro e Bernardo José 
da Gama Lins. BibL Pubi, do Est. 

802.— Vulcano.— Foiba gastronomica e orgio da barriga. 

—Bedfe, 1886, in-fol. 

N.^ unico de Junho. Rifa de comestiveis. Rarissimo. 
Bibl Pubi, do Est. 



908. — O Federalista.— Orgam do partido liberal do 6.** 
districto.— Ftóona, Typ. do tt Federalista», Rtia Impe- 
riai, n/ 59, 1887-87, in-fol. 

Appareceu em Junho de 1886 e ainda se publicava 
em principios de 1887. Seraanal. Semestre 6$000. Edi- 
tor: Piragibe Hagissé da Silva Costa. Bibl. Pubi, do Est. 

904. — ^A Propaganda.— Periodico imparcial, notidoeo e 
litterario. — Redfe, Typ. Universal, 1886, in-fol. 

n.' 1 salo a 5 de Julho. Semanal. Trimestre 2$500. 
Editor: Quintino Malta. Bibl. Pubi, do Est. 

906. — O Joào Fernandes. — Revista critica e humoris- 
tica. — Recife, Typ; Apollo (n.~ 1-12) ; Typ. Universal 
(n.«» 13-19); Typ. do «Joào Fernandes {n.^ 20-47), 
1886-87, in-4.% ilhis., tit. grav, 

n.« 1 salo a 11 de Julho de 1886 e o n.- 47 (ulti- 
mo) a 5 de Julho de 1887. Semanal. Trimestre 4^000. 
Propri edade de Carneiro Vilella e Antonio de Moraes. De- 
senhos de Carneiro Vilella e Rodolpho lima. Bibl. Pubi. 
do Est. 



451 



906. — ^Folha da Victoria.— Oigam das idéas livrea. — 

Vtdoriay Typ. Bua Imperiai, n.* 75, 1886, in-fol. 

n.** 1 salo a 30 de Agosto. Proprietario e reda- 
ctor Amaro Pessòa. Foi substituido pelo seguinte. Bibl. 
Pubi, do Est. 

907. — O Echo da Victoria. — ^Orgam das idéas livrea. 
— Vidoriaj Typ. Rua Imperiai, n.* 75, 1886-87, ÌQ-fol. 

11.» 1 salo a 5 de Setembro de 1886 e o n." 42 
(ultimo) a 23 de Junho de 1887. Semanal. Trimestro 1$500. 
Bedactor: Amaro Pessóa. Succedeu & Folha da Victoria 
(N.* 906) e foi substituido pelo Echo do Povo (N.« 929). 
Bibl. Pubi do Est 

906.— O FatuSCO. — Illustrado e humorìstioo. — Recife, 
Typ. Mercantil (n."^ 1-9); Typ. Central {n.'' 10) ; Typ. 
do^Patwsco», {n.^ H-H), 1886-87, in-4.% illus., tit. 
grav. 

n.* 1 salo a 7 de Setembro de 1886 e o n.' 14 
de Fevereiro de 1887. Semanal. Trimestre 5$000. Desenhos 
de Libanio do Amarai. Bibl. Pubi, do Est. 

909. — O Falito. — Periodico lilterario e humorietico. — Vi- 
doria, Typ. do aPalito», Rua Imperiai, n.* 59, 1886, 
in-4^ 

n.* 1 salo a 26 de Setembro. Bibl Pubi do Est 

910.— O Caradura.— Periodico 8atyrico.— FicforMi, Typ. 
do 9iCàradura»», 1886, iD-4^ 

!!•• 1 salo a 2 de Oatubro e o n.° 11 (ultimo) a 11 
de Dezembro. A publica9ao proseguio em Maceió. Bibl 
Pubi do Est 



452 



01 l.~Amazonia- Artistica*— A's irmas Virginia e Ma- 
thilde Siaay horaenagem doe estadantes da Amazonia. — 
— Beeife^ Typ. Indmtrial, 1886, in-fol. peq. 

N.** unico de 13 de Outubro, no qual collaboraram 
Gaspar Costa, Paulino de Britto^ Àlvares da Costa, J. Mar- 
ques de Carvalho, Themistocles Kgueiredo, E. Barroso, 
Augusto Montenegro, Santa Rosa, B. Siqueira, Araujo Sal- 
danha e A. Marques de Carvalho. Bibl. PubL do Est 

012.-^Boletim HomoBOpathioo.— i2ec»/e, Typ. R. do 

B. da Vtotoria, 43, jf.« andar, 1886, in-8«. 

n.* 1 saio em Dezembro. Bedactor-proprietario : 
Dr. J. Sabino L. Pinho. Bibl Puhl do Est. 

818.— O Papagaio.— -Beci/f, Typ. da Kldma», 1886, iii-4*. 

n.^ 1 e unico saio a 30 de Dezembro. Bibl PubL 
do Est. 

814.— O Contra Rebate.— Periodico critico, politico e 

litterario.— i26ct/e, Typ. da ^Idéa», 1886-87, ia-foL 

Appareceu em fins de 1886 e ainda se publicava em 
meiadosde 1887. SemanaL Anno 9|000. Bibl. PubL do Est. 



816. — O Provinciano. — jReciy«, Ijp. Cen^ 1887, 

in-fol. 

n.* 1 salo a 10 de Janeiro. Publica^So tres rens 
por mez. Anno 8^000. Trazia corno epìgraphe: e Uea^père 
du monde va étre a la nation quiaura Vobservation la plus 
nette et Vanalyse la plus puissante.* (E. ZouiX Ptoptìe- 
dflde e gerencia de Manuel de Araujo SÌddanha. Sucoedeu a 
O Incentivo (N.771). 



'453 



016.— Revista do Norte.— iSeot/é, lyp. Industrìaly Bua 
do Imperadoì\ n.* 14, 1887, in-4,". 

n.*" 1 saio a 10 de Janeiro. PablicaQSo tres vezes 
por mez. Trimestre 3^000. Propriedade e redacQ&o de Mar- 
tins Junior, Arthur Orlando, Adelino Filho e Pardal Mallet. 
Bai. Pubi, do Est. 

017. — ^A Esmola. — Beci/Cf Typ. Indiuùial, Bua do Impe-' 
rador, n.'' Ì4v 1887, in-fol. peq. 

N.® unico de 4 de Fevereiro, publicado por occasiSo 
de urna kermesse em favor dos pobres, e escripto por Al- 
fredo Fal(^, Adelino Filho, Arthur Orlando, 1. Martins Ju- 
nior, Maia Pessda, Victor Leal, Pardal MaUet, Thomaz Es- 
piuca, Ferreira da Silva, Theophilo Dias, Souza Finto e 
Bamìro Borges. Bibl. PubL do Est 

018.— Jomal BaratinllO.— Pemam&ooo, Typ. Miranda. 
1887, in-4A 

n.* 1 e unico saf o em Fevereiro. Destribuido gratui- 
tamente comò reclame pela casa Miranda, 32, Bua Duqua 
de Caxias. Tiragem de 10.000. Bibl Pubi do Est. 

#• 
019.— A Alvorada. — Revista militar e literaria. — Beoife, 

I^. do Mjomal do Bedfe», (n.** 1-2) ; Typ. Industriai, 

(n « 3-6), 1887, in-fol. peq. 

n.** 1 salo a 7 de MarQO e o n." 5 (ultimo) a 15 de 
Maio. Quinzenal. Bibl Pubi do Est 

OaO.— (}az6tÌnlia.F-.i2e(»7e, Typ. da «Gazetinha», 1887^ 
in-fol. peq. 

n.° 1 salo a 5 de Abril e o n.* 8 (ultimo) a 20 de Junho. 
Trimestre 2f 000. Redactores E. Quinteiro e Ferreira Junior. 
Bibl Pubi do Est. 



454 



921.— O Meteore. — Orgam do povo. — Vìdoric^ 7\fp, 
Bua Imperiai n/ 59, 1887 e 92,in-fol. 

n.' 1 da 1.* ópocha sato a 16 de Abril de 1887 e o n.* 
26 (ultimo) a 5 de Novembro ; os poucos n.** da 2.* épocha 
safram em meiados de 1892. Semanal. Trimestre 1$500 (1/) 
e 3$000 (2.*). Propriedade e redacc^ao de Piragibe Hagìssé 
da Silva Costa (1.') e de Samuel Goraes e José SalornSo (2.*). 
Bibl Pubi, do Est 

922. — ^P16r da Victoria.— Orgam da juventude victo- 

rieoRe. — Santo Antao, Typ. do «Lidadom^ 1887, in-. 

fol. peq. 

« 
n.' 1 salo a 1 de Maio. Proprietarios : Fedro d'Al- 
buquerque e Samuel Oomes. Collaboradores: Laobardo de 
Carvalho, Oliveira Maciel, Fortunato Carvalho, AntSo Ber- 
nardo e Juvencio de Albuquerque. Bibl. Pubi, do Est. 

928.- Era Nova.— Foiba Academica.— Ifeci/è, Typ. Cenr 
trai. Bua do Imperador, n.*» 73. 1887, in-fol. 

n.® 1 salo a 22 de Maio e o n.' 2 (ultimo ?) a 2 de 
Junho. Publica^So tres vezes por mez. Trimestre 3$000. Ee- 
dactores: Nilo Pecjanha, Samuel Martìns, Olympio de Cas- 
tro, José Teixeira, JoSo Lima, Gonzaga Bacellar, Estepha- 
nio Barroso, Alcebiades PoQanha, JoSo Pereira, Marcos Dol- 
zani, Biitto Inglez, Elpidio Souto, Felix Candido e Francisco 
Campello. Bibl. Pubi, do Est. 

924. — Gazeta Aeademioa.— i2eo(/e, Typ. Indtuitrialj 

Bua do Imperador, n."" 75, 1887-88, in-fol, peq. 

n.® 1 do Anno I salo a 1 de Junho de 1887 e o n.** 5 
(ultimo ?) a 21 de Agosto ; o n." 1 (unico ?) do II e ultimo a 19 
de Mar9o de 1888. Quinzenal. Mez 500 réìs. Kedactores: 
A. J. de Araujo e Augusto Carvalho. Bibl. Pubi, do Est 



455 



925.— O Sorriso.— Becife, 1887, in-4.o. 

n.** 1 e unico saio a IO de Junho. Karissiiuo. 



926. — O Futuro. — ^Periodico litterario, critico e scientifi- 
co. — Mecife, 1887, in-4.o. 

n.** 1 salo a 20 de Junho e o n.' 2 (ultimo) a 30 de 
Julho. Eadactores : Samuel Farias e Austragesillo Junior. 
Bibl. Pubi, do Est 

927. — Anti-Bebate. — Semanario abolicionista e republi- 
cano. — Reeife, Jh/p. do «Anii-Rebaie», 1887, in-fol. peq. 

n.' 1 salo a 6 Julho e o n.« 20 (ultimo) a 30 de Novem- 
bre. Anno 5$000. Propriedade e redac9ao de Eicardo Gui- 
maràes, J. de Lima e Eangel Sobrinho ; collabora9ao politica 
de Martins Junior, Pardal Mallet e Madeira Junior. Dizia-se 
^fundado pam a defexa dns victimas do im^nundo pasquir- 
neirod\0 Rebate:^. (N. 767). Bibl Pubi do Est 

928. — ^A Republica. — Eevista mensal do Centro Eepu- 
blicano de Pemambuco (I). Orgào do Centro Repu- 
blicano de Pemambuco (II). Recife, Typ. Industriale 
Rua do Imperador, n.« 75, 1887-88, in-fol. peq. (I) 
e in-fol. (II). 

n.* 1 do Anno I salo a 14 de Julho de 1887 e o n.^ 2 
(ultimo?) a 20 de Agosto; o n.' 1 do II e ultimo a 11 de 
Fevereiro de 1887 e o n.» 20 (ultimo) a 21 de Abril. Anno 
4^000. Eedactores: J. I. Martins Junior, Nilo PcQanha, Al- 
bino Meira, Pinto Pessóa e Argemiro Aróxa. Bibl, Pubi, 
do Est 

929. — ^Echo do POVO. — Orgao das ideas livres. — Redfey 
Typ. Rua do Coronel Suassuna, n.^ 144} 1887-89, 
in-fol. 

n.* 43 (1*») do Anno I salo a 23 de Julho de 1887 
e n.* 28 (ultimo?) do HI e ultimo a 25 de Agosto de 1889. 



466 



SemaaaL Trimestre 1$500. Bedactor: Amaro Pessoa (I-II) 
e Thomaz Cavalcanti da Silveira Lins (III). Saecedea ao 
Echo da Victoria (N.** 907) e em 1888, foi provisorìamente 
Bubstitaido pelo Brado Pemambueano (N.** 962). BibL Pubi, 
do Est 

980. — O Saltimbanoo. — Periodico satyrìoo e literario. — 
Eecifey Typ, do uSaUimbanoo», 1887, in-fol. peq. 

n.® 1 e unico (?) sato a 30 de Jolho. Barìssimo. 



931.— Archivo Brasileiro de Philosophia, Juris- 
prudenciae Literattira. — i2ect/è, Ihfp. Central, 

Bua do Imperador, n.* 75, 1887, in-4^ 

n.^ 1 e unico (?) salo em Agosto. MensaL Trimes- 
tre 3f 000. Dirigido por Clovis Bevilaqua e JoSU> Alfredo 
de Freitas. Bibl Pubi do Est. 

932. — A Exp08Ì9&0."—Be vista critica e humoristica. — 
Bedfe, Typ. Central (n.** 1); Ihff). da u Exposifào », 
LUh. Moraes &• & Lima, Bua das Laranjeiras, 
n.« 18, 1887-88, in-4.«, illus,, tit. grav. 

n.* 1 salo a 10 de Agosto de 1887 e o n.* 40 (ultimo) 
a 15 de Novembre de 1888. Publica9So tres vezes por mez. 
Mez 1(000. Desenbos de Bodolpho Lima, Yera-CruE e li- 
banio Amarai. Bibl. Pubi, do Est.. 

983.— Juventude.— i2eoì/è, Typ. Paula Marinho, (I-II) ; 
Tifp. F. P. Boulitreau (III), 1887 e 90, ìnA.^ (I) 
e in-fol. peq. (II-III). 

N.<* unicos (3) de 14 de Agosto de 1887 e 1890, oommo- 
morativos dos23'' e 26* anniversarios dafunda^do dasodeda- 
de lecreativa cJuventude», e de 11 de Janeiro de 1890 do 
3' anniversario da crea93o da banda musical da mesma so- 
ciedade. Bibl. Pubi, do Est. 



457 



934, — ^A Voz do Povo. — Periodico satyrico e lilterario, 
Recifry 1887, in-lbl. peq. 

n.* 1 e uaico saio a 5 de Setembro. BibL Pubi, 
do Est 



935. — O Antheu. — Periodico literarìo, critico e noticioea. 
Bed/Cj 1887, iu-fol. peq. 

n.* 1 salo a 7 de Setembro e o n.' 5 (ultimo?) a 11 
de Novembre. PublicacjSo tres vezes por mez. Trimestre 
1$500. Trazia corno epigraphe : ^lAbertas qtue sera tameng, 
Redactores: Manuel do Sacramento, Phantino Soares e Fran- 
cisco Vieira. BibL Pubi do Est^ 

936.— Dezeseis de Setembro. — Recifej Typ. de G. 

Laporte & C.% 1887, iu-fol 

N.*» unico de 16 de Setembro; homenagem à provincia 
de Alagòas no septuagesimo anniversario de sua emancipar 
9ào politica. BibL Pubi, do Est. 

937. — BO de Setembro. — Homenagem do Club Bepu- 
blicano Rio Grandense. — Recifej Typ. do OommerciOf 
1887, in-fol. 

N.' unico de 20 de Setembro, commemorativo do 52» anni- 
versario da Revolu9ao Rio Grandense, escripto por Pardal 
Mallet, JoEo Cardoso, Frederico Bastos, Moysés P. Vianna, 
José Vieira Braga, Alfredo Varella e TeUes de Queiroz. 
BibL PubL do Est 

938.— O Norte.— jBec?/e, Typ. Rua das Iflóres, n.« ^4, 
1.^ andar, 1887, in-fol. peq. 

n.*^ 1 e unico salo a 1 de Outubro. Rarissimo. 

58 



458 



839.— O Esoalpello. — ^Bi-semantrio critioo, bamoristioo e 
litieraria — Pemambuoo, 1887, ìii-4'. 



n.^ 1 e unico (?) saio a 16 de Oatabio. Piopiie- 
dade de Iiidro Layrador. BibL IhibL do Est 



84CX— O Tabaoo Idvre. — Jonal littenrìo, noticioeo e 
regenerador. — Recì/cj T^p. do mTabaeo LUre», Anno 
7ói (1887), in-iol. peq. 

N.* anice de 30 de Ontubro. BedactorcB: A. YaUe e 
Amelio sarà. BiiL PuU. do Est 



Mlw— O PUìSado."— Pefiodìco satirico e litterario. — ^£0- 



»<— O PUìSado."— Periodico satirioc 
cife^ 7y|K da •LitiuM^ 1S^7, in-4.* 



O a.* 1 e unicv^ >5a:o a r de Xcrenibro. X.* aTnlso 40 
TvSi:?^ Pas^ìuir^ JK,.^\ Pi^ii, d-:- E>f. 

Mokr^ Becife«"-S^«zanari.^ abolicioiiisla e icpoblìcaiK». 
— i&vv'^ 1SS7-SS^ in-tot pei}. 

O r. * l ^^^ e^n: rrlnvnr::i> de Xorenbiìode 1SS7 eon.«22 
tuh;r.^^ • A i?l ce r^Ar.t-:r: it 1>SS. Amc» <i$000. Prc^rie- 
\Uàe e tvvì*a:^>v^ co Riv-a^ric G:i:nirfes e Sjou^ Sohrinho; 
%vV.,^K>T^<io ce ltArs::i> ,^:i:i::r e PirijJ MaSet BOI iVW, 
4V .^-j^ 



•4S.— O EspìàC— Or: w e surri^x — Bm^ I^p. do 



V 



'•>•♦* C.< • * *X i. *"».«r..^>V^^ J. * •• 



•• « 



55;x . 41 : ? 00 • h^^l•L:r.^^ e e x.' S ixJdao?) a 18- 






469 



044.— Rabo Escondido com o Oato de Fora. — 

Jornal de arranca toco. — Reeife, 1888, in-fol. peq, 

N.* unico de 11 de Fevereiro. Jornal humoristioo dis- 
trìbnido por occasiSo do baile carnavalesco havido, em aquella 
noite, no Club Internacional de Begatas. BibL Pool, do Est. 



915.-^ Caiador. — Orgào do Club Carnavalesco dog 
Caiadores. — Reeife, Typ. do « Caiador » (n.°* 1-7) ; 
Aidier Miranda (n." 8-21), 1888-93 e 1895-1907, 
ìn-foL 

n.' 1 3afo a 11 de Pevereiro de 1888 e o n.» 21 (ulti- 
mo) a 10 e 12 de Peyereiro de 1907. AnnuaL BibL Pubi. 
do Est. 



946. — O Piparote. — Pemambueo, Typ. de Manuel J, 
de ^Miranda, Rìm Duque de Oaxias, n.^ 34} 1888, 
in-4.<> 

n." unico de 11 de Fevereiro. Jornal carnavalesco; 
BibL PubL do Est 



947.~0 Equador. — ^Revista semanai, politica e noticio- 
sa. — Reeife, lyp. Industriai, Rua do Imperador, n.® 75, 
1888, in-fol. peq. 

n.* 1 e unico (?) saio a 6 de Mar90. Fropriedade de 
José Gaetano da Silva & G\ BibL PubL do Est 

948.— Nova Patria.— Periodico trimensal. — Be(nfe, 1888, 
ia-fol. 

n.* 1 salo a 10 de Mar90 e o n.^ 3 (ultimo) a 30. 
Trimestre 2$000. Bedactores: Antonio de Araujo, Jesuino 



460 



Lttstosa, JoSo Capistrano, Prado Sampaio e Araancio Ramos. 
Bibl Pubi do Est 

918«— Goyanna JAVTQ.—Goyannay 1888, in-fol. peq. 

N." unico de 25 de Mar9o; homeaagem aos abolicio- 
nistas de Qoyaana. Rarissimo. BibL Pubi, do Est 

950.— O Artista. — ^Orgao da Classe em Pernambuoo. — 
Recife, Typ. do n Artista» (I) ; Typ. Industriai (II-III) ; 
lyp. da Soeiedade Uniào Progressista Ceatnd das Ar^ 
tesllV), 1888-91, in-fol. peq. (I), ìn-fol. (H-IV). 

n.» 1 do Anno I saio a 1 de Abril de 1888 e a 
publìcaijao perdurou até principios de 1891. SemanaL Anno 
5$000. Redactor: Cyrillo Riboiro. BibL Pubi, do Est. 

9Sl.*-0 Parnaso. — Pequeno quinzenario noticioso, oriti* 
00 e litterario. — Recifey 1888, in-4". 

n.** 1 e unico (?) salo a 10 de Abril. Redactores : 
Aaiano Costa e JoSo Pessòa. BibL Pubi, do Est. 

952. — A Foiba Moderna. — Periodioco qainzenal. — 
Recife^Typ. do Commercio (n. 1); Typ. R. dan Flores, 
Hi 1^^ andar, (n.*>* 2-4) 1888, in-fol. peq. 

n.° 1 sa(o a 15 de Abril e o n.» 4 (ultimo) a 30 de 
Maio. Trimestre 1$500. Proprietarios e redactores: Ar- 
thar Lydio Raballo da Silva e Solidonio Attico Leite. BibL 
PubL do Est 

953. — Sportman.— iJ?c{/e, Typ. do Commercio, 1888, 
in-fol. 

n.« 1 saio a 22 de Abril o o n.^ 6 (ultimo) a 31 de 
Maio. Director: Silveira Carvalho. Redactor: Baptista de 
Medeiros. BibL PubL do Est 



461 



954. — Hòmens e Lettras. — Revista litteraria. — Reci- 
/e, Typ. do «Jornal do Recife»^ 1888, in-4^ 

n.« 1 salo era Abril e o n.' 2 (ultimo) em Setembro. 
Eedactor: Arthur Orlando. — Collaboradores: Tobias Barreto, 
Jayme de Seguier, L Martins Junior, Samuel Martins, Gui- 
Ihenne Azevedo, Claudino dos Santos, Affonso Olindense, 
Henrique Martins, Bianor de Medeiros, Agostìnho de 011- 
veira Junior e outros. BibL Pubi, do Est 



955. — O Brado Juvenil.— iZeci/e, Typ. do Commerdo, 
1888, in-4°. 

n.° 1 e unico salo a 5 de Maio. Proprietarios e re- 
dactores: José Candido o José de Oliveira. BibL Fìibl. 
do Est 

956. — ^A Academia. — ^Homenagem dos Estudantes de 
Direito ao dia 13 de Maio. — Becife^ 1888, in-fol. 

N.* unico de 13 de Maio. Commissao de redac9ao: 
Bianor de Medeiros, Samuel Martins e Galdino Loreto. Bibh 
Pubi do Est 

957. — O Esfor^O. — Periodico bi-mensal, litterario, crìtico 
e noticioso. — Recife, Typ. R. dos Flores n.* ^^ 1888, 
in-fol. peq. 

n.° 1 e unico (?) saio a 15 de Maio. BibL Pubi, 
do Est 

958.— Victoria. — Redfe^ Typ. Universale 1888, in-fol. 

N.** unico de 2 de Junho ; homenagem dos habitantes 
da Freguezia do P090 da Panella ao Dr. José Mariano Car- 
neiro da Cunha, em honra ao dia da Victoria abolicionista 
de 13 de Maio de 1888. BibL PiibL do Est 



462 



959.— Recife lUustrado.— Perìodioo litterario, crìtiooe 
hnmorìstìoo. — Beeife, Typ. Industriai, RiM do Imperché 
dor n." U, 1888-89, m-4.«, illus., tit grav. 

n.* 1 saio a 10 de Julho de 1888 e o n.* 21 (ultimo) 
a 12 de MarQO de 1889. Trìmensal. Trimestre 3$000. Tira- 
gem de 450 exemplares. Redactor: J. Thiago da Fonseca. 
Desenhos de Libanio Amarai e Vera Cruz. Bibl. Pubi, 
do Est. 

960.— Juanita. — Bedfe, 1888, in-fol. peq. 

N.*" unico de 14 de Julho ; homenagem do Club Joa- 
nita a Juanita Palacios, cujo retrato, por Libanio Amarai, 
occupava al* pagina. Bibl. Pubi, do Est. 



961.— Novidados. — ^Folha imparcial, noticiosa e litterarìa. 
— Becije, Typ. Eoonomica, 1888, in-fol. peq. 

n.* 1 safo a 14 de Julho. Bibl. Pubi, do Est. 

962.— Brado Fernambucano.— OrgSo das idéas pio- 

progressivas. — Beeife, 1888, in-fol. 

n.** 1 saio a 12 de Agosto. Proprietario e prind- 
pai redactor : Thomaz C da SUreira Lins. Substituio provi- 
sorìamente o Echo do Povo (N.» 929). Bibl. Pubi, do Est 



968.^) Philartista. — Gaseta musical. — Pemambiioo, 
lyp. Miranda, 1888-89, in-foL 

n.* 1 saio a 1 de Setembro de 1888 e o n.* 16 (ulti* 
mo) a 12 de Junho de 1889. Directores: Ephi^m & C* 
CoUaboradores : Sylvano Telles, Arthunio Tieira, Laura da 
Fonseca, Affonso. Olindense e outros, com artigos litterarios 
e poesias; Marcellino Cleto, Misael Domingues, Maria A. 
G. Bibeiro, LoureuQO Thomaz da Silva e Claudio Gama^ 
oom oomposÌ9des musicaes Bibl. Pubi, do Est. 



463 



964. — ^A DistraCQ&O. — ^Periodico critioo, litterarìo, e im- 
• parcial. — Reeife, Typ. da «DÌ8Ìraogào»y 1888, ìn-fol. peq. 

n.* 1 e unico (?) salo a 15 de Setembro. Redactor : 
Martinho da ConceÌ9ao. Bibl Pubi do Est 

865.— Oàzeta da Tarde.— jBcct/e, 7)/p. do Chmmerdo, 

Bua do Imperador, n.» 4S (n.** 1 1-225 III) ; Bua 15 
de Novmbroy n/ jÌ,S (n.«» 226 III-158 V); %p. da 
uGazeta da Tarde», Paleo do Oirmo, n. S8 (n.** 159 V- 
260 VII) ; Bua Duque de Caxiaa, n.* SI, (n.^" 1 VIII- 
293 XrV), 1888-1901, in-fol. peq. (n.« 1 I) e ia-fol. 
(n « 2 1-293 XIV). 

n». 1 do Anno I salo a 15 de Setembro de 1888 
e n.* 89 (ultimo) a 31 de Dezembro; o n.° 1 do II a 2 
de Janeiro de 1889 e o n." 302 (ult.) a 31 de Dezembro; 
n.» 1 do ni a 2 Janeiro de 1890 e o n.* 300 (ult) a 31 
de Dezembro; o n.* 1 do IV a 2 de Janeiro de 1891 e o 
n.« 297 (ult) a 31 de Dezembro; o n.** 1 do V a 4 de Ja- 
neiro de 1892 e o n.** 297 (ult) a 31 de Dezembro; o n.* 1 
do TI a 2 de Janeiro de 1893 e o n.° 298 (ult) a 31 de 
Dezembio; o n.' 1 do VII a 2 de Janeiro de 1894 e o 
e n.* 260 (ult) a 28 de Novembre; o n.' 1 do Vm a 7 
de Janeiro de 1895 e o n.' 280 (ult) a 30 de Dezembro; 
n.* 1 do IX a 2 de Janeiro de 1896 e o n.M do IX a 2 
de Janeiro de 1896 e o n.* 293 (ult) a 31 de Dezembro; o 
n* 1 do X a 4 de Janeiro de 1897 e o n.» 287 (ult) a 31 
de Dezembro; o n.** 1 do XI a 3 de Janeiro de 1898 e o 
n.* 288 (ult). a 31 de Dezembro; o n.' 1 do XH a 9 de 
Janeiro de 1899 e o n.' 286 (ult) a 30 de Dezembro; o 
n.* 1 do XTTT a 3 de Janeiro de 1900 e o n.° 291 (ult) a 
31 de Dezembro; o n.' 1 do XIV e ultimo a 2 de Janeiro 
de 1901 e o n.* 293 (ult) a 31 de Dezembro. 

Diario da tarde. Anno 12^000 (n.« 1 1-201 VI) e 
16$000 (n.~ 202 V-293 XIV); n." avulso 40 réis (n." 1 I- 
71 V), 60 réis (n.~ 72 V-201 VI) e 100 réis (n.« 202 
VI-293 XIV). — Propriedade de Abdisio de Vasconcellos 



464 



(n~ 1 1-158 V) de urna associa9ao (n ~ 159 V-293 XIV). 
Tiragem de 2000 (1888), 3000 (1889-92) e 4000 exempla- 
res (1892-1901). 

Fandada por Abdisio de Yasconcellos, appareceu, a 15 
de Setembro de 18SS, com o seguinte artigo de apresenta- 
930, intitulado de — nosso cariào: 

«Apresentamos ao publico pedindo am logar na im- 
prensa da provìncia. 

<A Gaxeta da Tarde n&o tem a pretenpSo de dìzer que 
?em preencher lacunas: isto importiffia descortezìa para 
com OS deaodados e valentes coUegas da imprensa diaria. 
NSo Tem corri^ir; vem alistar-se aos batalhadores do bem 
em prol do povo. 

«Temos conscienda do modesto logar que vimos occu- 
par no jomalismo diario. 

cAbsolutamente imparciaes. os homens serìos ter ter- 
nos-h&o sempre ao seu lado. 

«A nossa divisa é analvsar factos com toda a im- 
parciaUdade que nos caracterisa, sem jamais ofiendermos 
individualidades. Como o mineiro audaz que desce ató ao 
fundo da mina em busca d'algum thezouro, nós descemos 
com escalpello da analyse até encontrarmos a verdade 
dos factos, nua e sublime. Sem nos cahir a vizeira bave- 
mos de sustentar a cauza dos fracos e dos pequenos. 

tEste jomal nào tem compromissos que o fa<;«m calar; 
é muito mo^o para perverter-se com as immundices con- 
vencionaes. 

«Longe de n^^s a ferrenha discussio da politica de 
aldeia. 

cQuando o Estado tnitar de quest^es de alta transoen- 
dencia, a medida de nossas for^as iremos informando o pu- 
blico do que se passar entr« os que nos regem. 

<Somos essencialmente democratas. 

«A nossa divisa é o bem publico. o beneficio dos fracos, 
cujas voz^ nào chepim ató aos que govemam. 

<0 prevo ivduzido da assicnatura da Gaieia da Tarde, 
quer dizer que ella é uma foiba do povo e para o povo : 
estÀ ao aleanee de todas as bolsas. 

€ £sion;ar-nos-hemos por cumprìr o nesso dever: saiba 
o publico cumprìr o seu. 



465 



€ Aos coUegas da imprensa que aos dìstìnguirem com 
suas aniìznrles, promettemos retribuir na mesma moeda, tra- 
balhando sempre pela coiifrateriiisa9ao do jornalisnio per- 
nambucano. 

<S3o estas as nossas credencìaes.» 

Nesta primeira phase a Gaxeta da Tarde foi prmci- 
pal e successivamente escripta por GoQ9alves Maia, Gre- 
gorio Junior, Franga Pereira, Arthunio Vieira, Paulo de 
Arruda e outros ; de 1 de Outubro de 1890 a 25 de Feve- 
reiro de 1891 esteve sob a direc^So de Leonidas e S&, e, 
em Julho de 1892 passou à propriedade de urna assooiar 
9S0 de membros do partido republ^cano historico, o partido 
dos vioWes da alcunha dos adversarios. Sob a direcg&o poli- 
tica de Martins Junior apresentou-se a 16 de Julho de 1892 
com seguinte editoria: 

e A Oaxeia da Tarde^ passando hoje a outros pro- 
prietarios, e a outra redacgao, poderia deixar de dizer ao 
publico qualquer cousa sobre a nova phase em que entra. 

€ Tao semelhante é està nova phase à que ella deixa 
atraz de si, que de um modo nos parece necessario declarar 
nesta occasiEo e neste legar quaes sSo os intuitos actuaes 
da Oaxeta. 

cFolha popular, folha eminentemente democratìoa, 
nesso jomal vae continuar a ser um orgSio da imprensa des- 
tinado a servir ao povo, advogando-lhe os interesses e dou- 
trinando-o quanto possivel, afim de que elle possa bem oom- 
prehender os seus altos direitos e nobres deveres. 

« A obra encetada polos fundadores d'està foiba ha 
de ser levada por deante com esf ergo e dedicagSo. 

€ Mais acentuadamente polìtica, talvez, do que tem side 
até hoje, nem por isso a Oaxeia deixarà do ser um jomal 
comò quizeram e fizeram os seus primitivos proprietà 
rios e redactores: variado, alegre e largamente notìcioso. 

cSi publico, hoje corno hontem, bafejar a Gaxeta 
com a sua sjmpathia e auxilial-a tanto quanto nós nos es- 
forgarmos por Ihe attender is necessidades, estamos coa- 
venddos de que dentro em pouco poderemos melhor servir 
a causa do povo — que é a causa a que nos votamos.» 

Occorrerà pouco antes rompimento do entSLo Gover- 
nador de Fernambuco, Dr. A. J. Barbosa lima, com os 

59 



466 



chefes do partido republicano historico, e a nova feÌ9So 
politica da Oaxeta teve o caracter de franca e vchemente 
opposi^So à sua administra(;ao ; redigida por Argemiro Al- 
ves Aroxa, Eduardo Tavares, Euclides Quinteiro, Frota e 
Vasconcellos, Adelino Klho, Gervasio Fioravante, Fabio 
Rino, Cleodon de Aquino, Oswaldo Machado, José de Amo- 
rini, Manuel de Araujo, Homem de Siqueira, Virgilio de 
Sa JPereira, Domingos Magarinos e oùtros, foi urna foiba de 
combate e corno tal teve que supportar grandes tribula90es. 

A 28 de Novembro de 1894 publicou a Gazeta da 
Tarde^ na sec^So humoristica intitulada Urna por dia^ urna 
quadra eni que alguns descobriram allusOes insultuosas & 
familia dogovemador; lego à noite foi proso Argemiro Aro- 
xa, principal redactor do jornal e presumido autor da 
quadra, sondo conduzido ao Palacio do Governo, e aOi, de- 
pois de ofFendido por palavras e actos, obrigaram-no, sob 
ameaga de morte, a engulir, em fórma de pilula, um frar 
gmento da Oaxeta em que estavam impressos os ominados 
versos ; feito iste conservaram-no detido no quartel de caval- 
laria até ao dia seguinte. Entrementes, pela madrugada, nu- 
meroso grupo de soldados de policia disfar9ados assaltava 
as offìcinas da Gaxeta^ na Pateo do Carme, n. 28, e destroia 
completamente o seu material typographico. 

Este selvagem attentado, verberado com indignagSo por 
toda a imprensa do paiz, determinou a suspensào do jonial 
ató 7 de Janeiro de 1895, quando resurgio com o SQguinte 
editorìal : 

«Reapparece a Gazeta da Tarde^ após trinta e cito 
dias de um eclipse em cuja sombra mergulhou-se, quasi 
apagada, senao totalmente extincta, a honra politica e a 
grandeza moral deste Fernambuco pseudo-republicano e 
Uvre. 

€ Multa gente, de certo, pensava e queria definitiva- 
mente morta, na etema trova insondavel onde a falta de 
movimento gora a ausencia de caler e luz e, pertanto, de 
Vida. Ignorante, alem de perversa, tal gente. 

« Na natureza nada se perde, embora tudo se transforme: 
umfroco disperso de Nebulosa passa mais longe um nimbo de 
a8tros,um astro que se arrobenta, fragmenta-se em asteroides. 
ether f erido aqui e alli pelas for9as que o atravessam muda- 



467 



se em electriddade e em raìo, urna nuvem desfaz-se em ba- 
t^gas . de chuva para reascender dos mares, rios^ lagos f eìta 
nUTem irìsada ou tempestuosa, urna fior desfolhada, urna ar- 
vore abaidda deìxam n'um jardim ou n'um campo, aquella 
poUen, està a seiva f ecundante, as florestas soterradas renas- 
cem em jazidas de hulha, os despojos de todos os animaes 
consolidam a crosta terrestre, a carne dos cadaveres desabrocha 
em flores no chao- dos cemiterios. . . 

€ Àssim tambem nas sodedades e ìnstituigOes respecti- 
vas : as civilisa9(3es resuscitam ref ormadas e rejuvenescidas. 
espirito humano é corno o Elider persa — nSo raorre. 

« As idéas, sobretudo, desde qne encarnem urna neces- 
sìdade social, desde que tenham surgido das crìses de um 
povo e das condigSes de urna ópocha, sao perfeitamente iguaes 
ao mycrasima de Bechamp : fecundas e impereciveis. 

€ Ha milhares de seculos que todos os despotas, iste é, 
todos OS loucos, atacam os portadores d'este ou d'aquelle pen- 
samento politico, religioso, artistico ou industriai Esses de- 
generados perversos podem ser todos reduzidos ao typo do 
tyranno persa, chicoteando o Mediterraneo. A idéas passa- 
ram sempre por cima d'elles, deixando-os amortalhados no 
etemo opprobio e no etemo ridiculo. 

e Com a imprensa de Pemambuco, victimada pelo ty- 
rannete, que deshonra com o seu desgoverno oste Estado, 
nSo podia deixar de succeder o raesmo. A Oaxeta da Tarde 
nSo devia succumbir para sempre paralytìca e acovardada, 
deante do duplo attentado de que foi objecto no dia 28 e na 
madmgada de 29 do mez de Novembre do anno lindo. 

e publico pernambucano e do paiz inteiro conhecem 
OS factos e as perìpecias excepcionalmente odiosas que os 
rodeiaram e envolveram. 



cEmquanto um dos seus redactores era ultrajado e 
mettido em prisào, as suas officinas eram destruidas e o res- 
pectivo material atirado ao Capibaribe ! » 



€ Saiba portante o dictador que a Oaxeta reapparece 
para continuar a ser o que foi. Que a destmam os dominar 
dores pela segunda, pela terceira, por quantas vezes quize- 



468 



rem. Ella resui^ri sempre, corno hoje, para completar a obra 
em que trabalha ardorosa e dedìcadamente : a grandeza 
soberana e a pureza ìmmacnlada da Republica, o combate & 
tirannìa, em nome dos direitos do povo ! — Argemiro Aròxa^ 
Oswaldo MachadOy José de Amorini^ Bino Jttnior^ Manuel 
de Araujo e Hometu de Siqtieìra.y 

Continuou, pois, o vespertino a hostilizar, com o pas- 
sado vigor, a administra9lio do Dr. Barbosa lima ató ao sea 
termino, nÀo permittindo felizmente a $itua991o normal a que 
voltAra o paiz a reprodue^ào daqnelles attentados; poste- 
riormente, e sempre sob a direc^So politica de Martins Ju- 
nior, conservou-se em attitude de opposi^So moderada aos 
govemos estaduaes subsequentes ; com a crescente diluisse, 
porém, do partido de que era orgam, a sua influenda foi se 
tornando cada vez mais apagada e mais precaria a sua exis- 
tencia, terminada a 31 de Dezembro de 1901. 

Das deolara(^es insertas nas suas successivas edì^Òes 
verifica-se ter side a Gaxeta da Tarde^ neste ultimo periodo, 
redigida por Argemiro Alves Aròxa (8 de Julho de 1895 a 
1 de Dezembro de 18iH>X Euclidea Bernardo Quinteiro (8 de 
Julho de lS9o a 12 de Xovembro de 1900X Gervasio Roya- 
vanti (4 de Janeiro de 1S97 a 5 de Janeiro de 1898X Al- 
fredo Taz (4 de Janeiro de 1S9T a 20 de Abril de 1898X 
Eurìco AVìtruvio (6 de Abril de 1897 a 12 de Xorembro 
de 1900K Trajano Chacon (9 de Junho de 1897 a 22 de 
Janeiro de 1900K e Xavier Coelho (B de Junho de 1899 
a 12 de Xovembrode 1900V com a collaborasse de Henri- 
que Martins, JoSo de Deus, Manoel Buarte, Heniique 
Scado, Fran<,'a Pereira, Oon^alves Lima^ "Kto Boeas, Tar- 
giuo I11ho> Lavette Lemo^ Caetano de Andrade^ Almeàda 
Braga, Joào Barretto. Araujo Tilìxo e Fernando Grii^ 

Eni todo o decurso da setrunda phase a g^rencìa do 
jorual esteve a cargo de Graciliano Martins Sobrinho. 



Yordade. — Orgam imparckL — Becifsy Tgp. Jii- 

dusbial^ ISSS-S^, ìu-foL 

O n.* 1 saio a 24 de Setemtro de ISSS e o n.* 7 (ni- 
timo) a 25 de Fevereiro de 1S>9, >'/ avulso 40 r&. BM. 
BiòL do EsL 



469 



967.— A Cidade do BBOÌBò^^Recife, Typ. Cfaasiea de 
8. F. dos SanloSj Rua do Bom Jesus, nJ* SS, 1888; 
in-folJ 



n.** 1 salo a 1 de Outubro. Diano vespertino de fei- 
^ oonservadora. Trimestre 3$000. Tìragem de 3500 exem- 
plares. Bedactor-cbef e : Dr. Manuel dementino de Pliveira 
EscoreL Gerente: Belmìro Ferreira da Fonseoa Caduval. 
Bibl Pubi, do Est. 



968.-^ Estimulo. — ^Periodico trimestral. — Recifey 1888, 
in-fol. peq. 

n.* 1 salo a 5 de Outabro e o n.* 4 (ultimo) a 21 
de Novembre. Mez 300 réis. Redactores: Arthunio Vieira^ 
Theotonio Freire e Mysio de Mollo. BtbL Pubi, do Est 



969.— A Tesonra.—- Bec(/«, 1888, in-4^ 

n/ 1 e unico salo a 27 de Outubro. Bibl PubLdo^Sst. 

970.— O Sl>ort. — Recifey Typ. do Commercio, Bua do 
Imperador, n.* 43, 1888-89, in-fol. 

n.* 1 salo a 15 de Dezembro de 1888 e a poUdica- 
^ perdurava ainda em meiados de 1889. Propriedade e 
redac^So de Silveira Carvalho. Bibl. Pubi, do Est 

971. — Loiiros 6 Palmas. — IZeci/e, 8. d. (1889) in- 
foi, peq. 

N."" ttBico s. . d. ; homenagem & artista Lulaàta B^ÌMifiS. 
Bibl. Pubi, do Est 



470 



972. — Jomal do POVO. — ^Pablica9ao à tarde,— Redfej 
Ih/p. Apollo, 1889, in-fol. 

n.® 1 saio 14 de Janeiro e o n.' 144 (ultimo) a 20 
de Julho. Diario. Trimestre 8$000 ; n.^ avulso 40 réis. Bibl. 
Pubi do Est 



078.— O Litterato. — ^Periodico critico, humoristico e lit- 
.ierarìo. — Redfey Typ. Rua do donde da Bóc^Vida, n.* 
S4 K; Typ. Parisieme, Paleo do CarmOj n.® *<?, 
1889, in-4*. 

P n.** 1 saio a 1 de Fevereiro e o n.' 9 (ultimo ?) a 1 
de Junho. Quinzenal. Trimestre 1$Ó00. Bedactores: De- 
mosthenes de Olinda, Ernesto Lemos Duarte e Eurico Wi- 
truvio. Bibl Pubi do Est 



974. — ^Politica LiberaL — ^Publica9&o semanaL — Ooycain 
nOy impr. na Typ. da ^Oaada de OoyannoMy Rua do 
Rio, n.* 19, 1889, in-fol. 

. n.« 1 salo a 6 de Fevereiro. Anno 6$000. Redaotor: 
Maximiniano Duarte. Gerente : Major Manued Gomes de Al- 
buquerque. Bibl Pubi do Est 



975.— O Cai>eti]lha.— Periodico critico e pilherico. — 
Redfe, 1889, in-4.«. 

O n.* 1 salo a 15 de Fevereiro e o n.« 5 (ultimo?) a 
25. PubIica93o tres yezes par semana. Trimestre 500 rfils. 
Proprietarios: F. Moreira da Cruz e J. Gonzaga. Bibl 
Pubi do Est 



471 



976.— O CarnavaL — Jornal humoristioo sob a direogSo 
do Clab Carnavalesco Cavalheiros cLi Epocha. — i2eoi- 
/«, Ikfp. Nào4e^o8U}y 1888, ìn-fol. 

N.® unico de 3 e 5 de Margo. Bibl. Pubi do Est. 



977. — o Globinho.— Saudajào ao Caruaval de 1889. — 
Becifef 7)fp. do «Commercio», Rua do Imperador^ n,' 
^, 1889, in-fol. 

N.® unico de 3 de Marpo. Reclame das Fabricas Nova 
Hamburgo, Globo e Mollo & Biset BibL Pubi, do Est 

978.— Jornal do Miranda.— (Dedioado à trosa seno... 
trapos.) — Redfe», Typ. do Mirandaj Rua Duque de 
Oaxiaa, n.* 39, 1889, in-4.^ 

N.° 1 e unico de 3 do Mar9o. Publicado e distrìbuìdo 
pela casa Miranda. Tiragem de 5000 mil exemplares. BibL 
Pubi, do Est 

©79. — Sport Pemambucano. — Redfe, 1889, in- 
foi, peq. 

N.* unico de 3 de Mar90. Orgam do Club Carnavalesco 
Sport Pemambucano. BibL PubL do Est 



960, — O Beija-Plòr.— Periodico critico e joco-eerio. — 
Beeife, 1889, in-4'. 

n.» 1 e unico (?) salo a 18 de Margo. BibL PubL 
do Est 

981. — A M&O Occulta.— Critico e recreativo. — iZeci/e, 
1889, in-4*. 

n/ 1 saio a 22 de Mar90 e o n.* 2 (ultimo) a 29. 
Editores-responsaveis : J. do Scusa e Guilhermino de An- 
drade. N.® avulso 20 róis. BibL PubL do Est 



472 



882.— Vinte e duco de Marga— £eoi/e, 1889, iD-4.^ 

N.^ unioo de 25 de Mar^o. Preito da cCTnìSo Academi- 
oa» ao quinto aaniveisario da aboligSo dos eseraTOB no 
Cearl Bibl. Pubi, do Est 

868. — Farmheiro. — Pnblica^ào de oocasiào. — Beoife^ 
1889, in-4*. 

n.« 1 saio a 8 de Abiil e o n.* 8 (ultimo?) a 20. 
Publioa<;fio diaria oontra os monopolisadoies da iarinha. 
BibL PùN. do Est 

884.— O S80llola8tÌOO.^Oigio da Sociedade R. Artistico 
e làtterario. — Cfoyanno, 1889, in-4*. 



n.* 1 saio a 15 de AbriL QoinxenaL Mei 500 léis. 
PubL do Est 



865.*-A RenovEQào. — ^Revista de litteratura, oommer- 
cio, artes e industria. — Beeife, 1889, io-fel. peq. 

O n.* 1 saio a 16 de AbriL SemanaL Mei 500 rds. 
FlDUndador e pioprietario: Manuel Bernardino Ramos. Be- 
dactor-princìpal : Felicio Buarque. Bibl^ PùbL do Est 

888.— O Cara-MoUe.— Perìodieo crìtico e caricala — Bt- 



a 24 de Abril e o n.* 25 (ulftiaio) a 12 
de Junha Publìcsft\'io tres Texes por semana. N.» amlso 
20 r«t& Redacfor-responsarel: Joio DeL BibL AiM. do EsL 

. 

887.— A Boncm.— Jomal eritieo« lìtterario e noCioioaOi. Or- 
gani Republicano. — B^u^ 18S9, ìiK-lbL peq. 

n* 1 saio a 27 de Abril e o n.* 11 (ultimo?) a 10 
de A^^K^v SemanaL Anno 2$OO0l Propiiedade de Bfeote- 
rio K^vbar. Oì>UaK>nidoT^: Arthunìo Tìein, Jnlìo Où- 
Ihenne e Rolilio de OliTvìra. BM. PkbL éo EsL 



473 



988, — O PandegO. — Periodico critico. — Reeife, 1889, 
in-4''. 

n.' 1 e unico (s. d.) salo em Abril. Bibl. Pubi 
do Est. 

989. — ^A ReaC9&0. — Revista critica e litteraria. — ReGife, 
1889, in-fol. peq. 

n.* 1 e unico salo a 5 de Maio. Bibl Pubi, do Est 

990.^ — ^A Academia. — Homenagem dos Estudantes de Di- 
reito aodia 13 de Maio, 1.° anniversario da Iledemp$ào 
dos Capti vos. — Recife Typ. Eofmmnicay 1889, in-fol. 

N." unico de 13 de Maio, redigido por Clovis Bevila- 
qua, A. Nogueira, José de Castro e Silva, JoSo Diniz Bi- 
beiro da Cunha, José Nogueira Fllho, Moraes Pinheiro, Je- 
suino Lustosa, J. Pacifico dos Santos, F. de Sa e P. Lan- 
dim. Bibl. Pubi, do Est 

991.— O Norte.— i2eci>, Typ. do ftNorle» Caes SS de No- 
vembro, n~ 58-^0. 1889, in-fol. 

Trazia corno epigraphes os n.*** 1 e 4 do Art. 179 da 
ConstituÌ9So do Imperio. 

n.* 1 sal(y a 1 de Junho e o n.*» 133 (ultimo) a 12 
de Novembre, quando foi suspensa a publica9ao, saindo 
ainda 10 boletins, de 18 a 23 e 25 a 30 de Novembre, com 
cabe9alho do jomal. Diario. Trimestre 3$600. Orgam 
republicano, principalmente red^ido por Martins Junior e 
Madel Pinheiro, foi o principal arauto da propaganda em 
sua phase aguda em Pernambuco. 

cEsta foiba nSo vem constituir-se orgSo officiai de um 
partido politico, lia-se no artigo inaugurai; o que absoluta- 
mente nao significa que possa em caso algum defender in- 
teresses politicos diversos d'aquelles, a que se acbSU) defini- 
tivamente vinculados pela mais sincera adhQS&o os seos 
proprietarios e directores. E menos poderà ser orgS© de 

60 



474 



dasse alguma. Frocuraxà defender os interesses moraes e 
industrìaes da sociedade sem preferencia, que nSo seja de-, 
terminada pela justÌQa da causa e dada qualquer compe- 
tencia de interesses legìtimos, o seu esforQo sera em favor 
do fraco centra o forte, do povo pelas suas garantias legaes 
centra a autoridade do poder pelo poder. • 

«Perà todo o seu empenho em auxiliàr a restaurasse 
dos dlreìtos individuaes garantidos pela Gonstituifao do 
Imperio e confiscados de facto por avisos do governo, por- 
tarias, editaes e ordens verbaes da policìa. 

e Teda reforma que puder ter a efficacia de elevar o 
nivel da moralidade publica, generalizar a instrucsSo do 
povo e descentralizar a admimistrasSlo locai, reduzindo a 
competencia do poder publico centrai, semente, aos nego- 
cios de interesse goral e tomando individuai e immediata a 
responsabilidade dos seus funccionarios, torà a adhesSo e 
còoperasao, embora nullas, desta foiba. 

«No proposito em que estamos de defender mais di- 
rectamente os interesses das classes artisticas, agrìcolas, 
commerciaes e em goral das industrias licitas, nào nos acha- 
remos todavia obrigados, jamais, a defendel-as a todo transe 
em qualquer caso e sem exame, — tanto pelo direito corno 
pela iniquidade. 

«Tambem nSo temos em vista advogar na imprensa 
a separafSo dos dois lados do Brasil; e antes defendeiA 
està foiba a integridade do territorio nacional. Mas, por 
mais unidos que se achem o norte e o s^ do vasto im- 
perio, — por mais identificados que possam estar quanto a 
interesses geraes da nasSo, 6 todavia evidente, que interes- 
res administrativos e industrìaes accentùam cada vez mais 
uma divergencia profunda, que n§lo pode mais ser illudida 
nem disfarsada e a que ìseria perigoso desattender, por 
bem mesmo da unidade politica. 

« Norte^ pois, tendo em vista a grandeza da patria 
integra e forte, e a federacjao dos estados do Brasil, pro- 
pugnarà pelos interesses industrìaes e administrativos deste 
lado do paiz. 

«Si nada conseguir na grande batalha da imprensa 
livre, ao lado de tantos e valorosos combatentes, entendo- 
remos que é tarde de mais para a reac9ik) salutar em que 



476 



pretendiamos ter parte, ou multo cedo ainda para a inì- 
ciaijao de urna èra nova. Eatenderemos que é for90So es- 
perar qne a dissolugSo se complete e que depois de pu- 
rìficada a atmosphera pelo fogo de um grande incendio... 
possa come9ar a regenera^^Lo da patria». BibL Pubi, do Est 

892. — ^Diario de Noticias.— i2eci/c, Typ. do «Diario 
de Notidaa», Bua das Flores^ n." 5, 1889, in-fol. 

n.» 1 salo a 3 de Junho e o n.« 5 (ultimo?) a 7 
Diario vespertino. Mez 1$000. Propriedade do Dr. Sabino 
Pinho. Director: Joao Baptista de Medeiros. Bedactores: 
Arthur de Albuquerque, J. B. de Albuquerque SaUes, Clau- 
dino dos Santos e Samuel Martins. Bibl. Pubi, do Est, 

9B3.— Bevista do Norte.— Foiba academìca. — Becifey 
Typ. Indibdrial, Rua do Impeimdory n.' 75 y 1889, in-4®. 

n.* 1 salo a 7 de Junho. Quinzenal. Trimestre 
2$000. Kedac9So e propriedade de Jesuino Lustoza, An- 
tonio Costa, José Euzebio, Leonidas e S& e Enéas Martins. 
Bibl Pubi, do Est 

994.— O Clarim.— iZect/e, 1889, in-fol. peq. 

N.® unico de 16 de Junho; homenagem do Club Repu- 
blicano Academico ao Dr. Antonio da Silva Jardim em sua 
.chegada ao Recife. Tiragem de 500 exemplares. BibL 
Pubi do Est 

996.— A Tro^a. — Becifey Typ. Apollo^ Praga da Ooncor^ 
diayU.'^Sy 1889, in-fol. peq., iUus., tit. grav. 

n.' 1 salo a 19 de Junho e o n.' 13 (ultimo) a 15 
de Novembre. N.^ avulso 100 réis. Bibl, Pubi, do Est 



996. — O Tribofe. — ^Periodieo humoristioo e recreativo. — 
Redfcy 1889, in-4.« 

n.' 1 e unico saio a 22 de Junho. Redactores: Ma- 
nuel do Sacramento e JoSo Gonzaga. BibL Pubi, do Est 



476 



897. — O Porvir. — Foiba critica e litteraria. — Bedfcy Typ. 
do aBAcUe», 1889, in-4.° 

n.* 1 e unico salo a 25 de Junho. Redactores: 
Fedro Martìns Costa e Joaquim Ribeiro Dantas. BibL 
Pubi, do Est. 

098. — O Obreiro. — Periodico bi-semanal. — Recifey Typ. 
do nNorten, Qm ^2 de Novemòro, n« 58-SO, 1889, 
in-fol. 

n." 1 e unico (?) salo a 1 de Julho. BibL Pubi, 
do Est 

998, — O Combate.— Orgam republicano joco-serio. — i2e- 
dje, 1889, in-4*. 

n.' 1 e unico (?) salo a 6 de Julho. BibL Pubi 
do Est 



1000.— 22 de Julho de 1889.— i2eci/e, LUh. Epami- 
nondas & Krause^ 1889, in-fbl. 

N.** unico de 29 de Julho ; homenagem à Princeza Im- 
periai D. Izabel no dia do seu 43-*^ anniversario natalicio. 
Trazia na 1.* pag. o retrato da Princeza. Publicacjao promo- 
vida pelo Dr. Antonio Gomes Pereira Junior. BibL Pubi, 
do Est 

1001. — Diario de Goyanna.— Goyan?ia, Typ. dotiDià- 

rio de Ooyanna»y Bua do Bio, n.^ 19, 1889 e 90, 
in-fol. peq. (I) e in-fol. (II). 

n." 1 do Anno I salo a 1 de Agosto de 1889 e o 
n/ 88 (ultimo) a 21 de Novembre ; a publica<jao foì Inter- 
rompida até 25 de Janeiro de 1890, quando salo o n.* 1 do 
n e ultimo, e cessou pouco depois. Mez 1$000. Redactores : 
Dr. Pereira de Lyra e Antonio Gomes. BibL PtibL do Est 



477 



1002«-^RevÌ8ta Sportiva. — Pemambuooy impr, na 7\fp, 
do fuJomal do Redfe», Rita do Imperador, n/ 47, 
1889, in-foJ. 

n." 1 salo a 3 de Agosto. Propriedade de Maaael 
Lyra. Bibl Pubi, do Est 

1008. — A Epocha. — ^Orgam do partìdo conservàdor (n.^ 
(1-77 I). Oi^m conservàdor (n « 78-104 I e 1-55 II). ' 
Orgam republìcano conservàdor (n.~ 57-176 DE). 
Beeifey Typ. Industriai^ Bua do Imperador, n.* 7j?, 
(n.<* 1-104 I e 1-55 II) ; T^p. Oaes da Regenera- 
fào n.«» 68^0, (n." 56-176 II), 1889-90, in-fol. 

n.* 1 do Anno I salo a 8 de Agosto de 1889 e o n.® 
104 (ultimo) a 31 de Dezembro; o n.* 1 do II e ultimo a 
1 de Janeiro de 1890 e o n.' 176 (ultimo a 18 de Setembro. 
PubUca9SLo irregular, ora diaria, ora tres vezes por semana. 
Auno lOf 000. Propriedade do Dr. Praucisco do Sego Barros 
de Lacerda. Bedactores : Drs. JoSio Barbalho d'Uchda Caval- 
canti, José Joaquim d'Oliveira Fonseca, José Soriano de Scu- 
sa, Ignacio de Barros Barrette Junior, Pedro Celso d'Uchda 
Cavalcanti e Alvaro Barbalho d'Uchòa Cavalcanti. BibL 
Pubi do Est 

lOOi. — Jomal do Commercio.— Orgam do commercio 
e da lavoura. — Red fé, {Typ. Rua da Flores, n.* 3). 
1889, in-fol. 

n." 1 salo a 20 de Agosto. Diario vespertino. Anno 
12$000. Director : Baptista de Medeiros. BibL Pubi, do Est 

1005. — ^A EleiQ&O.— Jomal unico. — Reeife, Typ. da tiPro- 
vincia», 1889, in-fol. peq. 

K" unico (le 31 de Agosto. BibL Pubi, do Est 



478 



i;00ftrTÌBÌ8t<HTl.-<3ritioo e worcatìvo.— ÌJmj^ /«?, 

n/ 1 e unico salo a 22 de Setembro. Bibl. PubL 
do J^^t 

1007.— O Dezenove de Setembro.— iZeci/e, lyp. do 

«jVo^^e», 1889, in-fol. 

N.* naico de 19 de Outabro ; homenagem à memoria 
de Bioardo Guimai^ies no trigeeimo dia da sua morte. Tra- 
^a ,na 1/ pag. o seu retxAto em phQtogn^j^a. BiU. Pubi 
do Est. 

1008.— O Albacora.— JBeoi/e, 1889, in-4«. 

.0 n.' 1 e unico Sjalo a 21 de Outuhro. Periodico ^p- 
moristipó. Bibt Puht do Est 

IQQBit— Silva Jardim.— Homenagem ao denpd^jvcpjp- 
gandista. — Retdfe, 1889, ìn-fol. 

N.^ unico de 30 de Outuhro; constava de um aitigo 
4o Br. B. de S& Yalle e poesias de Theotonio f reù^ p {&- 
deiros e Albuquerque. Bibl. Pubi do Est 

1010.— O Clarini.- i2e(»/e, 1889, in-fol. peq[. 

n.^ 1 e unico saio a 1 da Novembro; escripto intei- 
ramente em verso por Theotonio Freire. BUil I^i^. ^do Est 



1011.— O Medico do Fovo»— lOrgam de p^paganda 
^Qpaceopathica. — iZeqfe, Tjfp. Bwi dm Plimssy nJ" ij, 
1889-92, in-4^ 

n.' 1 salo a 11 de Novembre de 1889 e a publica- 
9&0 continuava ainda em meiados de 1892. Proprìedade 
da pharmacia, laboratorio e consultorio homoeopathico do 
Dr. Sabino Pinho. Bibl Publdo Est 



479 



1012.— A Pederagfto.— Beci/«, 1889, in-fol. 

n.® 1 salo a 13 de Novembre. Diario vespertino. 
N.* avulso 40 réis. Redactores: Fortunato Pinheiro, Fer- 
nando Barroca, Enrico Witravió e Alberto Dias. Substitoio 
Bebaie. (N.« 767). BibL Pubi, do Est. 



1013.— O Descrente.— i2eoi/é, 1889, in~4^ 

n.* 1 e unico (?) salo a 14 de Novembre. BibL Pubi, 
do Est. 



1014L — ^A BevolU9&0. — Orgfto republicano moderado. — 
Beeife, Ttfp. Ommerdaly Paleo do Càrmo, n.' S8, 1889, 
in-fol. 

n.* 1 e unico (?) salo a 21 de Novembre. Redigi- 
ào por Jo9k) Clodoaldo Monteiro Lopés. BibL PubL do Est 

1015. — Maclel Pinheiro. — ifeci>, Typ. do «iVbrfe», 

1889, in-fol. 

N.* unico de 28 de Novembre. Homenagem & me- 
moria éfò Dr. Luiz Ferreira Màciel Pinheiro, faUecido a 
9 de Novembro de 1899. Publicado por inioiativa de uma 
commissSo composta de Carlos Falcao, André M. Pinheiroy 
Alfredo Varella, J. Femandes, Argemiro Falcfto, Victor M.- 
Lopes e Gassiano Lopes. BibL Pubi, do Est. 

1016.-^^ TrilMttO.— JR^y», Tifp. da ^Pcdriay^, t8ff9^ 
int-4^ 

n.* 1 e unico salo a 8 de Dezembro. Pasquim de 
Fortunato Pinheiro contra o Dr. José Mariano (3arneiro 
da Cunha. BibL PubL do EsL 



480 



1017. — A Lanceta. — Becifcy I)fp. da i^ Provincia» 
{u.^ 1-8); Ti/p. da tcLanodan (n~ 8-10 e 64-61); 
Typ. Boa do Dr. Epaminondaa (n."» 41-53). — 1889- 
90, in-fol. peq. 

n." 1 salo a 11 de Dezembro de 1889 e o n.*» 61 
(ultimo) a 2 de Agosto de 1890. Trimestre 1$500. n.* avtil- 
so 40 réis. Tiragem de 2000 a 3000 exemplares. Jomal 
politico de violenta opposÌ9ao & Junta Governativa, era re- 
digido por Francisco Phaelante da Camara Lima. Gerente : 
Francisco de Paola Mafra. Bibl. Pubi, do Est 

1018. — Martins Junior. — Beoife, Ik/p. do ^NorU^^ 

1889, in-fol. peq. 

N." unico de 14 de Dezembro. Homenagem ao Dr. José 
Izidoro Martins Junior. Bibl. Pubi, do Est. 

1019. — ^A TrOQa. — ^Periodico critico e faumoristico. — Betd" 
/e, Tifp. da aPairia»^ 1889, in-4^ 

n." 1 e unico (?) saio a 20 de Dezembro. Bibl. 
Pubi do Est 

1020.— O Baio.— jReci/e, Typ. da fiPatria», 1889, in-4.* 

n." 1 e unico (?) salo a 23 de Dezembro. Redactor: 
Fortunato Pinheiro. Bibl Pubi do Est 



1021.— A Patria. — Jomal politico, critico e noticioao. — 
Redfej Typ. Largo do Carmo, n." 28, 1890, in-fol. 

n.° 1 salo a 11 de Janeiro. SemanaL Trimestre 
3$000. Proprietario e principal redactor: Fortunato Pi- 
nheiro. Bibl Pubi do Est 



481 



1022.— O Albaoora.— i2eci/«, 1890, m-4«. 



N.* unico de 16 de Fevereiro. Periodico humoristico. 
BOfl FubL do Est. 



1023. — O Baccho. — Becife, 1890, in-fol. |>eq. 

N.° unico de 16 de Fevereiro. Jomal carnavalesoo. 
Bibl Pubi, do Est. 



1024. — ^A Bisnaga. — Foiba jocosa para desenfastìo dos 
carrancudos. — Redfe, Ih/p. Pcdacio cfe Jl«rAodeu, 1890, 
in-fol. 

N.* unico de 16 de Fevereiro. Bibl. Pubi, do Est. 

1025.— A Influenza. — Reviata carnavalesca. — Redfey 
Typ. da «InfliAenza», 1890, in-foL 

N.* unico de 16 de Fevereiro. Bibl. Pubi, do Est. 

1026. — O Polichinello. — ^Jornal humoristico sob a dire- 
C9ao do Club Carnavalesoo Cavalheiros da Epoca.— jB^- 
d/Cj Typ. Economica (I); Tì/p. da «Gazeta da Tarde» 
(II), 1890, 97, 1903 e 5, in-foL, illus. 

K- unicos (4) de 16 e 18 de Fevereiro de 1890 e 28 
de Fevereiro de 1897, 22 de Fevereiro de 1903 e 26 de 
Fevereiro de 1905. Coli. SaiifAnna Araujo. 



1027. — Minha Esperanga. — Recifey Typ. e lAlh. ava- 
por Miranda, Bua Ihique de Oaxias, 39, 1890, in- 
fol. peq. 

N." unico de 18 de Fevereiro. Dostribuldo pela Far 
brica de Cigarros a vapor de Antonio Francisco da Cruz. 
Bibl. Pubi, do Est. 

61 



482 



1028.— O Microbio.— Orgio do Club Bocca de Couro. — 
Bedfe^ 1890, ÌQ-fol, peq. 

n.« 1 e unico salo a 24 de Fevereiro. Bibl. Pubi, 
do Est 



1029. — O Tamoyo. — ' Periodico humorìstico. — Bec^e, 
Typ. e LUh. Mimnda, i2ua Duqu^ de Oaxias, n."" 39 j 
(n * 1-20) ; Typ. do Tamoyo», (u.^ 21-29 e 2*»), 1890- 
92, in-4.% illus. color., tit. grav. 

n * 1 saio a 10 de Mar90 de 1890 e o n/ 2 (ultimo( 
a 27 de Agosto de 1892. QuinzenaL Anno 20$000. De- 
senhos de A. Both. BM, Pubi, do Est. 



1090.— O Luso-Pemambucano.— i2eci/«, 1890, in-fol. 

n*"" 1 salo a 2 de Abrìl e o n.* 3 (ultimo) a 14 Se- 
manaL Semestre 7(500. Bedigido por Francisco Soares 
Quintas propunha-se a advogar os interesses dos portagae- 
ses em Fernambuco. Bibl. Pubi do Est. 



1081.— O Alfinete.— Org&o ìmparcia].-— J3eo»/'e, 2^. In- 
dwArial, 1890, in-fol. peq. 

n.« 1 salo a 28 de Abril e o n.M7 (ultimo) a 24 
de Novembro. Semanai Mez 500 reis. Bibl. Pubi, do Est. 



1082.— Martins Junior. — Bedfe, lyp. da ^E^f^ocha», 

1890, in-foL peq. 

N.* unico de 8 de Maio; homenagem ao Dr. José Isi- 
doro Martins Junior por occasiSo do seu regresso a este 
Estado. Bibl Pubi do Est. 



488 



1088.— O T3rmbÌraw-X)rgio da Sociedade Litteraria Gon- 
Salves Dìaa — JRedfe, Typ. OommerdcU, Largo do 
CàrmOf n.*> S8, 1890, in-fol. 

n.* 1 salo a 20 de Maio e o n.« 2 (ultimo?) a 16 
de Junho Qoinzenal. Trimestre 1$000. Bedactores; Al- 
fredo Campos, Ananias Celestino e Cavalcanti Yianna. Bibl. 
Pubi do Est 

1034. — ^A Voz do Caixeiro. — Org&o dos empr^dos do 
commerdo. — Beeife, Typ. Ckies SS de Novembro, n.® 4^, 
1890, in-fol. 

n."" 1 saio a 22 de Maio. Bibl Pubi do Est 

1035.— O Correlo.— Org&o de propaganda repnblicana 
e in8truc9ft() para o povo, — Recife^ Typ. do nOorreio»f 
1890, ìn-fol. 

n.* 1 salo a 23 de Junho e o n.® 5 (ultimo) a 21 
de Jnlho. Semanal Anno 3^000. Propriedade e redac9ao 
de Francisco Soares Quintas. Bibl Pubi do Est 

1086.— ^Tobias Barrotto.- Pemamftuco, Typ. JSwmo- 
ifttoa, 1890, in-fol. 

N.^ unico de 26 de Junho. Homenagem à memoria do 
Dr. Tobias Barrette de Menezes no primeiro anniversario 
do seu passamente. Lembranga de Arthur Orlando, Arthur 
Munìz e A. Nogueira. Bibl Pubi do Est 

1037w— Estado de Femambuoo. — i2ec(/6, 3^. do 

wEstado de Pemambtioo», Bua do Imperador, n.^ 4^, 
1890-92, in-fol. 

Durante os Annos I e II salram 419 n.^, sondo o 1^ 
a 1 de Julho de 1890 e 419'' a 31 de Dezembro de 1891 ; 
n.^ 1 do m e ultimo salo a 2 de Janeiro de 1892 e o 
n.*» 142 (ultimo) a 30 de Junho. Diario. Anno 12(000. 



'484 



Fandador : Axgemiro FalcSo. Redactores politicos : Alfredo 
FalcSo, Gaspar Dnimmond, Henrique Milet e Francisco Me- 
deiros. BibL Pubi, do Sst 



1038. — Era Nova, — Qrgào do Partido Catholico em 
Fernambuco. — Redfcy Typ. da «Era NovcL»y 1890- 
1901 e 1902, in-fol. med. e in-fol. 

n.® 1 do Anno I saio a 14 de Julho de 1890 e a pu- 
blicacjSo prolongou-se regolarmente até 20 de Julho de 1901, 
quando foi suspensa por difScuIdades financeiras; reappa- 
receu a 8 de Janeiro de 1902 para terminar a 5 de Agosto. 
Semanai (1890-1901). Diario da tarde (1902). AnnolofoOO; 
n.* avulso 40 réis (1890-92) e 100 réis (1893-1902). Fonda- 
do pelo Vigano Augusto Franklin Moreira da Silva foi por 
elle principalmente redigido, na primeira phase; ao reappa- 
recer, em 1902, teve mais comò redactores a Alcedo Marro- 
cos e Landelino Camara, deixando entao de ser cum jomal 
exclusivamente de propaganda religiosa para tambem dis- 
cutir as questOes poUticas do momento, obedecendo à feÌ92o 
acentuadamente monarchista dos seus redactores». Bzbl 
Piibl do Est 



1039. — Gazeta dos Operarios.— Òrgao das classes ar- 
tisticas e industriai. — Fe^ife, Typ. Apollo, Praga Mar- 
quez do Herval, ri.° 5, 1890, in-fol. peq. 

n.'' 1 saio a 15 de Julho. BibL Pubi, do Est 



1040. — A Semana.— -Revisia critica, litteraria e noticio- 
6a. — Recife, Typ. da «Semana», 1890, in-foL peq. 

n.'' 1 saio a 19 de Julho e o n.^ 13 (ultimo) a 18 de 
Ootubro. Semanal. Trimestre 2|000. Tiragem de 800 exem- 
plares. Directoros: Fernando Barroca e Mario Chaves. 
BibL PubL do Est 



''485 

1041.— A Plebe,— Gianna, Typ. Ttua do Rio, 1890^ 
91, in.4.^ (I) e in-fol. (II). 

ii.« 1 salo a 27 de Julho de 1890 e o n.» 29 (ultimo) 
a 13 de-Janeiro de 1891. Bi-semanal. Trimestre 3$000. 
Bepublicano historico. Bibl. PubL do Est 

1042.— Vinte e Oito de Julho de 1889. — Publi- 

cado pelo Club Republìcano Frei Caneca, por occa- 
8Ì&0 do 1.* anniversario da sua in8talla9ao. — Pemam" 
61100, !l)/p. Apollo^ Praga Marquez do Hervaly w.* 5, 
1890, in-fol. peq. 

N.** unico de 28 de JuUio ; constava de artigos de JoSo 
de Oliveira, Amaro Pessoa, J. Th. da Fonseca, Fedro Pessòa, 
J. Coelho, Julio Hancem, Fran9a Pereira, Gancio Prazeres, 
Tbeotonio Freire, Arthur Bahia e Cyrillo S. Thiago. Bibl. 
Pubi, do Est. 

1048.— O Gteneralissimo.— Tegripjó, (Beci/e, Typ. Paula 
Marinho), 1890, in-fol. 

N." unico de 5 de Agosto, publicado por inidativo do 
capitSo Antonio Gracindo de GusmSo Lobo, comò home- 
nagem do Club Bepublicano Federalista 2 de Fevereiro ao 
Generalissimo Manuel Deodoro da Fonseca, no dia do seu 
anniversario natalicio. Bibl. PubL do Est 

1044.-^A Ferola. — Foiba recreativa, lìttteraria, noj^iciosa 
e crìtica. — BecifeyTyp. do «Estado», 1890, in-fol. peq. 

n.* 1 e unico (?) salo à 10 de Agosto. Bibl. PubL 
do Est 

1049.^-0 Major Leal.— J2eci/€, 1890, in-fol. peq. 

n.® 1 saio a 1 de Setembro e n.' 3 (ultimo) a 
15. Bedactor-chefe : Antonio Pinheiro de Castro. Bibl. 
PubL do Est 



486 



1046w— Fequeno JornaL— Pablica$Ìo semanal do Oab 
Republicano da Boa Vista. — Bedfe^ Typ\ Indutùrial, 
1890-93^ in-foL peq. 

n.« 1 do Anno I salo a 9 de Setembro de 1890 e 
o n.* 12 (ultimo) do V e ultimo a 1 de Maio de 1893. Tri- 
mestre 1(000. Turagem de 500-600 exemplares. Bedactores : 
Jo2Lo de Oliveira e José de Amoiìm. BibL Pubi do Est 



1047.— O Satellite. — ^Folha scientifica e litterarìa. — Re- 
dfe. T^. Industriai, Rua 16 de Novembre, n.® 76, 
1890, ìn-fol. 

n.* 1 salo a 15 de Setembro e o n.* 2 (ultimo) a 1 
de Outubro. QuinzenàL Trimestre 1(500. Bibl Pubi, 
do Est 



lOIS.— A Imprensa.— .Beo(/è, l)fp. Universali, Rua 16 
de Novembre, n.® 4^, 1890, in-fol. peq. 

n.* 1 saio a 14 de Outubro. Bibl Pubi do Est 



1048.— O Fhilatelista.— Pmuzm6uoo, %>. de F. P. 

BauIUreau (n.«- 1-31 e 1-6 II) ; Atelier Miranda, 
Rua Duquè de Càxias^ n.«* £9^1 (n.~ 7-12 II), 
1890-91, in-4.^ 

n.* 1 do Anno I salo a 15 de Outubro de 1890 e 
n.^ 3 (ultimo) a 15 de Dezembro; o n.* 1 do II e ulti- 
mo em Janeiro de 1891 e o n.o 12 (ultimo) em Novembro- 
Dezembro. Propriedade de F. Tondella (n.* 1 1-6 E). Or- 
gam mensal da Sociedade Philatelica de Fernambuco e 
priedade da mesma (n.~ 7-12 II). Tiragem de 200 exem- 
plareer Bedactor prindpal: Manuel Cicero Peregrino da 
Silva. Bibl Puoi do Est. 



487 



lOBOé — ^A Bosaé — ^Periodico orilioo e scientìfico. — Bee^fe^ 
Typ. de D. Poroia, 1890 e 93, in.4.^ 

n." 1 salo a 18 de Outubro ce 1890, o n.» 5 a 8 
de Dezembro, e o n.* 6 (ultimo) a 15 de Jonfao de 1893. 
Pablìca93o irregalar. Mez 300 réis. Bedigido por D. Poroia 
Gonstanda de Mollo. Bibl. Pubi do Est 



1051é-^ Cabe^ de Burro.— Jomal crìtico e jooo-se- 
Tìo.—Beeif€, 1890, iIl-4.^ 

n.* 1 salo a 31 de Outabro. Bibl Pub. do Est. 



1052. — O POVO.— Periodico republicano — Reoife, Typ. do 
mPovo», 1890-91, in-foL peq. 

n.* 1 do Anno I salo a 3 de Norembro e o n.^ 9 
(nltìmo) a 31 de Dezembro de 1890; o n.^ 1 do II e ul- 
timo a 16 de Janeiro de 1891 e o n.^ 4 (ultimo) a 2 de 
AbriL SemanaL Trimestre 500 réis. Propriedade e redao- 
^ de Amaro Pessda. Bibl. Pubi do Èst 



1068.— Nove de Novembro.— JKec»/«, Typ. Apollo^ 

1890, in-fol. 

N.* unico de 9 de Norembro. Homenagem do Club 
Bepublicano Frei Caneca à memoria do Dr. Luiz Ferreira 
Ifaciel Pinheiro no primeiro anniversario do seu falled- 
mento. Bibl Pubi do Est 



1054. — O Deleterio.— Jomal crìtico e joco-serìo. — Beeife, 
1890, ìn-4.*. 

On.«l e unico salo a 13 de Novembre; foi aprehen- 
dido pela policii^ e rasgado na rua. Bib. Pubi do Est 



488 



1055.— O Larousse. — ^Orgam do Partìdo Catholioo e da 
8. de Homens de Lettras. — Recifcy {lyp. da ^Pro- 

vincia»), 1890, in-fol. peq, 

n.* 1 safo a 14 de Novembre e o n.^ 2 (ultìmo) a 28. 
Proprietario : A. Pinheiro de Castro. Attribuido por uns a 
Fabio Rino, Eurico Witnivio, Manuel Araujo e Mario Cha- 
ves e por outros, talvez com mais verdade, a Ari;hur Orlando ; 
ridicularizava ao Dr. Ulysses Machado Pereira Vianna. Bibl. 
Pubi do Est 



1056. — O Caiporinha. — Jomal crìtico e jooò-serio. — 
1890, in-4.*. 

n." 1 e unico salo a ? de Novembro. Btól. Pubi 
do Est 



1057. — Oaaeta de Fernambuco.— iiecì/f, Typ. db 

mOazda de Pemambuco», Rua do Ckmde da Bdèh- 
Hs/n, ».« U K, 1890-91, in-8.* (n« 1-4) e in-4. 
(n « 5-8). 

n.» 1 salo a 15 de Xovembro de 1890 e o n.* 8 
(ultimo?) a 10 de Janeiro de 1891. Anno IfOOO. j^èdado- 
rcs: Otto Praserea, Walfrido SimOes e Octavio Arantes. 
Muito raro, BibL Pubi do Est 



iosa— O Bond«— Periodico pditico e litteiarìo.— £0e|f«, 
JVf>- do mPoro*^ Rua Viscxmde de AUntqnarqme^ ».• Hf, 
1890-in,iii-.V {n^ 1) e m-4.* (n* 2-4). 

O n/ 1 :^^io a 13 de Dezerahro de 1S90 e on.* 4 (ulti- 
mo^ a IO do Janoiiv do 1S91. Mez 100 i^s. Bedactores : José 
CvH^lh^v Kuoluiiv^ re«$s^va e Ulrsses Costa. BibL PùbL do EàL 



489 



1059.— A Vida. — ^Revista semanal olindeuee. — Recife^ 
Typ. Twiudrial, Rì*a 15 de NovembrOy n.^ 75, 1890-91, 
in-S.o. 

n.* 1 salo a 25 de Dezembro de 1890 e o n.* 6 
(ultimo) a 8 de Fevereiro de 1891. N.<» avulso 100 réis. 
Bedactores: Brito Inglez, Mello Rezende e Pican90 Diniz. 
Bibl. Pubi, do Est. 

1060.— O Sino da Sé.— OKnda (Recife), Typ. Pavia 
Marinho, 1890, m-4.\ 

n.* 1 e unico (?) salo a 28 de Dezembco. Raro. 
BibL Pubi do Est. 



1061.— O Autonomista.- Tic^orta, 1890, in-fol. 
Faltam-nos pormenores. Muito raro. 



1062.— O Correio de Olinda. — ^Publioa9ào semanal. — 
Olmda (Bedfe), Typ. Industriai, 1891, in-fol. 

n.* 1 salo a 4 de Janeiro e o n.*" 4 (ultimo) a 25. 
Mez 1(000. Bibl Pubi do Est 

1063.— Sentinella da Bepublioa no Estado de 

Fernambuco.— jBeot/e, (Typ. do Povo)j 1891, in-4». 

N.* unico de 6 de Janeiro. Presente de festas offe- 
recido pela redac93o d'cO Povo* aos republicanos since- 
ros e bons assignantes. Muito raro. Bibl Pubi do Est 



1064.-15 de Janeiro.— iZeei/g, 1891, in-4.' peq. 

N.» unico de 15 de Janeiro. cParabens ao cidadSo 
Amaro Pessòa pelo seu 39.» annÌ7ersario natalicio.» Bibl 
Pubi do Est 

62 



490 



1065. — O Artista-BrazUeiro. — Periodioo crìtico e do- 

ticioso. — Olinda (Becife, Typ. da tiJomal do Eedfe»), 
1891, in-fol. 

n.* 1 salo a 18 de Janeiro e o n.» 30 (ultimo) a 8 
de Agosto. Semanal. Trimestre 600 réis. Proprietarios 
e redactores: Evaristo Wanderley e Antonio Correia de 
Oliveira. Bibl Pubi, do Est 

1066.— Vinte e C^uatro de Janeiro. — JZeci/é, %>. 

Eoanomioaj 1891, in-fol. 

N.® unico de 24 de Janeiro. Homenagem da Sode- 
dado Uniao Piauhyense ao Estado do Piauhy no 67* anni- 
Yérsario da sua independencia politica. GommissSo: José 
Euzebio, Victor Freitas e José Qayoso. Bihl. Pubi, do Est 

1067.— O Becreativo.— iJeoi/è, 1891, in-8^ 

n.* 1 e unico (?) salo a 25 de Janeiro. Raro. Bibt 
Pubi do Est 

1068.— Bevista do Norte.— jBecì/c, Thfp. Apollo, Pra- 
ga da Qmcordia, n.* 5, 1891, in-8^ 

n* 1 salo em Janeiro; reappareceu com o n.' 1 a 
10 de Mar90, salndo o n.* 16 (ultimo) a 30 de Agosto. 
Bi-mensaL Redactores: Machado Dias, Geraldo Bastos e 
Oswaldo Machado. Bibl Pubi do Est 

1069.— O Combate. — Periodico politico e litterarìc— ife- 
<^fif %>• Oentral deus Aìiea (n.* 1) ; 7\/p. do tiPom» 
(d.- 2-4), 1891, in-4^ 

n.* 1 salo a 2 Fevereiro e o n.' 4 (ultimo) a 6 de 
Mar90. Mez 200 réis. Redactores: José Cfielho, Ernesto 
Santos, Hygino Bello, Manuel do Sacramento, Leonidas de 
Oliveira e Luiz de Freitas. Bibl Pubi do Est 



491 



1070.— O TXome.—Becifey Typ. Eoommica^ Rua 15 de 
Novembre, n.* 73, 1891, m-8o. 

n.® 1 e unico (?) salo a 14 de Pevereiro. Bedac9So : 
Freitas, Moura e Bevìlaqua. Bibh Pubi do Est 



1071. — ^A Imprensa. — ^Orgfto critico, litterario e noticioso 
— Beeifey Typ. ApoOo, Praga JUarquez do Servai n.* 5, 
1891, in-4». 

n.® 1 e unico (?) saio a 18 de Fevereiro. Bedactor: 
Tito Eranco. BibL Pubi do Est 



1072.— A Rua.— Becife, (Typ. do ^Pwo^), 1891, in-8^ 

N.» unico de 6 de MarQO, commemorativo da Revolu- 
950 de 1817. Bibl. Pubi do Est 



1078.— O Demoorata.— Oo^anna, 1891, in-fol. 

n.« 1 salo a 14 de Mar90. Muito raro. Bibl 
Pubi, do Est 



1074.— O Judas.— i2^/e, (Typ. do ^Povo»), 1891, in-16. 

n.® 1 e unico salo a 28 de Mar^o, Sabbado de 
Alleluia.. Bibl Pubi do Est 



1076. — O Pedante. — Orgào do grande Clab dos Pedan- 
tee.— JSect/c, (T}yp. do «Povo»), 1891, in-16. 

n.** 1 e unico salo a 10 de Abril. Bibl Pubi 
do E t 



492 



1076. — O Heroe. — lUàfe, (Typ, da *Powim)j * d. 
(1891), in-16. 

N.° unico de 21 de Abril; chomenagem ao alferes Joa- 
quim José da Silva Xavier, O TiradenieSj fozilado (sic) 
em 21 de Abril de 1789.» Redactores: Eudides Pess5a eT. 
Fessda. Rarissimo. BibL Pubi, do Est 



1077. — ^A ReaOQ&O. — Orgao do Club Literario 7 de Se- 
tembro (n.<* 1-2 I). — Periodico literario (n.** 1-3 II) 
e hamorìstico (n." 1 III). — Bedfej Typ. Apollo (l-II) ; 
Typ. IndustricU (III), 1891-93, in-fol. peq. 

n.^ 1 do Anno I salo a 30 de Abril de 1891 e o 
n.o 2 (ultimo) à 20 de Dezembro ; o n.* 1 do II a 14 de 
Janeiro de 1892 e o n.' 3 (ultimo) a 27 de Abril; o 
n.* 1 e unico do in a 1 de Abril de 1893. PublicapSo 
em dias indeterminados. N."* avulso 100 réis. Redacto- 
res : V. Caneca, Olympio A. GalvSo, Luiz Gomes de Mello, 
Emesto Santos, Alvaro LeitSLo, José Jorge e Henrique de 
Barros. BibL Pubi do Est. 



1078.— O Jomal Pequeno,— Orgao do Club 22.— JB^ 

cife, 1891, in-fol. 

N.^ unico de 11 de Maio; homenagem ao Dr. José Ma- 
riano Cameiro da Cunha, cujo retrato lith. trazia na 1.^ pag. 
Muito raro. BibL Pubi, do Est 



1079.— Archivos do THorte.—Redfe, Typ. de Mmvd 
Figueiróa de Farla & Filhos, 1891, in-4.<> 

n.® 1 salo a 15 de Maio. Redactores: Fran9a Pe- 
reira, Theotonio Freire, Marques Silva e Luiz Gomes. BibL 
PubL do Est 



493 



1060.— O Arra8a.-*Deinolidor9 critico, satirico € noti- 
CÌ080. — Bedfe, Tgp. do wArraza», 1891, in-fol. peq. 

n.* 1 salo a 25 de Maio e o n.* 4 (ultimo) a 12 de 
Jtmho. Mez 300 réis. Bedactores: Paulo Sobel, Manuel 
de Oliveira e Joaquim MagalhSes. Bibl. PubL do Est 

s 

1061.— Jornal de Pàlmareg.— Orgam de todas aa clas- 
868. — PaJmareSj Typ. do Club L. de Patmares, Tra- 
veana da MaJbriZj 1891, in-foL 

n.* 1 saio a 1 de Junho. Semanal. Anno lOfOOO. 
Propriedade e redac^So de JoSo Dez. Bibl. Pubi, do Est 

1082.^-0 Defensor do Po vo. — Orgào popular. — Re- 

dfe^ Typ. da Soeiedade Uniao Progressiva Cererai 
das ArteSy Bua do Corona Siiassuna^ n.^ 9, 1891. 
in-4*> (n.^ 1) e in-fol. peq. (n.« 2-19). 

n.^ 1 salo a 18 de Junho e o n.* 19 (ultimo) a 19 de 
Outubro. Bi-semanaL Anno 49000. Propriedade de Tito 
Franco. Bedactores: SebastiSo Guedes, Eleuterio Escobar 
e Manuel do Sacramento. BibL Pubi do Est 



1068.^-A EvolUQ&O.— Literatura e critica. — Redfe, Typ. 
do 9[Estado de Pemambuoo; 1891, in-fol. peq. 

n.* 1 e unico (?) salo a 19 de Junho. Bedactores : 
José Pedro Junior, JoSo Barreto, Feliciano de Athajde e 
J. de Medeiros. BibL PubL do Est 



1064.r*A Bonda.-— Periodico critico e noticioso. — Reeifef 

1891, ÌBrA\ 

n.*» 1 e unico (?) salo a 23 de Junho. Bedactores : 
Joaquim Magalh&es e Antonio Silreira. BibL PubL do Est 



494 



1065.— O FantOChOw— iiee(/«, Tgp. do ^FanlocluB, IM. e 
Tjfp. a vapor Mirande^ 1891, ìd-4.% ina&, tit grav. 

n.* 1 salo a 15 de Julho e o il* 8 (ultìmo) a 9 
de Setembro. SemanaL Trimestre 1$500. Propriedade de 
Olympìo de Seixas Borges. BibL Pubi, do Èst 



1066.— Rovista Bohemia.— JS^u/e, Typ. ApoOo, 1891, 



n."" 1 e unico (?) saio a ? de Jnlho. Bedactores: 
Alberto Dìas, Ferraz Mendes e Alves de Farìa. BibL Pubi, 
do Est 



1067. — Revista Mensal da Sociedade TJni&o 

Piauliyeiise. — Redfe, Atelier Miranda, Bua IH- 
que de CaxioB, n.^ «9-^-f, 1891,in-4^ 

n/ 1 salo em Julho e o n."* 2 (ultimo) em Agosto. 
prìmeiro trazia o retrato do Dr. Sigismundo Antonio 
OonQalves e o 2.* o do Desembargador José Manuel de 
Freitas, gravados por Bodolpho Lima. BibL Pubi, do Est 



1066. — Silva Jardim. — Bedfe, Typ. ApoUo, 1891, 
in-fol. 



N.« unico de Julho. cSaudpsa homenagem dos verda- 
deiros republicanos do povgado do Peres ao Grande Heróe, 
que no verdor da existencia encontrou o sepulchro no 
borrendo abysmo do Yesuvio.» Continha artigos e poesias 
de Amaro Pessda, JoSo de Oliveira, Leonidas e S&, Henri- 
rìque Lima, Gancio Prazeres, Felicio Buarque e outros. 
BibL PubL do Est 



495 



1089.— O Bepublicano.— iìcci/e, Typ. Indu^rial, 1891, 
in-4.». 



K* unico de 16 de Julho. cSincera homenagera ao 
distincto republìcano Dr. Antonio da Silva Jardim, desap- 
pareeido na cratera do Vesuvio.» CoUaboradores : Lauren- 
tino Moreira, Henriques lima, Carlos Perret, Francisco 
FalcSo Eilho, Maria do Carme Falcào e J. Veracundio P. 
de Carvalho. Bibl Pubi do Est 



1090.— O Borges.- iJeci/e, Typ. do Club da Esteira, 1891, 
in-fol. peq. 

K» unico de 9 de Agosto, em conynemoraQEo ao 39.^ 
anniversario de Joaquim de Oliveira Borges. BibL Pubi, 
do Est 



1091. — 14 de Agosto. — Victoria, Pemambuco, Brazil, 
1891,in-fol. 



N/ unico de 16 de Agosto, commemorativo do 3.® 
anniversario da fundai^o do Recreio Muzical 14 de Agosto. 
Bibl Pubi do Est 



1092.— Arion.— ^eci/c. Atelier Miranda, 1891-92, in-fol. 
peq., illas., tit. grav. 

• n." 1 do Anno I salo a 5 de Setembro de 1891 e 
n.* 12 (ultimo) a 17 de Novembre; o n.' 1 do II e 
ultimo a 6 de Outubro de 1892 e o n.* 6 (ultimo) a 29 de 
Novembre. N.' avulso 100 réis. Revista caricata das es- 
ta95es lyricàs de 1891 e 1892. Bibl Pubi do Est 



496 



1003.— Ersilia Anoarani.— Oigfto da reivindicasfto em 
homenageni ao talento artìstico da prìma-dona da Ck)m- 
panhia Lyrica que oanta actualmente no Becife. — Bed- 
fé, Atelier Miranda, 1891 in-foL peq. 

N.« unico de 29 de Setembro. Bibl Pubi do Est. 

1004.— O Porvir.— Quinzenario litteraria— J8eci/«, 7)/p. 
Bua daa Flores, n.* 84, 1891-92, in-4'. 

n." 1 do Anno I salo a 3 de Outubro de 1891 e a 
publìca9ao durava ainda em fini de 1892. Eedactores, Be- 
nedicto Formiga, Sabino Eilho, Herculano Pinheiro e Car- 
los Lemos Eilho. Bibi Pubi, do Est 

1006.-0rion.— i20ci/e, 1891, in-fol, iUus., tit grav. 

N.* unico de 22 de Outubro. Homenagem da Sode- 
dade Anonyma Orion ao barytono Eurico Massini na noute 
do seu beneficio. Bibl. Pubi, do Est. ' 

1006.— A Peregrina.- .Bon/e, Typ. ApoUo, 1891, in- 
fo], peq. 

n/ 1 e unico salo a 24 de Novembre. Bibl. Pubi, 
do Est. 

1007.— Porvir Commercial. — Orgam da Associa^ao 

dos Empregados do Commercio de Fernambuco. — Béoir 
fé Typ. ApoUo (I); Typ. do mJomal do Becife» (II); 
Liih. L. Krause & O. (IV); Liih. e Typ. Laemmed 
& C.\ Bvxi Marquez de Olinda, 4 (VII) ; Atdier Miranr 
da (Vili), 1891, 92, 96, 98 e 99, in-fol. 

N.~ espedaes (5) de 28 de Dezembro de 1891 97 e 98. 
8 de Dezembro de 1892 e 8 de Setembro de 1896. Bibl 
Pubi, do Est. y 



497 



1008.— Rovista Academica da Faouldade de Di- 
retto do Becife. — Bedfe, Typ. de F. P. BoulUreau 
(I-I V) ; Hugo & (7.% Rua Quinze de Novembro, n.' 79 
(V-VI) ; Nogudra Irmàos, Pantheon daa ArteSj Rua 
15 de NovembrOy nj* 69, (VII) ; Imprensa Indusirialy 
Nery da Fonaeca & Chmp., Rua do Barn Jesus, S4.-S6 e 
Igmicio Nery da Foiièeca, Rua Visconde de Itaparica, 
49-^1, (VIII-XIV) 1891-98 e 1901-6, in-4-. 



VoL I é de 1891 e XIV (ultimo) de 1906; a pu- 
bUca<^ contìnua. Apparece annualmente redigida pelo 
corpo docente da Faculdade de Direìto do Becife, e os 
seus fins foram expostos nos seguintes topicos do artìgo 
inaugurai : cÀ Revista Academica sera essencialmente ju- 
ridica, ou, si preferirem, juridico-social. Seu campo, no 
emtamto é assàs vasto, porque nSo so o dìreito està intima- 
mente relacionado com muitas sciencias, corno depende 
de outras, além de que quadro das que se ensinam nas 
nossas faculdades jà 6 bastante largo, e de que as questdes 
fundamentaes se apoiam, em regra, nas generalidades das 
sciencias propedeuticas do direito comò sejam a psycholo- 
gia de que eUe 6 um ramo. 

«Dando ingresso, neste repositorio, a qualquer discus- 
sSo scientìfica destas diversas disciplinas, cujas solucQÒes 
venham esdarecer pontos obscuros ou litigiosos de juris- 
prudenda, nSo so teremos trabalhado por seu rejuvenesci- 
mento e consolida9So, comò pelo e£Peito das yaria95es e dos 
contrastes, conseguiremos expòr grande numero de no95es, 
sem exigir fatìgante contensào de espirito por parte da 
mocidade a quem mais directamente nos dirigimos». — 
Até ao presente tem publicado estudos da lavra dos se- 
guintes lentes: Clovis Bevilaqua, Adelino Mlho, Carneiro 
da Cunha, JoSo Vieira de Araujo, J. I. Martins Junior, 
Constancio Pontual, Barros GuimarSLes, Fhaelante da Ca- 
mara, Adolpho Cime, Oliveira Fonseca, Manuel Portella 
Junior, Eugenio de Barros, José Vioente Meira de Vas- 
concellos. Netto Gampello, Lauhndo LeSLo, Tito Rosas e 

Augusto Carlos Yaz de Oliveira. Bibl. Pubi, do Est 

63 



J 



498 



1099.— A Reforma.— Gianna, 1892, in-fol. 

n.* 1 salo a 9 de Janeiro e o n.^ 2 (ultimo ?) a 24. 
ìlez 500 réis. Bibl Pubi, do Est 

1100.— A Junta. — Orgam da legalidade. — Bedfe^ 1892, 
in-fol. 

n.* 1 e unico salo a 11 de Janeiro. Proprietarios 
e responsaveis : EstevSo de S& Cavalcanti d'Albuquerque e 
José TheodoiD de Godoy Tasconcellos. Bibl Pubi, do Est 

1101.— Julio Borges.— Recife, 1892, in-fol. 

N.® unico de 18 de Janeiro. «Saudosa homenagem da 
Hocidade Academica do Recife ao joven e denodado ca- 
dete morto na noite de Dezembro de 1891, no 30.* dia de 
seu passamente.» Bibl. Pubi do Est 

1102.— A Republica Brasileira.— iZecife, Tifp. do 

tiDiario de Pemambuco», 1892, in-4^ 

n.* 1 salo a 22 de Fevereiro e o n.' 2 (ultimo ?) a 
7 de Mar90. Trimestre 3$000; n."" avulso 60 reis. Beda- 
ctor: Affonso de Albuquerque Mollo. Bibl. Pubi, do Est 



1108.-^ Fapironga.— Revista camavalesca. — Rmfej 
1892, in-fol. 

N.* unico de 28 de Fevereiro, Raro. Bibl. Pubi, 
do Est 

1104.— O Conspirador.— Orgam do Atelier Miranda.— 
Reoifej Atelier Miranda^ Bua Duque de Coxias^ n.* 
e9Sl, 1892, in-4\ 

N.* unico de 28 de Fevereiro. Bibl Pubi do Est 






499 



1106.— O Pierrot.— Orgam do Club OarnavaleBoo Cava- 
Iheiros da Epocha. — Bedfej 1892, in-fol. peq., illu8.| 
tit grav. 

N.» unico de 28 de Fevereiro. Raro. BibL Pubi 
do Est 

1106. — lUióo. — Orgam do Club Carnavalesoo Canna Verde. 
— Bed/e, Typ. Industrialj (I-III) ; Typ. FranoisGO 

LeàOj Bua das Laranjeiras, n.* U (IV- VI), 1892, 93, 
95-98, in-fol. 

N<» especiaes (6) de 29 de Fevereiro de 1892, 12 de 
Fevereiro de 1893, 24 de Fevereiro de 1895, 16 de Fe- 
vereiro de 1896, 28 de Fevereiro de 1897 e 7 de Fevereiro 
de 1898. Bibl. Pubi do Est 

1107.— Jomal do Commercio.— i2eoi/«, Typ do Jor- 

noi do Commercio», Pra^ do Marquez do Hervaly n.* 5, 
1892, in-fol. 

n.^ 1 salo a 2 de Mar^o e o n.** 58 (ultimo) a 15 
de Maio. Anno 16$000. Redactores: Clovis Bevilaqua, 
Àdolpho Cime, Louren90 Cavalcanti e Machado Dias. Foi 
substituido per-4 Repuòlica (N.' 1122). Bibl Pubi do Est 

1108.— Oazetalde Pào d*Alho.— PublìcasSo quinze- 

nal. — ddade do EspirUo-SarUo (Becife), Typ. InduS' 
trial (n.® 1) ; Typ. do « Jomal do Commercio» (n.* 2) Typ. 
da fiPromncia» (n.® 3), 1892, in-fol. 

n.* 1 salo a 15 de Margo e o n.* (ultimo?) a 15 
de Abril. Mez 1$000. Redactores: Jo3o Pacifico Ferreira 
dos Santos e José Thomaz Nunes do Valle. Bibl Pubi 
do Est 



500 



1109.— O Sylphorama. — i2ec(/«, 1892, in-foL, illas., 

tit. grav. 

n.** 1 salo a 15 de MarQO e o n.*» 10 (ultimo) a 1 
de Julho. Semanal. Anno 15$000. Tiragem de 450 exempla- 
res. Redactor: J. Thiago da Fonseca. Desenhos de Libanìo 
Amarai. BibL Pubi, do Est 

Ilio. — O M otim. — Orgam politico, critioo e noticioso. — 
Typ. do MMoiim^ 1892, in-4^ 

n.* 1 salo a 17 de MarQO e o n.« 9 (ultimo?) a 
23 de Junho. Proprietario: Paulo Sobel. BibL Pubi, 
do Est. 

1111.— Commercio de Fernambuco.— ISect/^, Typ. 

Càes 22 de Novembro, n."" 60 (I-V) e Bua Quinte de 
Novembre, n.* ^3 (VI-IX), 1892-1900, in-fol. 

Durante os annos I-III sairam 800 n.*", o 1.** a 22 
de Margo de 1892 e o n.» 800 a 30 de Dezembro de 1894; 
n.' 1 do rV salo a 1 de Janeiro de 1895 e o n.* 580 
(ult. do V) a 27 de Dezembro de 1896 ; o n.* 1 do TI 
salo a 10 de Janeiro de 1897 e a publica^So prolongou-se 
ató fins de 1900. Diario da manhà. Trimestre 5$000; n.® 
avulso 80 réis (n." 1-446) e 100 réis (do n." 447 em diante.) 
Propriedade da Empresa Jornalistica. Fundado por Anto- 
nio Gomes Pereira Junior e Minervino Soares foi, de 
1892-96, por elles principalmente redigido, cera o ausi- 
lio de Pereira da Costa Filho, Celso Vieira, Theotonio Frei- 
re, Franca Pereira, e outros ; em Janeiro de 1897 passou à 
propriedade do Francisco Nogueira de Scusa, que se cer- 
cou dos mesmos auxiliares e mais Francisco Alexandrino. 
Bibl. Pubi, do Est. (Coli, assés incompleta). 

1112. — ^A Borboleta. — Periodico litterario e recreativo. — 
Recife, Liih. de Manuel G. Mendea, 1892, iu-4^ 

n.° 1 salo a 1 de Abril. Propriedade de Paulo da 
Silva & C.» Bibl. Pubi, do Est. 



501 



1118.— O Sportsman.— jBa»y€, AUHer Miranda, 1892, 
in-fol. 

n.*» 1 salo a 9 de AbriL Bibl Pubi, do Est 

1114. — O Clarini. — Orgam monarchista por interesse — 
Bepublicano por conveniencia. — Becife, 1892, in- 
foi, peq. 

n.^ 1 e unico saio a 13 de Abril. Bibl Pubi, do Est. 



115..^ J\làBB.—Reeif€, Typ. do «Jvdas» 1892, 93, 95 e 
96, in-fol. 

K** unicos (4) de 16 de Abril de 1892, 1 de Abril 
de 1893, 13 de Abril de 1895 e 4 de Abril de 1896. Pu- 
blìca9&o nos sabbados de Alleluia. Foi snbstitaido pel'O 
Capeia (N.» 1241). Bibl. Pubi, do Est. 



1116.— O NeophytO.— i2a»/c, Typ. da ttProvincia», 1892, 
in-foL peq. 

n.* I saio a 6 de Maio e o n.^ IV (ultimo) a 51 
de Junho. Mez 1$000. Bedactores : Felidano de Athayde, 
Francisco de Mollo, Abas de Albuquerque, Jo&o Bocha e 
Katalicio Gamboim. Bibl. Pubi, do Est. 

1117.— Evolugào.- iZfici/e, 1892, in-fol. 

n.* 1 salo a 7 de Maio. Bedactores : José de Castro, 
Pedrò Oomes da Bocha, José Maria da Silra Oliveira e 
Alvaro Ottoni do Amarai. ^Bibl. Pubi, do Est. 



1118.— O Municipio. — OKndoy Typ. do ^Municipio», 
1892, in-fol. 

n.«» 1 salo a 12 de Maio. Gerente: Evaristo Wan- 
deriey. Succedeu a Artista Braxileiro (N." 1065), Bibl 
Pubi, do Est. 



502 



1119.— 18 de Maio. — Reàfe, Atelier Miranda^ 1892, 
in-fol. 

N."* unico de 13 de Maio; homenagem da ìmprensa 
e do poYO à redemp9So da Patria Brazileira no dia 13 de 
Maio de 1892. Bibl Pubi do Est 



1120.— O Mephistopheles. — iJeci>, Ih/p. Bua das Fio- 
re», n.* ^4; 1892, in-4.% lUus., tit. grav. 

n.<> 1 saio a 20 de Maio. Propriedade e redacQ&o 
de JoSo Duarte, o curioso poeta dos Sonetos Obsoletas. 
Bibl Pubi do Est 

1121.— O Radicai.- Orgao independente.— iìeci/g, 1892, 
ln-4^ 

n.* 1 e unico salo a 27 de Maio. Bibl Pubi do Est 



1122. — ^A Republica. — Orgào politico, litterario e noti- 
cioso. — Recife, Typ. da vRepubtioa», Praga Marqaez do 
Hervaly n*5y 1892, in-fol. 

n.° 1 salo a 2 de Junho e o n.» 110 (ultimo) a 15 
de Outubro. Diario. Anno 16$000. Tiragem de 800 exem- 
plares. Bedactores: Alfredo FalcSo, Miguel Pernambuco, 
Maximiano Duarte, Louren^o Cavalcanti e Domingos de 
S. L. Barros Bego. Succedeu ao Jornal do Gomìnerdo, 
(N.* 1107). Bibl Pubi do Est* 



1128. — ^A Mocidade. — ^QninzeDarìo litterario e recreati- 
vo. — Recife, Typ. Bua das Flores, n.* *4> 1892, ìn-4*. 

n.' 1 salo a 5 de Junho. Semestre If 000. Beda- 
ctores: Castro Martins, Celso Yieira, Paulo da Silveira e 
Arthur Vieira. Bibl Pubi do Est 



503 



1124. — O Bilontra. — Orgao opposicionista a todos os par- 
tìdos e dedicado à defeza das sogras. — Recife, 1892, 
in-fol. 

n.** 1 e unico salo a 11, 12 e 13 do mez de Santo 
Antonio, S. JoSo e S. Fedro (Junho) de 1892. BM, Pubi, 
do Est 



1125. — O Cartaz. — Orgào republicano independente. — 
Reeife I)/p. Indtuirial, 1892, in-fol. 

n.* 1 e unico salo a 20 de Junho. Redactor : Joao 
Gon9alves da Silva. Bibl, Pubi, do Est. 



1126.— O Bisturi.— Bcci/e, 1892, in-fol. peq. 

n.* 1 e unico (?) salo a 22 (alias 12) de Junho. Bibl. 
Pubi, do Est. 

1127. — ^O Sorvóte. — ^Folha humoristica e progressista. — 
Recifey Typ. do Commercioy 1892. in-fol. peq. 

n.* 1 e unico salo a 23 de Junho. Redactores: Finto 
Barbosa (Mequetrefe), Almeida Braga (FimpSo) e Alfredo 
Alves (Boreas). Bibl. Pubi do Est. 

1128. — ^S. Jo&O. — Palmaresy Typ. do «S. Joào», Bua do 
CSo,n.'0, 1892-93, in-fol. 

n.* 1 salo a 24 de Junho de 1892 e o n.' 2 (ultimo) 
a 24 de Junho de 1893. Bibl. Pubi, do Est. 

1129. — Amazonia. — Redfe, Atelier Miranda^ Bua Duque 
de Caxias, n.^ ^9-31, 1892, in-fol., tit. grav. 

N.* unico de 2 de Julho ; homenagom ao laureado ba- 
rytono José de Lima Braga, em a noute de seu beneficio, 
pelos estudantes paraenses. Bibl. Pubi, do Est. 



604 



liso. — A SemaD.a.-^i:gam litterario e noticioso. — Pal^ 
maresy Typ. do Ovb Litìerario de Palmares^ Bua do 
Maurityj 1892-93, in-fol. peq. 

EU' 1 salo a 17 de Julho de 1892 e a publica<^ 
continuou até meiados de 1893. SemanaL Trimestre IfOOO. 
BibL Pubi do Est. 



1181.— Archivo Poetico.— i2ect/«, 1892, in-8^ 

n.*" 1 salo em Julho e o n/ 2 (ultimo) em Agosto. 
MensaL Trimestre 1$Ó00. BibL Pubi, do Est. 



1132.— A Lucta.— Orgio imparcial. — Nazareth, I^p. Po- 
pular, 1892, in-fol. 

n.* 1 salo a 23 de Julho e o n.* 10 (ultimo) a 22 
de Outubro. SemanaL Anno lOfOOO. Editor-proprietario: 
Manuel JoSo Rio JordSo Chaves. BibL PuòL do Est. 



1133.— 14 de Agosto de 1881.— i2eo»/e, 1892, ìn-A^ 

K* unico de 14 de Agosto, publicado pela commissSo 
executiva do Gremio Litterario José Bonifacio em comme- 
morammo ao 1.^ anniversario da sua fundaQ^o. BibL Pubi 
do Est 



1134.— O Echo Juvenil. — ^Periodico litterario. — Bedfe, 
Typ. Industriai, Ru4i do Imperador, n.^ 75, 1892, in-4*. 

n.* 1 salo a 10 de Setembro. QuinzenaL Semes- 
tre 1$000. Redactores: Celso Yieira, Francisco Cunha e 
José Pereira Ramos. BibL Pubi, do Est. 



505 



1136. — O Combate. — Orgào do Club Autonomista Aca- 
demioo. — Redfe^ Typ. da ^Provincia», 1892, in-£ol. 

II.* 1 saio a 12 de Outubro e o n.» 2 (ultimo) a 24. 
Trimestre 2$500. Redactores: Natalicio Camboim, Fran- 
cisco de Albuquerque, Belisario Talora, Scusa LeSo Janior 
e Jorge StudaA BibL Pubi do Est 

1186.— Giuseppe Vilalta,— i2^ci/e, 1892, in-fol. peq. 

N* unico de 15 de Novembre; homenagem ao tener 
Guiseppe Yilalta na noite do sen beneficio. Bibl. Pubi, 
do Est. 

1187. — CJorreio de Noticias.— Periodico imparcial. — 
Palmares, Typ. Bua do Tenente-GoroTiel AustridiniOf 
n.» 16, 1892-93, in-fol. 

n.* 1 salo a 20 de Novembre de 1892 e a publica9ao 
durava ainda em principios de 1893. Proprìedade e redac- 
980 de J. B. Wanderley. BibL Pubi, do Est 

1188.— A Tarde.— Reeife, Typ. Industriai, 1892-93, 
in-foL 

n.* 1 do Anno I salo a 1 de Dezembro de 1892 e 
o n.' 24 (ultimo) a 31 ; o n.* 1 do II e ultimo a 2 de Janeiro 
de 1893 e u.* 25 (ultimo) a 3 1. Diario. Mez 1$000. Tira- 
gem de 800 exemplares. Redactores : Arthunio Tieira (fun- 
dador), Ribeiro da Silva e Paulo de Arruda. BibL PubL 
do Est 

1139. — O Corisco. — Periodico critico e joco-serio. — Pai- 
mcuresy 1892-93, in-4« e in-fol. peq. 

n.* 1 salo a 5 de Dezembro de 1892 e n.» 5 (ultimo) 
a 5 de Janeiro de 1893. Trimestre 1$000. Redactor: Joao 
Dez. BibL PubL do Est 

H 



606 



1140.— Estado Pemambucano.— Orgào literario, no- 

ticioso e critico. — Recife^ Tjfp, Praga da (Jóncardia, 
n.° 5, 1892, in-fol. 

n." 1 salo a 13 de Dezembro e o n.° 4 (ultimo) a 16. 
Diario. Mez 1$500. Tiragem de 800 exemplares. Reda- 
ctor-principal : Joaquim Gomes de Mattos. Bibl. Pubi 
do Est. 



1141. — Revista Dramatica. — Orgao e propriedade da 
Companhia Coimbra, — Redfey Typ. Indudrial, 1893, 
m-4*. 

- n.* 1 salo a 19 de Janeiro e o n.' 3 (ultimo) a 27. 
DistribuÌ9ao gratis. Redactor: Arthunio Vieira. BibL Pubi 
do Est. 



1142. — O Rado. — Periodico de chaootas e risotas. — Pai- 
mareSy 1893, in-4^ 

n.* 1 e unico (?) salo a 28 de Janeiro. Redactor: JoSo 
Dez, Bibl Pubi do Est. 



1143. — O Zigue-Zigue. — Orgao do Atelier Miranda.— 
Redfoy Atelier iliranda, 1893, 97 e 98, in-4 e in-fol. 

N.« unicos (3) de 12 de Pevereiro de 1893, 28 de Fe- 
vereiro de 1898. Bibl Pubi do Est 

1144.— O Philomomo.— Jornal carnavalesco (I). Re- 
vista das revistas (II). Orgao dos oigaos. Neutris- 
simo, cheio de imparcialidade e de... artigos (III). 
Orgao dos cujos {IY).—Recife, Atelier Miranda, 1893, 
95, 97-1901, in-fol. 

N.*" especiaes (11), o 1* de 12 de Fevereiro de 1893 e 
11* (ultimo) de 14 de Fevereiro de 1904. Bibl PiM. 
do Est 



607 



1145.— O Graciliano. — Ifoci/e, Typ. da nOazeta dn 
Tarde^y 1893-95, 99-1901, in-4^ 

N.^ especìaes (6) de 5 de Abrìl ; homenagem da «Empreza 
TTpophannacopia» ao sea gerente Oracìliano Martins Sobri- 
nho no dia do sen anniversario natalicio. Bibl. Pubi, 
do Est 

1146.— Archivo LitterarioPalmarense. — Palma- 

resy PemambucOj 1893, in-8^ 

n.« 1 e unico (?) saio a 27 de Maio. Propriedade e 
direc9ao de Fernando Gris e Fabio Silva. Bibl. Pubi, do Est. 

1147.— Quatro de Junho de 1893. — iZeci/e, Atdìer 

Mirandaj 1893, in-fol. 

N." unico de 4 de Junho, homenagem ao flautista brasi- 
leiro Gervasio de Castro, cujo retrato, lith. por Rodolpho 
lima, occupa a 1* pag. Bibl. Pubi, do Est. 



1148. — O Marinheiro. — Orgam hypooondriaco. — Redfey 
Typ. Industriai^ 1893, in-fol. peq. 

n.' 1 salo a 26 de Junho e o n." 2 (ultimo) a 19 de 
Julho. Bibl. Pubi, do Est. 



1148.— Silva Jardim.- -Beci/6, lyp. Industrìal-Paìda 
Marìnho, 1893, in-fol. 

K* unico de 1 de Julho. cHomenagemdaIJniSo Civica 
de Fernambuco à veneranda memoria do immortai procere 
da repubUca no 2* anniversario do seu desapparecimento 
na cratera do Vesuvio.» Publicada por Felicio Buarque, 
Francisco Soares Quintas, José de Amorim, Alfredo Toledo, 
Thomé Gibson, Frota e Vasconcellos, Octavio Hamilton e 
Paulo Silveira. Bibl. Pubi, do Est. 



608 



1150.— Jcrnal do Domingo.— Beci/J', Ikfp. do uDìarioB 

e Typ. Indìidinal, 1893, in-fol. 

D.* 1 salo a 16 do Julho. Senianal. Semestre 5|000. 
Directores : Olympio A. GalvRo, Antonio Venancio Klho e 
Manuel ArSU). BibL Pubi, do Èst 



1151.— Rovista VotyeaST.—Recife, Typ. Industriai, 
1893, in-4^ gr. 

n.° 1 saio em Agosto e o n.» 4 (ultimo) em Novem- 
bre. Mensal. Orgam dos estudantes norte-riograndenses. 
Commissao de redac<j5o : Jo5o Chaves, Hemeterio . Feman- 
des, Sousa Nogueira, Honorìo Garrilho e José Lucas da Ca- 
mara. BibL Pubi, do Est. 



1162.— Rovista do Artos o Annunoios. — Pemam- 

bìACOj impr, no Atelier de Artes GrraphicaSj AffoMO 
Duarie & a% 1893, in-fol. 

n.^ 1 e unico (?) safo em ? de Agosto. Mensal. Pro- 
prìedade de Affonso Duarte & C^ BibL Pubi, do Est. 

1153. — O Jasmin. — Numero commemorativo. — Becife^ 
Typ. do fiJomcd do Becife», 1893, in-fol. peq. 

N.** unico de 12 de Agosto, commemorativo do anniver- 
sario natalicio de D. Clara Rosa Tempora! BibL Pubi, 
do Est 



1154.— Uni&O Commoroial. — PerncmAuoo, 1893, iD-4^ 

n.* 1 e unico safo a 12 de Agosto. Homenagem da 
cUniSo Commercial» aos seus socios Manuel Ferreira da 
Cunha e Dr. Antonio Gomes Pereira Junior. BibL Pubi, 
do Est 



509 



1155.— O Bouquet.— Beoife, Typ. Indufbrial, 1893, in-4«. 

N.* unico de 29 de Agosto. Homenagem à joven Elisa 
Aurea Monteiro no dia do seu natalicio. BibL Pubi, do Est 



1156.— Julio Hanoem.— Bao{/«, Typ. da ^Oazela de 
Notìdas^y 1893, in-foL 

N.* onico de 26 de Setembro. «Homenagem da «UniSo 
Typographica Pemambucana» à veneranda memoria de Julio 
Giulberme Hancem, seu immortai defensor, falleeido a 26 
de Julho de 1893.» BibL Pubi, do Est. 



1167.^A Autonomia.— Orgfio politico. — Perfumbaoo, 
Typ. Bua das Flores^ n.* i?^, P andar, 1893, in-fol. 

n.* 1 salo a 26 de Setembro e o n.* 11 (ultimo) a 8 
de Novembre. SemanaL Trimestre 2|000. Tiragem de 
500 exemplares. Bedactor: Domingos C. de Soosa Le&o 
Junior. BibL PubL do Est 



1158. — Bevistinlia Academica da Faculdade de 

DireitO do Recife. — Reeife, «Empreza da nProvin- 
da», Bua 16 de Nonembro, n.« 49^1, 1893, in-8\ 

n.^ 1 e unico saio a 30 de Setembro. BibL Pubi, 
do Est 



1150. — O Tempo.*— Periodico literario, humorìstico e no- 
ticioeo. — Bedfe, Typ. da «Oazeia do Bedfe», Bua do 
Imperador, ».® 4^, 1893, in-4.® (n.*^ 1) e in-fol. peq, 
(n ~ 2-7> 

n.* 1 safo a 8 de Outubro e o n.' 7 (ultimo) a 17 de 
Dezembro. SemanaL Trimestre 1$000. BibL PubL do Est 



610 



1160.— A Ideia.— Org&o de ama aasodafio. — Beàft^ 
Typ. do «Diario», 1893, in-fol. 

n.' 1 e unico (?) saio a 16 de Oatubro. BibL Pubi 
do Est. 

1161.<— Dom QpUixote.-^Perìodioo crìtico e noticioso. — 
Olinda, Typ. do «Municipio», 1893, m-4». 

n.' 1 salo a 23 de Outubro e o n.« 4 (ultimo?) a 15 de 
Novembre. Semanal.. Trimestre 800 réis. Redactores: 
JoRo C. Montarroyos e Antonio S. de Santa Clara. BibL 
Pubi do Est 

1162. — ^A Ck>Ì8a. — ^Folha crìtica, satyrìca e humorìstica.— 
Pemambuoo, Typ. da «Gazela do Beeife», 1893, in-fol. 

n.* 1 salo a 6 de Novembre e o n.* 2 (ultimo) a 13. 
Redactores: Juvenal Tito Tito Botelho e Ismael DiabeL 
Bibl Pubi do Est 

1168.— A CartUha,— Foiba semanal.— Pa/mares, Aidier 
Tjfp. da «Oourtìlha», Bua do Cbnsdkeiro Joào Alfredo, 
nJ^ SO, 1893, in-foL 

n^ 1 saio a 24 de Novembro. Semestre 4$500. Be- 
dactoi^prìncìpal : Samuel Martins. Director-gerente : Joao 
l^fttìsU Wanderlev. Bibl Pubi do Est 

1164. — O Bquador* — Sdencias, artes e lettras. — Bedje, 
1893, iih4ol, peq. 

n.* 1 e unico s«lo a 24 de Novembro. Director : Thau- 
matun^) Taa. BiòL Pubi do Est 

116lk— Fequeno Oorreia— Po/mora, 1893, in-4». 

« 

n.* 1 e unico (?) salo a 4 de Deiembro. Proprietarios 
rtNÌaotow^ : Manuel Mont^it) e Benigno Lagreca. Bibl 
l\4hL d^ Est 



I 

/ 

511 

1166. — O Julio. — Reoi/cj Typ. da uGazeta do Becife», 
1893, m-4«>. 

If .• unico de 20 de Dezembro, commemorativo do 34® anni- 
versario de Julio Falcao. BibL Pubi do Est 

1167. — Cousas da Arabia. — ^Re vista politica e littera- 

ria. — Recife, Typ. da vProvineid», Rua do Imperador, 
n « 49-Sl, 1893, in-8*. 

Saio apenas um fascicolo sero data. Redigida por 
Fhaelante da Camara, dizia-se «ama re vista escripta à la 
diable^ num estylo macabro, com um pouco de philosophia 
de Offenbach, tendo sempre uma gargalhada para tudo o 
que fòsse postÌ90.» Muito raro. BibL Pvbl, do Est. 



1168. — ^A Uni&o da Uni&o. — Foiba fiuniliar phospho- 
recente. Orgam do Gremio (cE8peran9a8 da Patria». — 
Becife, 1894, in-4o. 

N.* unico de 1 de Janeiro. BibL PubL do Est 



lie9._0 Escudo da Yerà&de.—Bedfe, 1894, in-4«. 

n.** 1 saio a 15 de Janeiro e o n.« 6 (ultimo?) a 31 
de Mar90. Quinzenal. Trimestre 1$000. Propriedade de 
uma associa92LO evangelica. BibL PubL do Est 

1170. — ^O Sansone. — Jomal lyrico, serio-funambulesco. 
— Recife, Typ. da «Oazeta do Recife», 1894, in-fol. 

n.* 1 saio a 14 de Abril e o n.** 6 (ultimo) a 19 de 
Maio. Propriedade de «uma sucia de rapazes de talento 
wonymo.» BibL PubL do Est 



512 



1171. — O Album.— i2eo|fey Ti/p. da tiOazela do Rec^e», 
1894, in-fol. 

N.* unico de 8 de Maio ; homenagem & actriz italiana 
Vittoria Sulli. Bibl. PtM. do Est 

1172.— Doze de TH^io.—BedJe, Typ. Induàrial, 1«94, 
in-fol. 

N.* unico de 12 de Maio ; homenagem dos sodos da 
Sociedade Becreatìva Juventude ao seo consocio beneme- 
rito Manoel Gaetano de Andrade FalcSo. Bibl. PubL do Est 

1173. — A Imprensa. — Org&o da Classe lypograpluca.-— 
Bedfe, 2^. Industriai, Bua 15 de Novembre, n.*> 76} 
1894, in-fol. peq. 

n." 1 e unico (?) salo a 15 de Maio. Director JoSo 
Ferro. Bibl Pubi, do Est. 

1174.— Theatro Santa IsabéL—Beoife, Typ. do «Dia- 
rio», 1894 in-fol. 

N.* unicode 18 de Maio; homenagem da Inspectoria 
dos Theatros de Fernambuco no 44® anniversario da inau- 
gura9SLo do Theatro de Santa Isabel. 

1175.— Luiza Fona. — Coròa jioetica, — iZeci/c, 1894, 
in-fol. 

N.* unico de 19 de Maio; homenagem & actriz Loiza 
Fons. Bibl. Pubi, do Est. 

1176. — ^A Roleta. — Annuario crìtico, illastrado, dedicado 
aos interesses de todas as classes. — Pemambuoo, 2^. 
Industriai, 1894, in-fol. 

n.° 1 e unico salo a 24 de Junho. Bibl. PubL do Est 



f 

I 



513 



1177. — O Municipio. — Organa dos inieresses democrati- 
009. — Nazareth, Typ. Popìdar, Bua de Joaquim Nabuco, 
n.o 4, 1894, in-fol. 

II.* 1 salo a 30 de Junho. Bibl Puoi, do Est. 

1178. — Novidades. — ^Diario noticioso da tarde. — Redfe, 
lyp. Bua das Laranjeiras^ n.° 21, 1894-96, in-fol. 

n.'* 1 do Anno I salo 7 de Agosto de 1894 e a pu- 
blica9ao perdurou até meiados de 1896. Trimestre 4^000. 
Bedacior-proprìetario : Fernando Barroca. Bibl. Pubi, do Est. 

1179. — O Commercio. — Becifcy 1894, in-fol. 

Appareceu em Agosto, faltam-me pormenores, sabendo 
apenas que era edìgSo da tarde do Commercio de Pemam- 
buco (N.* 1111). Bibl. Pubi do Est 

1180. — Revista Contemporanea.— iZeci/e, Typ. In- 

duairial (n.** 1-10 lei II) ; Impr, na Typ. da ndda-- 
de» (n.~ 2-8 II) ; Emp. da ^Provinciali (n.»» 10-24 II 
e 1-2 III) ; Atelier Miranda (n.^ 9 II), 1894-96, in- 
in-fol. 

n." 1 do Anno I salo a 15 de Agosto de 1894 e o 
n.' 10 (tdtimo) a 80 de Dezembro ; o n.** 1 do Anno II a 15 
de J9.neiro de 1895 e o n.' 24 (ultimo) a 31 de Dezem- 
bro; n.** 1 do m e ultimo a 15 de Janeiro de 1896 e 
o n.* 4 (ultimo) a 29 de Fevereiro. Qoinzenal. Anno 
10^000. Redactores: FrauQa Pereira, Marcellino Cleto e 
Theotonio Freire. Bibl. Pubi, do Est. 

1181. — ^O Anarchista. — Beci/e, Atelier Miranda, Ii*Mi 
do Padre Nobrega, 18-22, s. d. (1894), in-4^ 

N.* unico s. d. (20 de Agosto). Propriedade do Bazar 
Caxias, Bua Duque de Caxias, n."* 105. Bibl. PìM. do Est. 

65 



614 



1182.— Re vista Moderna.— iJeci/è, Atelier Mranda, 
Rua do Padre Nobrega, 18-29 ; Typ. da « Oidad&, e 
aairasy 1894-98, in-fol. peq. 

n.^ 1 salo a 25 de Agosto de 1894 e perdurou irre- 
gularmente até 1898. Proprietario e principal redactor: 
Francisco Augusto Pereira da Costa Filho. Bibl Pubi, 
do Est 

1188.— O Recite.— Pemambuco, 1894-95, in-fol. peq. 

n.* 1 do Anno I saio a 1 de Setembro e o n.' 11 
(ultimo?) do n e ultii?io a 13 de Novembre de 1895. Se- 
manal. Trimestre 1$500. Redactores: Carolino Silva, M. 
Cavalcanti, Walfrido de Alcantara e Targino Filho. BM. 
Pubi, do Est 



1184.— O Colombo.— -Beci/e (Oapungajy Typ. O. Mal- 
to8<feC.%1894, in-4«. 

N/ unico de 7 de Setembro, em solemniza95o ao 11** 
anniversario matrimoniai de Augusto Gon9alres Feman- 
des e D. Flavia Januaria Lagos Fernandes. — Redactores: 
J. Lagos, F. Tieira e J. Almeida. Bibl. Pubi, do Est. 

1185.— Santino PintO.— i2eei/e, Typ. de F. P. BouUr 
treauy 1894, in-fol. 

N." unico de 22 de Setembro; homenagem do Athe- 
neu Musical Pernambucano ao seu socio benemerito San- 
tino Alves Cameiro Pinto, pelo seu anniversario natalicio. 
Bibl. Pubi, do Est. 

1186.— Novo Echo.— Pa?marea, 1894-95, in-fol. 

n.o 1 do Anno I salo a 23 de Outubro de 1894 e 
a publica9ao perdurava ainda em principios de 1895. Se- 
manal. Trimestre 2$000. Director: Fenelon Ferreira. Re- 
dactor-principal: Fernando Griz. Bibl. Pubi, do Est. 



515 



1187.— A Cidade.— .Beci/e, Typ. Bua 15 de Novembro, 45, 
1894-98, in-fol. 

n.** 1 do Anno I salo a 5 de Novembro de 1894 e o 
n.^ 37 (ultimo) a 31 de Dezembro; o n.*» 1 do II a 2 de 
Janeiro de 1895 e o n.' 242 (ultimo) a 30 de Dezembro; o 
n.» 1 do m a 7 de Janeiro de 1896 e o n.*» 293 (ultimo) a 
31 de Dezembro; o n.* 1 do IV a 7 de Janeiro de 1898 
e n.* 284 (ultimo) a 31 de Dezembro; o n." 1 do V e 
ultimo a 7 de Janeiro de 1898 e o n.* 55 (ultimo?) a 12 
de AbriL Diario. N.* avulso 100 réis. 

Foi successivamente redigido por Virgilio de Sa Perei- 
ra, Homem de Siqueira, Soares GuimarSes, Oswaldo Ma- 
chado, Domingos de Sousa LeSo, Juvencio Carlos Mariz, 
Domingos Magarinos, Teixeira de Sa, Cornelio da Fonseca, 
Affonso Costa, Raul Cintra e Medeiros e Albuquerque. Bibl. 
Pubi, do Est, 



1188. — ^A TJlli&O. — ^Orgào da Classe Typographica. — Re- 
<^fi> ("%>• da Avenida, Praga 17 ^ n/ 2)y 1894-98, 
in-4® .e in-fol. peq. 

n.» 1 e unico do Anno I salo a 27 de Dezembro de 
1894; n." 1 do n a 3 de Janeiro de 1895 e o n.* 37 (ul- 
timo) a 3 de Dezembro; o n.** 1 do IH a 15 de Julho de 
1896 e n.* 4 (ultimo) a 15 de Outubro; o n.* 1 do IV a 
15 de Fevereiro de 1897 e o n.** especial commemorativo 
(ultimo) a 27 de Dezembro ; o n.* 1 do V e ultimo a 7 de 
Janeiro de 1898 e o n.» 10 (ultimo) a 24 de Dezembro. Pu- 
blica9ao irregular. Trimestre 1$000. Tiragem media de 
300 exemplares. Redactores: JoSo Ezequiel, JoSo Ferro, 
José Rodrigues da Fonseca, Gustavo Deào, Manuel de Oli- 
veira, CyriUo Ribeiro, Pedro Cruz, Constando de Carvalho 
e outros. Bibl. PubL do Est 



516 



1189. — ^A Fé. — Pemambueoy Tk/p. Mello, Bua do Bom Je- 

««,n.-5e, 1895, in-4*. 

n.* 1 salo em 1 de Janeiro e o n.« 6 (ultimo?) em 
1 de Junbo. Mensal. Anno 2$000. Orgam de propaganda 
evangelica redigido por J. Orton e James Fanstone. BibL 
Puhl do Est 



1190. — O Estado. — Bedfey Typ. Bua don Laranjeiras^ 
n.* «5, 1895, iu-fol. 

n.*" 1 salo a 8 de Janeiro e o n.* 285 (oltimo) a 31 
de Dezembro. Diario vespertino. Semestre 9$000; n.*avnl* 
so 100 réis. Tiragem de 600 exemplares. Propriedade de 
Gelso Fiorentino Henriques de Sousa. Bedac93o de Celso 
de Sousa, Bianor de Medeiros, Paulo Silveira, Aprigio Gar- 
da e Julio Antere. BibL Pubi, do Est 



1191.— A Palavra.— -Beci/e, Typ. Mdlo, Bua Bom^eguSf 
n.* 56, 1895, in-fol. 

n.* 1 salo a 13 de Janeiro e o n.** 2 (ultimo?) a 20 
Semanario religioso. BibL Pubi do Est 



1192.— A Vanguarda.— -Beci/f, Atelier Miranda, Bua 
do Padre Nobrega, n.~ 18-^S, 1895, in-fol. peq. 

n." 1 salo a 26 do Janeiro e o n.* 7 (ultimo) a 30 de 
Maio. Quinzenal. Serie de 6 n.~ 2$000. Orgam do Gre- 
mio Tobias Barrette. Redactores: Manuel ArSo, Alexan- 
dre Diocleciano, Silva OUveira, JoSo Barreto de Menezes, 
Ernesto de Paula Santos, Francisco Barreto e Arthur Ba- 
hia. BibL PubL do Est 



617 



1198. — O Ar0O-IrÌ8. — Periodico liiterario e noticioeo. — 
Becifey Typ. do ti Arco-Iris» j 1895, ÌD-fol. peq. 

n.' 1 e unico (?) saio a 10 de Fevereiro. Bibl. Pubi, 
do Est 



1104.— Rovista Litteraria do Oabinete de Lei- 
tura de Gk)yanna.-^Goyan7ia, 1895, in-4^ 

n.' 1 e unico (?) saio a 12 de Fevereiro. Bedactores: 
Honorio Monteiro, Barros Àndrade, Augusto de Aguiar e 
F. de Araujo Filho. Bibl. Pubi, do Est. 



1195.— A niustraQ&O.— Jornal literario e humoristico 
(n.^ 1-14). Publicagào bimensal, literarìa, artistica 
e scientifica (n.** 15-17). — Redfe^ Atelier de Artes 
Oraphicas de Affonso Duarie & C.*, Bua do Irwper 
radar ^ n.® 5Sy 1896, in-fol. peq., iljus., tit grav. 

n.* 1 saio a 15 de Fevereiro e o n.* 17 (ultimo) a 30 
de Outubro. QuinzenaL Trimestre 3$000. Proprìedade 
do Atelier de Artes Graphicas. Bedactores: Malaquias da 
Bocha) Augusto Aranha e Augusto Aristheu. Bibl. Pubi, 
do Est. 



1196.-0 Porvlr.- iJeci/e, Typ. Industriai, 1895, in-fol. 

n.» 1 e unico salo a 15 de Fevereiro. Bedactores: 
Pereira Junior, Pacheco Filho, T. Qodoy e Bibeiro do Valle. 
Bibl. Pubi, do Est. 



1197.— A Bealidade.— ^Bea/e, 1895, in-fol. peq. 
Appareceu em Marfo; faltam-nos pormenores. 




618 



1108, — O Badalo. — Folha crìtica e humorìstica. — Bedjtf 
1895y ìn-fol. peq. 

n.* 1 saio a 1 de Abril e o n.* 3 (ultìmo) a 15. Se- 
mana 100 réìs. Bibl Pubi do Est 



1189.— O Sport. — Redfey 1895, in-foL peq. 
Appareceu em Abril; faltam-nos pormenores. 



1200. — O Holophote. — Jomal independente, de pablica- 
9&0, semanai; satyrìco, politioOi sportivo, grevista, mo- 
ralisador e noticioso. — Pemambuco, 1896, in-fol. 

n.» 1 salo a 29 de Abril e o n.» 3 (ultimo) a 13 de 
Maio. Trimestre 1$000. Bibl. Pubi, do Est. 



1201. — ^A Victoria. — Pemambuoo. — Victoria^ I^, do 
periodico «r Victoria», Rua do Marquez do Herval, n.® 60^ 
1895-98, in-fol. 

n.*" 1 saio a 11 de Maio de 1895 e a publicà^So du- 
rouatél898. Anno6$000. Proprietarios: HollandaeBan- 
deira. Redactor principal: José Alves de Scusa Bandeira. 
Bibl Pubi do Est 



1202.— O Polichiliello. — lUustrasiao critica. — Bedfe, 

ff 

Typ. do viJomal do Redfe», 1895, in-fol. peq,, illus., 
tit. grav. 

On.» 1 safo a 19 de Julho. TrimensaL Trimestre 3$000. 
Proprietario e redactor: JoSlo Bodrigues da Silva Duarte. 
Bibl Pubi do Est- 



519 



1203.— O IntemacionaL— iZeci/'<?, (Typ. do aNovida- 

desìi )y 1895, in-fol. peq 

N.° unico de 24 de Agosto ; homenagem dos socios do 
Club Intemacional do Recife ao seu Presidente o Exm. Sr. 
BarSo de Gasa Forte, sodo benemerito do mesmo Club. Ti- 
ragem de 600 exemplares e mais 300 de uma 2* edi^So. 
Redigido por Fernando Barroca e Anselmo Foretti, ridicula- 
rizava aquelle titular. Bibh Pubi, do Est. 



1204L— Boletim Hensal de Estatistica 

pai da Cidade do Recife. — Bedfe, lyp. do ^Es- 

tado», 1895, in-fol. peq. 

n.« 1 saio em Agosto. Redigido pelo Ajudante do 
Superintendente de Hygiene, Dr. Octevio de Freitas, encar- 
regado do servigo de estatistica municipal. Bibl. Pubi, 
do Est. 



1205. — O BisbiUloteiro. — ^Folha satyrìca, humoristica 
e noticìosa. — Recife, 1895, in-fol. 

n."* 1 e unico saio a 2 de Setembro. Bibl. Pubi 
do Est. 



1206.— O Bilontra.— Bcci/e, 1895, in-fol. peq. 
Appareceu em Setembro ; f altam-nos pormenores. 



1207. — O ImparciaL — Recifey (Empr. da nPromncia), 
1895, in-fol. peq. 

n.' 1 e unico (?) salo a 15 de Setembro. Reda- 
ctores: Manuel Horacio, Correia da Silva Filho, Morisson 
de Farias e José de Barros. Bibl Puoi, do Est. 



620 



1208. — O Municipio. — Jaboatào^ Typ. do tiMunieipio», 
1895, in-fol. 

n.* 1 salo a 6 de Outubro. Bedactores: Tito Fraaoo 
de Mendonga, Henrique Mailer e Jo3o Carvalho. Foi im- 
presso ne Becife. Bibl. Pubi do Est 

1209.— Revista do Turt—Pemambuoo, 1895, iii-4.» 

n.* 1 e unico (?) salo a 6 de Outubro. Bibl, Pubi 
do Est. 



1210. — O Espirita. — Pemambuoo, 1896, in-fol. peq. 

n.' 1 e unico (?) salo a 25 de Dezembro. Bibl. I\ibl 
do Est 



1211. — A Siludta. — Hebdomadarìo humoristico, satirico, 
artistico, litterario, sportivo, imaginayào, etc. — Beòfe^ 
LU. de Manuel Ghmes de Sousa, Rua do BomrJesus, 
n.* 49, 1895-96, in-4. e in-fol. peq., illas., tit. grav. 

n." 1 salo a 30 de Dezembro de 1895 e n.* 4 (ul- 
timo?) do Anno II e ultimo a 13 de Maio de 1896. Quin- 
zenaL Anno 10$000. Directores: A. de Andrade e Jos. 
Thimes. Bibl Piibl do Est 



1212.— The Pemambucano.— i2eci/e, J. E. Puredl, 

1896, in-fol. peq. 

n.* 1 salo em Janeiro e n.' 12 (ultimo) em De- 
zembro. Mensal. N." avulso 500 réis. Jornal humoris- 
tico, autographado e escripto em inglez por empregados 
da Brazilian Submarine Telegraph. C*. Bibl Pubi do Est 



521 



1213.— O Bodrigues.— Bea/c, Typ. da f^Cidade^, 1896, 

N.* unico de 2 de Fevereiro, commemorativo do 19". 
anniversario de José Bodrìgues da Fonseca. Bibl. PubL 
do Est. 

1214. — O Janota. — ^Passageiro da imprensa. Orgàodeum 
grnpo bohemio. — Recife, 1896, in-£ol. 

N.* unico de 16 de Fevereiro. Jornal carnavalesco. 
Bibl. Pubi do Est. 



1215. — O Bezoiiro. — ^Humoristico, sàtyrioo e critico. — 
Beeife, Typ. Luza-BrazUeira de Russd & Almeida, Bua 
Vtaconde de Inhauma, 1896, in-4^ 

n.' 1. unico salo a 15 de Abril. Bibl Pubi do EsV 

1216.— 'A Malag^eta.— Jornal um pouco espirituoso e 
muito polha» — iteci/!?, (Typ. do tcNovidades), 1896, in- 
foi, peq. 

n." 1 e unico salo a ? de Maio. Redigido, composto, 
paginado e impresso por Fernando Barroca. Tiragem de 
1200 exemplares. Bibl Pubi do Est 

1217. — Numero Unico.— i?eci/e, Typ. Luzo-BrazUeira^ 
1896, in-fol. 

N." unico de Maio, dedicado ao Gabinete Portuguez 
de Leitura pela Tuna TheatraL Bibl Pubi do Est 



1218.— O Brazil Republicano.— Orgilo litterarlo. — 

Beeife, Typ. do ^BrazU BepuAlicano»y 1896, in-4*. 

n.* 1 e unico (?) salo a 21 de Junho. Redactores: 
ÌL OUveira e JoSo Botelho. Bibl Pubi do Est 



622 



1219.-rO Petisco.— iìec(/e, 1896, in-4.. 



Appareceu em Junho; faltam-nos pormenoi'es. BibL 
Pubi do Est. 



1220.— Polyanthéa.— iZect/e, Typ. de F. P. BouIUreau, 
1896,m-4.*gr, 

N.* unico de 29 de Jiinho; homenagem ao invicto 
Marechal Floriano Peixoto no 1° anniversario do seu fal- 
ledmento. BibL Pubi, do Est 

1221. — Ck)iigr6880 Academioo. — Reoijé, 1894, in- 
foi peq. 

n.® 1 saio a 14 de JuUio. Mensal. Trimestre 2$000. 
Bedactores: Fedro Motta, Rodrigo Costa, Oaspar Begaeira, 
Paulo Amarai, Correia Lima e Landelino Baptista. BibL 
PubL do Est 

1222. — ^Tribuna Litteraria. — Bevista de sciencias e 
lettras. — Recife, Tjfp. Luao-BrazUeiray Bangd, ^7, Bus- 
sei A O. {n.^ 1-2) ; Typ. da KOidade»^ Bua Quinze de 
NovemJbrOf w.* 45, 1896, in-fol. peq. 

n.^ 1 saio a 1 de Agosto e o n.^ 4 (ultimo) a 1 de 
Novembre. Mensal. Semestre 5$000. Bedactores: Car- 
los Porto Carroiro, Jo3o Baptista Begueira Costa, Moraes 
Pinheiro, Netto Campello, Olintho Victor e Pergentino 
GalvSk), membros do corpo docente da Escola de Ensino 
Secundarìo para Senhoras a cargo da Sociedade Propaga- 
dora de Instxuc9So Publica. BibL PubL do Est 

1223.— Maria Fontana.— jRec(/e, in-fol. peq. 

N." unico de 12 de Agosto ; homenagem à actriz Ma- 
ria Fontana. BibL PubL do Est 



m 



1224.— Pequeno Boletim do ConseUio Central 

do Hecite.—Bedfe, Typ. A. MaJUoSy Bua Marquez 
de ainda, n.« 37, 1896, m-4« peq. 

. Du* 1 saio em Agosto. Orgam da Sociedade S. Vi- 
oente de Paulo. BibL Pubi, do Est. 



1226. — O Futuro. — ^Revista literaria quinzenal. — Bar- 
reiroa, 1896, in-fol. 

n.® 1 salo a 4 de Outubro. Eedigido por Maauel 
Gaetano de Almeida Andrade. Primeira e unica foiba lo- 
cai. Baro. Bibl. Pubi, do Est. 



1226.— O Alpha.— iZect/é, Typ. do nEslado», 1896, in- 
foi, peq. 

n.* 1 salo a 22 de Outubro e o n.» 3 (ultimo ?) a 23 
de Novembro. Quinzenario litterario e noticioso. Trimes- 
tre 2f500. Redactores: JoSo Paes de Carvalho Barros, 
Eduardo de Àlbuquerque, Salies Moraes, Mathurmo Mon- 
dar, Lyra Andrade e Alipio Menezes. BM. Pubi, do Est. 



1227. — O Brazil Artistico. — ^Revista mensal do Ly- 
ceu de Artes e Officios de Pernambuco (n.~ 1-2 I) • 
Revisia Mensal da Sociedade de Artistas Mechanicos 
e Liberaes, mantenedora do Lyceu de Artes e Offi- 
cios de Fernambuco (n.~ 1-5 II e ediy&o extra). — 
Pemambuoo, (Typ. de M. F. de Farla & Filhos) 
(n.- 1-2 I) ; Officinas de obras do «Eslado» (n.«» 1-5II) ; 
Becife, Typ. Laemmert & C.% Bua Marquez de OKnda, 
7i.« 4 (Edifio extra), 1906-97, in-fol. peq. 

n.*" 1 do Anno I salo a 22 de Novembre de 1896 
e n.* 2 (ultimo) em Dezembro; o n.« 1 do n e ultimo em 
Janeiro de 1897 e o n.* 3-4-5 em Mar90-Abril-Maio, tendo 
saldo ainda uma edÌ9ào extra a 19 de Dezembro. Anno 
10|000. Redactores: J. Thimes Pereira Junior, Mamede 
dos Reis e Cyrillo 8. Thiago. Bibl. Pubi, do Est. 



524 



1226. — ^Le&O do Norte.-— Indastrìa^ oommercio, agri- 
oultura. Imparcial^ illostrado e humorìstìoo. — Beòft^ 
Officina de obras do tcEdado» e Aidier Miranda, 1896- 
97, in-fol., ills., tit grav. 

n.«» 1 salo a 1 de Dezembro de 1896 e o n.* 7 (ulti- 
mo) a 25 de Fevereiro de 1897. Anno 15^000. Director: 
Perreira Junior. Desenhos de C. Hòmpfer, J. Campos e 
Luiz Tavora. Bibl Pubi do Est 

1229. — ^A Ribalta.-— Revista critioo-theatral da Arcadia 
Dramatica Julio de- Sant'Anna. — Redfe, Officina;» de 
obras do vEstado» e Typ. Avenida, 1896-97, in-fol. 
peq., tìt. grav. 

n."* 1 e unico do Anno I salo a 6 de Dezembro de 
1896 ; o n."" 1 do n e ultimo em Janeiro e o n.^ 4 (ultimo) 
em Maio-Junho de 1897. Bedactores : Alcides Gamara, 
Elysio Moreno, Antonio Joaquim de Mattea Jacaré, Ribello 
da Silva, Carlos Bussel e Antonio de Scusa Camponìo. 
Bibl. Pubi do Est. 



1280.— O Juoa. — Org&o dos politicos dos bastidores.-- 
Recife, 1897, in-fol. peq. 

n.** 1 saio a 12 de Janeiro e o n.* 3 (ultimo) a 23. 
Redactor-chef e : Major Affonso LeaL K.*" avulso 200 réis. 
Bibl. Pubi do Est. 

1231. — ^Arohivo Forense. — ^Revista qdnzenal de juris- 
prudencia dedicada A vulgariza9fto das decisOes do Sa- 
premo Tribunal de Justi;^ do Estado e por este forne- 
cidas, por certid&o ; e das senten^as dos Juizes de 1.^ io- 
trancia. — Bedfey 1897, in-5^ 

n.* 1 e unico salo a 18 de Janeiro. Propriedade 
de Hugo & C\ Raro. Bibl Pubi do Est. 



I 



525 



1232. — P Pasquim. ~ £€c&/€, (Typ. da «JFVomncitpj 
1897, in-foL 

n.*^ 1 salo a 21 dQ Janeiro e o n."" 2 (ultiino) a 30. 
SemanaL N.* avulso 100 róis. Muito raro. Bibl. FiM. 
do Est 

1288.— O Tomba.— Orgam dos ooniglistas e kfonistas. — 
Becife, 1897, in-fol. 

n.^ 1 e unico (?) salo a 22 de Janeiro. Raro, Bibl 
Pubi, do Est 

1234.— O Progresso.— Po/mares, (Typ. Moderna de Mm- 
teiro & Finto), 1897-98, in-fol. 

^ 

n.*» 1 do Anno I saio a 7 de Fevereiro de 1897 e 
a publica9ao continuou até meados de 1898. SemanaL Se- 
mestre 5$000. Tiragem 800 exemplares. Redactores : Adriano 
Coimbra Finto e Manuel Monteiro de Carvalho. Bibl Pubi 
do Est 



1236.~I>686S6Ì8 de Fevereiro.— iZeci/e, AUÌier Mi- 
randa, 1897, in-fol. 

N.* unico de 16 de Fevereiro. Homenagem a Exma. 
Sia. D. Eliza Camara, no dia do seu anniversario natalicio. 
Bibi. Pubi do Est 

1236.— A Oratid&O.— Pequeno jornal serio e sincero. — 
BMife, Atelier Maism Ohio, 1897, in-4.^ 

N.<» unico de 16 de Fevereiro. Bibl Pubi do Est 

1237.— A Bisnaga.— Uigam do Club 33.— iject/e, Offusi- 
naadeobrasdo tiEstado» (K) 1898 e 19C3, in-fol. 

N.«- especiaes (2), o 1.* de 28 de Fevereiro de 1897 
e 2.0 de 22 de Fevereiro de 1903. Coli SanfAnna 
Araujo. 



} 



526 



1288.— O GamavaL— iZeot/è, 1897-98, m-4*. 

N~ espedaes (2) o 1 * de 28 de FeTereiio de 1897 e 
2.* de 20 de Ferereiro de 1898. OoU. de SemfJstna 
Aroujo. 



1239.— O Trocista* — Orgam barlesoo e de piopaganda. — 
Sedfe, 1897, in-fol. peq. 

1^,^ unioo de 28 de Feyereko. Camavalesco. ColL de 
SanfAnna Araujo. 

1240.— Bevista UniversaL— Jornal notidoeo, oommer- 
cial, industriai, agrìoola, litterario, historico, bic^raphioo 
e de annuDcioB. — Beoife, Atdier Miranda, Riui Padre 
Nobrega, 18-2», 1897, in-foL 

n.^ 1 salo a 4 e n.^ 4 (ultimo) a 15 de AbriL Bi- 
semanaL Semestre 6(000. Director-responsavel : 6. A. da 
Silva Canralho. Bibl Pubi do Est. 



1241.— O Capota.-— Orgam neatralizado. — Beeife, 1897, 
in-fol. 

N.° unico de 27 de AbrìL Sabbado de AUelaia. Bibl 
Pubi do Est 



1242.— O^Peohote."— Temperado, esoolhido paratodosos 
paladares. — Bedfe, (Typ. do %Nomdades»), 1897, in- 
foi, peq. 

n.* 1 safo na 1.* dezena de Maio. Fablica^So tres 
vezes por mez. Trimestre If 500. Tiragem de 500 exempla- 
res. Bedactores A. Luna, J. Medeiros e L. de Oliveira. 
Bibl Pubi do Est 



627 



1343.— A Phenix.— PefroKna, 1897, m-4A ^ 

n.^ 1 e unico salo a 1 de Junho. Prìmeìra e unica 
foiba folha locai, prorayelmente na fronteira cidade bahia- 
na de Juézeiro. Barìssima. 



1244. — A TrOQa.-— Orgam essencial mente barrigudo. — 
B^fe, 1897, in-4A 

K.*^ unico de ? de Junho. Rifa de comestiveis. Bibl. 
Pubi, do Est. 



1245.— Estado de Fernambuco.- £eei/e, I)/p. Bua 

Bua Quime de Navembro, n/ 75, 1897-1901, in-foL 

n.* 1 do Anno I saio a 4 de Agosto de 1897 e o 
ultimo do Y e ultimo a 30 de Junho de 1901. Diario da ma- 
nhS. Anno 20$000. Orgam do partido republicano federai, foi 
principalmente redigido por Celso F. Henrìques de Scusa, 
Antonio J. de Almeida Fernambuco, Aprigio C. de Amorim 
Oarda, Rodolpho Garcia, Elpiàio de A. e L. Eigueiredo, J. J. 
de Faria Neves Sobrinho, JuHo A. de M. Furtodo, M. Cai- 
das Barrette, Fernando Barroca, M. Santos Moreira e Paulo 
A. da Silreira. Bibl Pubi do Est 



1246.— Escola de DireitO. — Orgam da Academia (I). 
Orgam da Eaculdade (II). — Bedfe, Atelier Miranda e 
Typ. do ^Commercio de PemambwsoTi^y 1897-98, in- 
foi, peq. 

n.^ 1 do Anno I salo a 11 de Agosto de 1897 e o 
n.^ 6 (ultimo) do II e ultimo a 20 de Outubro de 1898. Men- 
saL Bedactores : Gaspar Menezes, Juvenal Lamartine, Er- 
nesto Baptista, Tobias N. Machado, Theotonio C. de Britto, 
EItìto Dantas, Fedro Cime e Aristheu de Andrade. Bibl. 
Pubi, do Est. . 



528 



1247.—- A CreUQS. — ^Bevista qainzenal oonfiagrada aoe in-^ 
teresses catholicos. — Red/e^ 3^. Arthur de Mattos, 
lina Marquez de OUndOj n/ SI e Bispo SardmhOf n.® 7, 
1897-99, in-4A 

n.* 1 salo a 1 de Setembro de 1897 e o n/ 17 ulti- 
mo do II e ultimo a 15 de Marpo de 1899 ; fonnam dois 
Yols. de 192 e 480-IY pp. Anno 12$000. Bedactores : Cone- 
g08 JoSo Machado de Mollo, Dr. Ananìas Correìa do Ama- 
rai, José de Oliyeira Lopes, Jo&o Evangelista da Silva Castro 
e Padre Hermeto José Pinheiro. Coli, SanfAnna Araujo. 



1248i— O FOVO.— Orgfto do Club R. Lauro Sodré.— JBe- 
ct/«, Aldier Miranda, 1897 in-fol. 

n.* 1 safo a 7 de Setembro e o n."" 2 (ultimo) a 17 
de Outubro. Trimestre 2$000. Bedactores: Eorioo Wi- 
truvio, Izidro Gomes, José Bernardino Eilho, Elviro Dantas, 
Graciliano Martins, Olympio Galv3o e TÌ^jano Chaoon. 
Bibl. Pubi do Est. 



1249.— O Bicho.— Jomal crìtico, satyrioo e noticioso. — 
Reoife, 1897, in-fol. 

n." 1 e unico salo a 14 de Novembre. Jomalzi- 
nho loterico; foi substìtuido pel'O Romem do Pandeiro 
(N. 1260). Bibl. Pubi do Est 



1250*— O Homem do Fandeiro.^Joraal critico, sa- 

tyrico, noticioso e politico. — Recife, 1897 ìn-4*. peq. 

n.* 1 e unico safo a 30 de Novembro. Sabstitaio 
Bicho (N.* 1249) Bibl Pubi do Est, 



529 



1251. — ^O Labor. — ^Orgao do Greinio Caixeiral Portugiiez 
Benii:ce ite Thomaz Ribeiro. — Reeife, Atelier Miranda^ 
1897, 99, 1 900 e 1901 in-fol. tit. grav. 

N.^ especiaes (4) o 1* de 6 de Dezembro de 1897 e o 
4* de 10 de Mar90 de 1901. Coli, ScmfAnna Araujo. 



1252.— A Nova Veneza.— FictoWa, l898,in-4\ 

n.* 1 e unico saio a 1 de Janeiro. Jomaleco as- 
neirento. BibL Pubi, do Est, 



1253. — O Pipo. — ^Folha crìtica, satyrìca e noticiosa. — Re- 
cife^ Typ. do «Pipo», 1898, in-4". 

n." 1 e unico salo a 17 de Janeiro. Coli. SanVAnna 
Araujo, 

1254. — ^ZÓ Pereira.— Semauario camavalesco. — Becife, 
Typ. do nZé'Pereira», 1898, in-fol. peq. 

n.« 1 salo na 1' semana de Fevereiro e o n.** 3 (ul- 
timo) na 3*.— Slicoedeu a Pipo, (N.*> 1253). Coli San- 
VAnna Araujo, 

1255.— O Beija-Plor.- iìeoi/e Atelier Miranda, 1898, 
in-fol. peq. 

N.' unico de 16 de Fevereiro; homenagem & actriz 
Medina de Souza. Coli. SanVAnna Araujo, 

1256. — O Espanador.— Org&o do Deus lAomo.—Recife, 
1898-1906 in-fol. peq. 

N.« especiaes, o V de 20 de Fevereiro de 1898 e ul- 
timo de 5, 6 e 7 de Marcjo do 1908. Coli. SanVAnna 
Araujo. 

67 



630 



1257.— O Va43CTl]liador. — Oi^m do Clab Camavalesoo 
Velhos Vasculhadores. — Bedfey Typ. F. P. BoulUreau 
(I-^[I) ; lyp. rondella, Gocklea & O.^ (HI), 1898, 99 
e 1900, in-fol. peq. 

N.** especiaes (12) o !• de 20 de FevereiTo de 1898 e 
12» de 10, 11 e 12 de Fevereiro de 1907. Coli San- 
fAnna Araujo. 



1258* — O Oriente. — Periodico de propaganda masoQica e 
idéas liberaes; — Reeife, I)fp. Mello, Bua do Bom Jesus, 
n.*5e, 1898, in-fol. 

n."" 1 salo a 7 de Mar90. SemanaL Anno 12|000. 
Tiragem de 1000 exemplares. Proprìedade de Antonio 
Nunes Ferreira Goimbra. Redactor-principal : Joaqaim Ma- 
ria Cameiro YileUa. Bibl. da Acadenda Pernamlmca/na de 
Lettras. 



1259.— O EzequieL— i2eo{/e, (Tifp. do tiJomal do Be&fe), 
1898, m-4*. 

N.* 1 e unico de 10 de Abril; «a JoSo Ezeqniél, reda- 
ctor da cUniSo», homenagem dos seus companheìros detra- 
balho.» Coli. SanfAnna Araujo. 



1460.— O Bilontra.— Paftnareff, Typ. Moderna, 1898, 
in-4*. 

n' 1 e unico (?) salo a 1 de Maio. Bedactor-gerente: 
J. Demetrio de Menesses. Bibl Pubi, do Est. 

1261.— A Canalha.— Orgao do proletariado. — iJcci/e, 
1898, in-fol. 

n.'» 1 salo a 1 de Maio e o n.» 3 (ultimo ?) a 14 de 
Julho. Redactor-responsavel Leonidas de Oliveira. Bibl 
Pubi, do Est. 



631 



1262. — O Socialista. — ^Mantido pelo Centro Social do 
Estado de Pernambaoo. — Redfe, Atdier ÌRranàa^ 1898, 
in-foL peq, 

n.* 1 e unico saio a 8 de Maio. Bedactores: Gae- 
tano de Almeida Andrade, Jo3o Ezeqoiel, Eostaqaìo Gii, 
Araujo Faticiro e José Monteiro. Coli. SanfAnna Araujo. 



1263. — Rovista Oastronoma. — Jornal de grande 
circula9ào e prohibido aos filantes. — Becife^ 1898, 
in-4*. peq. 

N.* unico de Junho. Rifa de comestiveis. Bibl. Pubi, 
do Est 



1264.— Pequeno JomaL— JKeci/is Typ. do ^Jomal do 
Reeife», Rua 16 de Novembro, n.' 47, 1898-99, in-fol. 



n.o 1 do Anno I saio a 1 de JuUio de 1898 e o 
n.* 153 (ultimo) a 31 de Dezembro; o n.® 1 do II e ultimo 
a 2 de Janeiro de 1899 e o n«* 162 (ultimo) a 20 de Julho. 
Diario yespertino. Anno 27^000 n.^ avulso 100 réis. Pro- 
priedade de Luiz Pereira de OUveira Paria. Bedactores: 
Hersilio de Souza, Paulo de Arruda, Julio FalcSo, Alberto 
Falc^ e Domingos Magarinos. Poi substituido pelo Jornal 
Pequeno (N.* 1294). Bibl. Pubi, do Est. ' • 



1266. — O Beija-FIor. — Periodico republicano. — Palma- 
resy Typ. Moderna, 1898, in-4^ 

n.*» 1 salo a 12 de Agosto e o n.*» 2 (ultimo) a 23. 
Proprietario: José P. de Mdlo. Director e chefe: Luiz 
Gonzaga. Gerente : José Sobreira. Bibl. Pubi, do Est. 



632 



1266. Ò Bumba. — ^Interessante repositorio de notas e 

chacotas. Orgào da «Tertulia Bohemia».— Beeije, Typ. 
da uOìdadei», Rua 16 de Novembro, 1898, in-foL peq. 

n.® 1 salo* a 15 de Agosto e o n.* 7 (ultimo) na 
3* dezena de Oatubro. Semestre 1$500. Propriedade de 
Joaqoim Cruz. BibL Pubi, do Est 

1267.— Vinte e Cinco de Agosto. — lUdfe, Atdier 

Miranda^ 1898, in-fol. 

N.* unico de 25 de Agosto; homenagem dos empre- 
gados municipaes ao Dr. Bianor de Medeiros, Sub-prefeito 
do Recife. OolL SanVAnna Araujo, 

1268.— A Gazetinha.— Bcci/e, Typ. Raa de S. Fran- 
dsco, n.« e F.y 1898, in-fol. peq. 

n." 1 salo a 29 de Agosto e o n.^ 8 (ultimo) a 17 
deOtttubro. SemanaL Anno4$000. Proprietario: Arthur 
Regadas. Redactores: Targino Mlho, Matheus de Oliveira 
e Antao Souto. Bibl Pubi do Est 

1268. — O Tentameli.— Orgào do Gremio Literarìo Vi- 
ctoriano Palhares. — Rtoife, Typ. do uOommerdo de 
Pemambuco», 1898-1900, in-fol. peq. 

n." 1 salo a 1 de Setembro de 1898 e o n.*» 7 (ultimo) 
a 30 de Julho de 1900. Redactores: José Roque, Fran- 
cisco Alexandrino, Livino de Carvalho, Alvaro Fenelon e 
Alfredo Bittencourt. Bibl. Pubi do Est 

1270. — Silva Fintò. — Pemambuooy (Typ. do tiJomal do 

Recife», 1898, in-4«. 

N.^ unico de 22 de Setembro; homenagem ao empre- 
zario theatral. J. Silva Pinto. Colt SanfAnha Araujo. 



533 



1271. — ^O Badalo. — ^Periodico critico e jocoso. — Redfey 
LUL-Typ. do tiBadalo», 1898, in-foL, illas., tit grav. 

lì.* 1 salo a 25 de Setembro e o n.* 4 (ultimo) a 26 
de Outabro. Bedaetor : Freitas Barbosa. Ck>lL SanfAnna 
Araujo^ 

1272. — Club Literario de Falmares. — Palmarea, 

(Bedfe), Empr, da MProvincia», 1898, in-fol. peq. 

N.^ unico de 23 de Outubro ; homenagem da directoria 
de 1898 ao Club Literario de Palmares na ooinineiuora9SLo 
do seu 16^ anniversario. Bibl. Pubi, do Est 

1273. — A Penna. — Periodico de idéas aciuaes, democra- 
ticas e livres. — Reeifey (Typ. Rua do Oorond Fran- 
(nseo JaeirUho, n.<> ^ E), Aidier Miranday 1898-99, 
in fol. peq. 

n.« 1 salo a 23 de Outubro de 1898 e o n.« 15 (ulti- 
mo) a 14 de Agosto de 1899. QuinzenaL Anno 10$000. 
Directores: Jo3o Gartzman e Manuel Duarte. Bedactores: 
Nuno Guedes Pereira, Leopoldo Bezerra, Targino Filho e Ma- 
thìas Maciel Eilho. Bibl. Pubi, do Est. 

1274. — O Fernando. — Recife, (7yp. do nJomai do Re- 
cife»)^ 1898, in-fol. peq. 

N.^ unico de 1 de Novembre; homenagem a Fernando 
Pereira da Silva por occasi9k) do seu anniver&ario natalicio. 
Coli. SanfAmm Araujo. 



1275. — O Papagaio.— Orgào do Sport Club. — Reoife^ 
(Ihfp. do ^Diario de Peiiiambuoo»), 1898, in-fol. peq. 

n.* 1 salo a ? de Novembre e o n.® 5 (ultimo) a 24 
de Dezembro. Tiragem de 15 a 20 exemplares. Jomalzi- 
nho pilherico destinado a circular entro algumas familias. 
Coli. SanfAnna Araujo-, 



534 



1276.-^ Equador.— i2ec(/è, Tj/p. Rua do Oorond Franr 
CÌ800 Jacintho, n.* S E, 1898, in-4* gr. 

n.» 1 saio a 15 de Novembio e o n.* 3 (ultìmo) a 26. 
SemanaL Anno 5$000. Epigraphe: tFortiter in re^dulei- 
ter in modoi^. Proprietario, redactor e unico responsavel: 
Jo2k) Goimbra. Bibl Pubi, do Est 



1277. — Annaes da Sociedade de Medicina de 

Pemambuco.— ifecì/c, (Ttfp. da ^Promneia»), 1908, 
in-4^ 

n.* 1 e unico saio em Novembre. TrìmensaL Anno 
8^00. Tìragem de 500 exemplares. Orgam da Sociedade 
de Medicina de Fernambuco. Gomṃ^o de redac9So: 
Drs. Amobio Marquee, Octavio de Freitas, Leopoldo de 
Araujo e Bodolpho GalySo. Bibl. Puoi, do Est. 



1278. — ^A Imprensa.— -Pemam6uco, Typ. Laemmert & O. 
Rua Marquez de Olinda, n.* 4, 1908, in-4/ gr., illus.^ 
tit grav. 

n.* 1 e unico saio a 25 de Dezembro. Director e 
prindpal redactor: Dr. Antonio Gomes Pereira Junior. BibL 
Pub. do Est. 



1270.— O Norte.— iJeciy«, 1899, in-4'. 

n.* 1 salo a 7 de Janeiro. Quinzenario literario le- 
digido por Benjamin Franklin, José Philemon, Bernardo 
Porto e José Gaudencio ; apparecéra manuscrìpto em 1898. 
Anno 5$000. Bibl. Pubi, do Est. 



535 



1280.— O Filhote. — Oi^o distinctissimo. — Recife, (Typ. 
Laemmert), 1899, in-4\ 

n.» 1 saio a 12 de Fevereiro. Redactor : Pafuncio 
Semicupio Fechincha. Frimeira tìragem de 200 exempla- 
res. Jornalzinho humoristico. Bibl. Pubi, do Est. 

1281. — A VaSBOura. — Org&o do Club Carnavalesco 
Vassourinhas, fandado a 6 de Mar$o de 1898. — i2e- 
ci/e, 1899,-1907, in-fol. peq. 

N." espedaes, o 1^ de 12 de Fevereiro de 1899 e o ulti- 
mo de 10 de Fevereiro de 1907. Coli. SanfAnna Araujo. 

1282.— Estrella. — Orgào do Clab Estrella fundado na ci- 
dade de Nazareth. — Propagandista das idéas carnava- 
lescas. — Nazareth, Typ. do «Sete de Setembro, 1899- 
1903, m-4«. 

n.» 1 salo a 12 de Fevereiro de 1899 e o u.° 3 a 17 
de Fevereiro de 1903. n.'^l foi impresso no Recife. Coli. 
SanfAnna Araujo. 

1283«^PllÌlooritioa. — Org&o da actualidade. Jornal car- 
navalesco. — Vxdoria, C^)fP- « P^P* Vidoriay Rua do 
Imperadar, SS), 1899-1906, in-fol. peq. 

n.* 1 salo a 12 e 14 de Fevereiro de 1899 e o n.« 3 
a 25 de Fevereiro de 1906. Orgam da Sociedade Camava- 
lesca Philocritìca. Coli. Sant'Arma Araujo. 

1284.— 27 de Fevereiro. — Homenagem ao merito. — 
(Bedfej Typ, de F. P. BoulUreau), 1899, in-fol. peq. 

N." unico de 27 de Fevereiro. — Polyanthéa organìsada 
por empregados da Prefeitura Municipal do Recife em com- 




636 



memoraQfto ao anniirersario natalicio do Prefetto Dr. Esme 
raldino Ólympio de Torres Baadeira, cujo retrato, photogra- 
vado por Gaspar Freitas, ornaya a 1* paj. Tiragem de 300 
exemplares. Coli. SanfAnna Araujo, 

1285.— 27 de Pevereiro.— /?«»/«, (Typ. do nJamal 

do Bedfe»), 1899, ìl\-4^ 

K^ unico de 27 de Fevereiro ; homenagem a D. Maria 
Clementina Medeiros no sea anniversario natalicio. OoU. 
SanfAnna Araujo. 

1286. — ^22 de Mar^O. — Sympathìa-Amizade. — Recifcj 
Atelier Miranda, 1899, in-fol. peq. 

N.* unico de 22 de Marpo, commemoratiyo do anniver- 
sario natalicio de D. ICaria das Dores Rosa e Silva, cujo re- 
trato, lithographado' por B. Lima, ornava a 1* pag. (hll. de 
SanfAnna Araujo. 

1287.— O Testamento de Judas Iscariote. — 22e- 

ci/c, 1899, in-fol. peq. 

n.' 1 e unico saio a 1 de Abril. Jornaizìnho satyrico. 
Coli. SanfAnna Araujo. 

1288.— Salve 27 de AbrU de 1898.— i2eoi/«, Atdier 

Miranda^ 1899, in-fol. peq. 

N.* unico de 27 de Abril ; homenagem a D. Elvira No- 
bre, cujo retrato por Eduardo Fonseca, ornava a 1^ pag. ColL 
SanfAnna Araujo. 

1289. — O Vigia. — Critico, notìcioso e literarìo.^ — Carwu% 
Typ. d\0 Viffia», 1899-1901, in-4' e in-fol. peq. 

n.* 1 salo a 4 de Maio de 1899 e o n.' 47 (ultimo) a 4 
de Dezembro de 1901. SemanaL Frimeira foiba locai, fun- 



637 



dada por Horacio Sflva; passou depois à propriedade e re- 
dac<jao de T^So Palilo Correia e Sa, sendo gerente Tobias 
Braziliano. Foi substituido pel'O Canuintense (N.« 1391). 
Coli. SanfAmia Araujo. 

1290.— DeaoitO de Maio.— Bccz/e, Tgp. Laemmert & 6% 
Rwi Marquez de OUnda, 4-9 1899, in-fol. 

N.*^ unico de 18 de MarQO; homenagem ao Dr. Joaquim 
BeltriU) no dia do seu anniversario natalicio. Coli, SanVAnna 
Araujo. 

1291.— 19 de Maio.— Beci/è, 1899, in-4». 

N.** unico de 19 de Maio; horaenagem a Fedro Macha- 
do da Silva Bamires. Coli. Sant'Anna Araujo. 

1292. — A Gazetinha.— Orgao de devorayào. Grartro- 
nomico e pyroteehnico. — Vidoìia^ Typ. e Pap. Vi- 
doritty 1899, in-4«. 

N.* unico de Junho. Coli Sant'Anna Araujo. 



1298.— O Guia. — Orgào do Espiritìsmo em Pernambuoo. 
i2ecj/e. Atelier Miranday 1899-1900, in-fol. peq. 

n.^ 1 salo a 15 de Julho de 1899 e o n.* 12 (ultimo) 
a 15 de Junho de 1900. Mensal. Trimestre 2$000. Tra- 
zia corno epigraphes: * Evitar o phenomeno espirila^ desviar 
a aitenpào a que elle lem diretto^ é desprexar a verdade». 
(Victor Hugo). — €Todo o effetto intelligente tem urna cansa 
intelligente:^. (Allan Kardec). Principalmente redigido por 
A. de Scusa e Silva, propunha-se à epropaganda do espirìtis- 
mo considerado, mais do que a manifestapào de phenomenos 
psychicos, comò uma doutrina philosophico-social.» Coli. 
SanfAnna Araujo. 

68 



638 



1294. — ^Jornal Feq.ueilO. — Bedfe^ Atelier Miranda, Bua 
Duque de Caxias, n.* 37, {n.*« 1 1-174 IV) ; Bm 
Quime de Noveinòro, n.J 37, (n.^ 175 IV-297 IX) 
1899-1908, in-fol. (n.^- 1 1-122 IX), in-fol. gr. 
(n« 123-297 IX). 

n.' 1 do Anno I saio a 24 de Julho de 1899 e o 
n.' 130 (ultimo) a 30 de Dezembro; o n.' 1 do II a 3 de 
Janeiro de 1900 e o n." 206 (alt) a 31 de Dezembro; 
n/ 1 do m a 2 de Janeiro de 1901 e o n.» 297 (ult.) 
a 31 de Dezembro; o n.** 1 do IV a 2 de Janeiro de 1902 
e n.* 297 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.' 1 do V a 2 de 
Janeiro de 1903 e o n.' 296 (ult) a 31 de Dezembro; 
n.M do VI a 2 de Janeiro de 1904 e o n." 295 (nlt) 
a 31 de Dezembro; o n.* 1 do VH a 2 de Janeiro de 190 5 
e n." 294 (ult) a 30 de Dezembro; o n.* 1 do VCH a 
2 de Janeiro de 1906 e o n.« 297 (ult) a 31 de Dezem- 
bro; n.' 1 do IX a 2 de Janeiro de 1907 e o n.^ 297 
(ult) a 31 de Dezembro; a publicagao continua estando 
no Anno X. — Diario da tarde. Anno 20$000; n.« avulso 
100 réis. Tiragem media actual de 6000 exemplares.— 
Pundado por HersiKo de Sousa, Paulo de Arruda e Julio 
Falcao, em substituÌ9ao ao Pequeno Jomal (N." 1264), per- 
maneceu comò propriedade e sob a direc9ao dos mesmos até 
31 de Mar9o de 1900; passou entSo a uma sociedade ano- 
nyma, à qual succedeu, em 24 de Maio de 1901, a firma 
Thomé Gibson & FalcSo; desde 15 de Fevereiro de 1902 é 
de propriedade e direc9ao de Thomé Gibson, tendo actual- 
mente corno redactores : Maturino Mondar, Oswaldo da Silva 
Almeida e Manuel Buarque; auxiliar da redac^So: Eudides 
de Carvalho, e reporters : Fiorentino do Rego Barros e Gui- 
Iherme de Araujo. A 8009^0 commercial està a cai^o de 
Antonio Valentim da Silva. Jornal muito noticioso e va- 
riado, sem f 019^0 politica, traz com frequencia illustra95es 
em photogravura e zincographia, servÌ90 oste feito por 
Bemvenuto Telles. Sao caricaturistas da foiba Til e Guapy. 
Ao corpo de collaboradores pertencem: Carneiro Vilella, 
JoSo Eustaquio Pereira (Faneca), Adelmar Tavares, tenen- 
tos do exercito J. da Penha e J. Pinheiro, Manuel Bastos 



539 



Tigre (D. Xiquote)^ Leovigildo Samuel, Eduardo de Mo- 
raes Gomes Ferreira, Aflfonso Taborda, Armando de Oli- 
veira (Raul Pimpolho) e Mario Carneiro de MeUo. Coli. 
SanVArma Araujo. 



1295. — O Derby. — Recife Typ. da <fGaseta da Tarde» e 
lAth. da Fabrìca Lajayde^ 1899, in-4% illus. 

• 

N." unico de 7 de Setembro, commemorativo da inau- 
gurarsi) da Hospedaria do Derby; trazia os retratos dos coro- 
neis Delmiro Gouveia e NapoleSo Duarte e a vista do edi- 
ficio. Coli, SanfAnna Araujo, 



1296.— O Forvìr.— Recife, 1899, in-40. 

n." 1 salo a 13 de Setembro* e o n.» 4 (ultimo) a 
8 de Outubro. Semanal. Anno 7$000. Periodico litera- 
rio, scientifico e recreativo redigìdo por Octavio Dona de 
Vasconcellos, Mario de Castro Nascimento, José do Rego 
Cavalcanti Silva Junior e Claudio de Castro Nascimento. 
Coli, SanfAnna Araujo, 



1297. — ^A Concentrag&O. — Recife, Typ. Oaes da Rege- 
neragào, n.' 32, 1899-1900, in-fol. gr. 

n.« 1 do Anno I salo a 23 de Setembro de 1899 
e n." 82 (ultimo) a 31 de Dezembro; o n.** 1 do II e 
ultimo a 4 de Janeiro de 1900 e o n.* 240 (ult.) a 8 de 
Novembre. Diario da manha. Anno 24$000; n.*» avulso 
100 réis. — Gerente: Manuel dos Santos PimenteL — Admi- 
nistrador das officinas: José Xavier Coelho. — Jornal poli- 
tico, orgam da concentra9ao dos grupos partidarios em op- 
POSìqSo ao governo do Estado, teve comò redactores : Phae- 
lante da Camara, Antonio de Scusa Pinto, Adelino Filho, 
Arthur Orlando, Tito Rosas, Luiz de Andrade, Arthur 
de Albuquerque e Gervario Fioravanti. Coli, SanfAnna 
Araujo, 



540 



1298.— A CJonclntra^àO.— Orgam do Mercado Tio Ca- 
zuza. — Reeifey Typ. do Edado de Pemambuco 1899, 
in-fol. 

II.* 1 salo a 23 de Setembro e o n.'' 2 (ultimo) a 7 
de Outubro.— Jornal hunioristico occupado em rìdicularizar 
agrupamento de f accjOes politicas de qua o precedente era 
orgam ; foi principalmente escripto por Joao Coimbra, Celso 
de Scusa, Aprigio e Rodolpho Garcia. CbM. Sant'Anna 
Aranjo 

1299.— Annunciador Commercial. — JBec£/è, 1899, 

in-fol. 

n.' 1 salo a 3 de Outubro. Bibl Pubi, do Est 

1300. — O Esoriniol — ^Orgio da Sociedade Litteraria Cas- 
tro Alves. — Reoife, Typs. d^^A OonceìUragào» e do ^Jor* 
noi do Becife», 1899-1900, in-fol. peq. 

n." 1 salo a 12 de Outubro de 1899 e o n/ 6 (ul- 
timo?) a 30 de Abril de 1900. — ^Trazia corno divisa: tA 
instrucpào do povo para o progresso da Republiea*^ e era 
redigido por Severino de Araujo, Nylo Carnata, Lins e Silva, 
Antonio Góes, Manuel Mattos e Thomaz de Aquino. Coli 
SanVAnna Araujo. 

1301. — O Mattia. — ^Orgào nephelìbata da Companhia Ly- 
rica dado à luz aos Domìngos. — jRecife, 1899, in-fol. peq. 

n.** 1 salo a 15 de Outubro. Coli. SanVAnna Araujo. 

1302. — O Féquenito. — ^Orgào de reclames do «Jornal 
Pequeno». Redfe, 1899, in-4®. 

n.*» 1 e unico salo a 16 de Outubro. Coli San- 
VAnna Araujo. 



541 



1303. — ^O Estandarte Catholioo. — ^Pablica9ào promo- 

vida e dirìgida pelos monjes benidictinos. — Olinda (Re- 
cifej Ihfp. d^nA Provincian), 1899-1900, in-fol. 

n.» 1 do Anno I salo a 4 de Novembro de 1899 e 
n/ 6 (ultimo) a 23 de Dezenibro ; o n."" 1 do II a 5 de 
Janeiro de 1900 e o n.® 3 a 15 de Marfo, passando a publi- 
ca9SU) a ser folta na Bahia a partir do n.» 9. Tres vezes por 
mez. Anno 5$000. Coli. SaìifAnna Araujo. 

1904L— Bernardo Vieira.— Bec*/f, Typ. do nJomal do 

Recife»y 1899, in-fol. 

N.* nnico de 10 de Novembro; homenagem ao pri- 
meiro grìto de republica no BrasiL Coli, SanfAnna Araujo. 

1806.— Cai-ML— Bec(/e, 1899, in-4-. 

n.** 1 e unico salo a 14 de Novembro; jornalzinho 
critico-satyrico de assumptos theatraos. Coli. SanfAnna 
Araujo. 

1308.— Revista de Instrucgao Pablioa do Esta- 

do de Pernambuco. — Recife, Typ. do ^Diario de 
Pemambuoo» (n.^ 1) e Typ. do tuJornal do Beoife», 
(n ~2-18), 1899-1902, in-fol. peq. (n.<« l-17)e ìn-4°. 
(n.- 18). 

n.* 1 salo a 15 de Novembro de 1899 e o n.» 18 
(ultimo) em Janeiro de 1902. Mensal. Anno 7$000. Tira- 
gem de 500 exemplares. Epigraphe: ^Neglecta juv&ntuHs 
disciplina facit republica detrimentum.* (Aristoteles). 
Fundada pelo inspector goral interino da instruc92o pubUca, 
JoSo Baptista Regueira Costa, em obediencia ao Art. 41 
§ 30 do Begimento de 30 de Julho de 1896, que deter- 
minava a pubIica9&o de uma rovista na qual os professo- 
res fossem informados a respeito do progresso de ensino. 
Os seguintes trechos do artigo de apre8enta9So resumem 
OB seus intuitos: 



542 



e A Revista^ que hoje publicamos, nSLo é aprìmeira^que 
apparece entre nós, coasagrada aos interesses da pedagogia. 

cSem fallarmos no Oremio dos Professores Primarios 
e na Tribuna Litteraria^ dous importantes orgaos de pu- 
blicidade, que, na propaganda que fizeram, deixaram lumi- 
nosos vestigios de sua passagem, jà em 1872 o benemerita 
Conselheiro Finto Junior, quando Director Goral Interino 
da InstrucQaó Publica e anteriormente à fundaijSo da S<h 
dedade Propagadora^ levou a eflfeito a publica9ao de urna 
Revista Mensal^ que relevantissimos servic^s prestou & 
causa do ensino. 

€ Mas, si aquella vendo pouco a pouco se apaga- 
rem os fócos de luz que accenderà pela crea9ào de es- 
colas e bibliothecas, so pode hoje, & semelhanQa de Cor- 
nelia, apresentar, comò seu principal ornamento, a filha 
estremecida, que della nascerà e que se chama Escola de 
Ensino Secundario para Senhoras^ a Bevìsta... essa nSo 
sentiu-se com for<;as para sobreviver ao seu fundador, e, ao 
deixar o Conselheiro Finto Junior o exercido do cargo 
que interinamente occupava, desappareceu da scena joma- 
listica, passando a ser uma aspiraQ&o do magisterio a exis- 
tenda de um or^, que se occupasse do momentoso pro- 
blema pedagogico. 

cReformada, porem, em 1896 ainstracgSo primaria pelo 
Regulamento de 23 de Janeiro e seis mezes depois pelo de 
30 de Julho, consagraram ambos, entre as attribuÌ9Qes do 
Inspector Goral da InstrucQao Fublica, a de providenciar 
sobre a publica9SLo de uma Revista Mensola em que os pro- 
fessores f ossem inf ormados dos progressos do ensino. 

cAos que hoje, portante, veem traduzida em facto essa 
disposÌ92io regulamentar e com ella aquella aspiralo do 
magisterio, so nos resta avivar as quasi mortas energias com 
as celebres palavas, que eram a locu9ao favorita de Vol- 
taire: Macte animo! Coragem! 

«E, comò, no dizer de Victor Hugo, a perseveran(}a é 
para a coragem o que a roda 6 para a alavanca, isto 6, 
a renova^ào perpetua de um ponto de apoio, sejam a co- 
ragem e a perseveran9a o lemma do nesso escudo e a 
ten9So da nossa b^nddra, nos incruentos combates, que 
lerìrmos, pela causa da educa93o.» 



543 



Confìada sempre & direc^So competentissima do seu 
benemerito fundador, està Revista teve conio collaborado- 
res assìdaos a Carlos Porto Carreiro, Baymundo Honorio, 
Olintho Yictor, Affonso Costa, Leal de Barros, JoSo de 
Medeiros e Alfredo de Carvalho. ColL SanfAriìia Araujo. 



1307. — O Ouarany. — Qui^xipd, 1899, in-... 

Faltam-nos pormenores sobre este jornal, prìmeiro quo 
se pablicou em Qoipapà. 



1308. — Sete de Setembro. — ^Orgao dos interesses po- 
pularei4. — Nazareth, Typ. do «Sete de Seiembrony 1899- 
1 900, in-fol. 

n.' 1 do Alino I salo a 21 de Dezembro de 1899 e 
a publica9ao perdurou ató fins de 1900. Semanal. Anno 
10$000. Propriedade de urna associagao. Gerente Seve- 
rino LeaL 



1309. — O Apipucos. — Orgào dos interesses deste bello 
arrabalde. — Red/e, ApipucoSy Typ. d^tcO Apipu>co8», 
Travessa da ma Nova, 1900, in-4^ 

n.* 1 e nnico salo a 1 de Janeiro; redactor-gerente • 
SerapiSo MaranhEo. ColL SanfAnna Araujo. 



1310.-O Trocista.— Beci/c, 1900, in-4o. 

n." 1 e nnico salo a 14 de Janeiro. ColL SanfAnna 
Araujo. 









544 



1311.— Rovista Industriai e MercantiL— Publica- 

9ào mensal rie ìnformu^Oes pratioas dedicadas às ciasses 
activas do Brazil, e aoompanhada do «rAnnanciador In- 
terestaduali), Colleo9io de AanuDcios e lDdica90es uteis. 
Pemambucoj Typ. da ^Remda Industriai e MeroantU», 
34, Bua do Bom Jesw, 36, 1900-2, in-4». gr. 

1.* !i.« salo em Janeiro de 1900 e 25* (ultimo) em 
Janeiro de 1902. Mensal. Anno 38$000. Propriedade de 
I. Nery da Fonseca (n.~ 1-8) e de Nery da Fonseca & C.^ 
(n.~ 9-25). Redacijào: A. de Sousa Pinta, Bedactor-Piin- 
cipal, e Alcedo Marrooos, com a coIIabora9So de diversos 
especialistas competentes de todos os Estados da IJniSo 
Brasileira e grande numero de infoimantes conti-actados. 
cAlém dos conhecimentos technicos precisos a qualquer 
das duas profissQes, conceituava artigo inaugurai, nSo 
podem hoje dispensar o negociante e industriai uma boa 
tintura das leis que regulam os seus actos, e fixam os di- 
reitos de cada um d'elles e as contribuig^es a pagar, da es- 
tatistica que Ihes facilita os calculos de lucro, dos usos e 
costumes de cada praga, das praxes aduaneiras e das repar- 
tipOes fiscaes, do censo commercial, pregos de transporte, ex- 
cellencia e prego das mercadorias e mil outras informagdes 
indispensaveis. 

e Para nada d'isso contamos em nesso paiz urna fonte 
segura, e ainda recentemente a GommissSo Permanente de 
Tarifa da Camara confessava a absoluta carencia de dados 
estatisticos para base de seu trabalho, quando a estatistica 
é ab e desses estudos. Eis a lacuna que se propòe preen- 
cher a Revista Industriai e Mercantila que espera bastar 
so por si comò bìbliotheca profissionai do commerciante, e, 
em parte, do proprio industriai» Bibl. Pubi, do Est 



1312. — O Annunoiador Interestadual— PmuimAuco 

Typ. da mRemsla Industriai e Meroanlil», 1 900, in-4«. gr. 

n."* 1 salo em Janeiro e n."" 6 (ultimo) em Julho. 
Mensal. €ollec9So de annuncios e de indicagSes uteis pa- 
blicada comò supplemento à Revista Industriai e Mercati 
tu— Bibl Pubi, do JEst 



545 



1813.— O ZÓ-Pereira. — Org§o que fez favores e tambem 
reoebe-os. Offerecido pelo Club M. Mathias Lima. — 
Recife, Atelier Miranday 1900, in-fol. peq. 

N.* unico de 24 de Fevereiro; jomal camavalesco. 
ColL Sant'Arma Araujo, 

1814.— A Beata.— Orgào do Club Carnavaleeco Beatas do 
Recife. — Recifey Typ. Rua Marquez de Olinday n.« 10, 
1900, in-4-. 

K^ unico de 25 de Fevereiro. ColL San f Anna 
Araujo 

1816.— O Bohemio— -i2^q/c, Ikfp. do aOmmerdo de Per- 
naffkhuoo», 1900, in~fol. peq. 

N.® unico de 25 de Fevereiro. Jornal camavalesco, or- 
gani da Tertulia Bohemia. ColL Sant'Anna Araujo. 

1816.— Os Momos. — ^Orgào do Club Camavalesco Mo- 
mos da actualidade. — Ooyannay Typ. de Ooyannay 
1900-1, in-fol. peq. (1*) e in-fol. (2»). 

N.~ especiaes (2) o P de 25 de Fevereiro de 1900 e 
n.» 2 de 17 de Fevereiro de 1901. ColL SanfAnrm 
Araujo. 

1817.— O Carroussel.— Bect/€, (Typ. S^A Ooncmtro' 
fào»), 1900, in-4*. 

n.* 1 salo a 9 de MarQO e o n.' 3 (ultimo) a 29. Pe- 
riodico critìcp 9 hamoristìco. Coli. Sant'Anna Aramo. 



546 



1818.— O Clarim Social.— Beo(/«, (Typ. do ^Jomal do 
Beoife», 1900, in-4*. 

n.* 1 saio a 15 de Marpo e o n.** 6 (tiltìmo) a 10 de 
Setembro. MensaL Semestre 1$500. Periodico consagra- 
do & propaganda do socialismo, e de propriedade e redacgào 
de Agripino Silva, JoSo de Oliveira e José Finto. Ooll 
Sant'Anna Araujo. 



1319.— Gaseta de S. BentO.— Orgfio da Sociedade 21 
de Mar^o. — 8. Sento, Ihfp. da tOazeta de 8. Sento» 
(Beaife, Atelier Miranda) j 1900, in-fol. 



n.* 1 do Anno I saio a 21 de MarQO de 1900 e o n.« 16 
(ultimo) a 15 de Dezembro; o n.* 1 do JI e ultimo a 1 de Ja- 
neiro de 1902 e n.* 2 (ult.) a 25 de Mar90. BimensaL 
Anno 10$000. Primeira e unica folha locai, redigida pdo 
Dr. Eduardo Oorreia da Silva, juìz de direito da comarca. 
Coli. SanVAnna Aratyo. 



0. — O Progresso.— J^a/mare8, lyp. d^uO Progrem 
JSua do Omedhdro Joao Alfredo, n.® IS, 1900, in-fol. 



n."* 1 salo a 25 de MarQO. SemanaL Anno 10(000. 
Redigida por Fenelon Affonso Ferreira, JoSo Pacifico dos 
Santos, Fausto de Figueiredo, Fabio Silva, Manuel Moa- 
teiro e José Lima, està notavel folha locai destinava-se 
ca velar pelo progresso e desenvolvimento do municipio 
de Palmares, orientar os seus leitores sobre os factos que 
se desenrolassem no vasto scenario do paiz e do estado, 
auxiliar o commercio com o annuncio dos seus productos, 
prestar servÌ90S à agricultura, &s artes, &s lettras, à familia 
palmarense em summa.» ColL Sant'Anna Araujo. 



547 



1821. — O Judar&O. — Periodico artìstico, scientifico e lite- 
rarìo distrìbuido corno premio aos leitores do «Album do 
Domingo». — Beeife, 1900, in-4®. 

K* unico de 14 de AbriL Redactores: Olympio GalvSo 
e Braulìo Cunha. Bidicularizava o literato Manuel ÀiSo. 
Coli, SanfAnna Araujo. 



1322. — O Cleto. — Beoife, Typ. do uJomal do Becife», 
1900, in-fd. peq. 

N.* unico de 26 de Àbril; homenagem ao maestro Mar- 
cellino Cleto, Beriot Fernambiicano, por seus collegas e 
admiradores. Coli. SanfAnna Araujo. 



1828.— O Primeiro de Maio.— Orgfto do proletariado. 

Redje, Typ. do ^Jornal do Ileeife»^ 1900, in-4*>. 

n.^ 1 salo a 1 de Maio e o n."" 4 (ultimo) a 15 de Se- 
tembro. MensaL Trimestre 1(000. Redactores : JoSo Eze- 
quìel, Olavo de Àlbuquerque e Martins Filho. Coli. San- 
fAnna Araujo. 

1324é— O Album. — Oigfto da Sociedade Literaria Ber- 
nardo Vieira de Mello. — Recife, Typ. do vJorncd do 
Bedfe», (I-II);^ Atdier Ghdenberg, de Bodriguea e Silva, 
Bua Duqae de Caodas, n/ 5^, (III), 1900-2, in-4<» 
(I-II), in-fol. peq. (III). 

n.° 1 do Anno I saio a 1 de Junho de 1900 e o n.« 5 
(ultimo) a 12 de Outubro ; o n«* 1 e unico do li a 23 de 
Mar^o de 1901; o n.* 1 do m e ultimo a 30 de Agosto de 
1902. Quinzenal. Trimestre 1$000. Redactores: Samuel 
Valente, Alcebiades lima, Euzebio de Scusa, Mario Mello, 
Mario Rodrigues, Adalberto Pinheiro, Demetrio Martinho, 
Alfredo Azevedo e outros. Coli. SanfAnna Araujo. 



548 



1325. — O Olho.— Periodico popular. — Rec^ty Typ. Rua 
de 8. Francisco, ^ F, 1900, in-fol. peq. 

n.*» 1 salo a 16 de Junho e o n.* 3 (ultinio) a 2 de Ju- 
Iho. Redactores : Juca Vergueiro, Fortanato Ventura e Pio 
Piparote. N.** avulso 100 réis. Coli. Sant'Anna Araiujo^ 



1326. — ^Thereza Diniz. — Bedfey Tifp. do vOommercio de 
Pemambìico»^ 1900, in-fol. peq. 

N.° unico de 22 de Junho; horaenagem a D. Thereza 
Borges Diniz na notte da sua festa musical Coli San- 
fAnna Araujo. 

1327.— O InfantiL— iM«, 1900, iu-4-. 

n.® 1 salo a 24 de Junho e o n.» 5 (ultimo) a 31 de 
Julho. Coli. Sant'Anna Araujo. 



1328. — O Labaro. — Orgam literario, crìtico e noticioso. 
' — Recife^ Typ. Affonao Regum^ay Rua de 8. Fran- 
0Ì9CO, n.« 9 Fy 1900, in-4*- 

n.* 1 saio a 14 de Julho e o n.® 2 (ultimo) a 2 de 
Agosto. Redactores: Luiz Mascarenhas e José Emilio. CoU. 
SanfAnna Araujo. 

1329. — ^O Prego.— TTornal humoristico e critico. — Redfey 
1900, in-fol. peq. 

n.® 1 salo a 21 de Julho e o n.** 4 (ultimo) a 11 de 
Agosto. Redactores: Fra Diavolo, Bananeira, BastiSo eCa- 
baceira Gomes. N." avulso 100 róis. Coli. SanfAnna 
Araujo. 

1330. — O Bisturi. — ^Critico, satyrioo e joco-serio. — §iit- 
papày 1900, in-4«. 

n.** 1 safo a 22 de Julho. Coli. SanfAnna Araujo. 



549 



1831.^Salve 26 de Julho de IQOO.-^Beoife, AieUer 
Mirandny 1900, in-foL peq. 

N.'imìco de 26 de Jtilho; homenagem a Monsenhor 
Olympìo de Campos, por F. Nobre de Lacerda, F. Carva- 
Iho Lacerda, Joaqiiìm Nobre Lacerda, Antonio Ferreira da 
Silva e Antonio Fedro da Silva Marques. Coli SanfAnna 
Aratèjo. 



1882.— -O Bnsaio.— Perìodìoo literario e notìcioso. — Zì- 
moeiro, Typ. Bua da Mairiz, n.« 5, 1900-1901, in- 
foi, peq* 

nJ* 1 do Anno I salo a 29 de Julho de 1900 e o n.^" 22 
(nltimo) a 3Ò de Dezembro; o n.** 1 do n e nltimo a 6 de 
Jandro de 1901 e o n.^ 9 (ultimo) a 4 de MarQO, quando 
foi substituida pelo Commercio de Limoeiro (N.^ 1362). 
SemanaL Anno 10$000. Primeira foiba locai fundada e 
redigìda por Landelino B. Castello Branco. Coli SanfAnna 
Araujo. 

1838.— Boletim Diocesane .—i?ec(/«, %>. d\A Pro- 

vincia»j 1900-1, in-4\ 

n.* 1 salo em Julho de 1900 e o n.° 12 (ultimo) em 
Junho de 1901 ; formam um voi. de 236 pp. Mensal. Di- 
rector: Monsenhor Casimiro Tavares Dias. Coli. SanfAnna 
Araujo. 



1334.— O Martello.— Ifcci/e, 1900, in-fol. peq. 

n.^ 1 salo a 3 de Agosto e o n.' 2 (ultimo) a 11. 
Coli. SanfAnna Araujo. 

1335.— O Orpll&O. — Orgao do Colico Orpbanologico 
8. Joaquim. — Eecife, Typ. S. Albino, C. 0. S. /., 
1900, in-4. (n.« 1-3) e in-fol. (n.* 4). 

n.» 1 salo a 19 de Agosto e o n.» 4 (ultimo) a 9 
de Dezembro. MensaL Redactores: Alfredo Gentil Car- 



550 



valho, Fedro Oaldino Ito da Silva e Alfredo Konten^ro 
Mesqoita. Fandado por inicìatìva de Qaaiìno Gh>n9alyes 
de Albuqaerque Silva, director do Collegio S. JoaqninL 
ChlL Sant'Anna Araujo, 

1886.— A Matraca.— jBeci/c, Typ. do uJamal do Redfe»^ 
1900, in-4«. 

IL* 1 e anioo salo a 23 de Agosto. Coli. SanfAnna 
Araujo. 



1887. — O Traquinas.— Org&o da oascabulhada. — Beà/e, 
1900, in-4-. 

n.* 1 e uaico salo a 24 do Agosto. Coli. Sant'Anna 
Aratyo. 

1888.— Flaviano Martina.— -Beot/e, Typ. do uJonua 

do Beoife», 1900, in-8^ 

N.* unico de 4 de Maio ; homeaagem ao violinista Bla- 
vìano Martins. Coli. Sant'Anna Araujo. 

1889.— A Propaganda.— Orgào dos Empr^ados no 
Coinmeroio de Fernambuco. — Recife, Typ. Indudrialf 
1900-1, in-fol. 

n.* 1 salo a 23 de Setembro de 1900 e o n."» 49 (ulti- 
mo) a 16 de Setembro de 1901. SemanaL Anno lOfOOO. 
Bodactores: Braulio da Canha, Manuel Duarte, Francisco 
dos Santos Moreira, Gaetano de Andrade e Cleto Campello. 
Gorente: Abd Guedes Fereira. Coli. Sant'Anna Araujo. 

1240.-24 de Setembro.— jR6ei/<;, 1900, in-M. 

N.* unico de 24 de Setembro; homenagem do Institato 
e da Sociedade Literarìa 19 de Abril ao Dr. Carlos Forto 
Carreiro. Coli. Sant'Anna Aranj^o. 



661 



1341. — O Traballio. — Org&o da Sociedade Literarìa Dio- 
go Vdho. — Bedfe^ 1900, in-fol. peq. 

n.* 1 salo a 3 de Ontubro. ColL SanfAnna Araujo. 
1342.— O High-Life.— CanAotfnAo, 1900, in-4'>. 



Faltam-nos pormenores sobre està foiba, prìmeira da 
localìdade, cajo n.* inicìa} salo em meados de Outabro. 

1343.— As Coisa do Tabaréo.— Foia dadèra das nuti- 
jas arrìspitivo os n^o^os da capita. — VUa da Jan- 
diroba, Friguizia de Noga SiOra das Anglista (Redfe), 
1900, in-fol. peq. 

n.* 1 salo cna prìmeira Dominga da primeira lua 
xea d'Oitubo e o n.° 5 (ultimo) a idem de Novembre.» 
Periodico humorìstico escripto na linguagem dos matutos. 
ColL SanfAnna Araujo. 

1344.*— A Oangorra. — ^Critico e noticioso. — Palmares, 
Typ. (PaA Oangorra», 1900, in-4«. 

n.^ 1 salo a 14 de Outabro e o n.* 2 (iiltimo) a 23. 
Coli. SanfArma Aratyo. 

1345.— A Primavera. — i26c(fe, 1900, in-8- (n.« 1) e 

in-4* (n.o 2). 

n.® 1 saio a 18 de Outubro e o n.« 2 (ultimo) a 1 
de Dezembro. Redactores: Graciliano Augusto, TJ. Ribeiro 
e J. Silveira. ColL BanfAnna Araujo. 

1346. — Gabinete Fortuguez de Leitura. — i2eet/€, 

Imprensp, Industriai, Nery da Fonseca & Comp., Rua 
do Bora Jesus, 34,-36, 1900, in-fol. peq, 

N.* especial de 3 de Novembre; polyanthéa commemo- 
rativa da funda92Lo da sociedade. Coli. SanfAnna Araujo. 



552 



1847.— O CoryphetL^Orìtioo e literarìo. — Orgam do 
Club do6 Corypheua. — Oaruarù, Typ. d^^O Vigia»9 
1900, ÌD-8* gr. 

n.* 1 salo a 10 (?) de Novembro e o a.* 7 (altìmo) a 
24 de Dezembro. Trìmestra 1$500. Redactores : Anaibal 
Bego, Fernando Rosa e Benedicto Formiga. ColL Sant'Anna 
Araujo. 

1848.— Jesus Redemptor.— i2ee»/e, 1900, in-fol 

N.** unico de 4 de Novembro, publicado por occasiSo 
da grande romana em homenagem a Jesus Redemptor. 
Ck>ll. SanfAnna Araujo. 

1848.— Lyoeu de Artes e Offloios.— Ifectfe, Typ. do 

MOommercio de Pemambuoo», 1900, in-fol. peq. 

N.° unico de 25 de Novembro; jornal commemorativo 
do 59^ anniversario da Sociedade dos Artistas Mecbanioos 
e Liberaes e 19'* do Ljceu de Artes e Officios a sou cargo. 
ColL SanfAnna Araujo. 

1850.— Indioador Pemambuoano. — Revista de re- 

dame illustrada. — Redfey 1900-1, in-fol. gr. ' 

n.^ 1 do Anno I saio a 3 de Dezembro de 1900 e 
n.^ 3 (ultimo) a 22 ; o n.® 1 do II e ultimo a 1 de Ja- 
neiro de 1901 e n.* 6 (ultimo) a 9 de Fevereiro. Pro- 
priedade de Monesilho & à\ Coli. SanfAnna Araujo. 

1851. — 16 de Novembro. — Gdade de Bom-Jardm 
(JRecife), 1900, in-4.^ 

N.* unico de 15 de Novembro, commemorativo do 4.* 
anniversario da fundaQSo da XJni&o Dramatica Bom-Jardi- 
nense. ColL SanfAnna Araujo. 



553 



1852. — O Pau. — Periodico critico e 8atyrico. — Beeife, 
1900, in-4. 

n.** 1, s. 'd., salo em Dezembro. Coli. SanVAnna 
Araujo. 



1353. — Chic. — Jornal catìta, illustrado e impresso d la dia-- 
ble e dìstribuido a Potil pela Maison Chic, — Reeife, Typ, 
da Maison (Me, 1900, in-4^ 

n.** 1, s. d., salo em Dezembro de 1900 e o n.* 4 
(ultimo) em Dezembro de 1903. Coli, SanfAnna Araujo. 

1354. — ^Polyanthéa.— Po/mores, Typ. Moderna, Btta do 
Consdheiro Joào Alfredo, n.<* 12, 1 900, in-4^ 

N.* unico de 31 de Dezembro, distribuido por aoca- 
siSo da grande homenagem em hómenagem a Ghristo Be- 
demptor. Coli. SanVAnna Araujo, 



1355. — O IiUZeiro. — Catholìco, liiterario e noticioso. — 
Ocmholinho, (Quipapd, Typ. do ^Bisturi»), 1901, 
in-4.». 

n.* 1 e unico salo a 1 de Janeiro. Semanal. Tri- 
mestre 2$000. Coli. SanfAnna Araujo. 

1356. — O Viriate, — Orgam de justas homenagens. — 
Porto da Madeira, (Beeife), Atelier da Maison Chic 
(2^), 1901 e 4, in-4.* (!.<>) e in-fol. peq. (2.^). 

N.** especiaes (2) de 17 de Janeiro; homenagem a 
Manuel Vinato do Soccorro. Coli. SanfAnna Araujo. 

70 



564 



1867.— O Estudo. — Periodico litterario e pablica^ào men- 
sal.— iJfci/€, Typ.do uJomal do Redfety 1901, m-4* gr. 

n.® 1 salo a 4 de Fevereiro e o n.* 3 (ulidmo) a 13 
de AbriL Trimeetre 1$000. Redactores : José R. dos Anjos 
e Euzebio de Sousa, Coli SanfAnna Araujo. 



1358.— O Cisoador.— Oi^m do Qub Mixto dos Cis- 
cadores,— i&j(»>, Typ. de Eduardo Layme, Bua Duque 
de Oaxùis, 18, (!.•) J901 e 5, in-éo (l.-) e in-fol. peq. 

N« especiaes (2) o 1.' de 17 de Fevereiro de 1901 e 
2.* de 5 de Mar90 de 1905. Coli Sant'Anna Araujo. 



1869.— O Philomomo Junior. — Bisnagada camava- 
lesca para o anno del 901. —ifea/e, 1901, in-foL 

K« unico de 17 de Fevereiro. Ooll. Sant'Anna Araujo. 

1860.— SeoidO JOL—Redfe, Typ. LaemmeH & Q.\ Rua 
Marquez de OUnda, 4, 1901, in-fol. peq. 

r. » ^/ ^J^!^ ^® ^^' ^^ ® 1^ ^® Janeiro. Jornal-redame. 
Coli. SanfAnna Araujo. 

1861.— Azul e Ouro.— Revista litteraria e scientifica.— 
Beoife, Imprenm Industriai, Nery da Fonseca & Oomp. 
n.» S4f Rua Bora Jesus, SS, 1901, in-*.'». 

UT ^1 V, 1 salo a 5 de Mar9o e o n.« 2 (lìltimo) em Abril. 
Mensal. Mez 1?000. Redactores : Gaetano de Andrade, Eu- 
genio de Sa Pereira e Manuel Duarte, Coli Sant'Anm 
Araujo. 



655 



1362. — Ck>mmercio do Limoeiro. — Periodico coni* 
mereiai, litterario, agricola e noticìoso. — Limoeiro, Typ. 
Bua da Matriz, 44,y 1901^ in-fol. peq. 

n.<* 10 (1.*) salo a 15 de Mar90 e n/ 39 (ultimo) a 
26 de Outabro. SemanaL Anno 11$000; nP ayulso 200 
réis. Gerente : Laudelino R. Castello Branco. Succedeu a 
Ensato (N." 1332). Coli SanfAnna Araujo. 



1363.T-B6vi8ta da Academia Pemambucana de 

de Lettras. — Becife, Empr. (f «A Pnmnda», Bua 
16 de Novembroy 49 e 51^ 1901-2, in-4.«, 2 vola, de 
154 e 14àpp. 

n.' 1 é de Janeiro a Mar^o de 1801 e o n.^ 7-8 
(ultimo) de Julho a Dezembro de 1904. Trimensal. Anno 
6|000 ; n.* avulso 2$000. Tiragem 500 exemplares. Trazia 
comò divisa os versosi 

e De lanfos e de eseudos encanUxdos 
nào iratarei em nmnerosa rima^ 
mas de var&es illustres^ afamados 
mais que quantos a musa nào sublima^ 

Em falar a verdade serei raso 

que assim eonvem fazel-o quem escreve^ 

si djusiifa qtier dar o que se deve. 

E sto firn nào alean^ desejado 

jET por nào ser ao meio accommodado.* 

Pkosopopéa. — Benfo Teixeira Pinta. 

Orgam da Academia Pemambucana de Lettras^ fundada 
no Becife em 26 de Janeiro de 1901, a sua rodaci^ esteve 
a cargo de Carlos Porto Carreiro, J. B. Begueira Costa, 
Alfredo de Càrvaiho, Theotonio Freire, Paria Neves, Eduardo 
de Carvalho e A. J. Barbosa Yianna. 



556 



1364. — O Embaixador. — ^Orgam meosal de propaganda 
evangelica. — Recife, Typ. Luso-BrasileirOy 1901, in- 
foi, peq. 

n.** 1 saio em Abril e o n.* 3 (ultimo?) em Junho. 
Anno 2$400 ; n." avulso 200 réis. Epigraphe : Nós faxemos 
o officio de Ehbaixadores em noine de Chtisto. (2 Cor. 2:20). 
Redactores : M. do Sacramento, JoSo da Cunha, Ulysses de 
Mello e F. Magalhàes. Coli. Sani* Anna Araujo. 



1365. — Aurora Social. — ^Orgam do operarìado mantide 
pelo Centro Proteotor dos Operarios. — Becife^ Imprensa 
Industriai, 1901-3 e 6-7, in-fol. 

n.* 1 do Anno I salo a 1 de Maio de 1901 e n." 16 
(ultimo) a 15 de Dezembro ; o n.* 1 do li a 1 de Janeiro 
de 1902 e o n." 20 (ultimo) a 31 de Dezembro; o n.' 1 do 
m a 19 de Janeiro de 1903 e o n.« 12 (ult) a 31 de De- 
zembro; n.* 1 do IV a 1 de Maio de 1906 e o n.' 14 
(ult.) a 31 de Dezembro; o n.** 1 do V e ultimo a 24 de 
Janeiro de 1907 e o n.*» 2 (ult) a 18 de Abril. Quinzenal e 
mensal. Anno 9$000. Corpo de redac^^: JoSLo Ssequiel 
(Redactor-chefe), Vieira de Mello (Gerente), Sant'Anna Cas- 
tro, Rodolpho Lima, Martins Filho, Francisco Brltto, Ulys- 
ses de Mello, Secundino Lins e Flavìano Martins. OdU. 
Sant'Anna Araujo, 



1366. — A Coisa.— Critica satyrica e livre. — Becife, %). 

d\A Oman, Becco do BaJào, w.' 10, 1901, in-^*. 
(l-2).ein-4^ (3-5;. 

n.® 1 salo a 4 de Maio e o n.® 5 (ultimo) a 31 de 
Agosto. Mensal. Trimestre 300 róis. Coli* SanfAnm 
Ai*aujo. 



667 



1367. — Correlo Meroantil.— -Bcci/e, Typ. do^Jornaldo 
Recife», (ii.~ 1-10) e Officinas da Livraria Franoeza 
(?) (n.** 11-30) 1091, in-fol. 

n.** 1 salo a 8 de Julho e o n.*» 30 (ultimo) a 14 de 
Agosto. Diario da tarde. Semestre 10$000; n.' avTiko 100 
réis. Proprietario : Francisco Alexandrino. Coli. Sant'Anna 
Araujo. 

1368. — O Echo do Norte. — Recife^ Typ da Livraria 

Franoeza, 1091, in-fol. 

# 

n.° 1 saio a 8 de Julho e o n.* 2 (ultimo) a 15. Se- 
mestre 3$000 ; n.* avulso 100 réis. Hebdomadario crìtico, 
litterario e notìcioso. Coli. SanfAnna Araujo. 

1368. — Potyguarania.— -Revista scientifica, politica e lit- 
terarìa. Orgam da Colonia Academica Norte Sio-6ran- 
dense. — Re(dfe, Imprensa Indadrialy 1901, ìii-é*'. 

n.* 1 saio a 12 de Junho e o n.* 3 (ultimo) a 25 de 
Agosto. Mensal. Mez 1$000. Redactores : S. Femandes, An- 
tonio Soares, Luiz Lyra, Augusto Monteiro, Oscarlino d'Erbai, 
Alcebiades Cabrai, Lima FUho, Costa Barros, Raul Feman- 
des, Abel Barrotto, A. Cabrai, J. Antunes e J. Medeiros, 
Coli. San' Anna Araujo. 

1370. — A Pimenta. — Foiba noticiosa e humoristica. — 
Periodico bi-semanal, illustrado, noticioso e humoristico. 
— Recife, (Typ. da Agenda Jomalistica e Imprensa In- 
dusirial), 1901-7, in-fol. peq., illus. 

n.' 1 salo a 16 de Junho de 1901 e o n.* 624 a 
28 de Dezembro de 1907; a publica95o continua. — Publi- 
ca9So duas vezes por semana. Froprìedade e redac9So de 
José de Mello. N.** avulso 100 réis. Coli. SanfAnna 
Aratro. 



558 



1371. — ^O^elintra. — Orgam critioo-humoristìoo. — Red- 
/e, Typ. dCaO Pdintra», (n.« 1), Atelier Miranda (n/ 2), 
1901, in-8". (n.« 1) inn4,« (n.« 2). 

n.' 1 salo a 1 de Julho e o n/ 2 (ultìmo) a 15. 
QuinzenaL Trimestre 1?000. Gali SanfAnna Araujo. 

1372. — A Capital. — ^Diario independente da tarde. — Bi^ 
dfcy Imprenda Industriai, 1901, in-fol. 

n.** 1 salo a 6 de Julho e o n.* 3 (ultimo) a 9.— 
Semestre 7$000; n.' avulso 100 réis. * Redactores: Ma- 
nuel Duarte, Gaetano de Almeìda Andrade e Eugenio de 
Sa Pereira. Coli. SanfAnna Araujo* 

1373.— O Colibrì. — ^Periodico litterario,. meroantil e no- 
ticioso. — Palmeira de OaranhuSy Typ. de Fredericode 
MoraeSj 1901, in-fol. peq. 

n.* 1 salo a 7 de Julho e o n.« 2 (ultimo) a 22.— 
Publica9ao tres vezes por mez. — ^Trimestre If 500. — Primei- 
ra e unica folha locai, fundada e redigida por Frederìco 
de Moraes. Coli. SanfAnna Araujo. 

1374.^ — ^A Mosca. — ^Critica satyrica e livre (n.« 1-3).— 
Folha crìtica, e noticiosa (n.*» 4) Becife, (Typ. do %Jomd 
do Becife^), 1901 in-8^ (n.*- 1-3) e in-4.« gr. (n.« 4). 

n.* 1 salo a 17 de Julho e o n.* 4 (ultimo) a 12 de 
Outubro. Trimestre IfOOO; n.* avulso 300 réis. OcUL Sarir 
fAnna Araujo. 

1375. — O Zum-Zum. — Hebdomadario electro-critioo.— 
Be(dfe,Ih/p. d^tiO ZumnZum», 1901, in-4.* gr. 

n.** 1 e unico salo a 20* de Julho. N.* avulso 100 
réis. — Eedactores : Almeida Junior, L. Babellais e M. Sylla. 
Coli. SanfAnna Araujo. 



659 



n.° 1 saio a 1 de Agosto e o n.* 6 (ultimo) a 30 
de Outubro. - QuinzenaL Mez 2|000. Publicagao ency- 
dopedica, do tjrpo da revista fluminense A Uhiversal e 
da franceza Bevve des Revues^ editada por Alipio Z. de 
Canralho. Agente: Arthur Cardozo Ayres. Coli. Sarir 
VAnna Araujo. 



1377. — Instituto Ayres Oama. — Bedfe^ Imprenaa 

Inditdrial {l''~2'') ; Typ. Commercial de RasseU & Able 
(3*), 1901,3€4,in-fol. peq. 

N.~ espedaes (3) de 8 de Agosto; homenagem dos 
alnmnos do Instituto Ayres Oama ao seu director Al- 
fredo de Albuquerque Gama. Coli, SanfAnna Araujo. 



1878. — Rovista Juridica. — Orgao do Gremio Juridico 
Teixeira de Freitas. — Reeife, Imprenda Industriai 
1901-2, in-4-. 

n.® 1 do Anno I salo a 11 de Agosto de 1901 e 
o n.' 2 (ultimo) a 25 de Setembro; o n.* 1 do II e ulti- 
mo a 15 de Agosto de 1902 e o n.* 2 (ult) a 20 de Se- 
tembro.— MensaL Anno 8$000; n.* avulso 2$000.— Re- 
dactores: Gunha Hello Filho^ Affonso Campos, José Do- 
mingues Filho, Misael Seixas, Alfredo Marques, Oarvalho 
Barros, Avertano Rocha, Benjamin Lins e Wanderley Loyo. 
Coli. SanfAnna Araujo. 



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1376. — ^A Collieita. — Periodico recreativo, humoristioo e \/^ 

illustrado. — Recife, Imprenaa Industriai^ Nery da Fon- 
seca & Gomp.y RìJta Som- Jesus, 34,-36, 1901, in-fol. peq. 












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660 



1379. — O Missionario. — Oi^ da Sociedade Evangelì- 
sadora Baptista em Fernambuco (I-H)* — Orgao da 
MissSo Baptista PernambucaDa (III-I V). — Orgao da 
Sociedade Juvenil Baptista (V). — Orgào da Jaota Mis- 
sionaria da Uniao Baptista Pemambacana (VI). — Ba»- 
/6, Imprenda Indvsiriaì (I-II e V-VI) ; Typ. do ^Jor- 
noi do Reoife», (III-IV), 1901-4 e 6-7, in-4^ (I-II 
e V) e in-fol. peq. (III-IV e VI). 

n.' 1 do Anno I salo em Agosto de 1901 e o n.*6 
(ultimo) em Dezembro; o n.* 1 do II em Janeiro de 1902 
e n." 10 (ult.) em Dezembro ; o n.* 1 do IH a 10 de Ja- 
neiro de 1903 e o n." 23 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.' 1 
do IV em Janeiro de 1904 e o n." 6 (ult.) em Junho; o 
n.' 1 do V em Janeiro de 1906 e o n.* 12 (ult) em De- 
zembro ; n.* 1 do VI em Janeiro de 1907 e o n." 12 
(ult.) em Dezembro ; a pubIica9Sk) continua. Quinzenal (DI). 
Mensal (I-II-IV-VI). Principalmente redigido por Salomao 
Ginsbarg. Coli, SanfAnna Araiijo. 



1380. — Revista Musical. — Bedfe^ Aidier Miranda, 
1901, in-fol. 

n." 1 salo em Agosto e o n.' 5 (ultimo) a 30 de De- 
zembro. Mensal. Tiragem de 700 exemplares. Director:' 
Layette Lemos. Coli, SanfAnna Araujo, 



1381. — Exedra Academica. — Revista litterarìa e 
scientifica. — Recife, Imprenda Industriai, 19C1, in-4®- 

n.' 1 e unico saio a 2 de Setembro. Redactores: 
Aristbeu de Andrade, Leite e Oiticica Filho, Edmundo Filho, 
Freitas Coutinho, A. Jobim, Alcides Baltar e outros. Coli, 
SanCAnna Araujo. 



661 

1S82. — Norto Illustrado. — Seeife, AUiier Miranda, 
1901, iu-fol. peq., tit. grav., ìllus. 

n." 1 saio a 14 de Setembro e o n.° 3 (ultìiao) a 5 
de Outubro. l'ublieacSo tres vezes por mez. Mez 15000. 
Directoros: Augusto Moiiteiro, JoSo Cuiiha e Manuel Mon- 
teiro. Coli. Sant'Anna Araujo. 

1383. — Alagftas Livre. — Reàfe, Imprenaa Industriai^ 
1901, ÌQ-fol. peq. 

N.* unico de 16 de Setembro ; homsnagem da Socie- 
dade Protectora dos Alagoanos, residentes no Recife, ao 84." 
anmversario da emancipai^o politica de Alagoas. Commis- 
sfto de redacpSo : Paulìno Candido da Silva Jacà, Euclydes 
Celso da Silva, Stìbastiao P. de Araujo Grangeiro, Demo- 
crito BnindSo Gracìndo e JoSo Lopes Ferreìra. Coli. San- 
t'Anna Araujo. 

1364.— Salve, 9 de Novembre de 1001.— Reeife, 

Atelier Miranda, 1901, io-fol. peq. 

N." unico de 9 de Xovemhro ; homenagem a Antonio 
da Silra Bamos. Colt. Sant'Anita Araujo. 



1385. — O Contemporaneo. — Orgam de orientapSo ca- 
tbolica. — Cidade de AHinho, 1901-4, in-fol, 

n.* 1 do Anno I salo a 15 de Novcmbro de 1901 h 
n." 20 (nlt.) a 1 de Novembro de 1902 ; o n." l do TI a lo 
de Novembre de 1902 e o n.' 12 (ult) a 1 do Novembro do 
1903 ; n." 1 do IH e ultimo a 1 de Mar^o de 1904 e o n." 
3 (ult) a 1 de Abril. Quinzenal. Anno 10$000. Fropriedade 
e direci^ do P.' Zacharias de Lyra, Primoira folha locai; os 
primeìros n." foram impressos no Roclfe. (hU. Sant'Anna 

U 



562 



1386. — O Periquito. — Semauarìo illustrado. Periodico 
joco-serio e noticioso. — Becifej (Imprensa Industriai, 
Emp. da «Provincia» e Typ, da Agenda Jornalistiea) , 
1901-2 e 5-8, io-fol. peq. illus. 

n." 1 salo a 15 de Novembro de 1901 e o n.» 13 a 14 
de Fevereiro de 1902 ; reappareceu com o n.' 13 (2°.) a 17 de 
Julho de 1905, e n.* 251 saio a 30 de Dezembro de 1907 ; a 
pabIica9So contìnda. Fundado e principalmeiite redigido por 
Ernesto de Paula Santos. Cbll. Sant'Anna Araujo. 

1387.— O Molilo. — Periodico illustrado, hiimoristioo, cri- 
tico e noticioso. — Redfe, 1901, in-4,' grav. 

n.» 1 e unico salo a 27 de Novembro. Coli 8an- 
f Anita Araujo. 



1388. O Quipapà. — Orgam do Club Quipapaense. — 

Quipapdy (Recifé), 1901, in-fol. 

n.« 1 e unico salo a 1 de Dezembro. Orgam do Club 
litterarìo e Recreativo Quipapaense, installado na mesma 
data. Director: Antonio Roberto Moreira. Trazia corno di- 
visasi ^Libertas quoe sera tamen e Ldbor omnia vincit 
Coli. SanfAnna Araujo. 



1388. — O Grillo. — Periodico caustico, noticioso e humoris- 
tico. — Reci/e, {Imprensa IndìÀstnal), 1901, in-fol. peq. 

n.' 1 e unico saio a 3 de Dezembro. Propriedade de 
Braz Pinete e Felix Patife. Directores : Gii Minhoca e Braz 
Filhóte. Foi substituido peVO Besouro (N. 1396). Coli 
SanfAnna Araujo. 



563 

1390. — O Piment&O. — Seroanario humorìstioo, notictoeo 
e illuetrado. — Beéife, Imprendi Indutiriàf, 1901-2, 
■ in-fol. peq. 

D.* 1 salo a 4 de Dezembro de 1901 e o n.' 6 (oltt- 
mo) a 2 da Janeiro de 1002. Trimestre 2J000; n." avulso 
100 réis. Director: Lacifer do Sacramento, (bll. San^ 
fArtna Araujo. 



1391. — O Caruarùense. — GicuarS, Typ. d'tO Chn«i- 

ruenae», Rua 13 de Maio, n.* S9, 1901-8, in-fol. 
peq. (n.» 1-39 I) e in-fol (n.- 40 I-VII). 

n." 1 do Àano I salo a 24 de Dezembro de 1901 
e o n." (ult) a 27 de Dezembro de 1902; o n.* 1 do H 
a 3 de Janeiro de 1903 e o n* (ult.) a 24 de Dezembro; 
n.° 1 do m a 1 de Janeiro de 1904 e n.* (ult) a 31 
de Dezembro; o n.* 1 do IV a 14 de Janeiro de 1905 e 

n.' (ult) a 30 de Dezembro ; o n.° 1 do T a 6 de Ja- 
neiro de 1906 o n.* 1 do (ult.) a 29 de. Dezembro; o n." 

1 do VI a 5 do Janeiro de 1907 o n.' (ult) a 28 de 
Dezembro; a pnblica^ào prosegue estando no Anno VIL 
Semanal. Anno 10$000. Tiragem de 200 exemplares. Fua- 
dado por JoSo Paulo Correia e Su, em substitnigSo a Fi- 
gia (N.' 1289), foi primitivamenfa redjgido por José Alves 
de Souza Bandeira e Samuel Barnes de Farias ; em 3 de 
Haio do 1902 passou à propriedade de Manuel Rodrigues 
Porto, sondo presentemente redigido por Eduardo de Valois 
Correia e Paulo Femicio da Costa. 

xeoa 

1393. — O Chloote. — Periodico satyrico e humoristioo. — 
Jjinwàro, 1902, in— 4.* gr. 

n.* 1 e unico salo a 8 de Janeiro. DirecqSo de Odilon 
Medeìros. Coli. Sant'AuTia Araujo. 



564 



1393.— P. M.— Orgam dog fracos («.?» 2). lUcife, (Typ 
do «Jonial do Reeifenjy 1902-7, in-fol. peq. 

n.^ 1 saio a 29 de Janeiro de 1902 e o n« 8 
(ultimo) a 8 de Fevereiro de 1907. Joraal carnavalesco. 
Coli, SanVAnìUL Araujo. 

1394. — O Canna Verde. — Orgam.do Club Canna Verde. 
—Recife, Aidiei' da Maison Chic, (2.-), 1902 e 5, in-fol. 
peq. (1.-) e m-4.° (2.*). 

N.** especiaes (2) de 9 de Fevereiro de 1902 e de 5 
do Mar90 de 1905. Coli SanVAnna Araujo. 

1395. — O Philocritico. — Revista carnavalesca. Organa 
do Club «Os PhilfKjriticos». — (1 .^'-S.* n.»*) ; Esoada e 
Oamdleiraf (Recife, Typ. da Agenda JomaKstica), 
1902-4 e 6 in-4». 

N.^ espociaes (4) o !.• de 9 Fevereiro de 1902 e o 
4.*' de 25 de Fevereiro de 1906. Coli. SanVAnna Araujo. 

1396. — O Besouro. — Illustrado e bumorìstioo. — Bec^e, 
1902-4 e 7->8, in-foL peq. 

n.o 6 (V) saio a 27 de Fevereiro de 1902 e o n.* 69 a 
11 de Junho de 1904; reappareceu, com o n.' 1, a 18 de 
Mar^o de 1907 co n." 24 (ultimo) safo a 13 de Dezembro; 
a publica^So prosegue. Succedeu a OrilloQS,'* 1389).— Se- 
manal. Semestre 5|000; u.** avulso 100 réis. Propriedade 
de Thomaz Caminha e Felix Patife. Coli SanVAnna Araujo, 

1397. — A Pulga. — Critico, satyrico e bumoristico. — Ca- 

ruarù, 1902, in-4«. 

n." 1 salo a ? de MarQO. — SemanaL Mez 300 réis ; 
n.« avulso 100 réis. Coli. Sant'Anna Araujo. 



666 



1398. — O Espinho. — Periodico crìtico e noticioso. — Ca- 
ruarù, Typ, d\0 Caruariiense», 1902, in-4». 

Àppareeeu em Mar^o ; faltam-nos pormenores. 



1399. — O Pianeta. — ^Org&o dos ioteresses populares. — 
Nazareth, Typ. do aPIaneta», 1902-3, in-fol. 

n/ 1 salo a 10 de Abril de 1902 e o n/ 38 (ultimo) 
a 17 de Janeiro de 1903. Semanal. Anno 8$000; n.^" 200 
réis. Succedeu ao 8eie de Setembro, Gerente: Severino 
LeaL Coli, SanfAnna Araujo. 



1400. — A Egreja. — Eeeifey (Typ. do tiJomal do Recife»), 
1902, in-4<> gr. 

N.® unico de 6 de Maio. — Epigraphe: < ...Sabre està 
pedra edificarei a minha egreja. — Math. XVI : 18. Coli. 
SanfAnna Araujo. 



1401. — O A rara. — Critico e illustrado. — Recife, Atelier 
Miranda, 1902, in-fol. 

n.* 1 salo a 5 de Junho e o n.** 5 (ultimo) a 3 de Julho. 
N.® avulso 100 réis. Coli. SanfAnna Araujo. 



1402. — ^Folha do POVO. — Propriedade do Club Popu- 
lar. — Redfe, Atelier Miranda, 1902, in-fol. 

n.® 1 salo a 12 de Agosto e o n.** 91 (ultimo) a 1 de 
Dezembro. Semestre 10$000; n.* avulso 100 réis. ColL 
SanfAnna Araujo, 



566 



1403. — O Papagaio. — Periodico critico e noticioso.— 
Redfey (Typs. Lins Vieira & C* e Agenda Joma- 
Ustica Pemambucanaj 1902-3, in-4** (n.^ 1 1-6 I), 
in-fol. peq. (n.^- 7 1-3 II), in-fol. (n ~ 4 11-12 II), 
illuatr. 

n.° 1 do Anno I salo a 17 de Agosto de 1902 e o n/ 9 
(ultimo) a 26 de Dezembro ; o n.° 1 do II e ultimo a 2 de 
Janeiro de 1903 e o n.» 12 (ult.) a 30 de AbriL SemanaL 
Trimestre 1$000; n.' avulso 100 réis. Coli. Sant'Anna 
Araujo. 

1404. — O Aristides. — Redfey Typ. Pantheon das Aries, 
1902, in-fol. 

N.* unico de 31 de Agosto. Foiba neutra consagra- 
da à data natalicia de Aristides José de Olveira. — Lem- 
bran9a da familia Francelino Junior. Coli. SanfAnna 
Araujo. 

1405. — O Oòrreio. — Semanario commercial, agricola e no- 
ticioso. — PàtmareSy Typ. Moderna, 1902-3, in-fol. peq. 
(n." 1 1-18 II) e in-fol. (n.^ 19 11-36 II). 

n.* 1 do Anno I salo a 31 de Agosto de 1902 e o 
n." 18 (ultimo) a 30 de Dezembro ; o n.' 1 do II e ultimo a 
de Fevereiro de 1903 e o n.' 36 (ult.) a 22 de Dezem- 
bro. Anno 9$000. Director: J. Demetrio de ^lenezes. 
Coli. SanfAnna Araujo. 

1406. — O Colibrì. — Pesqudra, Typ. da «Oazda de Pes- 
qudra», 1902, in-4*. 

n.' 1 e unico salo a 1 de Outubro. Espede de 
ensaio jornalistico que precedeu à Oaxeta de Pesqudra. 
Rarissimo. 






567 



1407. — ^O Raio. — Becifcy (Typ. Commercial, Rim Duque 
de Gaxiasy n.«> 34), 1902, io-fol., tii. grav., illua. 

n.° 1 salo na 1* quinzena do Outubro e o n.° 2 (ulti- 
mo) a 10. N.» avulso 100 róis. Director literario: Pio Pi- 
parote. Director artistico: Eduardo Fonseca. Gerente: 
Carlos Russell. Coli, SanfAnna Araujo. 

1408. — A Tribuna. — Recife, Imprenda Industriai, 1902, 
in-fol. 

n.o 1 Saio a 18 de Outubro e o n.» 3 (ultimo) a 7 de 
Novembre. Semanal. Anuo 5$000 ; n.® avulso 100 réis. 
Coli. San f Anna Araujo. 

1409. — O Lyrio. — Revista mensal. — Recife, Imprenaa 
Industriai (n.* 1); Empr. d\A Provincia» (n.®* 2-20), 
1902-4, in-4' (n.'» 1) e in-fol. peq. (n.^* 2-20). 

n.** 1 salo a 5 de Novembre de 1902 e o n." 20 (ulti- 
mo) em Junho de 1904. Trimestre 2$000 ; a.° avulso 1$000. 
Redactora-chefe : D. Amelia de Freitas Bevilaqua. Secre- 
tarla: Candida Duarte Barros. Redactoras: Maria Augusta 
Preire, Edwiges Sa Pereira, Belmira Villarim, Adalgisa 
Duarte Ribeiro, Luiza Ramalho e Ursula Garcia. Coli, 
SanfAnna Araujo. 

1410. — Rovista Fernambucana. — Recife, Imprensa 

Industriai, (n.^ 1-11) e Empr. d\A Provincia» (ii.'*'* 
12-15), 1902-4, in-fol., 243-XLIV pp. 

n.** 1 salo em Novembre de 1902 e o n.** 15 (ul- 
timo em Julho de 1904. Mensal. Anno 10$000 ; n.* avulso 
1$000. Publicada sob a direc^SLo de Getulio do Amarai e 
Francisco Solano, e a gerencia de JoHo Campello, està re- 
vista propunha-se a congregar os obreiros da intelligencia 
era Pernambuco «no intuito de realizar a mutua approxi- 
ma9ao de actividades, a permuta^ao de idóas e a inspira- 
radora suggestao reciproca dos quo laboram em harmonia 
para um firn commum e synthetico — e inhibidos, pertanto, 



rr 



568 



de communicar à Litteratura, essa for<;a civìlizadora que 
so pode surgir de um todo de stiperior concordia.» Copio- 
samente illustrada de photogravuras, fcve a coUobora^ào 
assidua de A. J. Alves de Faria, Affonso Costa, Alfredo 
de Carvalho, D. Amelia de Freitas Bevilaqua, Arthur Ba- 
hia, Arthur Orlando, Arthur Muniz, Balthazar Pereira, 
Gaetano de Andrade, Carlos Porto Carreiro, Celso Vieira, 
Clovis Bevilaqua, D. Edwiges de Sa Pereira, Pethion de 
Villar, Eugenio de Sa Pereira, Frau9a Pereira, Gervasio 
Fioravanti, Gon^alves Maia, Layette Lemos, J. B. Begueira 
Costa, Manuel Arao, Theotonio Freire e outros. 

1411.— Oaseta de Pesqueira. — Pesqueiraj Typ, da 

tiO<zzeta de Pesqueira» , Rtui Omselheiro Buarque, 26 
(n.* 1 I), Rua Marquez do Herval, 26 (n.** 2 1-24 II), 
Bua Qmselheiro Buarque, 4,1 (n.- 25-11 12-V), Bua 
Duque de OaxiaH, 22 (d.« 13 V-62 VI), 1902-8, 
ìn-fol. peq. (n.*- 1 1-45 II), in-fol. (n.<- 46 11-52 VII). 

n.* 1 do Anno I salo a 15 de Novembre de 1902 
e n.» 7 (ultimo) a 26 de Dezembro; o n.* 1 do II a 4 
de Janeiro de 1903 e o n."* 52 (ult.) a 27 de Dezembro; 
n.» 1 do in a 3 de Janeiro de 1904 e o n.* 40 (ult.) a 
27 de Dezembro ; o n.» 1 do IV a 1 de Janeiro de 1905 
e n.* 52 (ult) a 24 de Dezembro; o n.' 1 do V a 7 de 
de Janeiro de 1906 e o n.* 51 (ult) a 30 de Dezembro; 
n.« 1 do VI a 6 de Janeiro de 1907 e o n.» 52 (ult) a 
29 de Dezembro ; a publicacj^o prosegue estando no Anno 
YII. Anno 12$000; n." avulso 300 reis. Exceliente sema- 
nario noticioso e litterario fundado por Sebasti&o Caval- 
cante que, a 8 de Abrìl de 1906, passou a sua proprledade 
a Zeferino Galvao, actual redactor-chefe, auxiliado por 
Adolpbo Santos e Anisio Galvao. 



1412. — O Olho. — ^Periodico humoristico e notioiarìo. — 
Victoria, 1902, in-4*. 

n.' 1 e unico salo a 28 de Novembro. Semanal. Mez 
500 réis. ColLSanVAnna Araujo. 



569 



1418.— O Gaio.— Victoria, 1902, in-4% 

Apparecea em fins de NoTembro ou principios de 
Dezembro; faltam-nos pormenores. 

1414.— Dòis de Dezembro.— i?ec//e, 1902, in-8«. 

N.* unico de 2 . de Dezembro ; bomenagem a K^* Ma- 
ria das Dores Lemo& Coli. SanVAnna Araujo. 

1416. — O PiolllO. — Redfe, Atelier Gutenberffy de Rodri- 
guea e SUva, Rua Duque de Coanaa, 34, 1902, in--32 
(n.* 1) e in-8.* (n ~ 2-3). 

n,<* 1 (s. d.) salo a 3 de Dezembro e o n.* 3 (ulti- 
mo) a 10. Director: Manuel lima. Jomaleco humorìstico. 
Coli. SanfAnna Araty'o, 



1416. — Oremio Virginio Marques. — Bedfe, Imprensa 

Induslrialy 1902, in-fol. peq, 

N.» unico de 6 de Dezembro. Bedigido por membros 
do cGremio Virginio Marques*, alumnos do «Instituto Per- 
nambucano», dirigido por Candido Duarte. Coli, San f Anna 
Araujo, 

1417. — O Chicote. — Periodico liltero-humoristioo e noti- 
cioso. — Recife, Atelier ChUerAergy de Rodriguee e Silva^ 
Rua Duque de Caxias, S4, 1902-3 e 6-7, in-fol. 
(1-3 I) e in-fol. peq. (n.' 4 1-14 VI). 

n.' 1 do Anno I salo a 15 de Dezembro de 1902; 
a pubUca^So foi suspensa com o n.*" 16, a 29 de Junho de 
1903, recomegando, com o n." 1 do V, a 16 de Outubro de 
1906, e salndo o n.» 11 a 29 de Dezembro, o n." 1 do VI 
e ultimo a 8 de Janeiro de 1907 e o n.° 14 (ultimo) a 21 
de Maio. Semanal. Seis mezes 5^000 (n.~ 1-3 I) e 2$000 
(n.- 4 1-14 VI). Coli. BanVAnna Araujo. 

72 



670 



1418.— Gazeta Popolar. — Orgam republicano. — iZ^<?, 
(Atelier Gutenberg), 1902-3, ìn-foL 

n.* 1 do Anno I salo a 20 de Dezembro de 1902 
e n.* 9 (ultimo) a 31 ; o n.* 1 do II e ultimo a 2 de 
Janeiro de 1902 e o n."" 43 (ultimo) a 28 de Fevereiro. Dia- 
rio vespertino. Seroesti^ lOf OOQ ; n.* avulso 100 réis. Tira- 
gem 1600 e^pemplares. Orgam do grupo opposicionista che- 
fiado pelo BarSo de Lucena, teve comò redactor-chef e F. de 
Araujo Filho, e corno collaboradores Netto Gampello, Do- 
mìngos Magarinos, Rodolpho Qomes e Aigemiro Ardxa. 
Ooll. Sant'Anna Araujo. 



1419.-^0 Lobishomem. — Semanarìo esculhambado.— 
ned/e, 1903, in-4o. 

n.* 1 e unico salo a 20 de Janeiro. OoU. Sant'Anna 
Araujo. 

1420. — Ck>mmeroio do Beoife.— Orgam imparcial e 
e independente. — PemambucOf (Atelier Outenberg, 
Bua Ihtqiie de Oaxiaa, n."* S^), 1903, in-fol. 

n.* 1 saio a 22 de Janeiro e o n."" 33 (ultimo) a 24 
de Mar90. Diario da manhSL Anno 18(000 ; n.* avulso 100 
réis. Bedactores: Manuel ArSo e Olympio OalvSo. Coli 
Sant'Anna Araujo. 

1421.— A Seringa.— Beoi/^, 1903, in-fol. 

N.* unico de 19 de Pevereiro. Jornal camavalesco. Ooll 
Sant'Anna Aratro. 



6n 



1422.— A CrObra. — ^Bevista ìllustrada e humpristioa.— 
Reoife^ Empr. dPnA Provincia» (u.^ 1-12); IVP- ^ 
Agenda Jomalittiea (n.** 13 -14^ 1903, in-foL illus. 



n.* 1 saio a 21 de Fevereiro e o n.« 14 (ultimo) a 
17 (ultimo) a 14 de Agosto. SemanaL N.* aviilso 100 réis. 
Fropriedade e redac93o de Domicio Bangel. Còli. SanfAnna 
Araujo, 



1428.— O Bot&O do Lyrio.— i2e»(/€, Typ. J. B. Edd- 
brook, 1 903, in-S'. 



n/ 1 salo a 21 de Fevereiro; a publioagSo pro- 
segoìo na Capital Federai — Bedactora: D. Amelia de 
Freitas Bevilaqaa. Coli. SanfAnna Araujo. 



1424.--0 Remo. — Orgam do Club dos Bemadores. — R^- 

dfe, (n.o 1) Olinda (n/ 2) 1903-4 iu-fol. peq. 

N * especiaes (2), o 1* de 22 de Fevereiro e o 2* (ultimo) 
de 14 de Ferereiro de 1904. Jorual oamayalesoo. Ctotl. 
SanPAnna Araujo. 



1425.— O Mascarado.- Ficforia, 1903-6 in-4*. (n/ 1) 
e in-fol. peq. (n.** 2-3). 

n.» 1 salo a 23 de Fevereiro de 1903 e o u.* 3 (ul- 
timo) a 6 de Ferereiro de 1905. Coli. BanfAnna Araujo. 



673 



1426. — Arohivo de Jurisprudenoia.— Revista men- 

Rai de I^sla^ào pratica e doutrìna. — Recife^ Typ. de 
Lina Vieira & (7.% Rua Quinte de Novembro^ n.' j^S 

(n." 1), Imprmm Induatiicd (n.** 2 em diante), 1903-4 

in-4^ 



n."" 1 salo em Margo de 1903 e o ultimo em Oata- 
bro de 1904. Redactores: Hermillo Ribeiro, J. J. Albu- 
querque Xavier, J. Barros Almeida e P. H. MeUo Cahd. 
A collec9ao completa forma 5 vols. ia-4*, de 415-TII, 
334-X, 350-Vni, 350-VlII, e 294-VI pp.— Obtt. Sanr 
fAnna Araujo. 



1427. — O Talephone. — ^Periodico humorìstìoo e noticio- 
80. — Cobo, (Recife, Typ. Miranda) 1903-4, in-foL 



n.« 1 do Anno I salo a 4 de Abril de 1903 e o 
n.* 38 (ultimo) a 19 de Dezembro; o n.* 1 do II e ultimo 
a 6 de Janeiro de 1904 e o n.^ 28 (ult.) a 24 de Dezembro. 
SemanaL Trimestre 2$000. — Primeira foiba locai da pro- 
priedade e redacQSo de Manuel V. de Albuquerquc Lins 
(Querlabuliìiques) . Coli. SanfAnna Araujo. 



1428. — A Ròsea. — Periodico semanai, uoticioso e critico. 
— Vicioìia, Typ. d\0 Lidador», 1903, in-4.» peq. 

n.» 1 salo a 19 de Abril e o n.» 8 (ultimo) a 21 de 
Junho. Trimestre 1$500. Coli SanfAnna Araujo. 



2429.-0 armo.— Victoria, 1905, in-4-. 

Appareceu emfinsde Abril; faltam-nos ponnenores. 



873 



1480.— O FhanaL— ^rg&o do Gremio Jaboatonense «6 de 
Mar90.ji — JaboaJtào^ (Beeifey Atelier Miranda), 1903-5 
e 6, in-4^ 

n.* 1 saio a 25 de Abrìl de 1903 e o n.* 24 a 13 de 
Maio de 1905 ; appareceram mais 3 n^ especiaes em 14 de 
Jonho e 21 de Julho de 1905 e em 24 de Setembro de 
1906. — Trazia corno epigraphe: 

povo cégo iacteia^ 

Mas^ se quereis qù*elle enchergue^ 

Entregairo a Ouienberg, 

E povo tudo vera. 

V. Palharbs. 

Bedisustores : JoSo Claudio, JoSo Campello, JoSo Barreto 
e Antonio Gon9alves da Bocha. Coli, SanfAnna Araujo. 



1431. — O QuengO.— i2eo(/«^ 1903^ in-fol. peq., illus. 

n.^ 1 e unico salo a 8 de Maio. Coli. SanfAnna 
Araujo. 

1432. — ^Lumen. — Orgào da Sociedade Litteraria 19 de 
Abrìl. — Recife Atelier Miranda, 1903, in-fol. peq. 

n.** 1 saio a 12 de Maio e o n.^ (ultimo) a 18 de 
Agosto. MensaL Trimestre 1$500. Bedigido por alum- 
nos do Instituto 19 de Abrìl, sob a direcQSLo de Carlos 
Porto Carreiro. OolL SanfAnna Araujo. 

1433.--Correio do 'Reoife.—Redfe Typ. Bua 15 de 
Novembro,n.^Sl, 1903-8, in-fol. 

n.* 1 do Anno I saio a 25 de Maio de 1903 e o 
n."* 182 (ultimo) a 31 de Desembro; o n."* 1 do U a 2 de 
Janeiro de 1904 e o n.* 295 (ult) a 31 de Dezembro; o 
n.M do m a 2 de Janeiro de 1905 e o n."" 294 (ult.) a 30 



674 



de Dezembro; o n."" 1 do lY a 2 de Janeiro de 1906 e o 
n.** 295 (ult) a 31 de Dezembro ; o n.' 1 do Y a 2 de Ja- 
neiro de 1907 e o n.* 297 (ult.) a 31 de Dezembro; a pu- 
blica93o prosegue estando no Anno YI. Diario da tarde. 
Anno 22$ 000 ; n.** avulso 100 réis. Propriedade de Julio 
C. de Albuquerque MaranhSo. Orgam do grupo politico 
que obedece & direc9So do Bai^o de Lucena, é redigido por 
Yirginio Marques, Turiano Gampello e Bodolpho Gomes, 
com a collabora9&o de Gameiro Yilella, Raul Azedo, Carlos 
Dias Fernandes e outros. Coli, de SanfAnna Araujo, 

1434. — O CSorisco. — Jomal littero-humoristioo e noticìoso. 
Bed/ey 1903^ in-fol. peq. illuf». 

n.** 1 e unico saio a 26 de Maio. Chll. SanfAnna 
Araujo. 

1435. — O Trovào. — iZect/e, (Typ. Miranda^ Bua Duque 
de Oaxiaa n.^S7), 1903, in-fol. illus, 

n.' 1 saio a 1 de Junho e o n." 2 (ultimo) a 8.— 
Trimestre 2J000. Coli. SanfAnna Araujo. 

1436. — O Agricultor Pratico. — Dedicado fi classe 

agricola de Fernambuco. — Recife, Imprensa Industriai, 
1903-^, in-fol. peq. 

n.* 1 do Anno I saio a 1 de Jnnho de 1903 e o 
n.* 14 (ultimo) a 15 de Dezembro (112-IY pp.); o n.« 1 
do n a 1 de Janeiro de 1904 e o n.* 24 (ult.) a 15 de De- 
zembro (204- YI pp.); n." 1 do ni a 2 de Janeiro de 1905 
e n.* 18 (ult.) a 1 de Dezembro (188 pp.); o n.« 1 do 
lY e ultimo a 15 de MarQO de 1906 e o n.® 5 (ult.) a 1 
de Agosto (40 pp.). — Quinzenal, Anno 10$000. — Bedactor 
principali j^acio de Barros Barrette. — ^Bedactores: Luiz 
Gorreia de Britto, Davìno Pontual, BarSo de Suassuna, 
José M. Eiuza, Manuel A. dos Santos Dias Eilho, Fran- 
cisco Antonio de Bonza LeSo e José Bufino Bezerra Ca- 
valcante. — GolL de SanfAnna Araujo. 



675 



1437. — O G-uarany. — Oi^am da Socìedade Litterarìa 
José de Alencar. — Red/e, Atelier Sfiranda^ 1903-5, 

n.» 1 salo a 1 de Jaaho de 1903 eo n.* 18 (ulti- 
mo) a 1 de Oatabro de 1905; pablicou am n.* especial a 
13 de Setembro de 1903. Trimestre 1$000. Bedactores : 
Symphronio Coutinho, Joaquim de Góes e Jorge Lima. OolL 
Sant'Anna Araujo. 



> I 
i 



1488. — O Hensageiro. — Orgam da Igreja Evangelica 
Pemambucana. Propagador das verdades evangelicas. — 
Bjedfe, 1903-4, in-4^ 

n.° 1 saio em Jnnho de 1903 e o n:* 6 (ultimo) em 
Janeiro de 1904. MensaL DistrìbuigSo gratis. Bedactor-chefe : 
Alexandre Telford. Redactor-gerente : Dlysses de Mollo. Re- 
dactor-secretario: Fedro Campello. Coli, SanfAnna Araujo. 



1439. — O BaourérO. — Periodico humoristioo e noticioso. — 
Bedfe, (Typ, àa Agenda Jomalidioa), 1903, in- 
foi, peq. 

n.* 1 salo a 4 de Junho e o n.o 4 (ultimo) a 23. 
SemanaL Semestre 2$500. Coli. Sant'Anna Araujo. 



1440.— -O Diabo. — ^Periodico humoristioo. Orgam do Club 
Carnavalesoo Conspiradores Infecnaes. — .Redfey 1903, 
in-fol. 

n."* 1 salo a 5 de Junho e o n." 3 (ultimo) a 31 de 
Julho. N.^ avulso 100 réis. OolL Sant'Anna Araujo. 



1441. — O Purdungo. — Redfey (Typ. da Agenda Jor- 
nalistioajf 1903, in-fol. peq., illus, 

n.' 1 salo a 12 de Junho e o n.* 3 (ultimo) a 26. 
N.^ avulso 100 réis. OolL Sant'Anna Araujo. 



676 



1442.— -O RelampagO. — Periodico h umorìstico. — Beeifcy 
1903, in-fol. peq. 

n.*» 1 salo a 18 de Junho e o n.** 4 (nltìmo) a 14 
de Julho. N.® avulso 100 réis. Coli. SanfAnna Araujo. 



1443. — Fratemidade e Progresso. — Goyanm, 

1903, in-fol. med. 

N.*' unico de 24 de Junho ; edÌ93o commemorativa do 
vigesimo nono anniversario da Ben/. Loj/. Gap/. Fratemi- 
dade e Regresso do Or/, de Goyanna, Pomambuco. Coli 
BanVAnna Araujo, 



1444. — O Progresso. — Orgam evoluciooista. — OarìàoH^ 
Typ, d\0 Oaruaruense», 1903, in-fol. peq, 

» 

n.^ 1 salo a 10 de Julho e o n.* 14 (ultimo) a 20 
de Novembre. Tres vezes por mez. Mez 500 réis ; n.* avulso 
200 réis. Director : Paulo Ferrucio, OolL SanfArma Araujo. 

1445. — Oazeta Olindense. — ^Hebdomadario politico e 
noticioso. — O/inda, (Recife^ Ihfp. BoìdUreau, Lina Fìei- 
m & O.), 1903, in-fol. 

n.' 1 salo a 20 de Julho e o n.« 19 (ultimo) a 24 
de Outubro. Publica<;SLO aos sabbados. Trimestre 2)000; 
n.® avulso 100 réis. Propriedade de Antonio Luiz de Drum- 
mond Miranda e dos aeademicos Njlo Domellas Camara, 
Olivio Domellas Camara e Luiz Candido Pontual de Oli- 
veira, que o redigiram juntameute com Mathurino Mondar 
Cavalcanti de Albuquerque. Gerente: Hygino Honorato 
de Oliveira. Coli, Sani Anna Araujo, 



i 



677 



1446. — ^Styllus. — Orgam da Sociedade Litterarìa Pes- 
talozzi. — Bedfej Atelier Miranda j (n.« 1), Imprensa 
Indudrial (n ~ 2 1-3 II), 1903-4, in-4* (n.' 1), in-fol. 
peq. (n « 2 1-3 II). 

n.** 1 do Anno I salo a 23 de Julho de 1903 e o 
n'"* 3 do li (ultimo) a 20 de Agosto de 1904 : saio ainda 
um n.* especial a 6 de Dezembro de 1903. Mensal. Tri- 
mestre 1$000. Redactores : Rùy Cunha, Mario Ramos, Ber- 
nardo Correia, Eugenio Saboya, Alvaro Silva, Leandro Ca- 
valcanti, Guilherrae Martins, Renato Camara, Arlindo Lima 
e Walfrido MaranbSo. Coli. SanfAnna Araujo. 



1447. — A Palavra. — Orgam do Gremio Litterario Vir- 
ginio Marqnes. — Redfe, Imprensa Industriai; T)fp. 
Commerciai y Rua Duque de GixiaSyn,^ 26 e Typ. A. 
JomaJidica, 1903-8 in-fol. yeq. e in-4°. (n.** especiaes). 



n.** 1 do Anno I salo a 25 de Julho de 1903 e o 
n.» 10 (ult) a 8 de Dezembro de 1904 ; o n.' 1 do III a 
24 de Fevereiro de 1905 e o n.® 7 (ult) a 3 de Dezembro ; 
n/ 1 do IV a 15 de MarQO de 1906, o n.° VI a 11 de 
Agosto e n.** especial (ult.) a 9 de Dezembro ; o n.* 1 do 
V a 25 de Agosto de 1907 e o n.' especial (ult.) a 8 de 
Dezembro; a publica9ÌL0 contìnua. Epigraphe: Sic itur ad 
astra. Trimestre 1$000. Redigido por alumnos do Insti- 
tuto Pernambueano^ sob a direccjao de Candido Duarte. 
Coli. SanfAnna Araujo. 



1448.— O GatO.— Fiotoria, (2)/p. d'O Lidador^), 1903, 
in-4^ 



n.» 1 e unico saio a 26 de Julho. Coli. San- 
fAnna Araujo, 

73 



678 



1448. — ^As Primaveras. — ^Perìodico do Centro Litt^ra- 
rio «rCasemiro de Abreu». — Recife, Aidier Miranda^ Bua 
Padre Nobrega, 18 a S2, 1903, in-fol. 

n.* 1 saio a 11 de Agosto e o n.** 2 (ultimo) a 5 de 
Setembro. Mensal. Trimestre 1$000. — ^Trazia comò epi- 
graphe : 

Se entre as rosas das minhas Primaveras^ 
Houver rosas gentis^ de, espinhos ntias^ 
8e o futuro atirar-me algumas palmas^ 
As palmas do cantor sào iodas tuas, 

Gàseìobo dk Abreu. 

Bedactores: Manuel Eugenio, Antonio Farias, Felis- 
berto Pereira e Ramiro Lapa. Coli. SanfAnna Araujo. 

1450. — ^A rdóa.— Semanario lìtterario e noticioso (n.** 1- 
61). — Semanario independen te (n.** 7 1-14 II). — Pai- 
mareSy Typ. Moderna^ 1903-4, in-fol. 

n.* 1 do Anno I salo a 15 de Agosto de 1903 e o 
n.^ 14 n (ultimo) a 11 de Junho de 1904. Trimestre 2$500. 
— Redactor-chef e : Vicente M. Barreto. Coli. Sani' Anna 
Araujo. 

1451. — ^A Ortiga. — Periodico humoristiooe illustrado.— 
PalmareSy (I^> Moderna), 1903, n-4^ 

n.® 1 e unico salo a 23 de Agosto. Ooll. Sant'Anna 
Araujo, 



1452. — O Piparote.— Orgao da Bohemia Pio Piparoie. 
—Redfe, 1903 e 4, in-4«. 

n.* 1 do Anno I salo a 23 de Agosto de 1903 e o 
n.*' 2 (ultimo) a 30 de Setembro; o n.® 1 e unico do II a 19 
de Maio de 1904. Trimestre 500 réis. Coli Sant'Anna 
Araujo. 



579 



1453. — A ReaCQào. — Semanarìo Htterario e noticioso. — 
Paimared, Thfp. Moderna, 1903, in-fol. med. 

n.^ 1 salo a 30 de Agosto e o n.*» 7 (ultimo) a 11 
de Outubro. Director e proprietario: Vicente Maia Bar- 
retto. Reappareceu em Carpina em 1904. (Vide o K* 1483). 
Coli. Sani Anna Araujo. 

1454L— O CJolibri. — Orgào Litterario do Gremìo Infantil, 
— LimoeirOy (Recife, Tj/p, d\A Provincia» )y 1903, in- 
foi, peq. 

n.® 1 saio a 7 de Setembro e o n.** 3 (ultimo) a 
15 de Novembro. Publicaijao irregular de destribuÌ9ao gra- 
tuita. — Redactor-chefe: Verissimo Bangel, director do Ly- 
ceu Litterario Limoeireose. Coli. SanfAnna Araujo. 

1455. — ^O G-remio. — Orgào do Gremìo Litterario Ayres 
Gfima. — Becife, (Imprensa Industriai eoutras), 1903-7 
in-fol. peq. 

n.- 1 salo a 10 de Setembro de 1903 e o n.« 10 
(ultimo) a 8 de Agosto de 1907. — Trazia a diviza: Fac et 
spera. Redigido por socios do Oremio Litterario Ayres 
Gama^ alumnos do collegio do mesmo nome, sob a direc9ào 
de Alfredo de Albuquerque Gama. ColL SanfAnna Araujo. 

1456. — ^A Lyra. — Revista da Sociedade Litteraria Alva- 
res de Azevedo. — Becifey (Atelier Miranda (n.** 1 I- 
2 I), Empr. (ftcA Provinda^y (3 1-4 II) 1903-4, 
in-4.* gr. 

n." 1 do Anno I saio a 12 de Setembro de 1903 
e o n". 3 (ultimo) em Dezembro; o n." 1 do II em Janeiro 
de 1904 e n.* 2-3-4 em Abril. Mensal. Anno 8$000.— 
Directores: Francisco Solano Carneiro Campello e José 
Cameiro R. Campello. Coli. SanfAnna Araujo. 



680 



1457.--Boletim Mensa! da Assooiag&o Commer- 
cial de PemambUOO. — ReGÌfey Impreca Indonnai f 
1903-8, in-8-. 

a.» 1 salo em Setembro de 1903 e desde entao a pu- 
blica<}ao tera contìnuado. regularmente ; o n.** 54 salo em 
Fevereiro de 1908. 

1458. — A. Verdade. — ^Orgao do Centro Elspìrita de Pal- 
rnares. — Palmarea, 1903-4, in-fol. peq. 

n.° 1 salo em Setembro de 1903 e o n.« 5 (ulti- 
mo) em Janeiro de 1904. Mensal. ColL SanfAnna Araujo, 

1459.— A CSid&de.— Nazareth, Typ. d'etri Cidade», Bua do 
Bom Jesusy n.« 39 e n.« 14, 1903-8, in-foj. 

n.® 1 do Anno I saio a 26 de Setembro de 1903 
e n.° 14 (ultimo) a 27 de Dezembro; o n.° do II a 3 de 
Janeiro de 1904 e o n.® (ult.) a de Dezembro; o n.* 1 do 
in a 7 de Janeiro de 1905 e o n." 52 (ult) a 30 de De- 
zembro; n.* 1 do 17 a 6 de Janeiro e o n.' 52 (ult) a 
29 de Dezembro; o n.® 1 do 7 a 5 de Janeiro de 1907 e 
o n.° 52 (ult) 28 de Dezembro ; a publicaQao continua es- 
tando no Anno TI — SemanaL Anno 10$000 (I-II) e 
12$000 (m-V).— Tira?em de 1000 exemplares. Excelleate 
semanario fundado por Ulysses Gerson da Costa, Archime- 
des de Oliveira e Victor Vieira, e principalmente redigido 
pelo priraeipo. — Gerente : Victor Vieira de Mello (1 1-44 II) 
e M. Bernardo Filho (n.«' 45 11-52 V). Coli. SanfAnm 
Araujo, 



1480. — Él Pela. — Periodico critico e humoristioo. — JabocL" 
iào (Reeifey Atelier Miranda), 1903-5, in-4.® gr. 
(n.o» 1-2) e in-fol. (u «3-11). 

n.° 1 salo a 12 de Outubro de 1903 e o n.« 11 (ul- 
timo) a 12 de Fevereiro de 1905. ColL SanfAmui Araujo, 



681 



1461. — A. Lìineta. — Perìodioo livre Recifff 1903 in- 
foi, peq. 

!!.• 1 salo a 12 de Novembro e o n.* 2 (ultìmo) 
19. — N." avulso 100 réis. Coli. SanfAnna Araujo. 

1462.— HomenageiXL— iZ^y^^ 1903, in-fol. 

N.* unico de 1 de Dezembro; homenagem de um grupo 
de amigos do Dr. José Antonio de Abneida Fernambuco no 
dia do seu anniversario natalicio. GolL Sant'Anna Araujo. 

1463. — ^A Rua.— Semanario illustrado. — Recife, (Empr. 
d\A Provincia»), 1903-4, in-fol. peq. (n ~ 1-3), in-fol. 
(u.« 4-47). 

n.*" 1 salo a 8 de Dezembro de 1903 e o n.» 47 (ul 
timo) a 30 de Novembro de 1904. Semestre 3J000; n.° 
avulso 100 réis. Periodico humoristìco, illustrado com pho- 
tegravuras e redigido por Manuel Gaetano e 3on9alves 
Maia. GolL San f Anna Araujo. 

1464. — O Serrano. — Orgao do Gremio Litterario de Bom 
Conselho. — Bom Oonsetho, Typ. dP^O Serrano», 1903-4, 
in-fol. 

n.* 1 salo a 15 de Dezembro de 1903 e o n.* 7 (ulti- 
mo) a 15 de Mar90 de 1904. QuinzenaL Anno 6$000; 
n.® avulso 300 réis. Primeiro jornal impresso na localidade. 
Coli. SanfAnna Araujo. 

1465.— O Sachristao. — Cobo, (Eeeife, Atdier Miranda) , 
1903, in-4% 

N." unico de 24 de Dezembro. Coli. Sant'Anna 
Araujo- 



582 



1466. — ^A Pistola. — Jornal crìtico e pìlherìoo. — Vidoria 
(Typ.d\OLidadorj^), 1903, in-4*. 

n.* 1 salo a 25 de Dezembro e o n.® 2 (ultimo) a 31. 
— Semanal. N.** avulso 100 réis. ColL Sant'Anna Araujo. 



1467. — O Municipio. — Orgào ìndependente e noticioso. 
Sào Lourengo da Matta, (Reeife, Ih/p. do tcJomal do Jfo- 
«>;, 1904, in-fol. 

n.' 1 salo a 31 de Janeiro e o n.* 19 (ultimo) a 8 de 
Junho.— Semanal.— Trimestre 1$000; n.*» avulso 100 réis. 
Bedactores e proprietarios : E. de Souza e B. de Mollo. ColL 
San f Anna Araujo. 

1468. — ^A Semana.— Kevista de sciencias e lettras. — Re- 
dfe, Atelier Miranda (n."» 1-23) ; Typ. Commercial, de 
Buasell & Able, Rua Duque de Ckixias, n.** 34,, (n.~ 24-30) 
1904, in-fol. peq. illus. 

n.° 1 salo a 1 de Fevereiro e o n. 30 (ultimo) a 3 
de Outubro. Semanal. Anno 10$000; n.« avulso 200 réis 
Redactor-chefe: Fedro d*Able. Coli Sant'Anna Araujo. 



1469.— O Dedo.— Orgào do Club do Dedo. — Foiba cama- 
valesca.— i20(n>, (IM. de Barbosa Primo & C^), 1904, 
in-fol. illus. 

N.* unico de 14 de Fevereiro. ColL Sant'Anna Araujo. 

1470.— O Espanador.— Orgào do Club C. M. Espana- 
dores do Cabo. — Cobo, (Reeife), 1904, in-4^ 

N.^ unico de 14 e 16 de Fevereiro. ColL SanVAnm 
Araujo, 



583 



1471. — O Lenhador. — OrgSo do Club Oarnavalesoo 
Mixto Lenhadores de Paulìsta, PavJista (Recife), 1904, 
in-4**. 

« 

N.** unico de 14, 15 e 16 de Fevereiro. Coli. San- 
fAnna Araujo. 

1472. — A Pà. — Orgao do Club Carnavalesco Mixto Pàs 
Olindenses. — Olinday (Recife), 1904-6, in-4^ 

N.^ especiaes (3), o 1" de 14 de Fevereiro de 1904 e o 
3* (ultimo) de 25 de Fevereiro de 1906. Coli. SanfAnna 
Araujo. 

1473.— Romeiros da Caridade.— JBect/e, T^. Lyth- 

de Macedo Amorim, 1904, in— fol. peq. 

N.» unico de 14 de Fevereiro ; homenagem do cClub 
Carnavalesco Bomeiros da Caridade» ao seu presidente ho- 
norario Manuel Antunes de Oliveira. Cbll. SanfAnna 
Araujo. 

1474. — O Emboca.— Orgào do Club d'O Emboca. — Jor- 
nal de maior circi:iJa9ao nos mundos carnavalescoe. — Re- 
dfe, 1904-7 in-4». 

N ~ especiaes (4) o 1.* de 15 de Fevereiro de 1904 e 
o 4/ (ultimo) de Fevereiro de 1907. Coli SanfAnna 
Araujo. 

1475. — ^A Escada. — Escada, (Recife, Typ. do aJomal do 
Recife»)y 1904, in-fol. peq. 

h.' 1 salo a 7 de Mar90 e o n.* 11 (ultimo) a 15 de 
Setembro. Quinzenal. Anno 10$000. — Propriedade de 
Santos Dias Filho. — Kedactor-chofe : Eurico Chavos. Coli. 
SanfAnna Araujo. 



684 



1476. — PolyanthO. — Reeife Typ. Commercial de Russd, 
Lobo & C*, Rwi Duque de Gaxias^ n.' SJi, (ii.~ 1-5 I) ; 
Tìfp. da Agenda Jomalietìoa (n."" 1-2 II); Th/p. do 
«Diario de Fernambuco» (n.^ S-5 II) ; 7)/p. da Liv. Ba- 
miro & Filhoa, Btui 15 de Novembre, n.® SS (n.* 6 II- 
12 III), 1904 e 6-8, in-4.» (n.«« 1 I-I II), in-£oL peq. 
(<* 2 11-12 III). 

n.* 1 do Anno I saio a 12 de Mar90 de 1904 e o 
n.» 5 (nltìmo) a 22 de Setembro ; o n/ 1 do II a 23 de Junho 
de 1906 e n.*" 7 (ult.) a 31 de Dezembro; o n.» 1 do 
in em Janeiro de 1907 e o n.* 11-12 em Dezembro; a pu- 
blicacSo contìnua. Mensal: — Director: Martìns Filbo. — Re- 
dactores: Adolpho Silva, Agrìpino Silva, Costa Sego Ju- 
nior, Marianno Lemos, José Alfredo e oatros. CóU. 8arh 
fAnna Araujo. 

1477. — A Coisa. — S. Louren^o, 1904, in-... 

Apparecea em meiados de Mar9o; faltam-nos porme- 
nores. 



1478. — O Vigia. — Foiba semanal. — Bd>edouro, (Càruarà} 
Typ, d\0 Oaruaruenee»), 1904, in-fol. peq. 

n.* 1 e unico salo a 27 de Mar90. Anno lOfOOO ; 
n.« avulso 100 réis. Propriedade de Emygdio Conto. Pri- 
meira e unica foiba locai. Coli. SanfAnna Araujo, 

1479. — ^A Espada. — Jornal critico e pilherioo. — Vidoria, 
1904, in-4-. 

n.* 1 salo a 27 de MarQO e o n.* 2 (ultimo) a 5 
de Junho. N.** avulso 100 réis. Ooll. Sant'Anna Araujo. 



1480.— O Fogo.— Jornal critico.— Victoria, 1904, ìn-4.«. 
Appareceu em fins de Mar9o; faltam-nos ponnenores. 



14S1.— Futhalia.— Jfeci/e, 1904,iii-32. 

N.° iiuko de Abril ; bomenagem a M."' GathaKa Lemos. 
CoU. Saul' A una Araujo. 

1482. — O Bìsturi. — Critico e hunniii>tica — S. Louren^ 
da MaUa (Rmfe, Typf), 1904, iu-8'. 

n.' 1 salo a 17 de Abril e o n." 2 (ultfino) a 2 de 
Maio. Quinzenal. Trimestre 500 réis. Director: Felix Fi- 
delis. Coli. SanfAnna Araujo. 

1483. — A Beao^&O. — Periodico litterario e noticioso con- 
sagrado aos interesse» locaes. — Oarpina (Floreata don 
Lede»), {Reàje, Typ. do ^Jomaldo R&nfe»), 1904, in- 
foi, med. 

n.' 1 salo a 22 de Marpo e o n.* 10 {oli) a 13 de 
Agosto. Director e proprietario: Vicente Maia Barreto. Ro- 
dactores : Chateaubriand de Mollo e José Brasiliano. Appa- 
recera antes em Palmares. (Vide o N.° 1453.) Coli. San- 
t'Anna Araujo. 

1484. — O CardoBO. — Bedfe, Empreza d^tA Provincia', 
1904, in-fol. 

N.* unico de 23 de Jimho; bomenagem a Antonio 
Cardoso. <hll. Sant'Anna Araujo. 

1485.-^-0 (Tommeroio. — Cobo, (Red/e, 2Vp. Miranda), 
1904-5, ìn-fol. med. 

n.' 1 do Anno I salo a 10 de Julho de 1904 e o n." 
12 (ultimo) a 15 de Dezembro; o n.* 1 do II e ultimo a 15 
de Janeiro de 1905 e o n.* 13 (ult.) a 15 de Maio. Quiuze- 
nal. Anno 9^000. Proprietarios e directores : Aniceto Va- 
rejSo e Alfredo Preitas. Kedactores: os academìcos Josó 
Sette, Jo5o Demetrio, JoSo Claudio e Josó Duarte. Coli. 
Sant'Anna Araujo. 

74 



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A/O'/.// 

^/// H//T^(^^ , If- /l. Irt-iL 

O w/ I ^^:o * 1 V d-r -J.:v. e o li-* 7 oìn::::- a 22 de 

Orf'|M,'f;ho, H<y;r'^^ri'/ : Oviar O:T'\iiiirt0, Agente: Maand 
\ÀìffUf:io, OAL HfinC AnwÀ Armijo. 

14M^--K}a£eta MercantiL — Foiba indipendente e noti- 
i'Atfm. — It/'/nfe^ Atelier Miranda^ Rua Duque de Ca- 
xUm, n: 37, Hif 4, ÌD-foL 

n!* 1 Kafo a 18 de Julho e o n.« 10 (ultimo) a 23 de 
Ap;oKt<^ Piiblica<;^> dua8 vezes por semana. Propriedade de 
Dominio llaijg^jl JoSo Demetrio. Coli. Sant'Anna Araujo. 

1460.— Oazeta Litteraria.— i2ea/é, Ik/p. Imprenda Inr 
dutflruil, 1904, in-fol. peq. 

O II,» 1 Ha(() a .'JO do Julho e o n.* 8 (ultimo) a 30 de 
OiiIuIm'o. (iiiin/.onal. Trimostre 2$000. Redactores: Moreira 
(JnnloHo, Adolplu) HimfloH, Gustavo Finto, Marcio Marquese 
J. HhnOuM. Coli SanVAnna Aratijo. 

14iB0.— O Urubù.— 72<^o(/c, (%>. da Agenda JomalisUoa), 
mu, lu-4'». 

O n.« 1 salo a IV2 (ò^ic) do Julho e o n.« 2 (ultimo) a 20 
do Ag^isto. ihlL SoPifAnna Araujo. 



687 



1481. — O Bemtivi. Orgam humoristico e noticìoso. — 

Areias (Redfe^ Atelier Miranda) y 1904, in-fol. peq. 

n.** 1 salo a 11 de Agosto e o n.^ 3 (ultimo) a 27. Se- 
manal. Anno 4$000. Coli. SanVAnna Aravjo, 

1492. — ^A Cultura Aoademica. — Sciencias e Lettras. — 
Becifej Imprensa Industriaiy Rua Visconde de Ilapa^ 
rica, iQ-^l, 1904-6, in-4% 4 vola, de 290, 240, 257 
e 248 pp. 

fase. I do Tomo I, Tol. I, salo a 11 de Agosto de 
1904 e o fase, m (ultimo) do Tomo U, Voi. E, a 24 de 
Junho de 1906; alóm de um fase, especial (de 111 pp.), 
consagrado à Memoria de Martins Junior, publicado a 22 
de Setembro de 1904. Bimensal. Anno 10$000; n.** avulso 
3$000. Tiragem 3-4000 exemplares. Propriedade e direcijSo 
de J. E. da Erota e Tasconcellos. Abundantemente illus- 
trada de photogravuras, continha numerosas e selectas pro- 
duC96es, em prosa e verso, de Arthur Orlando, Erancisco 
Alexandrino, Vicente Eerrer, Phaelante da Camara, Santos 
Netto, Lustosa de Ereitas, A.-6. Araujo Jorge, Cruz Oli vei- 
ra, Carlos Porto Carreiro, Virginio Marques, Pinto de 
Abreu, José de Barros lima, Clovis Bevllaqua, J. M. Mao- 
Dowel, Earia Neves, Samuel Martins, Carlos Xavier. Sil- 
veìra de Souza, Matheus de Albuquerque, Arthur Muniz, 
Carlos Pontes, Maria Eragoso, Eustachio Pereira (Fanéca)^ 
Claudino dos Santos, G. Wanderley Loyo, Prado Sampaio, 
A. de Souza Pinto, José Carlos Borges, Cameiro' da Ciuiha, 
E. Pinto de ' Abreu, Rodrigues de Mello, Julio Pires, Luiz 
Eranco, JoSo Beltrfio de Andrade Lima, Alt. Castro, Emesto 
C. de Oliveira e Cruz, Odilon Nestor, Rodolpho Garcia, 
Eran9a Pereira, Eemando Barroca, Aprigio Garcia, Adelino 
Eilho, Cameiro VileUa, Bianor de Medeiros, Durval de Bri- 
to, Adalberto Peregrino, E. A. Pereira da Costa, Tito Rosas, 
Eiuza de Pontes, Luiz de Carvalho, Octavio Cunha, Lau- 
rindo LeSo, Trajano Chacon, Alberto Julio de Góes TeUes, 
J. B. Regueira Costa, Eugenio de Sa Pereira, Arlindo de 
Andrade, Epitacio Pessoa, Alberto Pinheiro, Olintho Victor, 
Nilo Caheté, Tranquilino LeitSLo, Soriano de Albuquerque e 



588 



Hersilio de Soaza, lentes, bachareis oa estadantes da Facnl- 
dade de Direito do Becife. Foì ìnquestionavelmente a melhor 
publica^So acaderaica ató hoje apparecida era Pemambaco. 
No fase, especial, cK)nsagrado à Memoria de Martins Junior, 
collaborarara Clovis Bevilaqua, Gervasio Fioravanti, Arthur 
Orlando, Oswaldo Machado, Arthur Muniz, Theotonio Freire, 
Durval de Britto, Virgilio de Sa Pereira, A.-G. de Araujo 
Jorge, Bianor de Medeiros, Fran9a Pereira, Carlos Porto 
Carreiro e Phaelante da Camara. A Cultura Academica 
trazia corno annexo : 

1493. — ^O Correìo Academico. — Annexo a «A Cultura 
Academica». — Recife, Imprenda Indudriaij Rua Vi»' 
conde de Itaparica^ i.9--51j 1904-6, in-4^ 

n.» 1 do Anno I salo a 11 de Agosto de 1904 e o 
n.« 6 (ultimo) a 24 de Junho de 1905; o n.* 1 do Anno II e 
ultimo salo a 11 de Agosto de 1905 e o n.* 6 (ultimo) a 24 
de Junho de 1906. Bimensal. Assignatura gratis. Tira- 
gem de 3-4000 exemplares. Kedigido por J. E. da Frota e 
Tasconcellos, destinava-se a «integrar a execuijao do desi- 
deratum i'A Cultura Academica^ tendo um caracter va- 
riado e despretenciosamente noticioso. Continha numerosos 
retratos e dados biographicos de estudantes notaveis daepocha. 

1494. — Mystico Ramalbete. — Pernambuoo, Empr. 
d\A Provinoiaiì, 1904, in-fol. peq. 

N.° unico de 17 de Agosto; homenagem a Maria Santis- 
sima no faustoso dia de sua Immaculada ConceigSLo; tributo 
de amor filial da confraria de N.* S.* de Lourdes, na Benha. 
ColL SnnfAnna Araujo. 

1495.— O Recife.— Folha alegre e illustrada. — Redfe, 
Typ. Boìditreau, 1904, in-fol. 

n.'* 1 salo a 3 de Seterabro e o n.* XI (ultimo) a 11 
de Novembre. Semanal. Semestre 3$000. Coli. San f Anna 
Araujo, 



689 



1496.— O Brazii Independente.— fi^i/«, Atelier Mi- 

randuy 1904, in-fol. peq. 

N.* unico de 7 de Setembro; polyanthéa commemora- 
tiva da data da Independencia. Coli, SanfAnna Araujo. 



1487. O MorcegO.— Jornal humoristioo e noticìoso. — 

Yidoria, (Typ. dVO Lidador»), 1904, in-4« peq. 

n.* 1 salo a 7 de Setembro e o n.** 4 (ultimo) a 9 de 
Outubro. SemanaL N/ avulso 100 réis. Coli. SanfAnna 
Araujo, 

1488. — ^A Verdade. — Periodico Hterario e uoticioso. — 
Reoife, 1904, in-fol. 

n.* 1 saio a 12 de Setembro e o n.* 4 (ultimo) a 3 de 
Outubro. Trazia comò divisa: diretto e a lei^ ajustifta e 
a grey. SemanaL Trimestre 3$000. Proprietarios e edi- 
tores: M. Nunes Correia e J. F. de Moraes e Silva. Coli. 
SanfAnna Araujo. 

1489.-0 Luizinho.— /Jeci/e», 1904, in-16^ 

n.» 1 e unico salo a 6 de Outubro; homenagem a 
Luiz LeSo. Coli. SanfAnna Araujo. 

1500.— 18 de Outubro.— jBeoi/6, 1904, in-fol. peq. 

N." unico de 18 de Outubro ; homenagem da Sociedade 
Musical Euterpe & eximia pianista D. Thereza Diniz. Coli. 
SanfAnna Araujo. 

1501. — O Janota.— Orgam de um conventilho bohemio 
(n.<* 1-4). Periodico humoristioo e illiistrado. — Re- 
eife, Typ, da Agenda Jornalidica^ 1904, in-fol. 

n.* 1 salo a 18 de Outubro e o n." 6 (ultimo) a 30 de 
Dezembro. Semanal. Trimestre 1$200. Coli. SanfAnna 
Araujo. 



590 



1502. — A Reforma.— Org&o do Partido Revisionista.— 
liecifef Tìjp. Bua 16 de Novemòro, n,® 4,1, 1904-5, 
in-fol. 



nj* 1 do Anno I saio a 10 de Novembre de 1904 
e n.* 42 (nltlrao) a 30 de Dezembro ; o n.* 1 do E e 
ultimo a 2 do Janeiro de 1905 e o n.* 51 (ult.) a 4 de 
MarQO. Diario. Anno 22|000; n.* avulso 100 réis. Tira- 
gom de 2000 exemplares. Redactores : José Mariano Car- 
neiro da Cunha, Gaspar Drummond, Pbaelante da Camara, 
Aristarcho Lopes, Rodolpho d'Araujo, Gervasio Fioravanti, 
Louren90 de Sa, JoSo Augusto Maranhao, Aprigio de Mi- 
randa Castro, Feliciano André Gonies, José de Godoy e 
Vasconcellos, Quintino Qalhardo, Carlos Mariz e Eudides 
Quintoiro. Gerente: Euclides Quinteiro. Coli. Sant'Anna 
Araujo, 



1603. — Homenagem. — Quipapd, (Becife), 1904, in-foi 

N.® unico de 15 de Novembre; homenagem ao Coro- 
nel Carlos de Abreu. Coli SanfÀnna Araujo. 



1604.— O Lins. — Redfe, Typ. do «Jomal Pequenoi^y 1904, 
in-4^ 



N.® unico de 29 de Novembre; homenagem da cor- 
pora94lo typographica do Jornal Pequeno a Joaqoim Caldas 
Lins. Coli. Sanf Aitila Araujo, 



1606. — O Braga. — Recife, 1904, in-fol. peq. 

N.*^ unico de 18 de Dezembro; homenagem ao Coro- 
nel Alexandre Braga. Coli, SanfAtifia Araujo. 



591 



1506. — ^Archivo Poetico. — ^Revista de publioasào se- 
manal. — Beci/e, Imprensa Indudrial, iSSly Rua 
Vtsoonde de Itaparioa^ 1904, m-8*, 16 pp. 



Safram 2 n~ s. d.— Sèrie de 10 n.*» 1$000; n.*» avulso 
100 réis. Promettia ser ca mais completa e mais barata 
coUecgSo de versos ató hoje pubUcada em lingua portu- 
gueza». Coli. San f Anna Araujo. 



1507. — Sport.— iZeci/e, (Empr. d\A Provincia») ^ 1905, 
in-fol. 



n." 1 salo a 7 de Janeiro e o n.® 2 (ultimo) a 14. 
SemanaL 'S* avulso 100 réis. Coli Sant'Anna Araujo. 



1506. — Jomal de Medicina de Fernambuco.— 

Recife, Imprenaa Industriai, 1905-8, in-4° gr. 



n.o 1 do Anno I salo a 16 de Janeiro de 1905 e o 
n.® 12 (uliimo) a 16 de Dezembro; o n.® 1 do II a 16 de Ja- 
neiro de 1906 e o n.° 12 (ult.) a 16 de Dezembro ; o n.« 1 
do m a 16 de Janeiro de 1907 e o n."» 12 (ult.) a 16 de De- 
zembro; a publica9ao continua estando no Anno IV. Men- 
sal. Anno 10$000. N.*» avulso 1$000. Tiragem de 1000 
exemplares. Redactor-chefe: Dr. Octavio de Freitas. Col- 
laboradores effectivos: Drs. Constancio Pontual, Arnobio 
Marques, Simòes Barbosa, Oscar Coutinho, Ascanio Pei- 
xoto, JoSo Marques, Alcides Codeceira, J. J. d'Avila, Lis- 
boa Coutinho e Eustaquio de Carvalho. Coli SanfAnna 
Araujo. 



■ IIPI 



i 

I 



592 



1609.-— O Municipio— Folha aemanal.— Qaipopd, Typ. 
Bw Dr, nona e Silva, n." U (n.«* 1-3) e -Bua Frd- 
iaa Henriqìiea, n.« 1 (n.** 4-12), 1905, in-fol. 

n.® 1 salo a 2 de Fevereiro e o n.** 12 (ultimo) a 20 
de Abril. Anno 10$000; n.® avulso 200 réis. Bedactores: 
Napoleao Galvio, Manuel Duarte, Jofto Valenza Junior, Au- 
gusto Galvào e MagalhSes Soares. Gerente : Fedro Amerioo 
GalvSk). Coli. Sant'Anna Araujo. 



1510.— O Vigia,--«SemaDario humoristioo e noticioeo. — 
Tigipióf (Recife, Typ, do ujomal do Reoife»), 1905, 
in-fol. peq. 

n.° 1 salo a 19 de Fevereiro e o n.* 3 (ultimo) a 5 de 
Mar90. Coli. SanfAnna Araujo. 

1511. — O Independente. — Jomal imparcia], Doticioeo, 

de interesses geraes. — Cabo, (Redfe, Typ. Miranda), 
1905, in-fol. med. 

n.» 1 salo a 25 de Fevereiro e o n.* 11 (ultimo) a 20 
de Maio. Semanal. Semestre 4$000. Director e proprie- 
tario : Arthur Godofredo Finto. Coli. SanfAnna Araiujo. 



1612.— O Catanebio.— Orgào do Club «Cataoebios do 
Amor». — Becife, 1905, in-4^ 

N.* unico de 3 de Mar90. Jomaleco carnavalesco. Coli 
SanfAnna Araujo. 



1518.— O SeTT^dOT.—Timbaiiòa, (Redfe, Typ. da Un 
vraria Qmtemporanea, Bua 16 de Novembro, n.* 65), 
1905 e 7, in-fol. peq. 

n.' 1 salo a 5 de Mar^o de 1905 e o n.^ 2 (ultimo) a 
10 de Fevereiro de 1907. Jomal carnavalesco. CoU. San- 
fAnna Araujo. 



693 



1614.— O Treìio.—Reoife, (Typ. Miranda), 1905, in-fol. 

peq- 

n.* 1 salo a 16 de Mar^o e o n.' 2 (ultimo) a 30. 
QuinzenaL Trimestre 1$000. Jornalzinho literario da prò- 
priedade e gerencia de Antonio de Carvalho. ColL San* 
fAnna Araujo. 



1515.— O Gallo.— Orgam da fortuna em todoa os parti- 
dos e indispensa vel em todas as festas. — Redfey 1905, 
in— fol. peq. 

N.* unico de Mar90. Jornal loterico. Coli, SanfAnna 
Araujo. 



1516. — O Panciuto.— jReoi/e, 1905, in-fol. peq. 

N.* unico de 5 de Abril ; homenagem dos admiradores 
de Francisco Pernandes, «0 Menino Cobra». Coli. Safìr 
VAnna Araujo. 



1517. — CJorreio de Oravate*. — Periodico Litterario e 
Notìcioso consagrado aos interesses locaes. — OranaJlà, de 
Bezerros (Becife, Typ. Miranda), 1905, in-fol. peq. 

n.' 1 salo a 16 de Abril o o n.' 2 (ultimo) a 26. 
Anno 12$000. Primeira foiba locai redigida por Vicente 
Barreto. Coli. SanfAnna Araujo. 



1518. — O Iscariote. — Bedfe, (Typ. da Agenda «/omo- 
Ustica), 1905, in-fol. peq. 

N.» 1 e unico de 22 de AbriL Coli. SanfAnna 
Araujo* 

75 



594 



1619w— TJni&O Operarla. — Orgio do Openrìado em 

Fernambuco. — Recife, Typ. do ^Jamal do Reoife» 
(n/* l-3j e Alhergue TypographicOj Rua da» Larm^ei- 
rfiJf, 16 (d « 4 1-ll ni), 1905-7, in-foL 

D.« 1 do Anno I salo a 1 de Maio de 1905 e o 
n.» 6 (ultimo) a 20 de Novembre; o n.» 1 do II a 14 de 
Janeiro de 1906 e o n.* 13 (ult) a 23 de Dezembro; o 
n/ 1 do in e ultimo a 14 de Janeiro de 1907 e o il.' 11 
(ult) a 22 de Julho. Publica^jao irregular. Anno 5^000; 
n.* avuko 100 r6is. Director: Cyrillo Ribeiro. Coli. San- 
t'Anna Araujo. 



1S20» — O Ziza. — Recife, (Typ. da Agenda Jomalidioa 
Pemamòìicana), 1905, 6 e 7, in-4*. 

N.*~ especiaes (3) de 26 de Agosto. — Homenagem ao 
Dr. Zoforino Gonpalves Agra, cujo retrato ornava a 1* pag. 
do 1* n^ Coli SdnVAmm Araujo, 

1621.^) Sportsman. — Beoife^ (^P* do ^Jomal do Be- 

oifejy 1905, in-fol. peq. 

n.» 1 salo a 14 de Outubro e o n/ 9 (ultimo) a 2 de 
Dozombro. — Somanal. DistribuÌ9ao gratuita. — Propriedade 
e rodaovflo do «Hyppodromo do Campo Grande.» CoU, 
San f Anna Araujo. 

1522.— O SBbÌ&.— Recife, Typ. deumP. Jf.,1905, in-8«. 

N.* unico do 15 de Outubro; bomenagem a Angelo 
Villana. Coli SanVAnna Araujo. 

1623.— Org&o da Uni&o Sportiva Femambuca- 

na. — Renfe, (Typ, dovJomal doRecife»), 1905, in-fol. 

n/ l unico salo a 15 de Outubro. — Distribuii 
gnxtuita. Ooronto : Affonso de Moraes Pinheiro. Foi sub- 
stituido pol7) Tnrf (N.* 1524), ColL Sant'Anna Arm^ 



695 



1624.-^ Torf.— Orgào da Uniao Sportiva Pernambaca- 
na — Redfey 1906-6, in-fol. peq. 

IL- 1 salo a 22 de Outubro de 1905 e o n.. 15 (ultimo) 
a 27 de Janeiro de 1906. — SemanaL DistrlbuÌ9So gratuita. 
— Gerente : Affonso de Moraes Pinheiro. Coli. SanfAnna 
Araujo. 

1525.— -O Martello.— Orgao neutro. — Recife^ C^P» ^^ 
«Jomo/rfoiJecf/e»^, 1905, ia-foL peq. 

n.* 1 e unico saio a 23 de Novembre. Jornal de 
annuncios do leiloeiro José Isidoro Martins. DistribuÌ9ào 
gratuita. CcUl. SanfAnna Araujo, 

1526. — A Cruz Vermelha. — Orgao do estabelecimento 
do mesmo nome e dedicado ils dìstinctissimas familias 
pemambucanas.— JBeci/^, (Typ. da Agenda Jomalistica 
Pemambucana) , 1905, in-fol. peq. 

n/ 1 e unico safo em Outubro. DistribuÌ9ao grntuita. 
Coli. SanfAnna Araujo. 

1527.— Org&o do Circo Lusitano. — Becifcy (Typ. 

do fcJomal do Becife»), 1905, in-fol. peq. 

Sairam 2 n.^ s. d., em Outubro. — DistribuÌ9ao gratuita. 
— Director e proprietario : H. Lustre. — Foi substituido pelo 
Orgào do Collyseu Metallico (N.^ 1535). Coli. SanfAnna 
Araujo. 

1528.— A Patria.— i2ec{/6, Typ. J. B. Edelbrock, Bua 
Marquezde Oiinda, n.' 4, 1905, in-fol. peq. 

N.* unico de Outubro; homenagem da mocidade do 
oommercio de Fernambuco aos oflSciaes da canhoneira — 
Pàtria. Coli SanfAnna Araujo. 



696 



1529. — O Matuto. — Cobo, (Beeife, Typ. Miranda)^ 
1905-8, in-4.o (n.«» 1-2) e in-fol. peq. (don.* 3 em 
diante). 

n.« 1 do Anno I salo em Outubro de 1905 e o 
n.« 12 (ultimo) a 30 de Dezembro; o n." 1 do II a 14 
de Janeiro de 1906 e o n.» 48 (alt.) a 22 de Dezembro; 
o n.' 1 do III a 12 de Janeiro de 1907 e o n.*» 47 (ult) 
a 21 de Dezerabo; a publicagao prosegue. Semanal. Tri- 
mestre 1$000; n.* avulso 100 réis. Propriedade de Ma- 
nuel T. de Albuquerque Lins. Coli, 8a7iVAnna Araujo. 



1630. — Gazetinha. — Orgao recreativo. — Palmares, Typ. 
Bua Corond Aibstredino n." 16, 1905-6, in-4». 

n." 1 salo a 5 de Novembre de 1905 e o n.« 21 
(ultimo) a 25 de Mar9o de 1906. Mez 300 róis. — Gerente : 
Lectacio A. Monteiro. Coli. BanVAnna Araujo, 



1531. — Oazeta de Palmares. — Heddomadario lìttera- 

rio e noticioso. — Palmaresy Typ, da «Chzda de Palma" 
rea», 1905-8, in-fol. peq. 

n.» 1 do Anno I salo a 5 de Novembre de 1905 e 
n.*^ 9 (ultimo) a 31 de Dezembro; o n.* 1 do II a 6 de 
Janeiro de 1906 e desde entao a publica9ao prosegue re- 
gularmente estando no Anno IV. Semanal. Mez 500 réis. 
Tiragem de 500 exemplares. A principio esteve sob a di- 
rec9f&o de uma associa^ao infanti!, assumindo a feÌ9So actoal 
a partir do Anno II, comò propriedade de Lectacio de Al- 
meida Montenegro e sob a redac9ao de Gerendo Borba, 
Demetrio de Almeida, Modesto de Almeida, Fenelon Perrei- 
ra e José Lagreca; presentemente acha-se sob a direc9So 
exclusiva do proprietario. Coli SanVAnna Araujo, 



697 



1582.— A Casa Idéal. — Orgam do estabelecimento do 
mesmo nome e dedicado às disiinctissimas familias per- 
nambacanas. — Reeife, (l]fp. da Agenda Jomàlidica 
Pernawhucana)y 1905, in~fol. peq. 

n.° 1 salo em Novembro e o n.' 2 (ultimo) em De- 
oembro. DistribuÌ92lo gratuita. CoìL SanfAnna Araujo, 

1533.-— A Noiva. — Orgam da proprìedade da Loja da 
Noi va de Octavio Bandeira. — Redfcy {Typ, da Agenda 
JornalisUca Peì^nambucana), 1905, in-fol. peq. 

IL* 1 salo em Novembro e o n.** 2 (ultimo) em De- 
zembro. DÌ8tribm93o gratuita. Tiragem de 2000 exemplares. 
Coli. SanfAnna Araujo. 

1534L — ^A Verdade. — ^Orgam do Commercio de Bonito. — 
BmUoy {Bedfcy Typ. Miranda?), 1905, in-fol. 

N.° 1 e unico s. d. (Novembre ?). Propriedade de Os- 
waldo Orlando de Almeida. DistribuÌ9ao gratuita. Coli. 
SanfAnna Araujo, 

1585.— Org&o do Colyseu Metallico Brasileiro.-* 

Bedfe, (Typ, do «Jomal do Redfe»), 1905, in-fol. peq* 

Salram 15 n.°' s. d., em Novembre e Dezembro. Dis- 
tribuÌ9ao gratuita. Director-proprietario: BL Lustre. Coli. 
SarU^Anna Araujo. 



1586. — O Theatro. — Orgam de propaganda theatral. — 
HedfCy (Typ. do ti Jomal do Bedfe»), 1905, in-fol. peq. 

n." 1 saio a 29 de Novembre e o n.^ 4 (ultimo) a 
9 de Dezembro. DistribuÌ9ao gratuita. Propriedade da Com- 
panhia Excentrica de Variedades dirigida pelo Beai Illu- 
sionista CoDun. Carisi. Coli. SanfAnna Araujo. 



698 



1687.— O Calangro.— Organi de propaganda doa cigar- 
roB Calangros. — Reeifcy 1905, in-foL, tit. gr. 

N.' unico de Dezembro; distribuigSo gratuita. ChU, 
SanfAnna Araujo, 

1688.— O Trocista.— Ca6o, (Red/e, Typ. Mranàa)^ 
1905, in-4^ 

N." unico de Dezembro ; supplemento humoristico a 
Mattilo (N.* 1529). Coli. SanVAnna Araujo. 



1689.— O 18 de Janeiro. — Reeife, {Typ. da Agema 
Jomatislioa), 1906, in-4^ 

N.* unico de 16 de Janeiro; homenagem a J. Agostì- 
nho Bezerra. Coli. SanfAnna Araujo. 

1640. — O Diretto.— Orgam reformista, notioioso e littera- 
rio. — PaJfnareSy (iJeci/c, Typ. A. Jomalistica), 1906, 
in-foU peq. 

n* 1 salo a 17 de Janeiro e o n.' 5 (ultimo) a 18 de 
Margo. Trimestre 1$200; n.* avulso 100 réis. Trazia a di- 
visa: A Cexar o que é de Cexar. Ao Povo o que é do Favo. 
Bedactores: Ad. Marroquim, M, Griz Filho e M. Poixoto. 
Coli. BanfAnna Araujo. 



1641.— Dois de Fevereiro.— i2ecì/e, (Typ .da Agenda 
JomcUùtìoa), 1906, in-4*. 

N.*^ unico de 2 de Fevereiro; homenagem a Affonso 
Ferreira Baltar. Coli. SanfAnna Araujo. 



599 



1542.-^AItair. — Becife, (2VP* ^ Agenda JomaBsHoa 
Pemambuoana)^ 1906, m-8*. 

O n.* 1 do Anno II salo a 21 de Fevereiro e o n,® 2 
(ultimo) a 5 de Maio. Bedactoras : Floris Bevilaqua e Doris 
Thereza Bevilaqua. A publica(^ come^oa no Bio de Ja- 
neiro em 1905. Coli. BanfAnna Araujo. 



1543. — A. Patria. — Orgam litterarìo e noticìoeo (n.** 4-6). 
Orgam independeDfe e noticioso (a.^ 7-9). Gtaranhun^y 
Typ. Bua D. José, n.» 12, (n ~ 1-4) e Bua Dr. José 
Marodlino, n.« S2, (n.*- 5-9), 1906 e 7 in-fol.med. 

n."* 1 saio a 25 de Fevereiro de 1906; a pnblica9So 
foì snspensa, com o n.» 6, a 29 de Abril, recotnme9ando 
oom n.^ 7, a 3 de MarQO de 1907 e terminando, com o 
n.* 9, a 17 : SemanaL Trimestre 1$100 ; [n.* avulso 100 
réis. Propriedade de Antonio de Oliveira (n.^ 1-3) e JoSo 
H. Souza (4-6), e de José ElesbSo de Araujo (n.~ 7-9). 
Bedactores (n.~ 1-6) : Luiz Correia Brasil e Arttiur Maia. 
OolL Sani* Anna Araujo. 



1544. — ^A Caixeira. — Orgam do Club Camavalesoo das 
Caixeiras. — Redfey 1906, in-8**. 

n.* l e unico saio a 26 de Fevereiro. CbM. 8an^ 
fAnna Araujo. 

ISIS.'— A Caneca. — Orgam do Club C. M. Canequinbas. 
— Bedfey 1906, ìn-fol. peq. 

n." 1 e unico saio a 26 de Fevereiro. Coli San- 
fAnna Araujo. 



600 



1546. — O Cara-Dura. — Orgam do Club Caniavalesao 
«Cara-Dura». — JReeife, Typ. da Agenda Jamatutioa^ 
1906, in-fol. 

n.® 1 e unico salo a 26 de Fevereiro. Director: 
JoSo Minhoca. Cbll. Sani* Anna Araujo, 



1547. — O Empalhador.— Orgam do Club C. M. Empa- 
Ihadores do Feitosa. — Typ. da « Uniào Operano» 1906, 
in-fol. 

N.° unico de 26 de Fevrereiro. Coli San f Anna Araujo. 

1548.— O Opportuno.— K»i6atóa, (Becife, lyp. da lÀo. 
Ramiro & F^hoa), 1906 e 7, in-fol. peq. 

n.» 1 salo a 26 de Fevereiro de 1906 e o n.® 2 (idtì- 
mo) a 11 de Fevereiro de 1907. — Propriedade e direc9fto 
dh Job Sa. Chll. SanVAnna Araujo, 



1649. — O Prato. — Orgao camavalesco do Restaurant Mar- 
quez de Pombal. — Becifcy 1906, in-fol. peq. 

K.* unico de 26 de Fevereiro. Coli. SanfAnna Araujo. 



1550.— O Talher. — Orgào de quem quer passar bem eoo- 
nomicamente. — Recife, (Typ. «Maison Qdc»)y 1906, 
in-fol. 

N.» unico de Fevereiro. Coli SanfAnna Araujo. 

1551. — ^A Colher. — Becife, (Typ^ do t^Jornal do Becìfe»)^ 
1906, in-32. 

n.« 1 e unico salo a 23 de Mar9o. Director: Fr. K Cete. 
Coli SanfAnna Araujo. 



i 



COI 



1582.-Jomal do Recife.— i2eci/e, Typ. do aJomal do 
Bedfe»^ 1906, iii-lol. med. 

n.» 84 do Anao XLIX (uuìco) salo a 1 5 de Abril- 
Fac-simile reduzido do diario do mesmo titolo, publioado 
ein homenagein ao respectivo arrendatn*io, Luiz Pereira de 
Oliveira Faria, no dia do seu anniversario natalicio. Cbll. 
SanfAnna Araujo, 



1553.— Nova Bevista. — Beci/e, (Empr. d\A Promn- 
ciom), 1906, in-fol. jieq, 

n." 1 salo em Margo e o n.* 2 (ultimo) em Junho. 
MensaL N.*» avulso 500 réis.— Director : Mendes Martins. 
Secretano: A Silveira Carvalho. Gerente: Affonso Saldanha. 
Coli. SanfAnna Araujo. 



1554. — O Livro.— Periodico litterario. — Recifcy (Typ. da 
Agenda Jomalistioa Feuftambucana), 1906, in-4.*» 
(n.«« 1-IV) e ìn-foL peq. (n.» V). 

n." 1 salo a 24 de Abril e o n.*» V (ultimo) a 11 de 
Agosto. N.*» avulso 100 róis. Kedactores: Arlindo Dias, 
JoSo Freitas, Octacilio Feijó e Antonio Celso. ColL Ban- 
fAnna Araujo, 



1565.— Luzeiro da Verdade.— /?ec(/e, (Typ. da Agen- 
da Jomalistica Pemamhucana) j 1906, in-4'. 

N." unico de 14 do 5* mez do Anno da V.-. L.-. 5906. 
— Homenagem da Aug.\ e Resp.*. Loj.-. Gap.-. Luxeiro da 
Verdade ao Dr. Zef crino Gon9alves Agra, cujo retrato or- 
nava a 1^ pag. ColL SanfAnna Araujo. 

li) 



602 



1556. — O Philatelista Femambucano. — Jonisl< 

raensal dedicado aos oolleocionadores de eellos e cartOee 
postaes. — Recife, (Empr. d\A Provind»), 1906, in-4*. 

n. 1 saio a 15 de Maio e o n.^ 6 (ultimo) em No- 
vembro. Anno 3$000. — Tiragem de 2000 exemplares. Di- 
rector: Luiz Augusto Alves da Silva. — Bedactores: José 
Sotero, Oscar Bamos e 6. Barbosa Yianna. Cóli. San- 
fAnna Araujo. 



1557.— O Theatro.— Jornal de Til & Venù.— Littero- 
artìstico e noticioso. — Becife, Typ. da Agenda JomcJU- 
tica, 1906 e 7, in-fol. peq, (n.* 1-7) e in-4.* (n.« espec.) 

n.* 1 saio a 2 de Junho de 1906, o n.« 7 a 6 de 
Julho, e n.* especial (ultimo) a 31 de Outubro de 1907. — 
Publica9ao duas vezes por semana. — N.* avulso 200 réis. 
Coli. SanVAnna Araujo. 



1558. — O ArreboL — ^Folha recreativa, litteraria e Doti- 
ciosa. — Bedfe, (Typ. Miranda) , 1906, in-fol. peq. 

n.» 1 salo a 5 de Junho e o n.« 2 (ul